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BLOG
Rafael De Conti Urologia & Saúde Sexual Masculina
Dr. Rafael De Conti
CRM: Nº 11042 / RQE: Nº 5242
O Dr. Rafael De Conti atua desde 2005 no sul do Estado de Santa Catarina. É médico graduado pela Universidade Federal de Ciências Médicas (UFCSPA), em Porto Alegre (RS).
Curso de Medicina na Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre - FFFCMPA – (atual UFCSPA).
Residência Médica em Cirurgia Geral - Título de Especialista pelo CRM-SC e Conselho Federal de Medicina.
Residência Médica em Urologia no Complexo Hospitalar da Santa Casa de Porto Alegre, pela UFSCPA (RS).
Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia.
Preceptor e Instrutor de cirurgia do Programa de Residência Médica em Cirurgia Geral do Hospital São José, em Criciúma - SC.
Professor do curso de medicina da Unesc (Universidade do Extremo Sul Catarinense), disciplina de Urologia.
Membro da American Urological Association.
Médico Urologista do Corpo Clínico do Hospital São José, São João Batista e Unimed - Criciúma - SC.
Alerta médico: desinformação sobre “micropênis” pode colocar crianças em risco. Por Dr. Rafael de Conti
Por Rafael De Conti02/04/2026 15h00
NOTA CONJUNTA OFICIAL SOCIEDADE BRASILEIRA DE UROLOGIA (SBU), SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA (SBP), SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA e SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PEDIÁTRICA (CIPE)
(sociedades de especialidade médica a que se refere o Decreto nº8.516/2015, art. 2º, Parágrafo único)
Alerta à população
Em defesa da saúde das crianças contra diagnósticos incorretos e a administração inadequada de hormônios
As Sociedades das Especialidades Médicas que assinam este documento vêm a público manifestar profunda preocupação com a disseminação em redes sociais de falsas informações e recomendações inapropriadas de tratamento hormonal em crianças.
As aludidas informações não seguem a medicina baseada em evidências, desrespeitam princípios fundamentais da profissão e podem induzir famílias ao erro, levando a diagnósticos incorretos e tratamentos desnecessários, colocando saúde das crianças sob riscos graves.
Estão sendo divulgados conteúdos repetitivos e enganosos que incentivam pais e responsáveis a medirem o pênis de crianças em casa, induzindo-os a um falso diagnóstico de “micropênis”.
Frequentemente, essas postagens vêm acompanhadas de anúncios de terapias hormonais que são vendidas diretamente ao público, sob a infundada alegação de que existe uma “epidemia” de micropênis, algo que na realidade não existe.
Esta nota visa esclarecer a população a fim de proteger a integridade física e mental das crianças e adolescentes, reforçar princípios fundamentais da prática médica fundamentando-se nos seguintes pontos:
Por que não medir em casa? A avaliação do comprimento do pênis é um procedimento técnico que exige profissional e instrumentos adequados. Ela deve ser realizada em ambiente clínico apropriado. Um estudo realizado pelo Departamento de Urologia Pediátrica da SBU mostrou que medições do pênis realizadas por pessoas que não são da área da saúde têm alta taxa de erro.
Essas medidas podem levar a interpretações equivocadas do real tamanho do pênis, gerando ansiedade desnecessária, rótulos de alterações penianas que não existem, estresse físico e psicológico e busca por tratamentos indevidos.
O micropênis é uma condição clínica rara e isso é bem conhecido pela medicina. O diagnóstico é complexo e requer avaliação minuciosa por equipe multidisciplinar de especialistas envolvendo pediatras, urologistas, cirurgiões pediatras, endocrinologistas pediatras, geneticistas e outros. Esse diagnóstico não pode ser definido por uma medida isolada do pênis com régua ou fita métrica. Ele exige uma avaliação clínica detalhada, que inclui exame físico adequado, análise do histórico de saúde da criança, avaliação do desenvolvimento puberal e, quando indicado, exames laboratoriais e genéticos.
Os perigos do uso de hormônios sem necessidade: O uso de hormônios na infância é um assunto muito sério e restrito a casos específicos, após investigação profunda. O uso indiscriminado de hormônios ou seu uso sem indicações precisas pode causar danos graves e, muitas vezes, irreversíveis à saúde da criança e do adulto que um dia ele se tornará, incluindo infertilidade futura, alterações de crescimento e alterações hormonais. A prescrição médica responsável é sempre um ato que envolve conhecimento científico, ética e compromisso com o bem-estar do paciente. A decisão terapêutica deve ser individualizada e cuidadosamente discutida com a família.
Recomendações finais
As Sociedades Médicas recomendam que qualquer avaliação do desenvolvimento genital masculino na infância e adolescência seja realizada exclusivamente por médicos especialistas, utilizando técnicas adequadas e em ambiente clínico apropriado e respeitoso.
Diante da gravidade dessa desinformação propagada nas mídias sociais, as Sociedades que assinam essa nota informam que acionarão os órgãos competentes, incluindo o Ministério da Saúde, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o Ministério Público. Isso é importante para que, além de investigar condutas que contrariam a ética médica, seja preservado o bemestar das crianças e adolescentes e de suas famílias.
Reafirmamos nosso compromisso com a ética, com a ciência, com a medicina baseada em evidências e com a proteção integral da saúde física, mental e social de nossas crianças e adolescentes.
Permaneceremos vigilantes na orientação da população, no combate a práticas sem respaldo científico e na defesa incondicional da medicina baseada em evidências.
Brasil, 25 de março de 2026.
Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre o que a ciência nos mostra sobre esse tema, duas leituras recomendadas com documentos de sociedades médicas:
Documento Científico da Sociedade Brasileira de Pediatria:
Parecer da Sociedade Brasileira de Urologia e do seu Departamento de Uropediatria sobre Tratamentos Hormonais em Crianças Baseados em Medidas Caseiras Penianas
Novidades da Urologia em 2025 – Uma retrospectiva dos congressos urológicos e novidades. Por Dr Rafael De Conti
Por Rafael De Conti24/12/2025 14h00
Foto/Arquivo
Cirurgia Robótica no Sul de Santa Catarina em 2025
– O que mudou para os pacientes
O ano de 2025 trouxe avanços importantes na urologia, muitos deles já começando a impactar diretamente o cuidado com os pacientes. A combinação de novas tecnologias, exames mais precisos e tratamentos menos invasivos tornou o diagnóstico e o tratamento das doenças urológicas mais seguros, rápidos e confortáveis.
Câncer de próstata: diagnósticos mais precisos e cirurgias mais cuidadosas
Os exames para investigar câncer de próstata ficaram mais inteligentes. Um dos destaques foi um novo tipo de teste de sangue capaz de diferenciar melhor quando o aumento do PSA é causado por algo benigno ou por um tumor mais agressivo. Isso ajudou a reduzir biópsias desnecessárias e trouxe mais tranquilidade aos pacientes.
Nas cirurgias, técnicas que preservam nervos importantes para a ereção e a continência urinária evoluíram bastante. Em muitos centros, o uso de avaliações em tempo real durante a operação aumentou as chances de manter a função sexual e urinária após a prostatectomia, cirurgia essencial no combate ao câncer inicial da próstata
Câncer de rim e bexiga: exames menos invasivos
Outra novidade foi o desenvolvimento de testes urinários capazes de identificar sinais precoces de recorrência do câncer de rim. Isso significa menos exames invasivos e mais segurança no acompanhamento.
No câncer de bexiga, estudos mostraram que reforçar a imunoterapia com uma segunda dose da vacina BCG pode melhorar a proteção contra a volta do tumor, especialmente nos casos iniciais.
Tratamentos focais: menos agressivos e com recuperação mais rápida
As chamadas terapias focais ganharam força em 2025. Uma delas, conhecida como eletroporação irreversível, usa pulsos elétricos para destruir apenas as células doentes, preservando o tecido saudável ao redor. Para alguns pacientes com câncer de próstata localizado, essa técnica trouxe bons resultados com menos impacto na qualidade de vida.
Inteligência artificial no consultório e no centro cirúrgico
A inteligência artificial passou a ajudar médicos a interpretar exames, prever riscos e planejar cirurgias com mais precisão. Embora não substitua o especialista, ela se tornou uma ferramenta importante para decisões mais seguras e personalizadas.
O desafio do futuro: mais pacientes e menos médicos
Com o envelhecimento da população, aumentou o número de pessoas com doenças urológicas. Ao mesmo tempo, muitos países enfrentaram falta de profissionais na área. Isso estimulou a criação de modelos de atendimento mais eficientes, com equipes multidisciplinares e maior uso de tecnologia para agilizar o cuidado.
Em resumo, em 2025, a urologia deu passos importantes rumo a um cuidado mais humano, preciso e menos invasivo. Os avanços em exames, cirurgias e tecnologias digitais estão permitindo diagnósticos mais rápidos, tratamentos mais seguros e uma recuperação mais tranquila. O grande desafio agora é garantir que essas inovações cheguem a todos os pacientes, mantendo qualidade e acessibilidade.
Temos, por último, depois de diversas reuniões entre as diretorias dos Hospitais Unimed do Sul de Santa Catarina, uma grande perspectiva que começaremos com CIRURGIA ROBÓTICA no sul de Santa Catarina no próximo ano. A Urologia é a especialidade no mundo que mais realiza cirurgia robótica, em especial a PROSTATECTOMIA RADICAL ROBÓTICA, cirurgia usada para a cura do câncer da próstata. Teremos novidades na nossa região em 2026!
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Ressecção Endoscópica da Próstata – Método antigo e eficaz. Por Dr Rafael De Conti
Por Rafael De Conti28/10/2025 11h15
Foto/ Ilustrativas
Nas edições anteriores expliquei as diferentes tecnologias disponíveis para tratamento da hiperplasia prostática benigna (HBP). Falei do Rezum, do Hollep, do Green Laser.
Hoje, para melhor entendimento, explico a cirugia mais tradicional realizada pela uretra, para tratamento da HBP – a Ressecção Trans-uretral da Próstata – conhecida pelos urologistas e profissionais da saúde como RTU.
Em uma análise da história, a RTU é realizada há muitas décadas, vejam dados da história desta cirurgia nos arquivos dos livros médicos!
A ressecção transuretral da próstata (RTU-P) foi introduzida em sua forma moderna em 1943!
Entre 1948-1958, Max Hösel realizou aproximadamente 13.850 ressecções prostáticas com peso médio do adenoma de 30g e mortalidade <1%!
No congresso da American Urological Association (AUA) deste ano, congresso anual realizado todo ano em no mês e maio dos Estados Unidos, ente ano evento grande realizado na cidade de Las Vegas – Nevada, foi apresentado por um urologista americano que aproximadamente 45% das cirurgias de HBP nos E.U.A ainda são realizadas por este método, método seguro e ainda muito efetivo! No Brasil não é diferente. E isto, mesmo com todos os métodos inovadores e tecnológicos já explicados nas edições anteriores aqui neste site. Lembrando que os E.U.A são líderes em tecnologia e inovação, mas métodos novos sempre elevam o custo da medicina. Em resumo, na ausência de recursos para tecnologias inovadoras, a RTU é um excelente método para tratamento cirúrgico da HBP! Se este foi o método escolhido por você e pelo seu Urologista para tratamento cirúrgico da próstata, fique tranquilo, você está seguro! Ela foi por muitas décadas o método de escolha para cirurgias de próstatas menores, geralmente abaixo de 80 gramas.
Temos aqui então, a apresentação de todas as tecnologias disponíveis para tratamento cirúrgico da próstata pela uretra, sem necessidade de incisão no abdome. Lembrando que para casos de próstata muito grande, temos ainda a opção da cirurgia aberta ou da prostatectomia videolaroscópica ou assistida por robô.
Foto/Ilustrativa
Foto/Ilustrativa
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Tratamento Cirúrgico da Próstata com Green Laser. Por Dr Rafael de Conti
Por Rafael De Conti12/08/2025 15h00
Imagens/Ilustrativas
Oi, conforme programado, estamos dando sequência à apresentação das diferentes tecnologias que temos disponíveis para o tratamento cirúrgico da hiperplasia prostática benigna (HPB).
Como sabemos, a HBP é uma condição comum que afeta homens a partir da meia-idade, caracterizada pelo crescimento benigno da glândula prostática. Esse aumento pode causar sintomas urinários significativos, como jato fraco, dificuldade para iniciar a micção, aumento da frequência urinária, urgência e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Quando o tratamento medicamentoso não é suficiente para controlar os sintomas, ou há complicações como retenção urinária, infecções recorrentes ou formação de cálculos vesicais, a intervenção cirúrgica torna-se necessária.
Entre as opções cirúrgicas disponíveis, destaca-se o tratamento com Green Laser — também conhecido como GreenLight Laser. Essa tecnologia representa um avanço significativo na abordagem minimamente invasiva da HPB, oferecendo excelente eficácia, com menor risco de complicações.
O procedimento é realizado por via endoscópica, sem cortes externos. Através da uretra, um equipamento especializado emite um laser de luz verde, que é altamente absorvido pela hemoglobina. Essa característica permite a vaporização seletiva do tecido prostático aumentado, ao mesmo tempo em que promove coagulação dos vasos sanguíneos, reduzindo significativamente o risco de sangramento intraoperatório.
Principais benefícios do Green Laser:
Menor tempo de internação, com alta hospitalar geralmente no mesmo dia ou no dia seguinte;
Redução do tempo de uso da sonda vesical;
Recuperação mais rápida e retorno precoce às atividades cotidianas;
Excelente perfil de segurança, inclusive em pacientes que fazem uso de anticoagulantes;
Resultados duradouros na melhora do fluxo urinário e no alívio dos sintomas obstrutivos.
Como toda cirurgia, o tratamento com Green Laser pode apresentar efeitos adversos, como ardência miccional transitória, hematúria leve, infecção urinária ou, em casos raros, necessidade de reintervenção após alguns anos. No entanto, a taxa de complicações é baixa, e o índice de satisfação dos pacientes é elevado.
O Green Laser representa uma alternativa moderna e eficaz à ressecção transuretral da próstata (RTU), especialmente indicada para pacientes com próstatas de tamanho pequeno a moderado, ou para aqueles que apresentam contraindicações ao uso de técnicas convencionais. A escolha do método ideal deve ser individualizada, considerando o perfil clínico do paciente, o volume prostático e as expectativas em relação ao tratamento.
O Green Laser é uma dessas ferramentas que alia tecnologia, precisão e conforto, promovendo qualidade de vida com excelência terapêutica.