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Líder nacional, Santa Catarina amplia a taxa de doadores de órgãos em 2026
Por Ligado no Sul07/10/2026 15h00
Foto: Leo Munhoz/SecomGOVSC
Referência nacional em doação de órgãos, Santa Catarina mantém em 2026 os melhores indicadores do país e já supera, até agosto, a taxa de doadores efetivos registrada em todo o ano passado. O estado alcançou 45 doadores efetivos por milhão de população (pmp), acima dos 42,8 pmp registrados em 2025, quando Santa Catarina também apresentou a maior taxa do Brasil. Os resultados são fruto de mais de duas décadas de consolidação do Sistema Catarinense de Doação e Transplantes como uma política pública de Estado, aliando a solidariedade das famílias catarinenses a investimentos e capacitação permanente dos profissionais que, desde 2023, foram ampliados pelo Governo do Estado.
Outro indicador que evidencia a evolução do sistema é a taxa de não autorização familiar. Em 2026, o índice está em 31%, abaixo dos 32% registrados em 2025. A redução é ainda mais expressiva quando considerado o histórico: em 2007, 70% das famílias não autorizavam a doação. O avanço reflete o trabalho permanente de educação, acolhimento e capacitação das equipes envolvidas no processo de doação e transplante.
“À frente do resto do país, Santa Catarina segue alcançando resultados expressivos na doação de órgãos, possibilitando transplantes e novas oportunidades de vida. O SC Transplantes é uma política de Estado consolidada há mais de duas décadas, que vem sendo aprimorada continuamente. O Governo do Estado mantém investimentos na estrutura dos serviços e na logística de transporte terrestre e aéreo, garantindo que todo o processo aconteça de forma segura e ágil, beneficiando pacientes de Santa Catarina e também de outros estados”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.
Criada em 1999, a Central Estadual de Transplantes (SC Transplantes), vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (SES), coordena as ações de doação, distribuição e transplante de órgãos e tecidos em Santa Catarina. Ao longo de sua trajetória, o sistema catarinense contribuiu para que cerca de 26 mil pessoas recebessem órgãos, tecidos ou células. Doações realizadas em Santa Catarina também beneficiam pacientes de outros estados.
“Temos um sistema catarinense consolidado e reconhecido pelos resultados alcançados ao longo dos anos. Nos últimos 21 anos, em 15 deles fomos líderes isolados no processo de doação de órgãos para transplante no Brasil e, nos demais, ficamos na segunda colocação. Em 2025, alcançamos os melhores resultados do país e, neste ano, seguimos trabalhando para avançar ainda mais. Isso é resultado de uma política de Estado construída de forma contínua, mas também da decisão de famílias que disseram sim à doação. Até hoje cerca de 9,4 mil famílias catarinenses autorizaram a doação, impactando diretamente a vida de milhares de pessoas em Santa Catarina e em outros estados. Nossa gratidão a todas as famílias doadoras”, afirma o coordenador do SC Transplantes, Joel de Andrade.
Capacitação fortalece a comunicação com as famílias
A entrevista familiar é uma das etapas mais sensíveis do processo de doação de órgãos. O momento exige preparo técnico, empatia e comunicação qualificada por parte dos profissionais responsáveis por acolher e orientar as famílias.
Para fortalecer essa abordagem, Santa Catarina realiza, em média, 10 Cursos de Comunicação em Situações Críticas por ano, voltados à qualificação dos profissionais que atuam diretamente nesse processo. Até agosto de 2026, 3.288 profissionais já haviam sido capacitados. Há 73 instituições hospitalares de Santa Catarina que integram o Sistema Estadual de Doação.
Entre janeiro e agosto de 2026, a SC Transplantes registrou 525 notificações de potenciais doadores, com 395 entrevistas familiares realizadas e 272 autorizações para doação. No período, foram efetivadas 241 doações de múltiplos órgãos. Também foram realizados 1.167 transplantes no Estado.
Como ser um doador?
Todas as pessoas podem doar órgãos e tecidos. Não é necessário deixar nada por escrito, basta comunicar sua família sobre o desejo de doar. A autorização familiar é necessária para que a doação seja realizada. Após o consentimento da família, são iniciados o planejamento da logística, os procedimentos para remoção dos órgãos, seleção dos receptores mais compatíveis e, na sequência, distribuição dos órgãos para serem transplantados.
A logística de transporte é uma das etapas mais importantes, pois quanto mais jovens os doadores, mais complexa é a estrutura devido ao potencial de utilização dos órgãos. O Governo do Estado tem à disposição aeronaves da Secretaria de Estado da Saúde/Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros, táxi aéreo e voos comerciais, de acordo com a disponibilidade no momento. Todo o processo movimenta dezenas de pessoas.
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Sicoob Credivale está entre as 30 melhores empresas para se trabalhar no Brasil
Por Ligado no Sul07/10/2026 14h00
Fotos/Sicoob Credivale
O Sicoob Credivale vive um momento de celebração. A cooperativa foi reconhecida com a 28ª posição entre as melhores empresas para se trabalhar no Brasil, segundo o ranking nacional do Great Place to Work (GPTW), na categoria de médio porte, que reúne organizações de 100 a 999 colaboradores. A premiação foi entregue durante um evento na noite de terça-feira, 06 de outubro, em São Paulo.
O reconhecimento é resultado da avaliação realizada pelos próprios colaboradores por meio da Pesquisa de Clima Organizacional, na qual o Sicoob Credivale conquistou a expressiva nota de 93 pontos. Além disso, a cooperativa apresentou suas práticas de gestão de pessoas, desenvolvimento de equipes e cultura organizacional para avaliação da comissão responsável pelo ranking.
No ano passado, o Sicoob Credivale já havia sido reconhecido entre as melhores instituições financeiras para se trabalhar. Agora, avança mais um degrau e entra no grupo das 30 melhores empresas de médio porte do país, entre todos os segmentos.
Com 32 anos de história e cerca de 300 colaboradores, o Sicoob Credivale construiu sua identidade sobre o cooperativismo. É essa essência que, segundo a gestão, sustenta o ambiente de trabalho reconhecido nacionalmente. Para o diretor Administrativo, Clovis Freitas, a premiação é consequência de uma cultura que existe muito antes de qualquer ranking. “Ano a ano, temos subido no ranking, mas nunca trabalhamos visando a premiação. Ela é apenas uma consequência de uma cultura que, todos os dias, busca cuidar das pessoas. Cooperar é o nosso legado, e cuidar das pessoas está na nossa essência. Ficamos muito felizes com o reconhecimento, mas o nosso compromisso continua o mesmo: oferecer um ambiente em que as pessoas se sintam valorizadas, respeitadas e orgulhosas de fazer parte da nossa história.”
A coordenadora de Gestão de Pessoas, Meri Hoepers, destacou que a conquista pertence a todos que fazem parte da cooperativa. “Estar entre as 30 melhores empresas do Brasil para trabalhar não é apenas um reconhecimento. É a prova de que tudo o que construímos juntos tem valor. Tem muito de cada um de nós nesse resultado: dedicação, coragem e muita paixão pelo que fazemos e entregamos todos os dias. Hoje estamos colhendo aquilo que plantamos até aqui, e nenhuma colheita acontece por acaso. Ela é fruto de cuidado, persistência e, principalmente, de pessoas que acreditam e fazem acontecer”, completa.
Sobre o GPTW
O Great Place to Work é uma consultoria global que reconhece organizações com ambientes de trabalho de excelência, com base na percepção dos próprios colaboradores sobre confiança, respeito, orgulho e camaradagem.
Nesta edição, o levantamento contou com a participação de 5.897 empresas, das quais 5.580 foram habilitadas para concorrer ao ranking nacional, representando mais de 5 milhões de trabalhadores em todo o Brasil.
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Mente em Sintonia aborda síndrome do impostor e os impactos da autossabotagem
Por Ligado no Sul07/10/2026 13h00
Foto/Redação
O quadro Mente em Sintonia, do Jornal da Guarujá, recebeu na manhã desta quarta-feira (7) a psicóloga Vanesa Bagio para falar sobre a síndrome do impostor, fenômeno psicológico marcado pela dificuldade de reconhecer as próprias competências e conquistas.
Apesar do nome, a síndrome do impostor não é classificada como um transtorno mental específico. O fenômeno é estudado pela Psicologia e está relacionado a sentimentos persistentes de inadequação, dificuldade de aceitar o próprio sucesso e tendência a atribuir conquistas à sorte ou a fatores externos.
Durante a entrevista, Vanesa explicou que, ao receber um paciente com essas características, um dos primeiros passos é avaliar se os comportamentos estão associados a outros quadros.
“Primeiro, quando a gente faz o acompanhamento, é começar a ter entendimento se existe algum sintoma relacionado a outro tipo de transtorno. Eu gosto muito de entender desde a base, desde a infância, até o momento que esse meu paciente está vivendo”, explicou.
Entre os comportamentos que podem aparecer está o perfeccionismo. Segundo a psicóloga, a busca constante por um resultado perfeito pode provocar uma cobrança excessiva e contribuir também para a procrastinação.
“Se eu não fizer perfeito, eu não sou validado, eu não consigo atingir a minha meta. E ali eu relaciono se tem a ver com ansiedade, se a pessoa tem obsessão por organização, se vai procrastinar. O perfeccionismo leva a uma procrastinação”, afirmou.
A relação entre fenômeno do impostor, perfeccionismo e procrastinação também aparece em estudos sobre o tema.
Dificuldade para reconhecer as próprias conquistas
Vanesa destacou que uma das características mais marcantes é a dificuldade de reconhecer o próprio potencial. Mesmo diante de uma promoção, de um elogio ou de um resultado positivo, a pessoa pode acreditar que não possui capacidade suficiente ou que chegou até ali por acaso.
“Quando as pessoas chegam assim: ‘Ah, foi sorte, imagina’. Ela não se vê assim. Então eu pergunto: qual é o teu propósito? Onde tu queres chegar? E muitas vezes a pessoa não sabe, porque não consegue se ver adiante”, relatou.
A dificuldade também pode aparecer fora do ambiente profissional. Durante o programa, os participantes lembraram situações em que uma pessoa demonstra desconforto ao receber um elogio. Para Vanesa, essa reação pode revelar uma dificuldade em aceitar a própria imagem de maneira positiva.
“Não existe conforto quando é elogiado. Você já percebe que ela distorce a situação, já muda totalmente o foco porque ela não se vê”, explicou.
Psicoterapia pode ajudar a romper o ciclo
De acordo com Vanesa, o acompanhamento é construído gradualmente, ajudando o paciente a identificar comportamentos, reconhecer conquistas e modificar a forma como interpreta as próprias capacidades.
“De uma forma gradual, eu vou começar a colocar essa pessoa a entender e a se ver nas suas conquistas, no seu potencial”, afirmou.
A psicóloga explicou ainda que alguns pacientes apresentam outros quadros associados. Nesses casos, pode haver necessidade de avaliação de outros profissionais e, quando indicada clinicamente, utilização de medicamentos. Em outras situações, o acompanhamento pode ocorrer somente por meio da psicoterapia.
Para Vanesa, buscar ajuda antes que o sofrimento se intensifique pode facilitar esse processo. “A pessoa começa a tomar consciência das suas emoções. Ela começa a tomar consciência de que está se invalidando. Não é o outro que está invalidando ela”, destacou.
Para conhecer o trabalho da psicóloga, buscar orientações ou informações sobre atendimento, o contato pode ser feito pelo Instagram @vanesabagio.psi. Vanesa também realiza atendimentos presenciais no Edifício Cidade das Colinas, na Rua João Ramiro Machado, nº 321, sala 6, no Centro de Orleans, além de consultas on-line.
Confira
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Braço do Norte recebe Fórum Cidades do Amanhã nesta quinta-feira
Por Ligado no Sul07/10/2026 12h00
Foto/Divulgação
Braço do Norte recebe, nesta quinta-feira, dia 8 de outubro, o Fórum Cidades do Amanhã – Edição 2026, promovido pelo Núcleo Imobiliário da Acivale. O evento será realizado a partir das 18h30, no Auditório do Sicoob, com o tema “Gestão pública e iniciativa privada construindo cidades que avançam”.
A programação reunirá especialistas e representantes do poder público e da iniciativa privada para uma noite de troca de conhecimentos, reflexão e discussão sobre planejamento, desenvolvimento e os desafios enfrentados pelos municípios da região.
Entre os palestrantes estão Edson Silva, que possui experiência nas áreas de planejamento e gestão pública, e Júlio Kipper, sócio e diretor de Relações Institucionais da Vokkan. Autoridades de Braço do Norte, São Ludgero e Grão-Pará também foram convidadas para participar do encontro.
Realizado com o envolvimento de todos os nucleados, o Fórum Cidades do Amanhã tem como propósito aproximar o poder público e a iniciativa privada, criando um ambiente favorável para o diálogo e a construção conjunta de propostas para o futuro das cidades.
A iniciativa busca colocar em pauta questões importantes para o desenvolvimento regional e estimular novas ideias, conexões e iniciativas que possam contribuir para municípios mais planejados, dinâmicos e preparados para os próximos anos.
A expectativa é de que a edição de 2026 seja um marco para o debate sobre o futuro de Braço do Norte e dos municípios do Vale, fortalecendo a parceria entre os diferentes setores da sociedade.
Os ingressos são limitados e ainda estão disponíveis. Interessados em participar devem garantir a entrada e fazer parte desse momento de discussão sobre as cidades que queremos construir para o amanhã.