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Ligado no Sul
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Presidente do Simersul e médicas do HMISC pedem apoio da Câmara de Vereadores de Cricúma

Por Ligado no Sul03/09/2026 12h00
Fotos: Sofia Scarsi e Divulgação / Câmara de Vereadores de Criciúma

Na Sessão Ordinária desta terça-feira (1º), da Câmara de Vereadores de Criciúma, a Tribuna Livre recebeu, por solicitação do vereador Luiz Carlos Custódio Fontana (PL), representantes do Sindicato dos Médicos da Região Sul Catarinense (Simersul). Durante a conversa, foram relatadas situações envolvendo os pagamentos aos médicos do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC). Segundo as profissionais, mais de 130 médicos estão sem receber os honorários referentes aos meses de abril e maio, período em que a instituição era gerenciada pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas).

Na oportunidade, participaram a presidente do Simersul, Cristiane Lopes Coral, e as médicas Ana Luiza Córdova e Suzana Kniphoff.  A dirigente do sindicato, representando as médicas e o corpo clínico do HMISC, explicou que os profissionais trabalharam por dois meses e mesmo assim não receberam. O sindicato buscou negociações com o Ideas, que deixou a gestão no final de maio, mas não obteve respostas. Ainda, conforme Cristiane, no início de junho, a unidade passou a ser administrada pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Bernardo do Campo (SCSBC).

“Desde então, nós nos mobilizamos, como Simersul, a tentar fazer algumas negociações com o Ideas, que fazia a gestão naquela época, com a Secretária do Estado de Saúde e também com a nova organização social. As negociações não foram resolutivas. Hoje, já entramos com ações contra o Ideas e contra a empresa terceirizada que faz o pagamento aos médicos”, esclareceu Cristiane.

Médicas relatam suas experiências e dificuldades

Para a médica pediatra e coordenadora do Pronto-Socorro Pediátrico do HMISC, Suzana Kniphoff, apesar da paralisação de parte da equipe de enfermagem, a escala médica permaneceu no hospital e continuou prestando atendimento aos pacientes. Segundo ela, a manutenção do trabalho exigiu mudanças na rotina pessoal e familiar. “Durante todo esse período, eu saí da minha casa, deixei os meus filhos e paguei funcionários para cuidar deles. Eu fiz todo um ajuste na minha vida para continuar trabalhando”, relatou.

Suzana também afirmou que muitos médicos já reduziram a carga de trabalho no Hospital Santa Catarina em razão da situação e destacou os impactos desse cenário para a população. “Infelizmente, com todo esse processo, perdemos muitos profissionais que eram extremamente qualificados, justamente por estarmos sempre vulneráveis a isso. Nós perdemos muito, mas a população também perde, porque bons profissionais vão realmente sair do hospital por conta disso”, alertou a pediatra.

A ginecologista e obstetra Ana Luiza Córdova, que atua no HMISC desde 2020, também relatou as dificuldades enfrentadas pelos profissionais. Durante a fala, ela citou a Constituição Federal ao abordar a saúde como direito do cidadão e dever do Estado e afirmou que a situação dos pagamentos representa uma violação desse direito. “Eu estava lá como profissional, no meu direito, sem faltar na minha escala, enquanto todos ao meu redor estavam fazendo greve e paralisando, e eles receberam o seu salário”, afirmou.

Ana Luiza também falou sobre o impacto pessoal da situação. “É muito difícil para mim falar sobre esse assunto, porque eu me sinto extremamente negligenciada e humilhada. Uma vez a minha mãe me disse: ‘Estuda, filha. Estuda porque o conhecimento ninguém nunca vai tirar de você’. E eu sinto que hoje o meu conhecimento está sendo tirado de mim”, lamentou.

Segundo a médica, ela trabalhou 330 horas durante os meses de abril e maio e participou de mais de 300 partos no período. “Eu fiquei dias, horas e noites naquele hospital. Eu salvei vidas e fiz inúmeros partos. E quero saber quem vai pagar meu salário”, reivindicou.

A presidente do Simersul, Cristiane Lopes Coral, afirmou que, desde junho, o sindicato tem realizado assembleias com o corpo clínico e buscado respostas para a situação. De acordo com ela, a entidade também tem tentado construir alternativas para os profissionais afetados pelos atrasos. “Tentamos organizar alguns caminhos para que possamos ter retorno. Isso é algo que mexe comigo também, não como presidente do Simersul, mas como médica, mãe, trabalhadora, plantonista”, enfatizou.

Cristiane explicou ainda que a situação tem gerado dificuldades para os médicos, especialmente para aqueles que possuem vínculo profissional exclusivo com o HMISC. “Hoje estamos aqui como médicos que têm empatia e não pararam de trabalhar”, defendeu.

Vereadores declaram apoio aos médicos do HMISC

Por meio de muitos vereadores que doaram seu tempo e utilizaram a tribuna para se solidarizar, a Câmara de Criciúma prestou apoio aos médicos. Entre questionamentos e mensagens de colaboração, os parlamentares garantiram que irão trabalhar para encontrar uma solução para os profissionais.

As participantes também destacaram que a situação demanda o envolvimento de todos os vereadores. A partir da manifestação do presidente do Legislativo, vereador Neto Uggioni (PSDB), afirmaram que buscarão respostas e auxílio para o corpo clínico do HMISC.

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Eleições 2026: o que faz um deputado federal e por que esse voto importa para Santa Catarina

Por Ligado no Sul03/09/2026 11h00
Foto/Reprodução Agência Brasil

Nas eleições de 4 de outubro, os eleitores de Santa Catarina vão escolher 16 deputados federais para representar o Estado na Câmara dos Deputados, em Brasília. Mas, afinal, qual é o papel de um deputado federal e como o trabalho desses parlamentares interfere no dia a dia dos catarinenses?

A Câmara dos Deputados é formada por 513 parlamentares, representantes dos 26 estados e do Distrito Federal. Entre as principais funções dos deputados estão a elaboração e alteração de leis, a fiscalização das ações do governo federal e a participação nas decisões sobre o orçamento da União.

Os deputados também podem apresentar projetos de lei e propostas de emenda à Constituição (PECs), participar de comissões e Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), convocar autoridades e solicitar informações a ministérios e órgãos públicos.

Outra atribuição importante está relacionada à fiscalização. Os parlamentares podem acompanhar obras e ações do governo federal e cobrar informações sobre a aplicação de recursos públicos, inclusive com apoio do Tribunal de Contas da União (TCU).

Deputados também ajudam a direcionar recursos

O trabalho dos deputados federais também tem impacto direto nos estados e municípios por meio do orçamento federal.

Os parlamentares podem destinar recursos por meio de emendas individuais e de bancada, inclusive para áreas como saúde, hospitais e atenção básica. Também podem atuar na articulação para que prefeituras tenham acesso a recursos de ministérios e órgãos federais.

Na prática, isso significa que a atuação de um deputado federal não se limita às votações de grandes projetos em Brasília. A destinação de recursos e a articulação política também podem influenciar investimentos realizados nos municípios.

Como são eleitos os deputados federais?

A escolha ocorre pelo sistema proporcional. Em Santa Catarina, as 16 vagas serão distribuídas entre partidos e federações conforme o desempenho obtido nas urnas.

Primeiro, é calculado o quociente eleitoral, que considera o total de votos válidos para deputado federal dividido pelo número de vagas disponíveis no Estado. As vagas restantes são distribuídas pelo sistema de sobras, seguindo as regras eleitorais.

Por isso, a eleição para deputado federal é diferente da disputa majoritária para cargos como governador e senador. O desempenho do partido ou da federação também interfere diretamente na quantidade de cadeiras conquistadas.

Santa Catarina discute aumento da bancada

Outro tema que pode voltar ao debate na próxima legislatura é o tamanho da representação catarinense na Câmara.

Santa Catarina tem atualmente cerca de 8,1 milhões de habitantes, segundo a estimativa populacional do IBGE de 2025. Apesar do crescimento da população, o Estado continua com 16 deputados federais, número mantido desde 1988. Naquele ano, Santa Catarina tinha aproximadamente 4,3 milhões de habitantes.

A discussão ganhou força porque, considerando a atual população do Estado e a proporção em relação à população brasileira, Santa Catarina teria direito a mais quatro representantes. A ampliação, no entanto, depende de mudanças na composição das bancadas e das decisões relacionadas à legislação eleitoral.

A Câmara dos Deputados chegou a aprovar uma proposta que aumentaria o número total de cadeiras de 513 para 531, mas o projeto foi vetado pelo Executivo. O Supremo Tribunal Federal prorrogou o debate sobre a nova proporcionalidade para as eleições de 2030.

Por que a escolha é importante?

A eleição para deputado federal define quem participará de decisões que envolvem temas nacionais, como saúde, segurança pública, educação, impostos, infraestrutura, orçamento e regras que afetam empresas e trabalhadores.

Para Santa Catarina, também está em jogo a capacidade de articulação da bancada para defender projetos e recursos de interesse do Estado.

Com a campanha eleitoral em andamento, conhecer as atribuições do cargo ajuda o eleitor a avaliar não apenas as propostas dos candidatos, mas também qual será o papel que eles poderão exercer caso sejam eleitos.

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Décima edição da ExpoMais reforça cultura como base para liderar, decidir e transformar

Por Ligado no Sul03/09/2026 10h00
Fotos/Divulgação

A décima edição da ExpoMais foi encerrada nesta quarta-feira, 2 de setembro, na sede da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), consolidando dois dias de programação voltados ao fortalecimento da cultura organizacional, da liderança e do desenvolvimento de pessoas e organizações.

Com o tema norteador “Cultura que gera resultado – liderar, decidir e transformar em um mundo que não para”, a edição histórica reuniu empresários, gestores, profissionais e representantes de diferentes organizações em uma jornada construída a partir da cocriação entre entidades empresariais, instituições de ensino e poder público.

“Foram dias muito produtivos, com atividades em diferentes ambientes, palestrantes renomados, ampla participação do público e todo esse êxito só é possível com a união dos cocriadores, apresentadores, patrocinadores e parceiros”, enaltece o presidente da Acic, Franke Hobold.

“Criciúma tem este ponto positivo que sempre realçamos: as entidades, a academia, os setores econômicos, o poder público se reúnem para promover o desenvolvimento e transformar a nossa região. A ExpoMais é um exemplo vivo desse movimento”, acrescenta.

Apresentado por Sicredi Sul SC e Saúde São José, o evento neste ano teve a cocriação de Acic, Prefeitura de Criciúma, Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC Campus Criciúma), Satc, Sebrae, Senac, Sesi/Senai e Unesc.

Também recebe o apoio da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Sul Catarinense), da Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e da Associação Catarinense das Emissoras de Rádio e Televisão (Acaert).

Avaliação

“Nós tivemos muitos acertos nessa edição, no formato, nas trilhas, atendendo a demanda de ter espaços exclusivos para os C-Levels, para os RHs e para os líderes estratégicos. Também no conteúdo das palestras, com os palestrantes trazendo experiências reais de desempenho em suas organizações, compartilhando esses conhecimentos e insights”, avalia Maria Julita Volpato Gomes, coordenadora da equipe de cocriação da ExpoMais e diretora executiva da Acic.

“Por ser a décima edição, tenho certeza de que ficará marcada na história do evento. E a partir de agora, vêm novos desafios, de estar sempre melhorando, subindo a régua. Porque a décima edição estabeleceu um novo patamar de conhecimento e conexões para a ExpoMais”, completa.

Experiências segmentadas

Durante a tarde, os participantes acompanharam as atividades das experiências C-Level, RH Pro e Marca Empregadora.

A programação reuniu palestras, cases, dinâmicas de networking e momentos de troca de experiências voltados aos desafios da liderança, da gestão de pessoas, da cultura organizacional, da estratégia e da transformação dos negócios.

Cultura que gera resultado

Após o coffee, todos os participantes voltaram a se reunir no Auditório Jayme Antônio Zanatta para a programação conjunta do palco principal. Primeiro convidado a falar para o grande público, Sandro Magaldi apresentou a palestra master “Cultura que gera Resultado”, aprofundando a discussão que norteou toda a décima edição da ExpoMais.

Uma das principais referências brasileiras em gestão estratégica, inovação e liderança, Magaldi conduziu uma reflexão sobre o papel da cultura na construção de organizações capazes de gerar resultados consistentes e sustentáveis.

“A cultura representa a dimensão simbólica das empresas e se manifesta na forma como as pessoas agem, tomam decisões e se relacionam no cotidiano. A cultura é como as pessoas agem quando ninguém está olhando”, destacou.

Liderança consciente

Encerrando a programação, Monja Coen proferiu a palestra “Liderança Consciente em Tempos de Pressa”. “As organizações são feitas de pessoas e nós, seres humanos, precisamos de cuidado, que damos aos outros e a nós mesmos. Precisamos de tempo para refletir e escolher nossas respostas ao mundo”, ponderou

Ao abordar temas como presença, atenção, escuta e consciência, ela convidou o público a refletir sobre a forma como pessoas e lideranças conduzem relações, tomam decisões e constroem ambientes de trabalho em um contexto marcado pela velocidade e pelas constantes transformações.

“Tudo o que produzimos e trabalhamos é para que a nossa vida seja mais prazerosa, mas se estamos o tempo todo querendo cumprir metas, como vamos alcançar a plenitude? Temos um computador de última geração, mas nossa mente precisa de pequenas pausas de vez em quando”, afirmou.

Legado

Ao longo de dois dias, a ExpoMais reuniu palestras, talks, experiências exclusivas, networking e atividades voltadas ao desenvolvimento de lideranças, gestores, profissionais e equipes.

Ao celebrar sua décima edição, o evento reafirmou a proposta que o orienta desde sua criação: promover conhecimento, conexões e experiências capazes de inspirar pessoas e fortalecer organizações. Mais do que dois dias de programação, a edição histórica consolidou um movimento construído de forma colaborativa e voltado ao desenvolvimento da região.

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Joma Fretta defende representação do Sul de SC na Câmara Federal

Por Ligado no Sul03/09/2026 09h30
Foto/Redação

O Jornal da Guarujá recebeu nos estúdios o candidato a deputado federal pelo MDB, João Marcelo Fretta Zapelini, conhecido como Joma Fretta. Natural de Tubarão, ele é advogado, empresário do setor hoteleiro e possui cerca de 20 anos de experiência no setor público. Foi suplente de vereador e candidato a vice-prefeito de Tubarão em 2016.

Na eleição de 2026, Joma disputa uma cadeira na Câmara dos Deputados e afirma ser o único candidato a deputado federal do MDB entre Florianópolis e Passo de Torres. Durante a entrevista, ele destacou a falta de representação direta do Sul de Santa Catarina em Brasília e defendeu que a região escolha um representante comprometido com suas demandas.

“Eu entendo que a nossa região está desamparada há muito tempo. São mais de 12 anos que o último deputado eleito foi o deputado Edinho, lá em 2010. E isso faz muita diferença para uma cidade”, afirmou.

Entre as principais pautas apresentadas pelo candidato estão investimentos na saúde, melhorias nas rodovias SC-108 e SC-370, a construção de um anel viário para melhorar o escoamento da produção e a busca por soluções para o Morro dos Cavalos. Na saúde, Joma citou investimentos destinados ao Hospital Santa Teresinha, em Braço do Norte, e defendeu que instituições como a Fundação Hospitalar Santa Otília, em Orleans, também possam ampliar sua estrutura e atendimento regional.

Outro tema destacado foi a transição energética na região carbonífera. Joma afirmou que o encerramento previsto da atividade do carvão exige planejamento e novas alternativas econômicas para as famílias que dependem do setor.

“2040 é logo ali. A gente precisa ter alternativas econômicas para que essas pessoas sobrevivam”, declarou.

O candidato também defendeu o fortalecimento do turismo. Para ele, municípios como Lauro Müller precisam transformar o fluxo de visitantes que passa pela região em permanência, gerando movimento para hotéis, restaurantes e comércio. Ele também citou o potencial do setor vitivinícola de municípios como Orleans e Urussanga.

“A gente tem uma capacidade turística aqui absurda, fenomenal. A subida hoje, em Lauro Müller, é um turismo de passagem. Ele precisa ser um turismo de dormitório. As pessoas precisam dormir aqui”, afirmou.

Críticas à polarização

Joma também avaliou o cenário político nacional e criticou a polarização entre os grupos políticos. O candidato se definiu como de centro-direita e conservador, mas afirmou defender uma atuação política baseada em equilíbrio e racionalidade.

“O que eu vejo é que há uma polarização muito complicada. Isso não agrega a nós. A gente precisa dar um basta nisso”, disse.

Ao comentar a atuação política nos últimos anos, Joma também criticou o que considera uma valorização excessiva de políticos com forte presença nas redes sociais, mas sem resultados concretos para a população.

“Eu tenho dito que a nossa política, nos últimos anos, praticamente desde 2018 para cá, tem eleito muito político de rede social, político que vai lá, faz um corte e faz rede social e não traz resultados para nós”, afirmou.

Sobre o MDB, o candidato reconheceu que o partido enfrenta um período de perda de espaço e defendeu a recuperação de lideranças e de uma atuação mais coletiva. Segundo ele, a legenda precisa voltar a formar grupos políticos capazes de trabalhar por projetos de longo prazo.

Ao final da entrevista, Joma reforçou que sua candidatura tem como principal proposta representar o Sul de Santa Catarina em Brasília e pediu aos eleitores uma oportunidade nas urnas.

“Eu me coloquei à disposição para que a gente possa ter resultados diferentes, realmente poder ajudar a nossa região, que há mais de 14 anos não tem um representante na Câmara Federal”, afirmou.

Joma Fretta concorre a deputado federal pelo MDB com o número 1515.

Confira

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