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Braço do Norte registra alta incidência de cigarrinhas-do-milho, aponta levantamento estadual
Por Ligado no Sul03/03/2026 11h00
Foto: Divulgação/Epagri
O último levantamento publicado pelo Programa Monitora Milho SC indica forte incidência de cigarrinhas-do-milho no ambiente, com uma média estadual de 120 insetos por armadilha. A pesquisadora da Epagri/Cepaf, Maria Cristina Canale, responsável pelo programa Monitora Milho SC, explica que este crescimento é esperado nesta época do ano, em razão de diversos fatores, como o avanço das lavouras para a fase vegetativa e as temperaturas mais elevadas, que favorecem a multiplicação de novos insetos.
As cidades com maiores índices de insetos por armadilha foram Porto União, no Planalto Norte, Xanxerê, Campo Erê, Irati, São Lourenço do Oeste e Tunápolis, no Oeste, além de Braço do Norte, no Sul do Estado. Maria Cristina salienta que é possível diminuir a população de cigarrinhas-do-milho nas lavouras por meio do manejo com produtos químicos. “É fundamental que os agricultores não negligenciem os plantios neste período crítico para a infecção das plantas”, afirma.
A pesquisadora destaca ainda que um dos diferenciais do programa Monitora Milho SC é a utilização do exame de PCR, capaz de identificar a presença de patógenos nos insetos coletados. Esse procedimento garante que o setor produtivo receba informações precisas sobre os riscos de transmissão de doenças às lavouras e o nível de ameaça às lavouras de cada região. As últimas semanas demonstraram um aumento progressivo da bactéria do fitoplasma do enfezamento-vermelho, além da presença frequente dos vírus do rayado-fino e do mosaico estriado.
A indicação, além do manejo químico nas fases iniciais da lavoura, é que os produtores que ainda não realizaram a colheita da primeira safra regulem corretamente o maquinário para evitar a perda de grãos que podem dar origem ao milho voluntário.
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Ação Mulher Coorsel abre calendário 2026 com grupos ativos em quatro cidades do Sul
Por Ligado no Sul03/03/2026 10h30
Foto/Divulgação Coorsel
Com horários e monitores definidos, os participantes do projeto Ação Mulher Coorsel estão em contagem regressiva para o início das atividades. As primeiras aulas de 2026 ocorrerão nesta semana.
A proposta do projeto da cooperativa é promover inclusão social, bem-estar e fortalecimento comunitário por meio de atividades físicas, culturais e recreativas. As atividades são abertas a toda a comunidade, de segunda a sexta-feira, com foco nas mulheres e nos idosos.
São cerca de 40 grupos nos municípios de Treze de Maio, Pedras Grandes, Tubarão e Orleans e aproximadamente mil participantes. As oficinas são de artesanato, culinária, ritmos, dança, funcional e bingos.
Comprometida com o bem-estar da comunidade, cooperativa disponibiliza os professores e materiais para que a comunidade possa participar gratuitamente das aulas. Em Orleans, a Coorsel conta com o apoio da prefeitura.
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Câmara de Criciúma acompanhará de perto obras do túnel no Morro dos Cavalos
Por Ligado no Sul03/03/2026 10h00
Foto: Arteris Litoral Sul
A Câmara de Vereadores de Criciúma, por meio do vereador Aldinei Potelecki (Republicanos), anunciou que passará a acompanhar de forma permanente o prazo divulgado pelo Ministério dos Transportes para o início das obras do túnel no Morro dos Cavalos, na BR-101, em Palhoça. A contagem regressiva começou oficialmente nesta semana, um mês após o anúncio feito pelo ministro Renan Filho, que prevê o início das intervenções em até 12 meses.
Segundo o parlamentar, a iniciativa tem como objetivo garantir transparência, manter o tema em evidência e reforçar a importância estratégica da obra para todo o Sul de Santa Catarina. “O Morro dos Cavalos é um gargalo histórico da nossa logística. Impacta diretamente a mobilidade, a segurança viária e o desenvolvimento econômico da região. Quando há um anúncio com prazo definido, é nosso dever acompanhar e cobrar”, afirmou o vereador.
De acordo com o cronograma divulgado pelo Governo Federal, o investimento estimado é de aproximadamente R$ 2,5 bilhões, com execução prevista pela concessionária responsável pelo trecho. Para Potelecki, o momento exige vigilância e mobilização para garantir a concretização da obra.
A proposta do vereador é atualizar periodicamente a contagem do prazo nas redes sociais e nos canais oficiais de comunicação, informando a população sobre o andamento das etapas preparatórias para o início das obras. “O Sul precisa dessa solução definitiva. A infraestrutura é determinante para atrair investimentos, reduzir custos logísticos e garantir mais segurança para quem utiliza a BR-101 todos os dias. Vamos acompanhar de perto”, reforçou.
O túnel no Morro dos Cavalos é considerado uma das intervenções mais aguardadas para melhorar o fluxo rodoviário entre o Sul e a Grande Florianópolis, beneficiando diretamente municípios como Criciúma e toda a Região Carbonífera.
Foto/Gabinete vereador Aldinei Potelecki
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Projeto que permite sepultamento de pets junto aos tutores começa a tramitar em Tubarão
Por Ligado no Sul03/03/2026 09h30
Imagem/Reprodução
Já adotado em cidades como São Paulo e Florianópolis, um projeto de lei que autoriza o sepultamento de animais de estimação nos mesmos túmulos e jazigos de seus tutores passa a ser discutido em Tubarão a partir desta semana. A proposta é de autoria do vereador Matheus Madeira (PT).
O projeto foi apresentado em sessão da Câmara e inicia agora a tramitação pelas comissões permanentes, como as de Constituição e Justiça e de Saúde. Segundo o autor, a proposta não impõe nenhuma obrigação, apenas cria a possibilidade para quem desejar.
“A proposta é que os tutores tenham essa opção. Não será nada imposto. A vontade dos tutores será respeitada”, afirmou o vereador em entrevista ao Jornal da Guarujá.
Vínculo afetivo e questão sanitária
De acordo com Matheus Madeira, a iniciativa reconhece o vínculo afetivo cada vez mais forte entre famílias e seus animais de estimação. A ideia é permitir que, após a morte, o pet possa ser sepultado no mesmo jazigo familiar, caso essa seja a vontade dos responsáveis.
O parlamentar cita experiências já implementadas em municípios brasileiros e também em países da Europa, onde a prática é regulamentada. “Isso reconhece o vínculo afetivo que as famílias criam com seus animais e oferece um conforto espiritual para quem entende que deseja reunir os corpos no mesmo local”, explicou.
Além do aspecto emocional, o projeto também é defendido como medida sanitária. Segundo o vereador, atualmente muitos animais mortos acabam sendo enterrados de forma irregular ou descartados inadequadamente, inclusive em terrenos baldios e margens de rios — realidade observada em diversas cidades da região.
“Quando o descarte ocorre sem critérios técnicos, pode haver contaminação do solo e riscos à saúde pública. Ao permitir que o sepultamento ocorra dentro das normas do serviço funerário municipal, há um ganho ambiental e sanitário”, argumenta.
O texto do projeto é considerado simples e autorizativo. Ele permite a prática, mas delega à prefeitura a regulamentação técnica. Caberá ao Poder Executivo, por meio dos setores responsáveis pela gestão dos cemitérios e pela área sanitária, estabelecer critérios como tipo de caixão, uso de mantas protetoras e demais exigências para evitar contaminação.
De acordo com o vereador, nos municípios onde a medida já foi adotada, os procedimentos seguem parâmetros semelhantes aos dos sepultamentos humanos, com adaptações técnicas para os animais.
Na prática, o modelo permitiria, por exemplo, que um animal falecido anos após o tutor fosse colocado no mesmo jazigo da família, respeitando as normas estabelecidas. “Se há um jazigo familiar destinado a reunir os membros daquela família, o animal de estimação pode ser incluído, se essa for a vontade dos responsáveis”, detalha.
O projeto começou a tramitar oficialmente nesta semana. Segundo o vereador Matheus Madeira, já há diálogo com outros vereadores para esclarecer dúvidas e apresentar os fundamentos da proposta.
Ele reconhece que o tema pode gerar resistência inicial, mas avalia que o entendimento tende a avançar à medida que o conteúdo é debatido. “É uma opção. Quem não quiser utilizar, não será obrigado. Existem outras alternativas, como cremação. A proposta apenas amplia possibilidades”, afirma.
O vereador também destaca que o debate não se limita à esfera emocional. “Há um problema concreto de descarte inadequado de corpos de animais. Se conseguirmos estimular que isso seja feito dentro das normas técnicas, haverá benefício ambiental e sanitário.”
A expectativa é que o projeto avance nas comissões antes de ser levado à votação em plenário. Caso aprovado, Tubarão poderá se somar ao grupo de cidades brasileiras que regulamentaram o sepultamento de pets junto aos tutores, formalizando uma prática que já ocorre de maneira informal em diversas localidades.