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Ligado no Sul
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Transição energética em SC: governo reúne especialistas, empresas e setor produtivo

Por Ligado no Sul06/03/2026 10h30
Foto/Divulgação

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (SEMAE) recebeu, ao longo desta semana, no Sul de Santa Catarina e também na capital, especialistas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para uma série de encontros com stakeholders da cadeia carbonífera da região.

As reuniões fazem parte do processo de elaboração do Plano Estadual de Transição Energética Justa para Santa Catarina (PETEJ-SC) e reuniram representantes de instituições estratégicas do setor energético, como a Celesc, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Secretaria de Estado do Planejamento de Santa Catarina (Seplan) e a SCGás, além de representantes do poder público, concessionárias, setor produtivo, academia e sociedade civil.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta sexta-feira (6), o secretário de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde, Cleiton Fossá, explicou que o debate sobre transição energética precisa ser compreendido de forma mais ampla.

“Quando falamos em transição energética justa é importante as pessoas entenderem que nós estamos falando em preparar Santa Catarina para o futuro da energia, ampliando o uso de fontes renováveis e reduzindo emissões. Mas essa mudança precisa acontecer com responsabilidade social e econômica, garantindo que trabalhadores, municípios e empresas tenham oportunidades e perspectivas de desenvolvimento”, afirmou.

Segundo ele, o processo não envolve apenas a substituição de uma fonte de energia por outra, mas também a preocupação com os impactos sociais e econômicos nas regiões onde determinadas atividades têm grande peso na economia.

“Não é simplesmente mudar, substituir uma fonte de energia por outra. É garantir que os trabalhadores, municípios e empresas que fazem parte dessa cadeia tenham segurança, oportunidades e perspectivas de desenvolvimento”, disse.

A discussão ganha maior relevância no Sul catarinense, onde a mineração de carvão ainda representa uma importante atividade econômica. Fossá destacou que a proposta de transição energética justa justamente busca evitar mudanças abruptas.

“Quando as pessoas falam que isso significa que o carvão vai acabar e que os empregos podem desaparecer, essa é justamente a preocupação que orienta o conceito da transição justa. Mudanças desse tamanho não podem acontecer de forma abrupta e sem planejamento”, ressaltou.

O secretário também defendeu que o debate ocorra com diálogo entre os diferentes setores envolvidos.

“Às vezes as pessoas já geram um preconceito sem formar um conceito. Elas geram um embate sem permitir sentar na mesa e dialogar. Nós precisamos substituir essa gritaria polarizada por uma mesa de diálogo, de planejamento”, afirmou.

De acordo com ele, os encontros realizados com especialistas da FGV têm como foco ouvir diferentes atores e compreender melhor os caminhos possíveis para o Estado.

“É de muita escuta, de muito estudo, de entender melhor a situação e compreender quais são os caminhos possíveis. Não é uma ruptura, é planejamento. Não se faz isso sem ouvir quem vive essa realidade”, disse.

Fossá também destacou o potencial ambiental de Santa Catarina como um diferencial estratégico.

“Santa Catarina tem 1% do território nacional e, desse 1%, 40% são de matas nativas. Isso mostra que nosso estado está fazendo o papel de colocar o meio ambiente não como trava, mas como um ativo”, declarou.

Segundo o secretário, a economia verde catarinense já movimenta cerca de R$ 67 bilhões e gera aproximadamente 800 mil empregos. A expectativa é que, com o planejamento da transição energética, novas oportunidades possam surgir.

“Quero tranquilizar a nossa gente do Sul. O plano visa escutar, planejar e encontrar caminhos para que a região continue crescendo, gerando renda e novas oportunidades”, concluiu.

Confira entrevista completa

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Criança de 13 anos presencia prisão da mãe com 41 kg de maconha em Criciúma

Por Ligado no Sul06/03/2026 10h00
Foto/PMSC

A Polícia Militar de Criciúma prendeu uma mulher de 49 anos por tráfico de drogas, corrupção de menor e associação ao tráfico, após a abordagem de um veículo na Via Rápida, na manhã desta quinta-feira, às 7h52.

No carro, um Peugeot 308, foram encontrados 40,990 kg de substância análoga à maconha. Também estava no veículo a filha da condutora, uma adolescente de 13 anos.

A mulher foi presa em flagrante e a menor conduzida à Delegacia especializada. O Conselho Tutelar também foi acionado devido à presença da adolescente no local do crime. Três celulares e o veículo utilizado no transporte da droga foram apreendidos.

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Presença do mosquito da dengue preocupa autoridades de saúde em Orleans

Por Ligado no Sul06/03/2026 09h30
Foto/Banco de imagens freepik.

A Vigilância em Saúde de Orleans divulgou o boletim de zoonoses referente ao mês de fevereiro de 2026, com dados do monitoramento realizado no município no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

De acordo com o relatório, durante o mês foram inspecionadas 393 armadilhas e 10 pontos estratégicos considerados de maior risco para a proliferação do mosquito. Ao todo, 2.079 larvas foram enviadas para análise, sendo 66 identificadas como do mosquito Aedes aegypti. O levantamento também apontou 12 focos do mosquito e cinco denúncias registradas pela Vigilância Sanitária.

Mesmo com as ações de monitoramento e prevenção em andamento, a Secretaria de Saúde alerta que novos focos do mosquito já foram identificados em março. As áreas que exigem maior atenção neste momento são os bairros Centro, Conde D’Eu, Samuel Sandrini e São Gerônimo.

Segundo a Vigilância em Saúde, o combate ao mosquito também depende da participação da população. A orientação é que os moradores reservem alguns minutos da rotina para verificar manter caixas d’água, pátios, calhas, vasos de plantas, garrafas e qualquer outro local que possa acumular água parada. A colaboração de todos é considerada essencial para evitar a proliferação do mosquito e reduzir o risco de casos de dengue no município.

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Big Jack repete conquista histórica e é eleita a melhor cervejaria do Brasil

Por Ligado no Sul06/03/2026 09h00
Foto: Daniel Zimmermann

A cervejaria Big Jack, de Orleans, foi eleita a melhor do Brasil na 14ª edição do Concurso Brasileiro de Cervejas, realizada em Blumenau. A conquista marca o segundo ano consecutivo em que a empresa alcança o principal título da competição, considerada a maior do setor no país.

Ao todo, a Big Jack conquistou 27 medalhas, sendo 12 de ouro, em uma disputa que reuniu cerca de 2,7 mil rótulos inscritos. As avaliações ocorreram ao longo de quatro dias, entre 28 de fevereiro e 3 de março, período em que aproximadamente 70 jurados brasileiros e estrangeiros analisaram as amostras participantes. No total, 175 estilos diferentes de cerveja estiveram na disputa.

Para o empresário Marcelo Dalazen, repetir o título nacional tem um significado ainda maior do que a primeira conquista.

“Ser eleito pelo segundo ano seguido foi ainda mais importante para nós do que o primeiro, porque mostra que não foi sorte ou acaso. Fomos a primeira cervejaria de Santa Catarina a conquistar esse troféu e agora repetimos o feito, o que prova que a Big Jack está consolidada e fazendo um trabalho consistente”, afirmou.

Entre os rótulos premiados, Dalazen destaca especialmente a diversidade de estilos produzidos pela cervejaria, que tem obtido reconhecimento em diferentes escolas cervejeiras tradicionais.

“A Big Jack tem 27 cervejas premiadas e damos bastante destaque para a nossa IPA e também para cervejas de diferentes escolas cervejeiras. Tivemos rótulos premiados das grandes escolas alemã, inglesa, belga e americana. Isso mostra que a Big Jack consegue executar bem vários estilos diferentes de cerveja”, explicou.

Outro destaque citado pelo empresário é a medalha de ouro conquistada com a cerveja Munich Helles, que ficou em primeiro lugar em sua categoria.

“Também destacamos o ouro da nossa Munich Helles, que ficou em primeiro lugar na categoria. A Spaten, por exemplo, é uma cervejaria que existe desde 1397, mais de 100 anos antes do Brasil ser descoberto. Então conquistar ouro nesse estilo é algo muito significativo para nós”, ressaltou.

Segundo Dalazen, o número de medalhas reforça que a cervejaria consegue manter qualidade em diferentes estilos.

“As 27 medalhas mostram que a Big Jack não tem apenas um estilo de cerveja bom. Produzimos vários estilos diferentes. Nosso pub tem 30 torneiras e conseguimos trabalhar bem todas as grandes escolas cervejeiras”, destacou.

O empresário também explicou que o desenvolvimento das cervejas envolve um trabalho coletivo dentro da empresa, reunindo equipe técnica e setor comercial.

“O processo de desenvolvimento das cervejas é discutido em equipe. Participam o mestre cervejeiro, a área comercial e a diretoria. Primeiro definimos o estilo e depois seguimos os parâmetros de cada escola cervejeira. Buscamos até reproduzir as características da água do país de origem. Para uma cerveja alemã, por exemplo, tentamos seguir os parâmetros da água da Alemanha; para uma americana, fazemos o mesmo”, explicou.

Além do reconhecimento nacional, Dalazen afirma que a premiação também tem impacto direto na economia local, ao atrair visitantes de várias regiões do país.

“A visibilidade é enorme. Toda semana recebemos turistas de pelo menos cinco estados do Brasil aqui na cervejaria. Eles vêm conhecer a Big Jack, se hospedam em pousadas e hotéis da região, visitam cafés, restaurantes, farmácias, postos de gasolina. Ou seja, acabam movimentando a economia local”, comentou.

Ele também reforçou a ligação da cervejaria com Orleans, cidade onde a empresa foi criada e se desenvolveu.

“Orleans é a nossa terra natal. É a cidade que nos acolheu, a cidade onde estamos e que a gente ama. A cidade também nos abraça muito. Praticamente todos os estabelecimentos têm cerveja da Big Jack para vender, então somos muito gratos e tentamos devolver um pouco desse carinho”, afirmou.

Após a nova conquista, a empresa já planeja os próximos passos para ampliar sua presença no mercado nacional.

“Os planos para o futuro incluem novos pontos de venda próprios e a possibilidade de uma fábrica no Ceará, algo que estamos estudando e tentando viabilizar. Já temos distribuição na região e talvez o próximo passo seja ter uma unidade de produção no Norte do país”, revelou.

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