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Sindisaúde cobra Estado por pendências no Hospital Materno-Infantil Santa Catarina e não descarta nova greve
Por Ligado no Sul26/02/2026 11h00
Foto/Ideas
O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde) encaminhou nesta semana à Secretaria de Estado da Saúde a pauta de reivindicações dos trabalhadores do Hospital Materno-Infantil Santa Catarina, em Criciúma.
Entre os principais problemas apontados estão a falta de depósito do FGTS, inconsistências no pagamento do complemento do piso da enfermagem, além de dificuldades com empréstimos consignados que estariam sendo descontados em folha, mas não repassados às instituições financeiras.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta quinta-feira (26), o presidente do Sindisaúde, Cléber Cândido, afirmou que o cenário é preocupante. “A situação está cada vez mais difícil. Os trabalhadores estão indignados, descontentes com toda a situação”, declarou.
Ele lembrou que houve paralisação recente. “Tivemos uma greve há pouco mais de três dias. Dentro da greve tivemos uma reunião de negociação, um acordo de complemento que, na sua maioria, não foi cumprido”, disse.
Segundo Cléber, novas assembleias foram realizadas no início da semana. “Na segunda e terça-feira tivemos mais duas assembleias que definiram que, a partir de então, a gente ia tratar só com o Estado, já que o Instituto Ideas (responsável pela gestão) não cumpre aquilo que negocia”, afirmou.
O dirigente explicou que foi estabelecido prazo para resposta. “Se no prazo de cinco dias as reivindicações não forem atendidas, será notificado para paralisação na próxima semana.”
Possibilidade real de greve
Questionado sobre a chance de uma nova greve, ele confirmou. “Existe, sim, até porque não se vê resolução do problema. Não se vê um chamamento de reunião para discutir o assunto, então a gente vê uma grande possibilidade, infelizmente.”
Sobre as pendências, Cléber detalhou: “Os trabalhadores hoje estão com o FGTS atrasado e continuam com empréstimos consignados que são descontados e não são pagos, negativando os trabalhadores.”
Ele também citou problemas no piso da enfermagem. “Os trabalhadores tiveram uma diminuição no salário de quase 300 reais por culpa do próprio Ideas, que passa informações erradas para o governo. Estamos com cinco meses com os valores errados e nada de ser corrigido.”
De acordo com ele, o desgaste tem levado profissionais a pedirem desligamento. “Os trabalhadores não veem outra saída, porque não aguentam mais a situação.”
Hospital é referência na região
Cléber ressaltou a importância da unidade para o Sul do Estado. “O Materno-Infantil é o principal hospital que atende maternidade e pediatria na região Sul. É o único hospital com UTI neonatal na nossa região.”
Ele reforçou a dimensão do atendimento prestado. “Sem dúvida nenhuma é um dos principais hospitais da nossa região Sul, se tratando de atendimento especializado.”
Por fim, o presidente do sindicato afirmou que a categoria aguarda um posicionamento do Estado dentro do prazo estabelecido. “Esperávamos que o próprio governo do Estado, a Secretaria da Saúde, fizesse um chamamento para resolver, mas nada até agora também. Esperamos responsabilidade nesse momento, até porque estamos falando de um dos principais hospitais da nossa região.”
Confira entrevista completa
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Incêndio atinge quarto de residência em Criciúma
Por Ligado no Sul26/02/2026 10h30
Fotos/CBMSC
Um incêndio mobilizou o Corpo de Bombeiros na tarde desta quarta-feira (25), por volta das 16h26, no bairro Progresso, em Criciúma.
De acordo com as informações repassadas, a guarnição foi acionada para atender um incêndio em uma casa. Ao chegar ao endereço, os bombeiros confirmaram a situação, mas as chamas já haviam sido controladas por populares.
O fogo atingiu um quarto localizado nos fundos da residência, com área aproximada de 30 metros quadrados. Parte do cômodo e o forro foram danificados.
Não há informações sobre feridos.
Foto/CBMSC
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Hospitais estaduais recebem ventiladores neonatais e ampliam proteção a recém-nascidos
Por Ligado no Sul26/02/2026 10h00
Foto: Divulgação Ascom SES
Com investimento de R$ 3,1 milhões, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) entregou 25 ventiladores pulmonares neonatais a hospitais da rede pública. Os aparelhos reforçam a assistência nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), ampliando a segurança e a qualidade do atendimento prestado aos recém-nascidos.
“É um investimento estratégico que fortalece a linha de cuidado materno-infantil e amplia a capacidade das UTIs neonatais. Mais do que adquirir equipamentos, o Estado está reafirmando o compromisso com uma assistência pública qualificada, segura e humanizada, com tecnologia de ponta para salvar vidas e oferecer o melhor às famílias catarinenses”, afirmou a superintendente dos Hospitais Públicos do Estado, Tatiana Bez Titericz.
Os equipamentos foram destinados a cinco unidades em diferentes regiões: Hospital Regional de São José (7 unidades), em São José; Maternidade Carmela Dutra (7), em Florianópolis; Maternidade Darcy Vargas (5), em Joinville; Hospital Tereza Ramos (4), em Lages; e Maternidade Dona Catarina Kuss (2), em Mafra. Os ventiladores exercem papel fundamental na terapia intensiva e contribuem diretamente para a redução da mortalidade neonatal.
“Além de ampliar os recursos disponíveis, os ventiladores modernizam o parque tecnológico e garantem mais qualidade e segurança no tratamento dos bebês atendidos. Recentemente, expandimos a UTI Neonatal, fortalecendo o atendimento e aumentando nossa capacidade de cuidado com os recém-nascidos da região”, destacou o diretor do Hospital Regional de São José, Daywson Koerich.
O suporte ventilatório é fundamental nos primeiros dias de vida, período considerado crítico para o desenvolvimento da criança. A tecnologia permite assistência respiratória precisa e individualizada, garantindo oxigenação e troca gasosa adequada, conforme as necessidades de cada paciente.
Na UTI Neonatal, a ventilação mecânica é frequentemente indicada em casos como síndrome do desconforto respiratório, sepse neonatal, malformações congênitas e imaturidade pulmonar. Os aparelhos permitem ajustes finos de volume corrente, pressão e fração inspirada de oxigênio, respeitando a fisiologia do recém-nascido e reduzindo riscos. Também contam com sistemas avançados de monitoramento e alarmes, proporcionando maior estabilidade clínica e acompanhamento contínuo pela equipe de saúde.
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Senado aprova projeto que reforça vulnerabilidade absoluta em casos de estupro de menor de 14 anos
Por Ligado no Sul26/02/2026 09h30
Foto: Roque de Sá/Agência Senado
O Senado aprovou nesta quarta-feira (25) o Projeto de Lei (PL) 2195/2024, que considera a absoluta vulnerabilidade da vítima do crime de estupro de vulnerável para estabelecer a aplicação das penas, independente da experiência sexual da vítima ou se o crime resultar em gravidez. O projeto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O projeto altera o artigo 217-A do Código Penal, que trata da tipificação do crime de estupro de vulnerável. O texto diz que ter “conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos” é considerado estupro de vulnerável, punível com pena de oito a 15 anos de reclusão.
Segundo a relatoria da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) afirmou que o projeto visa aprimorar a proteção de vítimas de estupro de vulnerável e reafirma o entendimento estabelecido na Súmula nº 593 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que considera irrelevantes, para a caracterização do crime, o eventual consentimento da vítima, a sua experiência sexual anterior ou a existência de relacionamento amoroso com o réu.
“A alteração que estabelece a presunção absoluta de vulnerabilidade da vítima reforça a intenção do legislador de não permitir discussões que possam desvirtuar a finalidade da norma, focando na proteção do incapaz de consentir, como infelizmente ainda sói ocorrer com frequência nos julgados de alguns Tribunais de Justiça do país”, observou.
A aprovação do projeto vem na esteira do episódio em que a 9ª Câmara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça de Minas Gerais absolveu, por maioria de votos, um homem de 35 anos que havia sido condenado pelo estupro de uma menina de 12 anos. O argumento para a absolvição foi de que eles viviam juntos como um casal.
Diante da repercussão negativa do caso, o desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, acatou recurso do Ministério Público e manteve a condenação de um homem acusado de estuprar uma menina de 12 anos. A Justiça também expediu mandados de prisão contra o homem e a mãe da adolescente, acusada de conivência com o crime.
“Veja-se, portanto, que a explicitação de que a experiência sexual da vítima ou a ocorrência de gravidez são irrelevantes para a aplicação da pena elimina quaisquer interpretações que possam mitigar a gravidade do crime ou revitimizar a pessoa violentada. Essa medida confere maior segurança jurídica e clareza à legislação penal, contribuindo para a efetividade da repressão a esse grave delito”, disse a senadora.