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Ligado no Sul
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Sessão da Câmara de Orleans é marcada por tensão, carta aberta de enfermeiros e homenagem ao Dia das Mulheres

Por Ligado no Sul10/03/2026 12h54
Fotos/Redação

Com casa cheia, a 6ª sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Orleans, realizada na noite desta segunda-feira (9), foi marcada por debates intensos, manifestações de servidores da saúde, leitura de uma carta aberta à população e homenagens ao Dia Internacional da Mulher.

Entre os diversos projetos em pauta, o que mais gerou discussão foi o Projeto de Lei nº 004, de 2 de março de 2026, de autoria do Executivo Municipal. A proposta trata da distribuição de um incentivo financeiro proveniente do Ministério da Saúde destinado à atenção primária nos municípios.

O projeto prevê que o recurso seja dividido entre os servidores das unidades básicas de saúde, com um adicional de 20% destinado aos enfermeiros responsáveis pela gerência das unidades. A justificativa é que esses profissionais são responsáveis pela administração das equipes e pelo acompanhamento dos indicadores de desempenho exigidos pelo programa federal.

A proposta dividiu opiniões entre vereadores, profissionais da saúde e representantes sindicais.

Tensão entre vereadores

Durante a sessão, a vereadora Maiara Dal Ponte Martins (MDB), que também atua como enfermeira em uma unidade básica de saúde do município, defendeu a proposta e explicou que o incentivo financeiro está relacionado ao desempenho das equipes e à gestão dos indicadores da atenção primária.

Segundo ela, caso as metas sejam atingidas, o valor destinado aos servidores pode chegar a cerca de R$ 453, enquanto os enfermeiros responsáveis pela coordenação das unidades receberiam aproximadamente R$ 100 a mais, em função das responsabilidades administrativas e de gestão.

“Os enfermeiros são responsáveis por gerenciar a unidade básica de saúde, organizar os indicadores e acompanhar o desempenho da equipe. Esse adicional é justamente por essa função de coordenação”, afirmou.

Já o vereador Joel Cavanholi (PL) se posicionou contra a diferença no repasse e defendeu que o valor seja distribuído de forma igualitária entre todos os profissionais das unidades de saúde.

De acordo com ele, o pedido de retirada do projeto da pauta ocorreu para que o tema fosse melhor discutido antes da votação.

“Eu não sou contra o projeto. O que eu questionei foi a diferença dos 20% para os enfermeiros. Esse recurso vem para todos os funcionários e eu entendo que poderia ser dividido igualmente”, disse.

O vereador também afirmou que sua manifestação ocorreu durante reunião das comissões e que um vídeo mostrado durante a sessão pelo vereador Dovagner Baschirotto (MDB) teria  sido tirado de contexto e apresentado apenas um trecho da discussão.

“Foi feito um recorte da gravação. Não mostraram o que foi falado antes e depois. Parece que tentaram construir a imagem de que eu estaria atacando uma categoria, o que não é verdade”, declarou.

Carta aberta e reação dos enfermeiros

A polêmica ganhou novos contornos após enfermeiros da atenção básica elaborarem uma carta aberta à população. O documento foi lido durante a sessão e entregue à presidência da Câmara.

Segundo a vereadora Maiara, a carta foi motivada por falas atribuídas ao vereador Joel durante a reunião das comissões e por um vídeo publicado nas redes sociais. No entendimento dos profissionais, as declarações teriam desqualificado o trabalho da enfermagem na rede municipal.

A vereadora relatou ainda que, após a repercussão do caso, os enfermeiros responsáveis pelas Estratégias de Saúde da Família (ESFs) comunicaram ao Executivo a decisão de deixar as funções de coordenação das unidades.

“Os enfermeiros entenderam que houve um desrespeito ao trabalho que realizam. Então foi oficializada a saída deles da coordenação das unidades, ficando agora a cargo do Executivo definir quem assumirá essas funções”, explicou.

Posicionamento do sindicato

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Orleans e Região (Sintramor), Janes de Lorenzi, também se manifestou sobre o tema.

Segundo ela, o sindicato defende que projetos que envolvam servidores sejam discutidos previamente com a entidade. No caso do PL 004, ela afirmou que o sindicato não teve conhecimento prévio da proposta.

“Existe um acordo com o prefeito de que projetos que envolvam os servidores sejam encaminhados para a Câmara com o conhecimento do sindicato. Esses projetos vieram sem esse diálogo”, afirmou.

Janis explicou que o sindicato participou de reunião com vereadores na sexta-feira para tratar do assunto e informou que uma comissão formada por alguns servidores participou da elaboração da proposta, mas que nem todos os trabalhadores foram representados nesse processo.

“Como presidente do sindicato eu represento todos os servidores. Seria injusto tomar uma decisão apenas com base em uma comissão formada por alguns profissionais. Precisamos avaliar o projeto com mais cuidado”, disse.

Ela destacou ainda que o sindicato prefere que as questões sejam resolvidas por meio do diálogo.

“Eu sempre prefiro quando há acordo e entendimento. As coisas precisam ser resolvidas conversando. Mas, como presidente do sindicato, precisei agir dessa forma para garantir que todos os servidores sejam ouvidos”, afirmou.

Janis também respondeu a questionamentos feitos durante a sessão sobre possíveis manifestações em grupos de WhatsApp. Ela negou ter feito comentários ofensivos e afirmou que apenas comunicou aos servidores que o projeto havia chegado à Câmara sem o conhecimento do sindicato.

“Eu apenas informei no grupo das agentes de saúde que os projetos tinham vindo para a Câmara sem passar pelo sindicato. Não fiz comentários ofensivos como foi dito”, declarou.

O projeto foi retirado de pauta  para que ele seja analisado novamente antes da votação.

A expectativa é de que a proposta volte a ser discutida na próxima sessão, após novas conversas entre o Executivo, o sindicato e os servidores da área da saúde.

Homenagem às mulheres

Apesar do clima de tensão em torno do projeto, a sessão também contou com homenagens ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no último domingo (8).

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Fapesc e Setur lançam edital para bolsas voltadas à reestruturação do turismo em SC

Por Ligado no Sul10/03/2026 11h30

Com o objetivo de selecionar bolsistas para colaborar na reestruturação da gestão pública do turismo em Santa Catarina — por meio do desenvolvimento de estudos, metodologias e sistemas de apoio à tomada de decisão —, a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), em colaboração com a Secretaria de Estado do Turismo (Setur), lançou, nesta quarta-feira (4), o Edital 08/2026. O processo seletivo será conduzido pela Setur, responsável pela classificação e pelo ranqueamento dos candidatos, com acompanhamento da Fapesc, que realizará a vinculação dos bolsistas selecionados.

A chamada prevê a realização de pesquisas, estudos e relatórios para análise de cenários sociais e econômicos do turismo, o desenvolvimento de recursos de interação entre usuários em website para o sistema de inteligência turística e o apoio à implantação e execução de ações de inovação em pesquisas no setor turístico catarinense. As atividades também incluem a promoção de cooperação técnica e o desenvolvimento de soluções para desafios sociais, ambientais e de governança, em alinhamento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 em Santa Catarina.

O valor global destinado à chamada pública será de R$ 854,4 mil para a concessão de até seis bolsas, com duração de até 12 meses e possibilidade de prorrogação por igual período. Serão ofertadas até duas bolsas na modalidade PDIG-II, destinadas a profissionais com título de doutor obtido há pelo menos três anos, ou graduação com, no mínimo, nove anos de experiência comprovada, com valor mensal de R$ 6,2 mil. Também poderão ser concedidas até quatro bolsas na modalidade PDIG-III, destinadas a profissionais com título de mestre obtido há pelo menos quatro anos, ou graduação com, no mínimo, seis anos de experiência comprovada, com valor mensal de R$ 5,8 mil.

As inscrições estarão abertas até o dia 8 de abril de 2026 e deverão ser realizadas exclusivamente pela internet.

O resultado final da seleção está previsto para 21 de maio de 2026.

Acesse o edital completo.

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Ministério da Saúde confirma 140 casos de Mpox no país, em 2026

Por Ligado no Sul10/03/2026 11h00
Foto/ Shutterstock

O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539, além de nove prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).

Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e, em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido por Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).

Mpox

A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral, cuja transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo vírus da Mpox, materiais contaminados ou animais silvestres infectados.

Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza.

Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Também é recomendado evitar contato próximo com outras pessoas.

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Tensão entre Estados Unidos e Irã pode impactar preço do petróleo e da gasolina

Por Ligado no Sul10/03/2026 10h30
Foto/Arquivo Agecom

Na manhã desta terça-feira (10), o Jornal da Guarujá conversou com o cientista político e economista Enio Coan sobre o aumento das tensões no Oriente Médio após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em entrevista, Trump afirmou que ataques podem ser ampliados caso o Irã mantenha o bloqueio no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.

Durante a conversa, Coan destacou que o cenário internacional vive um momento de grande instabilidade geopolítica. Segundo ele, conflitos armados voltaram a ganhar protagonismo nas disputas entre grandes potências, envolvendo não apenas questões ideológicas e religiosas, mas também interesses econômicos.

De acordo com o especialista, a região onde ocorre a tensão atual é considerada uma das mais sensíveis do mundo para a economia global, principalmente por concentrar uma das principais rotas de escoamento de petróleo.

“O petróleo ainda é a principal commodity do mundo e movimenta boa parte da economia global. Quando surge um conflito nessa região, o impacto pode ser imediato no mercado internacional”, explicou.

Coan também ressaltou que o cenário envolve disputas históricas e estratégicas. O Israel, por exemplo, é visto por parte do mundo árabe como um elemento externo na região, enquanto o Irã se posiciona como uma potência regional com forte influência política e militar.

Segundo ele, a preocupação de países ocidentais também está relacionada ao avanço do programa nuclear iraniano, o que aumenta a tensão diplomática e militar envolvendo os Estados Unidos e aliados.

Impacto no preço do petróleo

O economista alerta que a escalada do conflito pode provocar reflexos diretos na economia mundial, principalmente no preço do petróleo.

“Dependendo da duração da guerra e da intensidade do conflito, o barril de petróleo poderia chegar a cerca de 200 dólares. Nesse cenário, a gasolina no Brasil poderia atingir valores próximos de R$ 15 por litro”, avaliou.

Apesar disso, ele lembra que o Brasil possui hoje uma situação mais favorável devido à produção nacional de petróleo, especialmente com as reservas do pré-sal exploradas pela Petrobras. Ainda assim, fatores como câmbio, custo de transporte, refino e distribuição influenciam diretamente no preço final dos combustíveis.

Possibilidade de fim do conflito

Questionado sobre a possibilidade de um encerramento rápido da guerra, Coan acredita que o conflito ainda pode se prolongar por algumas semanas.

Para ele, a tendência é que o impasse seja resolvido por meio de negociações internacionais. “Conflitos desse tipo dificilmente se encerram apenas pela via militar. Em algum momento, países intermediários costumam entrar como mediadores para buscar um acordo e reduzir a tensão”, afirmou.

O especialista também destacou que o risco maior seria a ampliação do conflito envolvendo outras potências, como a China.

“Se outras potências entrarem diretamente no conflito, o impacto pode ser muito maior, tanto para a economia global quanto para a estabilidade política internacional”, concluiu.

Confira entrevista completa

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