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Ana Maria Dalsasso Educação
É Professora de Comunicação. Formada em LETRAS – Português/Inglês e respectivas Literaturas, Pós-graduada em Metodologia do Ensino pela Universidade Federal de SC - UFSC, cursou a primeira parte do Doutorado em Educação pela Universidade de Jáen na Espanha, porém não concluiu. Atua na área da Educação há mais de quarenta anos. Em sua trajetória profissional, além de ministrar aulas, exerceu a função de Diretora de Escola Pública, Coordenadora Pedagógica da Escola Barriga Verde, Pró-Reitora de Ensino de Graduação do UNIBAVE/ Orleans. Dedica parte de seu tempo livre com trabalhos de Assistência Social e Educacional, foi membro do Lions Clube Internacional por longos anos, hoje faz parte da AMHO – Amigos do Hospital, além de outros trabalhos voluntários na comunidade e seu entorno. Revisora de trabalhos acadêmicos: Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado.
“Farmar Aura: Quando a aparência enterra o conteúdo”. Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso04/08/2026 15h00
Imagem/Reprodução Internet
A cada época surgem comportamentos que se transformam em moda entre os jovens. Alguns são inofensivos, outros até estimulam a criatividade. No entanto, há tendências que merecem reflexão. Uma delas é o chamado “farmar aura”, expressão usada para descrever atitudes, poses, caretas, gestos e encenações feitas com o objetivo de parecer interessante, misterioso ou admirável diante de uma plateia, principalmente nas redes sociais.
Na minha visão, esse fenômeno é um sintoma da decadência de valores que atinge parte das novas gerações. É uma das modas mais pobres e vazias dos últimos tempos, pois incentiva a substituição da essência pela aparência, do conteúdo pela performance e da autenticidade pela necessidade de aprovação.
Causa tristeza observar tantos jovens dedicando tempo e energia para produzir vídeos repletos de mímicas, expressões corporais exageradas e gestos sem qualquer significado, apenas para conquistar curtidas e comentários. Quando o objetivo da vida passa a ser impressionar desconhecidos na internet, perde-se de vista aquilo que realmente constrói uma pessoa: o conhecimento, a cultura, a responsabilidade e o desenvolvimento intelectual.
Enquanto muitos se preocupam em “farmar aura”, deixam de cultivar algo muito mais valioso: o hábito da leitura, o prazer pelo estudo, a capacidade de questionar, refletir e formar opiniões próprias. Vivemos uma época em que a informação nunca esteve tão disponível, mas, paradoxalmente, cresce a superficialidade. Há quem conheça todas as tendências das redes sociais, mas desconheça a própria história, a literatura, a ciência e os acontecimentos que moldam o mundo.
É claro que essa crítica não se dirige a todos os jovens. Felizmente, existe uma parcela significativa que estuda, trabalha, lê, empreende e busca construir um futuro sólido. O problema está justamente na força que determinados modismos exercem, transformando comportamentos superficiais em modelos de sucesso e reconhecimento.
Nenhuma sociedade se fortalece apoiada em tendências passageiras ou na necessidade permanente de impressionar uma plateia. Povos verdadeiramente desenvolvidos investem em educação, pensamento crítico, ética, disciplina e compromisso com o bem comum. São esses valores que produzem cidadãos capazes de transformar a realidade.
A busca incessante por aprovação nas redes sociais revela uma preocupante inversão de valores e convida à reflexão sobre o papel da educação, da cultura e do pensamento crítico. Elas podem ser excelentes ferramentas de comunicação e aprendizado, desde que sejam usadas com equilíbrio e propósito. O risco surge quando passam a definir o valor das pessoas pela quantidade de visualizações ou seguidores, e não pela qualidade de suas ideias e de suas ações.
No fim, toda moda passa. O que permanece é o legado construído ao longo da vida. O caráter, o conhecimento, a integridade, a honestidade e a cultura continuam sendo os verdadeiros pilares de uma geração que deseja deixar marcas positivas na sociedade. A aura que realmente merece ser cultivada não é aquela criada para as câmeras, mas a que nasce do respeito, da inteligência, do trabalho e dos valores que nenhum algoritmo é capaz de produzir.
*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal.
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Muito além da taça: As grandes lições da Copa do Mundo. Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso21/07/2026 14h00
Imagem gerada por IA
A Copa do Mundo é um espetáculo que mobiliza nações, desperta emoções e une povos de diferentes culturas em torno de um mesmo ideal. No entanto, muito além dos gols, das comemorações e da disputa pelo título, ela nos deixa valiosas lições que podem ser aplicadas em todos os aspectos da vida. Afinal, o esporte, quando observado com atenção, revela princípios indispensáveis para quem deseja alcançar grandes conquistas.
A primeira delas é que as grandes vitórias nunca acontecem por acaso. Não existem campeões improvisados. Toda conquista é resultado de muito preparo, planejamento, dedicação, disciplina e incontáveis horas de treinamento. Antes do brilho das medalhas, existe o sacrifício; antes da glória, existe o esforço silencioso; antes do reconhecimento, existe a perseverança de quem não desistiu diante das dificuldades.
Outra lição incontestável é que o talento, por si só, não basta. Um jogador brilhante pode decidir uma partida, mas somente uma equipe unida é capaz de conquistar um campeonato. O verdadeiro sucesso nasce quando talentos individuais são colocados a serviço do coletivo. A união, o espírito de equipe, o respeito mútuo e o compromisso com um objetivo comum transformam bons atletas em verdadeiros campeões.
A Copa também demonstra que os grandes desafios são vencidos quando o talento caminha lado a lado com a disciplina, a força, o foco, a determinação e o equilíbrio emocional. Nenhuma equipe suporta a pressão de uma competição tão intensa apenas com habilidade técnica. É preciso inteligência para tomar decisões, coragem para enfrentar os momentos difíceis e maturidade para manter a serenidade diante das adversidades
Mas talvez uma das maiores lições seja compreender que vencer e perder fazem parte da caminhada. A derrota, embora dolorosa, não representa o fim. Ela pode ser a mais importante das professoras quando desperta a humildade, estimula a autocrítica e impulsiona a busca pelo aperfeiçoamento. Saber perder é uma demonstração de grandeza.
Da mesma forma, reconhecer os méritos do vencedor é um gesto de nobreza. Aplaudir quem foi melhor, valorizar o talento do adversário e respeitar sua conquista não diminui quem perdeu; ao contrário, engrandece seu caráter. O esporte ensina que rivalidade jamais deve significar desrespeito. A verdadeira competição é aquela que inspira crescimento, aprendizado e admiração mútua.
Que as lições desta Copa do Mundo não permaneçam apenas dentro dos estádios. Que elas nos acompanhem na família, no trabalho, na escola e em nossa convivência diária. O mundo precisa de pessoas que compreendam que as maiores conquistas são construídas com esforço, união, disciplina, respeito e perseverança. Porque, no fim das contas, os verdadeiros campeões não são apenas aqueles que levantam uma taça, mas aqueles que fazem da ética, da humildade e do trabalho coletivo o caminho para vencer na vida.
*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal.
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Muito além da derrota. Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso07/07/2026 15h00
Foto/IA
A eliminação da Seleção Brasileira da Copa do Mundo provocou tristeza e frustração em milhões de torcedores. Confesso, porém, que não me surpreendi com o resultado. Quem, como eu, teve o privilégio de acompanhar as grandes gerações do futebol brasileiro percebeu, antes mesmo do início da competição, que nossa equipe não reunia as características que marcaram os grandes campeões do passado.
Na minha percepção, falta aos nossos atletas algo que nunca faltou às seleções das épocas de ouro: amor à camisa, comprometimento com a Pátria e maturidade para compreender o significado de representar uma nação inteira. Hoje, muitos jogadores alcançam fama e fortunas ainda muito jovens. O sucesso e os altos salários, por vezes, parecem afastá-los da entrega total dentro de campo. Dá a impressão de que jogam muito mais pela carreira e pelos contratos do que pelo orgulho de defender as cores do Brasil.
Os grandes ídolos do passado entravam em campo de corpo e alma. Eram verdadeiros heróis nacionais. Sabiam que cada partida representava a esperança de milhões de brasileiros e, por isso, lutavam até o último minuto. Nem sempre venciam, mas jamais deixavam a impressão de que lhes faltara dedicação.
O que mais me emocionou, entretanto, não foi a derrota, e sim a atitude das crianças. Vi meninos e meninas cantando o Hino Nacional com entusiasmo, vestindo orgulhosamente a camisa da Seleção, rezando pela vitória e acreditando no sonho do hexacampeonato. Ao apito final, muitas choraram. Não choravam apenas pela eliminação; choravam porque seus heróis não corresponderam às expectativas que nelas haviam despertado.
Talvez essa seja a maior lição deixada por esta Copa. Precisamos ensinar às nossas crianças e aos nossos jovens que a esperança nunca deve morrer, independentemente de uma vitória ou de uma derrota. A vida continuará oferecendo desafios, e somente com dedicação, disciplina, responsabilidade e comprometimento será possível alcançar
O Brasil perdeu uma Copa. Que não percamos, porém, a oportunidade de ensinar às novas gerações que talento sem compromisso dificilmente produz grandes vitórias e que nenhuma conquista acontece sem esforço, humildade e dedicação. Essa talvez seja a maior lição deixada por mais uma eliminação brasileira.
*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal.
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O Hino que o mundo admira e o Brasil esquece. Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso23/06/2026 15h00
Imagem gerada por IA
O Hino Nacional Brasileiro é uma das mais belas expressões do sentimento patriótico de nosso povo. Sua melodia grandiosa e sua letra rica em significado atravessaram gerações, tornando-se um dos principais símbolos da identidade nacional. Curiosamente, aquilo que muitas vezes não valorizamos em nosso próprio país é reconhecido pelo mundo. Para nosso orgulho, entre os hinos das diversas nações participantes da Copa do Mundo, o nosso foi eleito o mais belo por sua letra, melodia, emoção e força que transmite.
Entretanto, enquanto o mundo admira nosso hino, cresce entre nós um preocupante processo de distanciamento em relação a ele. Cada vez menos brasileiros conhecem sua história, seu significado e sua importância. O que deveria ser motivo de orgulho nacional acaba sendo tratado com indiferença por uma parcela significativa da população.
Essa realidade torna-se ainda mais evidente nas escolas. Durante décadas, o ensino do Hino Nacional fez parte da formação cívica dos estudantes. Hoje, porém, muitas crianças e adolescentes não sabem cantá-lo integralmente e, em alguns casos, sequer reconhecem sua melodia. Quando a escola deixa de transmitir o respeito aos símbolos nacionais, perde-se uma oportunidade valiosa de fortalecer a consciência de pertencimento e de amor à pátria.
Outro aspecto preocupante é a crescente tentativa de modificar a forma como o hino é executado. Arranjos excessivamente alterados, adaptações e interpretações que descaracterizam sua essência acabam desrespeitando uma obra que representa a nação brasileira. O Hino Nacional não foi criado para servir a modismos ou preferências individuais. Ele possui uma forma oficial, definida e reconhecida, que deve ser preservada.
É importante lembrar que o hino não é uma peça para interpretações livres ou performances personalizadas. Ele é, acima de tudo, um canto cívico, destinado a unir os brasileiros em torno de valores comuns. Quando cada um passa a cantá-lo ou executá-lo à sua maneira, perde-se justamente aquilo que ele simboliza: a unidade nacional.
Diante desse cenário, torna-se necessária uma reflexão sobre a valorização dos símbolos pátrios. Talvez seja o momento de discutir políticas públicas e até mesmo legislações que reforcem o ensino obrigatório do Hino Nacional nas escolas. Não como mera formalidade, mas como parte da formação cidadã das novas gerações. Conhecer e respeitar os símbolos da pátria não é sinal de atraso; é demonstração de identidade, memória histórica e compromisso com a nação.
Um povo que desconhece seus símbolos corre o risco de perder suas referências. Valorizar o Hino Nacional Brasileiro é preservar uma parte importante da nossa história, da nossa cultura e da nossa própria alma como nação. O respeito ao hino não deve nascer da obrigação, mas da consciência de que ele representa a trajetória, as lutas, as conquistas e os sonhos de todos os brasileiros.
*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal.