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Ligado no Sul
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Caiado e Zema declaram apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno; partidos também começam a definir posição

Por Ligado no Sul07/10/2026 11h00
Foto/Montagem- Redação

Com a campanha para o segundo turno da eleição presidencial em andamento, candidatos derrotados no primeiro turno e partidos políticos começaram a definir seus posicionamentos na disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os apoios já confirmados ao candidato do PL estão os ex-presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

Caiado oficializou o apoio nesta terça-feira (6), durante encontro com Flávio Bolsonaro em Goiânia. O ex-governador de Goiás terminou o primeiro turno na quinta colocação, com 2,18% dos votos válidos.

A decisão pessoal de Caiado ocorre após o PSD optar por não adotar uma posição nacional única no segundo turno. O presidente da legenda, Gilberto Kassab, informou que diretórios estaduais, parlamentares, lideranças, filiados e militantes terão liberdade para definir seus próprios posicionamentos.

Romeu Zema, que disputou a Presidência pelo Novo e terminou o primeiro turno na sexta colocação, com 0,27% dos votos válidos, anunciou apoio a Flávio Bolsonaro ainda na segunda-feira (5).

“Eu não vou me omitir nem ficar em cima do muro neste momento tão importante. Voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro”, declarou Zema em vídeo divulgado nas redes sociais.

As articulações também avançaram entre os partidos. A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), anunciou nesta terça-feira apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. A decisão foi tomada por unanimidade pelas lideranças da federação.

Republicanos e Podemos também aparecem entre as siglas que discutem um posicionamento para o segundo turno. No Republicanos, lideranças estão reunidas para definir oficialmente a posição do partido. Já o Podemos sinalizou que deve anunciar sua decisão nos próximos dias.

Entre os candidatos derrotados no primeiro turno, nem todos decidiram apoiar um dos dois concorrentes. Augusto Cury, terceiro colocado na disputa presidencial, não anunciou apoio a Flávio Bolsonaro ou Lula e defendeu uma postura de pacificação após o resultado das urnas.

Renan Santos (Missão), quarto colocado, também informou que não apoiará nenhum dos dois candidatos. Após a apuração, ele afirmou que seus eleitores têm liberdade para decidir o voto no segundo turno.

Enquanto Flávio Bolsonaro busca ampliar sua base entre ex-adversários e partidos que ficaram fora da disputa, a campanha de Lula também iniciou articulações para conquistar novos apoios. O grupo do presidente busca aproximação com setores de partidos como PSD e MDB e com lideranças que apoiaram outras candidaturas no primeiro turno.

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na primeira colocação, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. A eleição será decidida no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

A campanha eleitoral para o segundo turno foi retomada às 17h de segunda-feira (5), quando voltaram a ser permitidos comícios, carreatas, caminhadas, distribuição de material e propaganda paga na internet. Já o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começa nesta sexta-feira (9) e segue até 23 de outubro, com divisão igual do tempo entre Flávio Bolsonaro e Lula.

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Outubro Rosa em Cocal do Sul reúne prevenção e história de superação

Por Ligado no Sul07/10/2026 10h30
Foto/Assessoria de Imprensa – Prefeitura de Cocal do Sul

Cocal do Sul realiza nesta quarta-feira (7) um encontro alusivo ao Outubro Rosa, com informação, prevenção e troca de experiências. A programação começa às 19h, no Museu Municipal Venícios Burigo, e é promovida pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com as Amigas do Peito.

A secretária de Saúde, Giovana Galato, destaca que a proposta é ampliar o olhar para a saúde feminina. “Queremos falar de prevenção, mas também de outros assuntos que fazem parte da vida da mulher. Informação e acolhimento ajudam a identificar riscos, buscar ajuda e cuidar da saúde”, afirma.

Entre as convidadas está a arquiteta e empresária Juliana Loffi, fundadora do movimento Vou de Rosa. Ela enfrentou dois diagnósticos de câncer. O primeiro ocorreu em 2012, aos 27 anos. Em 2020, um novo tumor ósseo exigiu a retirada de ossos da perna e a colocação de uma prótese interna.

Hoje, Juliana compartilha a experiência para incentivar outras mulheres. “A doença faz parte disso, mas não quer dizer que ela seja o centro da vida de quem passa por isso. Durante todo esse processo, acabei tirando o lado bom, no sentido de viver a doença de forma mais leve e de crescimento pessoal”, conta.

A programação terá ainda a participação da cardiologista hemodinâmica e intervencionista Giordana Zeferino Mariano, que vai contribuir com o tema da saúde do coração, e da advogada Patrícia Cechinel de Araújo, que participa da abordagem sobre violência contra a mulher e a importância de buscar ajuda.

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Jorge Koch avalia resultado nas urnas, critica rumos do MDB e fala sobre futuro político

Por Ligado no Sul07/10/2026 10h00
Foto/Arquivo – Redação

O ex-prefeito de Orleans e ex-delegado Jorge Koch (MDB) avaliou, na manhã desta quarta-feira (7), o resultado das eleições e falou sobre o futuro político após ficar na suplência para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Em entrevista ao Jornal da Guarujá, ele também fez críticas ao próprio partido e apontou a força das redes sociais e da polarização política como fatores que influenciaram a votação deste ano.

Koch recebeu 25.208 votos, o equivalente a 0,59% dos votos válidos, e terminou como suplente do MDB na disputa por uma cadeira na Assembleia. O resultado ficou abaixo da expectativa do ex-prefeito, que projetava alcançar entre 35 mil e 37 mil votos.

“Na verdade, eu esperava um pouco mais de votos para chegar aos meus 35, 37 mil votos. Mas eu entendi o resultado das eleições. Coração manda. Eu trabalhei muito. Foi um ano e meio de campanha”, afirmou.

Segundo Koch, durante a campanha foram percorridos mais de 100 municípios e aproximadamente 60 mil quilômetros. Entre as principais bandeiras apresentadas estavam o combate ao feminicídio, o municipalismo e a regionalização dos investimentos públicos.

“A minha parte eu fiz, agora vai caber ao eleitor. O eleitor tem a vontade dele. Sem constrangimento, cabeça erguida, vida que segue”, declarou.

“O MDB precisa se renovar”

Koch analisou a situação do MDB. Para ele, a falta de uma posição política mais definida prejudicou a legenda diante da polarização observada nesta eleição.

“O MDB foi um partido de 60 anos, um partido de lideranças velhas, um partido de lideranças que não sabem o que querem. Aquele que está no meio, aquele que não encanta, não vai mais a lugar nenhum”, afirmou.

Koch disse que já conversou com integrantes do partido eleitos para a próxima legislatura e defendeu um processo de renovação a partir de 2027.

“A única maneira que nós temos agora é tentar renovar, rejuvenescer o MDB. No ano que vem, vamos tentar fazer um seminário e ver o que vai ser do MDB”, disse.

O ex-prefeito também relacionou o desempenho eleitoral à força conquistada pelo PL em Santa Catarina. Na avaliação dele, a identificação partidária e ideológica levou parte dos eleitores a optar por votar em candidatos de uma mesma legenda, inclusive em detrimento de nomes conhecidos regionalmente.

Apesar das críticas, Koch afirmou que não pretende procurar culpados pelo resultado.

“Não adianta chorar, não adianta achar culpado. O povo quis e assim foi. Desejo a todos aqueles que se elegeram que façam aquilo que pregaram. Eu também sou catarinense e espero que façamos um bom governo nesses quatro anos”, declarou.

Redes sociais entram no radar

Outro ponto destacado por Koch foi a mudança na maneira de fazer campanha eleitoral. Depois de uma trajetória marcada pelo contato direto com os eleitores, ele reconheceu que pretende dedicar mais atenção às redes sociais.

“Eu ainda fiz política do tête-à-tête, pé a pé, mão a mão, cumprimento a cumprimento. Fiz 25 mil votos. Entendo que a rede social é a arma do momento”, afirmou.

Segundo o ex-prefeito, sua campanha alcançou aproximadamente 3,3 milhões de visualizações nas redes sociais no período final da disputa, mas o desempenho de candidatos com forte presença digital mostrou que esse trabalho precisa ser permanente.

“Se eu quiser melhorar o meu resultado, eu tenho que acompanhar o momento político, que é internet, like, curtida. É isso que a gente tem que fazer”, avaliou.

E 2028?

Questionado sobre a possibilidade de voltar a disputar uma eleição, especialmente com o pleito municipal de 2028, Koch evitou antecipar uma candidatura.

Aos 69 anos e depois de dois mandatos consecutivos como prefeito de Orleans, afirmou que a prioridade agora será descansar e aproveitar mais tempo com a família.

“Primeiro momento é descansar, descansar muito. Janeiro e fevereiro, dormir, passear. Vou curtir, vou fazer cruzeiro e aí a eleição vai chegar em 2028”, disse.

Koch sinalizou, porém, que pretende continuar participando da política, principalmente na formação de novos nomes em Orleans.

“O Jorge com certeza vai dar oportunidade para novas lideranças se formarem. Eu quero ser formador de lideranças aqui em Orleans para que elas possam continuar, porque a minha parte eu fiz”, afirmou.

No encerramento da entrevista, Koch também declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A manifestação representa a posição pessoal do ex-prefeito e ocorre enquanto partidos e lideranças políticas definem seus posicionamentos para a etapa final da disputa.

Confira a entrevista completa

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Escolas de Criciúma recebem biodigestores para transformar resíduos em energia

Por Ligado no Sul07/10/2026 09h30
Foto/Assessoria de Imprensa – Prefeitura de Criciúma

As escolas municipais Giácomo Burigo e Filho do Mineiro, de Criciúma, receberam biodigestores para transformar os resíduos orgânicos da merenda escolar em biogás nesta terça-feira (6). A entrega do equipamento foi realizada durante dois atos promovidos pela Prefeitura de Criciúma por meio da Secretaria Municipal de Educação e a Plasson do Brasil. As cerimônias marcaram o início das atividades do Programa Municipal de Educação Socioambiental Continuada, uma política pública financiada pela iniciativa privada implementada pela primeira vez em Santa Catarina.

O Programa Municipal de Educação Socioambiental Continuada busca transformar escolas em centros permanentes de educação ambiental, gerando benefícios mensuráveis para o município e solucionando parte do desafio da gestão pública em relação à gestão de resíduos orgânicos com baixo custo.

O prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, destaca a importância da iniciativa para a educação ambiental no município.

“Estamos transformando resíduos em energia e, ao mesmo tempo, contribuindo para a formação de uma geração mais consciente sobre os cuidados com o meio ambiente e a destinação correta dos resíduos. É uma iniciativa que une educação, inovação e responsabilidade ambiental, trazendo benefícios concretos para Criciúma e fortalecendo o aprendizado nas escolas municipais. A parceria com a iniciativa privada permite que tecnologias como o biodigestor cheguem aos nossos estudantes e transformem a rotina escolar, e queremos ver esse projeto crescer em toda a cidade”, pontua.

Impacto socioambiental

Segundo dados do BioMovement, grupo responsável pela iniciativa, o Programa Municipal de Educação Socioambiental Continuada opera por uma lógica de economia circular completa, na qual cada etapa alimenta a seguinte e, com o uso do biodigestor doado a partir de uma parceria entre o projeto Nações Global e a Plasson do Brasil, uma única escola será capaz de tratar 3.6 toneladas de resíduos, evitando a emissão de 7,2 toneladas de dióxido de carbono e gerando energia limpa equivalente a 30 botijões, além de produzir 7,2 mil litros de biofertilizantes e 60 mudas para plantio comunitário.

A secretária municipal de Educação, Geovana Zanette, conta que o projeto permite que os estudantes vivenciem de forma prática uma transformação que antes estaria presente somente nos livros.

“Levar esse projeto para as escolas é uma forma de aproximar os estudantes de práticas que podem solucionar desafios atuais da nossa sociedade. A partir do biodigestor, eles poderão entender como os resíduos podem ser reaproveitados e qual é a responsabilidade de cada cidadão nesse processo. Mais do que ensinar sustentabilidade, queremos que os estudantes compreendam as soluções existentes para os desafios atuais e, quem sabe, terem ideias que possam solucionar problemas do futuro”, destaca.

O programa da BioMovement também contribui para o engajamento da comunidade escolar, alcançando cerca de 300 estudantes por unidade de ensino. Com a ampliação do número de escolas participantes, aumentam também a redução das emissões de dióxido de carbono e a quantidade de resíduos que deixam de ser encaminhados aos aterros sanitários, sem desembolsar recursos públicos.

“Nós sempre tivemos um olhar voltado para a sustentabilidade e quando conhecemos o projeto dos biodigestores entendemos que era uma grande oportunidade para conscientizarmos a sociedade sobre preservação do meio ambiente e descarte correto de resíduos. A partir daí, decidimos que era importante levar todo esse conhecimento para as escolas”, afirma a gerente financeira e de governança da Plasson do Brasil, Silvana De Mattia Marquardt.

A iniciativa responde a compromissos ambientais, sociais e de governança (ESG) internacionais assumidos pelo Brasil.

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