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Cocal do Sul passa a fornecer sensores de glicose para crianças com diabetes tipo 1
Por Ligado no Sul05/09/2026 10h00
Foto/Assessoria de Imprensa – Prefeitura de Cocal do Sul
Crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 de Cocal do Sul passam a receber gratuitamente sensores de monitoramento contínuo de glicose. A tecnologia permite acompanhar os níveis ao longo do dia e emite alertas quando estão muito altos ou baixos, trazendo mais segurança ao tratamento.
A secretária de Saúde, Giovana Galato, explica que uma das principais vantagens é reduzir as frequentes picadas nos dedos. “O sensor faz a leitura em tempo real e alerta quando a glicemia está muito elevada ou muito baixa. Isso traz mais segurança para o controle e facilita a rotina desses pacientes”, afirma.
A médica Lílian Jocken Stange explica que crianças e adolescentes que utilizam insulina podem apresentar variações importantes da glicemia ao longo do dia, inclusive em razão da alimentação e da prática de atividades físicas. “Com o sensor conseguimos identificar essas alterações e os pais também podem acompanhar pelo aplicativo no celular. Isso permite um monitoramento muito mais próximo”, explica.
Uma das primeiras beneficiadas é Ana Laura Rodrigues Branco, de 12 anos, diagnosticada com diabetes tipo 1 aos oito. A mãe, a empresária Aline de Souza Branco, lembra que a doença foi descoberta depois que a filha passou muito mal.
“A gente quase perdeu a Ana Laura. Depois conhecemos o sensor e começamos a usar, mas o custo é alto. Agora, receber pelo município vai ajudar bastante”, conta.
Para Aline, a tecnologia mudou principalmente a rotina da família. Antes, dependendo dos níveis de glicose da filha, era necessário acordar três ou quatro vezes durante a madrugada para fazer a medição com uma picada no dedo.
“Dói, incomoda e, com o tempo, cria calos nos dedinhos. Hoje ela pode estar na escola ou em um aniversário e eu consigo saber como está pelo celular. Os dados chegam para mim pelo aplicativo. Para a criança e para a família, isso é qualidade de vida”, relata.
Quem terá direito
O benefício é destinado a moradores de Cocal do Sul de 2 a 14 anos, com diagnóstico confirmado de diabetes mellitus tipo 1 e em uso de insulina. Também é necessário estar em acompanhamento regular com endocrinologista da rede pública municipal, ter prescrição médica atualizada e atender aos demais critérios previstos no protocolo.
A enfermeira e responsável técnica da Enfermagem, Morgana Bosa, explica que o acesso começa pela consulta com o endocrinologista, responsável pela avaliação e pelo preenchimento da documentação. Após análise da Secretaria Municipal de Saúde, a família será chamada para uma consulta de enfermagem, quando receberá o equipamento e as orientações de uso.
“Não se trata apenas de fornecer a tecnologia. A proposta é acompanhar a criança ou adolescente e a família, promovendo educação em saúde e mais segurança no manejo do diabetes”, explica Morgana.
O acompanhamento será contínuo e multiprofissional. A cada seis meses, o acesso será reavaliado considerando dados como hemoglobina glicada, episódios de hipoglicemia, possíveis internações e adesão ao tratamento.
Nesta primeira etapa, cinco crianças serão beneficiadas. A disponibilização dos sensores está condicionada à existência de recursos financeiros municipais.
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Quatro homens são detidos após furto em estabelecimento de Criciúma
Por Ligado no Sul05/09/2026 09h00
Foto/PMSC
Quatro homens foram detidos pela Polícia Militar após um furto em um estabelecimento localizado na Rodovia Luiz Rosso, no bairro Morro Estevão, em Criciúma. A ocorrência foi registrada por volta das 4h54 desta sexta-feira (4).
Segundo a Polícia Militar, os quatro suspeitos chegaram ao local em um Volkswagen Gol prata. Eles teriam danificado as portas e quebrado uma vidraça da loja de conveniência para entrar no estabelecimento.
Do local, foram levados diversos produtos, entre eles cigarros, bebidas e alimentos.
As imagens das câmeras de segurança ajudaram os policiais a identificar características do veículo e dos suspeitos. Pouco tempo depois, uma guarnição que fazia rondas em Siderópolis encontrou um carro com características semelhantes, ocupado por quatro homens.
Ao perceber a presença dos policiais, o motorista acelerou e tentou fugir. A perseguição percorreu cerca de três quilômetros por várias ruas da cidade. Durante a fuga, o veículo chegou a trafegar pela contramão.
A fuga terminou quando o carro bateu contra uma estrutura de medição de energia elétrica. Os quatro ocupantes foram abordados pelos policiais.
Dentro do veículo, foram encontrados 83 carteiras de cigarros, 59 garrafas de bebidas e 62 produtos alimentícios, além de outros materiais. Também foram localizados cupons fiscais emitidos pelo estabelecimento furtado em Criciúma.
Os responsáveis pelo comércio reconheceram os produtos encontrados como sendo os mesmos levados durante o furto.
Ainda conforme a PM, um dos envolvidos admitiu que o grupo havia cometido o furto em um posto de combustíveis. Com outro suspeito, os policiais encontraram porções de uma substância semelhante à cocaína. Ele afirmou que a droga seria para consumo próprio.
Durante a consulta aos sistemas policiais, os agentes também descobriram que um dos quatro homens tinha um mandado de prisão preventiva em aberto por tráfico de drogas.
Diante da situação, os quatro foram presos e encaminhados, junto com os produtos recuperados e os demais materiais apreendidos, para a Delegacia de Polícia Civil de Criciúma.
O veículo usado pelo grupo também foi apreendido.
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Incêndio atinge edificação comercial e quase se espalha para residência em Lauro Müller
Por Ligado no Sul05/09/2026 08h00
Foto/CBMSC
Um incêndio atingiu uma edificação comercial na noite desta sexta-feira (4), em Lauro Müller. A ocorrência foi registrada por volta das 22h40, na localidade de Arizona, na região da rua David Bez Fontana.
Os bombeiros foram acionados depois que um morador foi até o quartel e informou que uma edificação estava pegando fogo. A equipe seguiu imediatamente para o local e, durante o deslocamento, pediu apoio aos bombeiros de Orleans.
Quando chegaram, os bombeiros encontraram as chamas em uma edificação comercial que fica ao lado de uma residência familiar.
A equipe iniciou o combate ao fogo e também trabalhou para evitar que as chamas atingissem uma casa que ficava próxima. Um veículo que estava nas proximidades também foi protegido pelos bombeiros.
A ação conseguiu controlar o incêndio e impedir que ele se espalhasse para a residência. O apoio dos bombeiros de Orleans acabou sendo cancelado antes da chegada da equipe.
Durante o atendimento, foram utilizados cerca de 2,7 mil litros de água. Depois que o fogo foi apagado, os bombeiros fizeram o rescaldo, que é uma verificação para localizar e eliminar possíveis pontos de calor que poderiam provocar uma nova ignição.
Segundo os proprietários, uma secadora de roupas estava ligada quando eles saíram por um curto período. Ao retornarem, perceberam que o fogo havia começado e se espalhado pelo local.
Os moradores ainda tentaram apagar as chamas usando uma mangueira de jardim e baldes de água, mas não conseguiram controlar o incêndio.
Após finalizar o atendimento, os bombeiros orientaram os proprietários e familiares sobre os cuidados necessários depois do incêndio. A equipe recolheu os equipamentos e retornou ao quartel.
As causas do incêndio não foram confirmadas oficialmente.
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El Niño caminha para a intensidade máxima e Defesa Civil de Santa Catarina reforça monitoramento
Por Ligado no Sul04/09/2026 13h00
Foto: Thiago Kaue / SecomGOVSC
O oceano Pacífico soma agora 1,8 °C de anomalia térmica e caminha para confirmar, segundo a agência norte-americana NOAA, um El Niño muito forte. A intensidade não é sinônimo de mais eventos extremos, mas exige atenção. Por isso, a Defesa Civil de Santa Catarina mantém o acompanhamento contínuo da evolução do fenômeno e os possíveis impactos no estado.
O monitoramento do fenômeno é feito em quatro regiões do Pacífico Equatorial, chamadas de Niño 1+2, Niño 3, Niño 3.4 e Niño 4. É na área 3.4 que os cientistas concentram a observação para classificar a intensidade. Considera-se a formação do El Niño quando a temperatura da superfície do mar nessa região fica pelo menos 0,5°C acima da média climatológica por vários meses seguidos.
A partir daí, a intensidade do fenômeno segue uma escala, que deve se manter por pelo menos três meses consecutivos. Um El Niño fraco registra entre 0,5°C e 0,9°C de anomalia, e um moderado, entre 1,0°C e 1,4°C. Entre 1,5°C e 1,9°C, passa a ser considerado forte e, acima de 2,0°C, é classificado como muito forte.
Gerente de monitoramento e alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, Frederico de Moraes Rudorff explica que a intensidade do fenômeno não resulta automaticamente em um desastre. “As enchentes que atingiram o Vale do Itajaí em 2023 e o Rio Grande do Sul em 2024 ocorreram sob influência de um El Niño moderado, e foram mais intensas do que as registradas em 2015, quando o fenômeno atingiu uma das maiores intensidades já registradas”, destaca. Rudorff também lembra que eventos severos podem ocorrer sob influência do fenômeno oposto, La Niña, como os desastres de 2008, as enchentes do Alto Vale do Itajaí em 2011 e o ciclone-bomba de 2020.
Comparar a intensidade de eventos de anos diferentes, porém, não é tão simples. Com o aumento geral das temperaturas do oceano, a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) passou a adotar um índice relativo, chamado Relative Oceanic Niño Index ou Índice Relativo de Niño Oceânico (Roni). Ele calcula a média de temperatura dos oceanos nos trópicos e aplica um desconto proporcional antes de classificar cada evento.
Historicamente, o El Niño costuma intensificar as chuvas em Santa Catarina nas estações de transição. Por isso, a Defesa Civil estadual aponta a primavera de 2026 e o outono de 2027 como as duas janelas mais críticas de monitoramento. O gerente de monitoramento e alerta da instituição acompanha de perto a evolução do fenômeno. Em entrevista, ele detalha os impactos esperados e os cuidados que a população deve adotar.
Confira a seguir:
O que caracteriza na prática um El Niño forte e o que muda em relação a um El Niño fraco ou moderado?
O El Niño forte é caracterizado a partir de 1,5 até 1,9 °C de anomalia de temperatura. Acima de 2,0, ele já se caracteriza como um El Niño muito forte. Atualmente, estamos monitorando toda a evolução deste ano e registrando temperaturas em torno de 1,8 °C, entrando na categoria de El Niño forte. É muito provável que nas próximas semanas ou no próximo mês ele já entre na categoria de um El Niño muito forte, que é considerado um “Super El Niño”, como vem sendo bastante divulgado na mídia.
Isso significa que há mais possibilidade de eventos adversos?
A intensidade do El Niño não resulta automaticamente em um grande evento excepcional, como o que tivemos em 1983 ou 2023. Em outros anos, como 1997 e 1998, havia expectativa de um Super El Niño com grandes enchentes em Santa Catarina. Naquele verão, inclusive, as pessoas deixaram de vir para o estado, mas a previsão acabou não se concretizando e tivemos sol e chuvas dentro da média. Em 2015 e 2016, tivemos inundações com o rio chegando acima de 10 metros em Rio do Sul, mas não foram tão intensas quanto as de 2023, um ano em que o El Niño era apenas moderado e causou uma das maiores enchentes da cidade, com mais de 13 metros. Então, não necessariamente, um El Niño muito forte vai ter a mesma intensidade de desastres como um El Niño moderado ou até como um ano de La Niña”.
Já tivemos grandes eventos severos também sob influência do La Niña, como os desastres de 2008, as enchentes no Alto Vale em 2011 e o ciclone-bomba em 2020. Um El Niño muito forte tende sim a aumentar a frequência de chuvas, mas a ocorrência de grandes eventos depende da combinação com outros fatores climáticos, como a oscilação de Madden-Julian (padrão climático que se desloca pelos trópicos a cada 30 a 60 dias, alternando fases úmidas e secas).
Por isso, precisamos fazer esse monitoramento, não só do El Niño, mas também de outras condições. Nós fazemos esse monitoramento 24 horas aqui em Santa Catarina, mas não existe essa garantia que teremos um evento excepcional aqui no nosso estado. Entretanto, estamos fazendo várias ações de preparação para que possamos enfrentar da melhor forma possível se algo evoluir nesse sentido.
Quais são as principais diferenças entre El Niños passados e o deste ano?
Tanto em 2015 quanto em 2023 e 2024, estávamos com a temperatura geral dos oceanos menos aquecida do que temos agora. Entretanto, o que contribuiu para os grandes eventos de 2023/24 não foi apenas a temperatura global, mas a sinergia de vários fatores atuando juntos, como a fase de atuação da oscilação Madden-Julian, a interação com o jato subtropical e o fluxo de umidade que foi fortemente canalizado para Santa Catarina. Então, a gente precisa monitorar esses outros indicadores para saber se há uma perspectiva de um evento similar ao que aconteceu ali, mas não é uma garantia que isso vai acontecer.
Hoje, com os oceanos cada vez mais aquecidos é possível dizer que os próximos El Niños serão mais fortes e isso se aplica a 2026?
Quando o nível base de temperatura dos oceanos está mais aquecido, nós tendemos a ter mais umidade disponível, e essa umidade atua como um verdadeiro combustível para tempestades e chuvas intensas. Então, sim. Projetamos que com a maior disponibilização de umidade em todos os oceanos, especialmente no oceano Atlântico, que está mais perto de Santa Catarina, mais intensos os fenômenos tendem a ser.
Inclusive, para a intensidade do El Niño, a NOAA tem adotado agora o índice relativo. Como os oceanos estão mais aquecidos de forma geral, para fazer uma comparação justa entre um El Niño atual e um que ocorreu em 1997, por exemplo, eles calculam a média de temperatura global dos oceanos em torno dos trópicos e aplicam um desconto para nivelar a medição.
Esse fim de inverno já vem mais ameno. Dá para atribuir isso ao El Niño e o que a população deve esperar em relação às temperaturas nos próximos meses?
Em junho, no início da formação do El Niño, nós ainda tivemos um inverno rigoroso com temperaturas mínimas baixas. Mas em julho e agosto, com o aumento da nebulosidade e chuvas mais frequentes, as temperaturas mínimas não caíram tanto e as máximas também não subiram de forma exagerada. Então, tivemos meses mais amenos e a média ficou próxima da normalidade. A tendência é que as anomalias de temperatura fiquem cada vez mais positivas nos próximos meses, com temperaturas mais elevadas.
Historicamente, os efeitos do El Niño são mais sentidos na primavera e no outono. Por que o verão geralmente não é tão influenciado?
Durante a época de transição. que ocorre na primavera e no outono, existe uma intensificação do transporte de umidade canalizando diretamente da Amazônia para Santa Catarina. Já no verão, esse fluxo de umidade tende a ser canalizado mais em direção ao Sudeste do Brasil, o que acaba “roubando” a umidade que normalmente viria para o nosso estado. Por isso, no verão a gente não sente tanto os efeitos do El Niño com relação a chuvas mais frequentes que tendem a se agravar principalmente na primavera e depois no outono do ano seguinte. Então, essas duas janelas tendem a ser as mais críticas com relação ao El Niño: a primavera de 2026 e, depois, o outono de 2027.
O El Niño pode aumentar a frequência de tornados e ciclones aqui em SC?
Como a disponibilidade de umidade e também de instabilidades atmosféricas são ampliadas, tendemos a ter mais eventos severos, como microexplosões e tornados. Contudo, isso não significa necessariamente que teremos os eventos mais intensos. Por exemplo, o tornado de categoria F4 que atingiu o Paraná no ano passado ocorreu enquanto estávamos sob a influência do La Niña.
Seria possível reforçar as recomendações para a população se preparar para possíveis eventos extremos?
É fundamental que cada pessoa conheça a sua área, saiba se reside em uma região de inundação e descubra qual é o abrigo mais próximo. Também orientamos fortemente a população a se cadastrar nos alertas da Defesa Civil. Basta enviar um SMS com o seu CEP para o número 40199 e ficar muito atento aos alertas que chegam via celular. Em casos de temporais com vento forte ou granizo, busque um abrigo seguro e afaste-se de árvores e postes. Dentro de casa, se a construção não for de alvenaria, o banheiro costuma ser a estrutura mais resistente e segura. Jamais transite por ruas alagadas ou pontes submersas; a grande maioria das mortes ocorre justamente porque as pessoas tentam cruzar essas áreas inundadas e acabam sendo arrastadas pela correnteza. Além disso, ao notar rachaduras em paredes ou muros, inclinação de postes ou água barrenta minando do barranco, entenda que existe risco iminente de deslizamento. Nesses casos, saia imediatamente da residência e acione a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.