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Ligado no Sul
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Papo Empreendedor: O poder das relações humanas na construção de resultados

Por Ligado no Sul26/02/2026 16h35
Foto/Redação

Em um cenário empresarial cada vez mais orientado por metas, performance e indicadores, o Papo Empreendedor propôs uma reflexão que vai além dos números: qual é, de fato, o impacto das relações humanas na construção de resultados sustentáveis?

Thayni Librelato conversou com dois convidados que representam trajetórias diferentes, mas conectadas por valores muito claros: trabalho, fé, disciplina e responsabilidade. De um lado, o empresário internacional Sany Araujo Marques. Do outro, o administrador Daniel da Silva Pereira. Juntos, eles estão à frente da Água Mineral Gravatal, empresa que nos últimos anos passou por reestruturação, crescimento e consolidação de cultura organizacional.

Sany construiu sua carreira entre o Brasil e os Estados Unidos. É proprietário da Água Gravatal e também de uma empresa de marcenaria de alto padrão em Manhattan, em Nova York, onde desenvolveu produtos e consolidou negócios ao longo de décadas. Sua história começa cedo, com uma decisão que exigiu coragem ou, como ele prefere dizer, responsabilidade.

Aos 18 anos, com apenas 35 dólares no bolso, decidiu permanecer nos Estados Unidos. “Eu não estava ligando para pedir dinheiro. Eu estava ligando para comunicar que eu não ia voltar”, relembra sobre a conversa com o pai. Para ele, aquele momento marcou uma virada interna. “Desse momento em diante eu amadureci. Não virei homem. Eu amadureci, porque eu tomei a minha vida com responsabilidade.”

Filho de uma família conhecida em sua cidade, ele buscava construir a própria identidade. Trabalhou inicialmente entregando eletrônicos para brasileiros que compravam produtos em Nova York. Entrava pelos fundos de hotéis de luxo para fazer entregas e saía pela porta principal repetindo: “Algum dia eu vou entrar pela porta da frente desse hotel.”

A rotina era intensa. Para conseguir visto de permanência, trabalhou na ONU no turno da madrugada. “Eu começava às 11 da noite, terminava às 7 da manhã. Às 7 da manhã ia para a empresa trabalhar com meu irmão até às 6 da tarde.” Dormia duas ou três horas por dia. “É sobre propósito. Tinha que ser.”

A primeira grande frustração empresarial veio no Brasil. Após casar-se, abriu uma malharia, desenhava roupas e produziu meias de lurex que foram usadas na novela Dancing Days. O negócio vendia bem, mas a hiperinflação corroía os resultados. “A fábrica vendia super bem, mas no final do mês eu não tinha dinheiro.” O aprendizado foi duro. A solução, novamente, foi recomeçar nos Estados Unidos.

Ao longo da conversa, Sany foi enfático ao falar sobre sucesso. “Nada vem fácil. Tudo vem com trabalho.” Para ele, é preciso diferenciar ambição de ganância. “Tem que ter ambição de fazer, de alcançar. Se tu não tem pra onde ir, tu vai pra lugar nenhum.” E reforça: “Nada na vida que a gente escolhe tem prejuízo. Mesmo que saia errado, a gente aprende.”

Se a trajetória de Sany é marcada por deslocamentos internacionais, a de Daniel é marcada por raízes profundas.

Natural de Armazém, filho de agricultores, trabalhou na roça até os 16 anos. Cresceu em uma família estruturada na fé católica, no trabalho e na divisão de responsabilidades. “A família é a primeira sociedade do ser humano”, afirma. Para ele, essa base foi determinante. “O valor ao trabalho desde cedo, as responsabilidades, isso contribui muito para que a gente cresça com disciplina.”

Antes mesmo de iniciar a faculdade de Administração, Daniel fez um teste vocacional. Escolheu a área e precisou trabalhar para pagar os estudos. Atuou como ajudante de entrega em uma engarrafadora de água mineral. “Eu trabalhava descarregando caminhão de água, indo para Florianópolis, para juntar dinheiro para começar a faculdade.”

Formou-se como primeiro colocado da turma. Atuou por quase sete anos na indústria, passou por uma experiência desafiadora como gestor em uma empresa menor e tentou empreender ao lado da esposa, com uma sorveteria. O negócio deu retorno financeiro, mas não tinha escala. “Eu consegui tirar o investimento. Mas a cidade era pequena, nós não íamos conseguir crescer o esperado.”

A fase de consultoria empresarial foi decisiva. Ali, passou a observar o comportamento dos empreendedores. “Existe uma característica muito própria do empreendedor: é a visão, é uma fé enorme de que tudo vai dar certo.” Mas ele faz uma ponderação importante: “Isso não quer dizer que todo empreendedor tem o mesmo caráter, a mesma postura quanto a lidar com pessoas.”

O convite para assumir a gestão da Água Gravatal veio em 2012. Ele hesitou. Pensava em seguir apenas na consultoria. O que o fez aceitar foi a identificação com os valores do empresário. “Eu buscava essa sinergia entre gestão e direção, entre o gestor e o dono. Essa relação humanizada mesmo.” A parceria já ultrapassa uma década.

Durante o programa, Daniel trouxe uma reflexão direta: no Brasil, o empreendedorismo e a liderança ainda são romantizados. “Todo mundo quer ser chefe. Quando vira chefe, fala: o que eu vim fazer aqui?” A realidade, segundo ele, envolve responsabilidade, pressão e decisões difíceis.

Sany concorda e acrescenta sua visão sobre liderança. “A empresa é uma entidade sem coração. Quem tem sentimento são os gestores.” E define: “O gestor não inflige dor. Ele absorve dor.” Para ele, liderar é desenvolver pessoas, identificar talentos e ajudar colaboradores a enxergarem seu próprio potencial. “As pessoas muitas vezes não se auto enxergam. A gente precisa desenvolver isso.”

90 dias na UTI: fé, propósito e uma segunda chance

Em 2020, a vida trouxe uma pausa inesperada. Após contrair Covid-19, Sany ficou 90 dias internado, grande parte do tempo na UTI e em coma induzido.

Ele relembra um dos momentos mais marcantes da internação. “Eu estava intubado e disse: Jesus, meu irmão, eu não posso ir agora. Eu preciso da tua ajuda.” Para ele, aquele instante representou um pedido por mais tempo — e uma promessa silenciosa de que, se sobrevivesse, honraria essa oportunidade.

“Eu tenho que honrar essa oportunidade”, afirma.

A experiência alterou sua percepção sobre tempo, trabalho e pessoas. “Me fez perceber a essência, não mais a capa.” E reforça uma visão prática sobre gestão humanizada: “A faxineira é invisível no mundo. Mas ela não é invisível. Ela é uma pessoa.”

Daniel complementa: “Todos somos importantes dentro da empresa. Se a pessoa da limpeza falta, a empresa sente.” Para ele, tratar bem não é estratégia pontual, é cultura.

Apesar das trajetórias distintas: um jovem que entrou pela porta dos fundos de hotéis em Nova York e um estudante que descarregava caminhões para pagar a faculdade , ambos compartilham a mesma convicção: resultado é consequência de relações.

Persistência, fé, disciplina e coerência entre discurso e prática não aparecem diretamente no balanço financeiro. Mas, segundo eles, são esses elementos que sustentam o crescimento ao longo do tempo.

E talvez a frase que melhor sintetize o episódio seja a de Sany: “Se tu não tem pra onde ir, tu vai pra lugar nenhum.”

Conheça um pouco mais sobre cada um dos convidados

Daniel da Silva Pereira

  •  Livro que mudou sua vida? Como fazer amigos e influenciar pessoas
  • Um sonho ainda não realizado? Ver meus filhos crescerem profissionalmente
  • Maior conquista que te enche de orgulho? A minha apresentação de conclusão da faculdade
  • Medo que te impulsiona a melhorar? O medo de ficar estagnado
  • Uma decisão que você repensaria? Decisões que magoaram pessoas
  • Qual conselho você daria ao seu eu mais jovem? Quanto antes adquirirmos conhecimento em relações humanas, mais rápidos obteremos o sucesso almejado
  • Onde você se vê daqui a 5 anos?  Numa Água Gravatal maior e ainda mais produtiva, e conhecida ainda mais.

Sany Araujo Marques

  •  Livro que mudou sua vida? Poesias de Drummond, Vinícius de Moraes
  • Maior conquista que te enche de orgulho? Desejar sempre ser melhor
  • Qual hábito diário mais impacta positivamente sua vida? Ser feliz todos os dias
  • Qual marca você quer deixar para o mundo? Ser reconhecido como uma pessoa que nunca desejou mal a ninguém

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Simulado leva orientação sobre gestão de desastres para população de Nova Veneza

Por Ligado no Sul26/02/2026 13h00
Fotos: Jeccica Schenatto/Prefeitura de Nova Veneza

O fim de semana será com capacitação e aprendizado em Nova Veneza. O segundo Simulado Geral de Gestão de Desastres será realizado no salão da comunidade de São Bento Alto na manhã deste domingo (1°). A iniciativa é aberta ao público e ocorre das 8 às 11 horas. O foco da ação é repassar à população noções sobre áreas de risco, além de orientar as formas de agir e as alternativas de abrigos.

Conforme a prefeita de Nova Veneza, Ângela Ghislandi, esta iniciativa é de extrema importância, pois ocorrerá em todo estado de Santa Catarina. Para a Chefe do Poder Executivo, ações como esta servem para deixar a sociedade cada vez mais preparada, principalmente devido às chuvas de verão que estão acontecendo com frequência e provocando transtornos.

“Não conseguimos prever o dia de amanhã, mas é sempre importante estarmos preparados para o pior. Torcemos, claro, para que o pior nunca aconteça. Entretanto, se acontecer, precisamos estar sempre preparados para sabermos quais serão os pontos necessários para oferecermos suporte. Há muito tempo não somos atingidos por algo grave, mas os dias atuais estão mais difíceis de prevermos o que está acontecendo”, afirmou.

Orientação e prevenção

Segundo o coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil de Nova Veneza, Carlos Luciano Savi, durante o evento será criada uma situação de evacuação de áreas de risco, onde as pessoas serão encaminhadas para um abrigo temporário. As pessoas que tiverem interesse em participar precisarão somente se apresentar no local antes do horário de início do simulado.

“A comunidade de São Bento Alto foi a escolhida, já que fica localizada próximo à Barragem do Rio São Bento e foi a mais atingida também na última enchente, que aconteceu em 1995. Com isso, criaremos uma situação de inundação e mostraremos como agir em casos de emergência. Queremos fortalecer o vínculo com a população que vive em áreas de risco e identificar possíveis falhas na resposta em situações de emergência”, frisou.

Além da população local, também participarão da iniciativa profissionais da Prefeitura de Nova Veneza e de Siderópolis. Os profissionais atuam na Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil, Secretaria de Assistência Social e na Vigilância Sanitária. Profissionais da Companhia Catarinense de Água e Saneamento (Casan) também estarão presentes e prestarão apoio ao longo da ação.

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Orleans recebe primeira campanha de castração social de 2026 no dia 28 de fevereiro

Por Ligado no Sul26/02/2026 12h00
Imagem/Famor

O município de Orleans recebe no sábado, dia 28, a primeira edição de 2026 do Castramóvel, com a realização de castrações de cães e gatos, machos e fêmeas. A ação acontece no Terminal Rodoviário da cidade, com atendimento em horário conforme agendamento prévio.

A campanha é promovida pela Fundação Ambiental Municipal de Orleans (Famor), em parceria com o Governo Municipal e a equipe da Rota Vet.

A castração será oferecida com valor social, sendo o procedimento pago pelo responsável do animal. O objetivo é facilitar o acesso ao serviço, promovendo mais saúde, bem-estar e qualidade de vida aos pets, além de contribuir para o controle populacional.

Os interessados devem realizar agendamento antecipado pelo telefone (48) 99955-6219. A orientação é garantir a vaga com antecedência, já que o número de atendimentos é limitado.

 

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Brasil confirma 81 casos de mpox; especialista alerta para cuidados no pós-Carnaval

Por Ligado no Sul26/02/2026 11h30
Foto/ Shutterstock

O Ministério da Saúde confirmou, até o momento, 81 casos de mpox no Brasil. São Paulo concentra o maior número, com 57 registros, seguido do Rio de Janeiro, com 13. Minas Gerais aparece com três casos na região metropolitana de Belo Horizonte. Também há confirmações em Rondônia, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Paraná.

Em Santa Catarina, entre 2022 e dezembro de 2025, foram confirmados 598 casos da doença. Apenas um evoluiu para óbito, em um paciente com a imunidade extremamente baixa. No mesmo período, quase 4 mil notificações foram registradas para investigação.

Apesar de não haver, neste momento, aumento expressivo de casos, o período pós-Carnaval exige atenção redobrada, principalmente por conta das aglomerações. Quem faz o alerta é o médico infectologista Eduardo Campos de Oliveira.

Segundo o especialista, a transmissão pode ocorrer por meio da saliva durante conversas, espirros ou tosse, além do contato direto com lesões na pele, objetos e roupas contaminadas.

Os primeiros sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço e aumento dos gânglios. Em seguida, surgem lesões na pele, que começam como manchas, evoluem para bolhas, depois pústulas e, por fim, formam crostas. O quadro pode durar até 30 dias.

O infectologista destaca que festas com grande aglomeração e contato próximo, como o Carnaval, podem favorecer a circulação do vírus. Ele orienta que pessoas que viajaram ou passaram o feriado em estados com maior número de casos, especialmente em São Paulo, fiquem atentas a qualquer sinal suspeito.

Embora a maioria dos casos apresente evolução leve ou moderada, há risco de complicações graves, podendo inclusive levar a óbito.

Sobre o tratamento, Eduardo Campos de Oliveira explica: “Remédios específicos não temos. Os cuidados são gerais, de controle clínico, como tratar febre e dor, e eventualmente antibióticos se houver sinais de infecção secundária nas áreas das lesões”.

Ele reforça que a principal forma de prevenção é reduzir o risco de exposição. “O que nós temos a fazer é tentar diminuir o risco do adoecimento, evitando contato próximo com alguém que esteja sabidamente doente ou com suspeita da doença. O uso do preservativo pode eventualmente proteger, mas não protege totalmente, porque tem uma área de proteção limitada”, afirma.

O especialista também orienta cuidados no ambiente doméstico. “As roupas devem ser trocadas regularmente, roupas de cama e roupas de uso pessoal”, completa.

Existe vacina contra a mpox disponível pelo Ministério da Saúde, mas as doses são destinadas principalmente a grupos mais vulneráveis. Não há oferta na rede privada. Pessoas com mais de 60 anos, que receberam vacina contra a varíola nas décadas de 1960 e 1970, podem ter proteção parcial.

Mesmo sem cenário de alarme, o infectologista reforça que a mpox não deve ser tratada como uma doença banal. A identificação precoce dos casos e o isolamento continuam sendo as principais estratégias para evitar novas cadeias de transmissão, especialmente após períodos de grande circulação de pessoas.

*Com informações Acaert

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