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Ligado no Sul
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APA de Orleans completa um ano de atendimentos especializados e se consolida como referência em inclusão

Por Ligado no Sul07/07/2026 19h02
Fotos/APA – Orleans

A Associação Pró-Autismo de Orleans (APA) celebra seu primeiro ano de atuação consolidando uma trajetória marcada pelo acolhimento, pela inclusão e pela oferta gratuita de atendimentos especializados para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Criada a partir da iniciativa de famílias que vivenciaram as dificuldades de acesso aos serviços especializados, a entidade tornou-se, em apenas 12 meses, uma referência regional no atendimento e no apoio às crianças autistas e seus familiares.

Desde a inauguração, a APA ampliou significativamente o acesso a serviços multiprofissionais, oferecendo atendimentos nas áreas de Fonoaudiologia, Neuropsicopedagogia e Terapia Ocupacional, além do Acolhimento Técnico Familiar, que orienta e acompanha as famílias desde o diagnóstico até o processo de inclusão social e escolar.

Segundo a instituição, cada atendimento representa avanços importantes no desenvolvimento das crianças, contribuindo para a comunicação, autonomia, fortalecimento dos vínculos familiares e melhoria da qualidade de vida.

Estrutura planejada para o desenvolvimento

Ao longo do primeiro ano de funcionamento, a entidade investiu na criação de uma estrutura voltada às necessidades específicas das pessoas com TEA.

Foram implantadas salas terapêuticas especializadas, adquiridos materiais pedagógicos e equipamentos destinados ao desenvolvimento sensorial, cognitivo e motor. Entre os destaques estão a implantação do Jardim Sensorial, projetado para favorecer a autorregulação emocional e os estímulos sensoriais, e da Sala de Integração Sensorial, que ampliou os recursos terapêuticos disponíveis para os atendimentos.

A instituição também promoveu melhorias nos processos administrativos e assistenciais, buscando qualificar continuamente os serviços oferecidos à comunidade.

Projetos ampliam autonomia e inclusão

Além dos atendimentos clínicos, a APA desenvolveu uma série de projetos voltados ao desenvolvimento integral das crianças e ao fortalecimento da inclusão social.

Entre as iniciativas estão o Grupo de Habilidades Sociais, o projeto Autonomia em Foco e o Movimento com Amor. A entidade também elaborou projetos para implantação do Programa de Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA), destinado a ampliar a comunicação e a autonomia de crianças com maiores dificuldades na linguagem.

Outro eixo de atuação envolve campanhas permanentes de conscientização e ações educativas voltadas às escolas e à comunidade.

Entre elas está a campanha Silêncio que Acolhe, que promove a acessibilidade sensorial por meio da distribuição gratuita de abafadores de ruído para pessoas com TEA e outras condições que envolvem hipersensibilidade auditiva, além de conscientizar a população sobre a importância de ambientes mais inclusivos.

Também integra esse conjunto a campanha Cordão que Acolhe, voltada à distribuição de cordões de identificação para pessoas com autismo, buscando ampliar o reconhecimento das chamadas deficiências ocultas, incentivar o atendimento humanizado e fortalecer a cultura da inclusão.

Já a campanha Escola que Acolhe aproxima terapeutas, equipes pedagógicas e famílias, oferecendo suporte técnico às instituições de ensino para qualificar o atendimento aos estudantes com TEA. A proposta é contribuir para práticas educacionais mais inclusivas e baseadas em evidências.

Além das campanhas, a APA realiza orientação técnica às escolas, auxiliando professores e equipes pedagógicas na construção de estratégias de inclusão e manejo adequado dos estudantes autistas.

Abril Azul mobilizou a comunidade

Um dos momentos de maior destaque do primeiro ano foi a realização da programação do Abril Azul, mês dedicado à conscientização sobre o autismo.

Com o tema “Autonomia se constrói com apoio”, a campanha reuniu palestras, rodas de conversa, visitas técnicas às escolas, ações comunitárias, iluminação de espaços públicos e a realização do III Workshop sobre Autismo.

As atividades envolveram profissionais, instituições de ensino, empresas, voluntários e representantes do poder público, ampliando o debate sobre inclusão, respeito às diferenças e garantia de direitos.

Parcerias fortaleceram o trabalho

Durante o primeiro ano de atividades, a APA consolidou parcerias com o Município de Orleans, as secretarias municipais de Educação e Saúde, a Câmara de Vereadores, o Governo de Santa Catarina, parlamentares estaduais e federais, empresas, instituições de ensino, entidades da sociedade civil e voluntários.

A entidade também garantiu recursos por meio de emendas parlamentares, projetos e doações, possibilitando investimentos na estrutura física, aquisição de equipamentos e ampliação dos atendimentos especializados.

Comunidade participa da manutenção da entidade

A participação da comunidade tem sido fundamental para a manutenção das atividades da APA.

Ao longo do ano, a instituição promoveu campanhas solidárias, pedágios beneficentes e participou de diversos eventos por meio do tradicional Boteco da APA, iniciativa que reúne voluntários e apoiadores para arrecadar recursos destinados à continuidade dos atendimentos gratuitos.

Outro destaque foi a realização da terceira edição da Feijoada da APA, que registrou arrecadação líquida recorde de R$ 50.363,41. Todo o valor será destinado à manutenção dos serviços especializados oferecidos pela entidade.

Ao completar um ano de atuação, a Associação Pró-Autismo de Orleans destaca o compromisso de ampliar o acesso aos atendimentos especializados, investir na qualificação da equipe multiprofissional e desenvolver novos projetos voltados à inclusão. Os resultados alcançados são fruto da união entre famílias, voluntários, poder público, iniciativa privada e sociedade civil, fortalecendo uma rede de apoio que tem transformado a realidade de centenas de famílias da região.

 

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A Serra Catarinense descobriu que sua maior riqueza não está só na terra, mas nas experiências

Por Ligado no Sul07/07/2026 13h30
Serra Catarinense

Durante muito tempo, a Serra Catarinense foi associada principalmente ao frio, à neve e às paisagens de altitude. Hoje, a região tenta transformar esses atributos em uma economia turística mais ampla, baseada em experiências, gastronomia, cultura e novos negócios capazes de movimentar diferentes setores.

Formada por 18 municípios, a Serra Catarinense reúne diferentes vocações turísticas. Cânions, vinícolas, cachoeiras, produção rural, gastronomia e paisagens naturais passaram a compor uma oferta que vai muito além do inverno e busca atrair visitantes durante todo o ano.

Essa transformação também mudou o papel das empresas que trabalham diretamente com os turistas. A profissionalização do turismo receptivo passou a ser uma peça importante para conectar visitantes aos atrativos da região e ampliar o tempo de permanência na Serra.

Foi ao perceber essa mudança ainda em seus primeiros sinais que a turismóloga e empreendedora Fabíola Torga criou, em 2015, a Faby Tour, agência especializada em turismo receptivo na Serra Catarinense. Depois de atuar na hotelaria em Bom Jardim da Serra, ela identificou que havia uma demanda crescente por passeios organizados, mas pouca oferta de empresas preparadas para atender esse público. “Na época já existiam empresas, mas a demanda era maior. Eu enxerguei essa necessidade e decidi criar uma agência para atender esse público e mostrar um pouco da região para quem chegava aqui”, lembra.

Antes de estruturar a operação, Fabíola realizou um inventário turístico de Bom Jardim da Serra, mapeando atrativos com potencial para se transformar em produtos turísticos. O levantamento também contribuiu para estudos utilizados no planejamento do setor, ajudando a organizar informações sobre as possibilidades de desenvolvimento da atividade na região.

Em pouco mais de uma década, o perfil do visitante mudou. A Serra, que durante muito tempo esteve associada principalmente ao turismo romântico de inverno, passou a receber famílias, grupos de amigos e viajantes interessados em experiências mais completas. A origem dos turistas também se diversificou: se antes Rio Grande do Sul e Santa Catarina concentravam grande parte da procura, hoje estados como São Paulo e Rio de Janeiro ganharam espaço, além da presença de visitantes estrangeiros. “O mercado vem se modificando a cada ano. Começamos atendendo principalmente casais, depois vieram as famílias, mais tarde grupos de amigos e hoje recebemos públicos bastante variados, inclusive quem viaja com animais de estimação”, afirma.

A expansão, no entanto, não eliminou um dos principais desafios do setor: a sazonalidade. O inverno continua sendo a alta temporada, especialmente nos meses de junho, julho e agosto, quando a possibilidade de neve e as baixas temperaturas atraem milhares de visitantes. Já períodos de chuva ou meses de menor procura exigem uma oferta turística mais diversificada.

A resposta veio com a criação de novas experiências que não dependem exclusivamente do clima. Vinícolas, espaços gastronômicos, cafeterias e as chamadas packing houses,  estruturas ligadas ao processamento e classificação da maçã, passaram a integrar os roteiros, oferecendo alternativas mesmo nos dias em que trilhas e mirantes ficam prejudicados pelo tempo. “Muitas pessoas não sabem o que é uma packing house. Como a Serra é uma das maiores produtoras de maçã do Brasil, esse processo desperta curiosidade e também faz parte da experiência de quem vem conhecer a região”, explica.

A consolidação do turismo também fez com que cada município encontrasse uma identidade própria dentro da Serra Catarinense. Em vez de oferecer exatamente o mesmo produto, as cidades passaram a construir vocações complementares, aumentando o interesse dos visitantes em permanecer mais dias na região.

Conhecida como a Capital das Águas, Bom Jardim da Serra consolidou sua imagem turística a partir dos cânions, do ecoturismo e da Serra do Rio do Rastro, um dos principais cartões-postais de Santa Catarina. Urubici ganhou força com as paisagens naturais, cachoeiras e mirantes, enquanto São Joaquim ampliou sua presença nacional com o enoturismo e as vinícolas de altitude. “Cada cidade tem um perfil diferente de turista. Bom Jardim da Serra é muito forte nos cânions e no ecoturismo, Urubici nas paisagens naturais e nos roteiros cênicos, enquanto São Joaquim tem uma identidade muito ligada ao enoturismo”, afirma.

Essa diversificação ampliou o impacto econômico da atividade. O turismo deixou de movimentar apenas hotéis e pousadas e passou a gerar oportunidades para restaurantes, vinícolas, produtores rurais, empresas de transporte, guias e empreendimentos voltados às experiências.

Em Bom Jardim da Serra, o turismo já ocupa a terceira posição entre as principais atividades econômicas do município, enquanto cidades como Urubici vêm apresentando uma expansão ainda mais acelerada do setor. O avanço acompanha o crescimento de novos empreendimentos e de uma infraestrutura preparada para receber visitantes durante todo o ano.

Para Fabíola, um dos sinais mais claros dessa transformação está justamente na maneira como os atrativos naturais passaram a se transformar em negócios estruturados. “O maior indicativo desse crescimento é o aumento dos atrativos turísticos. Eles deixam de ser apenas lugares naturais e passam a se tornar empreendimentos, com infraestrutura e equipamentos preparados para receber visitantes”, afirma.

Apesar do potencial, a Serra ainda enfrenta um desafio estratégico: tornar-se mais conhecida fora de Santa Catarina. A região reúne características pouco comuns no turismo brasileiro, como a possibilidade de neve, cânions, vinícolas e paisagens de altitude, mas ainda existe um grande público que desconhece essa oferta. “Nossa perspectiva é que o turismo cresça, mas isso não depende apenas de desejo. Precisamos de uma equipe que consiga tornar o nosso destino conhecido em âmbito nacional. Por incrível que pareça, muitas pessoas no Brasil ainda não sabem que neva aqui, não conhecem a Serra do Rio do Rastro e nem sabem que nós existimos”, afirma.

Mesmo com os desafios, a expectativa do setor é de expansão. A próxima etapa, segundo a turismóloga, passa pelo fortalecimento do turismo de experiência, combinando gastronomia, cultura regional e contato mais próximo com a identidade da Serra. “Eu acredito que o turismo de experiência será o segmento que mais vai crescer, principalmente aliado à gastronomia e à cultura regional. É um caminho que pretendemos fortalecer cada vez mais”, projeta.

Há pouco mais de uma década, a Serra Catarinense era procurada principalmente pelo frio e pelas paisagens. Hoje, continua atraindo visitantes por esses mesmos motivos, mas começa a consolidar uma economia baseada na capacidade de transformar natureza, cultura e produção local em experiências organizadas. É essa passagem da contemplação para a experiência que vem redesenhando o turismo e abrindo novas oportunidades de desenvolvimento nas montanhas catarinenses.

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Hospital Santa Otília registra aumento de mais de 100% nos atendimentos e alerta para superlotação do pronto-socorro

Por Ligado no Sul07/07/2026 12h00
Foto/Arquivo

O Hospital Santa Otília, de Orleans, enfrenta um período de alta demanda no pronto-socorro. Segundo a diretora da instituição, Cristiane Vavassori, o número de atendimentos  mais que dobrou em relação à média registrada ao longo do ano, impulsionado principalmente pelo aumento dos casos de síndromes gripais durante o inverno.

O hospital costuma realizar cerca de 2.300 atendimentos por mês no pronto-socorro. Atualmente, esse número ultrapassa  5 mil atendimentos mensais, o que tem provocado superlotação em diversos momentos do dia. “Realmente a gente tem vivido momentos de caos. Em alguns horários de pico, caos mesmo. A gente não consegue nem respeitar o tempo da classificação de risco. A maioria dos nossos pacientes é classificada como verde, de baixa prioridade, que teria um tempo de espera de até duas horas. Hoje estamos com pacientes aguardando três, às vezes até quatro horas para atendimento, porque realmente não estamos dando conta da demanda”, afirmou.

Mesmo com reforço nas equipes, a procura continua acima da capacidade de atendimento da unidade. “Na última sexta-feira nós estávamos com dois médicos e cinco enfermeiros trabalhando no pronto-socorro e não estávamos dando conta. Foi um pico de atendimentos e, felizmente, não tivemos nenhuma emergência. Se tivesse ocorrido algum caso grave, realmente isso viraria um caos ainda maior”, relatou.

De acordo com Cristiane, a maior parte dos pacientes atendidos apresenta sintomas gripais e é classificada como de baixa complexidade. Por isso, ela destaca que o combate à superlotação passa também pela prevenção. “Quando a gente olha os gráficos, a maioria dos nossos pacientes é classificada como verde e o maior sintoma é a gripe. Precisamos trabalhar a prevenção. É importante se vacinar, usar máscara quando necessário e adotar medidas que ajudem a controlar a disseminação dos vírus.”

A diretora ressalta que apenas ampliar a estrutura ou aumentar o número de profissionais não é suficiente para resolver o problema se a procura continuar crescendo. “Eu sempre me pergunto o que podemos fazer para melhorar isso. Porque, se eu tiver três médicos, quatro médicos ou dez enfermeiros, vai continuar existindo essa problemática. A gente precisa trabalhar a prevenção. Não é apenas na atenção hospitalar que vamos resolver essa situação. Todos precisam fazer a sua parte.”

Cristiane alerta que o aumento da demanda acompanha o período mais crítico do ano para a circulação de vírus respiratórios em Santa Catarina e reforça que medidas como a vacinação e os cuidados para evitar a transmissão das doenças são fundamentais para reduzir a pressão sobre o pronto-socorro e garantir atendimento mais ágil aos pacientes que realmente necessitam de assistência de urgência.

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Prouni 2026: inscrição gratuita para o 2º semestre começa hoje

Por Ligado no Sul07/07/2026 11h30
© Ludmilla Souza/Agência Brasil

As inscrições para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) do segundo semestre de 2026 começam nesta terça-feira (7) e seguem até sexta-feira (10). A participação é gratuita e deve ser feita exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, do Ministério da Educação (MEC).

O Prouni oferece bolsas de estudo integrais (100%) e parciais (50%) em cursos de graduação de instituições privadas de ensino superior.

Para participar, o candidato precisa ter concluído o ensino médio, ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024 ou 2025, alcançado média mínima de 450 pontos nas cinco provas e não ter zerado a redação.

Além disso, é necessário atender a pelo menos um dos seguintes critérios:

  • Ter cursado todo o ensino médio em escola pública;
  • Ter estudado em escola particular como bolsista integral ou parcial;
  • Ter cursado parte do ensino médio em escola pública e parte em escola particular;
  • Ser pessoa com deficiência (PCD), conforme a legislação;
  • Ser professor da rede pública em exercício que pretenda cursar licenciatura ou pedagogia. Neste caso, não há exigência de limite de renda.

Quem participou do Enem apenas como treineiro não pode se inscrever.

Critérios de renda

Para concorrer às bolsas integrais, a renda familiar bruta mensal por pessoa deve ser de até um salário mínimo e meio.

Já para as bolsas parciais, o limite é de até três salários mínimos por pessoa.

Como funciona a seleção

Caso o estudante tenha participado das duas últimas edições do Enem, será considerada a nota da edição em que obteve a melhor média.

A classificação leva em conta a nota do Enem, o curso escolhido, o turno, a instituição de ensino, o local da oferta e a modalidade de concorrência, que pode ser ampla concorrência ou cotas para pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados indígenas, pretos e pardos.

Cronograma

  • Inscrições: de 7 a 10 de julho;
  • Primeira chamada: 15 de julho;
  • Comprovação das informações da primeira chamada: de 15 a 24 de julho;
  • Segunda chamada: 5 de agosto;
  • Comprovação da segunda chamada: de 5 a 14 de agosto;
  • Manifestação de interesse na lista de espera: 26 e 27 de agosto;
  • Resultado da lista de espera: 1º de setembro.
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