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Ligado no Sul
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A Serra Catarinense como marca

Por Ligado no Sul16/07/2026 13h00

Falar em turismo durante muito tempo, significava pensar no ponto final da cadeia: o hotel que recebe, o restaurante que serve, a atração que encanta e o visitante que vai embora. A lógica, no entanto, tornou-se mais complexa. Em um mercado cada vez mais competitivo, não basta ter uma paisagem bonita, uma boa gastronomia ou uma hospedagem confortável. O desafio passou a ser construir uma experiência capaz de despertar desejo antes da viagem, confirmar expectativas durante a visita e permanecer na memória depois que o turista retorna para casa.

É nesse ponto que o turismo começa a se aproximar do universo das marcas.

A Serra Catarinense já possui alguns dos elementos mais valorizados pelo viajante contemporâneo: paisagens naturais, frio, possibilidade de neve, vinhos, gastronomia, cultura, turismo rural e uma identidade própria. O desafio, agora, é compreender como esses atributos podem ser organizados em uma narrativa capaz de tornar a região mais reconhecida, desejada e competitiva.

Para o empresário Edu Debiasi, fundador da Nexa Brand, agência de branding e posicionamento de marcas sediada em Orleans, o turismo precisa ser analisado como um negócio completo. Não basta oferecer um produto. É necessário entender quem é o consumidor, quais são suas expectativas e de que maneira a experiência entregue consegue gerar valor. “Dentro de uma empresa, no final, precisamos gerar valor para o consumidor. Então entendemos esse consumidor, trabalhamos a marca, a expectativa e a comunicação para fazer com que essa expectativa gere um desejo. Esse desejo se concretiza através de uma entrega que vira uma experiência e gera valor no final”, explica.

Aplicada a um território, essa lógica ganha uma dimensão ainda maior. Uma cidade ou uma região também pode ser percebida como uma marca. Antes mesmo de colocar os pés na Serra, o visitante já chega com uma imagem construída por fotografias, vídeos, campanhas, relatos de amigos e redes sociais. A expectativa é criada antes da viagem. O destino, então, precisa entregar uma experiência compatível com aquilo que prometeu.

Se a experiência é positiva, o visitante retorna, recomenda e passa a estabelecer uma relação afetiva com o lugar. O resultado não é apenas a satisfação de um turista, mas a construção de reputação — um ativo que, no turismo, pode valer tanto quanto uma nova atração. “O lugar também é uma marca. As pessoas de fora criam expectativas sobre a Serra, seja pela neve, pelo vinho, pela paisagem ou por tudo aquilo que a comunicação apresenta. A pessoa cria um desejo, vem para cá e tem contato com a experiência. Se essa experiência é positiva, ela indica, volta e continua ligada ao lugar”, afirma Debiasi.

O crescimento do turismo também trouxe um desafio menos visível: entender que não existe um único tipo de turista.

Há quem procure o frio e a neve. Há quem viaje em busca de gastronomia, vinhos, aventura, natureza, cultura ou experiências rurais. Há visitantes que chegam de cidades próximas, com menor custo de deslocamento, e outros que atravessam longas distâncias para conhecer a região. Há ainda diferenças culturais entre quem vem de outros estados brasileiros e visitantes estrangeiros.

Compreender essas diferenças é fundamental. Uma região pode oferecer produtos para diferentes faixas de consumo sem perder sua identidade. “Você pode ter opções mais acessíveis e opções mais sofisticadas, mas dentro de uma mesma identidade. A pessoa que vem para cá quer experimentar o vinho, os pratos típicos, uma cerveja artesanal, quer sentir a essência do lugar”, afirma.

A questão, portanto, não é transformar a Serra em um produto único e padronizado. É justamente o contrário. O desafio está em identificar o que existe de singular na região e fazer com que diferentes experiências contribuam para uma percepção comum.

O visitante pode escolher um hotel simples ou uma hospedagem sofisticada. Pode frequentar um restaurante de ticket médio mais baixo ou uma experiência gastronômica de alto padrão. O que precisa permanecer é a sensação de que ele está vivendo algo que pertence à Serra.

Da beleza natural à experiência

A paisagem é, muitas vezes, o primeiro argumento de venda de um destino. Mas dificilmente é suficiente para garantir o retorno do visitante. A Serra Catarinense possui o cenário. O desafio é transformar esse cenário em experiência.

Isso significa oferecer ao visitante mais do que uma fotografia diante de uma paisagem. Significa permitir que ele conheça uma produção de maçã, prove um vinho produzido na região, descubra uma receita tradicional, entenda a cultura local ou passe alguns dias em contato com um modo de vida diferente daquele que encontra em seu cotidiano. “Cada turista tem uma característica. Alguns procuram religião, outros cultura, natureza ou inverno. Mas existe um ponto em comum: as pessoas querem novas experiências. Elas não querem apenas passar por um lugar. Querem vivê-lo, entender sua cultura e conhecer aquilo que existe de único ali”, observa Debiasi.

É uma mudança importante no comportamento do consumidor. O turismo de passagem perde espaço para o turismo de pertencimento. O visitante não quer apenas conhecer um destino. Ele quer construir uma história sobre aquele destino.

Essa transformação também exige qualificação. O crescimento do turismo não depende apenas da abertura de novos hotéis ou restaurantes. É necessário preparar as pessoas que estarão na linha de frente da experiência. O atendimento, a comunicação, a compreensão do perfil do visitante e a capacidade de transformar uma prestação de serviço em uma experiência são elementos que passaram a fazer parte da competitividade turística.

Outro desafio é fazer com que os empreendedores enxerguem o desenvolvimento da região como uma construção coletiva.

Um hotel depende de restaurantes, atrativos, estradas, serviços, mão de obra e divulgação. Um restaurante depende do fluxo de visitantes gerado por toda a região. Uma cidade depende das demais cidades que integram o destino turístico. Nenhum empreendimento funciona completamente isolado.

Debiasi recorre a uma frase do filósofo espanhol José Ortega y Gasset para explicar essa relação: “Eu sou eu e minhas circunstâncias”. “Eu posso ter a maior estrutura, a maior pousada e as coisas mais bonitas, mas dependo do poder público, da cultura, do desenvolvimento local e das pessoas que trabalham comigo. É preciso essa interdependência, essa cooperação. No final, todo mundo só ganha se todo mundo ganhar”, afirma.

A lógica é particularmente importante para a Serra Catarinense, onde diferentes municípios compartilham características, atrativos e desafios. Uma campanha isolada pode beneficiar um empreendimento. Uma estratégia regional pode transformar a percepção de todo o destino.

É nesse contexto que surge o conceito de place branding, uma vertente do branding voltada à construção da imagem, da reputação e da percepção de valor de um lugar. O conceito parte de uma pergunta aparentemente simples: pelo que uma cidade ou região deseja ser reconhecida?

Pomerode é associada à cultura germânica. Nova Veneza construiu uma identidade ligada à herança italiana. A Amazônia remete à floresta. O Peru, à cultura inca e à história de suas civilizações. São lugares que, antes mesmo de serem visitados, já carregam uma imagem na mente das pessoas.

A Serra Catarinense também possui atributos reconhecíveis. O frio, a neve, as araucárias, os vinhos, a gastronomia e as paisagens de altitude fazem parte desse imaginário. O desafio está em organizar essa identidade e transformá-la em uma experiência coerente para quem vive na região e para quem chega como visitante.

A construção de uma marca territorial, no entanto, não pode ser confundida com uma campanha publicitária. Uma campanha pode criar desejo. Mas é a experiência real que determina se esse desejo será confirmado ou frustrado.

Se a comunicação promete neve, mas o visitante encontra uma estrutura despreparada para recebê-lo; se a região vende gastronomia, mas não há qualificação suficiente; se divulga natureza, mas não preserva seus atrativos, a marca perde valor.

Por isso, o desenvolvimento turístico depende de um alinhamento entre poder público, iniciativa privada, empreendedores e comunidade.

A Serra Catarinense tem os elementos que despertam o desejo. O próximo passo é compreender como transformá-los em uma experiência capaz de gerar retorno, recomendação e vínculo.

O visitante pode até esquecer o nome de um restaurante ou o número do quarto em que ficou. Mas dificilmente esquece a sensação que uma viagem lhe proporcionou. É justamente nessa memória que uma região começa a se transformar em destino. E, quando um destino consegue criar valor, a paisagem deixa de ser apenas bonita: passa a ser reconhecida, desejada e capaz de movimentar uma economia inteira.

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Justiça determina implantação de serviço de acolhimento para crianças e adolescentes em Treze de Maio

Por Ligado no Sul16/07/2026 12h00
Foto/Reprodução Internet

A Justiça determinou que o município de Treze de Maio implante um serviço de acolhimento institucional para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. A decisão atende a uma ação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que apontou a necessidade de garantir atendimento adequado aos menores que precisam ser afastados temporariamente do convívio familiar por determinação judicial.

O problema ganhou maior evidência em 2025, quando o município passou a enfrentar dificuldades para atender casos que necessitavam de acolhimento. Conforme apontado pelo Ministério Público, houve situações em que crianças e adolescentes precisaram ser encaminhados para serviços de outras localidades devido à falta de vagas disponíveis, dificultando o atendimento imediato e adequado.

A ausência de uma estrutura própria ou conveniada de acolhimento também gerou preocupação do Conselho Tutelar de Treze de Maio, que alertou para o aumento da demanda e para a necessidade de uma alternativa permanente para atender crianças e adolescentes em situação de risco.

A medida determinada pela Justiça tem como objetivo garantir um espaço seguro e estruturado para receber menores vítimas de abandono, violência, negligência ou outras formas de violação de direitos.

Conforme a decisão liminar, o município deverá adotar as providências necessárias para a implantação e funcionamento do serviço, seguindo as normas previstas para esse tipo de atendimento. A determinação estabelece um prazo para que a administração municipal organize a estrutura necessária, garantindo equipe especializada e condições adequadas para oferecer proteção, acompanhamento e apoio aos acolhidos.

O serviço de acolhimento institucional é uma medida de proteção prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e deve ser utilizado quando não há possibilidade imediata de permanência da criança ou adolescente junto à família de origem.

Na ação, o MPSC destacou que o município tem o dever de garantir políticas públicas voltadas à infância e adolescência, incluindo os serviços de proteção especial de alta complexidade, como é o caso do acolhimento institucional.

“Nenhuma criança ou adolescente pode ficar sem acolhimento quando sua integridade física ou emocional está em risco. A legislação é clara ao estabelecer que os municípios devem manter esse serviço disponível, justamente para garantir proteção imediata àqueles que tiveram seus direitos violados. Diante da ausência dessa estrutura em Treze de Maio e da existência de casos concretos sem vagas disponíveis, tornou-se necessária a atuação do Ministério Público para assegurar que esse direito seja efetivamente garantido”, afirmou o Promotor de Justiça Tito Gabriel Cosato Barreiro.

A decisão permite que o município escolha a forma de implantação do serviço, podendo criar uma unidade própria ou firmar parceria com outros municípios ou entidades habilitadas, desde que seja garantido atendimento adequado à demanda existente.

A determinação busca evitar que crianças e adolescentes em situação de risco permaneçam sem uma alternativa de proteção quando houver necessidade de afastamento do ambiente familiar.

O município de Treze de Maio ainda poderá apresentar manifestação e recursos dentro dos prazos previstos pela legislação, mas deverá cumprir as medidas determinadas pela Justiça enquanto a decisão estiver vigente.

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Feira do Livro de Criciúma reúne literatura, cultura e 100 mil títulos até 25 de julho

Por Ligado no Sul16/07/2026 11h30
Fotos/redação

A 19ª edição da Feira do Livro de Criciúma começou oficialmente nesta segunda-feira (13), com uma programação que segue até o dia 25 de julho, na Praça Nereu Ramos, no Centro da cidade. A abertura ocorreu paralelamente à 5ª Semana da Imprensa.

Neste ano, a feira tem como tema a valorização do jornalismo criciumense e as transformações dos veículos de comunicação ao longo dos anos. A programação reúne literatura, memória, educação e manifestações artísticas, com apresentações musicais, espetáculos teatrais, oficinas, rodas de conversa, lançamentos de livros e atividades desenvolvidas por escolas e instituições culturais.

A programação também promove o contato das crianças com diferentes manifestações artísticas. Em uma das atividades realizadas no evento, o Grupo Cirandela apresentou um espetáculo que integrou música, teatro e literatura, reunindo estudantes e visitantes na Praça Nereu Ramos. A proposta é aproximar o público infantil dos livros e da leitura por meio de diferentes linguagens artísticas.

Promovido pela Prefeitura de Criciúma, por meio da Fundação Cultural de Criciúma (FCC) e da Secretaria Municipal de Educação, o evento conta com dez estandes e aproximadamente 100 mil títulos disponíveis para diferentes faixas etárias.

Mais de 20 mil alunos da rede municipal receberam um vale-livro no valor de R$ 15 para a compra de obras nos estandes participantes. Já os professores da rede municipal contam com um benefício de R$ 45. A programação é gratuita e aberta aos estudantes e à comunidade.

Durante a abertura, o prefeito de Criciúma, Vagner Espíndola, destacou a importância da feira para o incentivo à leitura e a preservação da memória local.

“A Feira do Livro é um investimento no conhecimento e na formação das pessoas. Acreditamos que não existe transformação social sem educação, e incentivar a leitura é investir no futuro das nossas crianças e também preservar a história de Criciúma para as próximas gerações”, afirmou.

A programação também conta com a participação de entidades literárias e culturais do município. Segundo Dioni Fernandes Virtuoso, secretária e diretora cultural da Academia Criciumense de Letras (ACLe) e diretora do Núcleo de Feiras e Bienais da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB Nacional), a feira se consolidou como uma das principais iniciativas de incentivo à leitura e valorização dos escritores da região.

A 19ª Feira do Livro de Criciúma segue até o dia 25 de julho, com atrações gratuitas.

Confira a programação:

16/07 (quinta-feira):
14h – Apresentação da EMEB Oswaldo Hülse;
14h30 – Apresentação dos grupos de dança alemã e italiana da EMEB Caetano Ronchi;
15h – Apresentação do Coral do Colégio Michel.

17/07 (sexta-feira):
Encerramento da V Semana da Imprensa – Oficinas da Satc e Curso de História Unesc – Ações nas escolas ao longo da semana;
14h – Apresentação de dança da EMEB Hercílio Amante;
14h30 – Apresentação do Coral Canarinhos do Arruda da EMEB Rubens de Arruda Ramos.

18/07 (sábado):
9h às 10h – Apresentações da EMEB Hercílio Amante – Projeto Dança Italiana; Projeto balé Danzza na Piazza; Dança Livre Joias do Oriente; Projeto balé Fiesta das Flores; Projeto Coral (homenagem Reis e Rainhas da escola).

21/07 (terça-feira):
9h30 – Apresentação Fabiano Peruchi – Clóvis;
14h – Teatro Puft;
17h – Apresentação de Balé Praça CEU;
14h – Cultura Mamoeiro – Apresentação Boi de Mamão do Sesc.

23/07 (quinta-feira):
9h30 – Apresentação do Coral Som do Amor da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae);
14h – Apresentação da Oficina de Libras “Mãos e Vozes” da EMEB Polo dos Surdos Maria de Lourdes Carneiro;
14h10 – Dança da Etnia Árabe da EMEB Ludovico Coccolo;
14h30 às 17h – Sarau da Academia de Letras do Brasil – Seccional Santa Catarina (ALBSC).

24/07 (sexta-feira):
14h – Dança da etnia portuguesa da EMEB José Rosso;
14h30 – Dança da etnia negra da EMEB Giácomo Zanette;
15h – Lançamento do livro “A cidade que cabia no olhar”, de Delalves Costa;
16h30 – Apresentação do Coral do CCTI da Afasc.

25/07 (sábado):
10h30 – Encerramento da 19° Feira do Livro;
10h30 – Apresentação musical com Chorinho Carvoeiro.

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Prefeitura de Orleans inicia obras de drenagem e prepara pavimentação da Rua Azelino Bonetti, no bairro Corridas

Por Ligado no Sul16/07/2026 11h00
Fotos/Assessoria de Imprensa – Prefeitura de Orleans

A Prefeitura de Orleans iniciou as obras de infraestrutura na Rua Azelino Bonetti, conhecida como Rua Tirol, no bairro Corridas. A intervenção contempla a implantação de uma nova rede de drenagem pluvial, além dos serviços de preparação da base para a futura pavimentação. O investimento é de aproximadamente R$ 700 mil.

A primeira etapa da obra é voltada à execução da drenagem, considerada fundamental para garantir a durabilidade da pavimentação e solucionar um problema antigo enfrentado pelos moradores. Com a implantação da nova rede, a água da chuva passará a ser conduzida de forma adequada, reduzindo os processos de erosão que comprometiam a via e ofereciam riscos para motoristas e pedestres.

Na sequência, as equipes executam os serviços de terraplenagem, sub-base em seixo e base de brita graduada, formando a estrutura necessária para receber o pavimento. O trecho contemplado possui 500 metros de extensão e oito metros de largura.

O prefeito Fernando Cruzetta destaca que o investimento faz parte do planejamento da administração para qualificar a infraestrutura urbana do município.

“Cada obra de pavimentação começa por um trabalho que muitas vezes não aparece, mas que é indispensável para garantir qualidade e durabilidade. Estamos resolvendo um problema de drenagem e preparando a rua para oferecer mais segurança, mobilidade e melhores condições de trafegabilidade aos moradores”, afirmou o prefeito.

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