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Mais de 90% dos usuários estão satisfeitos com as unidades de saúde de Cocal do Sul, aponta pesquisa da Unesc
Por Ligado no Sul30/06/2026 15h00
Fotos/Assessoria de Imprensa – Prefeitura de Cocal do Sul
Mais de 90% dos moradores que participaram de uma pesquisa sobre a saúde pública em Cocal do Sul disseram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o atendimento recebido nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O dado faz parte de um estudo desenvolvido pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), que avaliou a Atenção Primária à Saúde em 11 municípios da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC).
Em Cocal do Sul, 294 usuários responderam à pesquisa. O levantamento mostrou que 91,8% dos entrevistados aprovam os serviços das unidades de saúde e que 73,8% têm a Atenção Primária como principal referência quando precisam de atendimento.
Para o prefeito Ademir Magagnin, o resultado demonstra a confiança da população no trabalho realizado pelas equipes de saúde. “Ficamos muito felizes em ver que a população reconhece o trabalho desenvolvido nas nossas unidades. Esse resultado é fruto da dedicação dos profissionais e também dos investimentos que o município vem fazendo para oferecer um atendimento cada vez mais próximo, acessível e de qualidade”, ressaltou.
A pesquisa foi coordenada pela professora e pesquisadora do Mestrado em Saúde Coletiva da Unesc, Lisiane Tuon. Segundo ela, o estudo ajuda os municípios a entenderem melhor a realidade da população e a planejar ações mais eficientes.
“Os dados mostram o que está dando certo e também apontam onde é preciso avançar. Isso permite que as decisões sejam tomadas com base na realidade de cada município, fortalecendo a Atenção Primária e qualificando ainda mais o atendimento à população”, explica.
Além da alta aprovação, a pesquisa também mostrou que a maior parte da população utiliza a rede pública como porta de entrada para os cuidados com a saúde, reforçando a importância da Atenção Primária no município.
Ao mesmo tempo, o levantamento identificou pontos que merecem atenção. Entre os entrevistados, 54,1% disseram conviver com alguma doença crônica. Os problemas mais frequentes são hipertensão arterial, dores na coluna e depressão.
Outro dado importante é que 71,1% dos participantes afirmaram não praticar a quantidade de atividade física recomendada para manter a saúde. A pesquisa também identificou que cerca de um terço dos entrevistados apresentou sintomas moderados ou mais intensos de ansiedade e depressão, informações que servirão de base para o planejamento de novas ações.
A secretária municipal de Saúde, Giovana Galato, destaca que os resultados ajudam a direcionar o trabalho da rede pública.
“É muito importante receber esse retorno positivo da população, mas também olhar para os desafios. A pesquisa mostra onde precisamos fortalecer nossas ações, principalmente na prevenção, no acompanhamento das doenças crônicas, na promoção da atividade física e nos cuidados com a saúde mental. Isso nos permite planejar com mais eficiência.”
Segundo Lisiane, esse é justamente o principal objetivo da pesquisa.
“Quando conhecemos melhor a realidade da população, conseguimos planejar políticas públicas mais eficientes e oferecer um cuidado cada vez mais qualificado.”
A pesquisa faz parte da Análise de Situação de Saúde (ASIS AMREC), desenvolvida entre 2024 e 2025 pela Unesc, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).
Ao todo, foram entrevistados 1.938 usuários e 403 profissionais da saúde em 11 municípios da região. Os resultados estão sendo transformados em relatórios e notas técnicas que vão auxiliar os gestores municipais na definição de prioridades e no planejamento de ações para fortalecer a saúde pública.
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Nova diretoria do CONSEG 033 de Orleans toma posse para o biênio 2026/2028
Por Ligado no Sul30/06/2026 14h00
Foto/Assessoria de Imprensa – Prefeitura de Orleans
O Conselho Comunitário de Segurança (CONSEG 033) de Orleans realizou, no dia 29 de junho, no Auditório do Centro Administrativo, a cerimônia de posse da nova diretoria que estará à frente da entidade durante o biênio 2026/2028.
A solenidade reuniu autoridades municipais, representantes das forças de segurança, lideranças comunitárias e membros da sociedade civil, reforçando a importância da participação da comunidade na construção de uma cidade cada vez mais segura e integrada.
Durante o evento, foram empossados os novos integrantes da diretoria do CONSEG 033:
•Presidente: Isadora Nogueira
•Vice-presidente: Maria Laura Nogueira Nory
•1º Secretário: Cristian Vidal Pereira
•2ª Secretária: Geni Teixeira Machado
•Diretor Social e de Assuntos Comunitários: Alfredo Valmir Karklis
Também passam a integrar o Conselho como membros natos o Sargento Helder Oliveira Medeiros, representando a Polícia Militar, e o Agente de Polícia Vinicius Vieira, representando a Polícia Civil.
A servidora Giani Cechinel Loli Fontanella atuará como secretária voluntária, prestando apoio administrativo, organizacional e técnico às atividades desenvolvidas pelo Conselho.
A nova diretoria assume o compromisso de fortalecer o diálogo entre a comunidade e os órgãos de segurança pública, incentivando a participação da sociedade na construção de soluções para as demandas locais e promovendo ações preventivas que contribuam para a segurança e a qualidade de vida da população.
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Perfil do visitante ajuda a definir investimentos e fortalecer o turismo na Serra Catarinense
Por Ligado no Sul30/06/2026 13h56
Foto/Redação
Quem trabalha com turismo sabe que cada visitante chega à Serra Catarinense com um objetivo diferente. Enquanto alguns sonham em ver a neve, outros buscam descanso em uma cabana, boa gastronomia, paisagens de tirar o fôlego, esportes de aventura ou o contato com a natureza. Entender esse comportamento pode ser o diferencial para quem deseja investir melhor e fortalecer o turismo da região.
Segundo Monique Michels Orben, fundadora da Seven Pesquisas e Estatísticas, empresa especializada em inteligência de mercado, conhecer o perfil do turista ajuda empresários e gestores públicos a tomar decisões mais assertivas, oferecer melhores experiências e impulsionar o desenvolvimento do setor.
“O turismo é um negócio. Ele não é só algo para as pessoas virem passear. A gente precisa aprender que também precisa de dados para tomar decisões mais assertivas.”
Na prática, isso significa entender quem visita a Serra Catarinense. Hoje, cerca de 60% dos turistas ainda são catarinenses. Os demais vêm, principalmente, do Rio Grande do Sul e de São Paulo. Mas, para Monique, saber apenas a cidade de origem não é suficiente.
“Quem são essas pessoas? Elas vêm com a família? É um público mais jovem? Vêm de moto? Procuram uma experiência? Querem ficar três dias ou estão só de passagem? Quando a gente entende esse perfil, consegue atender melhor.”
Essas respostas ajudam desde quem administra uma pousada até quem tem um café, um restaurante, uma vinícola, uma propriedade rural ou trabalha com passeios turísticos. Mais do que oferecer um bom serviço, é preciso compreender qual experiência o visitante espera viver.
A Serra Catarinense não pode ser vista apenas como um destino de inverno. Embora a possibilidade de neve seja um dos grandes atrativos, a região recebe turistas durante todo o ano.
“As pessoas vêm para ver a neve, mas o turismo da Serra não é só sazonal. Elas vêm no verão, vêm nas férias, vêm pela experiência de conhecer essa estrada, pelas paisagens, pela gastronomia. A gente precisa entender quem é o turista do inverno e quem é o turista do verão, porque são perfis diferentes.”
Conhecer essas diferenças também ajuda o empresário a investir melhor e até mesmo a definir preços. Segundo Monique, um erro comum é olhar apenas para o valor cobrado pela concorrência ou por destinos turísticos já consolidados.
“As pessoas dizem: ‘Em Gramado cobram tanto, então aqui também podemos cobrar’. Mas a gente precisa ter cuidado. Você tem que entender o que está proporcionando para o turista. Não é só olhar para o outro, é entender o valor da experiência que você entrega.”
Para ela, ouvir quem visita a região é um dos caminhos mais eficientes para acertar nas decisões. E isso não exige, necessariamente, grandes pesquisas ou investimentos.
“Às vezes o empresário pensa que precisa contratar uma pesquisa. Mas quem tem um restaurante, um café ou uma pousada pode perguntar no caixa: ‘Gostou da experiência? O que mais chamou sua atenção? O que você veio procurar aqui?’. Em uma conversa de dois minutos surgem muitas ideias.”
Para Monique, essas conversas revelam informações importantes sobre o comportamento do turista e ajudam a identificar oportunidades que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia.
“Se você der abertura, o turista fala. É ele quem vai dizer o que faltou, o que pode melhorar e o que faria ele voltar.”
Os dados não substituem a experiência de quem empreende, mas tornam as decisões mais seguras.
“O futuro é dirigido por dados. A empresa que não olha para os dados acaba indo muito no feeling. O feeling é importante, porque vem da experiência, mas ele precisa andar junto com a informação. Eu sempre digo: busca o dado de fora, pega o dado de dentro da empresa e junta as duas coisas. Cruza essas informações para entender onde você está e para onde quer ir.”
Em uma região onde o turismo cresce a cada ano e novos empreendimentos surgem constantemente, conhecer o visitante pode ser tão importante quanto investir em infraestrutura. Ouvir quem chega à Serra permite identificar oportunidades de melhoria que muitas vezes passam despercebidas. Segundo Monique, quando empresários prestam atenção ao que o turista realmente procura, conseguem oferecer experiências melhores, investir com mais segurança e fortalecer o turismo.
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Caso de gato com esporotricose volta a ser debatido na Câmara de Vereadores de Orleans
Por Ligado no Sul30/06/2026 12h00
Foto/Redação
A 23ª sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Orleans, realizada na noite desta segunda-feira (29), voltou a discutir um assunto que tem gerado preocupação no município desde a confirmação do primeiro caso de esporotricose felina: o atendimento dado ao gato encontrado doente e os procedimentos adotados pelos órgãos públicos diante da situação.
Para esclarecer dúvidas dos vereadores e da comunidade, utilizaram a tribuna a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Alana Patrício Cruzeta, e o coordenador de Zoonoses e agente de combate às endemias, Luiz Felipe Garcia. A doença, causada por um fungo, pode ser transmitida para outros animais e também para seres humanos por meio de arranhões, mordidas ou contato com secreções de animais infectados.
Após a sessão, o Jornal da Guarujá conversou com a voluntária da causa animal Sabrina Zomer, responsável pelo resgate do gato diagnosticado com a doença. Ela contou, em detalhes, como ocorreu o atendimento ao animal e relatou as dificuldades encontradas para identificar qual órgão público deveria prestar assistência.
“Na hora percebi que não era atropelamento”
Segundo Sabrina, moradores do bairro Rio Belo entraram em contato informando que um gato bastante machucado estava circulando pelas ruas e entrando em residências em busca de alimento.
Ela explica que, inicialmente, algumas pessoas acreditavam que o animal tivesse sido atropelado ou atacado por um cachorro. No entanto, ao receber uma fotografia do gato, teve outra impressão.
“Quando me mandaram a foto do animal, na mesma hora acendeu um alerta na minha cabeça. Eu disse: ‘isso não é mordida de cachorro e nem atropelamento. Isso está com cara de esporotricose’. Apesar de ser uma doença nova em Orleans, cidades como Cocal do Sul, Criciúma, Siderópolis e até Florianópolis já enfrentam muitos casos.”
A voluntária conta que foi até o local no mesmo dia para tentar capturar o gato, mas o animal era bastante arisco e fugiu para uma área de mata.
Depois disso, ela montou uma armadilha e somente cerca de uma semana depois conseguiu realizar o resgate.
Durante todo esse período, Sabrina afirma que buscou ajuda junto aos órgãos municipais, mas encontrou dificuldades para descobrir quem seria responsável pelo atendimento.
Ela conta que procurou inicialmente a Vigilância Epidemiológica.
“Eu fui pessoalmente até a Vigilância Epidemiológica procurando orientação. Lá me explicaram muito claramente que o setor atende seres humanos e que não era responsabilidade deles cuidar do animal. Até aí eu compreendi.”
Depois disso, buscou a Fundação Ambiental Municipal (Famor).
Segundo Sabrina, o órgão informou que o caso deveria ser encaminhado ao setor de Bem-Estar Animal.
Ela afirma que entrou em contato com o setor indicado, mas recebeu uma nova negativa.
“Quando falei com o Bem-Estar Animal, me disseram que também não era com eles e que eu deveria procurar novamente a Vigilância Epidemiológica. Eu respondi que já tinha ido até lá e que eles haviam explicado que atendiam apenas pessoas. A resposta que recebi foi: ‘não sei, mas com nós também não é’.”
Segundo a voluntária, naquele momento ficou sem saber a quem recorrer.
“Eu fiquei tentando encontrar alguém que assumisse essa situação. Era um animal sem dono, circulando pelas ruas, e a esporotricose é uma zoonose que também pode passar para o ser humano. Imaginei que seria uma responsabilidade do poder público, mas infelizmente ninguém assumiu esse caso.”
Atendimento particular
Sem conseguir apoio, Sabrina decidiu levar o gato para uma clínica veterinária particular.
“Eu mesma paguei consulta, exames e todo o atendimento. Como era um animal sem tutor, muito arisco e já bastante debilitado, infelizmente não havia condições de realizar um tratamento longo. Depois da confirmação da doença, foi necessária a eutanásia.”
Ela também relatou que descobriu outra informação importante durante o processo.
“Eu nem sabia, mas um animal com esporotricose não pode ser enterrado. Ele precisa ser cremado para evitar riscos de contaminação.”
Segundo Sabrina, o diagnóstico foi confirmado após a realização de quatro exames laboratoriais.
Lei municipal
Durante a entrevista, Sabrina também chamou atenção para a Lei Municipal nº 1.435/1998, que trata dos animais errantes em Orleans.
Segundo ela, a legislação estabelece que animais sem tutor são de responsabilidade do município.
“Essa lei continua em vigor. Ela diz que o município deve recolher animais errantes, prestar o atendimento necessário e depois dar o destino adequado. Por isso eu fiquei sem entender por que ninguém assumiu esse caso.”
Zoonoses esclarece atribuições
Também ouvido pelo Jornal da Guarujá, o coordenador de Zoonoses, Luiz Felipe Garcia, explicou que os agentes de combate às endemias possuem funções estabelecidas pela Lei Federal nº 11.350/2006 e que o atendimento veterinário de animais não faz parte das atribuições do cargo.
“O setor de Zoonoses em Orleans está vinculado ao programa de combate à dengue. Hoje realizamos mutirões de limpeza, controle do mosquito Aedes aegypti, borrifação residual e outras ações preventivas. O atendimento clínico de um animal depende de um médico-veterinário e foge das atribuições dos agentes de combate às endemias.”
Segundo Luiz, exercer uma função diferente daquela prevista em lei poderia, inclusive, caracterizar desvio de função.
“Nós somos servidores públicos e precisamos atuar dentro daquilo que a legislação determina. Não podemos assumir uma responsabilidade que legalmente não pertence ao nosso cargo.”