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Homem fica ferido após batida entre carro e caminhão na SC-108, em Urussanga
Por Ligado no Sul04/09/2026 09h00
Foto: CBMSC
Um homem de 40 anos ficou ferido após uma batida envolvendo um automóvel e um caminhão na tarde desta quinta-feira (3), na SC-108, no bairro Palmeira do Meio, em Urussanga, no Sul de Santa Catarina.
A ocorrência foi registrada por volta das 15h28 e mobilizou a guarnição do ASU-465, do Corpo de Bombeiros Militar, acionada pela Central de Operações (COBOM).
No local, os socorristas encontraram a vítima consciente e orientada, às margens da rodovia. Segundo o homem, o automóvel que ele conduzia bateu contra um caminhão.
Durante a avaliação, os bombeiros identificaram um ferimento no braço esquerdo, na região posterior, além de suspeita de fratura na clavícula esquerda. Os sinais vitais estavam dentro dos parâmetros de normalidade.
Após receber os primeiros atendimentos, o homem foi encaminhado à Fundação Hospitalar Santa Otília (FHSO), em Orleans, para avaliação médica.
O motorista do caminhão não apresentava ferimentos aparentes, não tinha queixas e recusou atendimento da guarnição. Ele entrou em contato com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), que ficou responsável pelos procedimentos relacionados ao acidente.
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Mulher de 24 anos é presa em Orleans após PM cumprir mandado de prisão
Por Ligado no Sul04/09/2026 08h00
A Polícia Militar cumpriu um mandado de prisão contra uma mulher de 24 anos por volta das 17h50 desta quinta-feira (3), em Orleans.
Segundo a PM, a guarnição tomou conhecimento da existência de um mandado expedido pela Vara de Execuções Penais da Comarca de Criciúma, decorrente de uma condenação definitiva pelo crime de venda de produtos proibidos a menores.
Após diligências, os policiais localizaram e abordaram a mulher em Orleans. Ela foi identificada e informada sobre a ordem judicial existente em seu desfavor.
Diante dos fatos, o mandado de prisão foi cumprido e a mulher foi conduzida e entregue ao sistema prisional, onde permaneceu à disposição da Justiça.
A pena restante da condenação é de nove meses e 29 dias.
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Presidente do Simersul e médicas do HMISC pedem apoio da Câmara de Vereadores de Cricúma
Por Ligado no Sul03/09/2026 12h00
Fotos: Sofia Scarsi e Divulgação / Câmara de Vereadores de Criciúma
Na Sessão Ordinária desta terça-feira (1º), da Câmara de Vereadores de Criciúma, a Tribuna Livre recebeu, por solicitação do vereador Luiz Carlos Custódio Fontana (PL), representantes do Sindicato dos Médicos da Região Sul Catarinense (Simersul). Durante a conversa, foram relatadas situações envolvendo os pagamentos aos médicos do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC). Segundo as profissionais, mais de 130 médicos estão sem receber os honorários referentes aos meses de abril e maio, período em que a instituição era gerenciada pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas).
Na oportunidade, participaram a presidente do Simersul, Cristiane Lopes Coral, e as médicas Ana Luiza Córdova e Suzana Kniphoff. A dirigente do sindicato, representando as médicas e o corpo clínico do HMISC, explicou que os profissionais trabalharam por dois meses e mesmo assim não receberam. O sindicato buscou negociações com o Ideas, que deixou a gestão no final de maio, mas não obteve respostas. Ainda, conforme Cristiane, no início de junho, a unidade passou a ser administrada pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Bernardo do Campo (SCSBC).
“Desde então, nós nos mobilizamos, como Simersul, a tentar fazer algumas negociações com o Ideas, que fazia a gestão naquela época, com a Secretária do Estado de Saúde e também com a nova organização social. As negociações não foram resolutivas. Hoje, já entramos com ações contra o Ideas e contra a empresa terceirizada que faz o pagamento aos médicos”, esclareceu Cristiane.
Médicas relatam suas experiências e dificuldades
Para a médica pediatra e coordenadora do Pronto-Socorro Pediátrico do HMISC, Suzana Kniphoff, apesar da paralisação de parte da equipe de enfermagem, a escala médica permaneceu no hospital e continuou prestando atendimento aos pacientes. Segundo ela, a manutenção do trabalho exigiu mudanças na rotina pessoal e familiar. “Durante todo esse período, eu saí da minha casa, deixei os meus filhos e paguei funcionários para cuidar deles. Eu fiz todo um ajuste na minha vida para continuar trabalhando”, relatou.
Suzana também afirmou que muitos médicos já reduziram a carga de trabalho no Hospital Santa Catarina em razão da situação e destacou os impactos desse cenário para a população. “Infelizmente, com todo esse processo, perdemos muitos profissionais que eram extremamente qualificados, justamente por estarmos sempre vulneráveis a isso. Nós perdemos muito, mas a população também perde, porque bons profissionais vão realmente sair do hospital por conta disso”, alertou a pediatra.
A ginecologista e obstetra Ana Luiza Córdova, que atua no HMISC desde 2020, também relatou as dificuldades enfrentadas pelos profissionais. Durante a fala, ela citou a Constituição Federal ao abordar a saúde como direito do cidadão e dever do Estado e afirmou que a situação dos pagamentos representa uma violação desse direito. “Eu estava lá como profissional, no meu direito, sem faltar na minha escala, enquanto todos ao meu redor estavam fazendo greve e paralisando, e eles receberam o seu salário”, afirmou.
Ana Luiza também falou sobre o impacto pessoal da situação. “É muito difícil para mim falar sobre esse assunto, porque eu me sinto extremamente negligenciada e humilhada. Uma vez a minha mãe me disse: ‘Estuda, filha. Estuda porque o conhecimento ninguém nunca vai tirar de você’. E eu sinto que hoje o meu conhecimento está sendo tirado de mim”, lamentou.
Segundo a médica, ela trabalhou 330 horas durante os meses de abril e maio e participou de mais de 300 partos no período. “Eu fiquei dias, horas e noites naquele hospital. Eu salvei vidas e fiz inúmeros partos. E quero saber quem vai pagar meu salário”, reivindicou.
A presidente do Simersul, Cristiane Lopes Coral, afirmou que, desde junho, o sindicato tem realizado assembleias com o corpo clínico e buscado respostas para a situação. De acordo com ela, a entidade também tem tentado construir alternativas para os profissionais afetados pelos atrasos. “Tentamos organizar alguns caminhos para que possamos ter retorno. Isso é algo que mexe comigo também, não como presidente do Simersul, mas como médica, mãe, trabalhadora, plantonista”, enfatizou.
Cristiane explicou ainda que a situação tem gerado dificuldades para os médicos, especialmente para aqueles que possuem vínculo profissional exclusivo com o HMISC. “Hoje estamos aqui como médicos que têm empatia e não pararam de trabalhar”, defendeu.
Vereadores declaram apoio aos médicos do HMISC
Por meio de muitos vereadores que doaram seu tempo e utilizaram a tribuna para se solidarizar, a Câmara de Criciúma prestou apoio aos médicos. Entre questionamentos e mensagens de colaboração, os parlamentares garantiram que irão trabalhar para encontrar uma solução para os profissionais.
As participantes também destacaram que a situação demanda o envolvimento de todos os vereadores. A partir da manifestação do presidente do Legislativo, vereador Neto Uggioni (PSDB), afirmaram que buscarão respostas e auxílio para o corpo clínico do HMISC.
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Eleições 2026: o que faz um deputado federal e por que esse voto importa para Santa Catarina
Por Ligado no Sul03/09/2026 11h00
Foto/Reprodução Agência Brasil
Nas eleições de 4 de outubro, os eleitores de Santa Catarina vão escolher 16 deputados federais para representar o Estado na Câmara dos Deputados, em Brasília. Mas, afinal, qual é o papel de um deputado federal e como o trabalho desses parlamentares interfere no dia a dia dos catarinenses?
A Câmara dos Deputados é formada por 513 parlamentares, representantes dos 26 estados e do Distrito Federal. Entre as principais funções dos deputados estão a elaboração e alteração de leis, a fiscalização das ações do governo federal e a participação nas decisões sobre o orçamento da União.
Os deputados também podem apresentar projetos de lei e propostas de emenda à Constituição (PECs), participar de comissões e Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), convocar autoridades e solicitar informações a ministérios e órgãos públicos.
Outra atribuição importante está relacionada à fiscalização. Os parlamentares podem acompanhar obras e ações do governo federal e cobrar informações sobre a aplicação de recursos públicos, inclusive com apoio do Tribunal de Contas da União (TCU).
Deputados também ajudam a direcionar recursos
O trabalho dos deputados federais também tem impacto direto nos estados e municípios por meio do orçamento federal.
Os parlamentares podem destinar recursos por meio de emendas individuais e de bancada, inclusive para áreas como saúde, hospitais e atenção básica. Também podem atuar na articulação para que prefeituras tenham acesso a recursos de ministérios e órgãos federais.
Na prática, isso significa que a atuação de um deputado federal não se limita às votações de grandes projetos em Brasília. A destinação de recursos e a articulação política também podem influenciar investimentos realizados nos municípios.
Como são eleitos os deputados federais?
A escolha ocorre pelo sistema proporcional. Em Santa Catarina, as 16 vagas serão distribuídas entre partidos e federações conforme o desempenho obtido nas urnas.
Primeiro, é calculado o quociente eleitoral, que considera o total de votos válidos para deputado federal dividido pelo número de vagas disponíveis no Estado. As vagas restantes são distribuídas pelo sistema de sobras, seguindo as regras eleitorais.
Por isso, a eleição para deputado federal é diferente da disputa majoritária para cargos como governador e senador. O desempenho do partido ou da federação também interfere diretamente na quantidade de cadeiras conquistadas.
Santa Catarina discute aumento da bancada
Outro tema que pode voltar ao debate na próxima legislatura é o tamanho da representação catarinense na Câmara.
Santa Catarina tem atualmente cerca de 8,1 milhões de habitantes, segundo a estimativa populacional do IBGE de 2025. Apesar do crescimento da população, o Estado continua com 16 deputados federais, número mantido desde 1988. Naquele ano, Santa Catarina tinha aproximadamente 4,3 milhões de habitantes.
A discussão ganhou força porque, considerando a atual população do Estado e a proporção em relação à população brasileira, Santa Catarina teria direito a mais quatro representantes. A ampliação, no entanto, depende de mudanças na composição das bancadas e das decisões relacionadas à legislação eleitoral.
A Câmara dos Deputados chegou a aprovar uma proposta que aumentaria o número total de cadeiras de 513 para 531, mas o projeto foi vetado pelo Executivo. O Supremo Tribunal Federal prorrogou o debate sobre a nova proporcionalidade para as eleições de 2030.
Por que a escolha é importante?
A eleição para deputado federal define quem participará de decisões que envolvem temas nacionais, como saúde, segurança pública, educação, impostos, infraestrutura, orçamento e regras que afetam empresas e trabalhadores.
Para Santa Catarina, também está em jogo a capacidade de articulação da bancada para defender projetos e recursos de interesse do Estado.
Com a campanha eleitoral em andamento, conhecer as atribuições do cargo ajuda o eleitor a avaliar não apenas as propostas dos candidatos, mas também qual será o papel que eles poderão exercer caso sejam eleitos.