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Ligado no Sul
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Da venda porta a porta a 11 lojas: o que transforma um produto em uma marca desejada?

Por Ligado no Sul10/09/2026 11h00
Fotos/Redação

O Papo Empreendedor chegou ao quarto encontro da sexta temporada especial, que tem um formato diferente nesta edição. Anna permanece à frente dos oito programas e, a cada semana, recebe uma nova coapresentadora para dividir a bancada e contribuir com a conversa.

Neste episódio, a companhia foi da publicitária Renata Costa, especialista em branding, mentora e estrategista de marcas e negócios. Há cerca de 20 anos, Renata atua ajudando empresas e profissionais a transformar identidade, posicionamento e estratégia em valor. Ao longo da carreira, participou da construção de mais de mil marcas e projetos, é coautora do livro Encontre a Sua Marca e criadora da Comunidade Marcadas, voltada a mulheres empreendedoras.

A escolha de Renata para esta conversa tem ainda uma relação direta com a história da convidada. A Mar de Sonhos também faz parte de sua trajetória profissional, o que aproximou ainda mais a experiência de branding da história contada no episódio.

E a pergunta que conduziu a conversa foi justamente esta: o que transforma um produto em uma marca desejada?

A resposta começa em 2017, durante um cochilo. Naquele ano, no dia do próprio aniversário, Fernanda Fretta pensava em abrir um negócio e ainda não sabia exatamente qual caminho seguir. Ela trabalhava na loja dos pais, em Laguna, gostava do comércio e considerava possibilidades como uma loja de roupas ou um negócio ligado a móveis e decoração. Só não queria concorrer com a família.

Foi então que apareceu uma ideia aparentemente simples.

“Eu estava, no dia do meu aniversário, tirando um cochilo, acho que combina bem com pijama. E eu pensei: ‘Acho que eu vou vender pijama na internet’”, contou Fernanda .

Na época, as vendas pela internet começavam a ganhar espaço. Fernanda conhecia pessoas que comercializavam roupas e biquínis dessa forma e imaginou que poderia seguir pelo mesmo caminho. O começo, porém, foi bem diferente da estrutura que a Mar de Sonhos tem hoje.

Vieram as vendas pela internet e também de porta em porta. Aos poucos, Fernanda foi entendendo o comportamento dos clientes, testando produtos e percebendo que vender uma peça era apenas uma parte do trabalho.

Formada em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e em Administração pela Unisul, a empresária encontrou no negócio uma forma de unir áreas diferentes da própria formação. A Mar de Sonhos nasceu em Laguna, especializada em sleepwear e homewear, e, com o passar dos anos, cresceu até chegar a 11 lojas em diferentes cidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Mas o crescimento não aconteceu apenas pela ampliação do número de lojas.

Ao longo da trajetória, Fernanda começou a perceber que a construção de uma marca também estava nos detalhes que o cliente talvez nem esperasse encontrar ao comprar um pijama.

A embalagem é um desses exemplos. Os produtos são preparados em papel de seda e entregues de uma forma que remete à experiência de receber um presente.

A empresa chegou a discutir maneiras de reduzir o custo das embalagens, mas decidiu manter o cuidado quando percebeu que a economia poderia interferir justamente na experiência que queria proporcionar ao cliente.

“A gente cuida muito com isso, assim, de não cair na economia que vá prejudicar a experiência do nosso cliente”, explicou.

Com o tempo, a Mar de Sonhos também ampliou o mix de produtos. Bolsas, toalhas de praia, chinelos de quarto, personalizações e bordados passaram a fazer parte da operação.

A expansão, portanto, não foi apenas física. A marca foi ganhando características próprias e uma relação mais definida com quem compra.

O crescimento que não aparece nas redes sociais

Por trás das 11 lojas, entretanto, também existe uma rotina de decisões difíceis. Fernanda é mãe de Lucas e Clara e construiu a trajetória profissional ao lado do marido, André. A primeira loja fora de Laguna foi aberta em Gramado quando Clara ainda tinha poucos meses.

A empresária conta que houve momentos em que precisou sair de casa chorando para trabalhar. Não porque não gostasse do que fazia, mas justamente porque conciliar a vida profissional com a maternidade exigia escolhas.

“Eu amo trabalhar, eu sou muito realizada profissionalmente, eu gosto realmente do meu trabalho, mas claro que eu sei que eu peco em algumas coisas em casa”, afirmou.

Para Fernanda, não existe uma fórmula perfeita para equilibrar todas as áreas da vida. Há períodos em que o trabalho exige mais e outros em que a família ocupa o primeiro plano.

Nesse processo, a formação de uma equipe de confiança passou a ser fundamental. André também deixou outro negócio para trabalhar ao lado da esposa na Mar de Sonhos. A sociedade transformou a rotina dos dois e trouxe uma divisão maior das decisões e responsabilidades da empresa.

E mesmo com a expansão, os problemas continuam aparecendo. Em uma situação recente, a empresa fechou um trabalho com uma grande companhia, mas a produção não saiu como planejado. Fernanda precisou lidar com o problema ao mesmo tempo em que mantinha a rotina de visitas às lojas e treinamentos.

Internamente, precisava resolver a situação. Para a equipe, precisava manter a segurança.

“Eu não podia chegar triste na frente das vendedoras, dos franqueados, porque não era isso que eu queria passar”, contou.

Uma ideia precisa sair do papel

A trajetória também mudou a maneira como Fernanda enxerga o próprio empreendedorismo. Para ela, ter criatividade é importante, mas uma boa ideia não sustenta uma empresa sozinha. É preciso transformar a ideia em ação e ter gestão para fazê-la funcionar.

A presença de Renata na conversa ajuda a ampliar justamente essa discussão. Com experiência em branding e construção de marcas, a coapresentadora traz para o episódio um olhar que complementa a experiência prática de Fernanda à frente da Mar de Sonhos.

Fernanda resume a experiência acumulada desde 2017 de maneira direta:

“Não adianta também ser muito criativo e não ter a gestão, não colocar em prática. Sempre digo: melhor uma ideia executada do que mil voando na nossa cabeça.”

Da primeira venda porta a porta às 11 lojas, a trajetória da Mar de Sonhos mostra que transformar um produto em uma marca desejada não depende de uma única decisão. Há o produto, mas também a experiência, a identidade, a relação com o cliente, a gestão e a capacidade de continuar tomando decisões quando a empresa cresce.

Conheça um pouco mais sobre a Fernanda Fretta

  • Criatividade ou gestão? Os dois, não adianta ser muito criativo e não saber gerir
  • Uma característica indispensável para construir uma marca? Resiliência
  • Uma coisa que cliente percebe e empresário subestima? Experiência
  • Produto da Mar de Sonhos que tem teu coração? O pijama listrado rosa
  • O que não pode faltar numa boa noite de sono? Um pijama confortável que abraça a gente
  • Um detalhe que faz toda diferença? Pijama de botão
  • Vender ou encantar? Encantar
  • Uma mulher empreendedora que você admira? Tenho várias amigas que eu admiro e Nati Vozza
  • Um hábito que você precisou abandonar para crescer? Sedentarismo
  • Seu maior luxo hoje? São os meus filhos
  • Se a Mar de Sonhos fosse uma palavra? Encantamento
  • O que a Fernanda de 2017 diria para a Fernanda de 2026? Não se desespere tanto, as coisas começarão a se encaixar

Confira a entrevista completa

 

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Eleitor pode apoiar candidato nas redes e nas ruas, mas precisa seguir regras da Justiça Eleitoral

Por Ligado no Sul10/09/2026 10h30
Foto/Gerada por IA

Com a propaganda eleitoral liberada desde 16 de agosto, os eleitores de Santa Catarina podem manifestar suas preferências políticas e apoiar candidatos nas ruas e nas redes sociais. A liberdade de expressão, porém, precisa respeitar algumas regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

Em entrevista, a coordenadora de Orientação e Gestão Processual do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), Aline Paola de Gouveia de Godoy, explicou os principais cuidados que devem ser observados pelos eleitores durante a campanha.

Segundo ela, o eleitor pode declarar sua preferência por candidatos, candidatas e partidos, inclusive utilizando seu perfil pessoal nas redes sociais. Essa manifestação deve ser espontânea e não pode envolver pagamento.

“O eleitor tem o direito de manifestar suas preferências políticas, suas ideologias. Ele pode fazer campanha pelo seu candidato, inclusive pelo seu partido, mas tem regras rígidas para essa manifestação, para que isso não se transforme em uma infração”, explicou.

Nas redes sociais, o eleitor pode elogiar ou criticar candidatos em seu perfil pessoal, desde que a manifestação seja voluntária e não exista remuneração.

Aline alerta que o eleitor não pode pagar para impulsionar uma publicação em favor de determinado candidato. A regra também vale para influenciadores digitais.

“Se esse eleitor, por acaso, for um influenciador digital, ele tem que fazer isso voluntariamente. Ele não pode fazer isso de forma paga”, afirmou.

De acordo com o TRE-SC, a propaganda eleitoral na internet está permitida desde 16 de agosto. Já a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet é permitida dentro das regras específicas previstas para o período eleitoral.

Além disso, as manifestações não podem ofender a honra ou a imagem de outras pessoas nem divulgar fatos sabidamente inverídicos.

Outra dúvida comum durante o período eleitoral é sobre o uso de bandeiras nas calçadas. A legislação permite a utilização de bandeiras móveis, mas existem regras para instalação e retirada.

Elas podem ser colocadas nas vias públicas entre 6h e 22h e precisam ser retiradas diariamente. Também não podem ficar fixadas permanentemente no solo.

A estrutura deve ser posicionada de forma que não atrapalhe a circulação de veículos ou pedestres. É preciso garantir, por exemplo, a passagem de pessoas que utilizam cadeira de rodas e de pessoas com deficiência visual.

“Não podem ser colocadas em praças, em jardins. Elas só podem ser colocadas nas calçadas, em vias públicas, e não podem, de forma alguma, atrapalhar o fluxo e o trânsito dos pedestres”, explicou Aline.

A Justiça Eleitoral também permite que as bandeiras utilizem bases ou suportes, desde que sejam móveis e não permaneçam instaladas de forma permanente.

Como denunciar irregularidades

O eleitor que identificar uma possível irregularidade na propaganda eleitoral pode utilizar o Pardal, aplicativo oficial da Justiça Eleitoral para o recebimento de denúncias.

A ferramenta permite encaminhar informações que possam auxiliar na apuração, como fotos e vídeos. Para casos relacionados à desinformação eleitoral na internet, o TRE-SC orienta o uso do Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade).

A orientação da Justiça Eleitoral é que o eleitor conheça as regras antes de divulgar ou participar de atos de campanha. A liberdade para manifestar uma preferência política é garantida, mas deve ocorrer dentro dos limites previstos na legislação eleitoral.

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CDLs de Santa Catarina se unem em manifesto e cobram respeito à lei

Por Ligado no Sul10/09/2026 10h00
Foto/Divulgação

Mais de 150 entidades de Santa Catarina assinaram um manifesto público que cobra o cumprimento das leis, o combate à corrupção e o fortalecimento das instituições brasileiras. Entre as signatárias está a Câmara de Dirigentes Lojistas de Orleans (CDL).

Divulgado nesta quarta-feira (9), o documento recebeu o título “Hora de passar o Brasil a limpo!” e manifesta preocupação com uma série de episódios recentes que, segundo as entidades, aumentaram a sensação de insegurança, desânimo e descrença da população.

No manifesto, as instituições afirmam que não aceitam mais conviver com suspeitas recorrentes de corrupção, privilégios, decisões e omissões que possam resultar em tratamentos diferentes conforme a posição ou influência dos envolvidos.

Um dos principais questionamentos apresentados é direto: “Afinal, a lei vale ou não para todos?”

As entidades defendem que o princípio de que todos devem estar submetidos à mesma legislação precisa ser respeitado, independentemente de cargo, poder político ou influência.

O documento também destaca o papel dos cidadãos e dos setores produtivos na economia. As entidades afirmam que empresários e trabalhadores cumprem diariamente suas obrigações, pagam tributos, mantêm empregos e geram renda, mesmo diante das dificuldades.

Por isso, cobram que eventuais atos lesivos à Administração Pública sejam investigados e sancionados de maneira técnica, imparcial e proporcional, conforme determina a legislação.

O manifesto também defende prevenção à corrupção, transparência e fortalecimento das instituições, além da responsabilização de corruptos e corruptores.

Outro ponto destacado é a necessidade de recuperar a credibilidade das instituições perante a população.

CDL de Orleans entre as signatárias

A relação de entidades que aderiram ao documento reúne a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina, dezenas de CDLs de municípios catarinenses, sindicatos e associações empresariais.

Na região Sul, aparecem entre as signatárias as CDLs de Orleans, Cocal do Sul, Criciúma, Tubarão, Içara, Jaguaruna, Armazém, São Ludgero, Lauro Müller, Urussanga, Morro da Fumaça, Braço do Norte, Laguna, Imbituba, Gravatal, Praia Grande e Forquilhinha, entre outras.

As entidades deixam claro que o manifesto não cita nomes ou grupos específicos. A intenção, segundo o documento, é fazer um alerta e defender o fim da tolerância com a impunidade, além do respeito à democracia e à legalidade.

Ao final, o manifesto reforça: “Vamos passar o Brasil limpo. JÁ!”

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Carreta carregada com veículos desgovernada derruba poste e invade terreno de casa em Criciúma

Por Ligado no Sul10/09/2026 09h33
Fotos/CBMSC

Uma carreta carregada com veículos desceu a Rua Frei Damião desgovernada e provocou estragos em uma residência na manhã desta quinta-feira (10), no bairro Ana Maria, em Criciúma. O acidente aconteceu por volta das 6h45.

Segundo informações, o motorista havia estacionado a carreta momentos antes, quando percebeu que o veículo começou a se movimentar sozinho. Ao notar que a carreta descia pela rua, ele correu e conseguiu entrar  na cabine na tentativa de pará-la.

A tentativa, porém, não foi suficiente para impedir o acidente. A carreta atingiu um poste de energia elétrica, derrubou a estrutura e seguiu até atingir o muro e o portão de uma residência, invadindo o terreno do imóvel.

Com o impacto, parte do muro e do portão foi destruída. Fios da rede elétrica também ficaram na área atingida, o que levou as equipes a isolarem o local.

A Polícia Militar foi acionada para prestar apoio e a Celesc foi chamada para realizar o desligamento da rede de energia, garantindo a segurança durante o atendimento da ocorrência.

O motorista não ficou ferido e permaneceu no local. Não houve registro de outras vítimas.

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