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O Pix por aproximação passa a funcionar com novas regras a partir desta quinta-feira, 1º de outubro. O limite máximo de R$ 500 por transação, que existia especificamente para essa modalidade de pagamento, deixa de valer.
Com a mudança, será possível fazer um Pix por aproximação acima de R$ 500. Isso, porém, não significa que os pagamentos ficarão sem limite. O valor disponível continuará dependendo dos limites estabelecidos para cada cliente e das regras de segurança adotadas pela instituição financeira.
Na prática, quem tiver limite suficiente poderá utilizar o celular para pagar uma compra de R$ 600, R$ 800 ou outro valor superior a R$ 500 por aproximação, sem precisar digitar uma chave Pix ou escanear um QR Code.
O usuário poderá solicitar ao banco o aumento ou a redução do valor disponível para as operações. As instituições financeiras deverão disponibilizar em seus aplicativos uma ferramenta para o gerenciamento desses limites.
Dessa forma, o fim do teto de R$ 500 não significa um aumento automático do limite para todos os clientes. Antes de realizar pagamentos de valores maiores, é importante verificar no aplicativo do banco qual limite está disponível para a conta.
As demais regras de segurança do Pix continuam valendo.
Como funciona o Pix por aproximação?
O Pix por aproximação utiliza a tecnologia NFC, a mesma usada nos pagamentos sem contato feitos com cartões e celulares.
Para realizar o pagamento, o usuário aproxima o celular de uma máquina compatível, confere as informações apresentadas na tela e autoriza a transação. A operação pode exigir autenticação, como senha ou biometria.
Dependendo da instituição financeira, o recurso pode ser disponibilizado pelo próprio aplicativo do banco ou por meio de uma carteira digital vinculada à conta.
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Pessoas com mais de 70 anos poderão continuar doando sangue; entenda as novas regras
Por Ligado no Sul01/10/2026 11h00
Foto/hemosc
Pessoas com mais de 70 anos que já têm o hábito de doar sangue poderão continuar fazendo doações no Brasil. A mudança faz parte das novas regras do Ministério da Saúde para os serviços de hemoterapia e entrou em vigor nesta quarta-feira (30).
Até então, mesmo quem doava sangue regularmente precisava interromper as doações ao completar 70 anos. Com a nova regra, deixa de existir uma idade máxima para esses doadores.
Isso não significa, porém, que a idade deixou de ser considerada. Para continuar doando depois dos 70 anos, a pessoa precisa estar em boas condições de saúde, passar pela avaliação clínica realizada pelo serviço de hemoterapia e ser considerada apta para a doação.
Também deverão ser respeitados os intervalos e a frequência de doações estabelecidos para essa faixa etária.
Segundo o Ministério da Saúde, a mudança acompanha o envelhecimento da população brasileira e reconhece que pessoas idosas saudáveis podem continuar contribuindo com os estoques de sangue.
Novas regras também mudam prazos após tatuagem e procedimentos estéticos
A Portaria GM/MS nº 11.685/2026 trouxe outras mudanças para quem deseja doar sangue.
Quem fizer tatuagem, maquiagem definitiva ou procedimentos estéticos, como aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento, poderá doar sangue após sete dias, desde que o procedimento tenha sido realizado em um estabelecimento que cumpra as normas de segurança.
Caso não seja possível comprovar as condições de segurança do local, será necessário esperar quatro meses.
Para quem possui piercing na boca ou na região genital, a doação poderá ser realizada quatro meses depois da retirada do acessório.
Pessoas que passaram por endoscopia ou utilizaram anabolizantes sem prescrição médica também tiveram o período de espera reduzido de seis para quatro meses.
O novo regulamento também traz mudanças na triagem do sangue. O Brasil passou a adotar obrigatoriamente o teste para malária em todas as doações.
O exame utiliza a tecnologia NAT Plus, desenvolvida por Bio-Manguinhos/Fiocruz, que já é utilizada para identificar HIV e hepatites B e C e passa também a detectar o parasita causador da malária.
Outra mudança permite ampliar de cinco para até sete dias a validade das bolsas de plaquetas, desde que sejam cumpridas as medidas de controle de qualidade exigidas.
Quem pode doar sangue?
De maneira geral, o candidato à doação deve estar em boas condições de saúde, pesar pelo menos 50 quilos, estar descansado e alimentado e apresentar um documento oficial com foto, que também pode ser digital.
Adolescentes a partir dos 16 anos podem se candidatar à doação, desde que tenham autorização do responsável.
Antes da coleta, todos passam por uma triagem para avaliar as condições de saúde e verificar se estão aptos a doar. Em caso de dúvida, a orientação é procurar o hemocentro mais próximo para verificar os critérios aplicáveis a cada situação.
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Prefeitura de Laguna paga parte dos servidores, mas Saúde e Educação ficam sem salário de setembro
Por Ligado no Sul01/10/2026 10h30
Foto/Arquivo -Elvis Palma
A Prefeitura de Laguna confirmou nesta quarta-feira (30) o pagamento dos salários de setembro para parte dos servidores municipais. Os funcionários das secretarias de Saúde e Educação, no entanto, ficaram de fora da folha neste momento.
Segundo a administração municipal, o problema não é falta de dinheiro. A Prefeitura afirma que possui recursos financeiros suficientes para pagar toda a folha, mas não tem dotação orçamentária disponível para efetuar os pagamentos dos servidores das duas áreas.
Na prática, isso significa que o dinheiro existe, mas a Prefeitura precisa de autorização no orçamento para utilizá-lo no pagamento desses salários.
Para resolver a situação, o Executivo encaminhou à Câmara de Vereadores o Projeto de Lei nº 072/2026, que prevê a abertura de um crédito suplementar de R$ 25,1 milhões. A proposta passou posteriormente por uma versão substitutiva após tratativas técnicas entre Executivo e Legislativo.
Prefeitura tentou votação extraordinária
Nesta quarta-feira (30), a Prefeitura buscou junto à Câmara a realização de uma sessão extraordinária para votar o projeto. A tentativa, porém, não avançou.
Com o cancelamento da sessão ordinária e sem a aprovação do crédito suplementar, o Município informou que continua impedido de realizar os procedimentos necessários para pagar os servidores da Saúde e da Educação.
A Prefeitura afirma que mantém diálogo com o Legislativo e que, após a aprovação da suplementação, poderá regularizar a dotação orçamentária e realizar os pagamentos.
A possibilidade de problemas na folha de setembro já havia sido alertada anteriormente pela administração municipal e pelo Sindicato dos Servidores Públicos dos Municípios de Laguna e Pescaria Brava (SINDSELP).
Prefeito e secretários também ficam sem receber neste momento
Além dos servidores da Saúde e Educação, alguns integrantes do primeiro escalão da administração municipal também não receberam os salários neste momento.
Segundo a Prefeitura, apesar de existir dotação orçamentária para esses pagamentos, a administração decidiu não pagar, por enquanto, os ocupantes de cargos de natureza especial. A medida alcança o prefeito, vice-prefeito, secretários municipais, secretários adjuntos e presidentes de fundações.
De acordo com o Município, a decisão foi tomada em solidariedade aos servidores das áreas de Saúde e Educação que aguardam a regularização da folha.
Esse formato evita o juridiquês de “insuficiência de dotação” sem eliminar a informação técnica. Também considero importante manter no título que Saúde e Educação ficaram sem receber, porque “pagamento parcial da folha” sozinho não mostra ao leitor quem foi afetado.
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Três cores, uma causa: Guarajá inicia Outubro Rosa com alerta para prevenção do câncer de mama
Por Ligado no Sul01/10/2026 10h00
Foto/Divulgação
Durante o mês de setembro, a Rádio Guarujá abriu espaço para falar sobre saúde mental e a importância do cuidado com a vida. Nesta quinta-feira, 1º de outubro, uma nova cor ganha destaque: começa o Outubro Rosa, campanha que reforça a conscientização sobre o câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce.
Dentro da proposta “Três cores, uma causa”, a emissora dá continuidade às ações voltadas à saúde e à prevenção. Para marcar o início do Outubro Rosa, o Jornal da Guarujá conversou com Alice Jorge Dino, vice-presidente nacional da Rede Feminina de Combate ao Câncer.
Alice destacou que, apesar da mobilização ganhar força durante outubro, os cuidados com a saúde da mulher precisam fazer parte da rotina durante todo o ano.
“A gente sabe que o mês de outubro acaba sendo dedicado ao cuidado das mamas, ao cuidado da saúde da mulher. Então, reforçamos muito esse período, mas sabemos que precisamos nos cuidar o ano inteiro”, afirmou.
Mobilização ocorre em todo o país
A Rede Feminina de Combate ao Câncer desenvolve diferentes ações de prevenção e conscientização pelo Brasil. As atividades variam de acordo com cada estado e município e incluem campanhas para realização de exames preventivos e mamografias, caminhadas, pedaladas e outras iniciativas voltadas à saúde da mulher.
“A nossa expectativa é ter cada vez mais mulheres se cuidando, fazendo a mamografia, todo esse cuidado que a gente precisa mesmo fazer”, explicou Alice.
Segundo a vice-presidente nacional, um dos principais desafios enfrentados no país ainda é fazer com que os exames cheguem às mulheres que precisam deles. A realidade, no entanto, não é a mesma em todas as regiões.
Em alguns locais, há dificuldade para conseguir uma mamografia e a espera pode chegar a meses. Em outros, existem exames disponíveis, mas parte das mulheres não procura o serviço.
“Tem estado em que realmente vemos muita dificuldade e não se consegue fazer uma mamografia. Às vezes, demora três, cinco meses para conseguir fazer esse exame. Já em outros estados, temos dificuldade de esse paciente chegar de fato às consultas e aos exames”, relatou.
Distância também dificulta acesso aos exames
Alice chamou atenção ainda para municípios que não possuem mamógrafos. Nesses casos, as mulheres precisam se deslocar para outras cidades e, em algumas situações, percorrer grandes distâncias para realizar o exame.
Para ela, ampliar a conscientização é importante, mas precisa estar acompanhado de estrutura para que as mulheres consigam efetivamente realizar os procedimentos necessários.
“Muito é o acesso, ter esses exames disponibilizados, facilitar para que essas mulheres possam fazer a mamografia e o preventivo, o que infelizmente não é uma realidade de todo o Brasil”, afirmou.
A vice-presidente também defendeu maior participação do poder público nas ações de prevenção e na ampliação do acesso aos exames.
“A gente precisa muito do apoio do poder público, que precisa estar somando junto com a gente para fazer uma ação, uma mobilização”, destacou.
Diagnóstico precoce faz diferença
Outro alerta feito durante a entrevista foi para a chegada de pacientes aos serviços de saúde quando a doença já está em estágio mais avançado. Segundo Alice, essa realidade reforça a importância de facilitar o acesso aos exames e estimular as mulheres a manterem os cuidados de saúde em dia.
“A gente sabe que o câncer tem cura, desde que seja diagnosticado no começo. Infelizmente, os pacientes já chegam com estado muito avançado para o tratamento”, disse.
“Elas não estão sozinhas”
Ao final da entrevista, Alice deixou uma mensagem especialmente às mulheres que já receberam o diagnóstico e estão enfrentando o tratamento contra o câncer.
Segundo ela, a doença provoca impactos que vão além da paciente e podem atingir emocionalmente toda a família. Nesse momento, o acolhimento e a rede de apoio também têm papel importante.
“A gente pode falar que o tratamento é difícil, mas elas não estão sozinhas. A gente sabe que esse turbilhão de emoções acontece, que não afeta somente a paciente, infelizmente acaba afetando toda a família”, afirmou.
A vice-presidente destacou que voluntários da Rede Feminina espalhados pelo país atuam justamente no acolhimento e apoio às mulheres durante esse período.
“O que a gente tem para dizer é que tenham força, que tenham coragem. A batalha é árdua, mas ela tem resultado, sim, e dizer que ela não está sozinha”, concluiu.