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Jorge Koch avalia resultado nas urnas, critica rumos do MDB e fala sobre futuro político

Ex-prefeito de Orleans recebeu 25.208 votos na disputa pela Alesc

Por Ligado no Sul07/10/2026 10h00
Foto/Arquivo – Redação

O ex-prefeito de Orleans e ex-delegado Jorge Koch (MDB) avaliou, na manhã desta quarta-feira (7), o resultado das eleições e falou sobre o futuro político após ficar na suplência para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Em entrevista ao Jornal da Guarujá, ele também fez críticas ao próprio partido e apontou a força das redes sociais e da polarização política como fatores que influenciaram a votação deste ano.

Koch recebeu 25.208 votos, o equivalente a 0,59% dos votos válidos, e terminou como suplente do MDB na disputa por uma cadeira na Assembleia. O resultado ficou abaixo da expectativa do ex-prefeito, que projetava alcançar entre 35 mil e 37 mil votos.

“Na verdade, eu esperava um pouco mais de votos para chegar aos meus 35, 37 mil votos. Mas eu entendi o resultado das eleições. Coração manda. Eu trabalhei muito. Foi um ano e meio de campanha”, afirmou.

Segundo Koch, durante a campanha foram percorridos mais de 100 municípios e aproximadamente 60 mil quilômetros. Entre as principais bandeiras apresentadas estavam o combate ao feminicídio, o municipalismo e a regionalização dos investimentos públicos.

“A minha parte eu fiz, agora vai caber ao eleitor. O eleitor tem a vontade dele. Sem constrangimento, cabeça erguida, vida que segue”, declarou.

“O MDB precisa se renovar”

Koch analisou a situação do MDB. Para ele, a falta de uma posição política mais definida prejudicou a legenda diante da polarização observada nesta eleição.

“O MDB foi um partido de 60 anos, um partido de lideranças velhas, um partido de lideranças que não sabem o que querem. Aquele que está no meio, aquele que não encanta, não vai mais a lugar nenhum”, afirmou.

Koch disse que já conversou com integrantes do partido eleitos para a próxima legislatura e defendeu um processo de renovação a partir de 2027.

“A única maneira que nós temos agora é tentar renovar, rejuvenescer o MDB. No ano que vem, vamos tentar fazer um seminário e ver o que vai ser do MDB”, disse.

O ex-prefeito também relacionou o desempenho eleitoral à força conquistada pelo PL em Santa Catarina. Na avaliação dele, a identificação partidária e ideológica levou parte dos eleitores a optar por votar em candidatos de uma mesma legenda, inclusive em detrimento de nomes conhecidos regionalmente.

Apesar das críticas, Koch afirmou que não pretende procurar culpados pelo resultado.

“Não adianta chorar, não adianta achar culpado. O povo quis e assim foi. Desejo a todos aqueles que se elegeram que façam aquilo que pregaram. Eu também sou catarinense e espero que façamos um bom governo nesses quatro anos”, declarou.

Redes sociais entram no radar

Outro ponto destacado por Koch foi a mudança na maneira de fazer campanha eleitoral. Depois de uma trajetória marcada pelo contato direto com os eleitores, ele reconheceu que pretende dedicar mais atenção às redes sociais.

“Eu ainda fiz política do tête-à-tête, pé a pé, mão a mão, cumprimento a cumprimento. Fiz 25 mil votos. Entendo que a rede social é a arma do momento”, afirmou.

Segundo o ex-prefeito, sua campanha alcançou aproximadamente 3,3 milhões de visualizações nas redes sociais no período final da disputa, mas o desempenho de candidatos com forte presença digital mostrou que esse trabalho precisa ser permanente.

“Se eu quiser melhorar o meu resultado, eu tenho que acompanhar o momento político, que é internet, like, curtida. É isso que a gente tem que fazer”, avaliou.

E 2028?

Questionado sobre a possibilidade de voltar a disputar uma eleição, especialmente com o pleito municipal de 2028, Koch evitou antecipar uma candidatura.

Aos 69 anos e depois de dois mandatos consecutivos como prefeito de Orleans, afirmou que a prioridade agora será descansar e aproveitar mais tempo com a família.

“Primeiro momento é descansar, descansar muito. Janeiro e fevereiro, dormir, passear. Vou curtir, vou fazer cruzeiro e aí a eleição vai chegar em 2028”, disse.

Koch sinalizou, porém, que pretende continuar participando da política, principalmente na formação de novos nomes em Orleans.

“O Jorge com certeza vai dar oportunidade para novas lideranças se formarem. Eu quero ser formador de lideranças aqui em Orleans para que elas possam continuar, porque a minha parte eu fiz”, afirmou.

No encerramento da entrevista, Koch também declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A manifestação representa a posição pessoal do ex-prefeito e ocorre enquanto partidos e lideranças políticas definem seus posicionamentos para a etapa final da disputa.

Confira a entrevista completa

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