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Dólar dispara mais de 12% após reeleição de Lula e aumenta preocupação com preços e juros no Brasil
Por Ligado no Sul26/10/2026 10h30
Foto/Ilustrativa
O dólar comercial disparou na manhã desta segunda-feira (26), primeiro dia de negociações após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por volta das 9h45, a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,604, uma alta de 12,32% em relação ao fechamento de sexta-feira (23), quando estava cotada a R$ 4,9931. O aumento reflete a preocupação de parte dos investidores com os rumos da economia brasileira nos próximos quatro anos.
A vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL) contrariou as expectativas de parte do mercado financeiro, que apostava em uma mudança de governo. Entre as principais preocupações estão o aumento dos gastos públicos, o crescimento da dívida brasileira e as decisões econômicas que serão tomadas a partir de 2027.
O dólar já havia começado o dia em alta de 8,65%, cotado a R$ 5,424. Pouco depois, ultrapassou R$ 5,60, o que demonstra a forte oscilação da moeda nas primeiras horas de negociação.
A reação também atingiu o mercado de ações. Antes da abertura da Bolsa brasileira, os contratos futuros do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, registraram queda próxima de 20%. Esses contratos indicam as expectativas dos investidores, mas não representam a queda efetiva das ações negociadas na Bolsa.
Como a alta do dólar pode afetar os brasileiros?
O aumento do dólar pode trazer consequências para o bolso dos brasileiros, principalmente se a moeda permanecer valorizada por um período prolongado.
Isso acontece porque o Brasil importa diversos produtos, peças e matérias-primas. Quando o dólar sobe, as empresas precisam gastar mais reais para comprar esses itens no exterior. Parte desse aumento pode chegar ao consumidor.
Entre os produtos que podem sofrer impactos estão combustíveis, alimentos, medicamentos, eletrônicos e equipamentos utilizados pela indústria.
Outra preocupação é a inflação, ou seja, o aumento dos preços de produtos e serviços. Se os custos continuarem subindo, o Banco Central poderá ter mais dificuldade para reduzir os juros.
Na prática, isso significa que empréstimos, financiamentos de veículos e imóveis e compras parceladas podem continuar mais caros.
Por outro lado, empresas brasileiras que vendem produtos para outros países podem se beneficiar do dólar mais alto, já que recebem em moeda estrangeira. Isso pode favorecer parte do agronegócio e das indústrias exportadoras.
Especialistas ressaltam, no entanto, que os efeitos não são imediatos. O impacto sobre os preços dependerá de quanto tempo o dólar permanecer elevado e de como as empresas reagirão ao aumento dos custos.
Trump questiona reeleição de Lula
A vitória de Lula também provocou reação internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou o resultado das eleições brasileiras e comparou a disputa à eleição norte-americana de 2020, quando foi derrotado por Joe Biden.
Segundo informações da Agência EFE, reproduzidas pelo Brasil 247 e pela Times Brasil/CNBC, Trump afirmou que o Brasil teria seguido o que chamou de “manual de Joe Biden”.
“Acabaram de aplicar no Brasil o manual de Joe Biden. Bolsonaro tinha uma grande vantagem no primeiro turno e era o claro favorito para vencer o segundo. Mas os comunistas não largam o poder depois que o conseguem”, declarou o presidente norte-americano.
Trump não apresentou provas de irregularidades nas eleições brasileiras. A Justiça Eleitoral confirmou a vitória de Lula, que recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.
A manifestação do presidente americano também levanta questionamentos sobre como serão as relações entre Brasil e Estados Unidos durante o próximo mandato, especialmente em questões comerciais e econômicas. Até o momento, não há confirmação de novas medidas do governo norte-americano contra o Brasil em razão do resultado eleitoral.
O que pode acontecer com a economia nos próximos dias?
Após a forte alta do dólar, investidores aguardam os primeiros sinais do governo sobre as medidas econômicas previstas para o próximo mandato.
A principal preocupação está relacionada ao controle das contas públicas. Quando o governo gasta mais do que arrecada de forma persistente, aumenta a necessidade de financiamento, o que pode pressionar os juros e reduzir a confiança dos investidores.
Por enquanto, a disparada do dólar representa uma reação inicial ao resultado das eleições. A moeda poderá continuar subindo ou apresentar queda ao longo dos próximos dias, conforme as decisões do governo e o comportamento do mercado financeiro.
Para a população, a principal questão será saber se essa alta terá curta duração ou se poderá provocar novos aumentos de preços e dificultar a redução dos juros no Brasil.
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Enio Coan analisa reeleição de Lula e aponta desafios econômicos e políticos para os próximos quatro anos
Por Ligado no Sul26/10/2026 10h00
Foto/Arquivo Agecom
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abre um novo período de desafios para a economia brasileira e para a relação do governo federal com o Congresso Nacional. O endividamento público, o cumprimento das promessas eleitorais e a necessidade de articulação política estão entre os principais pontos de atenção para os próximos quatro anos. Em entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta segunda-feira (26), o cientista político e economista Enio Coan analisou o cenário após o segundo turno e apresentou suas perspectivas para o novo mandato.
Lula venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL) no domingo (25), por uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos. O resultado também abriu espaço para questionamentos relacionados à condução do processo eleitoral, especialmente após a prorrogação do horário de votação.
A medida, atribuída a uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi um dos pontos questionados por Coan, que levantou dúvidas sobre a competência jurídica para a intervenção.
“Eu não consigo entender nem explicar essas coisas, mas parece-me que dessa vez, do ponto de vista jurídico, tem, sim, uma interferência ilegal”, afirmou.
Para o economista, decisões relacionadas à organização do processo eleitoral devem respeitar as atribuições da Justiça Eleitoral.
“Quem tem competência no Brasil de mexer na área de eleições é o Tribunal Superior Eleitoral”, declarou.
Apesar dos questionamentos apresentados, as declarações não comprovam irregularidades na votação ou na apuração. A eventual contestação judicial do resultado depende da apresentação de fundamentos e provas.
Contas públicas e promessas de campanha preocupam
Superada a disputa nas urnas, a situação econômica brasileira aparece como um dos principais desafios para o novo mandato presidencial. O crescimento da dívida pública e o impacto financeiro dos compromissos assumidos durante a campanha exigirão atenção ao orçamento federal.
Para Coan, algumas das propostas apresentadas aos eleitores poderão ampliar as despesas públicas e exigir mudanças no planejamento financeiro do governo.
“É impossível colocar em orçamento dívida ou coisas para serem pagas, seja lá o que for, que não tenham previsão orçamentária. Então os orçamentos vão ter que ser mudados”, afirmou.
A preocupação também se estende ao modelo de crescimento econômico adotado pelo país. Para Coan, o Brasil precisa estabelecer objetivos de longo prazo e ampliar as discussões sobre produtividade, investimentos e geração de riquezas.
“O que nós queremos? O que nós queremos?”, questionou.
O agronegócio foi apontado pelo economista como um dos setores fundamentais para o desempenho da economia brasileira nas últimas décadas.
“O agronegócio salvou esse país durante todo esse período”, afirmou.
Coan considera que o país precisa avançar na construção de um projeto econômico que ofereça perspectivas de desenvolvimento às próximas gerações.
“Então o Brasil é um país que caminha para trás, de fato olhando no retrovisor, olhando para trás, sem um projeto de país, sem um projeto de futuro para quem está nascendo”, avaliou.
Composição do Congresso exigirá articulação política
Além das questões econômicas, a governabilidade será determinante para a capacidade do presidente Lula de colocar em prática as propostas do novo mandato. A composição da Câmara dos Deputados e do Senado Federal exigirá negociações com diferentes partidos e grupos políticos.
Para Coan, a relação entre Executivo e Legislativo poderá representar uma das maiores dificuldades do governo, especialmente diante da influência do chamado Centrão.
“Vai ter dificuldades muito grandes de governar, principalmente se o Congresso, se o Centrão perder força”, afirmou.
A formação de uma base parlamentar será necessária para a aprovação de projetos, alterações orçamentárias e outras medidas de interesse do Executivo. Na avaliação do economista, essas negociações poderão ampliar o custo político das alianças.
“Então isso vai custar muito também para o Lula. Se ele quer administrar o Brasil do jeito que ele vem administrando, isso vai custar muito dinheiro”, declarou.
As articulações em torno das presidências da Câmara e do Senado também poderão influenciar a relação entre os Poderes. Coan destacou especialmente o papel que os senadores poderão desempenhar nas discussões políticas dos próximos anos.
“Eu creio que o Senado vai dar o recado muito forte aí”, afirmou.
Reforma política e superação da polarização
A divisão política entre diferentes grupos e regiões brasileiras também permanece como um desafio após as eleições. Para Enio Coan, a continuidade dessa polarização dificulta a construção de consensos e reforça a necessidade de mudanças no sistema político e partidário.
“Eu penso que o Brasil precisa de reforma, tanto política quanto partidária. Esse nós e eles teria que acabar”, defendeu.
Coan considera que as diferenças regionais e as disputas partidárias precisam dar lugar a discussões mais amplas sobre o desenvolvimento nacional.
A importância econômica da região Sul também foi destacada por Coan, que defendeu a continuidade da produção e da geração de riquezas como fatores essenciais para o crescimento brasileiro.
“Eu espero que nós tenhamos forças aqui no Sul para continuar gerando as riquezas que o Brasil precisa para dividir com o resto”, concluiu.
Confira entrevista completa
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PMSC registra uma ocorrência durante o segundo turno das Eleições 2026 na região da AMESC
Por Ligado no Sul26/10/2026 09h30
Foto/PMSC
A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) registrou uma ocorrência durante o segundo turno das Eleições 2026 na região da Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (AMESC). O caso aconteceu na manhã deste domingo (25), em Balneário Gaivota, e foi relacionado a uma possível prática de desacato em um local de votação.
Conforme o 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM), a guarnição foi acionada para atender à situação durante as atividades eleitorais. Os policiais realizaram o registro da ocorrência para a adoção das medidas cabíveis.
Até as 19h de domingo, essa havia sido a única ocorrência registrada pela Polícia Militar na região da AMESC no âmbito da Operação Eleições 2026 – 2º Turno.
Durante o processo eleitoral, a PMSC manteve equipes mobilizadas em diferentes regiões de Santa Catarina, em atuação conjunta com a Justiça Eleitoral e outros órgãos responsáveis pela operação.
O trabalho teve como objetivo garantir a segurança dos eleitores, a ordem pública e o funcionamento dos locais de votação durante o segundo turno das eleições presidenciais.
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Motorista fica ferido após acidente entre carro e caminhão em Treze de Maio
Por Ligado no Sul26/10/2026 09h00
Foto/CBMSC
Na tarde deste domingo (25), um acidente entre um carro e um caminhão deixou um homem de 52 anos ferido na Rodovia Municipal Feliz Simon, no bairro Rio Vargedo, em Treze de Maio. A ocorrência foi registrada por volta das 16h55.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu entre um Ford Escort e um caminhão Volvo FH, que bateram lateralmente. O motorista do caminhão, de 63 anos, não sofreu ferimentos.
Quando os bombeiros chegaram ao local, encontraram o motorista do carro sentado no chão, fora do veículo. Ele estava consciente, apresentava um corte na lateral da cabeça e reclamava de dores nas costas. Os socorristas também perceberam que o homem estava com os olhos avermelhados e a fala arrastada.
Após receber os primeiros socorros, o motorista foi levado ao Hospital São Roque, em Morro da Fumaça, para atendimento médico.