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Conselho de Saúde do CIS-AMREC discute novos serviços e demandas dos municípios
Por Ligado no Sul01/06/2026 11h00
Foto/Divulgação
O Consórcio Público Interfederativo de Saúde da Amrec e Amesc (CIS-AMREC) convocou os integrantes do Conselho de Saúde para reunião na quarta-feira (3), às 9h, no auditório da Amrec, em Criciúma. O encontro terá como foco a apresentação de novos serviços, o alinhamento de fluxos com os municípios e a discussão de demandas relacionadas à saúde pública regional.
A reunião contará com a participação dos secretários municipais de saúde dos 27 municípios consorciados, além de técnicos e profissionais que atuam diretamente nos programas desenvolvidos pelo consórcio. O objetivo é aproximar ainda mais a gestão regional das necessidades das secretarias municipais e da população que utiliza os serviços do SUS.
De acordo com o diretor executivo do CIS-AMREC, Roque Salvan, o encontro tem papel estratégico para manter os serviços organizados e conectados com a realidade dos municípios. “O CIS-AMREC é uma ferramenta de apoio às Secretarias Municipais de Saúde. Quando reunimos gestores e equipes técnicas, conseguimos ouvir as demandas, ajustar fluxos, reduzir burocracias e construir soluções compartilhadas que geram mais acesso à saúde, com mais economia e resolutividade para a população”, destaca.
A presidente do CIS-AMREC e prefeita de Urussanga, Stela Talamini, ressalta que o Conselho de Saúde contribui para uma gestão mais participativa e integrada. “A força do consórcio está na cooperação entre os municípios. Esse diálogo permite organizar melhor os serviços, otimizar recursos públicos e ampliar o alcance do SUS, sempre com foco no atendimento digno e no cuidado com as pessoas”, afirma.
O Conselho de Saúde do CIS-AMREC é composto pelos secretários de saúde dos municípios consorciados e possui caráter consultivo, com a finalidade de avaliar, discutir e propor ações relacionadas aos serviços de saúde desenvolvidos pelo consórcio.
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Polícia investiga morte de idoso em Laguna
Por Ligado no Sul01/06/2026 10h30
Foto/Ilustrativa
Um homem de 79 anos foi encontrado morto dentro de sua residência na manhã deste domingo, dia 31, no bairro Cabeçudas, em Laguna. O caso é investigado pelas autoridades como latrocínio, crime caracterizado por roubo seguido de morte.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 10h44 para atender uma ocorrência inicialmente tratada como encontro de cadáver. Ao chegar ao local, os policiais encontraram o idoso sem vida dentro do imóvel.
Segundo a PM, a vítima apresentava lesões pelo corpo e havia vestígios de sangue na residência. Durante a averiguação, os policiais também constataram sinais de arrombamento e desordem no imóvel.
Além disso, foi verificada a ausência de objetos pessoais e valores pertencentes ao morador, circunstâncias que reforçaram a suspeita de que o crime tenha ocorrido durante uma ação de roubo.
O SAMU esteve no local e confirmou o óbito.
De acordo com informações levantadas durante a ocorrência, o idoso havia sido visto pela última vez na noite de sábado, dia 30. Moradores da região também relataram ter ouvido barulhos suspeitos durante a madrugada.
Imagens de câmeras de monitoramento que podem contribuir com a investigação foram recolhidas e encaminhadas às autoridades responsáveis pelo caso.
A área foi isolada pela Polícia Militar até a chegada das equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica, que realizaram os procedimentos periciais e assumiram a investigação.
Até o momento, nenhum suspeito havia sido preso.
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Santa Catarina amplia a vacinação contra a gripe para toda a população acima de 6 meses
Por Ligado no Sul01/06/2026 10h00
Foto: Victória Lopes Ascom/SES/SC
Com a chegada de novas doses da vacina contra a gripe, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) amplia, a partir desta segunda-feira, 1º de junho, a vacinação para toda a população acima de 6 meses de idade em Santa Catarina. O Estado segue estimulando a vacinação dos grupos prioritários e a medida busca reduzir hospitalizações e casos graves provocados pela influenza. A vacina é gratuita e está disponível em todo o estado.
Atualmente menos de 40% do público prioritário foi vacinado em Santa Catarina. A meta é alcançar 90% de cobertura vacinal. Esse grupo inclui idosos, gestantes, crianças de 6 meses a menos de 6 anos, mais suscetíveis às formas graves da doença. Até o momento foram confirmados 734 casos de Influenza, com 52 óbitos, sendo a maioria em idosos (37).
“Com as doses da vacina contra a influenza recebidas nesta e na próxima semana, estamos liberando a vacinação para toda a população em Santa Catarina. Fazemos um apelo para que todos se vacinem, pois as síndromes respiratórias podem ser fatais. Catarinenses já perderam a vida, e é fundamental imunizar o maior número possível de pessoas com os estoques disponíveis. A vacina segue disponível e prioritária para idosos, crianças e pessoas com comorbidades, que são mais suscetíveis às formas graves da doença. O apoio da população é essencial neste momento. O poder público tem ampliado a capacidade de atendimento, com mais leitos de UTI e reforço na estrutura de saúde, mas a prevenção continua sendo a nossa principal aliada. Por isso, reforçamos o pedido para que todos se vacinem”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.
Nesta segunda-feira, uma nova remessa de 304 mil doses será recebida e distribuída às regiões de saúde. Com esse lote, Santa Catarina alcança o total de 2,4 milhões de doses da vacina contra a Influenza recebidas em 2026.
Com a queda das temperaturas e o aumento da circulação de vírus respiratórios, a SES reforça a importância de que o público-alvo procure as salas de vacinação das unidades de saúde para se imunizar o quanto antes.
O imunizante é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e protege contra os principais vírus influenza em circulação no Brasil: influenza A (H1N1), influenza A (H3N2) e influenza B. A proteção se inicia entre duas e três semanas após a aplicação.
A SES orienta ainda que crianças que receberão a vacina contra a gripe pela primeira vez devem tomar duas doses, com intervalo de 30 dias entre elas. A vacina pode ser administrada simultaneamente com outras do Calendário Nacional de Vacinação.
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“O Brasil perdeu a batalha da segurança pública”, afirma cientista político ao comentar decisão dos EUA
Por Ligado no Sul01/06/2026 09h30
Foto/Arquivo Agecom
A classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas anunciada pelos Estados Unidos continua gerando repercussão. Uma reportagem publicada pela Folha de S.Paulo aponta que a medida pode trazer efeitos econômicos, financeiros e reputacionais para o Brasil, aumentando a percepção de risco para empresas e instituições que mantêm negócios ligados ao país.
Sobre o tema, o Jornal da Guarujá conversou na manhã desta segunda-feira, 1º de junho, com o cientista político Enio Coan. Para ele, a discussão vai muito além da questão diplomática e está diretamente relacionada ao avanço das facções criminosas em diversas regiões do Brasil.
Coan afirma que a preocupação das autoridades norte-americanas está ligada ao crescimento dessas organizações e à expansão de suas atividades para além do tráfico de drogas.
“Essas organizações já estão se tornando governos paralelos em certas regiões do país. Elas controlam territórios, cobram taxas, exploram serviços e impõem regras próprias. Esse é o fundamento principal da decisão do governo americano, O PCC e o CV atuam em roubos, contrabando, lavagem de dinheiro, exploração de serviços e controle de territórios. Em algumas regiões, acabam assumindo funções que deveriam ser exercidas pelo Estado”
Na avaliação de Coan, a decisão dos Estados Unidos representa também um sinal de alerta sobre a situação da segurança pública brasileira.
“O Brasil perdeu a batalha da segurança pública. É uma situação que compromete a imagem do país e gera preocupação internacional.”
O cientista político destaca que a medida não tem relação com interferência na soberania brasileira, mas com a preocupação dos Estados Unidos em impedir a atuação dessas organizações em seu território.
“O governo americano está pensando em proteger a cidadania americana. Não se trata de invadir o Brasil ou interferir na soberania nacional. O objetivo é impedir que essas organizações ampliem sua atuação dentro dos Estados Unidos.”
Segundo Coan, a preocupação também está relacionada à expansão internacional das facções brasileiras. Ele afirma que o PCC e o Comando Vermelho já possuem atuação em território americano.
“O PCC e o Comando Vermelho já estão presentes em 28 estados americanos, atuando em mais da metade dos Estados Unidos. Isso ajuda a fundamentar a decisão do governo americano e mostra que o problema deixou de ser apenas brasileiro.”
Para o cientista político, o crescimento dessas organizações dentro e fora do Brasil demonstra a dificuldade do Estado em conter o avanço do crime organizado.
“Nós estamos falando de organizações que roubam, traficam, contrabandeiam, lavam dinheiro e exercem influência em diferentes regiões. Quando elas passam a expandir suas atividades para outros países, a preocupação deixa de ser apenas nacional e passa a ter dimensão internacional.”
Em relação aos possíveis impactos econômicos, Coan acredita que os reflexos mais significativos podem ocorrer no sistema financeiro.
“Não vejo um risco imediato para os setores produtivos do país. Mas o sistema financeiro pode ser impactado, porque organizações criminosas utilizam mecanismos financeiros para movimentação e lavagem de recursos.”
Segundo ele, caso sejam identificadas conexões entre operações financeiras brasileiras e atividades ligadas ao crime organizado, o país pode enfrentar restrições e perda de credibilidade internacional.
“Se ficar comprovada a utilização do sistema financeiro para movimentação de recursos dessas organizações, o Brasil pode sofrer sanções e ter sua credibilidade afetada. Isso acaba atingindo empresas e cidadãos que utilizam o mesmo sistema.”
Durante a entrevista, Coan também comentou sobre o uso de ferramentas digitais para movimentação de recursos, incluindo o Pix. Para ele, a tecnologia trouxe avanços importantes para a população, mas também pode ser utilizada por organizações criminosas devido à rapidez das transações.
“O Pix facilitou a vida dos brasileiros e é uma ferramenta extremamente eficiente. Mas, como qualquer sistema financeiro moderno, pode ser utilizado por pessoas que atuam à margem da lei. Por isso, os mecanismos de fiscalização e rastreamento são fundamentais.”