Justiça rejeita ação contra Ulisses Gabriel, que desabafa: “Fomos perseguidos e ameaçados”
Deputado estadual eleito pelo PL foi acusado de usar a repercussão do caso Orelha para promoção pessoal; Ministério Público informou que pretende recorrer da decisão
A Justiça de Santa Catarina rejeitou, nesta quinta-feira, dia 29 de outubro, a ação por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) contra o ex-delegado-geral da Polícia Civil e deputado estadual eleito Ulisses Gabriel (PL). A acusação era de que ele teria utilizado a repercussão da investigação sobre a morte do cão Orelha para promover sua imagem pessoal e obter vantagens políticas.
A decisão foi assinada pela juíza Luciana Pelisser Gottardi Trentini, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Florianópolis. A magistrada concluiu que não foram apresentadas provas suficientes de que Ulisses tenha utilizado o cargo ou recursos públicos para promoção pessoal.
Na sentença, a juíza destacou que, durante entrevistas e coletivas de imprensa, Ulisses mencionou o trabalho da Polícia Civil e dos delegados responsáveis pela investigação, sem atribuir os resultados a si mesmo.
O Ministério Público havia solicitado a condenação do ex-delegado e a aplicação de sanções que poderiam chegar a aproximadamente R$ 795 mil, incluindo indenização por danos morais coletivos.
Após a divulgação da sentença, Ulisses Gabriel publicou uma manifestação nas redes sociais, na qual relatou as dificuldades enfrentadas por ele e pela família durante os últimos oito meses.
“Sofri 8 meses junto com a minha família. Fomos perseguidos e ameaçados. Fui acusado de omissão, mas também de abuso; acusado de ser amigo de familiar/advogado, mas também de ter sido muito firme; acusado de adoção eleitoreira, mas também de maus-tratos e abandono. Segui em frente”, declarou.
O deputado eleito também afirmou que não participou diretamente da investigação sobre a morte do animal, mas atuou como porta-voz da Polícia Civil durante o caso.
Apesar da decisão favorável a Ulisses Gabriel, o processo ainda não está encerrado. O Ministério Público de Santa Catarina informou que pretende recorrer ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
