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Ligado no Sul
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Acordo entre Mercosul e União Europeia é assinado após mais de 25 anos e pode trazer impactos positivos e riscos à economia brasileira

Por Ligado no Sul20/01/2026 10h30
Foto/Arquivo Agecom

Após mais de 25 anos de negociações, o acordo econômico entre os países que compõem o Mercosul e a União Europeia foi oficialmente assinado neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai. O tratado prevê que a União Europeia elimine cerca de 92% das tarifas de importação e conceda acesso preferencial a aproximadamente 7,5% das exportações do bloco sul-americano.

Apesar da assinatura, o acordo ainda não entra em vigor. Para que passe a valer, o texto precisará ser ratificado pelos parlamentos dos países envolvidos, um processo que pode se estender por anos e enfrentar resistências políticas, especialmente dentro da União Europeia, além de possíveis ajustes na configuração final do tratado.

Para analisar os possíveis impactos do acordo na economia brasileira, o Jornal da Guarujá conversou com o economista e cientista político Enio Coan, que classificou o tratado como um dos mais relevantes da história recente do comércio internacional.

“É um dos maiores acordos multilaterais da economia mundial, da globalização da economia. Mercosul e União Europeia são dois dos maiores blocos do mundo, representando mais de 22 trilhões de dólares em produção e quase 800 milhões de consumidores”, afirmou.

Segundo Coan, a longa duração das negociações está diretamente relacionada às semelhanças entre os produtos produzidos nos dois blocos, especialmente no agronegócio, setor que gerou forte resistência por parte de países europeus.

“Essa negociação demorou tanto porque há uma igualdade muito grande entre os produtos produzidos lá e os produzidos aqui, principalmente no agronegócio. França, Alemanha e outros países são muito fortes nesse setor e tinham receio da livre negociação, porque o custo deles é muito maior do que o nosso”, explicou.

No campo industrial, o economista destacou que o acordo pode trazer avanços tecnológicos importantes para o Brasil, mas alertou para riscos estruturais no médio e longo prazo.

“Na indústria, nós teríamos vantagens grandes por termos acesso a máquinas, equipamentos e tecnologia de ponta, mas isso também traz uma desvantagem, que é o risco de desindustrialização da economia brasileira. Não é um risco de curto prazo, é de longo prazo”, ponderou.

Coan também chamou atenção para os impactos sobre pequenas e médias empresas brasileiras, que podem enfrentar maior concorrência com produtos importados.

“A pequena e a microempresa vão ter desvantagens, porque o consumidor vai ter acesso a produtos importados mais baratos. É um efeito parecido com o que já aconteceu no Brasil com a China, no vestuário, nos produtos do lar e em itens de primeira necessidade”, afirmou.

No agronegócio, o economista explicou que o temor europeu está relacionado à competitividade dos produtos sul-americanos.

“O grande medo da Europa, principalmente da França, é a invasão de produtos do agronegócio brasileiro com preços bem abaixo daqueles praticados lá. Isso está por trás dos protestos dos agricultores franceses”, disse.

Por outro lado, Coan destacou que países do Mercosul também devem sentir os efeitos da maior abertura comercial, especialmente em segmentos como o de vinhos.

“Vai haver uma invasão de produtos europeus aqui. Brasil, Argentina, Uruguai e Chile vão sofrer principalmente nos vinhos de alta qualidade, com preços um pouco mais altos”, observou.

Sobre o início efetivo da vigência do tratado, o economista reforçou que o processo será demorado e dependerá de regulamentações detalhadas.

“Sem dúvida, isso demora algum tempo, anos até. A regulamentação do acordo é que vai determinar quais produtos ficam incluídos, se as taxas vão zerar totalmente e como isso vai funcionar na prática”, explicou.

Entre as possíveis vantagens adicionais para o Brasil, Coan citou o setor farmacêutico, que pode se beneficiar da redução de impostos e do acesso a tecnologias europeias.

“Os grandes laboratórios estão na Alemanha. Se isso entrar na regulamentação do acordo, nós podemos ter vantagens grandes na aquisição de medicamentos e até na utilização de patentes para produção de alguns remédios no Brasil”, afirmou.

Para o economista, apesar das incertezas e dos riscos envolvidos, o acordo tende a ser mais vantajoso para o Mercosul do que para a União Europeia.

“Há riscos, sim, mas eu penso que há mais vantagens para o Brasil e para o mercado sul-americano do que desvantagens. A Europa é que corre um risco maior de invasão de produtos em setores onde há muita similaridade entre o que se produz lá e aqui”, concluiu.

Confira entrevista completa

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ACAFE participa da assinatura do decreto que regulamenta a Lei das Universidades Comunitárias

Por Ligado no Sul20/01/2026 10h00
Foto/Divulgação

Após mais de uma década de espera, as universidades comunitárias brasileiras conquistaram segurança jurídica plena. Nesta segunda-feira (19), em Brasília, foi assinado no gabinete do presidente da República o decreto que regulamenta a Lei nº 12.881/2013, conhecida como Lei das Instituições Comunitárias de Educação Superior. O ato contou com a participação da presidente da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (ACAFE), Márcia Sardá Espíndola, do vice-presidente Ricardo Antônio de Marco e da ex-presidente da entidade, professora e atual secretária de Estado da Educação, Luciane Bisognin Ceretta, além de representantes do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung) e da Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (Abruc).

A assinatura do decreto encerra um ciclo histórico aguardado desde 2013 pelas universidades comunitárias brasileiras, ao dar plena efetividade à Lei das Comunitárias. A regulamentação estabelece critérios objetivos, regras claras e segurança jurídica para as parcerias entre o poder público e as instituições comunitárias, reconhecendo formalmente esse modelo como educação superior pública não estatal, sem fins lucrativos e de interesse social.

Protagonismo catarinense

Em Santa Catarina, esse modelo é representado pelo Sistema ACAFE, que há mais de cinco décadas atua na interiorização do ensino superior e no fortalecimento do desenvolvimento regional. Atualmente, a associação reúne 14 instituições comunitárias, com mais de 140 mil estudantes e presença em todas as regiões do Estado, exercendo papel estratégico nas áreas de educação, saúde, inovação, pesquisa, extensão e prestação de serviços à comunidade.

Com a regulamentação, as universidades comunitárias passam a contar com respaldo legal para ampliar sua participação em editais públicos, convênios e políticas governamentais, fortalecendo sua atuação em projetos de interesse coletivo, sempre com critérios rigorosos de transparência, monitoramento e qualificação institucional.

Para a presidente da ACAFE, Márcia Sardá Espíndola, o momento representa uma conquista histórica para o sistema comunitário de ensino superior.
“A assinatura deste decreto marca um momento histórico para a educação superior em Santa Catarina e em todo o Brasil. Ao garantir segurança jurídica e previsibilidade para as instituições comunitárias, aquelas que chegam à população fora das capitais, se ampliam as possibilidades de transformação da vida das pessoas através da educação. É um avanço que reconhece um modelo educacional comprometido com o desenvolvimento regional e nacional, promovido por instituições que não têm donos e que reinvestem integralmente seus resultados em ensino, pesquisa, extensão e inovação, sempre com um olhar humano e responsabilidade pública”, afirmou.

Uma construção técnica e suprapartidária

A regulamentação da Lei das Comunitárias é resultado de um processo longo, técnico e suprapartidário, que atravessou diferentes governos e contextos políticos. Nesse percurso, teve papel decisivo a atuação da professora Luciane Bisognin Ceretta, ex-presidente da ACAFE, que acompanhou e liderou a pauta em espaços estratégicos como o Conselho Nacional de Educação, além do diálogo permanente com o Congresso Nacional e o Ministério da Educação.

“A Lei das Comunitárias representa o reconhecimento de um modelo educacional construído pela sociedade civil organizada, com forte compromisso social e impacto direto nas regiões onde atua. A regulamentação é o desfecho de uma luta histórica que assegura segurança jurídica às instituições comunitárias em todo o país”, destacou Ceretta.

Impacto social e políticas públicas

O Sistema ACAFE responde por uma série de entregas diretas à sociedade catarinense, como a formação de profissionais que atuam em áreas estratégicas, atendimentos gratuitos ou de baixo custo por meio de clínicas-escola, hospitais universitários, núcleos jurídicos e projetos de extensão, além da produção de conhecimento aplicado às demandas regionais.

Nesse contexto, a regulamentação da Lei das Comunitárias dialoga diretamente com políticas públicas estruturantes de Santa Catarina, como o Programa Universidade Gratuita, que ampliou o acesso ao ensino superior no Estado e tem nas instituições comunitárias sua principal base de atendimento.

Para o Sistema ACAFE, a assinatura do decreto simboliza o coroamento de uma trajetória marcada pela responsabilidade pública, pelo compromisso com a educação de qualidade e pela defesa de um modelo educacional que sempre esteve a serviço de Santa Catarina e do Brasil.

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Santa Catarina cresce acima da média nacional nos setores de indústria, comércio e serviços, aponta IBGE

Por Ligado no Sul20/01/2026 09h30
Foto/Reprodução Instagram

Santa Catarina registrou crescimento acima da média nacional nos setores de indústria, comércio e serviços em 2025, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre janeiro e outubro do ano passado, a economia catarinense avançou 4,7%, enquanto o crescimento do Brasil no mesmo período foi de 2,4%.

O desempenho positivo ocorre em um cenário de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, que se aproxima de 5% em 2025.

Ao Jornal da Guarujá, o Secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, atribuiu o resultado ao reflexo da força da indústria catarinense, que impulsiona também os setores de comércio e serviços.

De acordo com o secretário, o crescimento está associado ao perfil empreendedor do empresariado e dos trabalhadores catarinenses, além de políticas públicas de incentivo ao desenvolvimento econômico. Entre os programas citados estão o Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense (Prodec) e o Programa de Incentivo à Pesquisa e Inovação (Proipri).

“Só nesses dois programas, em dois anos e meio, foram investidos mais de 30 milhões de reais através do setor privado e gerados mais de 100 mil empregos”, ressaltou.

Mesmo diante de um cenário internacional marcado por conflitos e impactos no comércio exterior, Santa Catarina ampliou suas exportações em 4,4% em 2025 em relação a 2024. Houve aumento nas vendas para países como Argentina, Chile, Japão e Arábia Saudita, especialmente nos setores de carnes suína e de frango, forjados e motores elétricos. Em contrapartida, alguns segmentos, como madeira e móveis, registraram retração em função de barreiras tarifárias.

O agronegócio e a indústria seguem como pilares desse desempenho. Segundo Dreveck, o agronegócio deve ser compreendido como uma cadeia produtiva ampla, que envolve desde a produção no campo até a indústria de máquinas e equipamentos.

“Quando se fala em agronegócio, não é só soja e milho. Isso envolve indústria, envolve caminhão, trator, equipamentos. É uma cadeia muito forte”, explicou.

Outro fator relevante é a inovação. Atualmente, cerca de 7,5% do PIB catarinense é proveniente de atividades ligadas à ciência, tecnologia e startups. O Estado também mantém indicadores positivos no mercado de trabalho, com altos índices de emprego formal e baixos níveis de desemprego e dependência de programas sociais.

Entre os principais desafios para a indústria, comércio e serviços, o secretário apontou a escassez de mão de obra qualificada. Para enfrentar o problema, o governo estadual firmou parcerias com a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), por meio do Senai, para a oferta de cursos técnicos e profissionalizantes, inclusive no contraturno escolar. Atualmente, mais de 30 mil alunos participam dessas formações.

“Hoje, muitas vezes, o curso técnico é mais importante para a empresa, porque a pessoa precisa saber operar máquinas cada vez mais robotizadas”, afirmou.

A infraestrutura logística também foi citada como um entrave, especialmente em rodovias federais como a BR-101, BR-280 e BR-470, fundamentais para o escoamento da produção. O governo estadual defende soluções alternativas, como contornos viários e novos investimentos, para reduzir gargalos e melhorar a competitividade.

Para 2026, a expectativa do governo é manter o ritmo de crescimento com foco em educação, inovação, segurança pública e infraestrutura. Projetos como a Via Mar, que ligará Florianópolis a Joinville, e investimentos no setor energético e portuário estão entre as ações previstas para sustentar o desenvolvimento econômico de Santa Catarina.

Confira entrevista completa

 

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Lauro Müller celebra 69 anos de emancipação com missa solene, corte do bolo e apresentação da Banda Santa Bárbara

Por Ligado no Sul20/01/2026 09h00
Fotos/Assessoria de Comunicação – Lauro Müller

Lauro Müller viveu uma noite especial de fé, união e celebração nesta segunda-feira (19), durante os atos comemorativos pelos 69 anos de emancipação político-administrativa, data oficialmente celebrada neste dia 20 de janeiro. A programação reuniu autoridades municipais, lideranças regionais e a comunidade em geral, marcando mais um capítulo na história de um município construído com trabalho, superação e orgulho de suas raízes.

A celebração teve início com uma missa solene na Igreja Matriz Imaculado Coração de Maria, presidida pelo novo pároco de Lauro Müller, Padre Junior Sangaletti Demarch, em um momento que também simbolizou acolhimento e boas-vindas à nova missão religiosa na cidade. A celebração foi concelebrada pelo diácono Marco Antônio, que irá auxiliar o Padre Júnior nos trabalhos pastorais, e também pelo padre lauromullense Marcos Legnani.

A celebração reuniu diversas autoridades e lideranças, entre elas o prefeito Valdir Fontanella, o vice-prefeito Acione Andrade Izidoro, o presidente do Poder Legislativo, vereador Humberto Bitencourt, além de demais vereadores, secretários municipais e lideranças regionais, como o deputado federal Ricardo Guidi, que também prestigiou a programação.

Ao final da celebração, o prefeito Valdir Fontanella destacou a importância da data para o município e reforçou o sentimento de pertencimento e gratidão pela trajetória construída ao longo dos anos.

“Lauro Müller completa 69 anos de emancipação e essa história também é a minha história. Eu nasci e cresci aqui, e tenho muito orgulho de fazer parte desse município. Que este aniversário represente um novo ciclo, com paz, união e ainda mais desenvolvimento para nossa cidade”, afirmou o prefeito.

Na sequência, a comunidade se reuniu no Salão de Festas da Igreja Matriz, onde foi realizado o tradicional corte do bolo comemorativo, em um clima de confraternização e alegria entre famílias, servidores, lideranças e moradores.

O momento foi animado pela Banda Musical Santa Bárbara, uma das mais tradicionais expressões culturais do município, fundada em 1942, ou seja, 14 anos antes mesmo da emancipação de Lauro Müller, reforçando a forte ligação entre a história do município e suas tradições.

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