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Desoneração da folha de pagamento: Setores importantes de Santa Catarina ficam de fora da proposta do governo Federal

Presidente da FIESC diz que os setores que mais geram empregos no estado serão prejudicados

Por Ligado no Sul04/03/2024 08h53
Foto/Reprodução

Na última semana, o governo federal apresentou um novo projeto de lei que visa limitar a desoneração da folha de pagamento em 17 setores da economia. No entanto, a proposta tem desagradado entidades do segmento produtivo catarinense, pois deixa de fora importantes setores locais.

De acordo com a Federação das Indústrias, o projeto apresenta uma desoneração parcial, aplicando-se apenas à parcela do salário equivalente ao salário mínimo nacional, atualmente em R$ 1.412. Isso significa que a tributação passaria a ser integral para os valores salariais que ultrapassarem esse limite. Além disso, o projeto exclui setores cruciais para a economia catarinense, como as indústrias têxtil, de confecções e vestuário, de proteína animal e de máquinas e equipamentos.

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, diz estar preocupado  com a proposta, já  que os setores mais afetados são aqueles que mais geram empregos em Santa Catarina. Ele ressaltou que a medida poderia prejudicar a economia local e comprometer a competitividade desses setores. “A proposta foi recebida com muita preocupação porque também deixa de fora setores fundamentais para a economia catarinense. Estamos falando dos segmentos têxtil, de confecções e vestuário, de máquinas e equipamentos e também de proteína animal. São justamente esses os setores que mais geram empregos e estarão entre os mais prejudicados.”

A desoneração da folha de pagamento, que permite que empresas de 17 setores recolham alíquotas reduzidas de contribuição previdenciária, foi estendida pelo Congresso em 2023, mas vetada pelo governo. No entanto, o veto foi derrubado integralmente pelo Congresso Nacional, restabelecendo a desoneração. Agora, o governo federal propõe um novo projeto, que vai de encontro à decisão do Congresso e prejudica a política de neoindustrialização do país.

Além disso, o presidente da FIESC alerta para o aumento da carga tributária sobre o setor produtivo, que já enfrenta uma das mais altas do mundo, com a continuidade do aumento previsto nos próximos anos até o fim da desoneração da folha em 2027.

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