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Orleans inicia aplicação de técnica de combate ao Aedes aegypti em locais públicos
Por Ligado no Sul24/06/2026 12h00
Imagem/Ilustrativa
A Secretaria Municipal de Saúde de Orleans iniciou a aplicação da Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI-Aedes), técnica recomendada pelo Ministério da Saúde e pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), como reforço nas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti.
A medida está sendo implementada em locais estratégicos de grande circulação, como unidades de saúde, escolas e prédios públicos do município. O objetivo é reduzir a presença do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
A técnica consiste na aplicação de um inseticida de ação prolongada em superfícies internas desses ambientes, formando uma barreira química que ajuda a eliminar o mosquito em locais com maior fluxo de pessoas.
De acordo com orientações técnicas, o procedimento é considerado seguro para pessoas, animais domésticos e o meio ambiente, desde que realizado conforme os protocolos de saúde pública.
Mesmo com a adoção da nova estratégia, a Secretaria de Saúde reforça que a colaboração da população segue sendo essencial no controle do mosquito. A eliminação de recipientes que acumulam água parada continua sendo a principal forma de prevenção contra a proliferação do Aedes aegypti.
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Mente em Sintonia: redes sociais e “vício em dopamina” afetam concentração e emoções
Por Ligado no Sul24/06/2026 11h30
Foto/Redação
Toda última quarta-feira do mês, o Jornal da Guarujá recebe a psicóloga Vanesa Bagio no quadro Mente em Sintonia. Nesta edição, o tema foi o impacto do uso constante das redes sociais na atenção, nas emoções e no comportamento das pessoas.
Vanesa explicou que a dopamina é uma substância do cérebro ligada à sensação de prazer e recompensa. Segundo ela, o problema surge quando esse mecanismo passa a ser estimulado de forma contínua pelas redes sociais, criando um ciclo de busca por curtidas, comentários e notificações.
“Dopamina é o hormônio da felicidade, mas hoje ela está sendo usada de uma forma que acaba indo ao contrário disso. Isso já está gerando um transtorno emocional”, afirmou.
A psicóloga destacou que esse sistema de recompensa digital faz com que muitas pessoas fiquem em constante expectativa de retorno nas redes, o que pode gerar ansiedade e frustração quando não há interação.
Ela explicou que hoje é comum que usuários aguardem curtidas e comentários como forma de validação, o que intensifica o envolvimento emocional com o conteúdo publicado.
“Hoje está muito forte essa questão das redes sociais. As pessoas ficam aguardando o outro dar uma curtida, fazer um comentário, começar a ter mais seguidores. E isso vai gerando uma ansiedade em cima de uma tela de celular”, disse.
Durante a entrevista, Vanesa relatou uma observação feita em uma viagem recente até Tubarão, quando percebeu que grande parte das pessoas nas ruas estava com o olhar fixo no celular, mesmo caminhando ou pedalando. A situação, segundo ela, chamou atenção pela perda de contato com o ambiente ao redor.
“Eu fui até Tubarão e me chamou muito a atenção: pessoas na rua, caminhando ou de bicicleta, todas olhando para o celular. Todos estavam olhando a tela. Isso me chamou a atenção como profissional da saúde mental”, contou.
Ela avalia que esse comportamento constante contribui para uma desconexão do momento presente e reduz a percepção do que acontece ao redor.
Vanesa também apontou que a lógica das redes sociais pode gerar frustração emocional quando não há interação esperada, o que influencia diretamente na forma como as pessoas interpretam suas relações digitais.
Segundo ela, é comum que a ausência de curtidas seja entendida de forma pessoal, levando até a conflitos ou afastamentos.
“Se não tem curtida, gera frustração. E aí a pessoa começa a cobrar o outro: ‘por que não curtiu meu vídeo?’. Isso vai criando um excesso emocional”, explicou.
A psicóloga também comentou sobre o papel dos algoritmos na forma como o conteúdo é distribuído, o que influencia diretamente o comportamento dos usuários e o tipo de conteúdo que eles consomem diariamente.
Ela observa que isso pode reforçar a sensação de controle, mas também limita a diversidade de informações e experiências.
“A rede social hoje tem um domínio sobre o comportamento humano. Se você curte, aquilo volta para você. Se você não interage, parece que você deixa de existir no conteúdo do outro”, afirmou.
Outro ponto abordado foi a comparação constante entre pessoas, especialmente em relação a números de seguidores e engajamento, o que, segundo Vanesa, pode afetar a autoestima.
“As pessoas começam a se comparar: quantos seguidores você tem? E isso vira motivo de vergonha, como se fosse algo determinante sobre o seu valor”, disse.
Ela reforçou que o problema não está no uso das redes em si, mas no excesso e na forma como elas ocupam o cotidiano. Para ela, é possível utilizar as plataformas de forma profissional e saudável, desde que haja limites claros.
“Uma coisa é usar a rede para trabalhar, divulgar conteúdo. Outra coisa é ficar o tempo todo preso nisso, esperando retorno imediato”, afirmou.
Nos atendimentos clínicos, Vanesa relata que observa com frequência pessoas que não conseguem se desconectar nem em momentos que exigem atenção total ao diálogo terapêutico.
“Tem paciente que abre a bolsa o tempo todo para olhar o celular. E eu pergunto: você está aqui mesmo? Porque fisicamente está, mas mentalmente não”, disse.
Ela também destacou uma mudança no comportamento de consumo de conteúdo, com menor tolerância a vídeos longos e atividades que exigem mais concentração.
“Ninguém mais tem paciência para assistir um vídeo até o final. Tudo precisa ser rápido, acelerado. Isso muda o funcionamento da mente”, afirmou.
Segundo a psicóloga, crianças e adolescentes são os mais impactados por esse cenário, já que crescem com acesso constante a telas e menos mediação no uso da tecnologia.
“As crianças já não têm mais a mediação dos pais como antes. Hoje elas têm acesso direto ao celular, e isso muda completamente a forma de atenção e comportamento”, explicou.
Ao final, ela reforçou a importância da presença real nas relações cotidianas e no convívio social.
“As pessoas estão juntas, mas não estão presentes. Estão fisicamente ali, mas emocionalmente em outro lugar”, concluiu.
Para conhecer mais sobre o trabalho da psicóloga Vanesa Bagio, obter dicas sobre saúde mental ou agendar uma consulta, o contato pode ser feito pelo Instagram @vanesabagio.psi ou no consultório localizado no Edifício Cidade das Colinas – Rua João Ramiro Machado, 321, Sala 6, Centro, Orleans.
Confira
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Pix por aproximação passa a mostrar saldo antes do pagamento
O Pix por aproximação ganhou uma nova etapa de integração com o open finance (compartilhamento legal de dados entre instituições financeiras). Desde segunda-feira (22), os usuários podem autorizar o compartilhamento de informações de saldo e limite da conta para visualizar esses dados antes de concluir um pagamento por meio de carteiras digitais.
A novidade, chamada pelo Banco Central (BC) de “jornada otimizada”, busca reduzir falhas causadas por falta de saldo e tornar o processo de pagamento mais rápido. A funcionalidade é opcional e depende da autorização ativa do cliente.
Com a mudança, ao conectar uma conta bancária a uma carteira digital ou autorizar movimentações automáticas via open finance, o consumidor poderá consultar, na tela, informações como:
saldo disponível em conta;
limite autorizado para transações;
possibilidade de conclusão do pagamento antes da confirmação.
Nova experiência
Segundo o Banco Central, a atualização reúne em uma única etapa procedimentos que antes eram separados: o consentimento para compartilhar dados e a autorização para vincular a conta ao serviço de pagamento.
A medida vale para duas modalidades dentro do open finance:
quando o cliente vincula uma conta bancária a uma instituição iniciadora de pagamento, incluindo o Pix por aproximação;
quando autoriza transferências automáticas entre contas do próprio titular, chamadas de transferências inteligentes.
O chefe de Subunidade no Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor) do BC, Matheus Rauber, afirmou que a mudança pode abrir espaço para novas soluções financeiras.
“Bancos e empresas podem criar novos produtos com essa funcionalidade, tanto vinculados a pagamentos com débito em conta como relacionados a checkout mais fluido, com características de menor abandono de pagamento e de conclusão mais rápida da compra”, disse.
Controle do cliente
O compartilhamento dos dados não pode ser ativado automaticamente. O usuário precisa selecionar essa opção durante o processo de autorização.
“Qualquer que seja a solução ofertada, deve estar claro para o cliente a finalidade de uso dessas informações. Como em qualquer compartilhamento de dados, é importante que o cliente sempre verifique de que forma essa informação será utilizada”, afirmou Rauber.
O consentimento pode ser cancelado a qualquer momento. O consumidor pode interromper apenas a exibição de saldo e limite ou encerrar também a vinculação da conta para pagamentos.
Segurança digital
O Banco Central reforça que o open finance exige consentimento explícito, autenticação forte (em várias etapas) e participação apenas de instituições autorizadas.
“A possibilidade de visualização de saldos e limites disponíveis serve para melhorar a experiência do pagamento”, informou a autoridade monetária.
Segundo o BC, a nova etapa deve ajudar a diminuir transações recusadas por saldo insuficiente e estimular novos modelos de pagamentos digitais no país.
O Pix por aproximação continua em expansão como parte da estratégia do Banco Central para integrar pagamentos instantâneos, carteiras digitais e serviços financeiros dentro do open finance.
*Via Agência Brasil
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Tampinhas que viram ração? Projeto transforma reciclagem em alimentos para animais em Nova Veneza
Por Ligado no Sul24/06/2026 10h30
Foto: Prefeitura de Nova Veneza/Divulgação
Nova Veneza está unindo sustentabilidade e bem-estar animal em um único projeto. Conhecida como ‘Tampinhas que Alimentam’, a iniciativa promove a conscientização da comunidade sobre a destinação correta de resíduos recicláveis. A ação teve início em fevereiro de 2026 no município e, em poucos meses, alcançou a marca de aproximadamente 500 quilos de tampinhas arrecadadas.
Criado pela Fundação Municipal do Meio Ambiente de Nova Veneza (Fundave), o projeto envolve especialmente estudantes, famílias, escolas, instituições parceiras e cidadãos que desejam contribuir com uma causa socioambiental. Conforme a prefeita de Nova Veneza, Ângela Ghislandi, a iniciativa busca transformar pequenas ações em grandes resultados para a sociedade.
“O ‘Tampinhas que Alimentam’ representa uma verdadeira corrente do bem, baseada em valores como união, solidariedade, respeito e cuidado. A ação conecta diferentes setores da sociedade em um objetivo comum: preservar o meio ambiente, promover a inclusão social e auxiliar na proteção animal. Unimos sustentabilidade, reciclagem, educação ambiental, inclusão social e bem-estar animal”, frisou.
Corrente do bem
Segundo a presidente da Fundave, Caroline Pacheco, o projeto conta com a participação de todas as escolas da rede municipal de ensino de Nova Veneza. Nas unidades, os estudantes arrecadam tampinhas plásticas em suas casas e comunidades e, posteriormente, a equipe da Fundação Municipal do Meio Ambiente realiza a coleta do material.
“Após o recolhimento, as tampinhas são encaminhadas para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Nova Veneza, onde os alunos realizam a separação dos materiais por cor. Além de contribuir para a reciclagem, essa etapa fortalece o processo de inclusão social e auxilia no desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas dos participantes”, pontuou.
Por fim, Caroline explicou que, após o processo de triagem, as tampinhas são destinadas a uma Organização Não Governamental (ONG) parceira do município, responsável pelo encaminhamento ao centro de reciclagem. Em seguida, os recursos obtidos com a venda do material são convertidos em ração para animais em situação de rua e acolhidos por protetores independentes e abrigos.
“Ao final desse processo, todos são beneficiados: o meio ambiente recebe a destinação adequada dos resíduos, a Apae fortalece seu importante trabalho de inclusão, a comunidade exerce sua responsabilidade socioambiental, as escolas contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes por meio da educação ambiental e os animais recebem alimentação custeada pelos recursos gerados com a reciclagem”, afirmou a presidente da Fundave.
Como posso doar?
O projeto ‘Tampinhas que Alimentam’ não é restrito apenas aos estudantes da rede municipal. Os interessados em contribuir podem entregar as tampinhas em qualquer escola do município ou diretamente na sede da Fundave, localizada no bairro Bortoluzzi, ao lado da Câmara de Vereadores de Nova Veneza.