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Vanesa Bagio Mente em Foco
Psicóloga, empreendedora e especialista em saúde mental.
Vanesa Bagio é uma psicóloga apaixonada por desenvolvimento humano, dedicando sua carreira através de orientações para o autodesenvolvimento, auxiliando pessoas a descobrirem seu potencial e encontrar o equilíbrio emocional, com ampla experiência em atendimentos individualizado, familiares e casais, presencial e online, vêm transformado a vida de pessoas no Brasil e também no exterior.
Com formação em psicologia e especialização em diversas áreas, suas abordagens psicoterapêuticas combinam com técnicas, métodos criativos e dinâmicas psicológicas inovadoras, promovendo principalmente o controle da ansiedade.
Além de seu trabalho clínico, Vanesa possui mais de 10 anos de vivência na área de Recursos Humanos, o que lhe confere conhecimento sobre diversos aspectos relacionados ao mundo corporativo, atuando nas empresas em Recrutamento e Seleção, palestras, workshops e conteúdo educacional. Seu objetivo é capacitar as pessoas para superar desafios emocionais, promover a inteligência emocional, relacionamentos saudáveis e alcançar uma vida significativa.
Muito ativa na sociedade, além das especialidades, também é Practitioner em Programação Neurolinguística – PNL
Bullying pode deixar marcas que atravessa a infância e afetam a vida adulta
Por Vanesa Bagio21/10/2026 14h30
Foto/Divulgação
O bullying e a exposição a situações de humilhação, críticas e rejeição podem deixar marcas que vão muito além da infância e da adolescência. As consequências podem aparecer na autoestima, nos relacionamentos, na vida acadêmica e até no ambiente profissional. O assunto voltou a ganhar visibilidade após a repercussão de conteúdos publicados pelo influenciador Felca, ampliando o debate sobre violência, exposição nas redes sociais e saúde emocional.
Na minha opinião, é importante compreender que o sofrimento provocado por essas experiências nem sempre termina quando as agressões acabam. Quando uma criança é repetidamente humilhada, ridicularizada ou excluída, ela pode começar a enxergar o ambiente social como um lugar de ameaça. Em vez de entender que está sendo vítima de um comportamento inadequado, pode internalizar a ideia de que existe algo errado com ela.
Essas experiências podem contribuir para o desenvolvimento da ansiedade social, também conhecida como fobia social. O transtorno é caracterizado por um medo intenso e persistente de ser observado, avaliado ou julgado negativamente pelos outros.
Ressalto que existe uma diferença entre timidez e fobia social. A timidez pode gerar desconforto em algumas situações, mas não necessariamente impede a pessoa de viver suas experiências. Na fobia social, o medo pode ser tão intenso que a pessoa começa a evitar conversas, apresentações, reuniões, relacionamentos e até atividades simples do cotidiano.
Destaco, porém, que nem toda pessoa que sofre bullying desenvolverá o transtorno. O bullying pode ser um fator de risco, mas não é a única causa. Isso depende de diferentes fatores, como a intensidade das agressões, a rede de apoio e as experiências vividas ao longo do desenvolvimento.
Medo de ser julgado pode limitar escolhas
Na vida adulta, as marcas dessas experiências podem aparecer de diferentes formas. A pessoa pode sentir dificuldade para se posicionar, medo de falar em público, necessidade excessiva de aprovação ou receio de iniciar relacionamentos por acreditar que será rejeitada. Às vezes, a pessoa deixa de aproveitar oportunidades profissionais, evita encontros ou não consegue expressar o que pensa porque tem medo de passar vergonha. O problema não é simplesmente sentir timidez, mas permitir que o medo de ser julgado comece a determinar suas escolhas e limitar sua vida.
Entre os sinais de alerta estão a ansiedade intensa antes de situações sociais, o receio constante de cometer erros, sintomas físicos como taquicardia e tremores, além do isolamento e da evitação de atividades importantes.
Saliento, quando o medo começa a prejudicar os estudos, o trabalho, os relacionamentos ou a qualidade de vida, é importante investigar o que está acontecendo e buscar ajuda profissional.
Redes sociais ampliam a exposição
Se antes as situações de humilhação estavam mais restritas ao ambiente escolar ou aos círculos de convivência, hoje as redes sociais podem ampliar o alcance das agressões. Comentários ofensivos, compartilhamento de imagens sem consentimento, cyberbullying e comparação constante com padrões idealizados de beleza e sucesso podem intensificar a insegurança. Uma crítica que antes acontecia em um ambiente restrito pode ser registrada, compartilhada e reproduzida para milhares de pessoas. Para quem já tem medo de ser julgado, essa exposição pode aumentar a sensação de ameaça.
Chamo a atenção para a necessidade de não medir o próprio valor pela aprovação virtual. Precisamos ensinar crianças e adolescentes que visibilidade não é sinônimo de valor pessoal e que a aprovação nas redes sociais não pode ser a medida da própria identidade.
Família e escola têm papel fundamental
Identificar o sofrimento nem sempre é simples, porque muitas crianças e adolescentes não conseguem falar sobre o que estão vivendo. Vergonha, medo de retaliação e receio de não serem compreendidos podem fazer com que escondam as agressões.
Mudanças de comportamento, isolamento, recusa em ir à escola, queda no rendimento, irritabilidade e alterações no sono são sinais que merecem atenção, embora não indiquem, isoladamente, que exista bullying.
Oriento que pais e professores acolham a criança sem culpa-la ou minimizar o que aconteceu. Em vez de perguntar por que ela não se defendeu, precisamos perguntar o que está acontecendo, como ela se sente e o que podemos fazer para que se sinta segura. A criança precisa saber que não é culpada pela violência que sofreu e que não precisa enfrentar essa situação sozinha.
Reforço que a escola deve investigar os fatos, proteger os envolvidos e agir para interromper as agressões. Tratar o bullying como uma simples brincadeira pode agravar o sofrimento e transmitir a mensagem de que a violência é aceitável.
Psicoterapia pode ajudar a reconstruir a segurança emocional
Para quem já apresenta sintomas de ansiedade social, existe tratamento. A psicoterapia pode ajudar a identificar pensamentos negativos, compreender crenças construídas ao longo da vida e desenvolver recursos para enfrentar situações sociais de maneira gradual e segura. Uma pessoa que sofreu humilhações pode crescer acreditando que será rejeitada sempre que se expuser. Na psicoterapia, podemos trabalhar essas crenças, a autocrítica, a vergonha e o medo de avaliação, ajudando essa pessoa a construir novas formas de se perceber e se relacionar.
Em alguns casos, uma avaliação médica também pode ser indicada, unindo um trabalho multidisciplinar.
Ressalto que superar a ansiedade social não significa necessariamente tornar-se extrovertido, mas recuperar a liberdade de fazer escolhas sem ser controlado pelo medo.
Você não precisa se tornar uma pessoa extrovertida para superar a ansiedade social. O objetivo é conseguir se relacionar, se posicionar e viver experiências sem que o medo controle sua vida.
Visibilidade precisa se transformar em conscientização
A repercussão de conteúdos publicados por influenciadores como Felca também pode contribuir para ampliar a discussão sobre bullying, exposição e saúde mental, especialmente entre os jovens. Quando pessoas com grande alcance abordam esses temas, ajudam a dar visibilidade a experiências que muitas vezes são silenciadas.
Muitas pessoas que sofreram humilhações cresceram ouvindo que precisavam ser mais fortes, que tudo não passava de uma brincadeira ou que deveriam simplesmente esquecer. Quando esse assunto ganha espaço, elas podem reconhecer que aquilo que viveram teve impacto e merece ser elaborado.
Destaco, no entanto, que a repercussão precisa ser acompanhada de informação responsável, prevenção e ações concretas. A exposição pública não substitui o cuidado psicológico nem as medidas necessárias para proteger as vítimas. Precisamos parar de ensinar as pessoas a suportar a humilhação e começar a ensinar a sociedade a respeitar os limites do outro. Nem toda pessoa que sofre bullying desenvolverá um transtorno psicológico, mas toda criança merece crescer em um ambiente onde se sinta segura para ser quem é.
Reconhecer os efeitos dessas experiências é um passo importante para prevenir o sofrimento e incentivar a busca por ajuda. O passado pode ter influenciado a história de alguém, mas não precisa determinar todas as suas possibilidades de futuro.
Fique bem! Siga @vanesabagio.psi para buscar mais informações e lembre-se: “Sua saúde mental importa tanto quanto qualquer outra área da sua vida.”
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O desafio de continuar humano em uma sociedade cada vez mais tecnológica. Por Vanesa Bagio
Por Vanesa Bagio13/08/2026 15h00
A inteligência artificial já faz parte da nossa rotina e tende a ocupar um espaço ainda maior nos próximos anos. Mas, acredito, que a principal discussão sobre tecnologia e saúde mental não deveria estar apenas na possibilidade de a inteligência artificial substituir profissionais.
Antes de pensar se a tecnologia vai substituir alguém, precisamos olhar para uma questão mais profunda: como estamos aprendendo a lidar com nossas próprias emoções em uma sociedade que nos oferece respostas cada vez mais rápidas?.
Na avaliação da psicóloga, um dos grandes desafios será justamente preservar habilidades humanas que não podem ser reduzidas à velocidade de uma resposta tecnológica.
Estamos desenvolvendo tecnologias capazes de responder rapidamente, mas precisamos continuar desenvolvendo pessoas capazes de tolerar dúvidas, frustrações, silêncios e emoções desconfortáveis. Inteligência emocional não significa ter uma resposta para tudo. Significa conseguir permanecer em contato com aquilo que sentimos enquanto construímos respostas mais conscientes.
A tecnologia não precisa ser vista como oposta às relações humanas. O ponto central está na forma como ela será utilizada.
A inteligência artificial continuará fazendo parte da nossa vida. O desafio não será escolher entre tecnologia e relações humanas, mas aprender a utilizar esses recursos sem abrir mão da nossa capacidade de pensar, sentir, questionar, estabelecer vínculos e fazer escolhas conscientes, mas lembre-se: ela não irá estender a mão quando alguém precisar de um abraço.
Nesse cenário, desenvolver inteligência emocional passa a ser também uma forma de preservar a autonomia diante de um mundo cada vez mais acelerado. A tecnologia pode oferecer respostas, mas compreender o que sentimos, avaliar possibilidades e decidir como agir continua sendo uma responsabilidade essencialmente humana.
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O vício em dopamina: por que estamos cada vez mais cansados? Por Vanesa Bagio
Por Vanesa Bagio01/07/2026 15h00
Você já pegou o celular para responder uma mensagem e, alguns minutos depois, percebeu que estava assistindo vídeos, lendo notícias ou navegando pelas redes sociais sem nem lembrar o motivo inicial?
Essa cena tem se tornado cada vez mais comum. Vivemos em uma era onde a atenção se tornou um dos recursos mais disputados do mundo. Empresas de tecnologia investem bilhões para manter nossos olhos fixos nas telas pelo maior tempo possível. E o cérebro humano responde a esses estímulos.
A dopamina, neurotransmissor relacionado à motivação e à expectativa de recompensa, é liberada sempre que recebemos uma curtida, uma mensagem, uma notificação ou encontramos algo novo para consumir. O problema não está na dopamina em si, mas na frequência com que buscamos essas pequenas recompensas ao longo do dia.
Nosso cérebro não foi projetado para receber centenas de estímulos diários. Entretanto, muitas pessoas acordam verificando mensagens, trabalham acompanhando notificações, fazem refeições olhando para telas e encerram o dia consumindo conteúdos até poucos minutos antes de dormir.
O resultado desse comportamento aparece silenciosamente: dificuldade de concentração, sensação constante de distração, impaciência, irritabilidade, cansaço mental e a impressão de que estamos sempre ocupados, mas pouco produtivos.
É cada vez mais frequente, eu ouvir relatos de pessoas emocionalmente exaustas sem identificar um motivo específico. Muitas vezes não existe um grande problema acontecendo. O que existe é uma mente sobrecarregada por excesso de informações, comparações sociais, cobranças e estímulos constantes.
Esse cenário também pode contribuir para o agravamento de quadros de ansiedade, depressão, transtornos do sono, burnout e dificuldades de atenção. Não porque as redes sociais sejam as únicas responsáveis, mas porque elas ampliam fatores de vulnerabilidade que já estão presentes na vida de muitas pessoas.
Talvez o maior prejuízo não seja apenas a perda da concentração. Estamos perdendo algo ainda mais valioso: a capacidade de permanecer presentes. Presentes em uma conversa, em uma refeição, em um momento de descanso ou até mesmo em nossos próprios pensamentos.
A boa notícia é que o cérebro possui uma extraordinária capacidade de adaptação. Reduzir o uso excessivo das telas, criar momentos de pausa, retomar a leitura, praticar atividade física e estabelecer limites digitais são estratégias que ajudam a recuperar o foco e o equilíbrio emocional.
Mais do que perguntar quanto tempo passamos conectados, talvez seja hora de refletirmos sobre outra questão: estamos usando a tecnologia ou estamos sendo usados por ela?
Fique bem!
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2026 começa pela mente: prevenção, consciência e inteligência emocional como prioridade. Por Vanesa Bagio
Por Vanesa Bagio07/01/2026 15h00
Foto/Divulgação
O ano de 2026 inicia com um chamado claro: não é mais possível adiar o cuidado com a saúde mental. Janeiro Branco chega, mais uma vez, como um convite simbólico à reflexão, mas agora em um cenário diferente: mais consciente, mais exigente e, ao mesmo tempo, mais vulnerável. Entramos neste novo ciclo carregando os efeitos emocionais acumulados de anos intensos, e a prevenção passa a ocupar um lugar central nas discussões individuais e organizacionais.
Na prática clínica, o início de 2026 revela um padrão já conhecido, porém mais nítido: pessoas que ‘funcionam’, mas não estão bem. A inteligência emocional surge como uma competência essencial para lidar com ansiedade, tomada de decisão, frustrações e relações interpessoais. Não se trata de “controlar emoções”, mas de compreendê-las, regulá-las e utilizá-las de forma estratégica na vida pessoal e profissional.
No contexto organizacional, a saúde mental deixa definitivamente o campo do discurso e avança para a gestão. Empresas que desejam sustentabilidade precisam investir em prevenção emocional, comunicação assertiva, liderança consciente e ambientes psicologicamente seguros. O adoecimento emocional impacta diretamente a produtividade, o clima organizacional e a retenção de talentos e 2026 exige respostas mais técnicas, éticas e baseadas em evidências.
Janeiro Branco, neste ano, ganha um significado ampliado: não é apenas sobre falar de sentimentos, mas sobre estruturar ações contínuas de cuidado. Programas de inteligência emocional, treinamentos preventivos, acompanhamento psicológico e desenvolvimento de líderes emocionalmente preparados tornam-se estratégias de proteção, não de correção tardia (NR1).
A prevenção, por sua vez, é o eixo mais urgente. Prevenir não é evitar desafios, mas fortalecer recursos internos e coletivos para atravessá-los com mais equilíbrio. É ensinar pessoas a reconhecer sinais precoces de estresse, burnout, ansiedade e sofrimento psíquico antes que se tornem crises. É transformar o cuidado emocional em cultura, e não em intervenção emergencial.
Começar 2026 falando de saúde mental é, acima de tudo, um posicionamento. Um compromisso com escolhas mais conscientes, relações mais saudáveis e modelos de trabalho mais humanos. Que este novo ano seja menos sobre sobrevivência emocional e mais sobre construção de bem-estar, clareza e sentido individualmente e nas organizações.
Seja no âmbito pessoal ou organizacional, o momento é agora: olhar para a mente com responsabilidade, investir em desenvolvimento emocional e transformar cuidado em prática contínua. Janeiro Branco não é um mês simbólico é um ponto de partida para um ano inteiro de escolhas mais saudáveis, relações mais conscientes e ambientes emocionalmente sustentáveis.
Fique bem!
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