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Ligado no Sul
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Empilhadeira furtada em Meleiro é encontrada em Araranguá e homem é detido

Por Ligado no Sul23/10/2026 10h30
Foto/Ilustrativa

Uma empilhadeira furtada em setembro, no município de Meleiro, foi encontrada na tarde desta quinta-feira (22), por volta das 16h, no bairro Urussanguinha, em Araranguá. Um homem de 38 anos foi detido pela Polícia Militar por suspeita de receptação culposa.

Segundo a PM, o proprietário relatou que a empilhadeira Mitsubishi, de cor verde, havia sido furtada do interior de um galpão no bairro Limeira, em Meleiro. Desde então, ele realizava buscas em cidades da região na tentativa de recuperar o maquinário.

Na tarde de quinta-feira, durante uma dessas buscas, o homem avistou uma empilhadeira com características semelhantes às do equipamento furtado, em frente a uma oficina mecânica de Araranguá. Ele procurou a Polícia Militar e informou onde havia encontrado a máquina.

Os policiais foram até o endereço indicado e localizaram a empilhadeira estacionada em frente ao estabelecimento, sem o motor. O equipamento foi reconhecido pelo proprietário como sendo o mesmo que havia sido furtado.

O responsável pela oficina informou que a máquina havia sido adquirida por um homem de 38 anos, que a deixou no estabelecimento para a realização de serviços mecânicos no motor.

Durante a ocorrência, também foi apresentado um contrato de compra e venda referente à empilhadeira, documento que poderá auxiliar na apuração da procedência do equipamento e das circunstâncias de sua aquisição.

Os envolvidos e a empilhadeira foram encaminhados à Delegacia de Polícia para os procedimentos cabíveis.

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Unibave abre inscrições para seis cursos técnicos com bolsas de até 100%

Por Ligado no Sul23/10/2026 10h00
Foto/Unibave

O Centro Universitário Barriga Verde (Unibave) está com inscrições abertas para seis cursos técnicos, com possibilidade de bolsas de estudo de 50% a 100%. As oportunidades são destinadas a estudantes que estejam cursando a partir do segundo ano do ensino médio ou que já tenham concluído essa etapa da educação.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta sexta-feira (23), a coordenadora-geral dos cursos técnicos do Unibave, Jaqueline Fortunato, explicou que a instituição oferece formação em Enfermagem, Estética, Eletrotécnica, Eletromecânica, Segurança do Trabalho e Agropecuária. Todos os cursos têm duração de dois anos.

Segundo Jaqueline, para concorrer às bolsas integrais, o candidato deve ter renda familiar de até um salário mínimo e meio por pessoa. Já para as bolsas de 50%, o limite é de três salários mínimos por pessoa. A instituição também oferece desconto de 20% para estudantes da rede pública estadual que estejam a partir do segundo ano do ensino médio.

“Todos os nossos cursos técnicos têm possibilidade de bolsas de 50% até 100%”, destacou.

A coordenadora ressaltou que a formação técnica representa uma oportunidade de ingresso no mercado de trabalho, especialmente diante da dificuldade das empresas em encontrar profissionais qualificados.

“Entrevista-se muitas pessoas, mas acaba não conseguindo fazer uma contratação porque falta uma habilitação, falta uma experiência, falta um conhecimento técnico”, afirmou.

Além das aulas, os cursos oferecem estágios obrigatórios, com cargas horárias de 200 a 600 horas, conforme a formação. Segundo Jaqueline, a experiência aproxima os estudantes das empresas, que frequentemente procuram o Unibave em busca de profissionais para contratação.

“Elas nos solicitam indicações de alunos que já estão em fase de estágio, alunos que já podem estar iniciando esse estágio até de uma forma remunerada também”, relatou.

Para a coordenadora, a qualificação profissional também exige o desenvolvimento de atitudes e comportamentos adequados ao ambiente de trabalho. “Conhecimento é a única coisa que ninguém tira de você. Vamos nos preparar porque cada vez mais o mercado vai ficar mais exigente nessa qualificação”, incentivou.

Como se inscrever

Os interessados devem acessar o site www.unibave.net, selecionar a aba Cursos Técnicos e escolher uma das seis formações disponíveis. Os critérios, documentos necessários e prazos para solicitação das bolsas serão informados em editais específicos.

As matrículas começam a partir de 7 de dezembro de 2026, e o início das aulas está previsto para 15 de fevereiro de 2027.

Confira entrevista completa

 

 

 

 

 

 

 

Confira entrevista completa

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Presidente da Câmara de Laguna é afastado em operação que investiga suspeita de corrupção e prejuízo de R$ 14 milhões

Por Ligado no Sul23/10/2026 09h30
Foto/Reprodução

O presidente da Câmara de Vereadores de Laguna, Vítor Elíbio Oliveira (MDB), foi afastado do cargo por determinação da Justiça nesta sexta-feira (23), durante a Operação Pactum Turpe, deflagrada pela Polícia Civil de Santa Catarina. A investigação apura suspeitas de corrupção relacionadas a contratos de pavimentação asfáltica no município, que teriam causado prejuízo superior a R$ 14 milhões.

Segundo as informações divulgadas, a Polícia Civil investiga um possível pagamento de vantagens indevidas a vereadores para impedir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que teria como objetivo apurar irregularidades nos contratos.

A decisão, expedida pela Vara Regional das Garantias da Comarca de Tubarão, determinou o afastamento imediato de Vítor Elíbio e a suspensão do exercício de seu mandato parlamentar. A Justiça também estabeleceu medidas cautelares que proíbem o contato entre os investigados e o acesso às dependências da Câmara Municipal.

Além do afastamento, a operação prevê o cumprimento de dez mandados de busca e apreensão nos municípios de Laguna, Palhoça, Garopaba e Gravatal. As diligências têm como alvos residências, empresas e gabinetes da Câmara de Vereadores.

A ação é conduzida pela 2ª Delegacia Especializada no Combate à Corrupção, vinculada à Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), e mobiliza aproximadamente 40 policiais civis, com apoio de equipes das delegacias regionais de Tubarão e Laguna.

As investigações buscam esclarecer as circunstâncias das supostas irregularidades nos contratos de pavimentação e identificar possíveis responsabilidades pelo pagamento de vantagens indevidas para impedir a fiscalização dos recursos públicos.

 

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Ele não era o noivo, mas virou personagem de incontáveis casamentos em Orleans; conheça a história de Mário Galvane

Por Ligado no Sul23/10/2026 09h00
Foto/Redação

Quantos casamentos uma pessoa pode frequentar ao longo da vida? Para Mário Galvane, de 76 anos, morador de Orleans, a resposta não é tão simples. Foram tantos que nem ele consegue dizer ao certo. A família guarda mais de 200 fotografias, mas sabe que o número de festas das quais participou é muito maior. Em muitas delas, seu Mário aparece ao lado das noivas, com o sorriso de quem encontrou nas celebrações uma das maiores alegrias da vida.

Conhecido por gerações de famílias orleanenses, ele transformou o hábito de frequentar casamentos em uma tradição. Não importava se a festa era perto ou longe, se havia transporte ou se precisaria caminhar. Quando descobria que alguém iria se casar, fazia o possível para estar presente.

A história começou muito antes das fotografias que hoje ajudam a preservar suas lembranças. Na infância, na comunidade de Barracão, no interior de Orleans, Mário já gostava de estar onde havia movimento, gente reunida e alguma comemoração.

Ao recordar aquele período, ele admite que era uma criança bastante bagunceira. Entre as travessuras, conta que certa vez foi buscar ovos em um galinheiro e acabou surpreendido pela dona do local, que atirou os ovos em seu rosto. A história é uma das recordações de um menino que também tocava o sino da igreja e gostava de participar das festas da comunidade.

Seu Mário lembra com carinho das comemorações no interior. Conta que gostava das comidas servidas nas festas, dos encontros entre os moradores e dos bailes, que mais tarde se tornariam uma das suas atrações preferidas nos casamentos.

Com o passar dos anos, o interesse pelas festas ganhou um destino especial: as cerimônias de casamento.

Naquela época, não era preciso receber um convite para saber onde haveria uma celebração. Mário conta que prestava atenção aos anúncios transmitidos pelo rádio e, quando descobria um casamento, procurava uma maneira de participar.

“Eu escutava no rádio quando tinha”, recordou.

O caminho até as festas nem sempre era fácil. Ele lembra que muitas vezes precisava percorrer longas distâncias a pé. Em outras ocasiões, conseguia carona. Entre os trajetos que guarda na memória estão as caminhadas pela região do Morro da Santinha.

Aos poucos, sua presença deixou de ser surpresa. Mário conta que ficou conhecido entre as famílias e passou a receber convites dos próprios noivos.

“Eles convidavam, dava convite”, lembrou.

E assim, casamento após casamento, ele passou a fazer parte das histórias de muita gente.

Fotos: Acervo Mário Galvane.

Uma panela de pressão, fotografias e muitas histórias

Seu Mário não gostava de chegar às festas sem levar alguma lembrança para os recém-casados. Ao falar dos presentes, recorda que costumava escolher utensílios domésticos, como panelas, pratos e jogos de xícaras.

“Dava uma panela, copo, um jogo de xícara, de tudo”, contou.

Entre os casamentos que guarda na memória está o de Thayni Librelato e Ulisses Gabriel. Mário lembra que escolheu uma panela de pressão para presentear o casal.

“Eu dei uma panela de pressão pra eles”, contou.

Segundo seu Mário, os noivos gostaram do presente. Essa é uma das lembranças que ele conserva entre tantas celebrações das quais participou.

Mas os presentes eram apenas uma parte da diversão. Outro costume de Mário era aproveitar as festas para tirar fotografias, principalmente ao lado das noivas.

Ao recordar esses momentos, ele revelou uma travessura que ajuda a entender seu jeito brincalhão. Quando recebia algumas fotografias, e não gostava, ele costumava recortar a imagem para retirar o noivo e deixar apenas a noiva ao seu lado.

“Eu cortava o noivo, só deixava a noiva”, contou

A revelação é uma das histórias curiosas de quem participou de tantas celebrações. Segundo a família, mais de 200 fotografias foram preservadas ao longo dos anos, embora nem todos os casamentos tenham deixado registros.

Seu Mário também conta que gostava de acompanhar toda a comemoração. A cerimônia religiosa fazia parte do programa, mas ele não dispensava o jantar e, principalmente, a oportunidade de dançar.

“Eu gostava de ir no casamento pra dançar, comer”, recordou.

Quando perguntado sobre o que mais gostava nas festas, respondeu sem escolher uma única atração.

“Da comida ou do baile. De tudo.”

Entre as celebrações que ainda consegue recordar está um casamento realizado no Orleans Tênis Clube. Embora não se lembre de todos os detalhes, a festa permaneceu em sua memória.

Ao falar daquela época, Mário também relembra o esforço para chegar aos locais das comemorações. As caminhadas eram frequentes e, muitas vezes, a volta para casa acontecia depois de uma noite inteira de festa.

Uma história que chegou ao Guinness Book

A quantidade de casamentos frequentados por Mário chamou a atenção e motivou uma iniciativa para incluí-lo no Guinness Book, o Livro dos Recordes.

A gestão anterior da Apae, responsável pela iniciativa, chegou a iniciar o processo de inscrição. No entanto, a falta de documentação necessária impediu que o procedimento tivesse continuidade.

A dificuldade está justamente em comprovar todas as celebrações. Embora a família guarde mais de 200 fotografias, não existe um levantamento completo de quantos casamentos Mário frequentou durante a vida.

O reconhecimento oficial não veio, mas seu Mário já conquistou um lugar especial na memória de Orleans. Sua presença nas festas, os presentes entregues aos noivos e as fotografias ajudaram a torná-lo uma figura conhecida e querida por muitas famílias.

Os casamentos ficaram na memória, mas a alegria dos encontros continua

Hoje, aos 76 anos, Mário já não consegue participar dos casamentos como fazia antigamente. Ao falar sobre a mudança na rotina, conta que passou a enfrentar dificuldades para caminhar, o que o afastou das festas de que tanto gostava.

“Eu andava bem em casa […] a perna empacou, fui tentar andar de novo, não deu mais”, relatou.

Apesar disso, ele continua a encontrar atividades para ocupar seus dias. Aluno da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Orleans, seu Mário conta que gosta especialmente dos trabalhos artísticos desenvolvidos na instituição.

A pintura de desenhos e a confecção de colares estão entre suas atividades preferidas. Ele explica que também costuma produzir as peças em casa e lembra que já chegou a vendê-las por R$ 10 no Tênis Clube.

“Eu fico pintando desenho e fazendo colar lá em casa o dia inteiro”, contou.

Ao falar da APAE, Mário demonstra satisfação com a rotina e com as atividades realizadas ao lado dos colegas.

“Eu gosto de frequentar a APAE. Muita coisa bonita. A gente faz muita coisa bonita”, afirmou.

O gosto pelas fotografias também permanece. Mesmo sem frequentar os casamentos, ele continua a valorizar os encontros com pessoas conhecidas e recorda que já tirou uma foto com o prefeito Fernando Cruzetta durante uma festa de São Jerônimo.

“Todo mundo na cidade me conhece. Já tirei foto com o prefeito”, disse.

A frase resume um pouco da relação que Mário construiu com Orleans ao longo de tantos anos. Ele conhece muitas pessoas e também é reconhecido por quem, em algum momento, cruzou seu caminho nas igrejas, nos salões de festas ou nas comemorações da cidade.

Seu Mário talvez nunca saiba quantos casamentos frequentou. Também seria difícil contar quantos quilômetros caminhou para chegar às festas, quantas vezes dançou ou quantos presentes entregou aos recém-casados.

Mas as fotografias guardadas pela família ajudam a contar parte dessa história. Em cada uma delas, há um casal, uma celebração e a presença de um homem que encontrou nos casamentos uma maneira especial de participar da vida de sua comunidade.

Hoje, enquanto os casais seguem suas histórias e as fotografias antigas permanecem guardadas, Mário continua a fazer parte dessas lembranças.

O homem que tanto gostava de participar da felicidade dos outros acabou por construir, sem perceber, uma história que a cidade também aprendeu a guardar.

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