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Ligado no Sul
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Projeto “Unidas por Elas” oferece apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade em Orleans

Por Ligado no Sul24/08/2026 12h00
Foto/Arquivo Pessoal

Um novo projeto criado em Orleans busca ampliar a rede de apoio para mulheres que enfrentam situações de vulnerabilidade familiar, violência doméstica e outras dificuldades. O “Unidas por Elas”, desenvolvido pela Primeira Igreja Batista de Orleans (PIB), oferece acolhimento, informação, fortalecimento de vínculos e orientação para mulheres que precisam de ajuda.

O projeto é coordenado por integrantes da igreja e tem entre as responsáveis Neia Sotero Possenti, membro e pastora auxiliar da diretoria da PIB. Em entrevista ao Jornal da Guarujá, ela explica que a iniciativa nasceu a partir de uma necessidade percebida dentro da própria igreja.

“A ideia surgiu quando foi percebido que chegava ali na igreja muito atendimento na sala pastoral com esse tipo de situação. Não foi um nem dois casos. Foram vários casos de mulheres que chegavam ali na igreja com esse tipo de problema”, conta.

Segundo Neia, a percepção foi de que havia uma demanda que precisava de uma resposta organizada. A proposta, de acordo com ela, é pioneira por ter surgido dentro de uma igreja e busca atender mulheres independentemente de religião.

A iniciativa foi estruturada depois de um período de preparação e capacitação das integrantes. Segundo Neia, a equipe recebeu treinamento com Regina Célia, uma das cofundadoras do Instituto Maria da Penha, além de capacitações com profissionais da área de Psicologia do Unibave.

A partir desse trabalho, o projeto passou a atuar em três frentes principais: informação, orientação e fortalecimento de vínculos.

Uma das propostas é levar palestras e ações de conscientização para bairros, escolas e outros espaços onde o grupo seja convidado. A intenção é fazer com que mais mulheres conheçam seus direitos e consigam identificar situações de violência.

Segundo Neia, o projeto atua principalmente em duas frentes: levar informação sobre violência e direitos das mulheres para diferentes espaços, como bairros e escolas, e criar oportunidades para que elas estabeleçam vínculos e encontrem apoio umas nas outras.

Para isso, o Unidas por Elas promove uma caminhada às terças-feiras, com saída do Centro de Orleans, além de atividades de zumba no salão da igreja. As ações foram pensadas para ir além da prática de atividade física e criar momentos de convivência, permitindo que as participantes conheçam outras mulheres, compartilhem experiências e percebam que não estão sozinhas diante das dificuldades.

“Ela não precisa passar por isso sozinha”

Neia explica que o isolamento é uma das dificuldades enfrentadas por muitas mulheres que vivem situações de violência. Segundo ela, é comum que a vítima tenha medo, vergonha ou acredite que ninguém dará importância ao que está acontecendo.

“A mulher, quando está passando por um momento difícil como este, na maioria das vezes acha que é só ela que passa por aquele tipo de situação. Ela pensa que ninguém vai se importar com o caso dela, que é só mais um”, afirma.

Por isso, uma das primeiras funções do projeto é justamente criar um espaço em que essa mulher possa conversar e compreender que existe uma rede de apoio.

“Quando a gente consegue se aproximar da mulher e fazer ela entender, perceber que ela não está sozinha, que ela não precisa passar por isso sozinha, já é um bom caminho andado”, destaca.

Além do acolhimento, o projeto pretende ajudar a mulher a compreender quais são seus direitos e quais caminhos pode seguir para buscar proteção.

A atuação do projeto não substitui o trabalho das forças de segurança, da Justiça ou dos serviços públicos. A proposta é servir como uma porta de entrada para mulheres que, muitas vezes, ainda não se sentem preparadas para procurar esses órgãos.

Neia observa que uma mulher em situação de vulnerabilidade pode procurar diferentes lugares antes de chegar a uma delegacia ou a um hospital, entre eles igrejas e estabelecimentos próximos de sua rotina.

“Antes de uma mulher chegar em uma delegacia para fazer uma denúncia, antes de ela chegar a um hospital, primeiro ela acaba passando pela igreja. Depois, ela acaba passando numa farmácia. Então são os primeiros lugares que uma mulher, numa situação de vulnerabilidade, acaba passando”, relata.

Nesse primeiro contato, o objetivo é ouvir, orientar e, quando necessário, acompanhar a mulher na busca pelos serviços especializados.

Projeto é aberto a todas as mulheres

Embora tenha surgido dentro da Primeira Igreja Batista, o Unidas por Elas não é restrito às mulheres que frequentam a igreja.

Neia reforça que a iniciativa foi criada para atender mulheres de Orleans independentemente de religião, raça ou condição social.

“O princípio é independente de cor, independente de raça, independente de credo. É um projeto que foi pensado para todas, todas as mulheres”, afirma.

A proposta também busca mostrar que procurar ajuda não significa necessariamente denunciar imediatamente. O primeiro passo pode ser conversar, entender a situação e conhecer as possibilidades existentes.

Atendimento já está disponível em Orleans

As mulheres que precisam de orientação ou desejam conhecer o projeto Unidas por Elas já podem procurar a equipe da Primeira Igreja Batista de Orleans. Atualmente, os atendimentos são realizados em espaços da própria igreja, enquanto a estrutura passa por reformas.

O contato também pode ser feito pelo WhatsApp (48) 99838-3738 ou pelo Instagram @unidasporelasorleans.

A iniciativa busca, a partir do acolhimento e da informação, aproximar mulheres de uma rede de apoio e ajudá-las a encontrar caminhos para sair de situações de violência e vulnerabilidade.

Confira entrevista completa

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Integratur promove jornada de capacitação para empreendedores do turismo

Por Ligado no Sul24/08/2026 11h30
Foto/Reprodução

Empreendedores de Orleans, Lauro Müller, Urussanga e Treviso têm uma nova oportunidade de capacitação voltada ao desenvolvimento de negócios ligados ao turismo. Estão abertas as inscrições para a Jornada Integratur de Capacitação, que integra a quinta fase, primeira trilha, do processo de habilitação dos municípios no programa.

A formação busca preparar empresários e profissionais do setor para aproveitar melhor o potencial turístico da região, com conteúdos voltados à gestão, estratégias para os negócios, troca de experiências e integração entre os municípios. A iniciativa é realizada em parceria com o Núcleo de Empreendedorismo Aditt e reúne instituições que atuam no desenvolvimento econômico e turístico regional.

O Integratur foi estruturado para promover uma atuação conjunta entre municípios, empreendedores e instituições. A proposta considera o turismo como uma atividade capaz de movimentar diferentes segmentos da economia, como gastronomia, hospedagem, comércio, cultura, lazer e serviços.

A iniciativa ganhou espaço na região ao longo de 2026. Em maio, o programa realizou o lançamento de seu portal no Centro de Inovação Criciúma (CRIO), com participação de representantes de municípios, instituições e entidades ligadas ao turismo. A programação também incluiu discussões sobre integração dos destinos e aproximação entre os empreendedores e o mercado turístico.

O processo de implantação do Integratur prevê trilhas de trabalho ao longo de três anos, passando pela habilitação dos municípios, promoção dos destinos e manutenção da qualidade da oferta turística. Orleans, Lauro Müller, Treviso e Urussanga estão entre os municípios incluídos na primeira etapa do programa.

Cinco etapas de capacitação

A Jornada de Capacitação será composta por cinco etapas, com encontros presenciais no CRIO, em Criciúma, e atividades realizadas de forma on-line. Os encontros estão previstos para ocorrer entre setembro e outubro, das 14h às 16h.

A formação é destinada exclusivamente a empreendedores integrantes da Rede 1. A proposta é ampliar o conhecimento dos participantes sobre o mercado turístico, estimular a conexão entre empresas e municípios e apresentar ferramentas que possam ser aplicadas na rotina dos negócios.

A capacitação ocorre em um momento em que a integração regional aparece como uma das estratégias para ampliar a participação do turismo na economia. Diagnóstico elaborado pelo Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e Inovação da Unesc aponta o turismo, a economia criativa, o empreendedorismo e a oferta de serviços entre os potenciais de diversificação econômica da região da AMREC.

A necessidade de trabalhar o turismo de forma integrada também aparece em estudos de planejamento regional da Unesc, que apontam a criação de roteiros turísticos regionais e o fortalecimento da gestão conjunta como estratégias para aproveitar as características específicas de cada município.

A articulação entre as cidades também vem sendo discutida em outras iniciativas recentes. Em julho, Orleans recebeu o Seminário Turismo Integrado e Cidades Parceiras, que reuniu representantes de municípios da região para discutir ações conjuntas, valorização do patrimônio cultural e natural e desenvolvimento do turismo regional.

As inscrições para a Jornada Integratur de Capacitação estão abertas. A iniciativa conta com a participação da Aditt, AMREC e Unesc, além do apoio do Sicredi.

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Projeto aproxima crianças e idosos em troca de experiências em Cocal do Sul

Por Ligado no Sul24/08/2026 11h00
Fotos/Cocal do Sul

Crianças, adolescentes e idosos estão descobrindo juntos que a diferença de idade pode render boas histórias, aprendizados e novas amizades em Cocal do Sul.

O projeto “Entre Gerações”, desenvolvido pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), promove encontros entre os participantes dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV).

Idealizado pela coordenadora do CRAS, Sandra Quarezemin, o projeto cria momentos para que cada geração possa conhecer um pouco da rotina, das experiências e das habilidades da outra. Nos encontros já realizados, crianças e idosos prepararam atividades de cultura e lazer e visitaram os espaços frequentados pelos diferentes grupos.

“É uma troca muito gratificante. A proposta é proporcionar espaços de convivência em que crianças, adolescentes e idosos possam compartilhar experiências, atenção e carinho. Durante os encontros, percebemos claramente o respeito e a curiosidade de uma geração pela outra”, explica Sandra.

Em uma das atividades, os idosos conheceram o espaço do SCFV destinado às crianças e as atividades realizadas por elas. Em outro momento, foram eles que receberam os mais jovens e apresentaram parte da própria rotina, incluindo oficinas de artesanato, yoga e hidroginástica, além da estrutura do Centro Dia do Idoso.

A experiência também envolveu estudantes do Colégio Schuller. Durante a visita aos idosos do SCFV, os adolescentes puderam acompanhar algumas das atividades e se surpreenderam com a disposição e a autonomia dos participantes.

Para a secretária de Assistência Social, Salete Cittadin, os encontros ajudam a romper percepções construídas apenas a partir da idade.

“Quando colocamos essas gerações juntas, percebemos o quanto uma tem a oferecer à outra. As crianças e os adolescentes conhecem idosos ativos, cheios de experiências para compartilhar, enquanto eles recebem essa energia e esse carinho dos mais jovens. São momentos simples, mas que fortalecem vínculos e fazem muito bem para todos”, afirma.

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Feminicídios acendem alerta em Santa Catarina: Estado soma 36 casos em 2026

Por Ligado no Sul24/08/2026 10h30
Foto/Ilustrativa

Em meio às ações do Agosto Lilás, um dado chama a atenção em Santa Catarina: o Estado já contabiliza 36 feminicídios em 2026, segundo levantamento divulgado pela Polícia Civil. O número supera o registrado no mesmo período do ano passado e coloca novamente a violência contra a mulher no centro do debate.

O cenário ganha ainda mais relevância neste mês porque agosto marca os 20 anos da Lei Maria da Penha, considerada um dos principais instrumentos brasileiros de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres. A legislação foi sancionada em 7 de agosto de 2006 e, desde então, passou a estabelecer mecanismos de proteção, prevenção e responsabilização em casos de violência.

Em Santa Catarina, além dos feminicídios, a dimensão da violência pode ser observada pelo número de medidas protetivas solicitadas. Dados do Observatório da Violência Contra a Mulher da Assembleia Legislativa apontam 19.795 pedidos de medidas protetivas entre janeiro e julho de 2026. Em todo o ano de 2025, foram 31.655.

O levantamento estadual mostra que o feminicídio não é um problema restrito aos grandes centros. O Mapa do Feminicídio de Santa Catarina, elaborado pelo Ministério Público de Santa Catarina, reúne informações sobre os locais dos crimes, perfil das vítimas e dos autores, vínculos entre eles, existência de violência anterior e medidas protetivas. A ferramenta também aponta a interiorização dos casos e ajuda a identificar padrões que podem orientar ações de prevenção.

Em apenas 20 dias, entre 3 e 22 de agosto, quatro mulheres morreram em ocorrências classificadas ou investigadas como feminicídio, em Imbituba, Sangão e Criciúma. As vítimas tinham entre 19 e 68 anos.

No dia 3 de agosto, em Imbituba,  Viviany Souza de 47 anos, atacada com golpes de faca dentro da residência onde vivia com o companheiro. O homem, de 63 anos, foi preso. O filho da vítima, de 11 anos, presenciou a agressão e recebeu acompanhamento do Conselho Tutelar. O caso é investigado como feminicídio. 

Em Sangão, no dia 10, o corpo de Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, foi encontrado dentro da casa do namorado. A jovem havia informado à família que iria até a residência do companheiro e, depois, as mensagens enviadas pelo celular levantaram suspeitas. O namorado, de 21 anos, foi preso e confessou o crime. Laudo apontou asfixia decorrente de constrição cervical.

O terceiro caso ocorreu em Criciúma, no dia 16 de agosto. Luana Mendes Darella, de 29 anos, foi encontrada morta em uma residência no bairro Fábio Silva, com sinais compatíveis com estrangulamento. Ela era mãe de duas crianças, de sete anos e quatro meses, que estavam na casa no momento da ocorrência. A investigação busca esclarecer a autoria e as circunstâncias da morte.

Já na madrugada de 22 de agosto, também em Criciúma, Neide Pavan Vieira, de 68 anos, foi morta a tiros dentro de uma residência no bairro Mina do Toco. No mesmo local, Afonso Becker, de 70 anos, também foi encontrado morto. O principal suspeito pela morte de Neide era o ex-marido dela, que foi localizado morto horas depois em uma área de mata. O caso é investigado como feminicídio e homicídio.

O feminicídio costuma representar o ponto extremo de um ciclo de violência que pode começar com ameaças, controle, agressões psicológicas, perseguição e violência física. Por isso, a identificação dos sinais e a procura por ajuda antes que a situação se agrave são consideradas fundamentais.

Os números estaduais e a sequência de casos registrados no Sul mostram que, mesmo duas décadas após a criação da Lei Maria da Penha, a violência contra a mulher continua sendo um dos principais desafios para a rede de proteção e para as forças de segurança.

Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190 ou pelo 180 que também recebe denúncias e oferece informações sobre os serviços disponíveis para mulheres em situação de violência.

 

 

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