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Intenção de Consumo das Famílias catarinenses recua pelo quarto mês consecutivo
Por Ligado no Sul08/07/2026 11h00
Imagem/Fecomércio
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em Santa Catarina voltou a recuar em junho de 2026, atingindo 104,7 pontos, conforme levantamento do Núcleo de Inteligência Estratégica da Fecomércio SC. O indicador registrou queda de 3,2% em relação a maio e de 6,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado, marcando o quarto recuo consecutivo. O resultado também ficou abaixo do observado em nível nacional, onde a ICF alcançou 105,5 pontos, evidenciando um ambiente de menor confiança entre os consumidores catarinenses.
Segundo o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, o comportamento mais cauteloso das famílias está diretamente relacionado ao cenário financeiro atual. “As famílias estão mais cautelosas por conta do alto endividamento e da inadimplência acima da média histórica, o que limita novas decisões de consumo”, afirma. Ele destaca ainda que o ambiente de juros elevados, com a taxa Selic em dois dígitos há mais de quatro anos, impacta negativamente a economia e reduz a capacidade de consumo das famílias.
O desempenho do indicador no estado contrasta com o cenário nacional, onde houve leve avanço na margem e crescimento na comparação anual, sustentado principalmente pela desaceleração dos preços, pelo mercado de trabalho aquecido e pela melhora da renda, especialmente entre famílias de menor renda.
Em Santa Catarina, o recuo da ICF reflete a piora nas condições de consumo e a deterioração das expectativas para os próximos meses. O acesso ao crédito apresentou queda significativa, indicando maior dificuldade de financiamento, enquanto o momento para aquisição de bens duráveis também registrou forte retração, evidenciando maior cautela nas compras de maior valor.
Apesar de o indicador de emprego atual permanecer relativamente estável e com percepção positiva, a renda das famílias apresentou queda relevante tanto na comparação mensal quanto anual, sinalizando perda de poder aquisitivo. As perspectivas futuras também se mostraram mais pessimistas, com destaque para a redução na confiança em relação ao mercado de trabalho.
De forma geral, os resultados de junho reforçam um cenário de enfraquecimento gradual da confiança das famílias catarinenses. A combinação de renda pressionada, crédito mais restrito e expectativas menos favoráveis tem limitado a recuperação do consumo, mantendo o indicador em trajetória descendente e cada vez mais próximo da zona de neutralidade.
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Museu ao Ar Livre de Orleans é cenário de série documental sobre a imigração italiana em Santa Catarina
Por Ligado no Sul08/07/2026 10h30
Fotos/Divulgação
O Museu ao Ar Livre Princesa Isabel e o Centro de Documentação Histórica Plínio Benício (Cedohi), localizados no campus do Centro Universitário Barriga Verde (Unibave), em Orleans, estão entre os cenários da série documental “500 Anos de Santa Catarina”, produzida pela NDTV Record. As gravações no município fazem parte do episódio dedicado à imigração italiana no estado.
Além de ceder os espaços para as filmagens, os museólogos Valdirene Böger Dorigon e Idemar Ghizzo atuam como consultores históricos da produção, dirigida pelo cineasta Luan Vosnhak.
De acordo com a produtora da série, Beatriz Azevedo, o projeto reúne 20 episódios, cuja exibição começou em maio e segue até novembro. “No Museu, estamos gravando o episódio sobre a imigração italiana”, explica.
Segundo o diretor Luan Vosnhak, o episódio exige mais do que a apresentação de documentos históricos. Para ele, era necessário um local que representasse o cotidiano dos imigrantes.
“O Museu ao Ar Livre, além de ser tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), abriga um centro de documentação e reproduz o ambiente em que viviam os colonos. O engenho de farinha, a marcenaria e a serraria movida à roda d’água não estão expostos em vitrines, mas reconstruídos em um ambiente natural, reproduzindo o modo de vida dos colonos entre o fim do século XIX e meados do século XX”, justifica.
Além do Museu ao Ar Livre, a equipe percorreu comunidades rurais do Sul catarinense, entre elas Rio Pinheiros Alto, para registrar locais onde as tradições da imigração italiana permanecem preservadas.
“Lá a herança cultural não está musealizada, ela permanece viva: no dialeto ainda falado entre gerações, na produção artesanal de vinho e embutidos e nas festas religiosas que organizam o calendário social até hoje. O episódio sobre a imigração vai mostrar de onde veio essa herança e onde ela ainda respira”, afirma Vosnhak.
Para a diretora do Museu ao Ar Livre, Valdirene Böger Dorigon, o acervo da instituição ajuda a compreender os costumes dos imigrantes italianos por meio de objetos, equipamentos e documentos históricos.
“Como atuamos há anos nessa área, conhecemos pessoas e comunidades de Orleans e região que mantêm vivos esses costumes, por meio da culinária, da arquitetura, da religiosidade e do modo de falar”, destaca.
As gravações também passaram pela Cervejaria Big Jack e pela Vinícola Bianco, em Orleans; pelo Restaurante e Pousada Masiero, em Pedras Grandes; e pela Praça Central de Cocal do Sul.
Série retrata cinco séculos da história catarinense
Com 20 episódios, a série documental “500 Anos de Santa Catarina” apresenta a formação histórica do estado a partir dos povos originários, antes da chegada dos colonizadores europeus. A produção aborda a história dos povos Guarani, Kaingang e Laklãnõ/Xokleng, além da colonização açoriana, alemã e italiana, das guerras do Contestado e da República Juliana, do processo de industrialização descentralizada e da construção da identidade catarinense.
Fotos/Divulgação
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Julho Amarelo reforça importância da prevenção e do diagnóstico precoce das hepatites virais
Por Ligado no Sul08/07/2026 10h00
Foto/Redação
O mês de julho é marcado pela campanha Julho Amarelo, dedicada à conscientização, prevenção, diagnóstico precoce e tratamento das hepatites virais. A iniciativa busca alertar a população sobre doenças que, na maioria dos casos, não apresentam sintomas nas fases iniciais, mas podem evoluir para complicações graves, como cirrose, insuficiência hepática e câncer de fígado.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, a sócia-proprietária do Laboratório Biovita, Vana Schultz, destacou que cuidar da saúde de forma preventiva é a melhor estratégia para evitar o avanço das doenças hepáticas.
“Na saúde, tudo é equilíbrio, e para que a gente mantenha esse equilíbrio em dia, a prevenção sempre será o melhor caminho. O Julho Amarelo chama a atenção principalmente para as hepatites virais, mas também para todas as doenças do fígado”, afirmou.
Segundo Vana, um dos maiores desafios é que o fígado dificilmente apresenta sinais de que algo está errado.
“O principal sintoma das doenças do fígado é justamente não ter sintoma. É um órgão silencioso, que vai sofrendo calado. Quando os sintomas aparecem, normalmente a doença já está em estágio mais avançado, tornando o tratamento mais complexo”, explicou.
Vana orienta que exames laboratoriais façam parte da rotina, mesmo quando a pessoa não apresenta qualquer sintoma.
“Não estou sentindo nada? Melhor ainda. É justamente a hora de fazer os exames. O acompanhamento anual pode identificar alterações antes que elas causem danos maiores”, destacou.
Ela lembra que o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento, especialmente nos casos de hepatite C.
“Hoje, cerca de 95% dos casos de hepatite C têm cura quando o diagnóstico é feito a tempo”, ressaltou.
As hepatites virais possuem diferentes formas de transmissão. A hepatite A, por exemplo, está relacionada à falta de higiene e ao consumo de alimentos ou água contaminados, enquanto a hepatite B pode ser transmitida por contato com sangue e relações sexuais desprotegidas. Já a hepatite C é transmitida principalmente pelo contato com sangue contaminado.
A vacinação continua sendo uma importante forma de prevenção para as hepatites A e B, além disso, Vana chama a atenção para cuidados do dia a dia, como utilizar materiais esterilizados em procedimentos de manicure e pedicure ou, preferencialmente, levar o próprio kit.
“A culpa não é da profissional. Muitas vezes ela segue todos os protocolos, mas o autocuidado também é responsabilidade de cada um. Ter o próprio alicate, lixa e esmalte é muito mais seguro”, orientou.
O fígado participa de diversas funções do organismo, como digestão, imunidade, coagulação do sangue e metabolismo.
“O fígado trabalha 24 horas por dia. Quando ele adoece, pode comprometer várias funções do organismo. Por isso, a prevenção é sempre o melhor caminho”, concluiu.
Exame toxicológico para CNH
Durante a entrevista, Vana Schultz também falou sobre o exame toxicológico exigido para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Segundo ela, o teste passou a ser obrigatório para candidatos à primeira habilitação nas categorias previstas pela legislação e continua sendo exigido para motoristas das categorias C, D e E.
O exame é realizado por meio da coleta de cabelo ou pelos, com resultado disponibilizado, em média, entre cinco e sete dias úteis.
“Além da exigência para obtenção da habilitação, os motoristas profissionais também podem ser submetidos ao exame de forma aleatória durante o exercício da atividade. O objetivo é contribuir para a segurança no trânsito, reduzindo o risco de acidentes provocados pelo uso de substâncias psicoativas”, explicou.
O Laboratório Biovita realiza exames para investigação das hepatites virais, oferece vacinação contra as hepatites A e B e também disponibiliza o exame toxicológico para candidatos à CNH e motoristas profissionais, conforme a legislação vigente.
Atualmente, a rede conta com unidades nos municípios de Orleans, Lauro Müller, São Ludgero, Braço do Norte, Tubarão, Criciúma e Laguna. Entre o fim de julho e o início de agosto, o Biovita ampliará sua presença no Litoral Sul com a inauguração de mais uma unidade no Centro de Laguna.
Além do atendimento presencial, o laboratório disponibiliza o telefone 0800 444 2929 para orientações, informações e agendamentos.
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Farmácia municipal de Laguna passa a disponibilizar 22 novos medicamentos
Por Ligado no Sul08/07/2026 09h30
Foto/Arquivo – Prefeitura de Laguna
A partir da próxima segunda-feira, 13 de julho, a Farmácia Pública Municipal de Laguna passará a disponibilizar 22 novos medicamentos à população. Os itens foram adquiridos com recursos próprios do Município, ampliando a oferta de medicamentos do sistema público de saúde e fortalecendo o acesso da população aos tratamentos prescritos.
A inclusão dos novos medicamentos integra a Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (REMUME) e representa mais um investimento da Prefeitura de Laguna, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, na qualificação da assistência farmacêutica e no atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Para ter acesso aos medicamentos, o cidadão deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, realizar consulta com um médico e obter a receita médica. Com a prescrição, a retirada poderá ser feita diretamente na Farmácia Pública Municipal.
A Farmácia Pública Municipal funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30, sem fechar ao meio-dia, está localizada na rua Nereu Ramos, anexo a Policlínica , no bairro Magalhães.
Confira os 22 novos medicamentos disponibilizados pela REMUME
Acetilcisteína 600 mg (granulado para solução oral)