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Ligado no Sul
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Rodovias SC-108 e SC-390 passam por recuperação em Orleans

Por Ligado no Sul21/08/2026 11h30
Fotos enviadas pelo vereador Joel Cavanholi

Motoristas que circulam por Orleans já percebem intervenções em trechos das rodovias SC-108 e SC-390. As obras de revitalização atendem pontos considerados críticos, principalmente nas saídas do município em direção a Urussanga, e foram articuladas pelo vereador Joel Cavanholi (PL) junto à Secretaria de Estado da Infraestrutura.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta sexta-feira (21), o vereador explicou que os primeiros contatos com a equipe técnica ocorreram no fim de julho e início de agosto, diante das condições do pavimento em diferentes pontos das rodovias.

“Nós entramos em contato com a Secretaria de Infraestrutura e mostramos a necessidade de uma revitalização, principalmente aqui na saída de Orleans, tanto na SC-108 quanto na SC-390, porque a malha asfáltica apresentava bastante desgaste e diversos pontos danificados”, relatou.

No dia 7 de agosto, uma equipe técnica esteve nos trechos indicados para avaliar os problemas. Entre os pontos identificados estão a saída de Orleans em direção a Urussanga, a subida do Bairro Nova Orleans, o trecho em frente à Samae e áreas da SC-108 próximas ao Unibave.

Segundo o vereador , além da recuperação do pavimento, também foram realizados serviços de limpeza e roçada.

“Também chamou a atenção a questão das placas e do mato, que estava tomando conta da rodovia. Na SC-390, perto da Concretar, sempre existiam pontos de alagamento. Foi feito um trabalho de limpeza das canaletas, em torno de 90 metros, além da roçada e da limpeza”, explicou.

O principal serviço, porém, está relacionado à recuperação do asfalto nos pontos mais danificados.

“O que chama mais atenção realmente é a retirada do asfalto que estava danificado e agora o recapeamento nesses pontos, para melhorar a qualidade da saída e da via”, afirmou.

Outro problema citado durante a entrevista envolve a Ponte da Palmeira Baixa, na ligação entre Urussanga e Orleans. Segundo o vereador, motoristas, caminhoneiros e até condutores de ambulâncias já haviam relatado dificuldades no trecho.

“Ali tem um solavanco e vários caminhoneiros, como também motoristas de ambulâncias, já entraram em contato comigo. Até ontem conversei novamente com a engenheira e reiterei a respeito daquele problema. Quem vem do acesso de Urussanga para Orleans, quando chega na ponte, encontra um solavanco que é perigoso, até com risco de perder a direção do veículo”, relatou.

De acordo com Joel, a equipe técnica deverá realizar uma intervenção para amenizar o desnível e melhorar as condições de tráfego no local.

A manutenção não ficará restrita aos trechos de Orleans. O vereador afirmou que outros pontos da rodovia, já no município de Urussanga, também foram incluídos no planejamento da equipe de infraestrutura.

“Em Urussanga também existem alguns pontos que precisam de reparo, são buracos diversos que estão surgindo na pista. Já foram contemplados e será feito esse tapa-buraco e a parte pontual de retificação”, explicou.

A previsão apresentada pelo vereador é de que os trabalhos no trecho entre Orleans e Urussanga sejam concluídos entre esta sexta-feira (21) e a manhã de sábado (22).

Por se tratar de rodovias estaduais, os serviços são de responsabilidade do Governo de Santa Catarina. Joel afirma que vem mantendo contato com a Secretaria de Infraestrutura desde o ano passado para levar as demandas relacionadas às vias que passam pelo município.

O vereador também destacou a importância das rodovias para o deslocamento da população, o turismo e o escoamento da produção.

“É mais do que obrigação do Estado nos atender quando a gente articula alguma coisa que está dentro do perímetro de Orleans, para dar um pouco mais de qualidade às vias de acesso. Temos uma serra que é um ponto turístico e também temos a questão do escoamento da nossa matéria-prima e da produção, que tanto precisamos para sair”, concluiu.

Confira entrevista completa

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3 em cada 4 profissionais de Enfermagem de SC já sofreu violência no trabalho, aponta pesquisa

Por Ligado no Sul21/08/2026 11h03
Foto/COREN-SC

O Coren-SC realizou, entre os dias 3 e 12 de agosto, um levantamento com mais de 2,2 mil profissionais de Enfermagem de Santa Catarina para conhecer a realidade da violência enfrentada pela categoria no ambiente de trabalho. Realizada de forma anônima, a pesquisa buscou produzir dados que possam subsidiar ações de prevenção e fortalecer políticas de proteção aos profissionais.

Os resultados revelam um cenário preocupante. Entre os participantes, 74,8% afirmaram já ter sofrido algum tipo de violência durante o exercício profissional, o equivalente a aproximadamente três em cada quatro respondentes. Além disso, 57,8% disseram não se sentir seguros no ambiente de trabalho.

Para a presidente do Coren-SC, Maristela Azevedo, o levantamento permite transformar uma realidade já percebida pelo Conselho, por meio de denúncias e relatos dos profissionais, em dados concretos sobre o cenário catarinense.

“A pesquisa foi pensada justamente para que tivéssemos dados fidedignos e pudéssemos falar com clareza sobre o que realmente acontece em Santa Catarina. É um tema recorrente e que preocupa muito o Conselho, especialmente porque estamos falando da segurança de profissionais que saem de casa todos os dias para cuidar e salvar vidas”, afirma Maristela.

A pesquisa foi disponibilizada por meio da plataforma Presente e divulgada nos canais oficiais do Coren-SC, além de ser enviado ao e-mail dos s profissionais. A mobilização também contou com o apoio de Conselheiros, Enfermeiros Fiscais, responsáveis técnicos das instituições e entidades parceiras.

Violência psicológica e moral aparece em 96,6% dos relatos

Entre os profissionais que afirmaram já ter sofrido violência, 96,6% relataram episódios de violência moral ou psicológica. A violência física foi apontada por 18,6%, enquanto 7,3% relataram violência sexual. Também foram registradas outras situações, incluindo racismo, injúria racial e xenofobia. Os participantes puderam indicar mais de um tipo de violência.

Outro dado evidencia que, para muitos profissionais, a violência não representa um episódio isolado. Entre aqueles que já foram vítimas, 73,5% disseram ter sofrido violência mais de uma vez, ainda que sem recorrência definida, e 15,9% afirmaram sofrer violências periodicamente. Apenas 10,6% relataram um único episódio.

“Quando quase a totalidade dos profissionais que sofreram violência aponta situações de caráter moral ou psicológico, precisamos olhar com muita atenção para aquilo que muitas vezes não deixa uma marca física, mas afeta profundamente o trabalhador. Precisamos falar sobre essas violências e criar ambientes em que o profissional se sinta seguro para procurar ajuda e registrar o que aconteceu”, reforça Maristela.

Coren-SC defende medidas de proteção aos profissionais

Para o Coren-SC, o enfrentamento da violência contra a Enfermagem deve ocorrer em diferentes frentes. Além da responsabilização dos agressores, é necessário avançar em segurança institucional, canais de atendimento aos trabalhadores, mecanismos de alerta, apoio psicológico e melhores condições de trabalho.

Maristela destaca ainda que fatores como dimensionamento inadequado das equipes, falta de insumos, estruturas de trabalho defasadas e sobrecarga profissional contribuem para ambientes mais tensionados. Serviços como emergências, emergências pediátricas, UPAs e UTIs merecem atenção especial por reunirem situações de maior tensão entre profissionais, pacientes e familiares.

“Todos nós sabemos da angústia de quem procura um serviço de saúde em um momento de doença. Nosso trabalho é prestar uma assistência segura, qualificada e ética. Mas o profissional de Enfermagem também precisa se sentir seguro dentro da sua unidade de trabalho para exercer esse cuidado”, ressalta a presidente.

O Coren-SC também acompanha a tramitação do PL 2672/2025, que prevê o endurecimento das penas para crimes cometidos contra profissionais da saúde e da educação. Para o Conselho, medidas de responsabilização são importantes, mas precisam estar acompanhadas de ações preventivas e estruturais.

Denunciar é fundamental

Um dos desafios para o enfrentamento da violência é a subnotificação. A ausência de registros formais dificulta a compreensão da dimensão do problema e, consequentemente, a construção de medidas de prevenção e proteção. Segundo a pesquisa, apenas 36,7% dos profissionais que sofreram algum tipo de violência fez registro formal do ocorrido.

O Coren-SC orienta que profissionais vítimas de violência registrem boletim de ocorrência e procurem os canais institucionais disponíveis. O Conselho também pode ser acionado por seus canais de atendimento e pela Ouvidoria.

Entre os instrumentos disponibilizados está o desagravo público, mecanismo institucional de defesa do profissional de Enfermagem diante de situações relacionadas ao exercício da profissão. O Coren-SC também atua por meio de manifestações institucionais e da interlocução com gestores.

“É direito do profissional receber apoio e ter sua dignidade respeitada no ambiente de trabalho. Queremos manter esse contato cada vez mais próximo para que as pessoas procurem o Conselho e saibam que podem contar conosco. O Coren-SC continuará trabalhando para fortalecer a proteção e a valorização da Enfermagem”, conclui Maristela.

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Curso de Gestantes “Colo que Aquece” retorna a Urussanga com nova programação

Por Ligado no Sul21/08/2026 10h30
Foto/Divulgação

O Curso de Gestantes “Colo que Aquece” será retomado em Urussanga nesta quarta-feira (19), com uma nova programação voltada às diferentes etapas da gestação. A iniciativa, promovida pelo Governo Municipal de Urussanga por meio da Secretaria de Saúde, busca orientar gestantes e suas redes de apoio sobre o período da gravidez, o parto e os primeiros cuidados com o bebê. Os encontros são gratuitos e começam das 19h às 21h, na Casa do Colono.

A programação conta com sete encontros presenciais, uma vez por semana, com intervalos para lanches e entrega de certificado no encerramento do curso. A proposta é oferecer orientações a partir de diferentes áreas da saúde, com a participação de médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionista, fisioterapeuta, farmacêuticos e convidados.

Segundo o coordenador da Atenção Primária à Saúde, Gabriel Savi Mondo, o curso amplia o acesso das gestantes a informações relevantes e proporciona mais segurança às famílias. “Retomar essa atividade é essencial para assegurar às gestantes o acesso a informações corretas e técnicas em um momento tão importante da vida. Queremos oferecer conhecimento e acolhimento para que as famílias estejam mais preparadas para a chegada do bebê”, destaca.

A prefeita Stela De Agostin Talamini ressalta a importância de fortalecer ações de educação em saúde voltadas às famílias. “A gestação é um período de muitas mudanças e descobertas, e ter acesso à informação e ao acompanhamento adequado faz diferença para a gestante, para o bebê e para toda a família. O ‘Colo que Aquece’ amplia esse cuidado e oferece um espaço de orientação e troca de experiências”, declara.

Os encontros vão abordar temas como pré-natal, mudanças no corpo e direitos da gestante, alimentação, exercícios, saúde bucal, uso de medicamentos, amamentação, tipos de parto, plano de parto, alívio da dor, violência obstétrica, cuidados com o recém-nascido, sono seguro, exames, vacinas, primeiros socorros, puerpério, saúde mental materna, planejamento familiar, desenvolvimento infantil e introdução alimentar.

Além das gestantes, companheiros, familiares e amigos também podem participar dos encontros que também são direcionados a rede de apoio. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio de formulário digital na Secretaria de Saúde ou nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Urussanga. Também será possível realizar a inscrição na abertura do curso.

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Tarifa de energia da Celesc terá reajuste médio de 10,82% a partir de 22 de agosto

Por Ligado no Sul21/08/2026 10h00
Foto/Ilustrativa

A tarifa de energia elétrica da Celesc terá reajuste médio de 10,82% a partir de 22 de agosto. O índice alcança 99,5% dos consumidores da distribuidora, entre residências e pequenos negócios. Para esse grupo, o aumento será de 9,26%. Já os consumidores industriais, que representam cerca de 0,5% da base, terão reajuste de 14%.

O diretor-presidente da Celesc, Edson Moritz, explicou que o aumento faz parte do processo de revisão tarifária periódica, realizado a cada cinco anos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Segundo ele, o mecanismo considera os investimentos realizados pela companhia no período e os custos necessários para garantir a continuidade e a expansão do serviço.

“É importante dizer para as famílias catarinenses que a Celesc, de fato, para poder ter novos equipamentos, novas informações, novas redes, precisa investir muito. E, de cinco em cinco anos, a Aneel verifica quanto a gente investiu nesse período e também se a tarifa está correspondendo ao retorno desse investimento”, explicou Moritz.

O presidente destacou que a revisão atual considera os investimentos realizados pela companhia ao longo dos últimos cinco anos. De acordo com ele, a Celesc deve superar R$ 5 bilhões em investimentos no período, valor que passa a ser considerado no cálculo da nova tarifa.

“É uma revisão tarifária, não diz respeito a uma correção monetária da moeda, da inflação. Nos últimos quatro anos, os investimentos que a Celesc fez não têm precedente na história. Vamos passar de R$ 5 bilhões. Esses R$ 5 bilhões estão sendo agora retornados com essa tarifa para poder cobrir esse investimento antecipado que é feito no modelo de energia de Santa Catarina”, afirmou.

Distribuição representa 16% da tarifa

Moritz também chamou atenção para a composição da conta de energia. Embora a Celesc seja responsável pela arrecadação do valor pago pelo consumidor, apenas uma parte da tarifa permanece com a distribuidora.

“Como a Celesc é o órgão arrecadador, ela arrecada 100% dessa tarifa. Mas, do que a gente cobra do consumidor, só ficam com a distribuidora, que somos nós, Celesc, 16%. O resto é rateado em outros encargos”, explicou.

Segundo o presidente, os demais componentes estão relacionados à geração da energia, à transmissão, aos tributos e aos encargos federais. A geração corresponde ao custo da produção da energia, enquanto a transmissão envolve o transporte da eletricidade até as estruturas utilizadas pela distribuidora para fazer o atendimento aos consumidores.

Dessa forma, o reajuste definido para a tarifa não representa exclusivamente um aumento destinado à Celesc. O valor final pago na conta reúne diferentes componentes que compõem a cadeia do setor elétrico.

Para os consumidores residenciais e pequenos negócios, que representam a ampla maioria da base da distribuidora, o reajuste será de 9,26% a partir de 22 de agosto.

 

*Com informações Acaert

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