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Março Azul reforça alerta sobre câncer de intestino, com mais de 45 mil casos por ano no Brasil
Por Ligado no Sul05/03/2026 10h00
FOTO: Rodrigo Corrêa/Agência AL
O câncer de intestino (colorretal) atinge mais de 45 mil pessoas no Brasil todos os anos e provoca cerca de 20 mil mortes anuais. A doença é mais comum em homens e mulheres acima dos 45 anos e apresenta alta letalidade, especialmente quando diagnosticada em estágio avançado.
Em Santa Catarina, o cenário também é preocupante: o estado está entre os que apresentam maiores taxas de incidência no país.
O alerta foi reforçado pelos médicos especialistas do Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), Nelson Silveira Cathcart Jr. e Vitor Hugo Fonseca de Jesus, convidados pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa para debater a campanha Março Azul 2026.
A iniciativa busca mobilizar a população sobre a importância do diagnóstico e do tratamento precoce da doença, considerada o segundo tipo de câncer mais comum no Brasil, atrás apenas do câncer de próstata entre os homens e do câncer de mama entre as mulheres.
O debate foi proposto pelo presidente da Comissão de Saúde, deputado Neodi Saretta (PT). Ele destacou o papel do Parlamento na disseminação de informações preventivas.
“Esta Comissão de Saúde tem atuado efetivamente na prevenção e na divulgação de campanhas como o Março Azul. O Parlamento é o fórum adequado para esses esclarecimentos, que serão amplamente repercutidos e podem salvar vidas”, afirmou.
Diagnóstico precoce pode elevar cura a 90%
O gastroenterologista Nelson Silveira, representante da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), apresentou dados preocupantes: cerca de 85% dos casos são diagnosticados em fase avançada.
“Falta conscientização da população para buscar a prevenção e realizar o diagnóstico precoce. O câncer de intestino é silencioso e tem alta mortalidade quando identificado tardiamente”, alertou.
Segundo ele, a colonoscopia é o principal exame para rastreamento e prevenção da doença. A recomendação é que homens e mulheres entre 45 e 70 anos realizem o exame preventivo.
“Quando diagnosticado precocemente, a chance de cura pode chegar a 90%. Quebrar a barreira do silêncio e realizar o rastreamento aumenta drasticamente as possibilidades de tratamento bem-sucedido”, ressaltou.
Fila para exames preocupa especialistas
O oncologista Vitor Hugo de Jesus acrescentou que o câncer colorretal é a segunda causa de morte por câncer em Santa Catarina. Ano passado, a doença matou mais de 900 catarinenses. Um dos principais desafios, segundo ele, é reduzir o tempo de espera para consultas e exames.
“Precisamos dar mais celeridade à fila do Cepon para a realização da colonoscopia, que atualmente pode levar de quatro a seis meses”, observou.
Os especialistas também destacaram que, em 2025, a campanha Março Azul impactou cerca de 84 milhões de pessoas em todo o país, ampliando a conscientização sobre a doença.
Março Azul é lei em Santa Catarina
Diante da relevância do tema, o Parlamento catarinense instituiu o Mês Março Azul, voltado à conscientização e prevenção do câncer de intestino. A iniciativa é de autoria do deputado Dr. Vicente Caropreso (PSDB) e foi consolidada na Lei nº 18.531/2022, que integra o calendário oficial de eventos do estado.
A legislação tem como objetivo fortalecer ações de prevenção, diagnóstico e tratamento precoce, ampliando o alcance das informações e incentivando o rastreamento da doença.
Perguntas Frequentes
1) O que é a campanha Março Azul?É uma mobilização nacional, instituída por lei em Santa Catarina, que visa conscientizar a população sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de intestino (colorretal).
2) Qual a idade recomendada para o exame preventivo?Especialistas recomendam que homens e mulheres entre 45 e 70 anos realizem a colonoscopia para rastreamento da doença.
3) Quais são as chances de cura do câncer de intestino?
Quando a doença é diagnosticada em estágio inicial, as chances de cura podem chegar a 90%.
*Com informações Alesc
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Plano Decenal Socioeducativo 2025–2035 é debatido em audiência pública em Orleans
Por Ligado no Sul05/03/2026 09h30
Foto/Assessoria de Imprensa – Prefeitura de Orleans
A Prefeitura de Orleans realizou na tarde de terça-feira, 3, uma audiência pública para debater a atualização do Plano Decenal Municipal de Atendimento Socioeducativo 2025–2035.
Durante a audiência, foram apresentados os principais pontos da proposta de atualização do plano, que tem como objetivo fortalecer e qualificar as políticas públicas voltadas ao atendimento socioeducativo no município para os próximos dez anos. A programação contou com momento de abertura, apresentação técnica da assessoria responsável pelo trabalho, espaço para perguntas e esclarecimento de dúvidas, além do encerramento oficial.
A revisão do documento está sendo conduzida com o apoio da Assessoria SER+, especializada na elaboração de planos e políticas públicas na área social. O processo de construção considerou a atuação do Sistema de Garantia de Direitos, buscando integrar os diferentes órgãos e serviços que compõem a rede de atendimento no município.
Participaram das discussões representantes do CRAS, CREAS, CAPS, Vigilância Epidemiológica, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e Conselho Tutelar, além das Secretarias Municipais de Saúde, Assistência Social e Educação. Também estiveram envolvidos profissionais de escolas municipais, estaduais e particulares.
Ao longo do processo de elaboração, uma equipe técnica formada por representantes dessas instituições acompanhou e contribuiu com as diferentes etapas do trabalho, garantindo alinhamento técnico, legal e intersetorial na construção do plano.
A audiência pública marcou a etapa final da atualização do documento, garantindo transparência ao processo e abrindo espaço para a participação da comunidade. O plano deverá orientar as políticas socioeducativas do município até o ano de 2035.
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Abadeus alerta para tentativa de golpe com falso pedido de doações
Por Ligado no Sul05/03/2026 09h00
Foto/Divulgação
A Abadeus Centro de Inovação Social, com sede em Criciúma, alerta a comunidade após receber a informação de que um homem estaria solicitando doações em nome da instituição. Um vídeo encaminhado à organização mostra o suspeito utilizando, aparentemente, um crachá falso e apresentando um suposto projeto social que não possui vínculo com a entidade.
As imagens foram registradas em uma empresa localizada no distrito de Caravaggio, em Nova Veneza, o que reforça o alerta para que moradores e empresários da região redobrem a atenção.
A direção da Abadeus esclarece que não realiza solicitações de contribuições financeiras por meio de visitas presenciais a residências ou empresas. Segundo a instituição, trata-se de uma tentativa de golpe.
“Lamentamos profundamente que pessoas mal-intencionadas utilizem o nome da Abadeus para tentar enganar a comunidade. Já acionamos as autoridades policiais para que essa situação seja devidamente apurada, coibida e os responsáveis sejam identificados e responsabilizados”, afirma a diretora-executiva, Shirlei Monteiro.
A Abadeus reforça ainda que todas as campanhas e ações oficiais são divulgadas exclusivamente por seus canais institucionais. A instituição mantém ainda um serviço terceirizado de telemarketing, responsável por realizar contatos identificados e previamente formalizados para captação de doações.
O que fazer em caso de abordagem suspeita
A orientação é não entregar dinheiro em espécie, não realizar transferências via PIX ou qualquer outro meio de pagamento e não compartilhar dados pessoais. A recomendação é encerrar a conversa imediatamente e registrar boletim de ocorrência junto à Polícia Civil.
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Sintramor aguarda reunião com prefeitura de Orleans para discutir reivindicações
Por Ligado no Sul05/03/2026 08h30
Presidente do Sintramor, Janes Aparecida de Oliveira
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Orleans (SINTRAMOR), Janes de Lorenzi, manifestou preocupação com a falta de diálogo entre a entidade e a administração municipal para tratar das demandas dos servidores. Segundo ela, dois projetos de lei foram encaminhados na última sessão da Câmara de Vereadores sem que o sindicato fosse chamado previamente para discutir o tema.
Um dele é o Projeto de Lei nº 002/2026, que previa a revisão anual da remuneração dos servidores públicos municipais, ativos e inativos, além de pensionistas da administração direta, autarquias como o Samae e fundações como a Famor (Fundação Ambiental Municipal de Orleans). A proposta previa ainda reajuste salarial anual e também a atualização do vale-alimentação, que passaria de R$ 300 para R$ 312 — um acréscimo de R$ 12 — medida que não agradou parte dos servidores.
De acordo com a presidente, os servidores iniciaram um novo momento após as últimas eleições municipais, motivados pela expectativa de mudanças na relação entre a administração e a categoria.
“Como Presidente do SINTRAMOR represento aqui todos os Servidores e começamos a viver um tempo diferente, em 2025 movidos pela esperança, depois de termos passado oito anos de uma administração muito difícil e que acabou sentindo o peso dos Servidores nas urnas”, afirmou.
Ela destacou que, ao longo dos últimos anos, os trabalhadores enfrentaram dificuldades e desgaste, mas seguiram garantindo o funcionamento dos serviços públicos no município.
“Os Funcionários estavam esgotados e doentes, mas foram vencendo as dificuldades crendo que a situação seria melhor com as promessas de campanha. E o povo sabe disso, da competência e das dificuldades sofridas, afinal de contas mantemos os serviços funcionando todos os dias”, declarou.
Segundo o sindicato, a entidade optou por aguardar o primeiro ano da nova gestão sem apresentar cobranças formais, na expectativa de que as promessas feitas durante a campanha fossem colocadas em prática.
“Deixamos vencer um ano sem cobrança nenhuma, esperando que neste ano já se veria a luz brilhar no fundo do túnel. Mas infelizmente isso não aconteceu, faltando-se com o respeito ao negligenciar a presença do SINTRAMOR”, disse.
Ainda conforme Janes de Lorenzi, dois projetos de lei foram enviados ao Legislativo municipal na última semana sem que o sindicato tivesse sido chamado para dialogar sobre o conteúdo das propostas.
“Foram mandados dois Projetos de Lei para a Câmara de Vereadores na semana passada sem ao menos terem chamado o Sindicato para conversar e expor a necessidade do envio de tais projetos para a Câmara de Vereadores”, afirmou.
A presidente também lembrou que a pauta do acordo coletivo foi entregue ainda no ano passado e reúne diversas reivindicações dos servidores municipais.
“Entregamos a Pauta de Acordo Coletivo no dia 09 de dezembro e de lá pra cá nenhuma reunião foi marcada para conversarmos sobre os 19 itens levantados pelos servidores e que precisam ser discutidos”, destacou.
Segundo ela, a expectativa da categoria não é necessariamente que todas as reivindicações sejam atendidas, mas que exista diálogo para discutir as demandas.
“Sabemos da possibilidade de não serem atendidos na sua totalidade, mas precisamos conversar. E tem sido assim, sai Prefeito entra Prefeito e só prometem para os Servidores e nada cumprem”, afirmou.
Diante da situação, o sindicato informou que aguarda a reunião com o prefeito Fernando Cruzetta, marcada para esta sexta-feira, 6, quando pretende iniciar as tratativas sobre as reivindicações da categoria.
“Chegamos ao limite. Estamos aguardando a reunião com o Prefeito nesta sexta-feira, para iniciarmos as conversações porque sem o diálogo nada se resolve, só se complica. E desde o início do SINTRAMOR nosso desejo é sempre o diálogo e o bom entendimento que faz com que sigamos em frente de forma mais tranquila e segura”, concluiu.