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Ligado no Sul
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Agricultores e pescadores de Santa Catarina podem apresentar projetos para receber apoio financeiro

Por Ligado no Sul06/10/2026 12h00
Foto: Aires Mariga / Epagri

Agricultores familiares e pescadores artesanais de Santa Catarina já podem apresentar projetos para receber apoio financeiro por meio do programa SC Rural 2. Nesta primeira etapa, serão disponibilizados R$ 21,9 milhões em recursos em todo o estado. O prazo para apresentação das propostas termina no dia 24 de outubro.

O recurso poderá ser utilizado em projetos voltados à melhoria da produção, compra ou implantação de tecnologias, sustentabilidade ambiental, conectividade, acesso à internet e adequações relacionadas à energia elétrica, entre outras ações previstas no edital. Os beneficiados também precisarão oferecer uma contrapartida, conforme as regras de cada modalidade.

Podem participar agricultores familiares, pescadores artesanais, integrantes de povos e comunidades tradicionais, além de outros públicos previstos no edital. Os interessados precisam morar em Santa Catarina e atender aos critérios relacionados ao Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e ao Pronaf.

Para participar, o primeiro passo é apresentar uma Manifestação de Interesse. O envio da proposta, no entanto, não significa que o projeto será automaticamente aprovado. Os pedidos passarão por análise, seleção e validação.

Quem tiver interesse deve procurar o escritório da Epagri do próprio município, onde poderá receber orientação sobre os documentos necessários, os tipos de projetos que podem ser apresentados e as regras para participação. O edital completo também está disponível na Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária.

O SC Rural 2 terá duração de seis anos e prevê US$ 150 milhões em investimentos. A expectativa é beneficiar cerca de 48 mil famílias e aproximadamente 145 mil pessoas que vivem no meio rural catarinense. Até 2031, o programa prevê apoio financeiro para mais de 20 mil projetos.

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Criciúma: Pedágio Solidário da Nossa Casa será realizado neste sábado

Por Ligado no Sul06/10/2026 11h30
Foto/Assessoria de Imprensa

A edição do segundo semestre do tradicional Pedágio Solidário da Nossa Casa já tem data e hora marcadas. Será neste sábado, dia 10, das 8h até 12h. Durante este período, os voluntários – identificados por coletes – estarão nos principais semáforos da área central e da Avenida Centenário de Criciúma realizando a coleta de donativos. Os valores arrecadados serão destinados a manutenção da instituição e cuidados com os acolhidos.

Quem não passar pelos semáforos ou não tiver dinheiro físico também pode ajudar. É possível fazer doações através da chave pix, que é o CNPJ: 03.181.755/0001-28. O pix estará disponível nos panfletos de divulgação da instituição que serão entregues na abordagem durante o pedágio.

Dentre as demandas atendidas através dos recursos conquistados no Pedágio, englobam alimentação, produtos de higiene e limpeza, além de demandas específicas de suporte aos acolhidos e melhorias no espaço da casa de acolhimento.

“Nós temos muitas demandas contínuas, de itens que possuem muito uso, como proteínas, sabão líquido ou fermento por exemplo. E isso justamente por acolhermos até 20 crianças e adolescentes, sendo esse o nosso quadro atual. 20 acolhidos”, Pontua Ariana Colombo Fortuna, coordenadora da instituição.

A associação recruta pessoas interessadas em atuar como voluntárias nas demandas do evento, principalmente para a coleta nos semáforos. Estudantes universitários que participarem da ação poderão ganhar certificado de participação. A instituição prestará todo o suporte necessário às equipes envolvidas, ofertando café da manhã e almoço no abrigo e reposições de água e material para entrega nas abordagens.

Cabe destacar que o voluntário que participa durante a manhã do Pedágio ganha 12 horas complementares, e quem permanece para a contagem dos valores ganha 15 horas complementares.

Confira os semáforos que serão pontos de coleta do pedágio solidário.
• Av. Centenário: “Praça da Chaminé ”
• Av. Centenário: Próximo ao Posto Barp, Bairro Pinheirinho.
• Av. Centenário: Próximo à Praça da igreja do relógio: “Assembleia de Deus”.
• Entre as Ruas Henrique Lage e Álvaro Catão. Próximo ao Nosso Posto.
• Entre Avenida Centenário e Rua Joaquim Nabuco. Em frente ao Tri Hotel.

Ações como essa fazem parte do calendário anual de eventos da Nossa Casa, sempre com o intuito de angariar recursos para auxiliar no bem-estar dos acolhidos. A meta de arrecadação em doações para esta edição do pedágio é de R$ 12 mil.

Nossa Casa
A Associação Beneficente Nossa Casa é um serviço de acolhimento localizado em Criciúma que há 27 anos atua no cuidado de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Elas são encaminhadas para a entidade pela Vara da Infância ou pelo Conselho Tutelar e ficam na Nossa Casa tendo seus direitos integrais garantidos até que seja decidido sobre a tutela do acolhido.

A abordagem nos semáforos é permitida pela Secretaria de Assistência Social de Criciúma, conforme a data agendada anualmente e todos os grupos por semáforo tem um ofício que comprova a permissão.

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Orleans chega a 36 focos do mosquito Aedes aegypti em 2026

Por Ligado no Sul06/10/2026 11h00
Foto/Ilustrativa

Orleans chegou a 36 focos do mosquito Aedes aegypti identificados neste ano. O número aumentou após a confirmação de mais um foco nesta segunda-feira (5), no bairro Samuel Sandrini.

Diante dos registros, a Prefeitura de Orleans reforça que a prevenção depende da participação de toda a população. A principal orientação é eliminar qualquer ponto que possa acumular água, já que esses locais podem servir para a reprodução do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Na última semana, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio do setor de Zoonoses, também instalou placas de orientação nos cemitérios de Orleans. Esses espaços exigem atenção especial por concentrarem vasos, recipientes e outros objetos que podem acumular água e favorecer a proliferação do mosquito.

O alerta ganha ainda mais importância no período que antecede o Dia de Finados, em 2 de novembro, quando aumenta a movimentação nos cemitérios e também a quantidade de flores e vasos deixados nos túmulos.

A orientação do setor de Zoonoses é para que a população utilize areia nos vasos de flores e evite qualquer recipiente que possa acumular água. Objetos que não estiverem sendo utilizados devem permanecer virados para baixo, enquanto embalagens e demais materiais precisam ser descartados corretamente.

Além dos cemitérios, os cuidados devem ser mantidos dentro de casa e nos quintais. Pratos de plantas, garrafas, pneus, calhas, baldes e outros recipientes devem ser verificados regularmente para impedir o acúmulo de água.

A Prefeitura reforça que o combate ao Aedes aegypti depende de ações simples e frequentes. A eliminação dos possíveis criadouros continua sendo uma das principais formas de evitar a reprodução do mosquito e reduzir o risco de transmissão das doenças.

Foto/Assessoria de Imprensa – PMO

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Fora do Ar: dos bancos à consultoria de imagem, Tati Gedor conta trajetória de recomeços

Por Ligado no Sul06/10/2026 10h30
Foto/Redação

Uma trajetória iniciada aos 16 anos dentro de uma agência bancária, que passou pelo empreendedorismo, pelo varejo de moda e por uma mudança de estado até chegar a uma nova profissão. A consultora de imagem Tati Gedor foi a convidada do novo episódio do podcast Fora do Ar com a Guarujá e contou como diferentes fases da vida ajudaram a construir o trabalho que desenvolve atualmente.

Paulistana, Tati começou a trabalhar ainda adolescente, como menor aprendiz no Banco do Brasil. Naquele momento, o objetivo era construir uma carreira no setor bancário e conseguir pagar a própria faculdade. O incentivo para estudar vinha principalmente do pai.

“Meu pai sempre me incentivou muito a estudar e trabalhar. Ele dizia: ‘Tu tens que trabalhar e estudar porque eu não tive essa oportunidade. Eu quero muito que uma filha minha consiga se formar na faculdade’. E eu coloquei aquilo dentro de mim. O desejo do meu pai se tornou o meu desejo também”, contou.

Formada inicialmente em Administração, encontrou no marketing uma área que combinava mais com seu perfil. Depois, ingressou no Unibanco e construiu uma trajetória de aproximadamente dez anos no setor bancário. A mudança de São Paulo para o interior, porém, abriu uma oportunidade que ela ainda não enxergava como carreira.

Ao perceber que colegas de trabalho se interessavam pelas roupas diferentes que trazia da capital, Tati começou a comprar peças para vender. “Eu fui a minha primeira cliente e foi aí que o empreendedorismo veio para mim”, relembrou.

O movimento cresceu até a abertura de uma loja. Paralelamente, Tati decidiu estudar Design de Moda. Vieram trabalhos com confecções, produção de catálogos e uma experiência profissional no comércio eletrônico de moda, período em que teve contato com modelos, fotógrafos, produção, vendas, tecnologia e eventos.

 

Um novo começo em Santa Catarina

Anos depois, uma nova mudança alteraria novamente os rumos da carreira. Tati conheceu o atual marido, catarinense, e, após dois anos de relacionamento à distância, decidiu deixar São Paulo e começar uma nova vida no Sul do estado.

“Eu deixei tudo e vim para Santa Catarina começar tudo de novo”, resumiu.

Pouco tempo depois veio a pandemia e, durante esse período, nasceu Helena. Foi justamente após a maternidade que Tati enfrentou uma situação que até então não fazia parte de sua história: a baixa autoestima.

“Depois que Helena nasceu, meu corpo não era o mesmo, eu não me sentia mais a mesma pessoa, minha rotina não era a mesma, eu não me sentia mais bonita”, contou. Durante cerca de três meses, segundo ela, o desconforto foi mantido em silêncio. “Eu não olhava no espelho, eu não me sentia bem.”

A reação veio quando percebeu que poderia utilizar nela mesma o conhecimento acumulado durante anos de trabalho e estudo.

“Eu decidi colocar tudo que eu havia aprendido na minha vida e aplicar em mim. E eu comecei a me sentir melhor, comecei a me ver melhor, comecei a colocar a consultoria de imagem na minha vida”, relatou.

A experiência pessoal acabou se transformando em um novo caminho profissional. Tati buscou especialização, começou a atender as primeiras clientes e encontrou no associativismo feminino uma forma de criar conexões em uma região onde ainda conhecia poucas pessoas.

“Não é só roupa”

Durante a conversa, Tati também procurou desconstruir a ideia de que consultoria de imagem significa simplesmente montar looks, acompanhar tendências ou incentivar a compra de roupas.

Para ela, o processo começa antes do guarda-roupa.

“A consultoria vem trabalhar primeiro o eu, o autoconhecimento. Ensinar essa mulher a se conhecer, quem ela é, o que gosta, o que não gosta e, principalmente, o que comunica quem ela é”, explicou.

Segundo a consultora, mudanças profissionais, maternidade, idade, rotina ou mesmo uma mudança de cidade podem exigir uma nova maneira de se apresentar sem que a pessoa precise abandonar a própria identidade.

“A consultoria é mais profunda do que só montagem de look. Ela é comunicar a história da pessoa por meio da imagem”, afirmou.

Tati também defendeu que conhecer o próprio estilo pode levar a um consumo mais consciente. Em vez de comprar apenas porque determinada peça está na moda, a pessoa passa a selecionar aquilo que realmente combina com sua rotina e identidade.

“Quando você consegue entender o que faz sentido para você ou não, você seleciona melhor, gasta menos e, quando compra, compra mais assertivamente”, destacou.

Associativismo e propósito

A participação em grupos de mulheres empreendedoras também ganhou espaço na entrevista. Quando chegou à região, Tati buscou grupos de networking e passou a integrar o Núcleo da Mulher Empreendedora ligado à associação comercial. O movimento ajudou a construir relações profissionais e também fortaleceu a ideia de compartilhar conhecimento.

“Além de conhecer pessoas, me promover, fazer conexões, foi principalmente para poder compartilhar conhecimento e também aprender, que eu acho que é a parte mais importante quando a gente empreende”, afirmou.

No encerramento do Fora do Ar, Tati foi convidada a imaginar o que diria à menina que foi um dia, ainda na Zona Leste de São Paulo. Em vez de um conselho, preferiu uma confirmação de que aquela trajetória valeria a pena.

“Eu talvez não daria um conselho. Talvez afirmaria para ela continuar, que a gente conseguiu estudar, conseguiu trabalhar e ser feliz, formar uma linda família. E, com tudo isso, a gente conseguiu ajudar outras pessoas, que é o meu maior propósito: com o meu conhecimento, conseguir auxiliar outras pessoas para o seu crescimento também”, disse.

Confira aqui o  episódio completo.

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