Para uma melhor experiência neste site, utilize um navegador mais moderno. Clique nas opções abaixo para ir à página de download
Indicamos essas 4 opções:

Google Chrome Opera Mozilla Firefox Microsoft Edge
Ok, estou ciente e quero continuar usando um navegador inferior.

BLOG

Ligado no Sul
BLOG

De uma loja de 45 metros quadrados a um grupo empresarial: a história da LCL contada por quem ajudou a construir esse caminho

Por Ligado no Sul12/08/2026 14h22

Em janeiro de 1987, Rosângela Coan Lolli e Pedro Lolli venderam bens da família para abrir, no centro de Orleans, a primeira loja da LCL. O espaço tinha apenas 45 metros quadrados, mas carregava um projeto que começaria a ganhar novas proporções ao longo das décadas. Quase 40 anos depois, a história da empresa é também a história de uma família que precisou atravessar dificuldades, aprender a separar relações pessoais e profissionais e, mais recentemente, preparar a passagem do comando para a segunda geração.

Essa trajetória foi o tema do Papo Empreendedor, que reuniu Rosângela Coan Lolli, cofundadora da LCL; Pedro Lolli, sócio-fundador; e Flávia Coan Lolli, filha do casal e vice-presidente do Grupo Coan Lolli.

Antes mesmo da criação da empresa, Rosângela já convivia com o empreendedorismo dentro de casa. Filha de uma comerciante que mantinha um pequeno armazém de secos e molhados, ela acompanhou desde cedo uma rotina marcada pelo trabalho.

“Nunca ouvi minha mãe dizer que algo estava difícil. E era difícil. Ela sempre olhava para frente e trabalhava muito. Então acho que foi não desistir do que ela ensinou de mais forte”, contou Rosângela.

A mãe, segundo ela, conciliava o comércio com as tarefas domésticas e a criação de seis filhos. Rosângela lembra de vê-la levantar ainda de madrugada para preparar carne para vender no armazém e ajudar a descarregar caminhões de alimentos antes de abrir as portas para os clientes.

A própria família também enfrentou períodos de perdas. Na enchente de 1974, o armazém, principal fonte de renda da casa, foi atingido. Para Rosângela, experiências como essa ajudaram a formar a maneira como ela passou a encarar as dificuldades.

“Eu acredito muito que o sofrimento, a perda, sempre nos torna pessoas mais fortes, porque é na dificuldade que tu cresce. E, se tu tiver força para encarar a dificuldade, foi o que eu aprendi muito com os meus pais”, afirmou.

Ela resume os valores que considera fundamentais na trajetória da família em três pilares: Deus, família e trabalho.

Trabalho, disciplina e uma sociedade construída dentro de casa

Pedro Lolli também trouxe para a LCL uma trajetória marcada por trabalho e estudo. Filho de agricultores, formou-se em Contabilidade e, durante parte da vida profissional, conciliou o trabalho em escritório de contabilidade, atividades em empresas e aulas à noite.

“Eu nunca parei de trabalhar e comecei realmente no escritório de contabilidade. Depois fui para outras empresas. Peguei uma empresa onde tinha um cargo que me exigia muito. Eu começava sete horas da manhã e parava 11 horas da noite, dando aula, e na época estudava também”, relembrou.

A rotina exigente, segundo Pedro, ajudou a formar uma postura de disciplina e persistência que seria levada para a construção da LCL. Ele também atribui parte importante dessa trajetória à parceria com Rosângela.

“Eu sempre falo: a Rosângela foi muito importante para mim porque ela sempre segurou muito a barra. Ela nunca reclamou por eu ter trabalhado tanto. Ela sempre falava: ‘Pedro, a gente tem que continuar, a gente tem que evoluir’”, contou.

A sociedade entre os dois se desenvolveu paralelamente ao casamento. Pedro reconhece que houve discussões ao longo dos anos, mas afirma que, com a maturidade, o casal aprendeu a separar melhor os problemas da empresa da relação familiar.

“Hoje a gente já é mais maduro, a gente já não fica conversando com a empresa. Às vezes ela começa assim e eu corto. A gente já discutiu, mas hoje você resolve as coisas sem discussão, não tem necessidade de se estressar”, afirmou.

Um dos hábitos mantidos pelo casal ajuda a ilustrar essa tentativa de preservar a relação para além dos negócios. Ao chegar em casa, Pedro costuma preparar o café e chamar Rosângela para sentar à mesa.

“Eu faço o café, arrumo a mesa e depois chamo ela para tomar café. E a gente fica uma hora tomando café”, contou.

A família também foi sendo incorporada à rotina da empresa. Pedro conta que as filhas cresceram frequentando as lojas e acompanhando o cotidiano dos negócios. Para ele, esse contato contribuiu para que elas desenvolvessem uma relação de pertencimento com a LCL.

“Eu sempre tive uma preocupação: ser uma coisa boa para a família, não uma coisa que desunisse”, afirmou.

Uma empresa conservadora e uma sucessão que já começou

Pedro afirma que adotou, ao longo dos anos, uma postura conservadora na administração. A decisão, segundo ele, veio também da observação de outras empresas que cresceram rapidamente, mas acabaram enfrentando dificuldades financeiras e familiares.

“Eu sempre conduzi de forma conservadora. Sempre fui conservador. Porque eu vi outros exemplos. Empresas que ficaram grandes e não souberam conduzir e, no fim, foi problema para a família, foi problema para fornecedores. Então eu sempre me policiei muito em relação a isso”, explicou.

Hoje, ele já não concentra as mesmas responsabilidades de décadas atrás. A entrada das filhas na gestão e a estruturação das equipes permitiram uma mudança gradual de seu papel.

A pandemia acabou se tornando um momento importante nesse processo. Pedro passou cerca de um ano e meio trabalhando de forma mais distante da sede, em Termas, acompanhando algumas atividades e compras. Segundo ele, a empresa continuou funcionando normalmente.

“A sucessão já começou na pandemia. Eu fiquei um ano e meio trabalhando lá de Termas, ajudando em algumas compras, coisas, e a empresa fluiu normalmente”, relatou.

Mesmo com a redução da presença diária, Pedro admite que ainda sente vontade de estar na empresa.

“Eu não me vejo ainda não vindo para a empresa. Eu sinto vontade de vir trabalhar. Eu não posso ficar em casa no celular, só nas redes sociais”, afirmou.

Ao mesmo tempo, ele reconhece que a sucessão precisa avançar. Flávia, que atualmente ocupa uma posição executiva no grupo, já participa diretamente de decisões e representa a empresa em diferentes espaços.

Para Flávia, assumir a empresa dos pais é também construir uma identidade própria

Flávia Coan Lolli lembra que sua relação com a LCL começou ainda na infância. Ela tinha aproximadamente seis anos quando os pais abriram a primeira loja e guarda na memória cenas da montagem do espaço.

“Eu lembro de eles instalando as prateleiras na primeira loja, colocando os produtos lá dentro, arrumando nas prateleiras. Então a minha recordação é realmente desde o início. Eu sempre me senti participando da construção da empresa desde sempre”, contou.

Apesar da proximidade com o negócio, Flávia afirma que entrar em uma empresa construída pelos pais traz um desafio particular: construir o próprio sentimento de pertencimento.

“É um desafio bem intenso para mim, difícil. E eu vou te falar que eu enfrento isso até hoje. Por mais que eu esteja dizendo para vocês que eu faço parte desde o primeiro dia, a impressão que dá é que a gente segue um caminho que foi eles que construíram. A história, de certa forma, é deles”, explicou.

Ao mesmo tempo, ela reconhece que as escolhas feitas pela segunda geração também ajudaram a direcionar os rumos da empresa.

“A gente foi dando direcionamento para o negócio também e por isso que ele é diverso. Se a gente comparar como iniciou, quando minha mãe começou lá atrás, a intenção dela e o que o negócio virou, teve aí a intenção de todo mundo por trás disso e a dedicação também”, afirmou.

Flávia se formou em Arquitetura e Urbanismo e posteriormente buscou especializações em gestão empresarial e executiva. A formação ajudou a conciliar duas características que considera importantes para sua atuação: o olhar estético e a capacidade de gestão.

“O meu pai sempre fala: organiza a tua cabeça, que é uma coisa por vez. Eu acho que esse senso estético, essa coisa do gostar de coisas boas, diferentes, eu acho que eu devo à mãe”, disse.

Segundo ela, Rosângela sempre teve a preocupação de oferecer aos clientes produtos diferenciados e de qualidade, não apenas como estratégia comercial, mas como uma forma de melhorar a experiência dentro de casa.

“Ela sempre buscou as melhores coisas e eu acho que isso eu aprendi com ela desde criança, desde sempre”, afirmou.

Da escolha dos produtos à construção de uma identidade

Pedro lembra que, nos primeiros anos, chegou a questionar algumas escolhas de Rosângela relacionadas à compra de produtos de maior valor agregado. O receio era de que itens de marcas mais sofisticadas demorassem para girar e comprometesse o capital de giro.

“Eu cuidava do financeiro e fazia uma parte comercial quando iniciou. E, quando ela começou a comprar alguma coisa de roupa de marca, peças de marca, eu às vezes reclamava com ela. Essas peças demoram a girar, empatam nosso capital de giro”, relembrou.

Com o tempo, porém, os clientes passaram a reconhecer esse posicionamento, e a estratégia se tornou parte da identidade da empresa. Para Pedro, Flávia deu continuidade a esse trabalho ao direcionar a atuação para produtos de maior valor agregado e fortalecer o relacionamento com profissionais do setor.

A expansão também foi acompanhada pela construção de uma rede de relacionamentos. Pedro destaca a atuação de Flávia junto ao Núcleo Catarinense de Decoração (NCD), entidade da qual ela participa há anos.

Segundo ele, esse relacionamento ficou evidente na abertura de uma unidade em Balneário Camboriú, quando profissionais de diferentes cidades participaram da inauguração.

“Hoje a Flávia é uma pessoa que conhece o mundo todo, quase, e conhece a maioria dos arquitetos aqui, todos de Santa Catarina, as lojas dentro dos nossos segmentos. Eu vi o prestígio com que todos os escritórios foram visitar nossa loja e participar”, afirmou.

Para Flávia, essa relação também está ligada à própria maneira como a empresa procura atuar no mercado: não apenas vendendo produtos, mas ajudando o consumidor a compreender o valor das escolhas para a casa e para a qualidade de vida.

“Eu acho que a gente sempre teve esse papel, e eu vou falar aqui um termo que eu acho que é muito isso, que é educacional, do próprio consumidor”, explicou.

Ela cita como exemplo a importância de mostrar ao cliente que itens relacionados ao sono, ao conforto e ao ambiente doméstico podem ter impacto direto na experiência cotidiana.

“Mostrar a importância de tu teres um bom sono, uma casa que te aconchegue, com produtos que realmente façam sentido e que te proporcionem uma vida melhor, o quanto isso tem importância ao longo da tua vida”, afirmou.

Crescer sem perder a essência

A LCL chega a uma nova fase em um cenário diferente daquele enfrentado pelos fundadores. Pedro reconhece que o mercado atual impõe desafios relacionados aos juros elevados, ao endividamento dos consumidores e à necessidade de encontrar novos canais de venda e relacionamento.

“Esse ano é um ano de muita dureza no mercado. A gente sabe das taxas de juros altas e do consumidor endividado também. Então é um desafio. A gente tem que estar sempre buscando novos canais, novas coisas”, avaliou.

A tecnologia também alterou a rotina do negócio. Pedro lembra que, no passado, passava horas atendendo representantes comerciais. Hoje, boa parte das negociações é resolvida por mensagens e outros canais digitais.

“As redes sociais vieram e facilitaram muito. Uma vez eu chegava às cinco da tarde e ainda tinha seis, sete representantes para atender. Hoje é tudo WhatsApp, a gente resolve”, contou.

Essa mudança permitiu que ele reduzisse a participação em algumas atividades e deixasse as filhas assumirem mais responsabilidades.

A sucessão, porém, não significa uma ruptura com a história construída por Rosângela e Pedro. Para Flávia, o desafio está justamente em transformar esse legado em algo que também pertença à nova geração.

“É um papel difícil de administrar e desempenhar”, resumiu.

Depois de quase quatro décadas, a LCL chega a uma etapa em que crescimento e continuidade passam a caminhar lado a lado. Se no início Rosângela e Pedro precisaram transformar bens da família em uma pequena loja de 45 metros quadrados, hoje a preocupação é garantir que a empresa continue avançando sem perder os valores que sustentaram sua construção.

Para os três, a empresa acabou se tornando parte da própria dinâmica familiar. Pedro resume essa relação de forma direta: “A família, para mim, é tudo. A gente trabalha na empresa, todos, e a gente adora, num final de semana, ainda estar junto”.

É nesse equilíbrio entre trabalho, família, gestão e sucessão que a história da LCL entra em uma nova fase — agora com a segunda geração não apenas participando da empresa criada pelos pais, mas ajudando a decidir os próximos capítulos.

Confira o episódio completo

0
0

Nova base própria do SAMU de Orleans avança e já tem paredes levantadas

Por Ligado no Sul12/08/2026 13h00
Fotos/Assessoria de Imprensa – Prefeitura de Orleans

A obra da nova base descentralizada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Orleans já apresenta avanço na execução. As paredes da estrutura estão levantadas e os trabalhos seguem dentro do cronograma previsto. O andamento da construção foi acompanhado nesta terça-feira (11) pelo deputado estadual Mário Motta, pelo prefeito Fernando Cruzetta, pela secretária municipal de Saúde, Paula Wernke Salvador, pelo vereador Cuca e por servidores do SAMU.

A nova base está sendo construída com investimento de R$ 800 mil, viabilizado principalmente por meio de emenda parlamentar destinada pelo deputado Mário Motta, através do Edital de Emendas Participativas. A Prefeitura de Orleans também participa do custeio da obra com recursos próprios destinados à área da saúde.

A estrutura foi planejada para oferecer melhores condições de trabalho às equipes do SAMU e contribuir para a organização do serviço de atendimento de urgência e emergência no município. O projeto prevê espaços adequados para as atividades das equipes, repouso, capacitações e manutenção das ambulâncias.

Durante a visita, o prefeito Fernando Cruzetta acompanhou os detalhes da execução e destacou a importância de garantir uma estrutura própria para o serviço. “A nova base representa uma melhoria nas condições de trabalho das equipes e também na estrutura disponível para o atendimento da população. Estamos acompanhando a execução para que a obra avance dentro do cronograma previsto”, afirmou.

Atualmente, o SAMU de Orleans funciona em uma estrutura alugada, com atendimento 24 horas. A construção da sede própria permitirá que o serviço passe a contar com um espaço planejado especificamente para suas necessidades.

A localização da nova base também foi definida de maneira estratégica, considerando o deslocamento das viaturas e o acesso aos principais pontos do município e da região. A execução da obra tem prazo previsto de 12 meses.

0
0

Produtores de fumo da região se reúnem em Grão-Pará para discutir prejuízos nas lavouras

Por Ligado no Sul12/08/2026 12h00
Foto/Arquivo Alesc

Produtores de fumo de diferentes municípios da região se reúnem nesta quarta-feira (12), em Grão-Pará, para discutir os problemas registrados em lavouras após o uso de uma determinada semente de tabaco. O encontro ocorre a partir das 19h, na comunidade de Invernada, e deve reunir agricultores, lideranças e representantes do poder público.

Ao Jornal da Guarujá,  o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (Fetaesc), José Walter Dresch, relatou que agricultores procuraram os sindicatos rurais após identificarem alterações no desenvolvimento das plantas. Entre os problemas apontados estão a floração precoce e a quantidade reduzida de folhas, situação que pode comprometer a produtividade das lavouras.

“Fomos informados de que tem uma semente de tabaco aí na região de fumo que está trazendo problemas sérios. Ela está misturada: tem lavouras com alguns pés de fumo com uma excelente qualidade e os demais, com oito, dez folhinhas, já com floração”, relatou Dresch.

De acordo com o presidente da Fetaesc, a situação pode representar prejuízos significativos para os produtores, que já realizaram investimentos para a atual safra.

“Esses pés de fumo, quando atingem dez folhas, já acontece a floração. Então é muito diferente da tradicional cultura do tabaco. Nós precisamos saber o que está acontecendo”, afirmou.

Dresch ressaltou que o objetivo do encontro não é apontar responsáveis neste momento, mas reunir informações e buscar alternativas para os agricultores afetados.

“Não estamos criminalizando ninguém, ainda não encontramos responsáveis por essa situação. Mas quem não pode pagar essa conta é o agricultor”, destacou.

Segundo ele, entre as possibilidades que precisam ser investigadas estão problemas relacionados à própria semente distribuída aos produtores.

“Precisamos saber onde está o problema. O problema foi uma mistura de semente? Foi uma modificação genética do produto? O que está acontecendo de fato com essa semente que foi distribuída para os agricultores?”, questionou.

A reunião foi articulada após sindicatos de trabalhadores rurais da região receberem relatos dos produtores. Conforme Dresch, casos foram registrados em municípios como Grão-Pará, Orleans, Urussanga e Lauro Müller, mas a ocorrência pode alcançar outras localidades.

“Independente de quantos são, onde eles estão ou quem são eles, a nossa responsabilidade e o nosso compromisso é fazer a representação deles e do sentimento que agora afeta essas famílias, esses agricultores”, afirmou.

A expectativa é de que representantes da Secretaria de Estado da Agricultura também participem da reunião, além de outras lideranças.

O presidente da Fetaesc fez questão de destacar que a reunião desta quarta-feira não deve resultar imediatamente em uma solução para os produtores. Segundo ele, será necessário reunir dados, documentos, avaliações técnicas e, eventualmente, laudos que possam embasar as medidas a serem adotadas.

“É o primeiro passo de uma longa caminhada, com certeza”, afirmou.

Dresch ressaltou que a entidade pretende estruturar a discussão para que as reivindicações dos agricultores tenham respaldo técnico e jurídico.

“Precisamos inclusive de assessorias técnicas e jurídicas, precisamos de laudo, precisamos de todo um trabalho para que a gente não fique falando ao vento. Nós precisamos falar com segurança, com dados, com números, com informações”, explicou.

Para ele, o principal objetivo é evitar que os agricultores tenham que absorver sozinhos eventuais prejuízos provocados pelo problema.

“Quem não pode perder uma safra, ou parte de uma safra, é quem investiu valores, quem colocou tempo, quem esperava retorno e agora se depara com uma situação dessa. Então nós precisamos saber onde está o problema”, afirmou.

Fetaesc aponta dificuldades enfrentadas por outras cadeias produtivas

Walter Dresch também avaliou o cenário enfrentado pela agricultura familiar na região. Ele citou dificuldades enfrentadas por produtores de leite, suinocultores e rizicultores, além de problemas relacionados a políticas públicas e mecanismos de proteção para o setor.

“Os nossos sindicatos têm um trabalho incansável de representação da categoria da agricultura familiar, dos agricultores e do setor produtivo”, afirmou.

Segundo ele, entre as preocupações estão a crise no setor leiteiro, as dificuldades enfrentadas pela suinocultura, especialmente entre produtores independentes, e a situação da rizicultura.

“Temos inúmeras situações complicadas, a crise do leite que se arrasta, a suinocultura que passa por dificuldade e outras faltas de políticas claras para o setor”, disse.

O presidente da Fetaesc também citou dificuldades relacionadas ao seguro agrícola e ao Proagro e alertou para o risco de abandono das atividades rurais caso os produtores não consigam obter resultados suficientes com a produção.

“Não adianta ficar no discurso de que precisamos fixar o homem no campo ou as famílias no campo. Precisamos oportunizar que eles possam continuar desenvolvendo atividades com resultado positivo”, afirmou.

A reunião com os produtores de fumo ocorre a partir das 19h desta quarta-feira (12), na comunidade de Invernada, em Grão-Pará. O encontro será utilizado para reunir os relatos dos agricultores, avaliar a dimensão dos prejuízos e definir os próximos encaminhamentos.

Confira entrevista completa

0
0

Dra. Salete Sommariva é reconhecida com a maior honraria da Advocacia Catarinense

Por Ligado no Sul12/08/2026 11h30
Foto/OAB

Primeira mulher a presidir a OAB Subseção Criciúma, advogada e ex-desembargadora, Dra. Salete Silva Sommariva recebeu, nesta terça-feira (11), a Medalha João Baptista Bonnassis, maior honraria da Advocacia Catarinense. A homenagem foi entregue em solenidade no auditório da OAB/SC e reconhece uma trajetória marcada pela contribuição à Justiça, ao Direito, à própria OAB e ao fortalecimento das instituições e das causas sociais.

Desembargadora aposentada desde 2023, Salete foi a primeira mulher a ingressar no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) pela vaga do quinto constitucional destinada à advocacia. Na OAB/SC, foi vice-presidente da Subseção de Criciúma entre 1991 e 1992 e presidente de 1993 a 1997. Também integrou o Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/SC de 1998 a 2003.

Além disso, esteve à frente da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar e recebeu diferentes reconhecimentos por seu trabalho na prevenção e no enfrentamento da violência contra as mulheres.

Ao relembrar sua trajetória profissional, a homenageada destacou que o recebimento da medalha representa um dos momentos mais importantes de sua carreira. “Quando eu tomei conhecimento de que essa medalha é uma das maiores honrarias que um advogado pode receber, e que são conferidas a apenas dois advogados por ano, a honra foi maior ainda”, ressaltou Salete.

A homenagem também foi motivo de celebração para a OAB Criciúma, por representar o reconhecimento de uma profissional que integra a história da Subseção. “É uma alegria e um orgulho muito grande para nós ver uma profissional que faz parte da história da nossa Subseção receber a maior honraria da advocacia catarinense. A trajetória da Dra. Salete é marcada pelo pioneirismo, pela dedicação à advocacia, à Justiça e por uma atuação que abriu caminhos para muitas mulheres. É um verdadeiro presente para Criciúma e para toda a advocacia da nossa região”, destaca o presidente da OAB Subseção Criciúma, Moacyr Jardim de Menezes Neto.

Competência e representatividade

O pedido de concessão da Medalha João Baptista Bonassis, para Salete, foi relatado pela advogada Rosana Guimarães Corrêa, conselheira estadual da OAB Santa Catarina. As duas, juntamente com o Controlador-Geral da OAB/SC, Rafael Búrigo Serafim; e o presidente da Subseção, participaram do podcast “Papo de Advogado”, da OAB Criciúma, cujo episódio tratou sobre a trajetória profissional da advogada homenageada.
O bate-papo pode ser conferido através do Spotify ou pelo YouTube.

Sobre a OAB Subseção Criciúma

A OAB Subseção Criciúma é uma instituição com mais de 45 anos de história, dedicada à defesa da advocacia e à promoção da justiça. Fundada em 1977, cresceu com a missão de preservar a ética, a lei e os direitos de todos os cidadãos. Por meio de comissões temáticas, eventos e parcerias, atua de forma ativa e acolhedora na sociedade, fortalecendo a advocacia e promovendo o bem-estar social.

0
0