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Ana Maria Dalsasso Educação
É Professora de Comunicação. Formada em LETRAS – Português/Inglês e respectivas Literaturas, Pós-graduada em Metodologia do Ensino pela Universidade Federal de SC - UFSC, cursou a primeira parte do Doutorado em Educação pela Universidade de Jáen na Espanha, porém não concluiu. Atua na área da Educação há mais de quarenta anos. Em sua trajetória profissional, além de ministrar aulas, exerceu a função de Diretora de Escola Pública, Coordenadora Pedagógica da Escola Barriga Verde, Pró-Reitora de Ensino de Graduação do UNIBAVE/ Orleans. Dedica parte de seu tempo livre com trabalhos de Assistência Social e Educacional, foi membro do Lions Clube Internacional por longos anos, hoje faz parte da AMHO – Amigos do Hospital, além de outros trabalhos voluntários na comunidade e seu entorno. Revisora de trabalhos acadêmicos: Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado.
Muito além da derrota. Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso07/07/2026 15h00
Foto/IA
A eliminação da Seleção Brasileira da Copa do Mundo provocou tristeza e frustração em milhões de torcedores. Confesso, porém, que não me surpreendi com o resultado. Quem, como eu, teve o privilégio de acompanhar as grandes gerações do futebol brasileiro percebeu, antes mesmo do início da competição, que nossa equipe não reunia as características que marcaram os grandes campeões do passado.
Na minha percepção, falta aos nossos atletas algo que nunca faltou às seleções das épocas de ouro: amor à camisa, comprometimento com a Pátria e maturidade para compreender o significado de representar uma nação inteira. Hoje, muitos jogadores alcançam fama e fortunas ainda muito jovens. O sucesso e os altos salários, por vezes, parecem afastá-los da entrega total dentro de campo. Dá a impressão de que jogam muito mais pela carreira e pelos contratos do que pelo orgulho de defender as cores do Brasil.
Os grandes ídolos do passado entravam em campo de corpo e alma. Eram verdadeiros heróis nacionais. Sabiam que cada partida representava a esperança de milhões de brasileiros e, por isso, lutavam até o último minuto. Nem sempre venciam, mas jamais deixavam a impressão de que lhes faltara dedicação.
O que mais me emocionou, entretanto, não foi a derrota, e sim a atitude das crianças. Vi meninos e meninas cantando o Hino Nacional com entusiasmo, vestindo orgulhosamente a camisa da Seleção, rezando pela vitória e acreditando no sonho do hexacampeonato. Ao apito final, muitas choraram. Não choravam apenas pela eliminação; choravam porque seus heróis não corresponderam às expectativas que nelas haviam despertado.
Talvez essa seja a maior lição deixada por esta Copa. Precisamos ensinar às nossas crianças e aos nossos jovens que a esperança nunca deve morrer, independentemente de uma vitória ou de uma derrota. A vida continuará oferecendo desafios, e somente com dedicação, disciplina, responsabilidade e comprometimento será possível alcançar
O Brasil perdeu uma Copa. Que não percamos, porém, a oportunidade de ensinar às novas gerações que talento sem compromisso dificilmente produz grandes vitórias e que nenhuma conquista acontece sem esforço, humildade e dedicação. Essa talvez seja a maior lição deixada por mais uma eliminação brasileira.
*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal.
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O Hino que o mundo admira e o Brasil esquece. Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso23/06/2026 15h00
Imagem gerada por IA
O Hino Nacional Brasileiro é uma das mais belas expressões do sentimento patriótico de nosso povo. Sua melodia grandiosa e sua letra rica em significado atravessaram gerações, tornando-se um dos principais símbolos da identidade nacional. Curiosamente, aquilo que muitas vezes não valorizamos em nosso próprio país é reconhecido pelo mundo. Para nosso orgulho, entre os hinos das diversas nações participantes da Copa do Mundo, o nosso foi eleito o mais belo por sua letra, melodia, emoção e força que transmite.
Entretanto, enquanto o mundo admira nosso hino, cresce entre nós um preocupante processo de distanciamento em relação a ele. Cada vez menos brasileiros conhecem sua história, seu significado e sua importância. O que deveria ser motivo de orgulho nacional acaba sendo tratado com indiferença por uma parcela significativa da população.
Essa realidade torna-se ainda mais evidente nas escolas. Durante décadas, o ensino do Hino Nacional fez parte da formação cívica dos estudantes. Hoje, porém, muitas crianças e adolescentes não sabem cantá-lo integralmente e, em alguns casos, sequer reconhecem sua melodia. Quando a escola deixa de transmitir o respeito aos símbolos nacionais, perde-se uma oportunidade valiosa de fortalecer a consciência de pertencimento e de amor à pátria.
Outro aspecto preocupante é a crescente tentativa de modificar a forma como o hino é executado. Arranjos excessivamente alterados, adaptações e interpretações que descaracterizam sua essência acabam desrespeitando uma obra que representa a nação brasileira. O Hino Nacional não foi criado para servir a modismos ou preferências individuais. Ele possui uma forma oficial, definida e reconhecida, que deve ser preservada.
É importante lembrar que o hino não é uma peça para interpretações livres ou performances personalizadas. Ele é, acima de tudo, um canto cívico, destinado a unir os brasileiros em torno de valores comuns. Quando cada um passa a cantá-lo ou executá-lo à sua maneira, perde-se justamente aquilo que ele simboliza: a unidade nacional.
Diante desse cenário, torna-se necessária uma reflexão sobre a valorização dos símbolos pátrios. Talvez seja o momento de discutir políticas públicas e até mesmo legislações que reforcem o ensino obrigatório do Hino Nacional nas escolas. Não como mera formalidade, mas como parte da formação cidadã das novas gerações. Conhecer e respeitar os símbolos da pátria não é sinal de atraso; é demonstração de identidade, memória histórica e compromisso com a nação.
Um povo que desconhece seus símbolos corre o risco de perder suas referências. Valorizar o Hino Nacional Brasileiro é preservar uma parte importante da nossa história, da nossa cultura e da nossa própria alma como nação. O respeito ao hino não deve nascer da obrigação, mas da consciência de que ele representa a trajetória, as lutas, as conquistas e os sonhos de todos os brasileiros.
*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal.
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Meio Ambiente: Entre a Retórica e a Realidade. Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso08/06/2026 15h05
Imagem gerada por IA
Celebrado em 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente convida a sociedade a refletir sobre uma das questões mais urgentes do nosso tempo: a relação entre o ser humano e a natureza. Mais do que uma data comemorativa, trata-se de um alerta sobre os danos acumulados ao longo de décadas de exploração desordenada dos recursos naturais.
Os problemas ambientais que hoje ameaçam o planeta não surgiram de forma repentina. São resultado de um processo histórico marcado pelo crescimento econômico sem planejamento, pelo consumismo excessivo e pela falsa ideia de que os recursos da natureza seriam inesgotáveis. Florestas foram derrubadas, rios contaminados, solos degradados e espécies extintas em nome de um progresso que, muitas vezes, ignorou os limites impostos pela própria natureza.
Grande parte dessa realidade decorre dos abusos cometidos pelo homem. A busca incessante pelo lucro, a exploração predatória dos recursos naturais e a ausência de uma consciência ambiental efetiva transformaram o meio ambiente em vítima de interesses imediatistas. Enquanto a natureza trabalha em ciclos lentos de renovação, a ação humana frequentemente atua com velocidade destrutiva, deixando marcas difíceis de reparar.
No Brasil, embora existam leis ambientais relativamente avançadas e uma vasta legislação voltada à preservação, nem sempre as políticas públicas alcançam os resultados esperados. Não são raras as denúncias de favorecimentos, corrupção, licenças concedidas de forma questionável e projetos que colocam interesses econômicos acima da proteção ambiental. Quando decisões são tomadas visando vantagens políticas ou benefícios financeiros para grupos específicos, o patrimônio natural da nação torna-se refém de interesses particulares, em prejuízo do bem comum.
Além disso, observa-se uma contradição preocupante: fala-se muito em sustentabilidade, preservação e responsabilidade ambiental, mas as ações concretas frequentemente ficam aquém dos discursos. Multiplicam-se campanhas, conferências e declarações de compromisso, enquanto problemas como o descarte inadequado de resíduos, o desmatamento ilegal, a poluição dos cursos d’água e a degradação dos ecossistemas continuam presentes. A teoria avança; a prática, nem sempre acompanha.
Diante desse cenário, surge uma pergunta inevitável: que futuro estamos construindo hoje? O mundo que as próximas gerações herdarão está sendo moldado pelas escolhas atuais. Se prevalecerem a negligência, o imediatismo e a exploração irresponsável, o preço será pago por nossos filhos e netos. Por outro lado, se houver compromisso real com a preservação, fiscalização séria das leis, educação ambiental e responsabilidade coletiva, ainda será possível garantir um futuro mais equilibrado.
O Dia Mundial do Meio Ambiente deve ser, portanto, um momento de reflexão, mas também de ação. A natureza não necessita de discursos eloquentes; necessita de atitudes concretas. Afinal, o futuro não é uma realidade distante: ele começa a ser construído pelas decisões que tomamos hoje.
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Entre a Ideologia e a Realidade da Maternidade. Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso26/05/2026 15h00
Foto/ Marcelo Camargo – Agência Brasil
A publicação da nova Carteira da Gestante 2026 pelo Ministério da Saúde reacendeu um debate que ultrapassa as questões administrativas e alcança temas fundamentais para a sociedade: a valorização da maternidade, a proteção da vida e o papel da família na formação humana.
Sob uma perspectiva conservadora, causa preocupação a substituição de termos historicamente ligados à maternidade por expressões genéricas que, na prática, acabam diluindo a identidade da mulher como mãe. A mulher não é apenas alguém que gesta. Ela é mãe. É quem carrega um filho em seu ventre, enfrenta as transformações da gravidez, dá à luz, alimenta, protege, educa e acompanha o desenvolvimento de seus filhos. A maternidade representa uma das mais nobres experiências humanas e merece reconhecimento, respeito e valorização.
Ao longo da história, a figura materna ocupou lugar central na constituição das famílias e das sociedades. É no colo da mãe que a criança recebe as primeiras lições de afeto, cuidado e convivência. Desvincular a gestação da maternidade significa ignorar uma realidade biológica, afetiva e social que acompanha a humanidade desde seus primórdios.
Outro aspecto que desperta inquietação é a percepção de que determinados conteúdos presentes na nova carteira podem abrir espaço para a ampliação de discussões relacionadas ao aborto. Para aqueles que defendem a vida desde a concepção, qualquer medida que enfraqueça a cultura da proteção ao nascituro representa um retrocesso moral e social. A vida humana é um valor inegociável e deve ser defendida em todas as suas etapas.
A família continua sendo o maior patrimônio da humanidade. É nela que se formam valores, princípios e referências que orientam a convivência social. Quando a família é fortalecida, toda a sociedade se fortalece. Quando é enfraquecida, multiplicam-se os problemas que hoje afligem os lares, como a violência, a desagregação familiar, a perda de referências éticas e a banalização da vida.
Mais do que debates ideológicos, o momento exige reflexão e responsabilidade. É necessário que a sociedade participe ativamente dessas discussões, defendendo aquilo que considera essencial para a preservação da dignidade humana. Valorizar a mãe, proteger a vida e fortalecer a família não são posições ultrapassadas; são compromissos que atravessam gerações e permanecem fundamentais para a construção de um futuro mais humano e mais justo.
Resgatar o respeito pela maternidade e pelos valores familiares significa reafirmar aquilo que há de mais precioso na experiência humana: o amor que gera, acolhe, educa e transforma vidas. Afinal, nenhuma sociedade prospera quando se afasta de suas bases mais sólidas, e a família continua sendo a principal delas.
*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal.