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Ligado no Sul
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Criciúma amplia atendimento em saúde mental para pessoas com compulsão por apostas online

Por Ligado no Sul18/09/2026 13h00
Foto/Eduarda Salazar

“O jogo é como uma droga, se não procurar ajuda, tu não vai largar”. Pedro* (nome fictício), de 48 anos, buscou apoio na Rede de Atenção Psicossocial de Criciúma para o enfrentamento à compulsão por apostas online. Diante da popularização dos chamados jogos de azar, o município conta com um grupo de atendimento especializado voltado ao acolhimento e à orientação de pessoas que sofrem consequências concretas devido ao descontrole.

Os encontros acontecem nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e na Unidade Básica de Saúde (UBS) Central, conduzidos por profissional especializado. Enquanto o CAPS permanece como referência para situações de maior complexidade em saúde mental, a UBS trabalha principalmente a orientação e identificação de sinais iniciais. A proposta é atuar não apenas diante de quadros já instalados, mas também na prevenção de situações mais graves.

Pedro* conta que o vício por apostas online começou com um simples clique em um link recebido pelo celular. Em pouco tempo, começou a perceber as consequências financeiras e materiais causadas pela falta de controle. O primeiro contato com o grupo de apoio aconteceu no CAPS III. Atualmente, o acompanhamento semanal com psicólogo ocorre na UBS Central.

“Fui jogando, jogando e jogando. Quando me vi, já estava afundando cada vez mais, já estava perdido. Cheguei a pegar dinheiro emprestado, vender carro e moto e até deixar de trabalhar para ficar jogando. Eu estava fora de controle e, sozinho, não é fácil conseguir parar”, comenta.

O descontrole também afetou a convivência familiar. Pedro* relata que o comportamento passou a interferir na relação com os filhos e a esposa, principalmente nos momentos em que estava sob pressão causada pelas apostas. A decisão de procurar ajuda veio após uma perda financeira que o fez perceber que precisava interromper o ciclo.

Preocupação crescente a nível nacional

Desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde, o trabalho de apoio começou a ser estruturado neste ano e acompanha uma preocupação que também vem sendo discutida em âmbito nacional. A proposta é organizar uma resposta específica para pessoas que já apresentam dificuldades relacionadas às apostas, ao mesmo tempo em que a rede municipal amplia a capacidade de identificar comportamentos de risco.

Para o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, a criação do grupo representa uma resposta do Município a um problema que vem ganhando espaço na sociedade.

“Precisamos estar atentos às novas necessidades da população e preparados para oferecer atendimento antes que essas situações provoquem consequências ainda mais graves. O nosso compromisso é garantir acolhimento, orientação e cuidado para quem precisa, sem julgamento e com o suporte necessário”, ressalta.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, o objetivo é fazer com que a identificação dos sinais aconteça cada vez mais cedo.

“A atenção à saúde precisa acompanhar as mudanças na sociedade. Quanto antes nossos profissionais conseguirem reconhecer que uma pessoa está desenvolvendo uma relação prejudicial com as apostas, maiores são as possibilidades de intervenção e de evitar que o problema avance”, afirma.

Em busca de mudança

A mudança, segundo Pedro*, começou a aparecer na própria rotina. Ele conta que a frequência das apostas diminuiu e que passou a buscar outras atividades quando sente vontade de jogar. “Eles fazem as perguntas, dão ideias. Se eu penso em jogar, tento fazer outra coisa, ficar com as crianças, praticar um esporte. É para não entrar no jogo, esquecer o jogo e fazer outras coisas”, declara.

Mesmo estando no início do processo de recuperação, Pedro* já percebe as diferenças em relação ao período em que não conseguia controlar o comportamento. Para ele, o acompanhamento também ajudou a compreender que interromper as apostas não depende apenas de força de vontade.

“Achava que era fácil, que eu era forte e que ia conseguir parar sozinho. Hoje vejo que não é assim. Quem está nessa situação precisa procurar ajuda porque sozinho não consegue. No município tem psicólogos e pessoas à disposição para ajudar. Antes de procurar ajuda, antes de vir para o grupo e conversar com os psicólogos, eu estava indo para o fundo do poço. Agora já estou bem melhor”, conclui.

Fortalecimento constante da rede de atendimento

O gerente de Saúde Mental de Criciúma, Leandro Fernandes Maffei, destaca que o problema precisa ser compreendido de maneira ampla. Por isso, a Secretaria de Saúde também trabalha na capacitação de profissionais para que cada CAPS tenha uma referência para esse tipo de atendimento, considerando tanto as necessidades individuais, como as possibilidades de acompanhamento em grupo. A estratégia busca fortalecer a atuação da Rede de Saúde Mental e ampliar, gradualmente, o cuidado para outros pontos do serviço municipal.

“A compulsão por apostas não deve ser vista apenas como uma dificuldade financeira. Quando a pessoa perde o controle e continua apostando mesmo diante dos prejuízos, diferentes áreas da sua vida podem ser afetadas. O nosso papel é acolher, compreender essa realidade e construir, junto com o usuário, estratégias que ajudem na retomada do controle”, explica.

Para participar dos grupos de atendimento, os interessados podem buscar a ajuda de um profissional na UBS do seu bairro, relatando ao médico a sua necessidade. A orientação é que a busca por ajuda aconteça sempre que as apostas começarem a provocar perda de controle ou prejuízos financeiros, familiares, profissionais ou emocionais.

*O nome fictício Pedro foi utilizado para preservar a identidade do paciente.

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2º Festival Fumacense de Cerveja Artesanal é adiado em Morro da Fumaça

Por Ligado no Sul18/09/2026 12h00
Foto: Arquivo/PMMF

A segunda edição do Festival Fumacense de Cerveja Artesanal, que aconteceria neste sábado (19), foi adiada em razão da previsão de chuva. O evento será realizado em uma nova data, que será definida pelo Governo de Morro da Fumaça, de acordo com a disponibilidade das bandas e das cervejarias.

Segundo o coordenador do Departamento de Cultura e Turismo, Paulo Vitor Cechinel, a mudança busca garantir melhores condições para a realização da programação. “A previsão indica chuva para sábado e, por isso, decidimos adiar o evento. Queremos realizar o festival em uma data com condições melhores para que as pessoas possam aproveitar a programação com tranquilidade”, afirma.

O Festival Fumacense de Cerveja Artesanal é organizado pelo Governo Municipal e integra o calendário de eventos do VivaMF. A programação reúne cervejarias artesanais, atrações musicais e outras atividades para o público.

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Crise no STF leva OAB Criciúma e entidades a cobrar apuração ampla e isenta

Por Ligado no Sul18/09/2026 11h30
Fotos/OAB Criciúma

A crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal mobilizou a OAB Subseção Criciúma e entidades representativas do município nesta quinta-feira (17). Em ato realizado na sede da Subseção, representantes da advocacia, do setor empresarial e da sociedade civil organizada reforçaram o pedido por uma apuração rigorosa e transparente dos fatos, com respeito ao devido processo legal e igualdade de tratamento a todas as autoridades envolvidas.

A mobilização marcou, em Criciúma, a adesão ao Manifesto Catarinense pelo Estado de Direito, movimento da advocacia catarinense que reúne a Seccional e as 53 Subseções da Ordem. A iniciativa estadual defende a apuração integral dos fatos e o mesmo rigor no devido processo para as autoridades envolvidas, sem seletividade.
Em Criciúma, se uniram à OAB na mobilização a Associação Empresarial de Criciúma (ACIC), o Fórum das Entidades de Criciúma (Forcri), a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), a Sociedade Maçônica Regional (SOMARSUL), o Lions e o Rotary, reforçando o alcance regional do movimento e o posicionamento de diferentes setores da sociedade em defesa da transparência e do funcionamento regular das instituições.

Para o presidente da OAB Subseção Criciúma, Moacyr Jardim de Menezes Neto, a união das entidades demonstra que a preocupação ultrapassa os limites da advocacia e encontra respaldo em diferentes segmentos da sociedade civil. “Este é um movimento em defesa das instituições e dos princípios constitucionais. Diante de fatos dessa gravidade, o que se espera é uma apuração rigorosa, transparente e isenta, com respeito ao devido processo e o mesmo tratamento para todos. Não se trata de atacar pessoas, mas de defender a Constituição e o Estado de Direito”, afirmou.

A preocupação com os desdobramentos da crise também mobilizou o setor empresarial. “A Acic se soma a todas as entidades representativas da nossa cidade e está atenta e preocupada com os desdobramentos da crise instituída em Brasília em relação ao STF, à PGR e à Polícia Federal. Somos totalmente favoráveis à transparência, sem seletividade e com rigorosa apuração dos fatos. Merecemos e precisamos saber quem está envolvido e que haja a devida punição. Lamentamos a exploração política de fatos tão graves, em detrimento da busca pela verdade. O Brasil não merece mais esse escândalo”, ressaltou o presidente da ACIC, Franke Hobold.

A articulação ganhou ainda o apoio do Fórum das Entidades de Criciúma, ampliando a representação da sociedade civil organizada no ato. “O FORCRI apoia iniciativas que incentivem o debate responsável e a valorização dos princípios que sustentam o Estado Democrático de Direito. A mobilização liderada pela OAB Santa Catarina reúne diferentes entidades em torno de uma reflexão legítima sobre transparência, equilíbrio institucional e confiança pública. Mais do que debater posições, o momento destaca a importância de uma apuração criteriosa dos fatos e do fortalecimento das instituições brasileiras”, argumentou o presidente do Forcri, Tiago Colonetti Marangoni.

Por fim, a presidente da CDL Criciúma, Andréa Gazzola Salvalággio, reforçou a participação do setor lojista na mobilização e a importância do envolvimento das instituições locais no debate. “Entendemos que o fortalecimento das instituições passa pela transparência, pelo respeito ao devido processo legal e pela confiança da sociedade nas decisões que impactam o país. A CDL Criciúma participa deste movimento ao lado de entidades representativas de Santa Catarina por acreditar na busca permanente por segurança jurídica que contribui para um ambiente mais estável para os cidadãos, para o empreendedorismo e para o desenvolvimento da sociedade”, completou.

Manifesto Catarinense

O Manifesto Catarinense pelo Estado de Direito apresenta como princípios centrais a apuração integral, o devido processo e a igualdade de tratamento para todas as autoridades envolvidas. O documento sustenta ainda que o movimento é apartidário e direcionado à defesa da Constituição e do Estado de Direito, e não ao ataque pessoal a autoridades.
Com o ato realizado em Criciúma, a OAB Subseção e as entidades participantes reforçaram, em âmbito regional, o pedido para que os fatos sejam esclarecidos de forma integral, transparente e isenta, com respeito às garantias constitucionais e sem tratamento diferenciado entre os envolvidos.

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Voz Única leva prioridades de Santa Catarina aos candidatos ao Governo e ao Senado

Por Ligado no Sul18/09/2026 11h00
Fotos/Redação

As principais demandas do setor produtivo catarinense foram colocadas frente a frente com candidatos ao Governo de Santa Catarina e ao Senado durante o encontro do Voz Única 2026, realizado nesta quinta-feira (17), na sede da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC), em Florianópolis.

A iniciativa chegou à etapa estadual depois de percorrer as 12 regiões catarinenses desde agosto. Ao longo do processo, foram levantadas 1.217 demandas, que receberam mais de 29 mil votos de empresários associados. Desse trabalho foram definidos 72 pleitos regionais, seis para cada uma das 12 regiões representadas pela FACISC.

Para a agenda com os candidatos aos cargos majoritários, a entidade apresentou seis prioridades estaduais: transporte e logística, habitação, energia, qualificação e inovação, eficiência da gestão pública e segurança pública.

Entre os pleitos está a área de transporte e logística, com propostas para obras e ampliação da capacidade das BRs 101, 116, 153, 163, 280, 282 e 470, além da modernização da malha rodoviária estadual e da viabilização de uma ferrovia estratégica.

A pauta também trata de habitação, com ampliação de investimentos e políticas públicas para moradia; energia, com fortalecimento da geração, transmissão e distribuição; e qualificação e inovação, com ações voltadas à educação profissional, requalificação da mão de obra e acesso a novas tecnologias.

Outros dois eixos são eficiência da gestão pública, com modernização, avaliação de resultados, otimização de recursos e desburocratização, e segurança pública, com fortalecimento das políticas de segurança e inteligência.

O presidente da FACISC, Elson Otto, avaliou que o encontro representou a conclusão de um trabalho iniciado cerca de 60 dias antes, com a passagem da entidade pelas regionais.

“Esse Voz Única começou há 60 dias atrás. A entrega da plataforma, das demandas, dos pleitos, nas dez regionais, nos dez encontros que nós fizemos, e tudo isso foi um grande sucesso. E o coroamento é essa data de hoje, a entrega do pleito aos candidatos ao Governo do Estado e aos senadores”, afirmou.

Segundo Otto, a entidade não pretende transformar a iniciativa em uma cobrança política, mas apresentar aquilo que o setor produtivo considera necessário para o crescimento de Santa Catarina.

“Sem dúvida, é um momento de democracia. Nós não vamos fazer cobranças, nós não vamos fazer queixa. Nós levamos aqui uma oportunidade, aquilo que o setor produtivo do Estado de Santa Catarina necessita para crescer cada vez mais”, declarou.

O presidente também comentou a ausência de alguns candidatos convidados e lembrou que, durante os encontros regionais, houve participação de representantes de diferentes partidos.

“Nós tivemos, nos dez encontros regionais que fizemos em todo o Estado, a participação de todos os partidos, e isso que nos deixou muito mais felizes”, explicou.

Ao falar sobre o papel do empresariado no processo eleitoral, Otto defendeu uma participação maior da sociedade na política.

“Até porque nós vivemos num país democrático e nós empresários precisamos participar mais da política. Não quer dizer que você será um candidato, mas a política é que transforma, a política é que dá a melhoria do cidadão. Por isso que nós temos que participar mais da política”, afirmou.

Proximidade com os candidatos

A vice-presidente da FACISC, Rita de Cássia Conti, destacou que o contato direto com os candidatos permite apresentar as demandas e conhecer melhor as propostas para o Estado.

“É fantástico essa proximidade, isso é um ato realmente de democracia. Nós temos que ter essa transparência, ter esse corpo a corpo com os candidatos para a gente entender o plano e, principalmente, para colocar o que nós chamamos de Voz Única, que são os pleitos principais de todo o nosso poder, dessa construção produtiva, principalmente essa voz dos empresários e dos empreendedores”, afirmou.

Rita ressaltou que as pautas defendidas pela entidade não representam apenas os interesses de grandes empresas.

“Quando se fala em empresários e empreendedores, algumas pessoas pensam que é um clube fechado de grandes empreendedores, de pessoas de sucesso. Mas, como o César disse, todos nós usamos a mesma estrada, dependemos da mesma segurança e, por que não, da escola pública, onde estão presentes os futuros CEOs também das nossas empresas”, destacou.

A vice-presidente explicou que a FACISC trabalha com uma visão ampla dos problemas estaduais.

“A gente tem uma visão macro. Por isso que o Voz Única tem esses seis pleitos principais, que são macros, mas impactam muitos pequenos, médios e grandes. A FACISC hoje tem 51 mil empresas associadas. Essa grande maioria, 80%, são micro e pequenas empresas”, afirmou.

Representando o Sul de Santa Catarina, o empresário e ex-presidente da Associação Empresarial de Criciúma (ACIC), César Smielevski, afirmou que o encontro aproxima a sociedade civil organizada dos representantes políticos.

“O que a FACISC está fazendo é a democracia na sua plenitude, chamando a sociedade civil organizada, nomeadamente o empresariado, aquela pessoa que gera emprego, que gera impostos, e colocando frente a frente com a classe política que está buscando agora uma colocação nas eleições do dia 4”, declarou.

Para Smielevski, a participação empresarial precisa continuar depois da apresentação das demandas.

“Nós empresários expomos os nossos problemas e esperamos que, de fato, a classe política venha nos atender. Apresentamos problemas, apresentamos soluções e acompanhamos a execução dessas resoluções, a fim de cada vez mais melhorar as nossas condições de segurança, de saúde, de estrutura e tudo aquilo que nos atinge no dia a dia”, afirmou.

O empresário também lembrou o trabalho realizado durante sua passagem pela presidência da ACIC para aproximar a entidade da comunidade.

“Na verdade, no fundo, nós não somos uma ilha. A gente vive num ambiente onde um é empresário, outro é professor, outro é caminhoneiro. Usamos todas as mesmas estradas, usamos o mesmo sistema de saúde. O que tem que haver numa organização da sociedade civil, como está acontecendo aqui, é que a gente possa colocar todos os nossos problemas para a classe política, e essa nos dê as devidas soluções”, explicou.

Smielevski também citou a importância da escola pública na formação de profissionais e lideranças.

“Na escola pública nós temos grandes pensadores, grandes alunos, adolescentes hoje que amanhã serão senhores de grandes empresas.”

Ele contou ainda que a empresa da qual participa criou uma turma voltada a crianças com alta capacidade cognitiva.

“Na nossa empresa, na segunda passada, a gente criou uma classe só de crianças de alta capacidade cognitiva. E, via de regra, são todas vindas da escola pública. Isso foi motivo de orgulho para nós”, afirmou.

Candidatos ao Governo

O encontro reuniu João Rodrigues (PSD) e Jorginho Mello (PL), candidatos ao Governo, e Esperidião Amin (PP), Antídio Lunelli (MDB), Carlos Bolsonaro (PL) e Caroline De Toni (PL), candidatos ao Senado.

Também haviam sido convidados Gelson Merísio (PSB), Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (PSOL), que não participaram do evento.

O governador Jorginho Mello, candidato à reeleição, considerou produtivo o encontro e afirmou que já havia participado de edições anteriores do trabalho desenvolvido pela FACISC.

“É produtivo. Já recebi em outras eleições esse trabalho que a FACISC faz nos Vozes Únicas. E é bom que o Otto conseguiu dizer que grande parte do que veio no último já foi cumprido, principalmente em Santa Catarina”, afirmou.

Segundo Jorginho, o principal desafio atual está relacionado às obras federais.

“O que falta são as obras federais. As estaduais a gente já deu conta. 98% estão boas. Agora, as federais são o grande calo para Santa Catarina continuar crescendo”, declarou.

O candidato também defendeu uma articulação política para viabilizar investimentos no Estado.

“Nós vamos ter coragem para enfrentar, vencer as eleições com a presidente do Brasil, botar o Flávio Bolsonaro lá, para destravar o Brasil e destravar Santa Catarina.”

Questionado sobre pesquisas eleitorais e o risco de uma equipe entrar no clima de “já ganhou”, Jorginho afirmou que mantém uma postura de cautela durante a campanha.

“Eu sempre tive muitos pés no chão. Quem me conhece sabe que eu sou um homem humilde e trabalhador. E tenho muita coragem. Então, eu estou fazendo campanha. É época de campanha, para mim, é época de colher. Quem plantou, colhe. Quem não plantou, não adianta ficar nervoso, não adianta sapatear, fazer gritaria, fazer espuma, que o povo não entra mais nessa”, disse.

Jorginho afirmou ainda que se licenciou do cargo para se dedicar à campanha.

“Eu me licenciei, entreguei para a Marilisa, que é uma mulher espetacular, para eu ter mais tempo de visitar Santa Catarina.”

Ao falar diretamente ao Sul do Estado, o candidato prometeu manter investimentos e parcerias com os municípios.

“O Sul foi altamente prestigiado no meu primeiro governo e continuará sendo prestigiado em obras de estrada, infraestrutura, estrada rural, estrada boa, hospital, saúde, educação, enfim, segurança pública, parceria com os prefeitos. Eu sou um grande parceiro dos prefeitos e vou continuar sendo”, afirmou.

Candidatos ao Senado

O candidato ao Senado Antídio Lunelli (MDB) destacou a importância do diálogo direto entre empresários e candidatos. Para ele, a participação de pessoas com experiência empresarial pode contribuir para a discussão sobre gestão pública.

“É extremamente positivo. Nós empresários podemos conversar abertamente. Nós precisamos ter mais equilíbrio, mais candidatos que venham da linha empresarial”, declarou.

Lunelli também defendeu que a voz dos empresários seja ampliada nas decisões políticas.

“Não adianta somente um aqui ou outro acolá. Nós temos que fazer ecoar muito mais forte a nossa voz.”

O senador Esperidião Amin (PP) também avaliou positivamente o formato do encontro. Segundo ele, a agenda organizada pela FACISC permite tratar de problemas concretos com mais objetividade.

“Em primeiro lugar, é positivo ver que nós temos uma agenda. A FACISC desenvolveu apoio para as suas regionais. Esse modelo pode ser atualizado, é um dia para todos nós, é uma busca. Então você tem muito mais objetividade, muito mais capacidade de interpretar respostas a problemas concretos do que um bate-papo”, afirmou.

Amin considerou que o encontro foi proveitoso para os dois lados.

“Está de parabéns pela iniciativa a FACISC. Acho que o encontro foi certamente proveitoso tanto para os candidatos, que aprenderam mais, quanto para o público fazer uma avaliação crítica e, afinal, definir o voto, a preferência.”

Ao comentar o cenário eleitoral, o candidato afirmou que a disputa ocorre em um ambiente de importância institucional.

“Eu acho que ela é acirrada democraticamente, com algumas peculiaridades muito especiais que eu não quero analisar, mas não tenho dúvida de que ela tem uma importância transcendental.”

Na entrevista, Amin também falou sobre a crise institucional e defendeu que o Senado investigue a relação do ministro Alexandre de Moraes com o empresário Daniel Vorcaro.

“A situação do Brasil, a crise institucional refletindo na Suprema Corte do país, a exposição amoral que a Suprema Corte fez no dia 15 de setembro, a amoralidade e imoralidade de se recusar, procrastinar, de postergar a investigação da relação concreta do ministro Alexandre Moraes com o Daniel Vorcaro. Isso é uma coisa inédita, que reclama uma resposta”, declarou.

A candidata ao Senado Caroline De Toni (PL) afirmou que vem percorrendo Santa Catarina durante a campanha e destacou o contato com entidades empresariais.

“Estamos trabalhando com muita humildade, em todos os cantos de Santa Catarina. A recepção está sendo muito boa. Eu tenho realmente um desafio de ser mais conhecida, porque muitas pessoas não acompanham política, mas, desde que começou a campanha, estamos melhorando a nossa aceitação. Estamos bem otimistas, mas sempre com muita humildade, muito pé no chão, muito trabalho”, afirmou.

Sobre o Voz Única, Caroline disse que a consolidação das demandas regionais permite aos candidatos conhecer diretamente as necessidades do setor produtivo.

“Eu tenho um relacionamento muito bom com todas as entidades, especialmente com as associações empresariais de todos os municípios. A FACISC, consolidando todos os dados da Voz Única, é um momento sempre importante, que a gente sempre participa em todas as eleições, de receber os pleitos regionais, de nos comprometer com os pleitos regionais”, declarou.

A candidata também defendeu a importância dos empreendedores para a geração de empregos e o desenvolvimento econômico.

“Quem produz emprego são os empreendedores, não é o Estado. O Estado só suga parte desse trabalho, tanto dos trabalhadores quanto das empresas. Então, a gente tem que respeitar tanto o pagador de imposto quanto quem produz a riqueza, quem tem empresa, quem coloca seu patrimônio em risco para poder empreender”, afirmou.

Caroline também abordou a atuação do Senado diante das denúncias relacionadas ao Supremo Tribunal Federal e defendeu a abertura de investigação.

“O nosso objetivo é que se abra uma investigação. Independente do resultado, o dever de transparência, a nossa Constituição diz claramente que não há autoridade pública que esteja acima da lei. Então, como a lei deve valer para todos, o Supremo não pode passar a impressão de que os ministros são intocáveis”, declarou.

O candidato ao Senado Carlos Bolsonaro (PL) afirmou que o encontro permitiu ouvir diretamente setores que considera fundamentais para o desenvolvimento catarinense.

“Mais do que nunca, a gente está vendo um time formado, um time unido, Santa Catarina e pelo Brasil. O debate dessa discussão toda nessas eleições passa não só por Santa Catarina, mas também pelo Brasil. Então, aqui a gente pode ouvir proposições relacionadas à infraestrutura, segurança jurídica, ouvir setores produtivos que realmente fazem o nosso Estado de Santa Catarina alavancar”, afirmou.

Carlos Bolsonaro disse que o contato com os empresários fortalece a possibilidade de representação política.

“Eu tenho certeza absoluta que, com esse estreitamento de laços que acontece a cada dia, Santa Catarina, no final das contas, vai sair vencedora e o Brasil mais forte do que nunca, que é o que a gente precisa resgatar no próximo dia 4 de outubro.”

Questionado sobre as críticas por ser considerado um candidato de fora do Estado, ele afirmou que tem buscado ampliar o contato direto com os catarinenses.

“Eu, assim como meu pai, gosto bastante de ouvir o cidadão no chão, conversando com as pessoas. Essa atividade tem sido a melhor possível. A gente tem rompido algumas barreiras que nos impõem, esclarece muitas coisas legítimas que são dúvidas de muitas pessoas e, a cada momento, a cada passo que a gente dá, vai fazendo laços mais fortes para que a gente possa representá-los tão bem assim quanto eles querem no Brasil”, declarou.

Acompanhamento das demandas

A FACISC representa mais de 51 mil empresas por meio de 149 associações empresariais em Santa Catarina. O Voz Única também prevê o acompanhamento das prioridades depois das eleições por meio de uma plataforma digital.

O encontro em Florianópolis encerrou a etapa estadual do programa. A partir de agora, a entidade pretende acompanhar a evolução dos compromissos relacionados às demandas apresentadas pelo setor produtivo catarinense.

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