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IBGE realiza reunião em Orleans para iniciar preparativos do 12º Censo Agropecuário
Por Ligado no Sul13/08/2026 12h00
Foto: Douglas Benker | Athos Comunicação
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realiza na próxima terça-feira (18), na Câmara de Vereadores de Orleans, a primeira reunião preparatória para o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. O encontro faz parte do protocolo de organização da operação e tem como objetivo apresentar o levantamento às entidades e representantes ligados ao setor agropecuário, além de buscar apoio para a execução do trabalho.
Segundo o chefe da agência do IBGE em Criciúma, Gilmar Coelho, o Censo Agropecuário irá a campo no próximo ano e terá como objetivo visitar todos os estabelecimentos produtivos do setor.
“É um pontapé inicial para o Censo Agro. A gente vai divulgar a operação para os envolvidos na área agropecuária e também pedir apoio em alguns aspectos, por exemplo, contratação de pessoal”, explicou.
O levantamento busca reunir informações detalhadas sobre a produção agropecuária brasileira, incluindo quem são os produtores, o que é produzido, como ocorre a produção, utilização de tecnologias e acesso a financiamentos. Também serão levantadas informações relacionadas à permanência e participação dos jovens no campo.
De acordo com Gilmar, os dados coletados terão diferentes aplicações após a conclusão do Censo. “É uma investigação bem a fundo, que depois serve também de balizamento para pesquisas amostrais e até mesmo para o pessoal acadêmico, de universidades. A iniciativa privada também, por vezes, faz uso desses dados”, afirmou.
Na região da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), serão realizados dois encontros. Um deles já ocorreu em Criciúma e o segundo será realizado em Orleans. A escolha dos dois municípios está relacionada à estrutura que será utilizada durante a coleta de dados.
“São os locais onde a gente vai instalar postos de coleta, onde vão ter os supervisores que vão supervisionar o trabalho dos recenseadores de toda a área da Amrec”, explicou Gilmar.
O Censo será realizado simultaneamente em todo o país. A operação também dependerá da contratação de trabalhadores temporários para a etapa de coleta.
IBGE deve abrir processo seletivo
Durante a entrevista, Gilmar Coelho também adiantou que o processo seletivo para recenseadores deve ser divulgado entre setembro e outubro. A orientação é para que interessados acompanhem os canais oficiais do IBGE e fiquem atentos à abertura das inscrições.
Na área que envolve Orleans e Lauro Müller, estão previstas 11 vagas para a função de recenseador.
A reunião de terça-feira será, portanto, uma das primeiras etapas de mobilização para a operação que será realizada no próximo ano e deverá levantar um amplo conjunto de informações sobre o setor agropecuário, florestal e aquícola brasileiro.
Confira entrevista completa
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CREAS e Legislativo fumacense organizam evento voltado ao enfrentamento à violência contra a mulher
Por Ligado no Sul13/08/2026 11h30
Foto/Divulgação
O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e a Câmara Municipal de Morro da Fumaça, por meio da Escola do Legislativo, em parceria com o Governo Municipal, promovem na próxima quarta-feira, 19 de agosto, um encontro voltado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A programação, alusiva ao Agosto Lilás, será realizada a partir das 19h, no plenário da Câmara de Vereadores, com entrada gratuita e aberta à comunidade.
Com o tema “Conscientização e Fortalecimento da Rede de Proteção à Mulher”, o evento pretende ampliar o acesso da população a informações sobre as diferentes formas de violência, os caminhos para buscar ajuda e a importância de uma atuação articulada entre os serviços públicos, as forças de segurança, o sistema de Justiça e a sociedade.
A programação contará com quatro profissionais que atuam em diferentes áreas relacionadas à proteção e à garantia dos direitos das mulheres: a ex-desembargadora do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, Dra. Salete Silva Sommariva; a delegada da Polícia Civil, Dra. Tainá Greselle Carlesso; a advogada e vice-presidente da OAB Criciúma, Janaina Alfredo da Rosa; e a assistente social do CREAS, Cinara de Rochi.
Informação para prevenir e proteger
Mais do que promover um debate sobre a violência contra a mulher, o encontro busca aproximar a comunidade da rede de proteção e mostrar que o enfrentamento ao problema depende da participação de diferentes setores da sociedade.
A proposta também visa a orientar familiares, amigos e demais integrantes da comunidade sobre como acolher uma mulher em situação de violência e encaminhá-la para os serviços especializados.
Para o presidente da Câmara Municipal, Luciano Formentin Pereira, o Legislativo tem um papel importante na promoção de debates que contribuam para a proteção e a garantia de direitos.
“O Poder Legislativo tem o dever de abrir suas portas para debates que protejam vidas e fortaleçam direitos. Falar sobre a violência contra a mulher é também informar, prevenir e encorajar a sociedade a não permanecer em silêncio diante de qualquer forma de agressão. A Câmara de Vereadores será sempre parceira na construção de uma comunidade mais segura, respeitosa e acolhedora para todas as mulheres”, afirma.
O coordenador da Escola do Legislativo de Morro da Fumaça, Pierre Vanderlinde, destaca que a iniciativa também tem caráter educativo e busca fortalecer a participação cidadã.
“A Escola do Legislativo tem como uma de suas principais missões aproximar o conhecimento da comunidade e contribuir para a formação cidadã. Este encontro reunirá profissionais de diferentes áreas para explicar como funciona a rede de proteção e mostrar que cada pessoa pode colaborar, seja acolhendo, orientando, compartilhando informações ou realizando uma denúncia. O enfrentamento da violência exige informação, responsabilidade e participação coletiva”, ressalta.
Uma rede para que nenhuma mulher se sinta sozinha
O prefeito Eduardo Sartor Guollo reforça que o enfrentamento à violência contra a mulher deve ser assumido como uma responsabilidade de toda a sociedade e que a atuação integrada dos serviços é fundamental para garantir acolhimento e proteção.
“Quando uma mulher sofre violência, toda a sociedade é afetada. Como gestor, mas principalmente como cidadão, acredito que nosso dever é criar uma rede de proteção onde nenhuma mulher se sinta sozinha. Um gesto de apoio, uma palavra de acolhimento ou uma denúncia podem mudar uma história. Neste Agosto Lilás, convido cada fumacense a fazer parte dessa luta por mais respeito e proteção”, declara.
Integrante da rede municipal de proteção e uma das palestrantes do encontro, a assistente social do CREAS, Cinara de Rochi, ressalta que o acolhimento adequado pode representar o primeiro passo para que uma mulher consiga romper com o ciclo de violência.
“Às mulheres que vivem ou já viveram uma situação de violência, eu quero deixar uma mensagem: vocês não estão sozinhas. Existe uma rede de profissionais preparada para acolher, orientar e proteger, sempre com respeito, sigilo e cuidado. E à comunidade, faço um convite: sejamos uma rede de apoio. Muitas vezes, ouvir, acreditar e indicar o caminho para buscar ajuda pode ser o primeiro passo para transformar uma vida”, afirma.
Agosto Lilás
A programação integra as ações do Agosto Lilás, período dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A campanha foi instituída nacionalmente pela Lei Federal nº 14.448/2022. Em Morro da Fumaça, o Agosto Lilás foi instituído no âmbito dos Poderes Executivo e Legislativo pela Lei Municipal nº 2.367/2023, reforçando o compromisso do município com ações de prevenção, conscientização e proteção.
Além do encontro do dia 19, as instituições envolvidas vêm desenvolvendo outras ações ao longo do mês. Entre elas está a campanha em vídeo “Antes das Marcas” sobre o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, produzida para alertar a população sobre o problema e divulgar os caminhos para buscar ajuda.
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Rede de Proteção à Vida retoma atividades em Criciúma
Por Ligado no Sul13/08/2026 11h00
Foto/Reprodução
A Rede de Proteção à Vida (RPV) está retomando suas atividades em Criciúma com o objetivo de fortalecer a articulação entre instituições que atuam na prevenção ao suicídio, no acolhimento e na valorização da vida. A nova etapa busca reunir novamente entidades de diferentes áreas, alinhar ações conjuntas e ampliar a participação de profissionais e voluntários.
A retomada será marcada por uma reunião geral, no dia 19 de agosto, na Associação Empresarial de Criciúma (Acic), com representantes das instituições parceiras, que terá como objetivo fortalecer a integração do movimento e definir os próximos encaminhamentos para as ações conjuntas de prevenção, acolhimento e valorização da vida. A proposta é reunir instituições da saúde, segurança, educação, assistência, atendimento de emergência, organizações religiosas e demais entidades que atuam na área.
“É uma recomposição e uma reestruturação da rede. Muitas pessoas que participavam anteriormente saíram, mudaram de endereço ou tiveram mudanças nas instituições que representavam. Então, precisamos reunir novamente todos esses atores para que a rede volte a funcionar de maneira integrada”, explica Almir Fernandes, coordenador do projeto.
Além disso, estão previstas ações de capacitação e a participação de voluntários em atividades como palestras e apoio às iniciativas da RPV. A proposta não é que a Rede de Proteção à Vida preste atendimento diretamente, mas que reúna e articule as entidades responsáveis pelos serviços, fortalecendo a capacitação das equipes, ampliando a participação de voluntários e facilitando o acesso da população aos serviços existentes.
História
A RPV tem uma trajetória que começou entre os anos de 2011 e 2012, a partir da mobilização de instituições diante do aumento dos casos de suicídio na região da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec). Em 2013, o movimento ganhou força com a campanha Criciúma Viva e, no ano seguinte, foi criada oficialmente a Rede de Proteção à Vida.
A experiência também antecedeu a chegada do movimento Setembro Amarelo ao Brasil, em 2015, consolidando a cidade como um dos municípios que já trabalhavam a temática antes da campanha nacional ganhar força. Com as mudanças ocorridas ao longo dos anos, a RPV inicia agora um processo de recomposição de seus integrantes.
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Valor do aluguel pago pelo Programa Moradia Temporária é questionado na Câmara de Criciúma
Por Ligado no Sul13/08/2026 10h30
Fotos: Sofia Scarsi / Câmara de Vereadores de Criciúma
A Câmara de Vereadores de Criciúma aprovou dois requerimentos de autoria do vereador Obadias Benones (PL), que buscam informações sobre o funcionamento e o acompanhamento das famílias atendidas pelo Programa Moradia Temporária.
O primeiro requerimento solicita ao Poder Executivo dados sobre o número de famílias atualmente beneficiadas, a existência de fila de espera e o valor concedido aos beneficiários. O documento também questiona se existem casos em que o benefício é pago em valor inferior ao limite previsto na legislação e quais critérios são utilizados para definir esses valores.
Já o segundo requerimento trata do acompanhamento das famílias durante e após a permanência no programa. Entre os questionamentos estão as ações realizadas pela Secretaria Municipal de Assistência Social, a continuidade do acompanhamento depois do encerramento do benefício e a existência de indicadores, relatórios ou estudos que avaliem os resultados do programa.
Segundo o vereador Obadias Benones, a iniciativa busca ampliar a fiscalização e obter informações sobre a execução do programa, especialmente em relação aos valores concedidos e ao acompanhamento das famílias.
“Nosso objetivo é entender como o programa está funcionando na prática. Não basta apenas conceder o benefício. Precisamos saber quantas famílias estão sendo atendidas, se existe fila, qual valor está sendo pago e, principalmente, se existe um acompanhamento para que essas famílias consigam superar a situação de vulnerabilidade habitacional”, afirmou.
Fotos: Sofia Scarsi / Câmara de Vereadores de Criciúma
Os requerimentos agora seguem para o Poder Executivo, que deverá prestar os esclarecimentos solicitados pelo vereador.