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Colheita avança em SC sob pressão da crise do arroz
Por Ligado no Sul25/03/2026 14h00
Fotos/ Monique Amboni
A colheita da safra 2025/26 de arroz em Santa Catarina avança, mas em um ambiente de forte pressão econômica para o setor. De acordo com estimativa da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), cerca de 60% dos aproximadamente 143 mil hectares plantados já foram colhidos até a segunda quinzena de março. Os números indicam produtividade média próxima de 8,5 toneladas por hectare e produção estimada em cerca de 1,2 milhão de toneladas, uma redução de aproximadamente 5% na produtividade e de 6,1% no volume total em comparação à safra passada, que foi recorde no Estado.
Embora os índices permaneçam entre as médias mais altas dos últimos anos, o atual ciclo ocorre em um contexto de crise no mercado do arroz, marcado por queda nos preços e manutenção de custos elevados de produção. O resultado é um cenário de rentabilidade pressionada que, de acordo com o Sindicato das Indústrias do Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC), preocupa produtores e indústrias e acende alerta para o planejamento da próxima safra.
Conforme o presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, os agricultores que plantaram, cultivaram e colheram tiveram um alto custo de produção para manter a qualidade do arroz nesta safra. “Ainda assim, no momento da venda, o grão será comercializado por um valor menor, que não compensa o esforço do trabalho no campo. Vemos as dificuldades que o agricultor tem passado, mas nós, do sindicato, temos trabalhado para que nossa cadeia se fortaleça. Quanto mais o agricultor estiver fortalecido, melhor para a indústria e para o consumidor”, enfatiza.
Produtividade esperada
Segundo a estimativa de safras da Epagri, esta colheita ficará na média das safras mais altas dos últimos três anos. “A perspectiva de produtividade é boa, pois já é a terceira safra que a semente SCSBRS126 Dueto vem se destacando com os melhores resultados de produtividade na região”, conta o engenheiro agrônomo Douglas George de Oliveira, especialista em arroz irrigado da Epagri.
Nas áreas de plantação do agricultor e engenheiro agrônomo Samuel Silveira Zanoni, houve boa produtividade, e ele estima reunir 195 sacas por hectare, em uma área total cultivada de 120 ha em Nova Veneza e Forquilhinha. Por outro lado, uma das maiores dificuldades enfrentadas nesta safra foi o alto investimento em defensivos agrícolas para o controle de plantas daninhas, bem como o custo dos fertilizantes.
Projeção para safra 26/27
Além dos efeitos financeiros negativos para toda a cadeia, Zanoni avalia que administrar as áreas nesta safra 25/26 também foi um desafio mental. “Esta safra teve um desafio psicológico muito grande, pois você ia plantando e o preço caindo, e isso desanima. Você está se dedicando, e o negócio está valendo cada vez menos”, destaca.
O agricultor afirma que, se o arroz continuar neste patamar de baixos preços, com aumento dos combustíveis e dos fertilizantes usados na lavoura, a safra 26/27 será ainda pior. “Estamos em colheita, mas o planejamento para a próxima safra já está feito, porém não sabemos quanto vamos investir na próxima safra. De um lado, você está contente pelas médias alcançadas e, de outro, tem uma preocupação do que faremos na próxima”, aponta.
O especialista em arroz irrigado da Epagri também confirma que, se os efeitos negativos persistirem, pode faltar capital para o plantio da safra 26/27. Segundo ele, o aumento no custo de insumos, como adubos e diesel, impulsionado pela guerra, se soma à descapitalização dos produtores, já afetados pela baixa rentabilidade da safra atual. Como consequência, muitos devem reduzir os investimentos na próxima lavoura. “Se isso se concretizar, poderemos ter um comprometimento da safra 26/27”, completa Oliveira.
Foto/Monique Amboni
Sobre o SindArroz-SC
Fundado no ano de 1975, o Sindicato das Indústrias do Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) atua como representante das empresas cerealistas do estado. Com 27 indústrias associadas, a entidade tem como um dos principais objetivos conquistar melhorias para toda a cadeia produtiva do alimento, bem como servir como ponte para beneficiadoras do grão. A rizicultura catarinense é responsável por 15% do abastecimento nacional e gera milhares de empregos no solo catarinense, além de em outras regiões do país.
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Senado aprova projeto que criminaliza a misoginia no Brasil
Por Ligado no Sul25/03/2026 13h00
Foto: Roque de Sá/Agência Senado
O Senado Federal do Brasil aprovou, nesta terça-feira (24), um projeto de lei que criminaliza a misoginia, termo usado para definir o ódio, desprezo ou discriminação contra mulheres. A proposta segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
O texto prevê a inclusão da misoginia na legislação que trata de crimes de preconceito, ampliando a proteção às mulheres e permitindo a punição de condutas motivadas por esse tipo de discriminação.
De acordo com o projeto, práticas como ofensas à dignidade ou incitação ao ódio contra mulheres poderão resultar em pena de reclusão e multa, conforme a gravidade do caso. A proposta também busca coibir manifestações que incentivem a violência ou a exclusão de mulheres em diferentes contextos.
A medida foi aprovada por unanimidade no Senado e se baseia no entendimento de que discursos de ódio podem contribuir para a escalada da violência, incluindo casos mais graves como agressões e feminicídio.
Durante a tramitação, parlamentares discutiram possíveis impactos na liberdade de expressão, especialmente em relação a manifestações culturais, religiosas e jornalísticas. No entanto, o texto foi mantido sem alterações nesse ponto, sob o argumento de que a Constituição já garante esse direito.
Agora, o projeto será analisado pela Câmara dos Deputados antes de seguir para eventual sanção presidencial.
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Sabores da Itália invadem Nova Veneza no 1º Festival de Massas e Risotos
Por Ligado no Sul25/03/2026 12h00
Foto/Flávia Bortolotto
Nova Veneza se prepara para receber o 1º Festival de Massas e Risotos, que será realizado nos dias 11 e 12 de abril, na tradicional Rua Coberta, reunindo gastronomia, cultura e entretenimento em um evento gratuito e aberto ao público. A iniciativa busca valorizar a forte herança italiana do município e fortalecer ainda mais o turismo local.
Ao todo, 10 restaurantes participam do festival: Montalccino, Restaurante Veneza, Capo & Gin, Geraldo Restaurante, Restaurante Di Nonna, As Marias, Trattoria Fiore di Basilico, Casa do Chico, Salumeria Casa Antônio e Semprebom Queijaria Artesanal. Cada estabelecimento irá apresentar um prato exclusivo, comercializado com preço acessível, proporcionando ao público uma experiência gastronômica diversificada e de qualidade.
Além da culinária, o evento contará com uma programação musical variada durante os dois dias. No sábado, a abertura oficial acontece ao meio-dia, com apresentação da Banda do 28º GAC. Às 13h30, sobe ao palco o grupo Fundo do Baú, de Urussanga. O clima segue animado com sunset das 16h às 20h, comandado por DJ Aninha e Zaca Barcelos. À noite, a programação continua com Rafa Maran e banda, às 20h, e encerra com a Banda Alquimia, às 21h.
No domingo, as atrações iniciam ao meio-dia com Roba da Ciodi. Às 15h, o público confere o show de Neguinho, e o encerramento fica por conta de Bruninho e Shipe, às 17h.
Idealizador do evento, Fábio Hobold Spillere destaca a importância da iniciativa para o município. “Nova Veneza já é um destino muito procurado nos finais de semana, especialmente pela sua gastronomia e cultura italiana. O festival surge como uma nova opção para o calendário cultural da cidade, valorizando os restaurantes locais e oferecendo mais uma experiência para moradores e visitantes”, afirma.
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Quadro “Mente em Sintonia” destaca nova exigência da NR-1 sobre saúde mental nas empresas
Por Ligado no Sul25/03/2026 11h30
Foto/Redação
O quadro “Mente em Sintonia”, do Jornal da Guarujá, trouxe nesta semana um tema que começa a impactar diretamente o ambiente corporativo: a inclusão da saúde mental nas exigências da Norma Regulamentadora nº 1.
Durante a conversa, a psicóloga Vanesa Bagio explicou que a norma, considerada a base da segurança e saúde no trabalho no Brasil, passa a exigir, a partir de maio, que as empresas também avaliem os chamados riscos psicossociais.
“ Em 2024 veio essa abordagem, essa criação dessa norma, que agora, a partir de maio, vem como exigência ao qual as empresas precisam dar atenção à saúde mental dos seus colaboradores”, afirmou.
Segundo ela, a mudança está relacionada ao aumento de afastamentos por questões emocionais dentro das empresas. “Começou o aumento de afastamentos por estresse, ansiedade, burnout dentro das empresas, e isso gerou uma base de fiscalização: por que os funcionários estão se afastando tanto?”, destacou.
A exigência passa a integrar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), que antes era mais voltado à saúde física. “Antes era uma norma mais para a saúde física, ergonomia, essas questões. Agora vem a exigência da saúde mental”, explicou.
Na prática, as empresas deverão identificar, registrar e agir sobre fatores como pressão por metas, problemas de comunicação, liderança e sobrecarga de trabalho. Para isso, segundo a psicóloga, o primeiro passo é o diagnóstico do ambiente organizacional.
“A gente aplica questionário, faz uma avaliação para entender como está o ambiente de trabalho desse colaborador. Como está o nível de pressão, como está a comunicação, como está a liderança”, disse.
Vanesa ressaltou que o olhar não deve se limitar apenas ao ambiente interno. “Não é somente dentro da empresa, tem que entender que essas pessoas podem vir com alguma situação externa, alguma parte emocional externa que interfere no trabalho”, pontuou.
Após esse levantamento, é elaborado um plano de ação específico para cada realidade. “Eu vou lá para fazer um plano de ação e após esse entendimento, se existe algum risco psicossocial dentro da empresa”, explicou.
Esse plano pode incluir treinamentos, dinâmicas, rodas de conversa e acompanhamento contínuo. “São ações internas, projetos internos que a empresa pode aplicar mesmo na minha ausência, mas eu faço um acompanhamento”, afirmou.
A psicóloga também destacou que não há obrigatoriedade de contratação de um psicólogo fixo, mas sim de ações efetivas. “Não é uma exigência que o psicólogo precise estar lá, mas precisa de um profissional que atenda essa demanda e implemente esse plano de ação”, disse.
Outro ponto abordado foi a necessidade de antecipação por parte das empresas. “Ainda tem muitas empresas que estão naquela: será que vai virar? A partir de maio é lei, a partir dali o Ministério do Trabalho irá começar a fiscalizar. Então antecipe isso”, alertou.
Ela relatou que já atende empresas que iniciaram esse processo de adequação. “Se vier a fiscalização, essas empresas já estão com documento anexado, já foi feita a pesquisa, já foi identificado se existe risco ou não”, explicou.
Por fim, Vanesa reforçou que a saúde mental deve ser vista como parte estratégica do negócio. “Antes de tudo, a gente tem que pensar nas pessoas. Hoje não é só gestão técnica, é gestão emocional. A inteligência emocional é o que faz a estratégia final”, concluiu.
A psicóloga também utiliza as redes sociais para compartilhar conteúdos sobre o tema e orientar empresários e colaboradores. Para conhecer mais sobre o trabalho da psicóloga Vanesa Bagio, obter dicas sobre saúde emocional ou agendar uma consulta, o contato pode ser feito pelo Instagram @vanesabagio.psi ou no consultório localizado no Edifício Cidade das Colinas – Rua João Ramiro Machado, 321, Sala 6, Centro, Orleans.