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Ligado no Sul
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Cocal do Sul passa a contar com espaço de acolhimento para mulheres em situação de violência

Por Ligado no Sul29/06/2026 12h00
Fotos7Assessoria de Imprensa – Prefeitura de Cocal do Sul

Cocal do Sul passa a contar com um novo espaço voltado ao acolhimento de mulheres em situação de violência. O Programa Juntos Somos Mais Fortes foi inaugurado na noite de quinta-feira (25), e passa a oferecer atendimento psicológico, orientação jurídica, encaminhamento à rede de proteção e acompanhamento especializado para mulheres, crianças, adolescentes e familiares.

O serviço funciona junto ao Museu Municipal Venícios Burigo e é resultado de uma parceria entre a Administração Municipal e o Instituto Quem Aprende e Se Defende (I-QASED).

Durante a solenidade, o prefeito Ademir Magagnin destacou que o programa é resultado da união entre poder público, instituições e comunidade. “Esse projeto é fruto de um trabalho em conjunto. Cocal do Sul cresceu fortalecendo parcerias com o setor produtivo, com a Câmara de Vereadores e com a comunidade. É essa união que faz a cidade continuar avançando e desenvolver ações que realmente transformam a vida das pessoas”, afirmou.

A implantação do programa responde a uma realidade que ainda preocupa o município. Em 2025, mais de 100 mulheres foram vítimas de violência doméstica em Cocal do Sul. Somente nos cinco primeiros meses deste ano já foram registrados 51 novos casos e 42 medidas protetivas seguem ativas.

A vice-prefeita Roseny Cittadin destacou que o espaço foi criado para garantir acolhimento e segurança às mulheres que decidirem buscar ajuda. “Queremos que cada mulher que entrar aqui encontre respeito, escuta e a certeza de que sua vida e sua dignidade importam. Que este seja um lugar de acolhimento, esperança e transformação”, disse.

A proposta do programa é ampliar a atuação da rede de proteção, envolvendo diferentes setores da sociedade. Segundo a secretária de Saúde, Giovana Galato, o desafio é fazer com que mais pessoas estejam preparadas para identificar situações de violência e orientar quem precisa de ajuda. “Muitas vezes a mulher procura primeiro uma professora, uma manicure, um comerciante ou um profissional da saúde. Queremos capacitar cada vez mais pessoas para acolher, orientar e mostrar os caminhos para a denúncia e para a proteção”, explicou.

Responsável pela Rede Catarina em Cocal do Sul e Içara, a cabo da Polícia Militar Maíra de Mello Martignago de Luca ressaltou que o acompanhamento às vítimas vai além da fiscalização das medidas protetivas. “Nosso trabalho é orientar essas mulheres para que consigam romper o ciclo da violência e reconstruir suas vidas com mais segurança”, afirmou.

Fundadora do Instituto Quem Aprende e Se Defende (I-QASED), Sarita Felizardo Assis Pacheco destacou que o maior objetivo da iniciativa é prevenir a violência e reduzir o número de mulheres que precisem recorrer ao acolhimento no futuro. Ela também chamou a atenção para a violência psicológica, que muitas vezes passa despercebida e dificulta que a vítima reconheça a situação que está vivendo. “A violência psicológica talvez seja a que mais dilacera a mulher, porque ela não é vista”, ressaltou.

A presidente de honra do I-QASED, a ex-desembargadora Salete Sommariva, elogiou o compromisso de Cocal do Sul com políticas públicas voltadas às pessoas. “Cocal do Sul pode ser pequeno em população, mas é um grande município pelo cuidado com o ser humano. Encontramos aqui pessoas comprometidas em fazer o bem e esse projeto fortalece ainda mais esse propósito”, afirmou.

O Programa Juntos Somos Mais Fortes passa a integrar a rede municipal de proteção, reunindo os serviços das áreas de Saúde, Assistência Social, Educação, Segurança Pública e instituições parceiras. Além do atendimento especializado, o espaço também promoverá ações de orientação, prevenção e fortalecimento dos vínculos familiares, ampliando o acesso aos serviços de apoio e incentivando que mais mulheres rompam o silêncio e busquem ajuda.

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Coopermila cobra melhorias na infraestrutura elétrica e plantão de atendimento

Por Ligado no Sul29/06/2026 11h30
Foto/Redação

O presidente da Cooperativa de Eletrificação de Lauro Müller (Coopermila), Alcimar de Brida, recebeu na manhã desta segunda-feira (29), na sede da cooperativa, representantes da Celesc Regional de Criciúma para uma reunião técnica voltada à melhoria da qualidade do fornecimento de energia elétrica na área atendida pela cooperativa.

A pauta principal do encontro tratou das interrupções registradas no fornecimento de energia nos últimos períodos e da necessidade de melhorias na infraestrutura, especialmente na extensão do alimentador que atende a região da Coopermila.

Durante a reunião, também foram discutidas demandas históricas relacionadas à rede de distribuição, incluindo a instalação de equipamentos de proteção e a agilidade no atendimento em casos de emergência.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, Alcimar de Brida destacou que o setor elétrico vive um momento de instabilidade e desafios estruturais, tanto no cenário nacional quanto na operação regional.

“Nós estamos vivendo momentos de incertezas, vou te dizer, hoje sim, incertezas. Nós não temos um panorama muito favorável e saudável”, afirmou.

O dirigente também mencionou discussões recentes em encontros do cooperativismo, onde foram abordados temas como gestão, governança e os impactos do mercado de energia.

“Nós tivemos encontros sobre governança e gestão de cooperativas promovidos pelo SESCOOP, e foi muito proveitoso. É conhecimento que ajuda a gente a se preparar para os desafios que vêm”, disse.

Segundo ele, o setor elétrico enfrenta mudanças importantes relacionadas à expansão da geração distribuída, especialmente a energia solar.

“A energia solar produz de dia, mas à noite não tem. Então você precisa de estrutura para absorver esse excesso. Isso exige equipamentos e investimento alto, e isso ainda não está completamente resolvido”, explicou.

Mercado livre e impactos financeiros

Outro ponto abordado pelo presidente foi a instabilidade do mercado livre de energia e seus reflexos nas cooperativas.

“Nós estamos vendo hoje comercializadoras quebrando. Cooperativas grandes aqui do Sul compraram energia no mercado livre e ficaram em situação difícil”, relatou.

Ele também alertou para a variação no preço da energia adquirida no mercado.

“Tinha energia contratada a R$ 140 e agora está chegando a R$ 350. Isso impacta diretamente a cooperativa e, no fim, o consumidor”, afirmou.

De Brida destacou ainda que parte dos encargos do setor acaba sendo repassada ao consumidor final.

“O governo não dá nada de graça. Se dá para um lado, o outro paga. E quem paga muitas vezes é quem trabalha e produz”, declarou.

Demandas operacionais com a Celesc

Na reunião com a Celesc, a Coopermila reforçou pedidos antigos de melhorias na rede, especialmente em pontos críticos de instabilidade.

“Nós estávamos cobrando um religador numa parte da rede que dá muito problema há dois anos. Essa semana vimos que começaram a se movimentar para instalar”, afirmou o presidente.

Ele também destacou limitações operacionais da concessionária na região.

“Lauro Müller e Orleans têm sérios problemas porque não existe plantão local. O atendimento vem de outras regiões e isso gera demora”, disse.

De Brida defende mudanças na estrutura de atendimento emergencial.

“Seria importante ter um plantão aqui, atendendo Lauro Müller e Orleans, porque a logística hoje atrasa muito o atendimento”, avaliou.

Segundo o presidente, a reunião teve avanços pontuais, incluindo a sinalização de antecipação de investimentos em infraestrutura elétrica.

“O Marcelo, diretor da Celesc nos passou que uma subestação, que estava prevista para 2030, pode ser antecipada devido aos problemas que estão acontecendo”, informou.

A cooperativa também reforçou a necessidade de investimentos em redes e equipamentos para reduzir falhas e melhorar a estabilidade do sistema.

Evento para mulheres terá palestra sobre saúde

Além das pautas técnicas, a Coopermila também confirmou a realização de um evento no dia 8 de julho, às 13h30, no auditório da cooperativa.

A programação inclui um café da tarde especial e uma palestra sobre saúde com o médico Dr. Marcos Antônio Bertoncini Cascaes.

“Vai ser uma tarde de conversa com o doutor Marcos, com café e encontro com a comunidade. É um momento importante de integração”, destacou De Brida.

As inscrições estão abertas na sede da cooperativa ou pelo WhatsApp (48) 98831-0375. As vagas são limitadas.

Confira entrevista completa

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Audiência pública em São Ludgero debate futuro da indústria do plástico e economia circular

Por Ligado no Sul29/06/2026 11h00
Foto/Cristian Veronez

São Ludgero sediou, na sexta-feira (26), uma audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal para discutir os impactos de projetos de lei que tratam da regulamentação dos plásticos de uso único no Brasil. O encontro, realizado na sede social da Cegero, reuniu empresários, trabalhadores, representantes da indústria, cooperativas de reciclagem, prefeitos e lideranças políticas de diversas regiões catarinenses.

A audiência integrou a mobilização “Transição Justa dos Plásticos para a Economia Circular” e teve como objetivo ampliar o debate sobre propostas que tramitam no Congresso Nacional e que podem afetar diretamente um dos setores que mais gera emprego e renda no Sul de Santa Catarina.

Entre as principais preocupações apresentadas durante o encontro estão projetos que propõem restrições ou até mesmo o banimento da fabricação de produtos plásticos de uso único, como copos, pratos, talheres e embalagens descartáveis. Para os participantes, o caminho mais adequado é fortalecer a reciclagem e ampliar a economia circular, mantendo a atividade industrial e reduzindo os impactos ambientais.

Descarte inadequado é o principal problema, diz Amin

Presente na audiência, o senador Esperidião Amin destacou que o debate não deve ser focado apenas no material, mas principalmente na forma como ele é descartado pela sociedade.

“Nós reconhecemos que existe um erro a corrigir, que é o descarte inadequado. Precisamos investir em educação, conscientização e gestão dos resíduos para reduzir esse problema.”

Segundo o senador, os municípios têm papel fundamental nesse processo, por meio de políticas públicas voltadas à educação ambiental, coleta seletiva e reciclagem. Amin também afirmou acreditar que o debate realizado em São Ludgero poderá contribuir para aperfeiçoar os projetos que tramitam no Congresso Nacional.

“Se exemplos concretos forem apresentados, a visão da pessoa muda. É isso que queremos levar ao Senado: soluções que preservem o meio ambiente sem prejudicar quem produz e gera empregos.”

Orleans apresenta projeto de economia circular

Durante o evento, o prefeito de Orleans, Fernando Cruzetta, apresentou o projeto de economia circular desenvolvido pelo município, aprovado pelo Ministério do Meio Ambiente. A proposta busca ampliar a coleta seletiva e garantir que os resíduos plásticos retornem ao processo produtivo.

Segundo o prefeito, o maior desafio ainda é conscientizar a população sobre a importância da separação correta dos resíduos.”O plástico não é lixo. Ele é um recurso, gera emprego, renda e pode voltar ao processo produtivo. O que precisamos é aumentar a conscientização da população e fortalecer a coleta seletiva.”

Cruzetta também destacou que Orleans saiu na frente ao desenvolver um projeto que demonstra, na prática, que o plástico pode ser reaproveitado, contribuindo para a preservação ambiental e para o fortalecimento da indústria regional.

Setor defende reciclagem em vez do banimento

Representando o Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Sul Catarinense (Simplasc), o diretor Elias Caetano afirmou que a indústria reconhece a necessidade de melhorar a gestão dos resíduos, mas defende que a solução não está na proibição dos produtos.

Segundo ele, atualmente já existem tecnologias capazes de reciclar praticamente todos os tipos de plástico, inclusive aqueles considerados de difícil reaproveitamento.

“O plástico não é o problema. O desafio é garantir que ele seja descartado corretamente e volte para a cadeia produtiva por meio da reciclagem.”

Caetano ressaltou ainda que projetos desenvolvidos na região demonstram que praticamente todo material plástico pode ganhar uma nova destinação, reduzindo o impacto ambiental e fortalecendo a economia circular.

Outro ponto destacado durante a audiência foi a importância econômica da indústria do plástico para o Sul catarinense. Segundo representantes do setor, a região concentra mais de 200 empresas ligadas à cadeia produtiva, entre fabricantes, recicladoras e fornecedores, gerando milhares de empregos diretos e indiretos.

Os participantes defenderam que qualquer mudança na legislação seja construída com diálogo entre governo, setor produtivo, trabalhadores, cooperativas de reciclagem e sociedade, buscando soluções que conciliem preservação ambiental, geração de emprego e desenvolvimento econômico.

As contribuições apresentadas durante a audiência pública serão encaminhadas ao Senado Federal e devem subsidiar as discussões sobre os projetos que tratam da regulamentação dos plásticos de uso único no país.

Confira entrevista completa

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2º Coops Day reúne famílias e reforça compromisso social da Coorsel em Tubarão

Por Ligado no Sul29/06/2026 10h30
Foto/Assessoria de Imprensa Coosel
A Cooperativa Regional Sul de Eletrificação Rural (Coorsel) promoveu, neste sábado (27), a segunda edição do Coops Day, evento alusivo ao Dia Internacional do Cooperativismo. A ação reuniu centenas de pessoas na Associação Independente Futebol Clube, no bairro Sertão dos Correias, em Tubarão.
Com uma programação voltada ao bem-estar, à integração e ao lazer, o evento proporcionou momentos de diversão para pessoas de todas as idades. Entre as atividades estiveram uma caminhada de 4 quilômetros, aulão de dança, festa das cores com o grupo Flor e Beija-Flor e participação da Patrulha Canina, brinquedos recreativos, pintura facial e distribuição de lanches, incentivando a participação das famílias e a convivência comunitária.
O 2º Coops Day reforçou os princípios do cooperativismo, promovendo união, qualidade de vida e participação social. Durante toda a programação, crianças, jovens e adultos aproveitaram as atividades em um ambiente de descontração e integração.
Para o presidente da Coorsel, Arilton Francisconi Candido, o Xela, mais do que celebrar o Dia do Cooperativismo, a iniciativa evidencia o compromisso da Coorsel com o desenvolvimento social das comunidades onde atua. “Mais do que levar energia de qualidade aos associados, a cooperativa investe constantemente em ações que valorizam as pessoas, fortalecem os laços comunitários e contribuem para a melhoria da qualidade de vida dos cooperados e da população”, comenta o presidente.
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