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Fora do Ar: Katherine Koch fala sobre sucessão familiar, novos caminhos e a coragem de recomeçar
Por Ligado no Sul12/10/2026 13h00
Foto/Redação
Como preparar uma empresa familiar para atravessar gerações sem perder a própria história? apresentado por Marc Lopes, o novo episódio do podcast Fora do Ar, recebeu Katherine Koch que compartilhou uma trajetória construída entre o Direito Empresarial, a governança corporativa, a sucessão familiar e o empreendedorismo.
Integrante de uma família com longa história no setor plástico, Katherine trabalhou durante aproximadamente 20 anos no departamento jurídico da Copobras. Foi dentro da empresa que se aproximou de temas que hoje fazem parte de sua atuação profissional, como compliance, governança e planejamento sucessório.
“Quando nós vamos falar de governança e de sucessão, a gente está tratando dos assuntos que mais ama, que são trabalho e família. Então, estamos falando de muita emoção também para ser ajustada e alinhada”, afirmou.
Preparar herdeiros não significa obrigá-los a assumir a empresa
Um dos principais pontos da conversa foi a continuidade das empresas familiares. Katherine explicou que a preparação da próxima geração precisa acontecer independentemente de os herdeiros assumirem cargos na gestão.
“Independentemente de um herdeiro trabalhar ou não no negócio, ele tem que ser preparado, porque vai receber aquele patrimônio”, destacou.
Na experiência vivida pela própria família, esse processo incluiu avaliação das competências e dos interesses de cada herdeiro. A gestão da Copobras passou por um processo de profissionalização, enquanto integrantes da terceira geração são preparados para uma atuação no conselho.
Katherine também ressaltou que sucessão não acontece de uma hora para outra. Segundo ela, o processo desenvolvido na empresa familiar já atravessa cerca de duas décadas.
“Não adianta amanhã uma empresa acordar e falar: ‘Eu quero fazer governança, quero fazer sucessão’ e achar que isso vai estar pronto em uma semana. São camadas, decisões que vão sendo tomadas”, explicou.
Para ela, o desafio também passa pelo respeito à geração que construiu o negócio. A profissionalização não significa afastar os fundadores, mas encontrar uma nova forma de participação que preserve a experiência e o legado de quem esteve à frente da empresa.
A própria trajetória de Katherine também passou por uma grande mudança. Há cerca de dois anos, ela decidiu deixar o trabalho operacional na Copobras. Em um curto espaço de tempo, mudou de cidade, casou e transformou completamente a rotina profissional.
“Eu fiz uma mudança muito radical. Mudei de cidade, de estado civil e de rotina de trabalho, tudo ao mesmo tempo”, contou.
A decisão significou deixar uma rotina construída ao longo de duas décadas. Katherine passou a morar em Tubarão e se dedicar integralmente ao escritório de advocacia empresarial do qual já era sócia.
A sociedade havia começado anos antes, depois que ela conheceu o advogado Thiago Ronchi durante uma especialização em Direito Empresarial. A parceria cresceu e, cerca de seis meses depois do início do trabalho conjunto, Katherine recebeu o convite para integrar a sociedade. Atualmente, o escritório conta com outros três sócios.
“Eu fico orgulhosa dessa trajetória, do que me foi permitido viver. Foi uma escola estar lá, com tantas operações importantes e tantos relacionamentos no mundo jurídico e corporativo”, disse sobre a experiência na Copobras.
Planejar hoje para proteger a empresa amanhã
Na advocacia, Katherine apontou a recuperação de créditos e o planejamento patrimonial e sucessório entre as demandas que mais chegam ao escritório.
Ao falar sobre sucessão, chamou atenção para empresas muito dependentes do fundador e para uma pergunta que, muitas vezes, é adiada: o que acontecerá com o negócio e com a família quando essa pessoa não estiver mais presente?
“Às vezes você constrói uma história, uma empresa, e é o centralizador, é quem faz tudo, organiza tudo. E o que acontece no dia seguinte? Ninguém se pergunta o que vai acontecer quando eu morrer”, afirmou.
Para a advogada, organização jurídica, governança e planejamento devem ser vistos como formas de prevenção. A falta dessa preparação pode colocar em risco tanto o patrimônio quanto a continuidade da empresa e as relações familiares.
Uma brincadeira que virou negócio
A pandemia abriu espaço para outro capítulo da trajetória de Katherine. Acostumada a uma rotina intensa e com um guarda-roupa cheio de peças pouco utilizadas durante o período de isolamento, ela e uma amiga decidiram começar a vender roupas pela internet.
Criaram um perfil no Instagram e perceberam rapidamente que havia espaço para transformar a brincadeira em negócio. Outras mulheres passaram a oferecer peças, o projeto cresceu e deu origem ao Desapeguei280, brechó premium voltado ao público feminino.
“Nós não investimos R$ 1 ali. Fomos crescendo com o valor que entrava do próprio negócio. Tenho muito carinho pelo Desapeguei porque começou como um hobby, uma brincadeira, e virou um negócio”, contou.
Hoje, além das vendas pelas redes sociais, o Desapeguei280 possui espaço físico em São Ludgero e recebe clientes de cidades como Criciúma, Urussanga, Tubarão e Laguna. As peças passam por uma seleção antes de chegar às clientes.
Katherine também falou sobre o crescimento do empreendedorismo feminino e sobre sua participação em iniciativas que aproximam mulheres à frente de empresas e projetos na região.
“Seja verdadeira com o teu coração”
No encerramento do Fora do Ar, Marc Lopes pediu que Katherine imaginasse um encontro com a menina que foi no passado e dissesse qual conselho daria a ela.
A resposta resumiu boa parte da trajetória contada durante o episódio.
“Eu diria para ela ser corajosa como eu sou. Sempre fui muito autêntica nas minhas decisões, no meu caminho, na minha jornada. […] Eu olharia para ela lá atrás e falaria: ‘Vai, segue essa tua autenticidade, isso que tem no teu coração. Seja sempre verdadeira com teu coração’”, afirmou.
Entre a empresa familiar, a advocacia e o empreendedorismo, a história mostrou diferentes momentos de uma mesma trajetória: a preparação para preservar o que foi construído e, ao mesmo tempo, a coragem necessária para abrir espaço para novos caminhos.
Confira o episódio completo
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Sangue Total chega a Criciúma e amplia atendimento a pacientes graves no Sul catarinense
Por Ligado no Sul12/10/2026 12h00
Foto: Divulgação/SES
O Governo de Santa Catarina ampliou para Criciúma o Programa de Transfusão Pré-Hospitalar de Sangue Total, fortalecendo o atendimento a pacientes graves na região Sul. Implantado em 8 de setembro, o serviço realizou sua primeira transfusão durante uma ocorrência pré-hospitalar no dia 13 do mesmo mês. A iniciativa também está presente nas regiões de Florianópolis, Blumenau, Chapecó e Lages. Desde o início do programa, 197 pacientes já foram atendidos em situações de urgência e emergência pré-hospitalar em Santa Catarina.
A expansão para atender a região Sul foi realizada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc), em parceria com o Serviço Aeropolicial (SAER-FRON) da Polícia Civil, que disponibiliza a aeronave.
“Estamos desde 2023 em expansão, um fortalecimento da estratégia, iniciamos em Blumenau, depois Chapecó, agora Criciúma e Lages, e vamos para outros locais ao longo do tempo. Santa Catarina, mais uma vez, é exemplo. E o governo tem uma parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde, Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiro. No sul é uma parceria com o SAER, da Polícia Civil, essa é mais uma ação visando salvar vidas, no ato, na cena, e que é exemplo para o resto do nosso país”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi da Silva.
O programa permite realizar transfusões de sangue ainda no local da ocorrência ou durante o transporte aéreo, em casos de sangramento grave e risco iminente de morte, reduzindo o risco de choque hemorrágico e aumentando as chances de sobrevivência dos pacientes. A maior parte dos atendimentos envolve situações de trauma, especialmente acidentes automobilísticos.
A primeira transfusão do Samu Aeromédico do Sul foi realizada em um ciclista de 60 anos, vítima de uma colisão com um caminhão, na Serra do Rio do Rastro, no dia 13 de setembro. O paciente sofreu uma perda significativa de sangue e precisou receber a transfusão ainda durante o atendimento e transporte aeromédico. Ele já recebeu alta hospitalar e retornou para seu município.
“É um serviço que vem engrandecer o aeromédico, que é feito em parceria com a Polícia Civil, que só vem a corroborar a importância do serviço aeromédico e trazer sobrevida a população e as vítimas que nós atendemos. A área territorial atendida pelo SAER aqui no Sul, é uma área bem grande, com mais de 2 milhões de pessoas, então já se mostrou um sucesso na nossa outra base em Chapecó, e acredito que agora aqui no sul do estado de seguirá o mesmo rumo, tornando Santa Catarina uma referência nacional no que diz respeito tanto ao aeromédico quanto ao programa Sangue Total”, destaca Gilberto Crepaldi Mondini, Delegado de Polícia Civil e Comandante de Helicóptero do SAER.
A iniciativa começou em Florianópolis, e a partir de 2023 se expandiu para Blumenau, Chapecó, Criciúma e Lages. O objetivo é aumentar as chances de sobrevida de pacientes graves. O serviço presta suporte avançado à vida, levando estrutura de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com equipes médicas e medicamentos, aos mais diversos cenários de acidentes e também para as pessoas que mais necessitam.
Como funciona
Para a operacionalização do serviço, o Hemosc fornece bolsas de sangue total do tipo O positivo e passam por rigorosos critérios de seleção. Essas bolsas são armazenadas na sede do Hangar da Polícia Civil e transportadas em uma caixa térmica especial durante o atendimento, assegurando a conservação adequada do sangue em até 48 horas. Na base, as bolsas são conservadas até 15 dias.
Desde o início do programa, o Hemosc conta com o apoio técnico do médico norte-americano Mark Yazer, da Universidade de Pittsburgh (EUA), referência internacional no uso de sangue total em situações de emergência. Estudos científicos apontam benefícios da utilização desse hemocomponente em comparação ao uso de soluções como o soro fisiológico, especialmente no atendimento a vítimas de trauma grave.
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Jovem é atraído para passeio em Orleans, assaltado e abandonado em Lauro Müller
Por Ligado no Sul12/10/2026 11h00
Foto/Reprodução
Um jovem foi assaltado após aceitar o convite de dois homens para dar uma volta pela região. O caso começou em Orleans e terminou em Lauro Müller, onde a vítima foi abandonada em uma estrada sem iluminação e precisou caminhar por aproximadamente quatro horas até conseguir ajuda.
A Polícia Militar atendeu a ocorrência por volta das 8h03 deste domingo (11), na Rodovia Flávio Righetto, no bairro Bela Vista, em Lauro Müller.
Segundo o relato da vítima, um homem de 20 anos, natural do Maranhão e morador de Orleans, ela estava em um bar no bairro Alto Paraná, quando dois homens o convidaram para um passeio. O jovem aceitou e entrou em um veículo preto, de quatro portas, cujo modelo não soube identificar.
Durante o trajeto, em uma estrada de chão, um dos homens sacou um revólver e anunciou o assalto. A vítima foi obrigada a entregar R$ 300 em dinheiro e um celular Samsung Galaxy A17, de cor preta.
Após o roubo, os dois homens abandonaram o jovem em um trecho sem iluminação. Sem conseguir ajuda no local, ele caminhou por cerca de quatro horas até encontrar uma base do Samu, onde pediu auxílio.
À Polícia Militar, o jovem informou que se lembrava do nome de um dos envolvidos e repassou características dos dois homens. Um deles foi descrito como moreno, com uma tatuagem no pescoço que se estendia até a parte posterior da cabeça. O segundo seria branco, teria aproximadamente 1,85 metro de altura e tatuagem no rosto. No momento do crime, usava camiseta branca, boné cinza e calçados brancos.
A Polícia Militar realizou buscas, mas nenhum suspeito foi localizado. As informações obtidas durante o atendimento também foram repassadas à PM de Orleans para auxiliar na identificação dos autores.
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Tartaruga-gigante ameaçada de extinção é encontrada morta em praia de Jaguaruna
Por Ligado no Sul12/10/2026 10h00
Foto/Reprodução
Uma tartaruga-de-couro, considerada a maior espécie de tartaruga marinha do mundo, foi encontrada morta na Praia do Campo Bom, em Jaguaruna. O animal foi localizado neste fim de semana, e a ocorrência foi divulgada no domingo (11).
A tartaruga era adulta e já estava em avançado estado de decomposição quando foi encontrada na faixa de areia. A espécie, conhecida também como tartaruga-gigante, pode ultrapassar dois metros de comprimento e atingir até 900 quilos. Essas são características da espécie, e não medidas confirmadas do animal encontrado em Jaguaruna.
Segundo a coordenadora do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP), Morgana Cirimbelli Gaidzinski, ainda não é possível saber o que provocou a morte.
“Neste caso, o registro da carcaça, por si só, não permite determinar a causa da morte”, explicou.
O sepultamento do animal deverá ser realizado pela Prefeitura de Jaguaruna.
Espécie está ameaçada de extinção
A tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) possui características diferentes das demais tartarugas marinhas. Em vez de um casco rígido formado por placas aparentes, apresenta uma cobertura de pele resistente, semelhante ao couro, característica que deu origem ao nome da espécie.
Esses animais percorrem grandes distâncias pelos oceanos e se alimentam principalmente de águas-vivas e outros organismos gelatinosos. A espécie também ocorre nas águas do Sul do Brasil, embora costume habitar regiões mais profundas dos oceanos.
No Brasil, a tartaruga-de-couro é classificada como criticamente em perigo de extinção. Entre as principais ameaças à sobrevivência da espécie estão a captura acidental durante a pesca, a poluição dos oceanos e a degradação dos ambientes costeiros.
De acordo com Morgana, a presença da espécie no litoral catarinense reforça a importância da região para a conservação das tartarugas marinhas. Até o momento, não foi possível determinar o que provocou a morte do animal.