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Ligado no Sul
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Mais de 1,5 mil estudantes participam do Test Drive Unibave 2026

Por Ligado no Sul15/09/2026 08h30
Fotos/Assessoria de Imprensa Unibave

Para os estudantes que se aproximam da reta final do Ensino Médio, o segundo semestre marca também o momento de olhar para os caminhos que vêm pela frente. Entre dúvidas, interesses e possibilidades, a escolha de uma profissão começa a ganhar espaço nas conversas e nos planos para o futuro.

Foi para ajudar nesse processo que o Centro Universitário Barriga Verde (Unibave) reuniu mais de 1,5 mil estudantes, nesta segunda-feira, dia 14, em mais uma edição do Test Drive.

O evento apresentou experiências relacionadas a 19 cursos de graduação e seis cursos técnicos, em uma programação com atividades práticas, interativas e informativas nos três períodos do dia, de forma gamificada. Os participantes puderam conhecer, na prática, diferentes possibilidades de formação e carreira.

É o caso da aluna da Escola Udo Deeke, de Treviso, Martina Fernandes, que ainda não conhecia o Unibave e elogiou a forma como o evento apresenta os cursos.

“É bem diferente. Tem bastante coisa atrativa e não é algo que fica cansativo de ver”, comenta.

Ela pensa em cursar Ciências Contábeis e, segundo ela, a escolha tem relação com uma afinidade com a matemática. “Gosto muito de números”, explica.

Entre os estudantes da Escola Dr. Miguel de Patta, de Grão-Pará, o caminho profissional aparece mais ligado à realidade que já faz parte do cotidiano. Lara De Bona e Ramon Pazzeto de Bona, por exemplo, avaliam seguir pela área agrícola, seja por meio do curso técnico ou da graduação em Agronomia.

“Vim para dar uma olhada, mas penso mais no setor da roça”, conta Ramon.

Lara também já trabalha na área e pretende dar continuidade a esse caminho. “Seria um setor mais agrícola. Nada assim na cidade”, comenta.

Para Amanda Böger, colega de turma de Lara e Ramon, a participação no Test Drive trouxe novas possibilidades. Ela ainda está dividida entre as áreas da Educação e da Saúde.

“Tenho pensado em Pedagogia, mas gostei bastante de Enfermagem e Psicologia”, relata.

Amanda conta que foi até a sala do Programa de Orientação Profissional (POP), no próprio evento, e que o resultado apontou para a área da Saúde.

Escolha profissional é um processo

Além das experiências oferecidas pelos cursos, o Test Drive também contou com o Programa de Orientação Profissional (POP), em um espaço preparado para estimular a reflexão sobre a escolha profissional.

A professora do curso de Psicologia do Unibave, doutora Sara da Silva Böger, explica que iniciativas como o Test Drive ajudam os estudantes a ampliar o conhecimento sobre as profissões e a reunir informações que podem contribuir para uma escolha mais consciente.

“Não é para dar uma resposta sobre qual curso a pessoa tem que escolher. A proposta é indicar alguns aspectos que possam auxiliá-la nessa escolha”, explica.

Os estudantes participaram de atividades voltadas à reflexão e à identificação de interesses, baseadas na autoidentificação, naquilo de que gostam e no que não gostariam de fazer.

Para Sara, conhecer um curso e experimentar diferentes possibilidades faz parte do próprio processo de construção da carreira.

“Você pode iniciar um curso, entrar em áreas diferentes e perceber se gosta ou não gosta. Entender esse momento como uma experimentação do mundo do trabalho ajuda a reduzir a ansiedade”, avalia.

A professora reforça que as trajetórias profissionais podem mudar ao longo da vida.

“Não é preciso saber tudo agora. As pessoas podem mudar de profissão, atuar em diferentes áreas dentro de uma mesma profissão ou até mudar de carreira. Não tem problema. Não é uma escolha definitiva, é uma escolha que vai sendo refeita ao longo do tempo. O mais importante é compreender esse processo”, conclui.

Aproximação da rotina universitária

A coordenadora do setor de Relacionamento do Unibave, Samira Custódio, destaca que o Test Drive proporciona aos jovens a oportunidade de conhecer diferentes caminhos profissionais antes de fazer uma escolha.

Segundo ela, quem quiser se aproximar ainda mais da rotina universitária também pode participar de uma aula experimental ou realizar uma visita guiada ao Unibave.

Nos dois casos, é necessário fazer o agendamento pelo WhatsApp, no número (48) 3466-5600.

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Homem foge de abordagem policial e é detido no bairro São Sebastião, em Criciúma

Por Ligado no Sul15/09/2026 08h00
Foto/Reprodução PMSC

Um homem foi detido pela Polícia Militar após fugir de uma abordagem no bairro São Sebastião, em Criciúma, por volta das 18h21 desta segunda-feira (14).

Durante o patrulhamento, os policiais viram o homem entregando um objeto para outra pessoa. Ao perceberem a presença da PM, ele e outros quatro homens correram a pé e não obedeceram à ordem para parar.

Um dos envolvidos foi acompanhado e abordado pelos policiais. Durante a revista, foram encontrados R$ 131 em dinheiro com ele. Os outros quatro conseguiram fugir e não foram localizados.

Equipes do Tático e do K9 fizeram buscas na região para verificar se havia drogas escondidas. Nenhum entorpecente ou outro material ilegal foi encontrado.

No local onde o homem havia sido visto antes de fugir, os policiais encontraram várias embalagens plásticas vazias, semelhantes às usadas para guardar drogas. No entanto, não havia nenhuma substância dentro delas.

O homem recebeu um Termo Circunstanciado por desobediência e foi liberado após os procedimentos.

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Cáritas realiza Bazar Solidária nesta terça e quarta na Mina do Mato

Por Ligado no Sul14/09/2026 13h30
Fotos/Divulgação

A Cáritas realiza, nesta terça e quarta-feira, dias 15 e 16 de setembro, o Bazar Solidário no Salão Paroquial da Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, no bairro Mina do Mato, em Criciúma.

Durante o evento, serão comercializadas roupas novas femininas, masculinas e infantis, além de sapatos e acessórios. Os preços variam de R$ 2,50 a R$ 70.

O bazar funcionará das 14h às 19h30, com entrada por ordem de chegada e acesso limitado a até 70 pessoas por hora. Cada CPF poderá realizar compras de até R$ 800.

Os pagamentos poderão ser feitos em dinheiro, Pix, cartão de débito ou cartão de crédito à vista. As vendas serão destinadas exclusivamente a pessoas físicas.

A iniciativa tem como objetivos promover a economia solidária, incentivar o consumo consciente e arrecadar recursos para as ações assistenciais desenvolvidas pela Pastoral Social da Paróquia.

Toda a renda será destinada às atividades da Cáritas, contribuindo para o atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade social e para o fortalecimento das ações de apoio à comunidade.

 

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Beto Colombo fala sobre trabalho, caminhos e a descoberta de uma vida além dos negócios

Por Ligado no Sul14/09/2026 12h00
Foto/Redação

Por muitos anos, Beto Colombo viveu em ritmo acelerado. Aos 21 anos, começou a construir a trajetória empresarial que o levaria à criação da Tintas Anjo. A empresa cresceu, novos negócios surgiram e os resultados apareceram, mas, junto com eles, veio uma rotina que ocupava praticamente todos os espaços da sua vida.

A história foi contada no podcast Fora do Ar. Empresário, filósofo, escritor, peregrino e profissional da Filosofia Clínica, Beto relembrou momentos importantes da trajetória e falou sobre as mudanças que aconteceram quando percebeu que havia deixado de viver fora do trabalho.

“Eu tenho pouca memória dos 21 aos 34 anos. Eu tenho muita memória do trabalho”, contou.

A relação com os negócios começou cedo. Depois de estudar Teologia e Filosofia e de passar por diferentes trabalhos, Beto atuava como vendedor de tintas automotivas quando percebeu que um produto vindo de São Paulo, a Massa Plástica, estragava com facilidade nas prateleiras. A ideia de produzir o material na região deu início ao que mais tarde se transformaria em uma indústria química.

O crescimento da empresa trouxe novos produtos e mercados, mas também fez com que Beto aumentasse cada vez mais o ritmo. Aos 30 e poucos anos, começou a enfrentar taquicardia, ansiedade e exaustão. Foi então que passou alguns dias em uma clínica no Rio Grande do Sul e teve a oportunidade de olhar para a própria vida de outra maneira.

Ele percebeu que havia deixado de lado atividades que gostava desde a juventude, como escrever, compor músicas, cantar, tocar percussão, jogar futebol, correr e fazer trilhas.

Ao tentar recuperar esses interesses, no entanto, percebeu outro problema: transformava quase tudo em negócio.

Criou uma banda com funcionários, mas as apresentações passaram a ser contratadas. O restaurante que havia começado como lazer também virou negócio. Até atividades que deveriam ser apenas momentos de descanso acabavam relacionadas ao trabalho.

“Eu percebi que eu era viciado em negócio. Eu transformava tudo em negócio”, afirmou.

 

O caminho que mudou a direção

Aos 44 anos, Beto decidiu realizar um sonho que carregava desde os tempos em que estudava Teologia: percorrer o Caminho de Santiago de Compostela. Em 2007, passou 31 dias caminhando cerca de 819 quilômetros.

A experiência começou como um desafio físico. Nos primeiros dias, enfrentou dores nos joelhos, calcanhares e costas, além das bolhas nos pés e do peso da mochila. Aos poucos, percebeu que precisava respeitar o próprio corpo.

Mas as principais mudanças não aconteceram apenas fisicamente. Durante a caminhada, Beto começou a questionar os diferentes papéis que havia acumulado ao longo da vida.

Empresário, professor, músico, escritor, dono de restaurante e tantas outras funções haviam se misturado à maneira como ele se enxergava.

Foi no caminho que chegou a uma frase que passou a representar uma mudança importante em sua vida:

“Eu estou empresário, eu não sou empresário.”

A partir dali, começou a entender que uma profissão poderia fazer parte de sua identidade, mas não deveria definir quem ele era.

A experiência também levou Beto a pensar na sucessão da empresa. Seus dois filhos já trabalhavam na Tintas Anjo e tinham interesse em continuar no negócio. O que para o pai havia se tornado um peso, para os filhos representava uma oportunidade.

“Eu queria sair daquele cálice e eles queriam beber daquele cálice”, contou, ao lembrar da reação dos filhos quando anunciou que pretendia deixar a empresa.

Em vez de encerrar a relação com o negócio, Beto passou a preparar os dois para assumir responsabilidades. O filho mais velho buscou conhecimento no exterior e o mais novo concluiu os estudos antes de assumir uma posição de liderança. Hoje, os dois estão à frente da empresa, enquanto Beto atua no conselho.

A mudança também abriu espaço para uma nova etapa profissional. Depois de estudar Teologia, Filosofia e Administração, ele conheceu a Filosofia Clínica e passou seis anos se dedicando à área. Mais tarde, passou a atender pacientes e encontrou outra forma de trabalhar com pessoas e suas histórias.

Quando percebeu que estava correndo novamente

Anos depois da primeira experiência em Santiago, Beto percebeu que havia voltado a cair no mesmo padrão.

Em 2023, aos 60 anos, sua agenda estava novamente cheia. Participava de processos de sucessão, conselhos e outras empresas, além dos atendimentos em São Paulo e Florianópolis. Uma conversa com a esposa fez com que ele lembrasse de antigos planos de viajar e viver novas experiências.

Foi então que decidiu fazer outro caminho, dessa vez o Caminho Primitivo, na Espanha.

A experiência foi ainda mais intensa. Beto passou dias caminhando sem tomar banho, dormiu ao ar livre, enfrentou chuva e passou por situações que o fizeram abandonar completamente as referências que tinha sobre si mesmo.

Em um dos episódios, depois de dormir perto de uma cachoeira, acordou durante a noite com a presença de um animal próximo. Sem saber exatamente o que estava diante dele, permaneceu no local até o amanhecer.

No dia seguinte, continuou a caminhada debaixo de chuva, com a capa rasgada e coberto de lama. Quando entrou em um estabelecimento, percebeu pela reação de duas pessoas que seu cheiro estava forte. Pediu um café com leite e algumas madeleines e preferiu ficar do lado de fora.

Para Beto, situações como essa fizeram parte de um processo de abandonar novamente os papéis que havia construído.

Depois da experiência, reduziu os atendimentos e decidiu não trabalhar mais com empresas. Mais uma vez, entendeu que precisava diminuir o ritmo.

Ele define os momentos de maior transformação da vida como seus “desertos”. O primeiro veio com a crise de taquicardia e exaustão. O segundo foi o Caminho de Santiago. O terceiro, o Caminho Primitivo.

Caminhar para encontrar o próprio caminho

As experiências também deram origem a reflexões que Beto transformou em um novo livro. A obra trata da relação entre a pressa, a cobrança e o cansaço da sociedade atual.

Durante a conversa com Marc Lopes, ele citou pensadores como Michel Foucault e Byung-Chul Han para falar sobre uma sociedade em que muitas pessoas passaram a ser seus próprios cobradores.

Para Beto, uma das formas de romper esse ciclo é voltar a caminhar e prestar atenção ao que está ao redor.

“Tem um cansaço bom e tem um cansaço ruim. O cansaço bom é aquele que você caminha, chega em casa, toma banho, dorme e no outro dia está bem. O cansaço ruim é o cansaço mental”, explicou.

Ele também defende que a caminhada ajuda a recuperar a atenção para as pessoas. Quando alguém está andando, há mais tempo para observar, conversar e conhecer quem está ao lado, em vez de apenas seguir rapidamente para o próximo compromisso.

Essa relação com o caminho também aparece na forma como Beto fala sobre espiritualidade. Para ele, a experiência de caminhar pode ser religiosa para algumas pessoas, filosófica para outras ou simplesmente uma oportunidade de reflexão. O importante é que cada pessoa encontre significado na própria experiência.

Ao longo dos anos, ele já percorreu diferentes caminhos e também levou grupos para experiências de peregrinação. A ideia, segundo Beto, não é apenas chegar a determinado lugar, mas perceber o que acontece durante o percurso.

No fim da entrevista, Marc Lopes perguntou o que Beto diria para o homem mais jovem que começou a construir sua trajetória empresarial.

A resposta foi simples: “Aprender a caminhar antes de correr.”

Para ele, a frase resume uma das principais lições que levou décadas para compreender. Durante muito tempo, correu atrás de resultados, negócios e objetivos. Hoje, entende que o caminho também precisa ser vivido.

“Eu estava fora de casa há muito tempo. Agora eu voltei para casa”, afirmou.

A trajetória de Beto Colombo, contada no Fora do Ar, mostra justamente essa mudança: de alguém que passou anos tentando chegar cada vez mais rápido ao próximo objetivo para alguém que aprendeu a valorizar o percurso e a entender que nem toda porta precisa ser aberta.

Às vezes, antes de decidir para onde ir, é preciso simplesmente aprender a caminhar.

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