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Vanesa Bagio Mente em Foco
Psicóloga, empreendedora e especialista em saúde mental.
Vanesa Bagio é uma psicóloga apaixonada por desenvolvimento humano, dedicando sua carreira através de orientações para o autodesenvolvimento, auxiliando pessoas a descobrirem seu potencial e encontrar o equilíbrio emocional, com ampla experiência em atendimentos individualizado, familiares e casais, presencial e online, vêm transformado a vida de pessoas no Brasil e também no exterior.
Com formação em psicologia e especialização em diversas áreas, suas abordagens psicoterapêuticas combinam com técnicas, métodos criativos e dinâmicas psicológicas inovadoras, promovendo principalmente o controle da ansiedade.
Além de seu trabalho clínico, Vanesa possui mais de 10 anos de vivência na área de Recursos Humanos, o que lhe confere conhecimento sobre diversos aspectos relacionados ao mundo corporativo, atuando nas empresas em Recrutamento e Seleção, palestras, workshops e conteúdo educacional. Seu objetivo é capacitar as pessoas para superar desafios emocionais, promover a inteligência emocional, relacionamentos saudáveis e alcançar uma vida significativa.
Muito ativa na sociedade, além das especialidades, também é Practitioner em Programação Neurolinguística – PNL
Substituindo o vínculo real: o que os BEBÊS REBORN revelam sobre a SOLIDÃO EMOCIONAL?
Por Vanesa Bagio21/05/2025 15h00
Foto/Freepik
A saúde mental está cada vez mais em pauta, um fenômeno chama a atenção de psicólogos e profissionais da saúde: o crescente apego de adultos aos chamados bebês reborn — bonecos hiper-realistas que imitam bebês humanos em detalhes admiráveis.
Se por um lado esses bonecos podem ser utilizados com finalidades terapêuticas ou até artísticas, por outro, o vínculo emocional intenso que algumas pessoas estabelecem com eles levanta um alerta importante: o quanto estamos substituindo vínculos reais por relações simbólicas para lidar com a solidão emocional?
Os bebês reborn surgiram como itens de colecionadores, mas hoje são adquiridos por pessoas em busca de conforto emocional. Em redes sociais, é possível ver vídeos de adultos cuidando desses bonecos como se fossem filhos — alimentando, trocando fraldas, colocando para dormir e até levando ao médico.
Enquanto muitos compram um reborn por afeto ou estética, há casos em que o apego excessivo está ligado a perdas não elaboradas, solidão crônica, depressão ou traumas afetivos. Em algumas situações, o reborn é uma forma inconsciente de “preencher” uma ausência — seja a de um filho, um relacionamento, ou até a de si mesmo.
Como psicóloga, tenho observado que o uso desses bonecos pode ser um sintoma de um sofrimento mais profundo que precisa ser acolhido e compreendido. Eles oferecem uma ilusão de vínculo e de controle: um bebê que não chora, que nunca cresce e que não rejeita. Mas também não devolve afeto real.
O papel da psicologia não é julgar, mas entender o que esse comportamento revela. Se um adulto encontra conforto em um reborn de forma saudável, sem prejuízos à vida social, afetiva e funcional, isso pode ser visto como um recurso simbólico. No entanto, quando a relação com o reborn substitui laços reais e compromete o bem-estar, é necessário buscar ajuda.
Fique atento se:
O contato com o bebê reborn se torna mais importante que relações humanas.
Você evita interações sociais para ficar com o boneco.
Sente angústia ou pânico ao se separar dele.
Usa o reborn para fugir de dores emocionais que não foram elaboradas (como perdas, traumas ou carências).
Percebe que está negligenciando a si mesmo em função dos cuidados com o boneco.
Dicas para lidar com a solidão emocional
Reconheça seus sentimentos: a solidão é um sinal de que precisamos de conexão.
Procure vínculos reais: reative laços antigos ou invista em novos, mesmo que de forma gradual.
Invista em psicoterapia: o psicólogo pode ajudar a elaborar traumas e redescobrir sua potência emocional.
Cuidado com o isolamento: o apego exagerado a vínculos simbólicos pode afastar do mundo real.
Os bebês reborn não são o problema em si. Eles apenas revelam o quanto, como sociedade, temos adoecido silenciosamente por falta de escuta, afeto e vínculos humanos significativos. Cuidar de um boneco pode aliviar a dor momentânea, mas não substitui o poder de um abraço real, de uma conversa profunda ou de uma presença amorosa.
Se você se identificou com esse tema, não hesite em procurar ajuda psicológica. Cuidar da sua saúde emocional é o passo mais verdadeiro rumo à sua evolução de autoconhecimento.
Fique bem!
Siga @vanesabagio.psi para buscar mais informações e lembre-se: “Sua saúde mental importa tanto quanto qualquer outra área da sua vida.”
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Sempre correndo, nunca chegando: a ilusão da urgência contínua. Por Vanesa Bagio
Por Vanesa Bagio15/05/2025 15h00
Foto/Freepik.com
A cena se repete todos os dias: despertador tocando cedo, café apressado, agenda cheia, correria no trânsito, tarefas acumuladas, notificações no celular que não param. No fim do dia, a sensação é uma só: “Fiz tanto, mas parece que não fiz nada”.
Esse sentimento frequente de insuficiência está longe de ser um problema individual. Trata-se de um fenômeno contemporâneo cada vez mais estudado: a ilusão da urgência contínua.
Esse senso de urgência, quando bem dosado, é saudável. Ele nos ajuda a reagir com foco e agilidade diante de situações críticas. Mas viver nesse modo o tempo todo tem consequências perigosas. Quando tudo é urgente, nada é prioridade. O corpo e a mente entram num estado de alerta constante, como se estivéssemos o tempo todo diante de uma ameaça invisível.
Na prática, isso significa que o organismo ativa o chamado sistema nervoso simpático, responsável pelas reações de luta ou fuga. Essa ativação contínua pode levar a um quadro de estresse crônico, gerando sintomas como ansiedade, irritabilidade, insônia, problemas digestivos e até dificuldade de memória e concentração.
Podemos reconhecer esse padrão comportamental como síndrome da pressa, ou seja, quando a pessoa sente urgência constante, mesmo sem necessidade real. Está no hábito de falar rápido, não olhar para as pessoas durante uma conversa, se irritar com filas, checar o celular o tempo todo, realizar várias tarefas ao mesmo tempo e sentir culpa ao descansar.
Por trás dessa urgência crônica, muitas vezes existe uma necessidade de validação externa. Ou seja, o indivíduo busca se sentir útil, produtivo e reconhecido o tempo todo, como se sua autoestima estivesse diretamente ligada ao quanto ele faz — e não ao que ele é.
A boa notícia é que é possível sair desse ciclo. O primeiro passo é tomar consciência do ritmo de vida atual e avaliar o que realmente tem valor. Desacelerar não é sinônimo de fracasso. Ao contrário, é um movimento de inteligência emocional e coragem, especialmente em uma cultura que glorifica o excesso de produtividade.
Sugiro incluir pequenas pausas ao longo do dia, aprender a dizer “não” sem culpa e criar momentos de silêncio e reflexão. “Muitos pacientes relatam que, ao desacelerar, percebem que estavam correndo por medo de não serem bons o bastante, e não por um propósito real.
Refita sobre: “A pergunta que devemos fazer não é ‘o que falta fazer?’, mas sim ‘para onde estou indo com tanta pressa?’”
Fique bem!
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Sono perdido é vida perdida e ninguém vai te avisar isso a tempo. Por Vanesa Bagio
Por Vanesa Bagio07/05/2025 15h00
Foto: Banco de Imagens -Freepik
Por trás de olhos cansados, da irritação matinal e da dificuldade de concentração, existe algo muito mais sério acontecendo: o seu cérebro está colapsando, em silêncio. E ninguém vai te dizer isso com a urgência que deveria.
O sono não é luxo. Não é um “extra” para quem tem tempo. É uma função vital, como respirar. Quando dormimos, o cérebro recalibra sinapses, remove detritos metabólicos e alinha os ritmos que mantêm todo o nosso organismo em equilíbrio. É nesse período que consolidamos memórias, regulamos emoções, e damos ao corpo a chance de se regenerar.
Agora pense comigo: o que acontece quando decidimos, dia após dia, cortar esse processo pela metade? Quando trocamos o descanso por mais uma tarefa, mais uma série, mais uma rolagem infinita no celular?
Acontece é que colocamos o corpo em modo de alerta crônico. A sobrecarga se instala. E os sinais não demoram a aparecer: ansiedade, alterações de humor, queda de produtividade, dificuldade de tomar decisões, imunidade baixa, ganho de peso… e em longo prazo? Pressão alta, doenças neurodegenerativas, burnout, depressão. E sim, menor expectativa de vida.
Como psicóloga, vejo todos os dias os efeitos silenciosos da privação de sono na saúde mental e emocional das pessoas. Muitos chegam ao consultório exaustos, mas sem perceber que boa parte do sofrimento tem uma raiz simples e negligenciada: a falta de descanso profundo e reparador.
Vivemos numa cultura que glorifica o “estar ocupado”. Que romantiza virar noites, como se dormir fosse perder tempo. Mas aqui vai um alerta que você precisa ouvir: dormir é o que te mantém vivo e saudável.
Você pode ter metas, sonhos e planos. Mas se você não dorme, nada disso vai importar. Porque o seu corpo e sua mente vão começar a falhar. E talvez, quando você perceber, já tenha perdido demais: saúde, tempo, energia, conexões.
Dicas práticas para dormir melhor e viver mais
Crie um ritual noturno simples e sagrado: reduza as luzes, desconecte-se do celular e escolha um hábito que sinalize ao corpo que é hora de desligar: leitura leve, banho morno, chá calmante.
Desligue telas 1 hora antes de dormir: luz azul do celular e do computador engana o cérebro, inibindo a melatonina (hormônio do sono). Quanto mais tempo online à noite, mais tempo acordado você fica — e mais cansado acorda.
Durma e acorde no mesmo horário, sim, inclusive no fim de semana: essa consistência regula o relógio biológico. Seu corpo entende o ritmo, e o sono se torna mais profundo e restaurador.
Evite cafeína e estimulantes após as 15h: mesmo que você “não sinta”, a cafeína continua agindo no seu sistema nervoso. Troque o café da tarde por chá, água, sucos calmantes.
Dê atenção à sua respiração: antes de dormir, faça 3 minutos de respiração lenta e profunda. Isso reduz a frequência cardíaca e sinaliza ao corpo que é hora de relaxar. Sabia?
Não leve preocupações para a cama: a mente não pode estar acelerada, anote em um papel tudo o que está te incomodando. Essa “descarga” ajuda a acalmar o sistema nervoso e previne insônia por ruminação mental.
Evite bebida alcoólica como “remédio para dormir”: o descanso se torna superficial e fragmentado — e você acorda ainda mais exausto.
Sono perdido é vida perdida. E ninguém vai te avisar isso a tempo. Por isso, estou avisando agora.
Pare de normalizar o cansaço. O mundo pode esperar algumas horas. Seu cérebro, não.
Fique bem!
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Nem tudo que é rápido é inteligente: o perigo da geração CTRL+C. Por Vanesa Bagio
Por Vanesa Bagio02/05/2025 15h00
Foto/Banco de imagens Freepik
Vivemos uma era onde o pensamento ágil é valorizado, mas nem sempre compreendido em sua profundidade. Como psicóloga, observo com preocupação o crescimento de um comportamento cada vez mais comum: o consumo rápido e sem interpretação de informações, ideias e soluções emocionais. É o que chamo de “efeito Ctrl+C” — uma mentalidade que copia o conteúdo alheio, sem o devido processo de reflexão ou elaboração pessoal.
Essa pressa em obter respostas prontas tem custado caro à saúde mental. Estamos formando indivíduos cada vez mais reativos, com baixa tolerância à dúvida e pouca capacidade de sustentar uma opinião própria. A inteligência, no entanto, não se limita à memorização de dados ou à repetição do que já foi dito. Ela se revela na capacidade de pensar com profundidade, questionar, elaborar emoções e produzir sentido a partir da experiência vivida.
A geração ao qual chamo de “efeito Ctrl+C” corre o risco de se tornar funcionalmente inteligente, mas emocionalmente empobrecida. Porque inteligência verdadeira exige tempo, presença e autoria. E isso não se copia — se constrói.
A inteligência artificial pode e deve ser uma aliada. Mas nunca uma substituta da criatividade humana, da escuta interna, da ética e da sensibilidade. Caso contrário, corremos o risco de trocar autenticidade por velocidade. E nesse jogo, o preço é alto: perdemos não só o pensamento próprio, mas a conexão com o que nos torna humanos.
Nesse contexto, as leituras saudáveis e bem escolhidas se tornam um verdadeiro ato de resistência. Livros que promovem reflexão, que estimulam o autoconhecimento e a empatia, são poderosos aliados na construção da inteligência emocional. Ao ler, ativamos áreas do cérebro que nos conectam com sentimentos, com a perspectiva do outro e com nossa própria história. Diferente do consumo superficial de conteúdos rápidos, a leitura profunda nos ensina a pausar, refletir e integrar experiências — habilidades essenciais para lidar com as emoções de forma madura e consciente.
Em tempos de algoritmos rápidos e respostas automáticas, é urgente lembrar: a inteligência artificial pode até acelerar processos, mas é a inteligência emocional que sustenta relações, escolhas e propósito. O equilíbrio entre as duas é o que define não apenas um profissional preparado, mas um ser humano consciente de si e do mundo.
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