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Capacitar para Mudar: novas vagas abertas em cursos gratuitos em Siderópolis

Por Ligado no Sul25/05/2026 13h00
Foto/Instituto Mix

O programa gratuito Capacitar para Mudar do Governo de Siderópolis abriu 26 vagas para os cursos de administração, de tecnologia e informática e de auxiliar veterinário. 

O projeto está atualmente com 124 alunos ativos. Conforme o gestor do Instituto Mix de Siderópolis, Matheus Oliveira de Bem, da empresa vencedora da licitação, as vagas foram reabertas em razão do registro de faltas e desistências.

Na área da administração, os módulos disponíveis são: contabilidade e escrita fiscal. Já na tecnologia e informática são mais de 30 opções.

No curso de auxiliar veterinário, os alunos adquirem conhecimentos voltados às técnicas e aos cuidados com animais de grande porte, além de noções de apoio em pequenas cirurgias. A formação tem como objetivo preparar profissionais para atuar no suporte ao médico-veterinário em diferentes atividades da rotina clínica.

O prefeito de Siderópolis, Franqui Salvaro, destacou que, nesta edição, o município pretende ampliar ainda mais o alcance do projeto. “É uma oportunidade que estamos oferecendo para a nossa população, especialmente para quem deseja se qualificar e conquistar uma melhor qualidade de vida”, afirmou.

Os interessados em participar devem realizar o pré-cadastro por meio do formulário disponível no link clicando aqui. As aulas são presenciais e acontecem semanalmente.

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SC tem adesão baixa à vacina da gripe e 137 municípios ficam abaixo da meta

Por Ligado no Sul25/05/2026 12h00
Foto meramente ilustrativa

Há apenas poucos dias do fim da campanha de vacinação contra a gripe, o cenário em Santa Catarina ainda é de baixa adesão. Apenas um município conseguiu ultrapassar a meta entre os grupos prioritários: São Miguel da Boa Vista, no Extremo Oeste, que superou 93% de cobertura vacinal da população-alvo. Em contrapartida, 137 municípios seguem com índices abaixo de 40%, o que acende um alerta para a Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Apesar das dificuldades na imunização, Santa Catarina mantém desempenho superior à média nacional, que está em 35%. A campanha termina no próximo domingo, dia 31, e a preocupação principal é acelerar a vacinação nos últimos dias.

“Reforçamos o pedido para que os municípios façam a busca ativa do público prioritário. Mesmo com o encerramento da campanha, é fundamental que a população continue procurando a vacina. Seguimos mobilizados para que os índices cresçam em todo o estado”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.

Com a queda das temperaturas e o aumento da circulação de vírus respiratórios, a SES reforça a importância da imunização como principal forma de prevenção contra casos graves da doença. Uma nova remessa com 328 mil doses será distribuída às regiões de saúde nesta semana, ampliando o total recebido pelo estado para mais de 2 milhões de doses.

“Estamos entrando na fase final da campanha de vacinação contra a influenza e, infelizmente, as coberturas estão muito baixas. É importante reforçar que os grupos prioritários se vacinem o quanto antes. Temos observado um aumento dos casos de influenza no estado, além de hospitalizações e óbitos de crianças e idosos. A vacina é fundamental para reduzir os casos graves. Quanto antes as pessoas se vacinarem, mais cedo estarão protegidas”, destacou João Augusto Fuck, diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE).

Até o momento, menos de 40% do público prioritário foi imunizado em Santa Catarina. O grupo inclui idosos, gestantes, crianças pequenas, pessoas com comorbidades e outros perfis considerados mais vulneráveis às complicações da gripe.

Entre os idosos, a cobertura ultrapassa 41%, enquanto entre crianças de 6 meses a menores de 6 anos o índice não chega a 25%. A SES reforça que a baixa adesão aumenta o risco de internações e agravamento de quadros respiratórios neste período do ano.

Mesmo com a campanha na reta final, a orientação é que o público prioritário procure as unidades de saúde. Em 2026, já foram registradas 600 hospitalizações por influenza no estado, além de 125 internações em UTI e 50 mortes, números que reforçam o impacto da doença.

A vacinação faz parte das ações do Governo do Estado para reduzir casos graves, internações e mortes por doenças respiratórias no inverno. Além da imunização, a SES orienta cuidados básicos como higiene das mãos, etiqueta respiratória e isolamento em caso de sintomas gripais.

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Invasão de javalis atinge 92% do estado catarinense e causa prejuízos em lavouras

Por Ligado no Sul25/05/2026 11h30
Foto/Ilustrativa

A invasão de javalis em propriedades rurais voltou a preocupar agricultores de comunidades próximas à encosta da serra em Urussanga. Em uma das ocorrências recentes, os animais destruíram cerca de meio hectare de plantação de milho, gerando prejuízo no campo.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, a coordenadora do Programa Estadual de Espécies Exóticas Invasoras, Elaine Zuchiwschi,  detalhou as ações adotadas em Santa Catarina para enfrentar o problema.

Segundo ela, a presença do javali já atinge cerca de 270 municípios catarinenses, o que representa aproximadamente 92% do Estado.

“Esse problema tem afetado praticamente todo o território catarinense. Em 2023 foi estabelecido o plano estadual de controle e manejo do javali, com atuação conjunta do IMA, da Secretaria da Agricultura, da Polícia Militar Ambiental e da Polícia Civil”, explicou.

Elaine destacou que o programa prevê diferentes frentes de atuação, incluindo capacitação de agricultores e orientação sobre formas legais de controle dos animais.

“Realizamos capacitações com produtores rurais, principalmente na Serra Catarinense, e também ações de orientação sobre como o agricultor pode atuar dentro da legalidade”, afirmou.

De acordo com a coordenadora, o controle dos javalis depende de autorização e cadastro em sistemas federais, como o Sistema de Monitoramento e Manejo de Fauna (SIMAF), além de regras relacionadas ao uso de armas.

O agricultor pode realizar o controle diretamente na propriedade ou autorizar terceiros devidamente cadastrados para atuar no manejo, sempre com autorização formal.

Durante a entrevista, Elaine também explicou como o javali chegou ao Brasil e se espalhou pelo território catarinense.

“Eles foram introduzidos a partir de países vizinhos como Uruguai e Argentina. Além disso, houve criação autorizada até a década de 1990, o que contribuiu para escapes e dispersão”, disse.

Sobre os danos causados nas lavouras, ela explicou que o comportamento do animal agrava os prejuízos no campo.

“Eles têm o hábito de fuçar o solo, vivem em bandos e podem causar grandes danos em plantações e até em nascentes. Em alguns casos, grupos chegam a 20 ou 30 animais”, afirmou.

A especialista também alertou que, embora evitem contato humano, os javalis podem representar risco quando se sentem ameaçados ou estão protegendo filhotes.

“Normalmente eles fogem ao perceber a presença humana, mas podem reagir em situações de risco ou quando estão acuados”, explicou.

Como alternativa de controle, Elaine citou o uso de armadilhas e a organização entre produtores rurais para monitoramento das áreas afetadas.

“O ideal é que os agricultores se organizem e façam o controle de forma coordenada, utilizando armadilhas em locais de passagem dos animais”, disse.

O Programa Estadual de Espécies Exóticas Invasoras mantém informações e orientações disponíveis no site do IMA e pelo e-mail [email protected].

Confira entrevista completa

 

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Projeto transforma baterias de carros elétricos em unidade móvel para reforçar rede de energia no estado

Por Ligado no Sul25/05/2026 11h00
Foto/Reprodução

Uma iniciativa desenvolvida em Santa Catarina, transforma baterias de veículos elétricos descartadas em uma solução móvel para reforçar o fornecimento de energia em casos de falhas ou manutenções na rede elétrica. O projeto, chamado Energia Celesc a Bordo, está em fase de testes de desempenho.

A proposta foi criada pela Divisão de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Celesc em parceria com o Laboratório Fotovoltaica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A tecnologia consiste em uma carreta equipada com sistemas de armazenamento que utiliza baterias de “segunda vida”, antes usadas em veículos elétricos.

Segundo o engenheiro da Celesc e gerente do projeto, Leonardo Pacheco, o sistema funciona como uma fonte alternativa temporária de energia para situações emergenciais.

“Nesses momentos em que a nossa rede estiver passando por uma falha emergencial, acidental ou até mesmo uma manutenção, nós podemos levar energia para o consumidor através desse sistema de armazenamento. Ele consegue armazenar energia em um determinado momento e depois fornecer com a mesma qualidade e tensão da rede original”, explicou.

O projeto é considerado pioneiro no país e, segundo os responsáveis, pode ser ampliado futuramente para atender demandas em maior escala. A coordenadora do Energia Celesc a Bordo, professora doutora Helena Flávia Naspolini, da UFSC, destaca o caráter inovador da iniciativa.

“Esse projeto é inédito na aplicação em sistemas de distribuição e ainda mais inovador no uso de baterias em segunda vida. A ideia é transformar um passivo ambiental em ativo. Hoje temos um protótipo de pequeno porte, mas todo o funcionamento pode ser escalado para sistemas maiores”, afirmou.

Dados do setor apontam o crescimento acelerado da frota de veículos elétricos no estado, que já ultrapassa 40 mil unidades em circulação. Com isso, também cresce a preocupação com o destino das baterias ao fim da vida útil.

De acordo com Leonardo Pacheco, o reaproveitamento dessas baterias surge como alternativa diante dos desafios ambientais.

“Elas ainda têm capacidade de armazenamento mesmo após o uso em veículos. O que já conseguimos reciclar são materiais como alumínio e plástico, mas parte da composição ainda não tem destinação totalmente ecológica. Esse projeto estuda justamente o reaproveitamento desse potencial energético”, destacou.

A tecnologia embarcada na carreta foi desenvolvida pela multinacional catarinense WEG, enquanto a estrutura mecânica foi executada pela empresa TrucVan.

*Com informações Acaert

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