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Projeto transforma baterias de carros elétricos em unidade móvel para reforçar rede de energia no estado
Por Ligado no Sul25/05/2026 11h00
Foto/Reprodução
Uma iniciativa desenvolvida em Santa Catarina, transforma baterias de veículos elétricos descartadas em uma solução móvel para reforçar o fornecimento de energia em casos de falhas ou manutenções na rede elétrica. O projeto, chamado Energia Celesc a Bordo, está em fase de testes de desempenho.
A proposta foi criada pela Divisão de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Celesc em parceria com o Laboratório Fotovoltaica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A tecnologia consiste em uma carreta equipada com sistemas de armazenamento que utiliza baterias de “segunda vida”, antes usadas em veículos elétricos.
Segundo o engenheiro da Celesc e gerente do projeto, Leonardo Pacheco, o sistema funciona como uma fonte alternativa temporária de energia para situações emergenciais.
“Nesses momentos em que a nossa rede estiver passando por uma falha emergencial, acidental ou até mesmo uma manutenção, nós podemos levar energia para o consumidor através desse sistema de armazenamento. Ele consegue armazenar energia em um determinado momento e depois fornecer com a mesma qualidade e tensão da rede original”, explicou.
O projeto é considerado pioneiro no país e, segundo os responsáveis, pode ser ampliado futuramente para atender demandas em maior escala. A coordenadora do Energia Celesc a Bordo, professora doutora Helena Flávia Naspolini, da UFSC, destaca o caráter inovador da iniciativa.
“Esse projeto é inédito na aplicação em sistemas de distribuição e ainda mais inovador no uso de baterias em segunda vida. A ideia é transformar um passivo ambiental em ativo. Hoje temos um protótipo de pequeno porte, mas todo o funcionamento pode ser escalado para sistemas maiores”, afirmou.
Dados do setor apontam o crescimento acelerado da frota de veículos elétricos no estado, que já ultrapassa 40 mil unidades em circulação. Com isso, também cresce a preocupação com o destino das baterias ao fim da vida útil.
De acordo com Leonardo Pacheco, o reaproveitamento dessas baterias surge como alternativa diante dos desafios ambientais.
“Elas ainda têm capacidade de armazenamento mesmo após o uso em veículos. O que já conseguimos reciclar são materiais como alumínio e plástico, mas parte da composição ainda não tem destinação totalmente ecológica. Esse projeto estuda justamente o reaproveitamento desse potencial energético”, destacou.
A tecnologia embarcada na carreta foi desenvolvida pela multinacional catarinense WEG, enquanto a estrutura mecânica foi executada pela empresa TrucVan.
*Com informações Acaert
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Mais 75 animais são castrados na quarta ação do Pet Levado a Sério em Urussanga
Por Ligado no Sul25/05/2026 10h30
Fotos/Assessoria de Imprensa – Prefeitura de Urussanga
O município de Urussanga realizou a castração e microchipagem de 75 animais neste sábado, dia 23, no loteamento Bom Jesus do bairro De Villa. A iniciativa do Governo Municipal, por meio da Diretoria de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal, faz parte do Programa Pet Levado a Sério, realizado em parceria com o Governo do Estado.
Segundo a médica veterinária, Fernanda Camacho, essa foi a quarta ação do ano do programa, que contribui para a saúde pública e o bem-estar animal. “A castração ajuda na prevenção de doenças e melhora a qualidade de vida dos animais, além de evitar a reprodução descontrolada. A procura pelo serviço mostra que as pessoas estão cada vez mais conscientes sobre a importância desse cuidado”, destaca.
Ao longo deste ano, o programa Pet Levado a Sério já viabilizou a castração e microchipagem de mais de 280 cães e gatos no município. A próxima etapa está prevista para o mês de junho, no bairro Rio Maior. O Bem-Estar Animal de Urussanga está disponível no WhatsApp (48) 99674-7049 e pelo Instagram @bemestaranimal.uru
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Críticas ao plano federal de ferrovias unem governadores do Sul e MS
Por Ligado no Sul25/05/2026 10h00
Foto/Reprodução Internet
Os governadores de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul assinaram um documento conjunto se posicionando contra a atual política nacional de concessões ferroviárias do governo federal.
Ao Jornal da Guarujá, o ex-secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina e coordenador do grupo de trabalho de ferrovias do Codesul, Beto Martins disse que o principal ponto de discordância é a forma como o governo federal estruturou o plano de concessões da chamada Malha Sul, sem um debate mais aprofundado com os estados diretamente impactados.
O modelo apresentado pelo governo federal prevê a fragmentação da Malha Sul ferroviária em diferentes corredores, o que, segundo os estados, compromete a integração do sistema e reduz sua eficiência logística.
O documento assinado pelos governadores contesta justamente essa divisão da rede em trechos independentes, aponta falta de diálogo com os estados e cobra participação efetiva nas decisões sobre um projeto considerado estratégico para a economia regional.
Além disso, o ofício do Codesul encaminhado ao Ministério dos Trasnportes questiona a previsão de oito leilões ferroviários, incluindo três que tratam especificamente da fragmentação da atual Malha Sul. Para o grupo de trabalho, esse formato não atende às condições necessárias para a recuperação e modernização do modal ferroviário no Sul do Brasil.
De acordo com Martins, os estados buscam há mais de um ano um diálogo mais direto com o governo federal para discutir a situação da ferrovia na região, que hoje opera de forma limitada.
“Há mais de um ano estamos tentando um debate, um diálogo. Hoje, apenas cerca de 25% dos trechos ferroviários da região Sul estão funcionando. Isso tem impacto direto na economia”, afirmou.
Ele citou como exemplo o setor agroindustrial de Santa Catarina, especialmente a suinocultura e a avicultura, que dependem fortemente do transporte de insumos como o milho.
“Nós trazemos milho do Mato Grosso e Goiás por caminhão, o que é um contra-senso logístico. Isso reduz a competitividade da nossa produção e afeta diretamente a indústria”, explicou.
O coordenador do Codesul também criticou o formato proposto pelo governo federal, que prevê a divisão da Malha Sul em diferentes trechos, o que, segundo ele, pode comprometer a viabilidade do sistema como um todo.
“Existe o risco de alguns trechos terem interesse econômico e outros não. Isso pode resultar em licitações desertas e deixar a região sem ferrovia”, alertou.
Beto Martins defende que o modelo ferroviário precisa de participação dos estados e contrapartidas públicas para ser viável.
“No mundo inteiro, ferrovia depende de investimento público e complementaridade do Estado. Sem isso, não há sistema sustentável”, disse.
Ele destacou ainda que Santa Catarina já iniciou ações nesse sentido, com a criação de uma estrutura estadual voltada ao tema, e afirmou que o governador Jorginho Mello lidera o movimento de defesa de uma revisão do modelo.
“Os quatro governadores assinaram um documento pedindo a revisão do plano e a abertura de um diálogo real sobre a Malha Sul”, completou.
Durante a entrevista, o ex-secretário também alertou para os impactos econômicos da possível fragilização do sistema ferroviário na região, incluindo reflexos nos portos e na competitividade industrial.
“Santa Catarina tem uma forte estrutura portuária, mas sem ferrovia integrada, toda a logística fica comprometida. Isso pode afetar a permanência de indústrias no estado”, afirmou.
Ele citou ainda a situação da ferrovia Tereza Cristina como exemplo de operação considerada eficiente no estado.
“A Tereza Cristina é o único trecho que funciona bem, porque tem continuidade e gestão adequada. Já outros trechos estão abandonados, com risco de depredação”, concluiu.
Confira entrevista completa
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Preparação para a 349ª Festa de Santo Antônio dos Anjos muda fluxo de veículos no Centro Histórico
Por Ligado no Sul25/05/2026 09h30
Foto/Elvis Palma
A preparação para a 349ª Festa de Santo Antônio dos Anjos, considerada a celebração religiosa mais tradicional de Laguna e que reúne fiéis de diversas regiões do estado e do país, vai provocar mudanças no trânsito do Centro Histórico a partir desta segunda-feira (25).
A festa acontece entre os dias 1º e 14 de junho, com programação religiosa, cultural e gastronômica, movimentando o município durante todo o período.
Segundo a prefeitura, as alterações no trânsito serão feitas nas proximidades da Igreja Matriz Santo Antônio, com o objetivo de garantir mais segurança aos pedestres, moradores e participantes, além de organizar o fluxo de veículos durante os dias de maior movimento.
Com as mudanças, os motoristas que seguem em direção à Igreja Matriz deverão acessar à esquerda na Rua Duque de Caxias e, em seguida, virar à direita na Travessa Quinze de Novembro.
A prefeitura também informou que o trecho da Rua Duque de Caxias, entre a esquina com a Rua Tenente Bessa e a Travessa Quinze de Novembro, terá circulação permitida apenas para moradores.
A orientação é para que os motoristas redobrem a atenção à sinalização e busquem rotas alternativas durante o período de maior fluxo no Centro Histórico.
Tradicional no calendário religioso e cultural da cidade, a Festa de Santo Antônio dos Anjos reúne anualmente milhares de pessoas em Laguna, consolidando-se como um dos principais eventos do município.