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Homem perde R$ 4 mil após negociação de motocicleta elétrica em Criciúma
Por Ligado no Sul03/09/2026 09h00
Foto/PMSC
Um homem perdeu R$ 4 mil após realizar uma transferência via Pix durante a negociação para compra de uma motocicleta elétrica em Criciúma. A ocorrência de estelionato foi atendida pela Polícia Militar por volta das 21h13 desta quarta-feira (2).
Segundo o relato registrado pelos policiais, a vítima encontrou o anúncio de uma motocicleta elétrica à venda e demonstrou interesse na compra. Durante a negociação, um homem que se apresentou como intermediador passou a tratar diretamente com o comprador.
Após as tratativas, o comprador realizou uma transferência via Pix no valor de R$ 4 mil. No entanto, depois de receber o pagamento, o suposto intermediador deixou de responder às mensagens e não foi mais localizado.
A situação também chamou a atenção porque o proprietário da motocicleta relatou aos policiais que havia sido procurado pelo mesmo indivíduo. Conforme o relato, o homem teria solicitado que o anúncio original do veículo fosse retirado e passou a intermediar a negociação sem que o proprietário e o possível comprador soubessem que estavam sendo colocados em contato por meio de um terceiro.
Dessa forma, o proprietário da motocicleta e o homem interessado na compra teriam sido envolvidos na negociação sem conhecimento da atuação do suposto intermediador.
Diante dos fatos, a Polícia Militar registrou um boletim de ocorrência. O caso será encaminhado para as providências e investigações cabíveis, que deverão apurar a identidade do responsável pela negociação e o destino do valor transferido.
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Mulher é abordada e polícia apreende cocaína no Centro de Braço do Norte
Por Ligado no Sul03/09/2026 08h00
Foto/Reprodução PMSC
Uma mulher de 27 anos foi abordada pela Polícia Militar e flagrada com duas porções de cocaína na madrugada desta quinta-feira (3), no Centro de Braço do Norte. A ocorrência foi registrada por volta da 0h07.
Segundo a Polícia Militar, durante a abordagem foram encontradas duas porções da substância, que totalizaram 0,6 grama de cocaína.
Diante da localização do entorpecente, os policiais adotaram as medidas cabíveis e confeccionaram um Termo Circunstanciado. A mulher assumiu o compromisso de comparecer à Comarca de Braço do Norte para os procedimentos previstos.
Após a formalização da ocorrência e os demais procedimentos policiais, ela foi liberada.
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A cultura que ninguém vê: o que realmente sustenta uma empresa por dentro?
Por Ligado no Sul02/09/2026 16h00
Foto/Redação
Crescer é, em geral, um sinal de que os negócios estão dando certo. Mas, quando uma empresa aumenta de tamanho, também aumentam as responsabilidades, a necessidade de organização e os desafios para manter aquilo que funcionava quando a estrutura era menor. É nesse ponto que surge uma pergunta que nem sempre aparece nos balanços: o que sustenta uma empresa enquanto ela cresce?
Foi a partir dessa questão que o terceiro encontro da sexta temporada especial do Papo Empreendedor colocou em discussão temas como gestão de pessoas, cultura organizacional, tecnologia e liderança.
A apresentadora Anna conduziu o episódio ao lado de Adria Felipe, que participou como coapresentadora. Executiva de Governança Corporativa da Áurea Alimentos e presidente da ACIVALE (Associação Empresarial do Vale do Braço do Norte), Adria atua também em temas relacionados à governança, continuidade de empresas familiares, qualificação de mão de obra, associativismo e desenvolvimento regional.
Para falar sobre o assunto, o programa recebeu Vera Ceolin, administradora de empresas, palestrante, treinadora e consultora em Desenvolvimento Humano e Organizacional, com 27 anos de atuação na área. Vera é idealizadora do ConversaRH, escritora e autora do capítulo “Cultura Organizacional que Gera Crescimento”, publicado no livro Código dos Grandes Negócios.
Também participou do encontro Silvia Coleraus, sócia e diretora Comercial, de Comunicação e Marketing da Maná do Brasil. Formada em Ciências Contábeis, Silvia é vice-presidente do CEME/Facisc e vice-presidente da ACIJ. Também possui trajetória de participação no PGVE (Programa de Gestão e Vivência Empresarial), da Fundação Empreender.
A conversa começou pelas pessoas. E, para Vera, a mudança no mercado de trabalho nos últimos anos alterou profundamente a maneira como as empresas precisam pensar suas equipes.
Quando iniciou sua trajetória na área de Recursos Humanos, segundo ela, havia uma oferta de trabalhadores muito maior. Hoje, a dificuldade está em encontrar profissionais e, principalmente, em fazer com que eles permaneçam e construam uma trajetória dentro das organizações.
“Antes a gente tinha mão de obra e hoje a gente precisa ter talento. Hoje a gente precisa de pessoas que acreditem no seu sonho junto contigo”, afirmou.
A diferença, para a especialista, está justamente na relação criada entre empresa e funcionário. Não basta preencher uma vaga. É preciso oferecer condições para que o profissional se desenvolva e compreenda qual é o seu papel dentro daquele negócio.
Essa transformação também aparece na própria trajetória de Silvia Coleraus.
Formada em Ciências Contábeis, ela contou que chegou a imaginar uma carreira na área e tinha o sonho de se tornar auditora fiscal da Receita. A aproximação com a indústria durante a universidade, porém, mudou seus planos. Foi quando descobriu o setor comercial.
Silvia passou por empresas como Portobello, Café e Perdigão até chegar à Maná do Brasil. Na Perdigão, tornou-se a primeira mulher vendedora da empresa em uma época em que as negociações com grandes redes supermercadistas eram predominantemente realizadas por homens.
A experiência também ajudou a mudar sua própria percepção sobre o que significava trabalhar com vendas.
Para ela, vender não é uma função restrita ao departamento comercial. Um líder precisa vender uma ideia para a equipe, convencer um profissional a abraçar uma mudança e apresentar uma proposta ao cliente.
Foi nesse ambiente que Silvia encontrou sua identificação profissional.
“Eu quero ir pra rua. Esse é o meu mundo”, contou ao lembrar do momento em que percebeu que não queria permanecer em um trabalho exclusivamente de escritório.
A experiência comercial acabou acompanhando outra transformação: a da própria Maná do Brasil.
A empresa, que começou entregando refeições de bicicleta, passou por um processo de expansão e hoje está presente em 15 estados, atendendo mais de 150 clientes.
O crescimento exigiu mudanças na operação. Processos que antes eram feitos manualmente passaram a contar com tecnologia. A empresa desenvolveu aplicativos para reservas, avaliações e acesso aos cardápios e adotou ferramentas para acompanhar a satisfação dos clientes nas diferentes unidades.
O sistema de gestão de Recursos Humanos também precisou ser substituído, assim como outras ferramentas utilizadas na administração das operações. Mais recentemente, a inteligência artificial entrou nesse processo.
Mas, para Silvia, existe uma parte da empresa que não pode acompanhar a mesma velocidade das ferramentas tecnológicas.
“O que não pode mudar é a parte humana”, destacou.
É justamente nesse ponto que Vera coloca a cultura organizacional como uma das bases do crescimento.
A especialista utiliza a imagem de uma árvore para explicar a relação entre cultura e resultado. Aquilo que aparece são os galhos, as folhas e os frutos. A parte que sustenta tudo, porém, está escondida: são as raízes.
“Qualquer crescimento que não tiver raiz sólida, a gente vê que tomba”, explicou.
Na prática, isso significa que metas, indicadores e resultados fazem parte da gestão, mas não funcionam sozinhos. Para crescer de maneira consistente, uma organização precisa saber por que existe, o que pretende entregar aos clientes e quais comportamentos espera das pessoas que fazem parte dela.
Foi também nesse momento que a conversa chegou a uma questão que costuma ficar associada exclusivamente ao departamento de Recursos Humanos: o desenvolvimento dos funcionários.
Adria questionou Vera sobre quando essa responsabilidade deixa de ser apenas do RH e passa a fazer parte da estratégia da empresa.
A resposta está, segundo a especialista, justamente no momento em que o empresário entende que pessoas e resultados não podem ser tratados como assuntos separados.
Treinamentos e desenvolvimento precisam estar relacionados ao que a organização pretende alcançar. E o medo de investir em alguém porque esse profissional pode deixar a empresa pode produzir o efeito contrário.
Uma equipe que permanece, mas não se desenvolve, também pode comprometer o crescimento.
Vera chamou atenção ainda para o presenteísmo, quando o funcionário está fisicamente no ambiente de trabalho, mas não apresenta o nível de participação e entrega esperado.
Para uma empresa que pretende crescer, portanto, identificar as competências que faltam e preparar as pessoas para desenvolvê-las passa a ser uma necessidade estratégica.
Silvia conhece esse desafio de perto.
Depois de participar do ConversaRH, evento no qual Vera havia abordado justamente a relação entre cultura e resultados, ela levou uma reflexão para dentro da Maná do Brasil.
A empresa havia passado por um período de forte expansão, com 19 novas operações abertas no ano anterior. Ao mesmo tempo em que a estrutura crescia, também aumentavam as áreas administrativas e de suporte.
Uma pesquisa de satisfação realizada com as operações revelou dificuldades na relação com essas áreas.
A resposta veio na retomada de um ritual que já fazia parte da empresa: o “Nosso Momento”, realizado às segundas-feiras, às 9h. Durante cerca de 30 minutos, as equipes conversam sobre a empresa, sua história, a importância do cliente e o papel de cada área.
A iniciativa também levou a uma constatação importante: não bastava preservar a cultura nas unidades que estavam diretamente em contato com os clientes. Era preciso fazer com que ela chegasse também ao administrativo.
Planejamento, produção, entrega e faturamento fazem parte da experiência oferecida ao consumidor. Se apenas quem está na ponta estiver preocupado com essa experiência, o resultado pode não ser o esperado.
A conversa avançou então para outro ponto comum nas empresas: a diferença entre aquilo que está escrito e aquilo que realmente é praticado.
Missão, visão e valores podem estar expostos em uma parede, em um site ou em uma apresentação institucional. Mas isso, por si só, não significa que façam parte da cultura da organização.
Para Vera, quem determina a cultura são os comportamentos.
“São os comportamentos que vão definir a cultura da sua organização. São os rituais, são as cerimônias, são as políticas, são aquilo que se vivencia quando ninguém está vendo”, afirmou.
Se uma empresa diz que tem foco no cliente, por exemplo, seus profissionais precisam saber o que isso significa na prática. O mesmo vale para valores como ética, respeito e integração.
É essa tradução dos valores para o cotidiano que, na visão da especialista, faz com que a cultura deixe de ser apenas um discurso.
Silvia apresentou um exemplo vivido pela Maná do Brasil para mostrar como essa cultura também pode aparecer em pequenas atitudes.
A empresa atua em hospitais, onde as equipes precisam seguir regras rigorosas de segurança e alimentação. Ao mesmo tempo, os funcionários são estimulados a enxergar quem está do outro lado daquele serviço.
Uma refeição pode chegar a um paciente que está passando por um momento difícil. Em algumas situações, os próprios funcionários fazem cartões ou pequenos bolos para pessoas internadas que estão comemorando aniversário.
Os procedimentos técnicos continuam sendo os mesmos. O que muda é a maneira como o profissional compreende o significado do próprio trabalho.
Para Vera, essa percepção é fundamental. Quando uma pessoa entende o impacto daquilo que faz, o trabalho deixa de ser apenas uma sequência de tarefas ou indicadores.
Uma empresa pode crescer em número de unidades, clientes, funcionários e faturamento, mas o crescimento também exige que ela saiba preservar aquilo que dá sentido ao negócio.
Tecnologia, processos e ferramentas ajudam a acompanhar uma operação maior. Pessoas e cultura, porém, continuam sendo parte da estrutura que sustenta esse crescimento.
Conheça um pouco mais sobre cada uma das entrevistadas
Vera Ceolin
Cultura é… Engajamento
Uma característica indispensável em um líder? Desenvolvimento
Uma conversa que todo líder precisa aprender a ter? Feedback constante
Uma habilidade que nenhuma inteligência artificial substitui? Acolhimento
Um comportamento que você precisou desaprender? Pedir ajuda
Um livro que te marcou? O pequeno príncipe
O que faz alguém permanecer em uma empresa? Pertencer
Um conselho para quem assumiu a primeira liderança? Acredite em ti
O que significa sucesso hoje? Ter paz no coração
Uma palavra para o seu próximo capítulo profissional? Vamos romper fronteiras?
Silvia Coleraus
Vender ou relacionar? Relacionar,
Uma característica indispensável em um bom comercial? Ser agradável
Cliente difícil ensina o quê? Ensina que tu tens espaço para melhorar
Uma decisão corajosa na sua carreira? Deixar a CLT
Um hábito que te aproxima do cliente? Se interessar realmente pelo outro
Uma marca que você admira? Cimed
Uma coisa que crescimento exige? Coragem
Um conselho para uma mulher que quer ocupar mais espaço nos negócios? Disponibilidade e principalmente acalmar a voz interior da auto cobrança
Onde você imagina a Maná daqui a cinco anos? Mais forte no Sudeste e com mais negócios em setores como farmacêuticas e agronegócios
Confira entrevista completa
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Instituto Genésio A. Mendes promove 1º seminário sobre governança e sustentabilidade do Terceiro Setor
Por Ligado no Sul02/09/2026 15h30
Fotos: Arquivo Instituto Genésio A. Mendes
O Instituto Genésio A. Mendes promove, nos dias 16 e 17 de setembro, na Faculdade Senac de Tubarão, o 1º Seminário do Instituto Genésio A. Mendes (Sigam). Com o tema “Sustentabilidade se constrói com Governança”, o encontro reunirá organizações sociais, representantes do poder público, empresários, empresas e pessoas interessadas no desenvolvimento social para dialogar sobre a profissionalização do Terceiro Setor.
A iniciativa amplia a atuação do Instituto, que há quatro anos trabalha junto a organizações das áreas de educação, saúde e assistência social. O Sigam nasce a partir do Programa de Educação Continuada (PEC), que promove workshops, palestras, cases de sucesso, oficinas práticas, imersões e programas de aceleração.
“Em um cenário de mudanças e novas demandas sociais, as organizações da sociedade civil (OSC) passam por um processo de transformação e amadurecimento. As instituições são cada vez mais desafiadas a demonstrar não apenas a relevância das causas que defendem, mas também a qualidade da administração, a transparência na aplicação dos recursos e a capacidade de gerar e comprovar impacto social”, afirma Gisele Bittencourt Francisco, presidente do Instituto Genésio A. Mendes.
“Profissionalizar a gestão é uma estratégia de sustentabilidade. Significa fortalecer processos, qualificar equipes, diversificar fontes de recursos e ampliar a capacidade de cumprir a missão no longo prazo”, acrescenta.
Caminhos para a sustentabilidade
A programação do SIGAM foi definida a partir dos principais desafios enfrentados pelas organizações sociais, como sustentabilidade financeira, governança, uso da tecnologia como ferramenta de gestão, estruturação de processos e projetos, além da avaliação e mensuração de impacto e resultados. Entre os palestrantes estão Igor Drudi, da Drin Inovação; Vaty Colombo, da Empória Branding; Tammy Allersdorfer, do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC); Pe. Vilson Groh e Simone Marques, do Instituto Pe. Vilson Groh; Lisiane Lemos, secretária de Inovação e Tecnologia do Rio Grande do Sul e ex-executiva do Google e da Microsoft; e Thais Bassinello, gerente de projetos do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS).
Investimento social em debate
Outro destaque da programação será a roda de conversa “Desenvolvimento Institucional a partir do investimento social privado – Construindo parcerias de longo prazo entre o setor privado e as organizações da sociedade civil”. O diálogo reunirá o empresário Genésio A. Mendes, fundador da GAM Distribuidora, do Farol Shopping e do Instituto Genésio A. Mendes; Alice Kuerten, presidente do Instituto Guga Kuerten; Rodrigo Souza, CEO da GAM Distribuidora; Paulo Roberto Vargas, gerente-administrativo da Diamante Energia; e Gisele Bittencourt Francisco, presidente do Instituto Genésio A. Mendes.
Evento aberto ao público e gratuito
O primeiro Seminário do Instituto Genésio A. Mendes (Sigam) é aberto ao público em geral, com inscrições gratuitas. A programação completa e as informações para participação estão disponíveis em institutogenesio.org.br/sigam2026/.