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Dia Mundial do AVC: casos entre jovens têm aumentado

Dados revelam que, em quase duas décadas, mais de 174 mil jovens morreram no Brasil por doenças cerebrovasculares

Por Ligado no Sul29/10/2022 08h30
Foto/Fernanda Zampoli

Considerado a segunda principal causa de mortes no Brasil, o acidente vascular cerebral (AVC) é celebrado mundialmente no dia 29 de outubro. O Dia Mundial do AVC tem como propósito alertar sobre os cuidados com a saúde cerebrovascular. Segundo a Organização Mundial de AVC, 70 mil brasileiros morrem de AVC todos os anos e um em cada 10 pessoas que sofreram o derrame terão outro ataque nos 12 meses seguintes.

Embora mais comum entre adultos mais velhos, os casos de AVC em jovens e pessoas de meia idade tem crescido nas últimas décadas. De acordo com as últimas informações disponíveis no painel de Mortalidade do DataSUS, dos anos 2000 até 2019, 174.355 pessoas até 49 anos morreram no Brasil, em decorrência de doenças cerebrovasculares. As justificativas para o quadro vão desde hábitos pouco saudáveis até os métodos atuais de diagnósticos mais precisos, o que contribuiria para o aumento dos números. “Os jovens estão expostos mais precocemente a fatores de risco como sedentarismo, pressão arterial elevada, diabetes, colesterol alto e obesidade”, explica o neurocirurgião, Luiz Lavradas Jr.

Para o médico, o índice de AVC em jovens está crescendo por causa do aumento da aterosclerose (doença crônica caracterizada pela formação de placas de gorduras na parede dos vasos sanguíneos). “O tratamento preventivo engloba o controle de vários fatores de risco, além da necessidade de não fumar, ter uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos”, alerta.

Sintomas e tratamento

Os sintomas do AVC em jovens não diferem muito de outras faixas etárias. Os mais frequentes são a diminuição ou a perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo; alteração súbita da sensibilidade, com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo; alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular e para entender; dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente.

O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, como a tomografia e a ressonância magnética, que permitem identificar a área do cérebro afetada e o tipo do derrame cerebral, que podem ser de dois principais tipos: isquêmico (85% dos casos), quando há parada do sangue que chega ao cérebro, provocado pela obstrução dos vasos sanguíneos e o hemorrágico, caracterizado por sangramento dentro do tecido cerebral.

O tratamento de um paciente com a doença, seja ele adulto ou jovem, vai depender do tipo de AVC.  “Além de medicações, tanto nos casos de isquemia quanto de hemorragia, devemos avaliar a necessidade de intervenção cirúrgica. A agilidade no atendimento do AVC é essencial. Quanto mais rápido for diagnosticado e tratado, menor é a sua extensão e consequentemente menores são as sequelas do paciente”, esclarece

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