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Ligado no Sul
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Criação da Secretaria da Mulher será debatida em audiência pública da Câmara de Criciúma

Por Ligado no Sul10/06/2026 13h00
Foto: Sofia Scarsi / Câmara de Vereadores de Criciúma

A Câmara de Vereadores de Criciúma realiza nesta quinta-feira (11), às 19 horas, uma audiência pública para debater a relevância e a necessidade da implementação da Secretaria da Mulher. A iniciativa é de autoria da vereadora Anequésselen Fortunato (PSD) e busca ampliar a discussão sobre políticas públicas voltadas às mulheres no município.

O encontro será no Plenário da Câmara e reunirá representantes do poder público, entidades e a comunidade. “A mulher é uma bandeira de todos nós. Não é uma bandeira de partido político, nem exclusiva de homens ou mulheres. Por isso, convidamos toda a comunidade para participar deste debate tão importante”, destacou a vereadora.

Segundo Anequésselen, a proposta já vem sendo discutida com o Governo Municipal e outras instituições. Ela ressalta que já foram realizadas reuniões em Brasília com o Ministério da Mulher e visitas técnicas ao município de Lages, que conta com uma estrutura semelhante. A vereadora afirma que a intenção não é criar novas despesas, mas centralizar serviços já oferecidos por diferentes setores da administração pública, facilitando o acesso das mulheres aos atendimentos.

Números reforçam necessidade do debate

A audiência também busca discutir dados relacionados à violência contra a mulher no município. De acordo com informações apresentadas pela parlamentar, Criciúma registrou mais de 1,6 mil boletins de ocorrência de violência doméstica em um único ano, além de milhares de mulheres atendidas por serviços de acolhimento e proteção. O debate deverá abordar ainda o fortalecimento da rede de atendimento, ações de prevenção, suporte psicológico, acolhimento e iniciativas voltadas à autonomia financeira das mulheres.

Para a vereadora, a criação de uma estrutura específica permitiria ampliar a articulação entre os serviços e fortalecer o atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade. “A Câmara tem a oportunidade de promover esse debate com responsabilidade, ouvindo a comunidade e construindo soluções que contribuam para uma cidade mais justa, segura e acolhedora para todas as mulheres”, afirmou.

Foto: Sofia Scarsi / Câmara de Vereadores de Criciúma

A audiência pública é aberta à participação da população e integra as ações da Câmara voltadas ao fortalecimento das políticas públicas para as mulheres no município.

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Orleans é escolhido como município piloto de projeto que busca transformar gestão de resíduos plásticos e fortalecer indústria regional

Por Ligado no Sul10/06/2026 12h00
Foto/Assessoria de Comunicação -Prefeitura de Orleans

Orleans foi escolhido para ser o município piloto de um projeto inovador voltado à sustentabilidade, reciclagem e economia circular dos resíduos plásticos. A iniciativa reúne o Sindicato das Indústrias Plásticas do Sul Catarinense (Sinplasc), a Prefeitura de Orleans, a Associação Empresarial de Orleans (ACIO), universidades, catadores e entidades do setor produtivo com o objetivo de criar um modelo integrado de gestão de resíduos que possa servir de referência para todo o país.

O tema foi debatido durante uma reunião realizada nesta semana em Orleans, que contou com a participação de representantes do setor empresarial, lideranças da indústria plástica e do Executivo Municipal. O prefeito Fernando Cruzetta também participou do encontro.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá nesta quarta-feira (10), o diretor-executivo do Sinplasc, Elias Caetano, destacou que o projeto busca enfrentar um dos principais desafios ambientais da atualidade: evitar que resíduos plásticos sejam descartados de forma inadequada e se transformem em poluição.

Segundo ele, o projeto busca criar um modelo de economia circular capaz de reduzir os impactos ambientais causados pelo descarte inadequado de resíduos plásticos.

“É uma iniciativa inovadora, única, no sentido de endereçar um assunto tão caro para nossa região e tão caro para as indústrias plásticas do país, que é a sustentabilidade. O principal objetivo é desenvolver um modelo de cadeia produtiva integrada, onde a gente evita que os plásticos causem problemas ambientais e se transformem em poluição”, afirmou.

Elias destacou ainda o engajamento encontrado durante o encontro realizado em Orleans.

“A reunião foi muito participativa e representativa. O que eu pude perceber foi o engajamento e o interesse genuíno dos empresários do município em torno dessa pauta”, ressaltou.

A escolha de Orleans para sediar o projeto não ocorreu por acaso. O município integra uma das regiões mais importantes da indústria plástica brasileira.

“Hoje o plástico representa a segunda economia industrial da região e é a atividade que mais gera valor adicionado. É a indústria que mais gera riqueza e desenvolvimento para o Sul do Estado. São 12.300 empregos diretos e cerca de 240 indústrias instaladas na região”, destacou.

Para Elias, o setor enfrenta atualmente um desafio importante diante de propostas de restrição ou proibição de determinados produtos plásticos em discussão no país.

“A gente não pode abrir mão de uma cadeia produtiva tão expressiva e tão importante para a nossa economia. Mas também precisamos apresentar soluções para um problema que existe. Existe, sim, um problema de poluição ambiental quando os materiais são descartados de forma indevida”, afirmou.

O projeto desenvolvido em Orleans pretende justamente demonstrar que esses resíduos podem ser reaproveitados e reinseridos na cadeia produtiva. A proposta envolve o acompanhamento completo do ciclo do material, desde o descarte pelo consumidor até sua transformação em novos produtos.

“O projeto acompanha todo o fluxo do resíduo para comprovar que esses materiais têm solução. Queremos mostrar que eles podem ser reciclados, reaproveitados e voltar para a cadeia produtiva, evitando que acabem no meio ambiente”, explicou.

Após a fase inicial de planejamento, a iniciativa deverá entrar em execução nos próximos meses. Entre as ações previstas estão campanhas de educação ambiental nas comunidades, investimentos em coleta seletiva, instalação de lixeiras inteligentes, adaptação de veículos para recolhimento de resíduos e fortalecimento do trabalho realizado por cooperativas e associações de catadores.

“Será um trabalho amplo, contínuo e permanente. A cidade inteira será impactada positivamente por esse projeto”, afirmou.

Além das ações locais, Orleans e a região também serão palco de uma importante discussão nacional sobre o futuro da indústria plástica. No próximo dia 26 de junho, São Ludgero sediará uma audiência pública do Senado Federal para debater sustentabilidade, reciclagem e os impactos econômicos das possíveis restrições ao setor.

“Será um momento muito importante. O Senado virá à nossa região para conhecer esse projeto, conhecer as empresas e ouvir as soluções que estamos construindo. A região precisa demonstrar força, união e mostrar a importância dos empregos e da economia gerados pelo setor plástico”, destacou Elias.

A audiência pública será presidida pelo senador Esperidião Amin e está marcada para as 15 horas, na sede da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel), em São Ludgero.

Confira entrevista completa

 

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Deputados repercutem proibição da pesca da tainha em Santa Catarina

Por Ligado no Sul10/06/2026 11h30
Fotos/Alesc

A decisão do Ministério da Pesca e Aquicultura de proibir a pesca da tainha na modalidade de arrasto de praia mobilizou deputados estaduais durante a sessão ordinária da tarde desta terça-feira (9).

O tema dominou os pronunciamentos na tribuna, com críticas à medida federal e defesa da pesca artesanal catarinense.

A suspensão da pesca foi anunciada após a captura atingir 90% da cota coletiva autorizada para a temporada de 2026, equivalente a 1.198,8 toneladas.

A decisão provocou forte reação entre parlamentares catarinenses, especialmente diante da importância econômica, cultural e social da atividade no litoral do estado.

A deputada Ana Campagnolo (PL) questionou a condução da medida e afirmou que os próprios pescadores têm interesse na preservação ambiental e na sustentabilidade da atividade.

“Me pergunto quem realmente está preocupado com o meio ambiente: os burocratas ou os produtores que sabem o que é uma safra da tainha. É interesse do produtor que a pesca seja sustentável.”

A parlamentar também relacionou a decisão ao cenário econômico enfrentado por empresas catarinenses.

“Quando um CNPJ fecha, não é apenas um papel. São oportunidades perdidas, famílias que deixam de produzir e comunidades inteiras afetadas”, disse. Segundo ela, “Brasília olha para Santa Catarina como inimiga”.

O deputado Antídio Lunelli (MDB) classificou a suspensão da pesca como uma injustiça e um ataque à tradição catarinense.

“Mais uma vez o governo federal decide de cima para baixo, sem ouvir quem vive do mar. Com um canetaço, encerrou a atividade justamente quando o peixe estava chegando em grande quantidade.”

Lunelli destacou que 419 licenças foram emitidas para a pesca por arrasto de praia nesta temporada e lembrou que Santa Catarina responde por cerca de 45% da produção nacional de tainha.

“Neste ano tivemos uma supersafra, o preço despencou e agora, com o encerramento antecipado, o prejuízo é ainda maior. É menos renda, menos emprego e menos dignidade. A pesca artesanal não é só tradição. É sustento, identidade e economia para centenas de famílias catarinenses.”

 

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Urussanga inicia atualização do Plano Diretor e lança pesquisa para ouvir a população

Por Ligado no Sul10/06/2026 11h00
Fotos/ Assessoria de Comunicação Prefeitura de Urussanga

O município de Urussanga iniciou o processo de atualização do Plano Diretor, instrumento que orienta o crescimento e o desenvolvimento urbano e rural da cidade. O trabalho será conduzido pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), por meio do Laboratório Cidade e Sociedade (LabsCidades), vinculado ao Parque Científico e Tecnológico da Universidade (Iparque).

A metodologia e as etapas da revisão foram apresentadas à comunidade durante a Conferência da Cidade, realizada na segunda-feira, dia 8, na Casa do Colono. Durante a Conferência da Cidade, foram realizados dois momentos, sendo o Congresso Municipal com a eleição dos representantes territoriais que irão ter um papel importante na mobilização das comunidades, e após a abertura das oficinas de planejamento.

A prefeita Stela de Agostin Talamini destacou a importância da participação da população na construção do novo Plano Diretor. “Estamos planejando o futuro de Urussanga de forma coletiva, ouvindo quem vive a cidade todos os dias. O Plano Diretor é fundamental para orientar o crescimento do município com responsabilidade, preservando nossas características e criando oportunidades para as próximas gerações”, declara.

A coordenadora da revisão do Plano Diretor e integrante do LabsCidades da Unesc, Monique Machado de Luca, conta que a escuta da população será uma das principais etapas do processo. “Vamos realizar oficinas de planejamento em diferentes localidades do município para ouvir a população e construir um diagnóstico que represente a realidade de Urussanga. A contribuição dos moradores é fundamental para identificar desafios, potencialidades e propostas que irão subsidiar a atualização do Plano Diretor”, ressalta.

Uma pesquisa foi lançada para ouvir os moradores sobre temas estratégicos para o desenvolvimento da cidade. O questionário está disponível até o dia 30 de junho, e aborda áreas como meio ambiente, saneamento, desenvolvimento rural, áreas de risco, desenvolvimento econômico, turismo, patrimônio histórico, cultural e natural, mobilidade e transporte, segurança, equipamentos públicos, habitação, gestão democrática e participação popular, planejamento para o futuro e uso e ocupação do solo.

As informações coletadas vão subsidiar o diagnóstico da realidade do município e contribuir para a elaboração das diretrizes do novo Plano Diretor. O formulário pode ser acessado pelo link: https://forms.gle/ckYW4utKyCAVkShw7

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