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Sobe para seis o número de municípios catarinenses em situação de emergência após temporais
Por Ligado no Sul03/07/2026 13h00
Foto Ilustrativa
O número de municípios catarinenses em situação de emergência decretada subiu para seis na manhã desta quinta-feira, 2, em decorrência dos temporais com granizo e ventos fortes que atingiram Santa Catarina entre terça, 30 de junho, e quarta-feira, 1° de julho. A Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil (SDC/SC) segue monitorando os municípios afetados e iniciou a entrega de kits de assistência humanitária às comunidades atingidas.
Bom Retiro, Guaramirim, Jaraguá do Sul, Schroeder, Major Vieira e Timbó Grande foram os municípios que decretaram situação de emergência e solicitaram itens de assistência humanitária, como telhas e cumeeiras. Guaramirim e Major Vieira já receberam os materiais, enquanto os demais devem ser atendidos ao longo dos próximos dias.
A partir de sexta-feira, 3, a Defesa Civil também dará início à entrega de 1.078 cestas básicas às aldeias indígenas que tiveram a via de acesso bloqueada após o nível do reservatório da barragem de José Boiteux subir para 19,8 metros. A ação faz parte do Plano de Contingência específico para as comunidades da região, ativado após interrupção da via completar 48 horas consecutivas na manhã desta sexta-feira, 3. O órgão estadual segue monitorando continuamente a evolução do reservatório e a situação local em articulação com as lideranças e demais instituições parceiras.
Além dos seis municípios em emergência, outros 19 registraram ocorrências relacionadas aos temporais: Araquari, Balneário Barra do Sul, Benedito Novo, Blumenau, Brusque, Caçador, Canoinhas, Correia Pinto, Corupá, Fraiburgo, Gaspar, Ibirama, Itaiópolis, Joinville, José Boiteux, Lages, Massaranduba, Monte Castelo e Presidente Getúlio. As principais ocorrências envolvem destelhamentos, alagamentos, deslizamentos de terra, queda de árvores e interdições viárias.
Os levantamentos indicam mais de 400 pessoas desalojadas em todo o estado, concentradas principalmente em Guaramirim e Major Vieira. Até o momento, não há registro de pessoas desabrigadas.
Os transtornos foram causados pela passagem de uma frente fria que atingiu Santa Catarina entre a noite de terça-feira e a madrugada de quarta-feira, provocando temporais com granizo, ventos fortes, chuvas intensas e enxurradas em diversas regiões do estado. Ao longo da noite de quarta-feira, 1, e da madrugada desta quinta-feira, 2, novas instabilidades associadas ao sistema se concentraram principalmente nas regiões do Extremo Oeste, Oeste, Meio-Oeste, Planalto Sul e Litoral Sul, com pancadas de chuva passageiras também na Grande Florianópolis e no Alto Vale do Itajaí.
Os números apresentados são preliminares e poderão ser atualizados ao longo do dia. A SDC/SC permanece em acompanhamento contínuo da situação e em suporte aos municípios afetados.
Agitação marítima
A Secretaria também emitiu aviso para agitação marítima. Segundo os meteorologistas, a condição se intensifica a partir da noite desta quinta-feira e se estende até sábado, com ventos de sul que atingem rajadas entre 65 km/h e 85 km/h no mar. A ondulação varia entre 2,0 m e 3,0 m, com picos de até 3,5 m, na direção sul/sudeste. A elevação do nível do mar aumenta ainda o potencial de alagamentos costeiros em municípios como Florianópolis e Itajaí, com risco de bloqueios pontuais de vias durante os picos de maré alta previstos para o fim da tarde desta quinta e a madrugada de sexta-feira.
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Novo CNPJ com letras começa a ser emitido a partir de 31 de julho
Por Ligado no Sul03/07/2026 12h00
Foto/Ilustrativa
A Receita Federal começará a emitir, a partir de 31 de julho, o novo Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) em formato alfanumérico. A principal novidade é que os novos registros poderão conter letras e números, mantendo o total de 14 caracteres.
A mudança vale apenas para empresas que receberem um novo CNPJ a partir da implantação do sistema. Quem já possui um cadastro não terá o número alterado e não precisará realizar qualquer atualização por causa da novidade.
Atualmente, todos os CNPJs são formados apenas por números. Com o novo modelo, os cadastros poderão combinar letras e números na mesma sequência.
Apesar da alteração, a estrutura do documento permanece a mesma. Os oito primeiros caracteres continuarão identificando a empresa, os quatro seguintes indicarão a matriz ou filial, e os dois últimos permanecerão numéricos, utilizados para validar a inscrição.
Segundo a Receita Federal, a mudança amplia significativamente o número de combinações possíveis e evita o esgotamento da numeração disponível.
Empresas atuais não serão afetadas
A Receita esclarece que a alteração não afeta empresas já registradas. Os CNPJs atuais continuarão válidos por tempo indeterminado, sem necessidade de troca de documentos ou atualização cadastral.
Durante o período de transição, os dois modelos — apenas numérico e alfanumérico — serão aceitos normalmente por órgãos públicos, bancos, juntas comerciais e demais instituições.
Além disso, nem todos os novos CNPJs terão letras imediatamente. Como ainda existem milhões de combinações exclusivamente numéricas disponíveis, a Receita continuará emitindo registros apenas com números enquanto houver disponibilidade.
De acordo com a Receita Federal, cerca de 69 milhões das quase 100 milhões de combinações possíveis do modelo atual já foram utilizadas.
Com o crescimento constante da abertura de empresas no país, foi necessário criar um novo formato para garantir a continuidade da emissão de CNPJs nos próximos anos.
A Receita também orienta que empresas, bancos, órgãos públicos e desenvolvedores de sistemas atualizem seus programas para aceitar CNPJs com letras, evitando problemas em sistemas de emissão de notas fiscais, cadastros, contratos e plataformas de pagamento.
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Unibave e ACIRC promovem evento sobre o futuro dos fertilizantes sustentáveis em Santa Catarina
Por Ligado no Sul03/07/2026 11h30
Foto/Unibave
Especialistas estarão no Centro Universitário Barriga Verde (Unibave), na próxima segunda-feira (6), para debater soluções inovadoras para a produção de fertilizantes sustentáveis a partir do aproveitamento de biogás e biometano. A programação é gratuita, e deve reunir produtores rurais, empresários, profissionais do agronegócio e estudantes da região. As inscrições são feitas pelo link e as vagas limitadas.
Com o tema “O Novo Futuro do Fertilizante em Santa Catarina – Uma nova perspectiva para o agronegócio”, o seminário reunirá quatro especialistas do Rio Grande do Sul, que apresentarão experiências, pesquisas e aplicações relacionadas à produção de amônia verde, fertilizantes nitrogenados de baixa emissão de carbono e ao aproveitamento de resíduos da atividade agropecuária.
O evento será promovido em parceria com o Núcleo do Agronegócio da Associação Comercial e Industrial do Vale do Rio Capivari (ACIRC), que contempla os municípios de Gravatal, Armazém e São Martinho. Conforme o professor do Unibave e diretor da ACIRC, Luiz Eduardo Mutzberg, a associação apoia a realização do evento como parte de uma série de ações voltadas ao fortalecimento do agronegócio regional.
“Estamos fazendo uma sequência de movimentos para debater o tema. Já fizemos visitas ao Rio Grande do Sul com professores do Unibave e agora estamos trazendo painelistas de lá para fazer essa apresentação para as pessoas de Orleans e região”, explica.
Serviço
Evento: O Novo Futuro do Fertilizante em Santa Catarina – Uma nova perspectiva para o agronegócio
Data: 6 de julho
Horário: das 8h30 às 12h
Local: Bloco F – Sala Executiva do Unibave
Inscrições: gratuitas até 3 de julho, devido ao número limitado de vagas.
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Confeitaria artesanal transforma ingredientes da Serra Catarinense em experiência e reforça o turismo gastronômico em São Joaquim
Por Ligado no Sul03/07/2026 11h00
Fotos/Divulgação
No inverno, São Joaquim se consolida como um dos principais destinos de frio do país. A paisagem, marcada por geadas e baixas temperaturas, impulsiona um fluxo constante de turistas e movimenta uma cadeia que vai muito além da hotelaria. Gastronomia, agricultura e pequenos negócios locais formam um ecossistema que sustenta a economia da temporada.
Reconhecida por lei como a Capital Nacional da Maçã, São Joaquim é a maior produtora da fruta no Brasil e concentra mais da metade da safra catarinense. O cultivo da maçã, que movimenta o agronegócio e gera emprego e renda na região, também abastece uma cadeia que vai da gastronomia ao turismo de experiência.
Entre esses negócios está a Amor de Ló Confeitaria, que encontrou na confeitaria artesanal uma forma de transformar ingredientes regionais em experiência gastronômica.
A empresa foi criada pela chef pâtissier Bianca Goulart Zanete, 22 anos. O empreendedorismo, no entanto, começou antes da confeitaria: ainda na adolescência, ela trabalhava com maquiagem para clientes locais. A virada veio durante a pandemia, quando deixou a área e precisou reorganizar a renda familiar. Foi desse movimento que nasceu a Amor de Ló, estruturada na valorização da produção regional e na sazonalidade do turismo na Serra. “Comecei fazendo doces e vendendo na rua com a ajuda da minha mãe. Foi algo natural, a gente precisava trabalhar naquele momento e foi a forma que encontramos de começar”, conta.
O início informal evoluiu para encomendas de bolos e sobremesas até a consolidação da marca Amor de Ló. O nome, segundo ela, carrega uma dimensão afetiva e familiar. “Amor de Ló vem do pão de ló, mas também do amor de avós. Minha família sempre teve muita ligação com a cozinha”, diz.
Mais do que uma confeitaria, o negócio se estruturou a partir de um ativo econômico central da Serra Catarinense: a produção agrícola.
A maçã, símbolo de São Joaquim, aparece como um dos principais ingredientes da marca. A empresa desenvolveu inclusive uma criação que ganhou repercussão durante a Festa Nacional da Maçã: o caviar de maçã, servido com sorvete artesanal de caramelo salgado. “Eu já tinha visto outras versões com frutas e pensei: por que não fazer com a maçã, que é o nosso principal produto?”, explica.
Caviar de maçã
A proposta de transformar ingredientes locais em sobremesas sofisticadas também se conecta ao comportamento do turista que visita a região. Em vez de apenas consumo, há uma busca por experiência. “O turista que vem pra Serra quer viver isso, provar coisas diferentes. Não é só comer um doce, é ter uma experiência”
A sazonalidade do turismo de inverno define o ritmo do negócio. Durante os meses mais frios, a demanda cresce de forma significativa. No restante do ano, a estratégia é manter inovação constante para sustentar o movimento. “A alta temporada é no inverno. No restante do ano, a gente precisa criar, testar e inovar o tempo todo”, diz.
Entre os produtos mais procurados está o bolo de crème brûlée com frutas vermelhas cultivadas em São Joaquim. A combinação, que une técnica da confeitaria francesa a ingredientes locais, acabou se tornando o principal produto da casa e um dos mais representativos do trabalho da confeitaria. “Esse bolo representa muito a gente. Tem fruta da região, técnica da confeitaria e a identidade da Serra — é isso que a gente tenta colocar em cada produto”, afirma.
O modelo de negócio acompanha uma tendência mais ampla na Serra Catarinense: a integração entre agricultura e gastronomia como forma de agregar valor à produção local e fortalecer o turismo.
A confeitaria passou a integrar o circuito gastronômico de São Joaquim, ao lado de vinhos de altitude, cafés especiais e produtos que hoje ajudam a sustentar a temporada de inverno na cidade. O setor se apoia cada vez mais na combinação entre produção local e turismo de experiência.
Para Bianca, esse crescimento depende menos de tendência e mais de identidade. “Quem vem pra cá precisa conhecer a Serra de verdade. A gastronomia faz parte dessa experiência tanto quanto as paisagens da região”, diz..
A Amor de Ló se insere em um movimento em que pequenos negócios deixam de ser apenas pontos de venda e passam a ocupar um papel na economia da experiência, conectando produto, território e identidade.
No fim, o que chega à mesa são ingredientes locais transformados em confeitaria autoral, que ajuda a consolidar a Serra Catarinense como destino gastronômico em expansão.