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Ligado no Sul
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Sobe para 95% a chance de El Niño muito forte entre a primavera e o verão

Por Ligado no Sul11/09/2026 13h00
Foto: Ricardo Trida/SecomGOVSC

A chance de o El Niño atingir intensidade muito forte entre setembro e dezembro subiu para 95%, segundo nova atualização divulgada nesta quinta-feira, 10, pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos. Diante deste cenário, a Defesa Civil estadual redobra o monitoramento e se antecipa aos possíveis efeitos da intensificação do fenômeno sobre Santa Catarina.

Na região Sul do Brasil, o El Niño é conhecido por aumentar a frequência de chuvas e vinha ganhando força desde o inverno deste ano. De acordo com a NOAA, a temperatura da região do Niño 3.4, área do Oceano Pacífico usada como referência para o monitoramento do fenômeno, ficou em 1,8 °C na média de agosto, valor que já caracteriza um El Niño forte. A agência afirma, ainda, que há 75% de chance de um El Niño histórico, com a maior intensidade registrada desde 1950.

A intensidade do fenômeno, no entanto, não é definida pela temperatura observada em um único dia ou em uma única semana. “São utilizados índices que consideram a média das anomalias de temperatura do mar ao longo do mês, combinada à avaliação da persistência desse aquecimento”, explica o meteorologista da Defesa Civil de Santa Catarina, Caio Guerra. Além dos dados do oceano, a NOAA também avalia a resposta da atmosfera, já que o El Niño se caracteriza quando o aquecimento do Pacífico vem acompanhado de mudanças consistentes nos ventos, na convecção e na distribuição das chuvas.

A classificação segue uma escala de anomalias de temperatura. Um El Niño fraco registra entre 0,5 °C e 0,9 °C, e um moderado, entre 1,0 °C e 1,4 °C. A partir de 1,5 °C, o fenômeno passa a ser considerado forte, e acima de 2,0 °C, muito forte. No boletim semanal publicado na segunda-feira, 7 de setembro, pela NOAA, a anomalia se mantém em 1,8 °C.

El Niño impacta o clima catarinense, mas não é sinônimo de desastre

O inverno costuma ser uma estação seca em Santa Catarina, mas neste ano o cenário foi diferente. Sob influência do El Niño, agosto terminou com volumes de chuva acima do esperado para o período, superando a média histórica entre 160 mm e 200 mm na Grande Florianópolis.

Nos meses de primavera e verão, a expectativa é de atenção redobrada às chuvas e aos temporais, já que esse período é naturalmente mais chuvoso no estado. A intensificação do El Niño tende a aumentar ainda mais a frequência das chuvas e, consequentemente, os volumes totais, o que eleva o risco de inundações, deslizamentos e vendavais.

Apesar do alerta, a intensificação do fenômeno não é sinônimo de desastre. O gerente de monitoramento e alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, Frederico de Moraes Rudorff, lembra que as enchentes que atingiram o Vale do Itajaí em 2023 e o Rio Grande do Sul em 2024 ocorreram sob influência de um El Niño moderado e foram mais intensas do que os eventos registrados em 2015, ano em que o fenômeno alcançou uma das maiores intensidades já observadas. Já desastres como os de 2008, as enchentes do Alto Vale do Itajaí em 2011 e o ciclone-bomba de 2020 aconteceram justamente sob influência do fenômeno oposto, a La Niña.

“Um El Niño muito forte tende, de fato, a aumentar a frequência das chuvas, mas a ocorrência de grandes eventos depende da combinação com outros fatores climáticos”, explica Rudorff.

Como se manter informado

A Defesa Civil de Santa Catarina orienta a população a acompanhar diariamente as previsões meteorológicas, os boletins e os avisos oficiais, principalmente em períodos de chuva intensa, temporais, ventos fortes ou granizo. Saiba como se preparar para eventos extremos.

Os alertas da Defesa Civil podem ser recebidos por SMS, com o envio do CEP para o número 40199, ou pelo WhatsApp, enviando o CEP para (61) 2034-4611. Também está em operação o Defesa Civil Alerta, sistema de alerta crítico por Cell Broadcast que envia mensagens diretamente aos celulares localizados em áreas de risco, sem necessidade de cadastro prévio. Em situações de emergência, o atendimento é feito pelo telefone 199.

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Instituto Genésio Antônio Mendes promove primeiro seminário sobre sustentabilidade e governança em Tubarão

Por Ligado no Sul11/09/2026 12h00
Foto/Divulgação

O Instituto Genésio Antônio Mendes promove, nos dias 16 e 17 de setembro, em Tubarão, o 1º Seminário do Instituto Genésio Antônio Mendes, o SIGAM 2026. Com o tema “Sustentabilidade se constrói com governança”, o evento será realizado no auditório da Faculdade Senac e terá programação voltada ao fortalecimento e à profissionalização das organizações sociais.

A programação reúne representantes do terceiro setor, poder público, empresas, investidores e profissionais que atuam em áreas como gestão, captação de recursos, comunicação e projetos sociais. O evento é gratuito e aberto ao público, com vagas limitadas.

Ao Jornal da Guarujá o diretor administrativo do Instituto Genésio Antônio Mendes, Carlos Roberto Roncaglio, disse que a proposta é discutir como as organizações sociais podem se estruturar para garantir sustentabilidade e ampliar o impacto de suas ações.

“Esse desenvolvimento institucional, buscando a profissionalização, é o que vai fazer diferença no futuro”, destacou Carlos.

Ele também ressaltou a importância do terceiro setor para a economia brasileira. Segundo os dados apresentados durante a entrevista, o segmento emprega mais de 6 milhões de pessoas, movimenta mais de R$ 200 bilhões por ano e representa 4,27% do PIB nacional.

Dois dias de programação

O primeiro dia, 16 de setembro, começa às 8h, com credenciamento e recepção. A abertura oficial está prevista para as 8h45.

Na sequência, Igor Drudi, fundador da DRIN Inovação, fala sobre “Governança no Terceiro Setor: O que muda até 2030?”. Depois, Vaty Colombo, CEO da Empória Branding, aborda a construção e a relevância das marcas.

Ainda pela manhã, Tammy Allersdorfer, superintendente do GRAACC SP, participa da palestra “Parcerias Estratégicas com Empresas: Relações de Longo Prazo”.

À tarde, o público poderá acompanhar a apresentação “Organizações Sociais que vivem a Governança e escalam Impacto”, com o padre Vilson Groh e Simone Marques, do Instituto Padre Vilson Groh.

Também haverá uma roda de conversa sobre desenvolvimento institucional a partir do investimento social privado, com representantes da GAM Distribuidora, Diamante Energia, Instituto Genésio Antônio Mendes e Instituto Guga Kuerten.

O primeiro dia será encerrado com uma palestra sobre inteligência artificial para organizações sociais, com Lisiane Lemos, especialista em tecnologia e IA e ex-executiva do Google e da Microsoft.

Indicadores de impacto

A programação continua na manhã do dia 17, com atividades voltadas à avaliação dos resultados das organizações sociais.

Thais Bassinello, gerente de projetos no IDIS, apresenta a palestra “Indicadores de Impacto: Transformando Resultados em Valor Institucional”. Na sequência, ela conduz uma oficina prática para mostrar como as organizações podem construir seus próprios indicadores de impacto.

Para Carlos Roncaglio, esse é um dos desafios atuais do terceiro setor: conseguir demonstrar, de forma concreta, os resultados gerados pelas ações desenvolvidas.

“A gente precisa entender como mensura, como mede o impacto no nosso território e como mede o impacto do trabalho das organizações sociais”, explicou.

O seminário será encerrado às 12h15 do dia 17, após uma síntese estratégica e a apresentação dos próximos passos do Instituto Genésio Antônio Mendes.

Inscrições gratuitas

O SIGAM 2026 será realizado no auditório da Faculdade Senac, na Rua Amarildo José da Rosa, 1600, no bairro Revoredo, em Tubarão. As inscrições são gratuitas, mas as vagas são limitadas.

As inscrições podem ser feitas pelo site do Instituto Genésio Antônio Mendes ou pelo Instagram da instituição, @institutogenesiomendes.

Confira entrevista completa

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Cocal do Sul recebe Taça de Skate com R$ 10 mil em premiação

Por Ligado no Sul11/09/2026 11h30
Foto/Assessoria de Imprensa – Prefeitura de Cocal do Sul

Cocal do Sul recebe neste domingo (13) a V Taça Ramon Chaveiro de Skate, que vai distribuir R$ 10 mil em premiação entre seis categorias. Além das disputas, o evento terá descidas de longboard, minirrampa e atividades para crianças.

O diretor de Esportes, Felipe Pacheco, explica que a programação foi ampliada para atrair não apenas os competidores.

“A taça já é tradicional, mas queremos que o público também venha passar o dia conosco. Teremos a competição, a Família Yuppie com as descidas de longboard, minirrampa e espaço para as crianças. É um evento para quem anda de skate e também para quem quer acompanhar e aproveitar o domingo”, afirma.

A Família Yuppie será uma das atrações desta edição, com as descidas de morro em longboards. O local também contará com serviço de lanchonete durante a programação.

Para o prefeito Ademir Magagnin, receber a quinta edição mostra o espaço conquistado pela modalidade no município. “O skate reúne crianças, jovens e adultos e merece espaço dentro da nossa programação esportiva. Além da competição, teremos um evento que movimenta Cocal do Sul e recebe atletas e famílias de diferentes lugares”, lembra.

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Geração de empregos desacelera no Sul do Estado, mas impacto varia entre os municípios

Por Ligado no Sul11/09/2026 11h00
Foto/Divulgação

Com 4.639 vagas adicionadas entre janeiro e julho, o Sul do Estado mantém saldo positivo na geração de empregos formais, mas registra o menor desempenho desde 2020. Naquele ano, marcado pela pandemia e pelo início da série do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), a mesorregião acumulava saldo negativo de 8.404 vagas no mesmo período.

Entre 2021 e 2025, o saldo havia superado a marca de 10 mil empregos formais em todos os anos analisados. O melhor desempenho do período foi registrado em 2021, com 15.610 vagas acumuladas entre janeiro e julho. Na comparação com esse pico, o resultado de 2026 representa uma queda de aproximadamente 70,3% na geração de empregos formais no Sul catarinense.

Na Região Carbonífera, o acumulado do ano também permanece positivo, com 1.736 empregos formais gerados entre janeiro e julho. Apesar disso, o resultado representa menos da metade do observado no mesmo período de 2025, quando a região acumulava 4.090 vagas.

Os dados integram o Boletim do Emprego Formal, elaborado pelos economistas Leonardo Alonso Rodrigues e Alison Fiuza e disponibilizado pela Associação Empresarial de Criciúma (Acic). Para a elaboração do estudo, os especialistas têm como base o Novo Caged, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O documento completo pode ser consultado no site da entidade.

Ritmos diferentes de desempenho

O comportamento do mercado de trabalho formal varia entre os municípios da Amrec. Mesmo em um cenário de desaceleração, nove dos 12 municípios da região seguem com saldo positivo no acumulado de 2026.

Içara lidera a geração de empregos no ano, com 512 vagas formais, seguida por Orleans, com 322; Balneário Rincão, com 298; Morro da Fumaça, com 290; Nova Veneza, com 284; Forquilhinha, com 246; Urussanga, com 144; Treviso, com 30; e Cocal do Sul, com 27.

Criciúma encerrou julho com saldo praticamente nulo no acumulado do ano, com apenas cinco vagas formais acrescentadas. O município concentra 49,3% dos vínculos formais da Amrec, o que faz com que seu desempenho tenha influência direta sobre o resultado regional.

Na outra ponta, Siderópolis e Lauro Müller acumulam perdas em 2026. Siderópolis registra saldo negativo de 247 vagas formais, enquanto Lauro Müller acumula fechamento de 175 postos de trabalho.

Comércio é o único setor com saldo negativo na mesorregião

A análise por setores também revela comportamentos distintos na geração de empregos formais em 2026. No Sul catarinense, o saldo positivo acumulado entre janeiro e julho é sustentado principalmente pela indústria geral, com 2.199 vagas; pelos serviços, com 1.629, e pela construção, com 763.

A agropecuária também aparece positiva, com 225 vagas. O comércio é o único setor com resultado negativo na mesorregião, com fechamento de 177 postos formais no período.

Na Amrec, o comportamento é semelhante. A indústria geral lidera a geração de empregos no acumulado do ano, com 864 vagas, seguida pelos serviços, com 666, e pela construção, com 345. O comércio também aparece como único setor negativo na região, com perda de 147 vagas formais.

Análise

“O desempenho do mercado de trabalho ocorre em um ambiente de elevada incerteza, influenciado tanto por questões internacionais quanto nacionais. O principal sinal emitido pelos dados não é de deterioração estrutural, mas de uma fase de moderação da atividade econômica, devido à trajetória dos juros, condições macroeconômicas e ambiente de confiança de empresários e consumidores”, avalia Rodrigues.

O economista Alison Fiuza observa que os dados de julho reforçam o cenário de desaceleração do mercado formal, mas com intensidade diferente entre os recortes analisados.

“Apesar do contexto mais desafiador, os saldos acumulados da Amrec e do Sul catarinense permanecem positivos, evidenciando que a região ainda mantém capacidade de geração de empregos formais”, acrescenta.

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