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Ana Paula Salvador assume Saúde de Orleans com foco em ampliar atendimento e reduzir filas
Por Ligado no Sul10/08/2026 12h00
Foto/Redação
A nova secretária de Saúde de Orleans, Ana Paula Wernke Salvador, assumiu o comando da pasta com a proposta de ampliar o acesso aos serviços e reduzir a sobrecarga enfrentada atualmente pelas unidades de saúde. Enfermeira com 20 anos de atuação na saúde pública, sendo 16 deles entre a assistência direta e a gestão, ela conhece de perto a estrutura do município e os desafios enfrentados pelos profissionais.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá nesta segunda-feira (10), Ana Paula destacou que a demanda por consultas, exames e especialidades aumentou nos últimos anos e que a prioridade será trabalhar com planejamento, diálogo e responsabilidade para melhorar o atendimento.
“Os desafios da saúde são diários. Trabalhamos diretamente com as necessidades das pessoas. A demanda está cada vez maior e hoje trabalhamos para tentar diminuir o tempo de acesso dessas pessoas às consultas, exames e especialidades”, afirmou.
A secretária também relembrou a experiência durante a pandemia de Covid-19, quando atuou no Centro de Triagem. Segundo ela, o período representou uma sobrecarga significativa para os profissionais.
Orleans possui atualmente nove unidades de saúde, além do CAPS, Vigilância Epidemiológica e Sanitária, equipe do Melhor em Casa, Centro de Especialidades São Lucas, Centro de Fisioterapia, Farmácia, Secretaria de Saúde e SAMU. Ao todo, são 17 estabelecimentos de saúde que integram a estrutura municipal.
Para Ana Paula, manter essa rede em funcionamento exige planejamento permanente. Entre as ações já implementadas em 2026, ela citou a implantação de sensores para monitoramento da glicemia de crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 e a contratação de um segundo médico para as unidades de saúde.
A secretária também destacou o Comitê de Mortalidade Materna e Infantil, criado em 2021, que, segundo ela, é considerado referência na região. Outra iniciativa mencionada foi o trabalho de combate ao mosquito Aedes aegypti, com ações de limpeza nos bairros, distribuição de citronela e aplicação de borrifação residual intradomiciliar em locais considerados estratégicos.
Na área de atendimento às famílias, Ana Paula citou ainda o projeto “Entre Mães”, voltado ao acolhimento de mães de crianças com deficiência ou transtorno do espectro autista. Os encontros são realizados a cada 15 dias na Unidade de Saúde São Francisco, no bairro Nova Orleans, com acompanhamento de uma psicóloga.
Município precisa de mais equipes de saúde
Entre os principais desafios apontados pela secretária está a necessidade de ampliar o número de equipes que atuam nas unidades de saúde. Orleans possui aproximadamente 24 mil habitantes e, segundo Ana Paula, atualmente conta com nove unidades, enquanto o parâmetro do Ministério da Saúde indicaria a necessidade de 12 equipes.
“Então seriam três unidades de saúde a mais para desafogar as que temos hoje. Faríamos um redimensionamento para essas pessoas terem um acesso melhor e os profissionais também trabalharem mais tranquilamente, sem essa sobrecarga”, explicou.
Ela reconhece que a ampliação depende de recursos e que os repasses das demais esferas de governo são insuficientes para atender todas as necessidades da rede. Por isso, o município também utiliza recursos próprios e emendas parlamentares para manter e ampliar os serviços.
Teleconsulta deve começar em cerca de um mês
Uma das principais novidades anunciadas pela nova secretária é a implantação de um serviço de teleconsulta em Orleans. Segundo Ana Paula, o município já está em processo de contratação de uma empresa e a previsão é que o serviço comece a funcionar dentro de aproximadamente um mês.
A plataforma deverá oferecer atendimento médico por videochamada sete dias por semana, 24 horas por dia, para casos de menor complexidade. Entre os profissionais previstos estão clínico geral, médico de saúde da família e pediatra.
A expectativa é que o serviço ajude a reduzir a procura por atendimentos presenciais em situações que podem ser resolvidas remotamente.
“Vai ser maravilhoso. Teremos clínico geral, médico de saúde da família e pediatra nessa consulta online”, afirmou.
Ampliação do hospital deve impactar atendimento regional
Ana Paula também avaliou a ampliação do hospital de Orleans como um projeto que poderá produzir efeitos não apenas para os moradores do município, mas para pacientes de outras cidades atendidas pela instituição.
“Vai evoluir muito. Vai ser um espaço físico maravilhoso, não só para o município, mas para toda a região que ali é atendida”, afirmou.
Segundo ela, a nova estrutura deverá contribuir especialmente para o atendimento de gestantes e crianças, considerando a demanda regional já existente.
Novas contratações
A Secretaria de Saúde também prepara um processo seletivo para preencher vagas atualmente abertas na rede municipal. De acordo com Ana Paula, a medida deverá contribuir para reforçar as equipes e atender algumas das demandas existentes.
As visitas domiciliares continuam sendo realizadas pelas unidades de saúde, cada uma de acordo com sua rotina e agenda. O município também mantém uma equipe específica de atendimento domiciliar por meio do programa Melhor em Casa.
Com experiência na assistência e na gestão, Ana Paula afirma que pretende conduzir a Secretaria de Saúde com planejamento e diálogo com os profissionais, valorizando também os relatos de quem vivencia diariamente a rotina dos serviços. Segundo ela, mesmo com a experiência acumulada, o aprendizado é contínuo e a participação das equipes é fundamental para identificar as necessidades da rede.
À frente da pasta, a secretária afirma que o objetivo é tornar o atendimento mais resolutivo e humanizado, considerando as necessidades individuais dos pacientes e as limitações da estrutura pública.
“A gente sabe que não vai conseguir resolver tudo de imediato, mas estamos trabalhando com planejamento, diálogo e responsabilidade com toda a equipe. Temos uma equipe muito boa e vamos tentar oferecer uma saúde cada vez mais resolutiva e humana”, concluiu.
Confira entrevista completa
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Feira AgroPonte terá 35 apresentações culturais em cinco dias de programação
Por Ligado no Sul10/08/2026 11h30
Foto/Feira AgroPonte
A 15ª edição da Feira AgroPonte terá uma programação cultural diversificada ao longo dos cinco dias de evento, com 35 apresentações no espaço A Cultura do Homem do Campo. A agenda, que começa na quarta-feira (12) e segue até domingo (16), reúne música, dança e manifestações que valorizam diferentes tradições presentes no Sul de Santa Catarina.
O público poderá acompanhar apresentações de dança italiana, alemã, polonesa, portuguesa, espanhola, árabe, gaúcha e carimbó, além de grupos folclóricos, CTGs, invernadas artísticas, corais, ballet, música tradicionalista, música regional, gaita, violão, saxofone e shows musicais.
A programação também contará com apresentações de estudantes da rede municipal de ensino, valorizando a participação da comunidade na Feira AgroPonte. Segundo a diretora da Nossacasa Feiras e Eventos, Jaqueline Backes, a proposta é oferecer atrações culturais durante todos os dias da feira. “O espaço foi pensado para valorizar os artistas da nossa região e proporcionar ao público uma programação diversificada durante toda a Feira AgroPonte”, destaca.
Confira a programação do espaço A Cultura do Homem do Campo:
– 12 de agosto | quarta-feira
19h: Invernada Artística Gaúchos por Tradição – CTG Crioulos do Caverá
19h30: Cerimonial de Abertura – Banda Cruzeiro do Sul
– 13 de agosto | quinta-feira
A partir das 14h30: Apresentações culturais das EMEBs:
14h30: EMEB Jorge da Cunha Carneiro – Dança Espanhola e Carimbó
14h45: EMEB Casemiro Stachurski – Dança Polonesa
15h00: EMEB Caetano Ronchi – Dança Alemã
15h20: EMEB Giácomo Zanette – Dança Negra
15h40: EMEB Linus João Rech – Dança Gaúcha
16h00: EMEB Hercilio Amante – Dança Italiana
16h20: EMEB José Rosso – Dança Portuguesa
16h30: AFASC Violeiros/Coral
18h: Chorinho Carvoeiro
19h: Grupo Della Benedeta
19h30: Ballet Juventude em Movimento
20h: Coral Criança Feliz
– 14 de agosto | sexta-feira
14h30: Tarantella das Tradições – Grupo de Dança Proast
15h: AFASC – Dança
16h: Coral de Vozes do Paço
17h: Ballet Ana Carolina Machado
19h/19h30: Grupo Artístico – CTG Pedro Raimundo
20h: Marca dos Pampas
– 15 de agosto | sábado
10h: Ballet Praça Céu
10h30: Ballet Clarissa Rocha
11h: SESC Gaiteiros
12h: Herval da Gaita (Sopro)
14h: Nathalia Voz e Violão
15h: DJ Rogério de Torres e Roteiros do Sul com Carnevale di Venezia
16h: Felipe Saxofone
16h45: Associação Coral de Criciúma
17h30: Grupo de Dança Valsugana
18h/18h30: Grupo Raízes da Tradição
19h: Grupo Folclórico Polonês Orzeł Biały
20h: Luis Henrique
– 16 de agosto | domingo
10h/13h: Programa especial Ricordi dei Nonni – Show de Violas – Rádio Eldorado
14h/15h: Theo e Alex
16h: Banda Estrela do Oriente
A 15ª Feira AgroPonte será realizada de 12 a 16 de agosto, no Pavilhão José Ijair Conti, em Criciúma. A maior feira do agronegócio de Santa Catarina reúne cerca de 250 empresas expositoras, mais de 300 animais, agricultura familiar, julgamentos das raças Nelore e Brahman, apresentações equestres, Arena de Equoterapia e o novo espaço A Cultura do Homem do Campo.
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Nova lei aumenta penas para crimes sexuais contra crianças e adolescentes na internet
Por Ligado no Sul10/08/2026 11h00
Foto/Ilustrativa
Entrou em vigor na sexta-feira (7) a Lei nº 15.487, que amplia a proteção de crianças e adolescentes contra crimes de violência sexual, inclusive aqueles praticados no ambiente digital. A legislação altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Código Penal, o Código de Processo Penal, a Lei dos Crimes Hediondos e a legislação de combate ao crime organizado.
Entre as principais mudanças está o endurecimento das penas para crimes relacionados à produção, venda, divulgação, posse e armazenamento de material de violência sexual envolvendo crianças e adolescentes. A nova legislação também amplia os mecanismos de investigação e estabelece punições específicas quando criminosos utilizam inteligência artificial, deepfake, perfis falsos, redes sociais, aplicativos de mensagens ou jogos online para praticar os delitos.
A lei autoriza órgãos de segurança a realizar rondas virtuais para identificar e coletar arquivos disponibilizados em ambientes digitais públicos. Segundo a Agência Brasil, a medida pode ser adotada sem autorização judicial prévia.
A legislação também reforça a possibilidade de infiltração de policiais na internet para investigar crimes sexuais contra crianças e adolescentes. O objetivo é ampliar a capacidade de identificação de criminosos que utilizam plataformas digitais para produzir, armazenar, divulgar conteúdos ou aliciar vítimas.
Inteligência artificial entra na legislação
O uso de inteligência artificial passa a ser considerado de forma expressa pela legislação. A nova lei aumenta as penas quando recursos como deepfakes, filtros e outras ferramentas de alteração de imagem e voz são utilizados para se passar por crianças ou adolescentes ou para aliciar vítimas.
Também há previsão de aumento de pena para quem utiliza mecanismos de anonimização digital, como ocultação ou falsificação de endereço IP e outros identificadores, com o objetivo de dificultar a identificação pelas autoridades.
A definição de material de violência sexual também foi ampliada para incluir representações reais ou fictícias produzidas, manipuladas ou geradas por inteligência artificial quando apresentarem conotação sexual.
Penas ficam mais severas
A legislação elevou as penas previstas para diferentes crimes no ECA. Para a produção de conteúdo de violência sexual contra criança ou adolescente, a pena passa a ser de quatro a dez anos de reclusão, além de multa.
A mesma faixa de quatro a dez anos vale para a venda de material de violência sexual infantil e para a divulgação, compartilhamento ou publicação desse tipo de conteúdo. No caso da venda pela internet, redes sociais ou outras tecnologias digitais, há aumento de um terço da pena.
Para quem possui, armazena ou solicita esse tipo de material, a pena passa a ser de três a seis anos de reclusão e multa.
A lei também criou punição específica para a simulação de violência sexual com uso de inteligência artificial ou deepfake, com pena de três a cinco anos de reclusão e multa.
Aliciamento pela internet
O aliciamento, assédio ou constrangimento de menores de 14 anos também teve a punição ampliada. A pena prevista é de três a cinco anos de reclusão e multa, inclusive quando o objetivo for obter imagens ou vídeos de cunho sexual.
A pena pode aumentar de um terço a dois terços quando o crime envolver inteligência artificial, deepfake, filtros, perfis falsos, anonimização digital, aplicativos de mensagens, redes sociais ou jogos online.
O aumento também pode ocorrer quando o criminoso oferece vantagens à vítima ou se aproveita de uma relação de confiança, autoridade ou dependência.
Crimes passam a ser considerados hediondos
A produção, venda, divulgação, compartilhamento, posse e armazenamento de material de violência sexual infantil, além do aliciamento e da exploração sexual de crianças e adolescentes, passam a ser considerados crimes hediondos.
Com isso, os condenados ficam sujeitos às regras mais rigorosas previstas na Lei dos Crimes Hediondos.
A legislação também autoriza expressamente a prisão preventiva para investigados ou acusados de crimes contra a dignidade sexual praticados contra crianças e adolescentes e para determinadas condutas relacionadas à exploração sexual infantil.
Atendimento às vítimas
Além do aumento das punições, a lei estabelece novas garantias de atendimento às vítimas e testemunhas. Crianças e adolescentes passam a ter direito a atendimento psicológico e psicossocial especializado, contínuo e integral.
O suporte deverá considerar também os impactos provocados pela circulação de imagens e vídeos na internet, inclusive quando o conteúdo permanece disponível em plataformas internacionais.
A legislação determina ainda que as vítimas sejam acolhidas pelos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) em ambientes que garantam privacidade e proteção contra pessoas não autorizadas, especialmente o agressor.
Outra previsão é que o autor da violência seja obrigado a ressarcir integralmente os custos do tratamento da vítima, incluindo as despesas com serviços prestados pelo SUS.
A nova legislação passa, assim, a contemplar de forma mais específica crimes cometidos com ferramentas digitais e inteligência artificial, acompanhando mudanças na forma como conteúdos de violência sexual e práticas de aliciamento podem ser produzidos e disseminados pela internet.
Fonte: Agência Brasil
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Dois acidentes deixam vítimas e complicam trânsito na BR-101 em Sombrio
Por Ligado no Sul10/08/2026 10h27
Fotos/CBMSC
Dois acidentes registrados na BR-101, na altura de Sombrio, mobilizaram equipes de emergência e provocaram alterações no trânsito nesta segunda-feira (10). As ocorrências aconteceram em sequência e envolveram dois caminhões, um veículo de apoio às obras da rodovia e um carro de passeio.
As informações preliminares foram repassadas pelo capitão Eduardo Henrique Ribeiro, comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Sombrio e oficial de dia do 4º BBM e do 17º BBM.
No primeiro acidente, um caminhão colidiu contra um veículo que prestava apoio às obras realizadas na própria BR-101. Com o impacto, o caroneiro do caminhão foi arremessado para fora do veículo. Placas e outros materiais utilizados nos trabalhos na rodovia também foram atingidos e acabaram acertando funcionários que atuavam na marginal.
Ao todo, três pessoas ficaram feridas nessa ocorrência. Conforme o Corpo de Bombeiros, todas estavam em estado estável no momento do atendimento. As vítimas receberam atendimento da CCR e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Até o momento, não havia informações sobre o estado de saúde delas após o encaminhamento.
Na sequência, ocorreu um segundo acidente, envolvendo um veículo de passeio e um caminhão. O caminhão que seguia logo atrás atingiu a traseira do carro.
A passageira do automóvel ficou encarcerada e precisou ser retirada pelos bombeiros. Após o desencarceramento, ela foi encaminhada pela ambulância do Corpo de Bombeiros ao Hospital de Sombrio.
Segundo o capitão Eduardo Ribeiro, todas as vítimas estavam, inicialmente, em estado estável. Os acidentes provocaram congestionamento na rodovia, mas, após a retirada das vítimas, o trânsito começou a ser normalizado.