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Homem é preso por receptação após ser encontrado com objetos furtados em Tubarão
Por Ligado no Sul17/07/2026 08h00
Foto/Reprodução
Um homem de 38 anos foi preso por receptação dolosa na tarde desta quinta-feira (16), no bairro São Bernardo, em Tubarão. A ocorrência foi atendida pela Polícia Militar por volta das 15h50 e teve início após um atrito verbal entre os envolvidos.
Segundo a PM, três homens, de 18, 20 e 21 anos, foram até o local após receberem informações de que o suspeito estaria com objetos furtados.
Durante a abordagem, os policiais encontraram com o homem uma mochila contendo uma furadeira, uma lixadeira, uma caixa de brocas e uma caixa de som. Questionado sobre a origem dos materiais, ele informou que havia recebido os objetos de outra pessoa para revendê-los.
Na sequência, um homem compareceu ao local e reconheceu os itens como sendo de sua propriedade. Ele relatou que a residência havia sido arrombada no dia anterior e que os objetos tinham sido furtados.
O homem de 38 anos apresentava lesões leves pelo corpo e recebeu atendimento do Samu no local. Após ser avaliado, ele foi liberado e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com os objetos recuperados.
Os outros três envolvidos foram qualificados em razão das lesões sofridas pelo homem de 38 anos. O caso deverá ser apurado pela autoridade policial.
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A força da união para transformar o potencial da Serra Catarinense em desenvolvimento
Por Ligado no Sul16/07/2026 15h30
A Serra Catarinense vive um momento em que diferentes forças começam a se conectar. O crescimento do turismo, a valorização das paisagens naturais e a busca por experiências ligadas à natureza e à cultura local despertaram um novo olhar dos investidores sobre a região.
Municípios como São Joaquim, Urubici e Bom Jardim da Serra passaram a ser vistos não apenas como destinos turísticos, mas como territórios com potencial para novos negócios, valorização imobiliária e geração de renda.
Mel Mendes, coordenadora do Núcleo de Desenvolvimento Imobiliário de São Joaquim e corretora de imóveis, a Serra Catarinense representa hoje uma nova fronteira de desenvolvimento em Santa Catarina. “Eu ouso dizer que a Serra Catarinense hoje é a nova fronteira do desenvolvimento imobiliário em Santa Catarina. São Joaquim, Urubici e Bom Jardim são para nós o que Gramado representa para os gaúchos e Campos do Jordão para os paulistas”, afirma.
Segundo ela, esse movimento não surgiu de forma repentina. A construção do turismo na região começou há décadas, com iniciativas que ajudaram a criar uma identidade e preparar o terreno para o momento atual. “A semente foi plantada há 20, 25 anos. O que estamos colhendo agora é fruto desse trabalho. A Serra ainda tem muito a desenvolver, mas quem chega primeiro encontra grandes oportunidades”, destaca.
O mercado imobiliário acompanha essa transformação. Empreendimentos voltados ao turismo, propriedades rurais, hospedagens e condomínios começam a ganhar espaço em uma região que passou a atrair pessoas em busca de qualidade de vida, contato com a natureza e novas experiências.
Mas, para Mel, o diferencial da Serra Catarinense está justamente naquilo que ela tem de único: sua identidade. “Gramado foi construída por um turismo de consumo. A Serra Catarinense tem uma característica diferente: nós temos um turismo de experiência. É o turismo do fogão a lenha, do vinho, do silêncio, da alma. É viver primeiro a experiência para depois consumir”, explica.
Essa mudança de perfil também aparece no crescimento das vinícolas e do turismo rural. A produção de vinhos de altitude, a gastronomia e a cultura do campo passaram a integrar uma nova forma de receber visitantes. “O vinho trouxe um turismo de maior valor agregado, um turismo mais refinado, em que a pessoa não busca apenas o produto, mas quer conhecer a história, o território e a experiência”, afirma Mel.
Para que esse crescimento aconteça de forma organizada, o associativismo surge como uma peça fundamental. Segundo Felipe Padilha Pagnussat, presidente da Associação Comercial de São Joaquim, o desenvolvimento do turismo depende da união entre empresários, entidades e poder público. “O turismo é uma atividade que exige profissionalismo e preparação. O turista busca cada vez mais experiências, e nós precisamos estar à altura das nossas belezas naturais e dos nossos atrativos”, afirma.
Embora a agricultura continue sendo a principal base econômica do município, Felipe observa que o turismo vem ampliando sua participação. “Hoje a agricultura ainda representa aproximadamente 80% do rendimento do município. É uma atividade consolidada e continuará tendo grande importância, mas o turismo é uma atividade nova, com muito potencial para crescer”, explica.
A Associação Comercial de São Joaquim trabalha atualmente com 148 associados e atua por meio de núcleos temáticos, reunindo diferentes setores, como hospedagem, gastronomia, agronegócio e mercado imobiliário. “Através dos núcleos conseguimos organizar os setores, buscar capacitação, levantar informações e aproximar os empresários do poder público. O desenvolvimento precisa ser construído em conjunto”, destaca Felipe.
A Serra Catarinense vive, assim, um momento de transição. O desafio não é apenas atrair investimentos, mas garantir que esse crescimento aconteça preservando aquilo que torna a região especial.
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Urussanga retoma coleta de resíduos volumosos e reforça orientações para o descarte correto
Por Ligado no Sul16/07/2026 14h30
Foto/Assessoria de Imprensa – Prefeitura de Urussanga
A coleta de resíduos volumosos foi retomada em Urussanga, uma iniciativa que facilita o descarte adequado de móveis, sofás, colchões e outros objetos de grande porte que não são atendidos pela coleta convencional. O serviço havia sido suspenso temporariamente devido a questões relacionadas ao processo licitatório entre o Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos Urbanos da Região Sul (CIRSURES) e a empresa responsável pela destinação final dos resíduos.
A ação integra o programa Urussanga Sustentável, desenvolvido pelo Governo Municipal, por meio da Diretoria de Meio Ambiente (DMA), com o objetivo de incentivar o descarte ambientalmente correto e reduzir os pontos de descarte irregular no município. Desde a implantação do programa, quase 17 toneladas de resíduos volumosos já foram recolhidas.
Segundo o secretário de Desenvolvimento, Leonardo Felippe, a retomada do serviço fortalece as ações municipais com foco na sustentabilidade. “Queremos que os moradores saibam que existe uma forma gratuita e adequada de descartar móveis e outros resíduos volumosos. Com a participação de todos, conseguimos reduzir os pontos de descarte irregular e construir uma cidade mais limpa e sustentável para todos”, ressalta.
Solicitação pelo aplicativo Urussanga Digital
Os pedidos de coleta devem ser realizados pelo aplicativo Urussanga Digital. Após acessar a plataforma, o usuário deve selecionar a opção Departamento de Meio Ambiente e, em seguida, Cadastro de Resíduos Volumosos.
No formulário, é necessário informar os dados do solicitante, o endereço para recolhimento e anexar uma fotografia dos materiais. As solicitações passam por análise técnica antes de serem incluídas no cronograma de coleta.
De acordo com o analista ambiental, Osmanny Melo, esse procedimento é necessário para organizar os atendimentos. “A análise de cada solicitação é uma etapa importante para garantir que a coleta atenda exclusivamente os resíduos contemplados pelo programa, e que o cronograma seja organizado da melhor forma. Também reforçamos que o descarte irregular de resíduos é proibido, pode gerar multas e, em alguns casos, configurar crime ambiental”, comenta.
O programa contempla o recolhimento de resíduos volumosos de uso doméstico, como sofás, colchões, móveis e outros objetos de grande porte. Não são recolhidos entulhos da construção civil, galhos, troncos, restos de vegetação, pneus e resíduos químicos ou perigosos.
Além da coleta de resíduos volumosos, o município disponibiliza dois pontos para o descarte de lixo eletrônico: um na Rodoviária Municipal e outro ao lado do Departamento de Planejamento, no Paço Municipal.
Endividamento das famílias em SC atinge maior nível em dois anos, aponta Fecomércio SC
Por Ligado no Sul16/07/2026 13h30
Foto/Fecomércio
O endividamento das famílias catarinenses atingiu o maior patamar dos últimos dois anos em junho de 2026, ao alcançar 76,3%, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Fecomércio SC. Apesar da alta, o indicador permanece abaixo da média nacional, que está em 81,3%.
O avanço do endividamento ocorre em um contexto de melhora nos indicadores de inadimplência. O percentual de famílias com contas em atraso recuou para 25,4%, queda de 2,0 pontos percentuais em relação a maio e também inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Além disso, a parcela de famílias que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas também apresentou leve redução, passando de 10,3% para 9,9% em junho. O resultado reforça um cenário de comportamento misto no orçamento das famílias, com maior acesso ao crédito, mas sem deterioração significativa da capacidade de pagamento.
Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, o cenário ainda exige cautela. “O ambiente macroeconômico segue desafiador, com taxas de juros ainda muito elevadas, o que impacta diretamente o consumo e a atividade econômica como um todo. A queda da inadimplência é uma boa notícia, mas precisa ser acompanhada com atenção nos próximos meses para confirmar uma tendência mais consistente”, avalia.
Outro fator que contribui para um ambiente de maior prudência é o cenário eleitoral, que costuma gerar incertezas tanto para consumidores quanto para o setor produtivo, influenciando decisões de consumo e investimento.
Mesmo com o avanço recente, Santa Catarina segue entre os estados com menor nível de endividamento do país. No comparativo anual, porém, o indicador subiu 6,1 pontos percentuais, evidenciando uma tendência de crescimento ao longo dos últimos meses.
Entre os principais tipos de dívida, o cartão de crédito continua liderando com ampla margem, presente em 76,3% dos lares endividados, seguido pelos carnês e pelo crédito pessoal, que vem ganhando participação.
Os dados da PEIC indicam, portanto, um cenário de equilíbrio delicado: enquanto o crédito segue impulsionando o consumo, as famílias ainda enfrentam desafios para manter suas finanças sob controle em um ambiente econômico mais restritivo.