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Ligado no Sul
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Muito antes do turismo, uma família apostou na Serra Catarinense

Por Ligado no Sul03/07/2026 14h40
Fotos/

Em poucas horas de viagem, Santa Catarina oferece uma mudança de cenário que poucos estados conseguem reunir em tão curta distância. O calor do litoral dá lugar ao frio dos campos de altitude, a vegetação muda, a culinária ganha novos sabores e a paisagem se transforma em um dos cartões-postais mais conhecidos do país: a Serra do Rio do Rastro.

Ligando o litoral ao Oeste catarinense, a rodovia se tornou um dos principais corredores turísticos do Estado e impulsionou uma economia que vai muito além das pousadas e hotéis. Restaurantes, produtores rurais, vinícolas e pequenos empreendedores encontraram na força do turismo uma oportunidade de crescimento. Entre eles está a Churrascaria Cascata, em Bom Jardim da Serra, empreendimento familiar que acompanha essa transformação há quase quatro décadas.

Fundado em 1988, o restaurante nasceu quando a região ainda dava os primeiros passos na atividade turística. A história começou antes mesmo da abertura das portas, quando o agricultor Mauro Moreira decidiu trocar a faculdade de Agronomia pelo trabalho no campo, cultivando batata e milho em terras da família.

Foi vendendo pinhão às margens da rodovia que surgiu a oportunidade de um novo negócio. “As pessoas paravam para comprar pinhão e sempre faziam a mesma pergunta: onde tem um lugar para comer? Meu pai percebeu que a Serra precisava de uma churrascaria e resolveu apostar nessa ideia”, lembra Jaime Gabriel Carvalho Moreira, que hoje representa a segunda geração da família à frente da empresa.

Na época, a decisão parecia ousada. A infraestrutura turística era limitada e poucos enxergavam o potencial econômico da Serra Catarinense. Enquanto muitos viam apenas uma estrada de passagem, a família apostava que a região se tornaria um destino turístico.

Hoje, a Churrascaria Cascata recebe entre quatro mil e oito mil clientes por mês. Julho segue concentrando o maior movimento, mas a diferença entre as temporadas diminuiu nos últimos anos, reflexo dos investimentos em marketing e da consolidação da Serra Catarinense como destino turístico ao longo de todo o ano. Para atender à demanda, o restaurante mantém cerca de 20 colaboradores fixos e reforça a equipe com profissionais temporários, chegando a mobilizar até 40 pessoas nos fins de semana de maior fluxo.

Em um município com pouco mais de quatro mil habitantes, o volume de empregos gerados por um único restaurante ajuda a dimensionar o peso do turismo na economia local e a dependência crescente da cidade em relação ao fluxo da Serra do Rio do Rastro.

O crescimento do restaurante acompanhou a consolidação da Serra do Rio do Rastro como um dos destinos turísticos mais visitados de Santa Catarina. Para Jaime, a localização privilegiada explica parte desse movimento. “Estamos a cerca de 100 quilômetros do litoral. Em poucas horas, o turista muda completamente de cenário. Muda a vegetação, a culinária, o clima, a cultura. Você pode passar a manhã na praia e, à tarde, estar vivendo uma experiência totalmente diferente na Serra”, afirma.

Mais do que servir refeições, o restaurante passou a integrar o roteiro de quem visita Bom Jardim da Serra. O cardápio valoriza ingredientes que ajudam a contar a história da região, como o pinhão, as carnes de animais criados em pastagens serranas, o arroz de carreteiro e o tradicional entrevero. “O cliente não vem só para comer. Ele quer conhecer a nossa cultura, provar os sabores da Serra e viver essa experiência”, diz.

O sucesso de uma empresa familiar que atravessa quase quatro décadas passa por princípios que pouco mudaram ao longo dos anos. “É constância, disciplina e muito trabalho. Restaurante funciona todos os dias. Empreender no Brasil nunca foi fácil. Tem burocracia, impostos e muitos desafios, mas é justamente nos momentos difíceis que a gente precisa mostrar a nossa capacidade”, afirma.

Entre os principais obstáculos da atualidade está a formação de equipes. Segundo ele, manter profissionais qualificados exige investimento permanente em treinamento e atualização. “O maior desafio hoje é a mão de obra. A gente precisa estar sempre treinando a equipe para entregar um atendimento cada vez melhor”, diz.

Essa preocupação reflete uma mudança no próprio perfil do turismo. Se antes o visitante fazia uma parada rápida durante a viagem, hoje procura experiências completas. O atendimento, a gastronomia, a paisagem e a hospitalidade passaram a ter o mesmo peso na decisão de voltar. “Eu sempre digo para a equipe que o cliente chega como cliente, mas precisa sair como amigo. Quando isso acontece, ele volta e ainda recomenda o restaurante”, afirma.

A valorização dos produtos regionais também fortalece uma cadeia que beneficia produtores locais e ajuda a manter viva a identidade gastronômica da Serra Catarinense. Para Jaime, preservar essa essência é tão importante quanto investir na estrutura do negócio. “A gente quer que as pessoas conheçam a Serra de verdade. Não é só pela comida. É pela paisagem, pelos vinhos, pelo pinhão, pelas cachoeiras, pelos cânions e pela forma como a gente recebe quem chega”, diz.

Ao longo de quase 37 anos, a Churrascaria Cascata viu a Serra Catarinense ganhar espaço no mapa do turismo brasileiro. E, na visão do empresário, esse processo ainda está longe de atingir o seu potencial máximo. “Meu pai dizia que a Serra tinha um futuro enorme. Hoje eu acredito na mesma coisa. Quero ver Bom Jardim da Serra e toda a nossa região entre os destinos mais procurados do Brasil”, afirma.

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Sobe para seis o número de municípios catarinenses em situação de emergência após temporais

Por Ligado no Sul03/07/2026 13h00
Foto: Divulgação / SDC

O número de municípios catarinenses em situação de emergência decretada subiu para seis na manhã desta quinta-feira, 2, em decorrência dos temporais com granizo e ventos fortes que atingiram Santa Catarina entre terça, 30 de junho, e quarta-feira, 1° de julho. A Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil (SDC/SC) segue monitorando os municípios afetados e iniciou a entrega de kits de assistência humanitária às comunidades atingidas.

Bom Retiro, Guaramirim, Jaraguá do Sul, Schroeder, Major Vieira e Timbó Grande foram os municípios que decretaram situação de emergência e solicitaram itens de assistência humanitária, como telhas e cumeeiras. Guaramirim e Major Vieira já receberam os materiais, enquanto os demais devem ser atendidos ao longo dos próximos dias.

A partir de sexta-feira, 3, a Defesa Civil também dará início à entrega de 1.078 cestas básicas às aldeias indígenas que tiveram a via de acesso bloqueada após o nível do reservatório da barragem de José Boiteux subir para 19,8 metros. A ação faz parte do Plano de Contingência específico para as comunidades da região, ativado após interrupção da via completar 48 horas consecutivas na manhã desta sexta-feira, 3. O órgão estadual segue monitorando continuamente a evolução do reservatório e a situação local em articulação com as lideranças e demais instituições parceiras.

Além dos seis municípios em emergência, outros 19 registraram ocorrências relacionadas aos temporais: Araquari, Balneário Barra do Sul, Benedito Novo, Blumenau, Brusque, Caçador, Canoinhas, Correia Pinto, Corupá, Fraiburgo, Gaspar, Ibirama, Itaiópolis, Joinville, José Boiteux, Lages, Massaranduba, Monte Castelo e Presidente Getúlio. As principais ocorrências envolvem destelhamentos, alagamentos, deslizamentos de terra, queda de árvores e interdições viárias.

Os levantamentos indicam mais de 400 pessoas desalojadas em todo o estado, concentradas principalmente em Guaramirim e Major Vieira. Até o momento, não há registro de pessoas desabrigadas.

Os transtornos foram causados pela passagem de uma frente fria que atingiu Santa Catarina entre a noite de terça-feira e a madrugada de quarta-feira, provocando temporais com granizo, ventos fortes, chuvas intensas e enxurradas em diversas regiões do estado. Ao longo da noite de quarta-feira, 1, e da madrugada desta quinta-feira, 2, novas instabilidades associadas ao sistema se concentraram principalmente nas regiões do Extremo Oeste, Oeste, Meio-Oeste, Planalto Sul e Litoral Sul, com pancadas de chuva passageiras também na Grande Florianópolis e no Alto Vale do Itajaí.

Os números apresentados são preliminares e poderão ser atualizados ao longo do dia. A SDC/SC permanece em acompanhamento contínuo da situação e em suporte aos municípios afetados.

Agitação marítima

A Secretaria também emitiu aviso para agitação marítima. Segundo os meteorologistas, a condição se intensifica a partir da noite desta quinta-feira e se estende até sábado, com ventos de sul que atingem rajadas entre 65 km/h e 85 km/h no mar. A ondulação varia entre 2,0 m e 3,0 m, com picos de até 3,5 m, na direção sul/sudeste. A elevação do nível do mar aumenta ainda o potencial de alagamentos costeiros em municípios como Florianópolis e Itajaí, com risco de bloqueios pontuais de vias durante os picos de maré alta previstos para o fim da tarde desta quinta e a madrugada de sexta-feira.

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Novo CNPJ com letras começa a ser emitido a partir de 31 de julho

Por Ligado no Sul03/07/2026 12h00
Foto/Ilustrativa

A Receita Federal começará a emitir, a partir de 31 de julho, o novo Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) em formato alfanumérico. A principal novidade é que os novos registros poderão conter letras e números, mantendo o total de 14 caracteres.

A mudança vale apenas para empresas que receberem um novo CNPJ a partir da implantação do sistema. Quem já possui um cadastro não terá o número alterado e não precisará realizar qualquer atualização por causa da novidade.

Atualmente, todos os CNPJs são formados apenas por números. Com o novo modelo, os cadastros poderão combinar letras e números na mesma sequência.

Apesar da alteração, a estrutura do documento permanece a mesma. Os oito primeiros caracteres continuarão identificando a empresa, os quatro seguintes indicarão a matriz ou filial, e os dois últimos permanecerão numéricos, utilizados para validar a inscrição.

Segundo a Receita Federal, a mudança amplia significativamente o número de combinações possíveis e evita o esgotamento da numeração disponível.

Empresas atuais não serão afetadas

A Receita esclarece que a alteração não afeta empresas já registradas. Os CNPJs atuais continuarão válidos por tempo indeterminado, sem necessidade de troca de documentos ou atualização cadastral.

Durante o período de transição, os dois modelos — apenas numérico e alfanumérico — serão aceitos normalmente por órgãos públicos, bancos, juntas comerciais e demais instituições.

Além disso, nem todos os novos CNPJs terão letras imediatamente. Como ainda existem milhões de combinações exclusivamente numéricas disponíveis, a Receita continuará emitindo registros apenas com números enquanto houver disponibilidade.

De acordo com a Receita Federal, cerca de 69 milhões das quase 100 milhões de combinações possíveis do modelo atual já foram utilizadas.

Com o crescimento constante da abertura de empresas no país, foi necessário criar um novo formato para garantir a continuidade da emissão de CNPJs nos próximos anos.

A Receita também orienta que empresas, bancos, órgãos públicos e desenvolvedores de sistemas atualizem seus programas para aceitar CNPJs com letras, evitando problemas em sistemas de emissão de notas fiscais, cadastros, contratos e plataformas de pagamento.

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Unibave e ACIRC promovem evento sobre o futuro dos fertilizantes sustentáveis em Santa Catarina

Por Ligado no Sul03/07/2026 11h30
Foto/Unibave

Especialistas estarão no Centro Universitário Barriga Verde (Unibave), na próxima segunda-feira (6), para debater soluções inovadoras para a produção de fertilizantes sustentáveis a partir do aproveitamento de biogás e biometano. A programação é gratuita, e deve reunir produtores rurais, empresários, profissionais do agronegócio e estudantes da região. As inscrições são feitas pelo link e as vagas limitadas.

Com o tema “O Novo Futuro do Fertilizante em Santa Catarina – Uma nova perspectiva para o agronegócio”, o seminário reunirá quatro especialistas do Rio Grande do Sul, que apresentarão experiências, pesquisas e aplicações relacionadas à produção de amônia verde, fertilizantes nitrogenados de baixa emissão de carbono e ao aproveitamento de resíduos da atividade agropecuária.

O evento será promovido em parceria com o Núcleo do Agronegócio da Associação Comercial e Industrial do Vale do Rio Capivari (ACIRC), que contempla os municípios de Gravatal, Armazém e São Martinho. Conforme o professor do Unibave e diretor da ACIRC, Luiz Eduardo Mutzberg, a associação apoia a realização do evento como parte de uma série de ações voltadas ao fortalecimento do agronegócio regional.

“Estamos fazendo uma sequência de movimentos para debater o tema. Já fizemos visitas ao Rio Grande do Sul com professores do Unibave e agora estamos trazendo painelistas de lá para fazer essa apresentação para as pessoas de Orleans e região”, explica.

As atividades acontecem no período da manhã, no Bloco F do Unibave, com início às 8h30. As inscrições devem ser realizadas até o dia 3 de julho, devido ao número limitado de vagas.

Serviço
Evento: O Novo Futuro do Fertilizante em Santa Catarina – Uma nova perspectiva para o agronegócio
Data: 6 de julho
Horário: das 8h30 às 12h
Local: Bloco F – Sala Executiva do Unibave
Inscrições: gratuitas até 3 de julho, devido ao número limitado de vagas.

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