Para uma melhor experiência neste site, utilize um navegador mais moderno. Clique nas opções abaixo para ir à página de download
Indicamos essas 4 opções:

Google Chrome Opera Mozilla Firefox Microsoft Edge
Ok, estou ciente e quero continuar usando um navegador inferior.

BLOG

Ligado no Sul
BLOG

Mentalidade forte, equipe forte: Como preparar pessoas para desafios reais

Por Ligado no Sul15/07/2026 14h00
Foto/Redação – papo Empreendedor

Empreender, liderar uma equipe ou simplesmente atravessar os desafios da vida exige mais do que conhecimento técnico. Em algum momento, o telefone toca com um problema inesperado, um cliente muda de ideia, uma equipe aguarda uma resposta ou o mercado muda de direção antes que todas as informações estejam disponíveis. É nesse intervalo entre o problema e a decisão que, segundo Juliano Broggio, se revela a capacidade de uma pessoa de manter a clareza, agir sob pressão e seguir em frente.

A trajetória de Juliano ajuda a explicar a visão que hoje leva a empresas, treinamentos e palestras. Ex-atleta da seleção brasileira de canoagem, professor de matemática, especialista em matemática financeira e estatística e policial civil de Santa Catarina, ele construiu a carreira em ambientes que exigem disciplina, resistência e tomada de decisão.

Em 2021, concluiu o terceiro Curso de Operações Especiais da Polícia Civil de Santa Catarina e passou a integrar o CORE, a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais, onde atuou por mais de três anos. Atualmente, é policial civil e instrutor da Academia de Polícia Civil, além de trabalhar com palestras, treinamentos e mentorias voltados ao desenvolvimento humano e empresarial.

A ideia que conecta essas experiências é definida por ele como “mentalidade de combate aplicada”. O conceito, explica, não se limita ao confronto físico ou à atividade policial. Trata-se de uma forma de pensar diante dos problemas. “Combate no sentido mais amplo da palavra. Não combate só um combate armado, um combate de luta ou algo assim, mas um combate no sentido de você entender que, durante a nossa vida, os problemas vão acontecer. A gente não tem como fugir deles”, afirma.

A lógica, segundo Juliano, pode ser aplicada a diferentes áreas: do esporte de alto rendimento ao ambiente corporativo, das relações familiares aos desafios cotidianos. O princípio é o mesmo: preparar-se para agir quando a situação deixar de ser confortável.

A primeira experiência de Juliano com a pressão veio ainda na adolescência. Durante seis anos, foi atleta de canoagem e chegou à seleção brasileira da modalidade. O esporte de alto rendimento, diz, foi seu primeiro contato com a necessidade de manter a performance mesmo quando o corpo e a mente pedem para parar. “Talvez ali tenha sido a minha primeira experiência com relação à pressão, com relação ao alto rendimento, à necessidade de performar de alguma forma mesmo nos momentos de dificuldade”, conta.

A experiência acabou se tornando uma espécie de laboratório para o que viria depois. No esporte, aprendeu que desempenho não depende apenas de talento. É resultado de repetição, preparação e capacidade de suportar o processo.

Mais tarde, essa percepção se encontraria com a formação em matemática e com a experiência de 16 anos na educação. Filho de uma professora de matemática e de um agricultor, Juliano escolheu inicialmente a graduação em matemática, em uma universidade pública, em vez do curso de Direito, que também havia sido aprovado, mas seria realizado em uma instituição privada.

A decisão teve um componente prático: ele não queria que os pais pagassem sua faculdade. No primeiro ano do curso, começou a dar aulas. A atividade, que inicialmente poderia parecer apenas uma forma de sustentar os estudos, acabou se transformando em uma carreira.

Juliano passou pelo ensino básico, por cursos preparatórios, vestibulares e concursos públicos. Foi nesse período que a segurança pública voltou a aparecer em seu horizonte. Ao preparar alunos para concursos de carreiras policiais, começou a considerar a possibilidade de ele próprio seguir esse caminho.

A aprovação para a Polícia Civil de Santa Catarina veio em 2014. Dois anos depois, ele foi chamado para assumir o cargo. Em julho de 2026, completou dez anos de atuação na polícia. Ao longo do percurso, as experiências anteriores não desapareceram. Pelo contrário: foram incorporadas à nova profissão. A matemática contribuiu para o raciocínio lógico; a educação, para a comunicação e o desenvolvimento de pessoas; o esporte, para a disciplina e a resistência; e a polícia, para o treinamento sob pressão.

Para Juliano, essa combinação explica por que sua trajetória pode parecer diversa, mas não é desconectada. As diferentes áreas foram construindo habilidades que hoje se complementam.

Uma das ideias centrais de seu trabalho é que a mudança começa antes da ação. Pensamentos, crenças e experiências influenciam sentimentos; sentimentos influenciam ações; e as ações produzem resultados.

Por isso, quando alguém deseja mudar o resultado, precisa começar pela forma como pensa e pelas habilidades que desenvolveu — ou ainda não desenvolveu. “Tudo é mentalidade e tudo é treino”, resume.

A frase não significa, segundo ele, que qualquer pessoa possa simplesmente decidir mudar e produzir resultados imediatos. Há limitações técnicas, crenças, hábitos e circunstâncias que precisam ser enfrentados. Mas, na visão de Juliano, muitas dessas barreiras podem ser trabalhadas com estudo, prática, repetição e correção. “Tudo que você quiser aprender, começar a treinar e se desenvolver e testar e repetir, errar, acertar, vai corrigindo e, nesse processo, você vai chegar nos resultados que deseja”, afirma.

O raciocínio vale para empresas, profissionais e líderes. Uma organização que pretende alcançar um novo patamar não pode esperar resultados diferentes repetindo indefinidamente as mesmas práticas.

O preço de tentar ser ótimo em tudo

A busca pelo sucesso, na avaliação de Juliano, tornou-se uma fonte de pressão permanente. O líder contemporâneo é frequentemente apresentado como alguém que precisa acordar cedo, treinar, comer de forma saudável, cuidar da família, produzir, estudar, liderar, inovar e manter a saúde mental em dia. O problema é que esse modelo pode transformar o sucesso em uma espécie de obrigação impossível.

Juliano rejeita a ideia de que exista um padrão universal de realização. Para algumas pessoas, sucesso pode significar crescimento financeiro. Para outras, pode estar relacionado à família, à saúde, à liberdade ou ao trabalho que escolhem exercer.

O ponto, portanto, não seria alcançar a nota máxima em todas as áreas da vida, mas decidir quais áreas receberão mais energia em determinado momento.

Ele compara a vida a um equalizador de som. Os diferentes campos — trabalho, família, saúde, relacionamentos — seriam como os controles de uma mesa de áudio. Nem todos precisam estar no mesmo nível para que o conjunto funcione.

A busca por ser “ótimo” em tudo, na prática, pode produzir o efeito contrário: exaustão, culpa e sensação permanente de insuficiência.

Essa cobrança também é alimentada pelas redes sociais. Juliano lembra que o Instagram funciona como um porta-retrato: as pessoas tendem a mostrar os momentos que desejam preservar ou compartilhar, e não necessariamente a totalidade da própria vida.

Comparar a rotina real com a vitrine editada de outra pessoa, portanto, é uma equação com informações incompletas.

A rotina que não precisa ser igual à de ninguém

O próprio Juliano mantém uma rotina matinal que inclui água, café, leitura, momentos de reflexão, planejamento do dia e, em algumas fases, meditação e oração. Também pratica atividade física regularmente. Mas ele evita apresentar essa sequência como uma fórmula universal.

A rotina, explica, foi construída gradualmente e de acordo com as possibilidades de cada fase da vida. Em determinados momentos, a prioridade foi o trabalho. Em outros, a família ganhou espaço. Pai de uma menina de sete anos, Juliano afirma que a rotina precisa ser ajustada à realidade. Se a filha acorda enquanto ele está lendo ou meditando, por exemplo, a prioridade muda. “Eu paro meu livro, eu paro a meditação, para o que estiver fazendo, e dou atenção para ela”, conta.

A lógica é simples: disciplina não deve ser confundida com rigidez absoluta. A construção de hábitos, segundo ele, também não precisa começar com mudanças radicais. Uma das referências utilizadas por Juliano é o livro Hábitos Atômicos, de James Clear, que defende a construção gradual de comportamentos.

No caso da leitura, ele começou associando o hábito a algo que já fazia: preparar e tomar café. O café passou a ser acompanhado por algumas páginas de um livro. Com o tempo, a prática se consolidou. É o chamado empilhamento de hábitos: conectar uma nova prática a um comportamento que já faz parte da rotina.

A ideia também vale para quem deseja iniciar uma atividade física, estudar ou desenvolver qualquer outra habilidade. A mudança não precisa começar com uma transformação completa da vida. Pode começar com uma ação pequena, repetida com consistência.

Pressão também se treina

A experiência no Curso de Operações Especiais reforçou uma convicção que Juliano já carregava do esporte: a capacidade de agir sob pressão pode ser desenvolvida.

Durante a formação, os participantes são submetidos a situações de fome, frio, sono, sede e cansaço, enquanto precisam continuar executando tarefas técnicas e físicas. O objetivo, explica, é retirar o indivíduo de seu estado natural de conforto e observar sua capacidade de manter um nível mínimo de desempenho mesmo diante do estresse.

Para ele, a lógica pode ser adaptada à vida cotidiana. Não se trata de criar sofrimento artificial ou de transformar o desconforto em um valor absoluto, mas de compreender que a exposição gradual a desafios pode ampliar a capacidade de enfrentamento. “Se você se coloca em situações desconfortáveis gradativamente, na medida certa, intencionalmente, isso vai te dando um processo de resiliência, de conseguir lidar melhor com essas situações adversas”, afirma.

O desconforto pode assumir diferentes formas. Para alguns, é o esporte. Para outros, uma atividade física, uma dieta, uma prova, uma apresentação ou uma tarefa que normalmente seria evitada. O princípio é colocar-se, de maneira consciente e gradual, diante de situações que exigem esforço.

A ideia, entretanto, tem um contraponto importante: nem todo sofrimento produz crescimento. O desconforto precisa ser proporcional, intencional e compatível com os limites de cada pessoa. Transformar a exaustão em prova de mérito pode ser apenas outra forma de adoecimento.

Conhecimento sem ação não muda comportamento

Um dos desafios mais comuns nas empresas é transformar cursos, palestras e treinamentos em mudanças concretas. As pessoas aprendem conceitos, anotam ideias e reconhecem a importância de determinados comportamentos. Ainda assim, muitas vezes continuam agindo da mesma maneira.

Para Juliano, a diferença está na decisão. “É tudo uma questão de decisão. A gente tem que decidir as coisas que são importantes para nós”, afirma.

A decisão, contudo, precisa fazer sentido para quem a toma. Uma mudança que depende apenas da expectativa externa tende a perder força quando surgem as primeiras dificuldades. É nesse ponto que ele diferencia motivação de uma espécie de entusiasmo passageiro. Ter um motivo claro para agir aumenta a possibilidade de manter o comportamento quando a novidade desaparece.

O propósito, segundo Juliano, também não precisa ser uma grande missão de vida. Pode ser mais simples e específico: um objetivo para aquele ano, para aquele período ou até para determinado dia.

A partir daí, entram as ações consistentes e a resiliência — a capacidade de continuar fazendo o que precisa ser feito mesmo quando a motivação inicial diminui. “Qualquer processo de evolução, se você está melhorando, você só melhora na zona de desconforto. Não vai ser no conforto que você vai melhorar”, resume.

A discussão sobre desempenho, no entanto, não pode ignorar a saúde mental. A comparação constante, a pressão por produtividade, as redes sociais e a sensação de que todos estão avançando mais rapidamente podem transformar a busca por evolução em uma fonte de ansiedade.

Para Juliano, o primeiro passo é o autoconhecimento. É preciso compreender tanto a situação externa que provoca determinada reação quanto a maneira como cada pessoa responde internamente a ela. Quando esse processo não é suficiente, ele defende a busca por ferramentas e ajuda adequada. Meditação, religião, conversas com pessoas de confiança e acompanhamento profissional podem fazer parte desse caminho, dependendo da necessidade de cada indivíduo.

A alta performance, nesse sentido, não deveria significar produzir indefinidamente, ignorar sinais de exaustão ou transformar a vida em uma competição permanente. O desempenho sustentável exige também capacidade de recuperação, relações preservadas e clareza sobre o que realmente importa.

A vida impõe problemas que não podem ser eliminados. O que pode ser desenvolvido é a capacidade de enfrentá-los. Entre a canoagem, a sala de aula, a matemática, a polícia e o treinamento de líderes, a mesma lógica reaparece. Preparar-se antes da crise, aceitar que a evolução exige repetição e compreender que disciplina não é ausência de dificuldade.

É, sobretudo, a decisão de continuar treinando.

Conheça um pouco mais sobre o entrevistado

Foto/redação

Juliano Gomes Broggio

  • Alta performance é mais corpo ou mente? Mente
  • Um habito indispensável? Atividade física
  • Uma decisão que mudou sua vida? Integrar a polícia
  • Um medo que você aprendeu a controlar? De altura
  • Um livro que marcou sua trajetória? O clube das 5 da manhã
  • Professor, atleta ou policial: qual identidade fala mais alto hoje? Professor
  • O que a canoagem ensinou para a vida? Resiliência e disciplina
  • O que a sala de aula ensinou para a liderança? A lidar com pessoas
  • Um erro comum de liderança? Não entender as pessoas
  • Coragem ou preparo? Preparo
  • Razão ou intuição? Intuição
  • Uma palavra que define pertencimento? Polícia
  • O que você evita no ambiente profissional? Discussões desnecessárias
  • Uma frase que você repete para si mesmo? Tudo é mentalidade, tudo é treino
  • Qual marca você quer deixar nas pessoas? Que vale a pena correr atrás dos sonhos
  • Onde você se vê daqui a cinco anos? Continuar desenvolvendo pessoas por meio de treinamentos, palestras e desenvolvimento humano

0
0

5ª Corrida do Vinho acontece neste sábado em Urussanga

Por Ligado no Sul15/07/2026 13h03
Foto/Assessoria de Imprensa – Prefeitura de Urussanga

Mais de 350 atletas já confirmaram a participação na 5ª Corrida do Vinho que acontece neste sábado, dia 18, em Urussanga. A tradicional competição está inserida no calendário de eventos da região e, além da prática esportiva, também reúne turismo, cultura e gastronomia. Ainda há vagas para quem deseja fazer os percursos de 5 e 13 quilômetros e para a Corrida Kids.

A secretária de Cultura, Turismo e Esporte, Vanessa Lopes, considera o evento uma importante vitrine para o município. “A Corrida do Vinho já se tornou uma referência na nossa região, reunindo atletas, famílias e visitantes em um ambiente de integração. Além de incentivar a prática esportiva, o evento valoriza a cultura local, movimenta o turismo, colabora com a economia e enaltece os atrativos de Urussanga”, destaca.

O diretor de Esporte e Lazer, Joelson Thomaz, conta que os preparativos estão na reta final para receber atletas e visitantes com toda a estrutura necessária. “Toda a organização foi planejada para oferecer segurança, conforto e uma excelente experiência aos participantes. Nossa expectativa é realizar mais uma edição marcada pela grande participação do público e pela integração entre esporte e lazer”, declara.

Além das provas, a programação contará com degustação de vinhos, gastronomia local, apresentação da Orquestra Municipal de Urussanga e show da banda Macacústico.

A arena da corrida será aberta às 10h, no Ginásio Centenário, onde também ocorrerá a entrega dos kits aos atletas, das 10h às 14h30. A largada está prevista para às 15h. Os kits incluem camiseta oficial, número de peito e chip de cronometragem.

A organização orienta os interessados a garantirem a inscrição antecipadamente, já que as vagas são limitadas. As inscrições podem ser realizadas no site da On Sports.

0
0

TSE atualiza e-Título com novas funções para facilitar serviços eleitorais

Por Ligado no Sul15/07/2026 12h00
Foto/Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou o aplicativo e-Título, que reúne diversos serviços da Justiça Eleitoral. A nova versão está disponível gratuitamente para celulares Android e iPhone.

Entre as novidades está a possibilidade de justificar a ausência nas eleições de forma mais simples. Quem não puder votar poderá utilizar a geolocalização para comprovar que estava fora do seu domicílio eleitoral no dia da votação. Também será possível apresentar documentos para justificar a ausência após a eleição.

Outra mudança é a facilidade para quitar multas eleitorais. O aplicativo agora permite o pagamento de débitos por Pix ou cartão de crédito, com regularização imediata.

O eleitor também poderá acompanhar o andamento de requerimentos enviados à Justiça Eleitoral. Além disso, pessoas que possuem biometria cadastrada poderão emitir diretamente pelo aplicativo a certidão de filiação partidária.

O e-Título também pode ser utilizado para acessar o documento digital do eleitor, consultar o local de votação e realizar outros serviços eleitorais.

Nas Eleições 2026, o primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Já o segundo turno, caso seja necessário para os cargos de presidente e governador, ocorrerá em 25 de outubro.

0
0

Da produção artesanal ao reconhecimento estadual: Orleans se torna Capital Catarinense da Cerveja Artesanal

Por Ligado no Sul15/07/2026 11h30
Foto/Redação

Orleans acaba de ganhar um novo reconhecimento: o município foi oficialmente declarado Capital Catarinense da Cerveja Artesanal. O título foi concedido por meio de um projeto aprovado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e reconhece a produção cervejeira como parte da identidade econômica, cultural e turística da cidade.

A conquista está diretamente ligada ao crescimento da produção de cervejas artesanais no município, especialmente ao trabalho desenvolvido pela Big Jack Cervejaria, que ganhou destaque nacional ao conquistar premiações importantes no setor.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o proprietário da cervejaria, Marcelo Dalazen, destacou que o reconhecimento representa muito mais do que uma homenagem à empresa. “Esse projeto envolve muito mais do que o nome da Big Jack. É o nome da cidade. Orleans, a cidade da melhor cerveja artesanal do país”, afirmou.

Para Marcelo, a cerveja pode ajudar a transformar a forma como Orleans é vista pelos visitantes. Segundo ele, durante muito tempo o município foi considerado apenas uma cidade de passagem para quem seguia em direção à Serra do Rio do Rastro. O empresário acredita que o título de Capital Catarinense da Cerveja Artesanal pode despertar a curiosidade de turistas e contribuir para movimentar outros setores da economia local.

Segundo Marcelo, o visitante que chega ao município atraído pela cerveja também pode conhecer restaurantes, vinícolas, cachaçarias, cafeterias e outros pontos turísticos da região. “Ele não vem apenas para a cervejaria. Ele se hospeda, passa na farmácia, abastece, vai ao café. Isso movimenta o dinheiro e faz com que ele circule aqui na cidade”, destacou.

Fotos/PMO

Uma história que começou em 2011

A trajetória da Big Jack começou em 2011, quando Marcelo decidiu produzir a própria cerveja artesanal. “Naquele ano não havia cerveja artesanal para comprar nos mercados aqui. Então comecei a fazer em casa”, contou.

Quinze anos depois, a cidade onde o projeto começou recebeu o título de Capital Catarinense da Cerveja Artesanal. “Hoje Orleans é a Capital Catarinense da Cerveja Artesanal. Isso é muito importante. É um movimento que a gente não sonhava”, afirmou.

Marcelo também destacou que, desde o início, a cervejaria buscou levar o nome de Orleans para diferentes regiões do Brasil e até para fora do país. “Quando subimos no palco para receber os prêmios, sempre levamos a bandeira da cidade. É isso que a gente gosta de fazer”, disse.

O novo título também cria uma responsabilidade para o município e para o poder público, que pode utilizar o reconhecimento como uma ferramenta de divulgação turística.

Para ele, o momento é favorável para que Orleans fortaleça sua vocação turística, especialmente com o crescimento do turismo na região Sul de Santa Catarina. “Temos vinícolas, cachaçarias, cafeterias e uma estrutura muito boa para receber os turistas que seguem para a Serra do Rio do Rastro. Acho que a cidade pode se tornar um ponto de parada importante”, avaliou.

A expectativa é que o título contribua para ampliar a visibilidade de Orleans, atraindo visitantes, fortalecendo a produção artesanal e movimentando diferentes setores da economia local.

Confira entrevista completa

0
0