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BLOG

Vanesa Bagio
Mente em Foco

Psicóloga, empreendedora e especialista em saúde mental.

Vanesa Bagio é uma psicóloga apaixonada por desenvolvimento humano, dedicando sua carreira através de orientações para o autodesenvolvimento, auxiliando pessoas a descobrirem seu potencial e encontrar o equilíbrio emocional, com ampla experiência em atendimentos individualizado, familiares e casais, presencial e online, vêm transformado a vida de pessoas no Brasil e também no exterior.


Com formação em psicologia e especialização em diversas áreas, suas abordagens psicoterapêuticas combinam com técnicas, métodos criativos e dinâmicas psicológicas inovadoras, promovendo principalmente o controle da ansiedade.

Além de seu trabalho clínico, Vanesa possui mais de 10 anos de vivência na área de Recursos Humanos, o que lhe confere conhecimento sobre diversos aspectos relacionados ao mundo corporativo, atuando nas empresas em Recrutamento e Seleção, palestras, workshops e conteúdo educacional. Seu objetivo é capacitar as pessoas para superar desafios emocionais, promover a inteligência emocional, relacionamentos saudáveis e alcançar uma vida significativa.

Muito ativa na sociedade, além das especialidades, também é Practitioner em Programação Neurolinguística – PNL

O filtro da perfeição está adoecendo uma geração: quantas versões você criou para caber nas expectativas? Por Vanesa Bagio

Por Vanesa Bagio26/06/2025 15h00
Imagem/ IA

Hoje, quase ninguém acorda e mostra a cara lavada da vida. Antes mesmo do café, muita gente já aplicou um filtro no rosto, outras vezes no comportamento. A busca pelo ângulo perfeito, pela luz certa, pela legenda impactante, essa é a rotina real de muitas pessoas doentes emocionalmente.

Vivemos em uma era em que a autoimagem virou performance, onde a espontaneidade, a essência humana foi engavetada. A cada filtro aplicado, muitas vezes, é uma camada de insegurança que está sendo escondida. E o mais perigoso: isso parece normal, mas não é.

Por trás de sorrisos congelados e peles sem poros, há: autoexigência extrema, medo de rejeição, ansiedade social, autocrítica exagerada.

Nos tornamos produtores da nossa imagem e esquecemos de viver a nossa essência. A cada versão que você cria para caber em uma expectativa, se afasta completamente de si.

E essa distância está cobrando um preço: esgotamento emocional, comparação tóxica, autoestima frágil e aquela sensação constante de “não sou o suficiente”, mesmo quando tudo parece estar indo bem.

A boa notícia é podemos reverter isso, com uma cura chamada: mundo real.

Para desenvolver autoaceitação e presença real você precisa praticar: poste algo real. Um pensamento, uma foto sem edição, um momento comum. Deixe que as pessoas vejam sua humanidade. Perceba como fala consigo. A autocrítica precisa ceder espaço à autocompaixão. Faça pausas conscientes das redes. Vá viver. De verdade. Sua história é única. Sua jornada tem beleza mesmo nos tropeços.

Você não precisa performar perfeição para ser amado(a). Você não precisa editar sua essência para ser aceito(a).

A geração mais conectada da história também é uma das mais solitárias e ansiosas. E talvez isso esteja ligado a essa mania de só mostrar o que é bonito, leve e vendável.

Vamos respirar juntos? Voltar para dentro? Trocar o filtro pela verdade? A versão mais bonita de você viver o agora a vida verdadeira.

Fique bem!

 

Siga @vanesabagio.psi para buscar mais informações e lembre-se: “Sua saúde mental importa tanto quanto qualquer outra área da sua vida.”

 

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Fugir de si virou um hábito: como o celular se tornou um anestésico emocional. Por Vanesa Bagio

Por Vanesa Bagio18/06/2025 13h00
Foto/Freepik

O uso excessivo da tecnologia tem revelado algo mais profundo: a dificuldade de lidar com as próprias emoções e o mais grave: o celular se tornou uma fuga silenciosa do mundo interior.

Agora lhe convido a olhar ao seu redor. Você já percebeu como, ao menor sinal de desconforto, estresse ou tédio, muitas pessoas recorrem imediatamente ao celular?

Esse gesto aparentemente inofensivo pode estar escondendo um padrão emocional mais delicado: o hábito de fugir de si mesmo. A cada rolagem no feed, a cada vídeo assistido sem atenção, vamos anestesiando sentimentos que não conseguimos ou não queremos enfrentar. Chamo de fuga emocional.

Nos atendimentos clínicos e nas observações do cotidiano, é cada vez mais comum ver a tecnologia sendo usada como um “analgésico emocional”. Em vez de nos conectarmos com o que realmente estamos sentindo, buscamos distrações rápidas para silenciar o incômodo interior.

Tristeza, frustração, ansiedade, solidão, sentimentos naturais da experiência humana. Mas que, na falta de espaço para serem acolhidos, acabam sendo abafados por estímulos constantes. O resultado? Uma geração que sabe muito sobre o mundo, mas pouco sobre si mesma.

O uso do celular em si não é o problema. A tecnologia é uma ferramenta valiosa, desde que usada com consciência. O perigo está em usá-la como válvula de escape constante, substituindo o enfrentamento emocional por um clique.

Fugir de si tem um custo silencioso: a desconexão com a própria identidade. Perdemos a oportunidade de escutar o que nosso corpo, nossa mente e nosso coração querem nos dizer. E quando não ouvimos, os sintomas aparecem: insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração e até quadros mais graves de ansiedade ou depressão.

Lhe convido a ficar consigo mesmo, sem distrações, sem telas, sem fuga. No começo pode gerar desconforto, mas com o tempo se transforma em força. É nesse espaço silencioso que nasce o autoconhecimento, a clareza e a verdadeira liberdade emocional.

Desconectar para reconectar não é sobre excluir a tecnologia da vida, mas sobre retomar o protagonismo sobre ela. Aprender a fazer pausas conscientes. Respirar antes de abrir um aplicativo. Se permitir sentir, sem julgamento, aquilo que vem à tona.

Afinal, liberdade emocional é poder estar com você mesmo, sem precisar fugir.

 Fique bem!

 

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O herói exausto: a construção masculina que sabota a saúde emocional. Por Vanesa Bagio

Por Vanesa Bagio04/06/2025 15h00

Sabe aquele homem que parece dar conta de tudo? Trabalha demais, não reclama, tá sempre “resolvendo” tudo, não chora, não fala do que sente… Pois é, ele pode estar no limite e quase ninguém, ao seu redor, percebe.

Essa ideia de que o homem tem que ser forte o tempo todo está destruindo muitos por dentro. Na clínica, tenho visto de perto como esse papel de “super-herói” tem um custo alto e muitas vezes, esse custo é a própria saúde mental.

Desde pequenos, muitos meninos aprendem que sentir ou ter emoções é errado. Que homem de verdade não chora. Que tem que ser durão, forte, o provedor, o cara que aguenta tudo calado. E aí a vida passa, e esse mesmo menino vira um adulto que: trabalha até a exaustão, usa o sexo, o álcool ou a comida como válvula de escape, se irrita fácil e explode por qualquer coisa, e muitas vezes, não entende o que está sentindo, só sente que tá “desligando” por dentro.

Essa é a depressão oculta. Aquela que não aparece com tristeza, mas com raiva, excesso de trabalho, vícios ou isolamento. E o pior? Quase ninguém chama isso de depressão, sabe o motivo? Ele está na ativa, trabalhando, dando conta do que acredita ser o certo. Mas por dentro, esse ele está pedindo socorro.

Esse modelo de “homem que aguenta tudo” é aplaudido. Nas famílias, no trabalho, nas amizades. A gente romantiza esse tipo de homem, que nunca falta, que resolve tudo, que não desaba. Só que esse ser humano está adoecendo.

E o pior: ele acha que pedir ajuda é sinal de fraqueza. Que ir na psicoterapia é “coisa de quem não tem o que fazer”. Resultado? Vai empurrando com a ‘barriga’ até não aguentar mais.

Como psicóloga, meu trabalho é ajudar esses homens a entender que sentir não é fraqueza. Que sentir medo, insegurança, tristeza é humano. Que não existe saúde mental sem espaço pra emoção. Que pedir ajuda é, na verdade, um baita ato de coragem.

Muitos desses homens só aprendem a colocar pra fora na psicoterapia. E quando colocam, é como se tirassem uma armadura de toneladas.

Por isso é hora de parar de exigir dos homens esse papel de herói. Eles não precisam salvar o mundo. Precisam se permitir ser reais. Se você é homem e se identificou com isso: sua dor é válida. Você não precisa dar conta de tudo sozinho. Se você convive com um homem assim: escute, incentive, acolha. Às vezes, a frase “oi, estou aqui se quiser conversar” já abre uma porta importante. Olhe para o lado e seja essa pessoa.

Seja homem” — diziam. Mas ninguém avisou que, para isso, era preciso primeiro aprender a ser humano.

Fique bem!

 

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A pressa adoece: o corpo não acompanha a cultura da correria. Por Vanesa Bagio

Por Vanesa Bagio29/05/2025 15h00

Vivemos na era do “fazer mais em menos tempo”. Reuniões em sequência, metas inatingíveis, notificações sem fim. Ser ocupado virou símbolo de status.

Descansar? Só se for com culpa. E, nesse ritmo frenético, o corpo começa a cobrar a conta. Chega ao final do dia e a cobrança parece: ‘Parece que hoje eu não fiz’, na verdade fez tudo, mas quando a mente não descansa, essa é a sensação: de vazio emocional ou de satisfação.

Insônia, enxaquecas, gastrites, dores musculares inexplicáveis, taquicardia são sintomas que surgem silenciosamente, como se sussurrassem um alerta: “Algo dentro de você está pedindo pausa”. Mas, ignoramos. Tomamos um remédio, seguimos adiante. E o sussurro vira grito.

A cultura da correria nos ensinou a performar, não a sentir. A ser forte o tempo todo, mesmo quando estamos à beira do colapso. Falar que está cansado virou sinônimo de fraqueza. Mas a verdade é que não fomos feitos para operar no modo emergência todos os dias. Nosso sistema nervoso precisa de pausas. Nossas emoções, de espaço para existir. Nossa mente, de silêncio para se reorganizar.

A pressa adoece porque nos desconecta de nós mesmos. E um corpo desconectado da alma não encontra equilíbrio. A psicossomática — ciência que estuda como as emoções impactam diretamente a saúde física — comprova: o que não é expresso emocionalmente, será impresso fisicamente.

Recomendo algumas práticas para desacelerar e ouvir o próprio corpo:

  • Pratique micro-pausas diárias: 2 a 5 minutos entre uma tarefa e outra. Feche os olhos, respire profundamente e traga sua atenção para o corpo.
  • Desconecte-se para se reconectar: reduza o consumo de informações. Silenciar o celular por 30 minutos por dia é um ato de autocuidado.
  • Nomeie suas emoções: ao invés de dizer “estou estressado”, experimente identificar o que sente: angústia, sobrecarga, tristeza, irritação? Nomear é o primeiro passo para transformar.
  • Respeite seus limites físicos e mentais: fadiga constante, dor de cabeça, olhos trêmulos ou insônia recorrente não são “normais”. São sinais. Procure ajuda antes de colapsar.
  • Crie rituais de desaceleração: um banho mais longo, uma caminhada ao ar livre, uma música calma antes de dormir. Pequenos hábitos criam grandes mudanças no estado emocional.
  • Consulte um psicólogo: falar sobre o que se sente com um profissional é um ato de coragem e prevenção. Saúde emocional também é saúde.

A cura não está em produzir mais, mas em se escutar melhor. Está em desacelerar, respirar fundo e se perguntar: Como eu realmente estou? O que meu corpo está tentando me dizer? Porque, no fim, o maior sinal de força não é aguentar tudo calado — é ter coragem de parar, sentir e se cuidar.

Fique bem!

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