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BLOG

Andre Eleuterio
Educação Financeira

André Eleutério é empresário e especialista em Consórcio de Investimento, com quase 14 anos de experiência no mercado.

É CEO da Exclusivo Consórcios, empresa especializada em estratégias de consórcio para investimento, aquisição e formação de patrimônio.

Ao longo de sua trajetória, tem atuado na orientação de pessoas e empresários na construção de estratégias financeiras e patrimoniais.

Nesta coluna, compartilha conhecimento e experiência prática sobre educação financeira, planejamento, investimentos e construção de patrimônio, com uma abordagem simples e aplicável à vida real.

Consórcio de investimento: quando a carta contemplada se transforma em uma estratégia de geração de patrimônio. Por André Eleutério

Por Andre Eleuterio02/10/2026 15h00
Foto/Arquivo

Durante muito tempo, o consórcio foi visto principalmente como uma alternativa para quem queria comprar um imóvel, um veículo ou outro bem sem recorrer aos juros de um financiamento.

Mas uma nova modalidade de utilização vem ganhando espaço entre investidores: o consórcio de investimento.

A estratégia consiste em utilizar o consórcio não necessariamente para adquirir um bem, mas para construir uma operação financeira a partir da contemplação da carta de crédito. Depois de contemplada, a carta pode, conforme as regras da administradora e as condições da negociação, ser transferida para outra pessoa, gerando ao titular um valor adicional sobre aquilo que efetivamente investiu.

Na prática, o investidor busca transformar um capital relativamente menor em uma carta de crédito de maior valor e, após a contemplação, avaliar se é mais interessante utilizar o crédito ou negociar a transferência da cota.

O mercado atualmente trabalha, em determinadas operações, com ágios que podem ficar na casa dos 22% sobre o valor da carta, embora o percentual efetivamente obtido varie de acordo com as características de cada operação.

Resultados reais mostram diferentes possibilidades

Algumas operações realizadas por clientes da Exclusivo Consórcios no mês de setembro ajudam a ilustrar como a estratégia pode funcionar.

Um dos casos foi o de Samuel, que contratou uma carta de crédito de R$ 529 mil e foi contemplado no 20º mês. Até então, havia investido aproximadamente R$ 28,6 mil. A carta foi negociada por R$ 85 mil, representando, segundo os cálculos da operação, um ROI de aproximadamente 197% sobre o capital investido.

Outro exemplo é o de Marco, que mora em Londres. Ele possuía uma carta de R$ 425 mil, contemplada no 14º mês. Seu investimento acumulado era de aproximadamente R$ 17,4 mil, e a carta foi negociada por R$ 73,5 mil, resultando em um ROI informado de 323%.

Há também operações em que o percentual calculado sobre o capital investido foi ainda maior.

Isabel contratou uma carta de R$ 300 mil e foi contemplada já no quarto mês, após investir aproximadamente R$ 3.690. Ela ainda está avaliando se utilizará o crédito ou se fará a negociação da carta. Caso opte pela venda, a estimativa atual é de aproximadamente R$ 48 mil, o que representaria um ROI potencial de cerca de 1.200% sobre o valor investido até aquele momento.

Thaís, por sua vez, possui uma carta de R$ 200 mil, contemplada no sétimo mês. Com aproximadamente R$ 7 mil investidos, a estimativa de negociação da carta fica em torno de R$ 38 mil, representando um ROI potencial de aproximadamente 443%.

Outro caso foi o de Alexandre, também com uma carta de R$ 200 mil. A contemplação ocorreu no oitavo mês, após um investimento de aproximadamente R$ 4.920. A carta foi negociada por R$ 29 mil, com ROI de 489%.

Entre as operações realizadas, Patrícia teve uma carta de R$ 106 mil, contemplada no 23º mês. Após investir aproximadamente R$ 8.121, a carta foi vendida por R$ 20 mil, resultando em um ROI informado de 143%.

Já Rosa teve uma particularidade: foi a única, entre esses exemplos, contemplada por sorteio. Sua carta era de R$ 100 mil e a contemplação ocorreu após nove parcelas, com aproximadamente R$ 3.078 investidos. A carta foi negociada por R$ 20 mil, representando um ROI informado de 549%.

Por fim, Luiz possui uma carta de R$ 37 mil para automóvel, contemplada no 12º mês. Com aproximadamente R$ 2.500 investidos, ele está avaliando se utiliza o crédito ou se negocia a carta. A estimativa de venda é de aproximadamente R$ 7 mil, o que representaria um ROI potencial de cerca de 178%.

A contemplação como ponto estratégico

Um dos aspectos que chama atenção nesses exemplos é a forma como ocorreu a contemplação.

Dos oito casos apresentados, apenas Rosa foi contemplada por sorteio. Nos demais, a contemplação aconteceu por lance, utilizando estratégias específicas para aumentar as possibilidades de antecipação da contemplação.

Uma dessas estratégias é o chamado lance embutido, no qual parte do próprio crédito pode ser utilizada no lance, conforme as regras do grupo e da administradora.

Isso permite estruturar a operação pensando não apenas na aquisição de um bem, mas também na possibilidade de antecipar a contemplação e, posteriormente, decidir o destino da carta.

Do consórcio tradicional ao consórcio de investimento

A principal mudança está na forma de enxergar o produto.

No consórcio tradicional, o objetivo costuma ser claro: contratar uma carta para, quando contemplado, adquirir um imóvel, veículo ou outro bem.

No consórcio de investimento, o crédito passa a ser visto também como uma ferramenta de estratégia patrimonial.

O investidor pode avaliar diferentes possibilidades após a contemplação: utilizar o crédito para adquirir um ativo, manter uma estratégia de construção patrimonial ou negociar a transferência da cota contemplada, quando isso fizer sentido e for permitido pelas condições da administradora.

É justamente essa possibilidade de escolha que vem despertando o interesse de investidores que buscam alternativas para utilizar o capital de maneira estratégica.

Importante: resultado não é promessa

Os números apresentados são exemplos de operações realizadas ou em negociação e demonstram o potencial observado em casos específicos. Eles não representam garantia de rentabilidade ou promessa de resultado.

O retorno de uma operação depende de diversos fatores, como valor da carta, prazo, número de parcelas pagas, estratégia de contemplação, regras da administradora, condições do grupo, valor de transferência e demanda por cartas contempladas.

Por isso, antes de entrar em uma operação, é fundamental analisar o contrato, os custos envolvidos, as regras da administradora e a estratégia adequada para cada perfil.

Para a Exclusivo Consórcios, a proposta do consórcio de investimento é justamente ampliar a visão sobre o produto: não olhar apenas para a parcela ou para o bem que poderá ser adquirido, mas entender o consórcio como uma ferramenta que pode fazer parte de uma estratégia maior de construção e alavancagem patrimonial.

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Você consegue guardar dinheiro todos os meses? O consórcio pode ser uma alternativa para quem tem dificuldade de poupar. Por André Eleutério

Por Andre Eleuterio18/09/2026 14h00
Imagem gerada por IA

A pergunta parece fácil, mas a resposta nem sempre é. Muita gente começa o ano decidida a economizar, separa um valor do salário e, algumas semanas depois, aparece uma despesa que não estava nos planos. O dinheiro guardado acaba sendo usado e o propósito fica para o mês seguinte.

Isso acontece com mais frequência do que parece. E é justamente aí que entra o que podemos chamar de “poupança forçada”: criar um compromisso que ajude a pessoa a manter a regularidade, mesmo quando surgem outras tentações ou prioridades.

Quando alguém diz “vou guardar R$ 1 mil por mês”, aquele dinheiro continua disponível. Pode ser usado para uma compra, uma viagem, uma conta inesperada ou qualquer outra coisa. Já quando existe uma parcela assumida para alcançar determinado objetivo, a relação com aquele dinheiro muda.

É uma das razões pelas quais o consórcio pode fazer sentido para algumas pessoas.

O participante assume parcelas mensais e, ao longo do grupo, busca a contemplação de uma carta de crédito que poderá ser utilizada para adquirir um bem ou serviço, conforme as regras do consórcio. O objetivo pode ser um imóvel, um veículo ou outra aquisição prevista na modalidade.

Mas é preciso ter os pés no chão. Consórcio não é aplicação financeira e não substitui uma reserva de emergência. Antes de entrar em um grupo, é fundamental saber se a parcela cabe no orçamento e se o prazo faz sentido para aquilo que se pretende realizar.

Na minha experiência, esse é um dos primeiros pontos que precisam ser avaliados. Não adianta escolher uma carta de crédito pensando apenas no bem que se quer comprar. É preciso olhar para a realidade financeira do cliente e entender onde ele quer chegar.

Para André Eleutério, a escolha de um consórcio deve começar pelo objetivo e pela capacidade financeira de cada pessoa, e não simplesmente pela vontade de adquirir um determinado bem.

Com quase 14 anos de experiência no mercado de consórcios, André Eleutério é CEO da Exclusivo Consórcios e atua com consórcio de investimento e estratégias de alavancagem patrimonial.

No fim das contas, algumas pessoas precisam de mais do que a intenção de guardar dinheiro. Precisam de um compromisso que as ajude a manter o plano. E, dependendo do objetivo e da situação financeira, o consórcio pode ser uma alternativa a ser considerada.

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Empresário pode usar o consórcio no planejamento do crescimento da empresa? Por André Eleutério

Por Andre Eleuterio11/09/2026 15h44
Imagem gerada por IA

Quando se fala em consórcio, a associação mais comum é com a compra de um carro ou imóvel. Mas, para empresários, ele também pode fazer parte de uma estratégia de planejamento financeiro e expansão patrimonial.

Um empresário que sabe que precisará renovar sua frota, adquirir equipamentos, comprar um imóvel ou ampliar sua estrutura daqui a alguns anos pode começar a se preparar antes que essa necessidade se torne urgente.

É justamente aí que o planejamento ganha importância.

Em vez de esperar o momento da necessidade para buscar uma solução financeira, o empresário pode antecipar sua estratégia e avaliar alternativas para organizar o caixa e preservar sua capacidade de investimento.

O consórcio pode fazer parte desse planejamento, permitindo a formação de uma carta de crédito para futuras aquisições, conforme as regras do grupo e da administradora.

E depois da contemplação?

É nesse ponto que existem estratégias que podem ampliar as possibilidades para o empresário.

Em determinadas operações, após a contemplação, é possível utilizar um imóvel como garantia e estruturar uma operação que permita a liberação de até 50% do valor do imóvel para utilização como capital de giro, conforme as condições e critérios da operação.

Na prática, isso cria uma possibilidade interessante: o patrimônio adquirido ou utilizado na estratégia pode também contribuir para gerar liquidez para o negócio.

Para uma empresa que pretende crescer, investir ou aproveitar uma oportunidade, ter essa possibilidade planejada com antecedência pode fazer diferença.

Planejar patrimônio não significa apenas pensar no que comprar. Também significa pensar em como esse patrimônio poderá trabalhar a favor do crescimento da empresa.

É importante ressaltar que cada operação possui critérios, garantias e condições específicas. Por isso, a análise deve ser feita de acordo com o perfil da empresa e seus objetivos.

Para André Eleuterio, o ponto de partida não deve ser simplesmente escolher um consórcio, mas entender onde o empresário quer chegar e, a partir disso, avaliar quais estratégias podem fazer sentido.

Com quase 14 anos de experiência no mercado de consórcios, André Eleutério, CEO da Exclusivo Consórcios, é especialista em consórcio de investimento e estratégias de alavancagem patrimonial.

No mundo empresarial, quem se antecipa às necessidades ganha uma vantagem importante: tempo para planejar.

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Carta contemplada: oportunidade, planejamento ou negociação? Por André Eleutério

Por Andre Eleuterio04/09/2026 14h00
Imagem gerada por IA

A contemplação de uma carta de crédito pode abrir diferentes possibilidades.

O titular pode utilizar o crédito para adquirir um imóvel ou outro bem permitido pelo contrato.

Também pode avaliar a transferência dos direitos e obrigações para outra pessoa, desde que a operação seja autorizada pela administradora.

É nesse contexto que surge a possibilidade de negociação com ágio.

Mas o que é uma carta contemplada?

A carta contemplada é aquela cujo titular já foi contemplado por sorteio ou lance e passou a ter direito de utilizar o crédito, observadas as exigências da administradora.

Depois da contemplação, o titular pode:

•Utilizar o crédito para adquirir um ativo;
•Avaliar a compra de um bem permitido pelo contrato;
•Deixar rendendo juros;
•Ou analisar a possibilidade de transferir os direitos e obrigações para outra pessoa.

A transferência não é automática.

Ela depende das regras da administradora, da documentação exigida e da aprovação cadastral e financeira do comprador. Mas é geral, é um processo bem tranquilo.

O que é o ágio?

Em determinadas situações, uma carta contemplada pode ser negociada por um valor superior ao total desembolsado pelo titular até aquele momento.

Essa diferença é conhecida no mercado como ágio.

Imagine uma carta contemplada de R$ 500 mil. Com meia parcela de 1.398,00 (para investimento sempre meia parcela).
E o titular já investiu R$ 20 mil em parcelas até a sua contemplação. Se essa carta for negociada (vendida) por R$ 100 mil, o ágio liquido seria de R$ 80 mil sobre o valor já desembolsado.

O ágio só existe quando há uma diferença economicamente justificável entre o que foi pago, o que será assumido e o valor percebido pelo comprador.

O que pode aumentar o valor de uma carta contemplada?

Algumas características podem tornar uma carta mais atrativa:

•Saldo devedor proporcionalmente menor;
•Prazo restante adequado;
•Parcela compatível com o mercado;
•Grupo com boas condições contratuais;
•Crédito atualizado;
•Possibilidade de utilização conforme as regras do contrato;
•Ausência de pendências;
•E facilidade de aprovação da transferência.

Por outro lado, uma carta com parcela muito alta, saldo devedor elevado, prazo longo ou condições pouco competitivas pode exigir uma análise mais cuidadosa, mesmo que esteja contemplada. Por isso que existem planos que se tornam mais atrativos para essa linha de pensamento. Pois nem todo plano é uma boa opção para se ganhar dinheiro com a venda da carta contemplada.

Como funciona a transferência?

A negociação normalmente envolve a transferência da titularidade ou dos direitos e obrigações do contrato para outra pessoa.

O procedimento pode variar conforme a administradora, o tipo de grupo e as regras contratuais.

É nesse momento que o acompanhamento de um consultor especializado faz diferença.

Esse profissional geralmente auxilia na identificação de oportunidades, aproxima as partes, organiza as informações, orienta sobre a documentação e acompanha as etapas necessárias junto à administradora.

Em muitos casos, também é o consultor quem realiza a aquisição da carta ou conduz a negociação com o comprador interessado, agilizando o processo e reduzindo dúvidas para ambas as partes.

Na prática, esse suporte pode facilitar a aquisição e agilizar o processo, especialmente para quem não tem familiaridade com esse tipo de operação.

A venda de uma carta contemplada com ágio pode gerar resultado positivo, mas isso não significa que toda carta contemplada será vendida com lucro. E quando a venda não se torna mais interessante, se torna uma ótima opção de alavancagem patrimonial.

Conclusão

Uma carta contemplada pode representar uma boa oportunidade. Mas ela será ainda mais bem aproveitada quando houver informação, estratégia e o acompanhamento de profissionais que conhecem esse mercado.

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