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Ligado no Sul
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Crianças terão assento garantido ao lado de responsáveis em voos sem cobrança extra

Por Ligado no Sul10/07/2026 15h00
Foto /Arquivo

Passageiros menores de 16 anos passam a ter o direito garantido de viajar em assentos ao lado de familiares ou responsáveis em voos comerciais no Brasil. A medida está prevista na Resolução nº 807/2026, publicada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no Diário Oficial da União e já está em vigor.

Pelas novas regras, as companhias aéreas deverão assegurar a marcação de assentos contíguos (lado a lado) no momento da compra da passagem, sem cobrar qualquer taxa adicional pela reserva do assento da criança ou do adolescente.

A resolução, no entanto, estabelece algumas limitações. A gratuidade não se aplica quando o passageiro optar por assentos diferenciados, como os localizados nas primeiras fileiras ou aqueles com espaço extra para as pernas. Também não haverá obrigatoriedade de acomodação conjunta caso isso implique mudança para uma classe superior da aeronave. Nesses casos, a cobrança adicional poderá ser mantida pelas empresas aéreas.

As companhias que descumprirem a norma, separando menores de seus responsáveis ou cobrando pela marcação conjunta dos assentos, estarão sujeitas às sanções administrativas previstas pela Anac.

Segundo a agência reguladora, a medida atende, de forma provisória, a uma decisão da 8ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, em uma ação civil pública que tramita desde 2019. A resolução já produz efeitos nos sistemas de venda e reserva das companhias aéreas.

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As porteiras que se abriram para o turismo na Serra Catarinense

Por Ligado no Sul10/07/2026 14h30

Em Bom Jardim da Serra, algumas histórias começaram muito antes de existir a palavra turismo. A Fazenda Rincão da Palha, por exemplo, tem sua primeira escritura registrada em 1775, em um período em que a Serra Catarinense era formada por grandes propriedades rurais, criação de animais e famílias que ajudaram a construir a identidade do território.

Quase 250 anos depois, a mesma terra que sustentou gerações de uma família começa a cumprir uma nova função: receber visitantes interessados justamente naquilo que sempre esteve presente no cotidiano da fazenda, a paisagem, o silêncio, a cultura, os animais e o modo de vida serrano.

A história da Rincão da Palha se conecta com um movimento maior que começa a transformar Bom Jardim da Serra. Em uma região conhecida durante décadas principalmente pelo frio, pela geada e pelos campos de altitude, o turismo passa a ser visto como uma nova frente de desenvolvimento econômico, capaz de valorizar aquilo que a Serra sempre teve: natureza, identidade e tradição.

Diretor de Turismo, Cultura e Desenvolvimento de Bom Jardim da Serra e um dos proprietários da Fazenda Rincão da Palha, Benito Sbruzzi acompanha essa transformação de dois lugares diferentes: como gestor público, ajudando a estruturar o destino; e como empreendedor rural, vivendo dentro da própria propriedade a transição de uma economia baseada na produção para uma economia também baseada em experiências.

Sexta geração de uma família estabelecida na Serra Catarinense desde 1775, Sbruzzi cresceu ligado ao campo. Zootecnista de formação, guia de turismo e empreendedor, chegou ao setor turístico depois de uma trajetória ligada à produção rural. A aproximação com a atividade fez surgir uma percepção que hoje orienta seu trabalho: aquilo que para os moradores locais parece parte da rotina pode representar uma experiência rara para quem vem de fora. “O que é comum para nós, às vezes, é extraordinário para outras pessoas. Um fogão a lenha, um fogo de chão, conhecer uma ovelha, uma galinha, colher uma fruta ou simplesmente caminhar pela mata. Para muita gente isso é uma experiência única.”

Durante muito tempo, a Serra Catarinense foi associada principalmente ao inverno. O frio intenso, a possibilidade de neve e as paisagens cobertas pela geada eram os grandes atrativos. Agora, a busca vai além da temperatura.

O visitante quer conhecer histórias, participar da rotina do campo, experimentar sabores locais e criar memórias. A paisagem deixou de ser apenas um cenário para fotografias e passou a ser parte de uma experiência. Essa nova fase também representa uma oportunidade econômica para uma região que historicamente teve sua base na agricultura e na pecuária. “A maçã não é fácil para todo mundo, o gado também tem seus desafios. O turismo vem com esse propósito econômico para uma região que não tem tanta indústria e comércio. Hoje as pessoas começaram a enxergar o verdadeiro potencial que ele tem.”

Essa transformação pode ser observada dentro da própria Fazenda Rincão da Palha. A propriedade surgiu a partir das sucessivas partilhas da antiga Fazenda do Socorro, uma das áreas que ajudaram a formar a ocupação histórica da Serra Catarinense. Sua primeira escritura é datada de 1775, e os atuais proprietários pertencem à sexta e à sétima geração de descendentes.

Durante quase três séculos, a fazenda esteve ligada principalmente à bovinocultura e à ovinocultura de corte, além da produção de maçãs e pequenas hortas para consumo próprio. A atividade turística surgiu como uma forma de valorizar um patrimônio que já existia. A abertura das porteiras aconteceu depois de uma situação inesperada. Após uma gravação espontânea de um programa de televisão na propriedade, aumentou a procura de pessoas interessadas em conhecer aquele lugar.

A família percebeu que havia uma oportunidade. O que fazia parte da rotina dos moradores da fazenda, o contato com os animais, o silêncio do campo, a paisagem das araucárias, o fogo da lareira e os caminhos rurais, era justamente o que muitos visitantes buscavam encontrar.

Hoje, a Rincão da Palha recebe turistas interessados em uma aproximação com o modo de vida serrano. A propriedade oferece hospedagem, trilhas, contato com animais, paisagens naturais e experiências ligadas à cultura rural.

A proposta não é criar uma representação artificial do campo, mas permitir que o visitante conheça uma realidade que continua viva. “É um empreendimento que a gente tem com muito carinho. Traz benefício para a alma, para a experiência e para a mente.”

A história da fazenda acompanha uma mudança maior na Serra Catarinense: a valorização das propriedades rurais como espaços de experiência e geração de renda. Mas, para que esse movimento cresça, Sbruzzi acredita que o desenvolvimento precisa ser coletivo.

Durante muitos anos, municípios e empreendedores buscavam destacar seus próprios diferenciais. Hoje, segundo ele, começa a surgir uma nova mentalidade, baseada na cooperação. “Hoje a gente não vê mais uma competição entre cidades e empreendedores. Existe um pensamento coletivo.”

Essa aproximação aparece em ações conjuntas entre os municípios da região, na participação em eventos e na troca de informações entre gestores e empresários. O turista não enxerga as divisões administrativas da mesma forma que quem vive na região. “O turista não quer saber se ele está em Urubici, São Joaquim ou Bom Jardim da Serra. O que precisamos é proporcionar experiências de qualidade e fazer com que ele tenha uma boa vivência aqui.”

Essa visão transforma a Serra em um único território turístico, reunindo diferentes produtos e experiências. A gastronomia regional, os vinhos de altitude, o mel, o queijo serrano, a maçã, os cânions e as paisagens naturais passam a fazer parte de uma mesma narrativa. “A gente precisa entender que construiu uma rota. Se pensarmos no coletivo, essa é a única saída para fazer o turismo chegar ao nível que sabemos que ele pode chegar.”

Para consolidar esse destino, outro desafio é aproximar ainda mais os próprios empreendedores. Na avaliação de Sbruzzi, conhecer as histórias por trás dos negócios é essencial para fortalecer a divulgação da região. “Eu só conheço aquilo que eu indico. Quando conhecemos alguém, conhecemos a história daquela pessoa, daquele empreendimento, daquela trilha, fica muito mais fácil divulgar.”

A sustentabilidade também ganhou espaço nessa nova estratégia. Bom Jardim da Serra possui a certificação internacional Green Destinations, voltada a destinos comprometidos com práticas sustentáveis, e desenvolveu iniciativas de valorização da biodiversidade local, incluindo um levantamento com cerca de 1.800 espécies catalogadas no município.

Recentemente, Bom Jardim da Serra lançou sua marca turística com o conceito “A natureza arrepia”. A expressão reúne duas características que definem o município: o frio que provoca o arrepio e a emoção causada pelas experiências que o território proporciona. “O arrepio vem pelo frio, mas também pelo que a pessoa sente quando abre uma janela, contempla um cânion, toma um café ou vive uma experiência aqui.”

Nas fazendas centenárias, nas histórias familiares, na gastronomia e na natureza preservada, uma nova economia começa a ganhar espaço. Uma economia que transforma tradição em experiência, mantém vivas as raízes do território e abre novos caminhos para o desenvolvimento da Serra Catarinense.

 

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Obra que criará 44 novos leitos no Hospital Santa Otília avança em Orleans

Por Ligado no Sul10/07/2026 13h00
Fotos/Assessoria de Imprensa – Prefeitura de Orleans

As obras de ampliação e adequação da ala de internação obstétrica do Hospital Santa Otília já estão em andamento em Orleans. Com investimento de aproximadamente R$ 5,4 milhões, a intervenção permitirá a criação de 44 novos leitos, ampliando a capacidade de atendimento da instituição e concluindo uma estrutura que permaneceu inacabada por mais de três décadas.

Os recursos são provenientes do Governo do Estado de Santa Catarina e de emenda parlamentar do senador Esperidião Amin. A obra contempla a conclusão da nova ala de internação obstétrica, destinada ao atendimento de gestantes, puérperas, recém-nascidos e seus familiares, fortalecendo a assistência materno-infantil em Orleans e nos municípios da região.

Além da ampliação da estrutura física, o projeto foi planejado para oferecer mais conforto, segurança e qualidade no atendimento aos pacientes, ao mesmo tempo em que proporciona melhores condições de trabalho às equipes de saúde. A iniciativa integra o conjunto de investimentos voltados ao fortalecimento da rede hospitalar e à qualificação dos serviços prestados pelo Hospital Santa Otília.

A diretora da instituição, Cris Valvassori, destacou que o início da obra representa a concretização de uma reivindicação histórica.

“Este é um momento muito esperado por todos que acompanham a trajetória do Hospital Santa Otília. Estamos iniciando uma obra que representa um avanço importante para a assistência materno-infantil e que vai garantir mais qualidade, conforto e segurança às famílias atendidas pela instituição. Agradecemos a todos que contribuíram para tornar este projeto possível”, afirmou.

O prefeito Fernando Cruzetta ressaltou que a obra representa um avanço para a saúde pública do município e da região.

“Estamos acompanhando o início de uma obra aguardada há mais de 30 anos e que vai ampliar a capacidade do Hospital Santa Otília com a criação de 44 novos leitos. É um investimento que fortalece a estrutura hospitalar de Orleans, melhora as condições de atendimento à população e amplia a oferta de serviços de saúde para toda a região”, destacou.

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Projeto que reconhece Orleans como Capital Catarinense da Cerveja Artesanal é aprovado na Alesc

Por Ligado no Sul10/07/2026 12h00
Fotos/PMO

Orleans conquistou mais um reconhecimento para sua vocação econômica e turística. A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou, nesta quarta-feira (8), o Projeto de Lei nº 0204/2026, de autoria do deputado estadual Carlos Humberto, que reconhece oficialmente o município como a Capital Catarinense da Cerveja Artesanal.

Representando a Prefeitura de Orleans, o coordenador de Governo, Leonardo Luiz Dorregão (Nadinho), e o secretário municipal de Turismo e Cultura, Gustavo de Mello Souza, acompanharam a votação no plenário da Alesc. A aprovação da proposta reforça o protagonismo do município no setor cervejeiro artesanal e valoriza um segmento que contribui para a geração de empregos, o fortalecimento do turismo e o desenvolvimento da economia.

O reconhecimento é resultado da consolidação de uma atividade que vem ganhando destaque ao longo dos últimos anos. Orleans abriga cervejarias premiadas e se tornou referência pela qualidade da produção artesanal, reunindo empreendimentos que impulsionam também a gastronomia e o turismo de experiência.

Entre os principais destaques está a Big Jack Cervejaria, sediada no município e reconhecida nacionalmente por suas conquistas em concursos especializados, incluindo o título de Melhor Cervejaria do Brasil no Concurso Brasileiro de Cervejas. O desempenho da empresa contribuiu para projetar Orleans no cenário nacional e fortalecer a justificativa apresentada no projeto de lei.

O prefeito Fernando Cruzetta destacou que a aprovação representa um marco para o município e para os empreendedores locais.

“A aprovação desse projeto consolida uma identidade que Orleans construiu com muito trabalho. Esse reconhecimento valoriza nossos empreendedores, fortalece o turismo, incentiva novos investimentos e amplia a visibilidade do município em todo o Estado. É uma conquista coletiva, que orgulha Orleans e abre novas oportunidades para o desenvolvimento”, afirmou.

Na justificativa da proposta, o deputado estadual Carlos Humberto ressaltou que Orleans reúne características de um polo cervejeiro consolidado, com produção artesanal de excelência, espaços voltados à gastronomia, experiências ligadas ao turismo cervejeiro e um ambiente favorável ao empreendedorismo e à inovação.

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