Para uma melhor experiência neste site, utilize um navegador mais moderno. Clique nas opções abaixo para ir à página de download Indicamos essas 4 opções:
Ok, estou ciente e quero continuar usando um navegador inferior.
BLOG
Ligado no Sul BLOG
Orleans registra aumento de casos de raiva em bovinos e reforça orientações aos produtores
Por Ligado no Sul06/07/2026 09h00
Foto/Ilustrativa – Reprodução Internet
O aumento de casos de raiva em bovinos no interior de Orleans levou representantes da Vigilância Epidemiológica, Secretaria de Saúde, Cidasc, Famor e Regional de Saúde de Criciúma a se reunirem na última quinta-feira (2) para definir estratégias de prevenção e orientação aos produtores rurais.
Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Orleans, Alana Patrício Stolls Cruzeta, a principal preocupação é evitar novos casos e reduzir o risco de transmissão da doença para outros animais e para seres humanos.
Atualmente, o município contabiliza entre sete e oito casos suspeitos ou confirmados de raiva em bovinos. O número ainda está sendo levantado, já que alguns produtores não comunicaram oficialmente as mortes dos animais. “Estamos percebendo um aumento significativo de casos. É importante que os produtores procurem orientação e comuniquem qualquer suspeita”, destacou Alana.
A recomendação é que todos os animais mamíferos das propriedades rurais sejam vacinados, incluindo tanto bovinos, cães e gatos. A vacina para os animais deve ser adquirida em agropecuárias, conforme a espécie.
A coordenadora explica que os casos registrados até o momento são apenas em bovinos, mas reforça que a raiva pode atingir qualquer mamífero. “O morcego é o principal transmissor da doença. Ele pode contaminar bovinos e também outros animais. Por isso, a vacinação é fundamental”, afirmou.
Doença não tem cura
A raiva é uma doença viral considerada praticamente fatal após o aparecimento dos sintomas, tanto em animais quanto em seres humanos.
Nos bovinos, os principais sinais observados são perda de força nas pernas, dificuldade para caminhar, quedas frequentes e morte em poucos dias.
Além do prejuízo financeiro causado pela perda dos animais, existe o risco de contaminação das pessoas que tiveram contato com saliva ou secreções de um animal infectado, especialmente se houver cortes ou ferimentos na pele.
Pessoas expostas devem procurar a Vigilância Epidemiológica
A Secretaria de Saúde orienta que produtores rurais ou qualquer pessoa que tenha manipulado um bovino com suspeita de raiva procure imediatamente a Vigilância Epidemiológica de Orleans.
Mesmo quando não há confirmação laboratorial da doença, a equipe avalia cada situação e, se necessário, inicia a vacinação preventiva contra a raiva.
A Vigilância Epidemiológica está localizada na Rua Rui Barbosa, ao lado do Ministério Público.
A orientação é que produtores que identificarem um animal com sintomas compatíveis com a doença comuniquem imediatamente a Cidasc ou a Famor, responsáveis pelo acompanhamento dos casos em animais.
Caso o animal já tenha morrido e sido enterrado, a recomendação é procurar a Vigilância Epidemiológica para que seja feita a avaliação das pessoas que tiveram contato com ele e, se necessário, iniciada a vacinação preventiva.
Importante: segundo a Vigilância Epidemiológica, a comunicação do caso à Cidasc não resulta na interdição da propriedade, como alguns produtores acreditam. O objetivo é identificar a doença e evitar novos casos.
Confira entrevista completa
0
0
Incêndio destrói casa de madeira no bairro Rio Maina, em Criciúma
Por Ligado no Sul06/07/2026 08h29
Foto/CBMSC
Uma casa de madeira foi destruída por um incêndio na tarde deste domingo (5), no bairro Rio Maina, em Criciúma.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 15h56 após a informação de que havia um incêndio em uma residência e a possibilidade de vítimas no interior do imóvel.
Ao chegarem ao local, as equipes confirmaram o incêndio e verificaram que a única moradora da casa já havia conseguido sair em segurança. Bastante abalada, ela recebeu atendimento da equipe de resgate.
Quando os bombeiros iniciaram o combate às chamas, o fogo já havia tomado toda a residência. As equipes atuaram para controlar o incêndio e impedir que as chamas atingissem as casas vizinhas.
Após a extinção do fogo, foi realizado o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes.
As causas do incêndio não foram informadas.
0
0
Acidente entre três motocicletas deixa um homem ferido em Criciúma
Por Ligado no Sul06/07/2026 08h00
Foto/CBMSC
Um acidente entre três motocicletas deixou um homem ferido na noite deste domingo (5), no bairro São Defende, em Criciúma.
Segundo a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada por volta das 19h24, na Rua Lucas Peruchi.
De acordo com o relato dos envolvidos, uma das motocicletas teria feito uma conversão à esquerda sem sinalizar, sendo atingida por outra moto. Com o impacto, os dois veículos caíram na pista.
Logo atrás, uma terceira motocicleta não conseguiu frear a tempo e também acabou se envolvendo no acidente.
Um dos condutores foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital São José com ferimentos em uma das pernas.
Os demais envolvidos sofreram apenas escoriações leves ou não apresentaram ferimentos e recusaram atendimento médico.
A Polícia Militar registrou a ocorrência, e as circunstâncias do acidente serão apuradas.
0
0
Sul do Estado interrompe sequência de quatro meses positivos na geração de empregos
Por Ligado no Sul05/07/2026 12h00
Fotos7ACIC
O Sul do Estado voltou a registrar saldo negativo na geração de empregos formais em maio. Depois de quatro meses consecutivos de resultados positivos, a mesorregião encerrou o mês com fechamento de 1.239 vagas com carteira assinada, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O desempenho interrompe a sequência positiva observada entre janeiro e abril. No período, o Sul catarinense registrou saldos positivos de 1.315 vagas em janeiro, 2.328 em fevereiro, 3.018 em março e 551 em abril, já considerados os ajustes. Em dezembro de 2025, a mesorregião havia apresentado saldo negativo de 5.223 postos de trabalho.
Na comparação com os meses de maio dos anos anteriores, o resultado de 2026 foi o segundo pior da série histórica iniciada em 2020. Ficou acima apenas de maio de 2020, período diretamente impactado pela pandemia, quando o saldo foi negativo em 3.896 vagas. Em maio de 2021, o Sul catarinense havia criado 1.693 empregos formais; em 2022, 973; em 2023, 988; em 2024, 626; e, em 2025, já havia registrado o fechamento de 544 vagas.
Tendência estadual
O movimento negativo foi observado também em outras escalas territoriais. Em maio, Santa Catarina fechou 662 vagas formais, enquanto a Região Carbonífera teve saldo negativo de 196 postos de trabalho. Em Criciúma, o resultado também foi negativo, com fechamento de 68 vagas.
Apesar do cenário regional, seis municípios da Amrec contrariaram a tendência e encerraram o mês com saldo positivo. Içara teve o melhor desempenho, com 79 vagas acrescentadas ao longo de maio, seguida por Morro da Fumaça, com 39; Orleans, com 22; Forquilhinha, com 15; Treviso, com 10; e Nova Veneza, com quatro novas vagas formais.
Por outro lado, houve perda de postos de trabalho com carteira assinada em outros seis municípios da região. O maior saldo negativo foi registrado em Urussanga, com fechamento de 199 vagas, seguido por Siderópolis, com 70; Criciúma, com 68; Lauro Müller, com 22; Balneário Rincão, com três; e Cocal do Sul, também com três vagas encerradas.
Análise
De acordo com o economista Leonardo Alonso Rodrigues, o resultado regional acompanha uma tendência mais ampla do mercado de trabalho formal.
“Esse movimento não foi registrado só na região: no país, foi o pior desempenho para o mês de maio desde a pandemia. Olhando para o cenário, é clara a tendência de diminuição da atividade econômica, redução da geração de empregos, o que aos poucos pode elevar o desemprego, principalmente porque a taxa de juros do Brasil está muito alta”, aponta.
“O arrefecimento da atividade econômica já era um resultado esperado devido aos juros em patamares elevados, para diminuir a inflação. Nos últimos dois anos, continuamos a gerar empregos, mas em um ritmo menor”, acrescenta Rodrigues.
Na última reunião, realizada em junho, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. Com isso, a Selic passou para 14,25% ao ano. O comitê iniciou a série de cortes em março deste ano, quando a taxa foi reduzida de 15%, mantida desde junho de 2025, para 14,75%.
A inflação de maio, de 0,58%, desacelerou em relação ao resultado de abril, de 0,67%. Mesmo assim, acumula alta de 3,20% nos primeiros cinco meses de 2026 e chega a 4,72% nos últimos 12 meses, acima da meta definida para este ano. A meta oficial de inflação para 2026 está fixada em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, podendo variar de 1,5% a 4,5% ao ano.
O economista Alison Fiuza destaca que, apesar do desempenho negativo no mês, os indicadores acumulados permanecem positivos. “Até maio, Criciúma soma 584 vagas formais, a Amrec acumula 2.297 e o Sul catarinense registra 5.973 empregos formais criados em 2026. Esses números confirmam que a economia regional segue ampliando sua base de empregos, ainda que em ritmo inferior ao observado nos últimos anos”, afirma.
Com base nos dados do Novo Caged, os economistas elaboram o Boletim do Emprego Formal, disponibilizado pela Associação Empresarial de Criciúma (Acic). O estudo completo pode ser acessado no site da entidade.