Para uma melhor experiência neste site, utilize um navegador mais moderno. Clique nas opções abaixo para ir à página de download Indicamos essas 4 opções:
Ok, estou ciente e quero continuar usando um navegador inferior.
BLOG
Ligado no Sul BLOG
Além do frio: como a natureza está redesenhando o turismo e a economia da Serra Catarinense
Por Ligado no Sul09/07/2026 16h06
Por muito tempo, a imagem turística da Serra Catarinense esteve associada a uma única estação: o inverno. O frio intenso, as geadas, a possibilidade de neve e as paisagens dos campos de altitude consolidaram a identidade de um destino que atrai visitantes em busca de temperaturas baixas e cenários típicos do Sul do Brasil.
Essa imagem continua sendo um dos maiores símbolos da região, mas já não resume tudo o que a Serra tem a oferecer. Aos poucos, uma nova vocação ganha espaço. A biodiversidade, as experiências ao ar livre, a cultura rural e o contato com a natureza começam a ampliar o calendário turístico e a criar novas oportunidades de desenvolvimento econômico.
O visitante que antes percorria a serra para admirar a paisagem pelos mirantes ou registrar uma fotografia diante dos cânions agora busca algo diferente. Quer caminhar por trilhas, conhecer histórias, compartilhar a rotina de uma propriedade rural, observar a fauna, experimentar a gastronomia local e viver experiências capazes de criar memórias. A natureza deixou de ser apenas um cenário para se tornar protagonista.
Essa transformação não acontece apenas na Serra Catarinense. Em diferentes destinos turísticos, cresce a procura por experiências capazes de aproximar o visitante da natureza e da cultura local. Depois da pandemia, esse movimento ganhou ainda mais força. “O pessoal se viu preso durante aquele período e começou a perceber que havia muita coisa interessante para conhecer na natureza. As pessoas passaram a buscar uma trilha, uma montanha, uma cachoeira, um ambiente onde pudessem desacelerar e viver algo diferente”, observa o biólogo Luiz Lugioni.
Luiz é um dos empreendedores que apostam nesse novo olhar sobre o turismo de natureza. Depois de mais de 17 anos trabalhando com consultoria ambiental e estudos sobre fauna e flora, criou a Rota Luna Brasil, uma empresa especializada em experiências noturnas de imersão na natureza, desenvolvidas principalmente em áreas da Serra Geral.
A ideia nasceu da própria rotina profissional. Durante anos percorrendo matas, rios e áreas preservadas para realizar levantamentos ambientais, Luiz percebeu que os momentos de maior tranquilidade e criatividade surgiam justamente quando estava sozinho na natureza. “Em muitos momentos eu estava no meio da mata fazendo meu trabalho e era ali que surgiam ideias, momentos de clareza e criatividade. Eu achava que aquilo era algo muito particular, até começar a levar outras pessoas para esses ambientes e perceber que elas tinham sensações parecidas.”
Antes mesmo da criação da empresa, ele já conduzia fotógrafos de natureza, estudantes de Biologia e equipes de documentários por ambientes naturais. Aos poucos, percebeu que as pessoas não buscavam apenas conhecer espécies da fauna, mas viver uma experiência diferente. “A Rota Luna Brasil nada mais é que uma experiência de imersão, de presença e autoconhecimento. A gente leva as pessoas para muito mais do que observar animais. O objetivo é criar uma conexão verdadeira com a natureza.”
A proposta reúne dois segmentos que vêm crescendo no país: o turismo de observação de vida silvestre e o turismo de experiência. Enquanto o primeiro já movimenta bilhões de dólares em mercados consolidados, especialmente por meio da observação de aves conhecida internacionalmente como birdwatching , o segundo aposta em vivências que aproximam o visitante da cultura e do ambiente local.
No Brasil, esse nicho começa a ganhar cada vez mais espaço. Além da observação de aves, atividades voltadas para baleias, mamíferos, répteis e outros animais silvestres vêm atraindo um público disposto a viajar para conhecer espécies em seu habitat natural. Para Lugioni, a criação da Associação Brasileira de Turismo de Observação de Vida Silvestre fortaleceu ainda mais esse mercado, que passa a ocupar um espaço próprio dentro do turismo de natureza.
A Rota Luna escolheu um caminho ainda pouco explorado: apresentar a natureza quando grande parte dos visitantes já deixou as trilhas. Enquanto a maioria dos roteiros termina ao entardecer, é justamente quando escurece que começa a experiência. “A noite é muito particular. Como a visão diminui, os ouvidos ficam mais atentos. Você escuta sons que nunca imaginou escutar, percebe detalhes da floresta e encontra animais que só aparecem naquele período.”
As caminhadas duram entre uma hora e meia e duas horas, mas seguem uma lógica diferente da maioria dos roteiros turísticos. “Muitas vezes uma trilha tem como objetivo alcançar uma cachoeira. A nossa proposta é permanecer presente durante todo o percurso.”
A mudança parece simples, mas revela uma transformação importante na forma como o turismo vem sendo consumido. O visitante deixou de procurar apenas um cartão-postal e passou a valorizar aquilo que faz parte da identidade do lugar. “Aquele turista que subia a serra, parava nos mirantes, tirava uma foto e ia embora está mudando. Hoje ele quer levar uma memória afetiva. Quer viver algo que vai contar para a família e para os amigos.”
Quando a experiência deixa de durar poucos minutos e passa a ocupar um dia inteiro ou vários dias, cresce a necessidade de hospedagem, alimentação, transporte, comércio e novos serviços. O visitante permanece mais tempo na região e distribui renda por diferentes atividades. “O turismo de natureza aumenta o ticket médio do território. Quem participa de uma experiência noturna dificilmente vai embora logo depois. Essa pessoa vai precisar de uma hospedagem, vai jantar, tomar café, visitar outros atrativos e conhecer produtos locais.”
A proposta da Rota Luna é justamente integrar essa cadeia econômica. A empresa está estruturando parcerias entre propriedades rurais, pousadas e empreendimentos turísticos para conectar o litoral sul, as encostas da Serra Geral e os municípios serranos em roteiros de três a cinco dias. A ideia vai muito além da caminhada noturna e inclui experiências gastronômicas, propriedades rurais, queijarias, vinícolas e outros atrativos que ajudam a prolongar a permanência do turista na região. “Às vezes uma propriedade já possui tudo o que precisa para receber visitantes: uma trilha, uma boa paisagem, uma cozinha típica, uma história para contar. O turismo de experiência faz com que tudo isso passe a gerar valor.”
Essa valorização do cotidiano faz com que atividades consideradas comuns por quem vive na Serra despertem o interesse de quem chega de outras regiões do país. “O que é comum para nós pode ser extraordinário para outras pessoas. Um fogão a lenha, um fogo de chão, tirar leite da vaca, colher um ovo, caminhar por uma mata… muita gente nunca viveu isso.”
Essa lógica também muda a forma de enxergar o calendário turístico da Serra Catarinense. Durante muitos anos, o inverno concentrou boa parte dos investimentos e da divulgação da região. No entanto, para quem trabalha diretamente com a natureza, as oportunidades não se limitam aos meses mais frios. “A primavera e o verão são a época de ouro para esse tipo de experiência. É quando tudo floresce, frutifica e a fauna fica muito mais ativa.”
Sem desconsiderar a importância do inverno para a economia regional, Luiz defende que a biodiversidade permite construir uma oferta turística permanente, reduzindo a sazonalidade e criando novas oportunidades para empreendedores. Isso não significa que as experiências parem durante o inverno. “A Serra tem espécies adaptadas ao frio. A experiência continua acontecendo, mas ela vai muito além da observação da fauna. Existe o silêncio, o autoconhecimento e o respeito ao tempo da natureza.”
Essa possibilidade de oferecer atividades durante praticamente todo o ano representa uma oportunidade importante para ampliar a permanência dos visitantes e distribuir melhor o fluxo turístico, beneficiando hotéis, pousadas, restaurantes, produtores rurais e pequenos empreendedores. Mas esse crescimento, ressalta o biólogo, depende diretamente da conservação dos ambientes naturais. “Não adianta levar um grande número de pessoas para um ambiente sensível. Quanto maior a circulação, maior o impacto sobre o solo, sobre a vegetação e sobre os animais. Se a fauna desaparecer, desaparece também o motivo que levou o visitante até lá.”
Por isso, as experiências da Rota Luna Brasil são realizadas com grupos reduzidos, normalmente entre seis e dez pessoas. A intenção é diminuir ainda mais esse número, preservando a qualidade da atividade e reduzindo os impactos sobre os ambientes naturais. Além das trilhas, o trabalho também envolve orientar os proprietários parceiros sobre boas práticas ambientais, tratamento adequado de resíduos, recuperação de áreas degradadas e manejo responsável das propriedades. “O ambiente preservado é o nosso principal ativo. Se todos os envolvidos não entenderem isso, o turismo de natureza perde o próprio sentido.”
A construção de uma marca chamada Serra Geral
A Serra Geral, uma das maiores formações geológicas da América do Sul, nasce no Paraguai, atravessa o Paraná, divide o litoral e o interior de Santa Catarina, segue pelo Rio Grande do Sul e alcança Argentina e Uruguai. As serras Catarinense e Gaúcha representam subdivisões desse grande conjunto geológico, marcado por campos de altitude, cânions, paredões rochosos, vales profundos e paisagens singulares.
Apesar dessa riqueza, a região ainda é divulgada de forma fragmentada. “Muita gente pensa que a Serra é apenas a parte dos campos de altitude. Mas a Serra Geral é um território muito maior, com uma identidade própria.”
Na avaliação dele, falta consolidar essa identidade como uma marca reconhecida nacionalmente, capaz de reunir diferentes municípios em torno de um mesmo destino turístico. “Quando alguém fala Patagônia, ninguém pergunta em qual cidade. A pessoa pensa em uma experiência, em uma paisagem, em um território. A Serra Geral também pode construir essa identidade.”
Mais do que uma estratégia de divulgação, essa integração pode fortalecer toda a cadeia produtiva ligada ao turismo, conectando municípios, empreendedores e atrativos em roteiros mais completos e aumentando o tempo de permanência dos visitantes na região.
A Serra Catarinense continuará sendo lembrada pelo frio, pelos vinhos de altitude e pelas paisagens de inverno. Mas um novo ciclo começa a ganhar forma. A natureza, durante muito tempo vista apenas como cenário, passa a ocupar o centro de uma transformação que une preservação, turismo e desenvolvimento econômico.
Se esse movimento continuar avançando de forma planejada e integrada, o maior diferencial da Serra talvez não esteja apenas nas temperaturas negativas dos meses de inverno, mas na capacidade de transformar seu patrimônio natural em experiências capazes de gerar renda, fortalecer as comunidades locais e consolidar um destino turístico vivo durante os doze meses do ano.
0
0
AgroPonte reúne cooperativas para alinhar participação da agricultura familiar na 15ª edição da feira
Por Ligado no Sul09/07/2026 14h30
Fotos: Amanda Garcia Ludwig | Traquejo Comunicação
A pouco mais de um mês da abertura da Feira AgroPonte, representantes de cooperativas e associações da agricultura familiar participaram, na tarde desta quinta-feira, de um encontro de alinhamento promovido pela organização da feira. A reunião aconteceu no Salão Ouro Negro, na Prefeitura de Criciúma, e teve como objetivo apresentar as novidades da 15ª edição do evento, repassar orientações aos expositores e esclarecer dúvidas sobre a participação na feira.
A agricultura familiar é uma das principais frentes da AgroPonte e reúne, todos os anos, produtores de diferentes regiões de Santa Catarina, que levam ao público alimentos, bebidas e produtos agroindustrializados. Além de fortalecer a comercialização, a feira também aproxima os agricultores de novos mercados e cria oportunidades de negócios.
O encontro foi conduzido pela diretora da Nossacasa Feiras e Eventos, Jaqueline Backes, e pelo diretor e idealizador da AgroPonte, Willi Backes. Também participaram o gerente regional da Epagri, Edson Borba, o médico-veterinário da Epagri Marcelo Pedroso, e o gerente de Mercado da Ceasa de Tubarão, Edmilson Moreira, que apresentaram orientações aos produtores sobre a participação na feira e ações desenvolvidas durante o evento.
Representando a Prefeitura de Criciúma, o diretor de Agricultura e Agronegócio, Vanderlei Zilli, destacou a importância da feira para o município e colocou a estrutura da administração municipal à disposição dos participantes. “A AgroPonte movimenta a economia, valoriza o agronegócio e fortalece o nome de Criciúma. A prefeitura estará presente durante toda a feira, no estande da Amrec, com uma equipe preparada para atender e auxiliar no que for necessário”, afirmou.
Para Willi Backes, a AgroPonte chega à sua 15ª edição consolidada graças ao envolvimento de todos que participam da sua construção. “A AgroPonte cresce porque existe um trabalho conjunto. Cada cooperativa, cada produtor, cada entidade parceira e cada expositor contribui para que a feira aconteça. É essa união de esforços que fortalece o evento e faz dele uma referência para o agronegócio catarinense”, destacou.
Mesa Brasil participa pelo terceiro ano consecutivo
Outro anúncio feito durante o encontro foi a participação do programa Sesc Mesa Brasil, que estará presente na AgroPonte pelo terceiro ano consecutivo. A equipe fará a arrecadação dos alimentos que não forem comercializados pelas cooperativas ao longo da feira, destinando os produtos a instituições que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Segundo a assistente social do programa, Jane, a iniciativa reforça o compromisso com o combate ao desperdício e à insegurança alimentar. “Somos um banco de alimentos e colheita urbana. Atuamos há dois anos na região, com sede em Forquilhinha, recebendo doações de produtores, atacadistas e supermercados para atender instituições sociais. Nosso objetivo é combater o desperdício de alimentos e ajudar a combater a fome”, explicou.
Agricultura familiar é uma das protagonistas da AgroPonte
A agricultura familiar ocupa um espaço de destaque na AgroPonte, reunindo cooperativas e associações que representam milhares de propriedades rurais do Sul catarinense e da Serra. Além da exposição e comercialização de produtos, os participantes também integram a tradicional Rodada de Negócios da Agricultura Familiar, iniciativa que aproxima produtores, supermercadistas, atacadistas e empresários da Ceasa, ampliando oportunidades de comercialização mesmo após o encerramento da feira.
A 15ª edição da AgroPonte será realizada de 12 a 16 de agosto, no Pavilhão José Ijair Conti, em Criciúma. Consolidada como a maior feira do agronegócio de Santa Catarina, a AgroPonte reúne agricultura familiar, pecuária, tecnologia, indústria, gastronomia, negócios e conhecimento, além de uma programação técnica e cultural voltada ao fortalecimento do setor.
0
0
Cervejaria transforma a Serra Catarinense em marca e fortalece turismo de experiência
Por Ligado no Sul09/07/2026 13h37
Aos pés da Serra do Rio do Rastro, um dos principais cartões-postais turísticos do Brasil, uma cervejaria catarinense transformou um hobby familiar em uma marca reconhecida internacionalmente e em um dos negócios que ajudam a fortalecer a economia da Serra Catarinense. Mais do que produzir cervejas artesanais, a Lohn Bier incorporou o turismo à estratégia de crescimento, fazendo da experiência cervejeira uma extensão da própria viagem pela região.
Instalada em Lauro Müller, um dos 18 municípios que integram oficialmente a Serra Catarinense, a empresa construiu uma identidade diretamente ligada ao território. A Serra do Rio do Rastro aparece nas tampinhas, nos rótulos e em diferentes elementos da comunicação da marca, numa estratégia que transformou a paisagem em um ativo de posicionamento. “A gente fez questão de divulgar a Serra do Rio do Rastro na nossa comunicação. Todas as tampinhas das nossas cervejas têm o símbolo da Serra. A Lohn é a cervejaria da Serra do Rio do Rastro e leva esse território para todos os lugares onde a nossa cerveja chega”, afirma Tatiani Felisbino Brighenti, sócia proprietária da cervejaria.
A história da empresa começou muito antes da primeira garrafa ser envasada. Durante décadas, a família construiu sua trajetória no agronegócio catarinense. Em 1989, Francisco Felisbino e Teresinha Soares Felisbino fundaram a Avícola Catarinense, incubatório que se tornou referência nacional e chegou a produzir mais de seis milhões de pintinhos por mês.
Depois de vender a empresa, em 2013, a família voltou a discutir novos investimentos. As possibilidades eram diversas: frigorífico, fábrica de ração, indústria de alimentos. Mas um hobby acabou mudando completamente os rumos do negócio. “Meu marido já fazia cerveja artesanal em casa havia alguns anos. Depois que a empresa foi vendida, começamos a pensar em novos negócios e, aos poucos, a cervejaria foi ganhando força até se tornar o projeto da família”, lembra.
A mudança de segmento parecia improvável, mas manteve uma característica comum da família: a disposição para empreender. Desde o início, a estratégia foi apostar em um produto de alta qualidade, mesmo entrando em um mercado ainda em expansão no Brasil. “Sempre falamos que se fosse para fazer cerveja, teria que ser um produto de qualidade. Esse sempre foi o nosso foco”, afirma.
A decisão levou a Lohn a disputar concursos nacionais e internacionais logo nos primeiros meses de operação. O reconhecimento veio rapidamente. “Como éramos muito novos no mercado, começamos a colocar nossas cervejas em concursos. Já nas primeiras competições vieram várias medalhas e percebemos que estávamos no caminho certo”, diz.
Hoje, a cervejaria acumula mais de 150 premiações nacionais e internacionais, entre elas o título de Melhor Cervejaria da América do Sul, conquistado na Argentina, além de ter produzido, por três anos consecutivos, a cerveja mais premiada do Brasil com o rótulo Carvoeira.
A empresa também ampliou sua estrutura industrial. Atualmente, opera em um complexo com mais de 3 mil metros quadrados, capacidade instalada para produzir mais de 500 mil litros por mês, mais de 20 rótulos diferentes e distribuição para diversos estados brasileiros, além de exportações para outros países.
Mas foi justamente quando abriu as portas ao público que a família percebeu que havia um potencial ainda maior do que produzir cerveja.
Na primeira semana de funcionamento da loja e do pub, dois ciclistas franceses apareceram na cervejaria. “Um era de Paris e o outro de Lyon. Eu olhei para o meu marido e perguntei: o que esses homens estão fazendo aqui? Eles convivem com alguns dos destinos mais conhecidos do mundo e escolheram vir para a Serra Catarinense. Foi naquele momento que eu enxerguei o potencial turístico da nossa região”, conta.
A chegada daqueles visitantes mudou completamente sua percepção sobre o território. “Eu só enxerguei esse potencial turístico depois da cervejaria. Hoje entendo que as pessoas não vêm apenas pela cerveja. Elas querem conhecer a Serra, percorrer a Rio do Rastro, viver essa experiência”, afirma.
A percepção alterou a estratégia da empresa. A cervejaria deixou de ser apenas uma indústria de bebidas para se tornar parte do roteiro de quem visita a Serra Catarinense.
Atualmente, turistas de diferentes regiões do país incluem a Lohn em seus roteiros. “Recebemos visitantes de São Paulo, Minas Gerais, Amazonas… Tivemos um casal que atravessou praticamente o Brasil inteiro para conhecer a cervejaria. Isso faz a gente perceber a força que a Serra conquistou como destino turístico”, diz.
Segundo Tatiani, é comum ver visitantes fotografando as montanhas ainda antes de subir a Serra do Rio do Rastro. “Eles chegam encantados com a paisagem e eu sempre digo: calma, vocês ainda nem subiram a Serra”, brinca.
Esse movimento acompanha uma tendência observada em diferentes destinos turísticos brasileiros, onde gastronomia, vinhos e cervejas artesanais passaram a funcionar como instrumentos de valorização do território. Mais do que consumir um produto, o visitante procura vivenciar uma experiência ligada ao lugar onde ele é produzido.
A Lohn também acompanha as mudanças do mercado consumidor. Em 2024, lançou a Lohn Ultra, cerveja sem glúten e com baixa caloria, desenvolvida para atender um público que busca opções mais leves sem abrir mão da qualidade. “A gente percebe uma mudança no comportamento do consumidor. Hoje as pessoas querem viver de forma mais equilibrada e isso também influencia o mercado cervejeiro. A inovação sempre fez parte da nossa história”, afirma.
Além da produção, a empresa investe em ações que fortalecem o turismo regional. Encontros de motociclistas, passeios pela Serra do Rio do Rastro e eventos cervejeiros ajudam a movimentar visitantes durante diferentes épocas do ano e ampliam a integração entre gastronomia, natureza e lazer.
O crescimento da cervejaria acompanha uma transformação maior vivida pela própria Serra Catarinense. “Quando levamos a Serra do Rio do Rastro junto com a nossa marca, também ajudamos a divulgar tudo o que essa região tem a oferecer. Cada garrafa acaba contando um pouco da história desse lugar.”
Ao longo de pouco mais de uma década, a Lohn deixou de ser um projeto familiar para se tornar uma das cervejarias artesanais mais premiadas do país.
1
0
Urussanga recebe 3,5 toneladas de alimentos de programa social para atender famílias e instituições
Por Ligado no Sul09/07/2026 13h00
Fotos/Assessoria de Imprensa – Prefeitura de Urussanga
A cidade de Urussanga recebeu 3,5 toneladas de alimentos viabilizados pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A remessa é composta por frutas, legumes, verduras e outros produtos cultivados por 25 mulheres agricultoras da Cooperativa Familiar Agroindustrial Sul Catarinense (Coofasul).
Os alimentos vão ser destinados para aproximadamente 240 famílias em situação de vulnerabilidade social acompanhadas pelo município, além de instituições como a APAE, o Paraíso da Criança e o Hospital Nossa Senhora da Conceição.
Segundo a secretária de Assistência Social, Sinara Elias Freccia, novas entregas do Programa de Aquisição de Alimentos estão previstas para os próximos meses. “Esses alimentos fazem a diferença na mesa de muitas famílias que acompanhamos. Além de serem mais saudáveis e nutritivos, eles ajudam a fortalecer a segurança alimentar”, comenta.
A prefeita Stela De Agostin Talamini ressalta a importância dessa iniciativa que beneficia centenas de famílias e os produtores rurais. “Esse programa tem um impacto bem positivo, pois leva alimentos frescos e de qualidade para quem mais precisa e, ao mesmo tempo, gera renda para a agricultura familiar”, declara.
O Programa de Aquisição de Alimentos é desenvolvido em parceria com o Governo Federal, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso à alimentação adequada e incentivar a agricultura familiar, com a aquisição de produtos cultivados pelos produtores rurais.