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De Tubarão para o Brasil: CasaPronta fecha edição marcada por conexões nacionais
Por Ligado no Sul08/06/2026 10h00
Fotos/Feira CasaPronta
Cinco dias, mais de 100 expositores, cerca de 50 mil visitantes e incontáveis conversas que podem se transformar em projetos, parcerias e negócios nos próximos meses. Assim chegou ao fim, neste domingo, dia 7, a 14ª edição da Feira CasaPronta Tubarão, realizada no Farol Shopping.
A feira mais uma vez cumpriu seu papel de aproximar empresas, profissionais e consumidores. Nos corredores, expressões como “oportunidade”, “negócios fechados” e “networking de qualidade” foram repetidas por expositores ao longo dos cinco dias de evento.
Entre os muitos exemplos que ajudam a traduzir o impacto da feira está a história da arquiteta Vanessa Morelli, de Itu, no interior de São Paulo. O que começou como uma simples visita ao Instagram durante o feriado terminou em uma viagem de mais de 800 quilômetros para conhecer de perto uma solução apresentada na CasaPronta.
Vanessa conta que viu uma publicação da feira e, em seguida, um vídeo do expositor Vandi Godoi, da Moduplast, apresentando um sistema construtivo desenvolvido com tijolos de materiais reciclados. “Eu estava em casa, pronta para aproveitar o feriado com a família, quando vi a publicação. Entrei no perfil da feira e comecei a assistir aos conteúdos. Quando vi a apresentação do processo construtivo, achei sensacional. Chamei meu marido e disse: acho que a gente vai para Tubarão”, relembra.
Sem tempo para organizar uma viagem aérea, o casal decidiu pegar a estrada. Saiu de Itu ao meio-dia e chegou a Tubarão às 23 horas. Na manhã seguinte, já estava percorrendo os corredores da CasaPronta.
Além de conhecer a solução que motivou a viagem, Vanessa aproveitou para visitar outros expositores e ampliar sua rede de contatos. “A gente está levando vários parceiros daqui para São Paulo. Conversamos com empresas, vimos soluções interessantes e já estamos avaliando aplicações em projetos que temos em andamento. Valeu muito a pena”, afirma.
Projeção nacional: projetos foram levados de Tubarão para outros lugares do país
A história do casal paulista foi apenas uma entre as centenas de conexões criadas durante a feira. Responsável pela Moduplast, Vandi Godoi classificou a edição deste ano como “espetacular”. Segundo ele, a participação na CasaPronta gerou oportunidades que ultrapassaram as fronteiras de Santa Catarina.
Além de despertar o interesse da arquiteta de Itu, a empresa também recebeu na feira um grupo vindo de Novo Hamburgo (RS) para conhecer a tecnologia apresentada. Outro contato surgiu a partir de um empreendimento que está sendo desenvolvido em Jericoacoara, no Ceará.
“Foi uma feira espetacular. Recebemos visitantes de diferentes regiões do país, fizemos contatos importantes e mostramos uma solução que despertou muito interesse. A CasaPronta nos proporcionou oportunidades que talvez demorassem meses para acontecer fora daqui”, destaca.
Resultado construído por expositores e visitantes
Para a diretora da Nossacasa Feiras e Eventos, organizadora da CasaPronta, Jaqueline Backes, o sucesso da edição é resultado direto do envolvimento de quem escolheu participar da feira.
“Cada expositor que acreditou no evento, cada visitante que passou pelos corredores, conversou, pesquisou, fez contatos e realizou negócios ajudou a construir o sucesso desta edição. A CasaPronta existe por causa dessas pessoas e é muito gratificante ver o quanto a feira continua gerando oportunidades e movimentando a economia da nossa região”, afirma.
A próxima edição de Tubarão já tem data marcada e acontecerá de 2 a 6 de junho de 2027. “Encerramos esta edição com o sentimento de dever cumprido e já com a expectativa para o próximo ano. Nosso muito obrigado a todos que fizeram parte desta história”, conclui.
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Pela primeira vez, pesca da tainha é suspensa em Santa Catarina após cota atingir limite imposto pelo governo federal
Por Ligado no Sul08/06/2026 09h30
Foto/Reprodução
Pela primeira vez na história da pesca da tainha em Santa Catarina, o Ministério da Pesca e Aquicultura determinou a suspensão da captura da espécie durante a safra. A medida entrou em vigor neste domingo, 7, após o volume de pesca atingir 90% da cota autorizada para a temporada de 2026.
A decisão afeta a modalidade de arrasto de praia, uma das mais tradicionais do litoral catarinense. Segundo o governo federal, a suspensão tem caráter preventivo e busca evitar que a quantidade de tainhas capturadas ultrapasse o limite estabelecido para este ano.
As embarcações que já estavam em atividade quando a medida foi anunciada receberam autorização para concluir as operações e desembarcar o pescado. O prazo de 24 horas termina na tarde desta segunda-feira, 8, quando os barcos deverão deixar o mar e encerrar a pesca da espécie.
A cota da temporada foi fixada em 8.168 toneladas por meio de uma portaria conjunta dos ministérios da Pesca e do Meio Ambiente. O acompanhamento do volume capturado é realizado por meio do Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha, alimentado com dados repassados pelos pescadores e empresas do setor.
Após o desembarque das últimas capturas, os pescadores poderão seguir com a pesca de outras espécies permitidas, mas a captura da tainha permanecerá suspensa até nova determinação do Ministério da Pesca.
Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Santa Catarina, a pesca artesanal da tainha é uma das tradições mais importantes do estado. A atividade mobiliza milhares de pescadores de norte a sul do litoral catarinense e movimenta a economia de dezenas de comunidades pesqueiras durante a safra.
Além da importância econômica, a temporada da tainha carrega um forte valor histórico, cultural e social, reunindo famílias e preservando técnicas de pesca transmitidas entre gerações.
A decisão impacta diretamente centenas de pescadores e comunidades pesqueiras do litoral catarinense, onde a safra da tainha representa uma importante fonte de renda para milhares de famílias.
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Adolescente de Orleans trava batalha contra doença genética rara e mobiliza campanha de arrecadação
Por Ligado no Sul08/06/2026 09h00
Foto/Redação
O que parecia ser uma cirurgia de rotina acabou se transformando em uma luta pela vida para o adolescente Mateus Carrer Della Justina, de 15 anos, morador da comunidade de Barro Vermelho, em Orleans.
No dia 17 de maio, Mateus foi diagnosticado com apendicite e precisou passar por uma cirurgia de urgência em um hospital de Criciúma. Segundo o pai, Jorge Luiz Della Justina, o procedimento ocorreu sem complicações e a expectativa era de que o filho recebesse alta poucos dias depois.
“A cirurgia foi feita no domingo e ele vinha se recuperando bem. A previsão era de alta na quarta-feira. Porém, começou a apresentar algumas complicações, com espasmos e dores musculares muito fortes no abdômen”, relatou.
Diante do agravamento do quadro, o adolescente precisou ser encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu por três dias. Após apresentar melhora, retornou ao quarto, mas novos sintomas começaram a surgir.
“Ele começou a sentir fraqueza nas pernas. Depois foi perdendo os movimentos. Primeiro nas pernas, depois no tronco e, por último, nas mãos. Quando percebemos, ele já não conseguia mais se movimentar”, contou o pai.
Segundo Jorge, em poucos dias Mateus ficou tetraplégico em decorrência da síndrome que atingiu seu sistema neurológico.
A situação se agravou ainda mais no último fim de semana de maio, quando a doença comprometeu também a musculatura responsável pela respiração.
“No dia 30 ele precisou ser intubado porque a síndrome atingiu o diafragma. Hoje a respiração dele é mecânica. Os médicos trabalham para recuperar essa musculatura e conseguir retirar a ventilação mecânica”, explicou.
Durante vários dias, médicos buscaram respostas para o que estava acontecendo com o adolescente.
Somente após uma série de exames foi identificado que Mateus sofria de Porfiria Aguda Intermitente, uma doença genética rara e considerada de difícil diagnóstico.
A tia do adolescente, Rafaela de Oliveira, explicou que a condição permaneceu silenciosa durante toda a vida do sobrinho e só se manifestou após a crise desencadeada pela apendicite.
“Os médicos explicaram que ele já tinha essa alteração genética. A doença estava ali, quietinha, e talvez nunca se manifestasse. O gatilho foi justamente a inflamação da apendicite e todo o processo que veio junto com ela”, afirmou.
Segundo Rafaela, a família sequer imaginava a existência da doença.
“Pode acontecer de outras pessoas da família terem essa alteração genética e nunca desenvolverem a doença. No caso do Mateus, ela acabou sendo desencadeada por essa situação.”
Um menino saudável e cheio de planos
Antes da internação, Mateus levava uma vida normal.
Gostava de jogar futebol, estar com os amigos e tinha uma paixão especial pela música.
Conhecido na família como o “gaiteiro”, aprendeu a tocar observando o primo e usando uma gaita que pertenceu ao avô.
“O Mateus sempre foi muito ativo. Gostava de ficar na rua, jogar bola, brincar e tocar gaita. Ele não tinha nenhuma doença, nenhuma comorbidade. Era um menino saudável”, lembra Rafaela.
Foto/Divulgação
Corrida contra o tempo
Após o diagnóstico, os médicos indicaram o uso imediato da hemina, medicamento considerado fundamental para conter a crise provocada pela doença.
O tratamento, porém, tem alto custo. Cada dose custa aproximadamente R$ 56 mil. Como foram necessárias quatro aplicações, o valor total ultrapassou R$ 230 mil.
Segundo a família, diante da urgência do quadro clínico, não era possível aguardar decisões burocráticas.
“Nós precisávamos agir rápido. Quanto antes o Mateus recebesse a medicação, menores seriam os danos causados pela doença”, explicou Rafaela.
Familiares, amigos e pessoas próximas se mobilizaram para levantar os recursos necessários e garantir a compra das quatro doses. A última aplicação foi realizada no último sábado.
Apesar de continuar internado na UTI e depender de ventilação mecânica, Mateus já apresenta pequenos sinais de evolução.
Segundo a família, ele voltou a movimentar os pés e as mãos, algo que traz esperança para os próximos passos do tratamento.
“É uma pequena evolução, mas para nós significa muito. Agora começa uma nova etapa, que será a reabilitação”, disse Jorge.
A expectativa é de que a recuperação seja lenta.
A família conversou com outros pacientes diagnosticados com a mesma doença. Um deles, morador de São Paulo, ficou 83 dias internado, sendo 35 deles na UTI, e levou cerca de um ano e meio para recuperar totalmente os movimentos.
“Os médicos explicaram que a doença chegou muito rápido. Em poucos dias ele perdeu os movimentos. Já a recuperação acontece de forma muito mais lenta. Pode levar semanas, meses ou até anos”, relatou Rafaela.
A mobilização rapidamente ganhou força. Em poucas horas, a campanha já havia arrecadado mais de R$ 120 mil. Atualmente, o valor ultrapassa R$ 180 mil, mas com os descontos do site, o valor disponível para a retirada é de aproximadamente R$164 mil reais, mas a família ainda precisa de ajuda para cobrir os custos já assumidos e as despesas futuras com reabilitação e fisioterapia.
“Quem não puder ajudar financeiramente pode ajudar divulgando. Compartilhe a campanha, envie para amigos e grupos. Toda ajuda faz diferença”, pede Rafaela.
Jorge também fez questão de agradecer às equipes médicas que acompanham o filho.
“Quero agradecer aos médicos da Unimed, que não mediram esforços para descobrir o que estava causando essa síndrome. É uma doença rara e difícil de diagnosticar. Também agradeço a todos que estão ajudando, rezando e torcendo pelo Mateus. Acreditamos que o momento mais difícil está passando e que agora estamos no caminho da recuperação.”
As doações podem ser realizadas por meio da chave Pix [email protected]. A família também pede que a comunidade mantenha Mateus em suas orações durante este processo de recuperação.
Confira entrevista completa
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Homem tenta fugir durante cumprimento de mandado de prisão e acaba detido em Braço do Norte
Por Ligado no Sul08/06/2026 08h30
Foto/PMSC
Um homem de 36 anos foi preso na manhã deste domingo, 7, após tentar fugir durante o cumprimento de um mandado de prisão no bairro Vila Nova, em Braço do Norte.
Segundo a Polícia Militar, a ordem judicial estava relacionada ao crime de abandono material, que ocorre quando uma pessoa deixa de prestar assistência financeira a quem tem esse direito, como em casos de pensão alimentícia.
Com informações sobre o paradeiro do suspeito, policiais militares iniciaram buscas com apoio da Agência de Inteligência do 35º Batalhão de Polícia Militar.
Ao perceber a chegada das guarnições, o homem tentou escapar correndo para uma área de mata próxima. Os policiais realizaram um cerco na região e conseguiram localizá-lo pouco tempo depois.
Após a abordagem, ele foi informado sobre o mandado de prisão, recebeu voz de prisão e foi encaminhado à unidade prisional para os procedimentos legais.