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Vídeo: Lona com extensão equivalente a prédio de dez andares é retirada de boca de lobo em Cocal do Sul
Por Ligado no Sul26/01/2026 11h30
Foto/Prefeitura de Cocal do Sul
Uma lona com cerca de 30 metros de comprimento, extensão equivalente à altura aproximada de um prédio de dez andares, foi retirada do interior de uma boca de lobo em Cocal do Sul.
O material foi encontrado durante uma ação no bairro União.
A lona foi localizada enquanto equipes da Secretaria de Infraestrutura realizavam serviços de limpeza de calçadas, meios-fios e desobstrução das bocas de lobo.
O tamanho do material, conforme identificado durante a limpeza, era suficiente para comprometer quase totalmente o funcionamento da rede de drenagem.
O prefeito Ademir Magagnin afirma que o município mantém um trabalho contínuo de limpeza, mas reforça que a prevenção depende também da colaboração da população.
“A Prefeitura faz a sua parte e segue atuando nos bairros, mas quando esse tipo de material é jogado nas ruas, o risco de alagamentos aumenta, principalmente em períodos de chuva intensa”, alerta.
Além da lona, os trabalhos têm identificado com frequência garrafas, plásticos, sacolas e outros resíduos descartados de forma irregular, que são levados pela chuva para dentro das bocas de lobo e causam entupimentos recorrentes.
O secretário de Infraestrutura, Pedro de Fáveri, explica que o descarte irregular cria um ciclo constante de problemas.
“Mesmo com todo o esforço das equipes, se algumas pessoas continuam jogando lixo nas ruas, as bocas de lobo voltam a entupir. No verão, com volumes grandes de chuva, a água não consegue escoar, sobe e acaba alagando as ruas”, relata.
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Santa Catarina amplia vacinação contra a dengue para jovens de 10 a 14 anos
Por Ligado no Sul26/01/2026 11h00
Foto: Ricardo Trida
Adolescentes de 10 a 14 anos de todos os municípios de Santa Catarina já podem se vacinar contra a dengue. A ampliação da vacinação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde, que iniciou a distribuição das doses na sexta-feira (23) para todas as regionais de saúde do estado. Até então, a imunização estava restrita a 100 municípios, distribuídos em sete regiões, e contemplava jovens de 10 a 16 anos.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta segunda-feira (26), o diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), João Fuck, destacou que a medida representa um avanço importante na estratégia de enfrentamento à doença.
“O Estado sempre pleiteou a ampliação da vacinação dos adolescentes de todo o Estado e, de fato, conseguimos isso agora. É uma definição do Ministério da Saúde, que é quem fornece as vacinas, e agora conseguimos vacinar os 295 municípios das 17 regiões de saúde”, afirmou.
Segundo o diretor, a vacinação segue o público definido pelo Ministério da Saúde.
“Continuamos vacinando adolescentes de 10 a 14 anos, mas agora cobrindo todo o estado de Santa Catarina”, explicou.
Fuck explicou que, desde o início da vacinação, em fevereiro de 2024, a escolha das regiões priorizadas seguiu critérios epidemiológicos, principalmente relacionados à transmissão da dengue.
“Começamos pela região de Joinville e Jaraguá do Sul. Depois houve ampliação para a Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí, Oeste e, por fim, Foz do Rio Itajaí e Concórdia. As escolhas sempre se deram principalmente pelo critério epidemiológico”, detalhou.
Além disso, a baixa adesão inicial também influenciou a ampliação gradual da campanha.
“Como a procura ainda era baixa, foi possível ampliar para outras regiões e agora para todas elas”, acrescentou.
Ajustes na faixa etária
Durante a entrevista, o diretor esclareceu que, em algumas regiões, adolescentes de 15 e 16 anos chegaram a receber a primeira dose, devido à disponibilidade de vacinas. Esses jovens terão o esquema vacinal garantido.
“Esses adolescentes que receberam a primeira dose terão a garantia de completar o esquema, já que é uma vacina de duas doses, com intervalo de três meses”, afirmou.
Aumento de casos
João Fuck também alertou para o aumento das notificações de dengue e chikungunya em Santa Catarina. De acordo com o primeiro informe epidemiológico de 2026, divulgado na semana passada, os números preocupam.
“Quando a gente olha para a dengue, estamos vendo um aumento de cerca de 70% nas notificações em comparação com 2025. Para a chikungunya, o aumento é em torno de 50%”, destacou.
Segundo ele, as condições climáticas favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti.
“Temperaturas elevadas e chuvas constantes criam um ambiente muito favorável para a reprodução do mosquito, e isso começa a se refletir no aumento de casos”, explicou.
Vacinação e responsabilidade da população
O diretor reforçou que a vacinação é uma ferramenta importante, mas não suficiente sozinha.
“A vacina é fundamental para reduzir a gravidade da doença, mas ainda cobre uma parcela pequena da população. Por isso, eliminar locais com água parada continua sendo essencial”, alertou.
Ele destacou que o combate à dengue exige uma ação conjunta entre poder público e população.
“O poder público tem sua responsabilidade, mas a população também tem um papel fundamental. É uma parceria. Não existe uma única ação que resolva o problema, é um conjunto de ações”, afirmou.
A vacina contra a dengue é gratuita e está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O diretor da Dive orienta que as famílias procurem informações junto aos municípios.
“A distribuição começou na sexta-feira. É importante buscar informações no município, saber quando a vacina chega e em qual unidade estará disponível”, orientou.
A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a imunização, aliada à eliminação de focos do mosquito e à busca por atendimento médico em caso de sintomas, é fundamental para reduzir o impacto da dengue em Santa Catarina.
Confira entrevista completa
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Filha tenta atacar mãe idosa com faca e sobrinha fica gravemente ferida em Criciúma
Por Ligado no Sul26/01/2026 10h30
Foto/Reprodução
Uma mulher ficou gravemente ferida após ser atacada com golpes de faca na manhã deste domingo (25), em Criciúma. A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência de tentativa de feminicídio registrada em uma residência localizada na Rodovia Pedro Manoel Pereira, no bairro Linha Batista.
No local, a guarnição prestou apoio ao Corpo de Bombeiros, que havia sido chamado inicialmente para atender uma situação de surto envolvendo uma mulher armada com uma faca. Quando os policiais chegaram, a suspeita, uma mulher de 53 anos, já havia sido contida por familiares. A vítima, uma mulher de 37 anos, foi socorrida e encaminhada ao hospital com ferimentos graves nas mãos e no braço.
De acordo com os relatos colhidos no local, a agressora teria tentado atacar a própria mãe, uma idosa de 88 anos, acamada e diagnosticada com Alzheimer. Ao intervir para proteger a avó, a sobrinha da suspeita acabou sendo atingida por golpes de faca, sofrendo um corte profundo na mão esquerda.
A faca de cozinha utilizada no ataque foi apreendida e encaminhada à Delegacia de Polícia. A Polícia Científica realizou a perícia no imóvel, onde foram encontradas manchas de sangue em diversos cômodos da residência.
A mulher de 53 anos foi presa em flagrante e conduzida à Central de Plantão Policial.
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Governo de SC investe R$ 7,8 milhões em pesquisa para fortalecer a agropecuária
Por Ligado no Sul26/01/2026 10h00
Foto/Reprodução
O Governo de Santa Catarina, por meio da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), vai investir R$ 7,87 milhões nos próximos dois anos em projetos de pesquisa voltados à inovação nas principais cadeias produtivas da agropecuária e da aquicultura catarinense. O objetivo é desenvolver soluções para as demandas dos produtores rurais, garantindo competitividade e fortalecendo o setor no estado.
Ao todo, o programa contempla 54 projetos de pesquisa, abrangendo todas as unidades da Epagri em Santa Catarina. Na manhã desta segunda-feira (26), o Jornal da Guarujá conversou com o presidente da Epagri, Dirceu Leite, que destacou a importância do investimento anunciado pelo governo estadual.
Segundo ele, a Epagri atua em três frentes principais: extensão rural, ensino e pesquisa. “A Epagri é uma empresa que faz extensão rural, nós temos um escritório em cada município do estado, nós também fazemos ensino agrotécnico. Hoje a Epagri tem aproximadamente quase dois mil alunos dentro do seu ensino agrotécnico e fazemos pesquisa”, explicou.
Leite ressaltou que o novo aporte financeiro permitirá ampliar a capacidade de atuação da instituição. “Esse investimento do governador do estado, do governo de Jorginho Mello, permite que a Epagri possa alçar voos ainda mais altos, que é colocar mais gente, colocar mais recurso para a gente fazer pesquisa”, afirmou.
O presidente destacou que a Epagri trabalha com pesquisa aplicada, focada nos problemas enfrentados no dia a dia pelos agricultores. “Cada problema que a gente identifica no campo, através das equipes de extensão e da pesquisa, a gente busca estudar, conhecer e desenvolver novas tecnologias que vão permitir superar isso”, disse.
Ele também enfatizou a importância da pesquisa para um estado com forte presença da agricultura familiar. “Santa Catarina é um estado pequeno, onde prevalece a agricultura familiar. Levar esse conhecimento para o agricultor, para que ele possa produzir mais na mesma área, com um custo reduzido, é extremamente importante”, pontuou.
Dos 54 projetos previstos, 92 bolsistas serão contratados para atuar em diversas cadeias produtivas, como maçã, cebola e outras culturas estratégicas para o estado. “Ao final do projeto serão geradas novas tecnologias que serão implementadas a campo, na casa dos produtores”, explicou.
De acordo com o presidente, a iniciativa busca atender diretamente quem vive do campo. “Nós somos um estado onde temos quase 500 mil pessoas trabalhando diretamente no campo, 180 mil estabelecimentos agropecuários e 80% é agricultura familiar. Esse recurso tem que voltar para a sociedade na forma de benefício”, afirmou.
Sobre o cronograma, Leite informou que os projetos já estão em fase de edital. “Depois vai ser feita a validação dos candidatos e no início de março começa o processo de construção a campo. Ele tem uma vida útil de dois anos, são 24 meses”, explicou.
O presidente também reforçou o peso da agricultura na economia catarinense. “Nós somos o 20º estado em tamanho territorial, mas somos o gigante da produção de alimentos. Essa agricultura é responsável por 30% do PIB catarinense e por quase 65% das exportações”, destacou.
Entre as cadeias produtivas contempladas está a maçã, especialmente no Planalto Sul Catarinense. “A região de São Joaquim, Bom Jardim, Urupema e Urubici se destaca principalmente pela produção de maçã, realizada em pequenas propriedades”, disse.
Segundo Dirceu Leite, o governo do estado reforçou o quadro técnico na região. “Foi feito um reforço bastante importante na estação experimental de São Joaquim, com a contratação de novos pesquisadores, mais conhecimento chegando”, afirmou.
Ele confirmou que a cultura da maçã faz parte do escopo dos novos projetos. “A maçã, que é um orgulho para nós catarinenses, já vai fazer parte desse escopo com um projeto de pesquisa nesta área, permitindo alavancar ainda mais essa cultura e fortalecer a economia desses pequenos municípios”, concluiu.