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Ligado no Sul
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Orleans reúne educadores em formação sobre neurociência e aprendizagem

Por Ligado no Sul05/11/2026 14h30
Fotos/Assessoria de Imprensa- Prefeitura de Orleans

A Prefeitura de Orleans, por meio da Secretaria Municipal de Educação, realizou nesta quarta-feira (4) o Encontro de Formação Docente, reunindo professores, gestores e profissionais da educação dos municípios de Orleans e Lauro Müller. A atividade, desenvolvida em parceria com a Aprende Brasil Educação, do Grupo Positivo, abordou as contribuições da neurociência para o processo de ensino e aprendizagem, dando continuidade às ações de formação e aperfeiçoamento dos educadores da rede pública.

Com o tema “O cérebro que aprende: contribuições da neurociência para a educação”, o encontro teve como palestrante a professora Dra. Larissa Renata de Oliveira, graduada em Ciências Biológicas, mestre em Anatomia Funcional pela Universidade de São Paulo (USP) e doutora em Biologia Comparada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Durante a formação, foram discutidos aspectos relacionados à atenção, memória, emoção e desenvolvimento humano, aproximando os conhecimentos científicos das situações vivenciadas diariamente pelos professores em sala de aula.

A iniciativa integra a parceria estabelecida entre a Secretaria Municipal de Educação e a Aprende Brasil Educação, empresa do Grupo Positivo especializada em soluções educacionais para redes públicas de ensino. Implantado em Orleans no início do ano letivo de 2026, o Sistema de Ensino Aprende Brasil passou a atender os estudantes da rede municipal, do Pré-escolar ao 9º ano do Ensino Fundamental, com materiais didáticos integrados, recursos digitais e ferramentas de acompanhamento da aprendizagem.

Além dos materiais disponibilizados aos estudantes, a parceria contempla suporte pedagógico e formação continuada para professores e gestores. O trabalho busca auxiliar no planejamento das aulas, na utilização dos recursos educacionais e no desenvolvimento de estratégias que atendam às necessidades de aprendizagem dos alunos.

Representando a Aprende Brasil Educação, o coordenador pedagógico Altemir Schwarz participou do encontro, acompanhando as atividades desenvolvidas em conjunto com a Secretaria Municipal de Educação. A colaboração entre as instituições tem permitido ampliar as oportunidades de capacitação dos profissionais, associando os materiais utilizados nas escolas à atualização das práticas pedagógicas.

A abertura oficial contou com a presença da vice-prefeita de Orleans, Leonete Canever Librelato, da secretária municipal de Educação, Elisabete Menegasso Bagio, e da secretária adjunta de Educação, Tânia Benedet Mazzuco.

Para a vice-prefeita Leonete Librelato, a formação dos professores é uma das prioridades para o desenvolvimento da educação municipal. “Investir na qualificação dos nossos educadores é oferecer melhores condições para que o conhecimento chegue aos estudantes. A parceria com a Aprende Brasil fortalece esse trabalho, disponibilizando materiais e oportunidades de formação que contribuem para o dia a dia das nossas escolas”, destacou.

A secretária de Educação, Elisabete Menegasso Bagio, ressaltou que a implantação do Sistema Aprende Brasil, neste ano, representa uma nova etapa no trabalho pedagógico desenvolvido pela rede municipal. “Desde o início do ano, nossos estudantes e professores contam com materiais didáticos integrados e ferramentas que auxiliam no acompanhamento da aprendizagem. A formação continuada complementa esse investimento, permitindo que os profissionais ampliem seus conhecimentos e encontrem novas possibilidades para trabalhar os conteúdos em sala de aula”, afirmou.

A programação também previa a participação de representantes das redes municipais de Jaguaruna e Braço do Norte, que não puderam comparecer em razão das fortes chuvas registradas na região.

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Intercon reúne experiências em negócios internacionais nesta quinta-feira na Acic

Por Ligado no Sul05/11/2026 13h00
Terceira edição Intercon – Foto/Arquivo Acic

A Associação Empresarial de Criciúma (Acic) realiza nesta quinta-feira, 5, a quarta edição do Intercon – Conexões para Negócios Internacionais. O evento reunirá especialistas e representantes de empresas do Sul catarinense para compartilhar experiências, apresentar oportunidades e discutir estratégias de internacionalização, com destaque também para o uso da inteligência artificial no comércio exterior.

Com programação das 14h às 18h, o encontro será realizado na sede da Acic, em Criciúma, e é aberto à comunidade, com participação gratuita e vagas limitadas. As inscrições podem ser realizadas pelo site acicri.com.br/cursos.

“Quando uma empresa se conecta ao mercado externo, ela amplia sua competitividade, aprimora processos e impulsiona o desenvolvimento local. O Intercon é justamente esse espaço de convergência, onde o conhecimento e a troca de experiências abrem novos caminhos para o crescimento sustentável”, ressalta o presidente da Acic, Franke Hobold.

Em sua quarta edição, o Intercon reforça o propósito de estimular a internacionalização e aproximar as empresas regionais das oportunidades do mercado global. A programação é direcionada a empresários, gestores e profissionais de diferentes setores, incluindo aqueles que ainda não atuam no comércio exterior, mas desejam conhecer possibilidades de expansão e novos negócios.

A iniciativa integra as ações da Acic voltadas ao fortalecimento da cultura de internacionalização, com o apoio do Sicredi, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e do Núcleo de Negócios Internacionais da entidade.

Experiências e oportunidades para o mercado internacional

A programação terá início com a palestra “Da exportação à internacionalização: a jornada e as decisões de quem cresce lá fora”, conduzida por José Rubens de La Rosa, ex-CEO da Marcopolo e integrante dos conselhos de administração da Tupy e da Librepar.

Na sequência, a ApexBrasil apresentará a palestra “Do Sul de Santa Catarina para o Mundo: oportunidades de diversificação de exportações”, conduzida por Igor Isquierdo Celeste, representante regional da agência para a Região Sul do Brasil.

Na palestra, abordará oportunidades e caminhos para a diversificação das exportações, ampliando as perspectivas de atuação das empresas do Sul catarinense no mercado internacional.

Cases de empresas do Sul catarinense

A programação também abrirá espaço para experiências de empresas da região no painel “Comércio Exterior na Prática: Cases de Empresas da Região”, que contará com a participação da 224Scan e da Cerâmica Carmelo Fior.

A 224Scan, empresa de Criciúma que desenvolve soluções de inteligência artificial para a área da saúde, compartilhará sua experiência de atuação internacional. Com uma estratégia voltada ao mercado externo desde sua origem, a empresa apresentará os desafios e as oportunidades de levar uma solução tecnológica desenvolvida na região para outros países.

Outro destaque será a Cerâmica Carmelo Fior, empresa com mais de 37 anos de atuação no setor cerâmico e presença em mais de 50 países. Com seis unidades fabris e mais de dois mil colaboradores, o grupo compartilhará sua trajetória de expansão e atuação nos mercados internacionais.

Inteligência artificial no comércio exterior

O encerramento do Intercon ficará por conta do empreendedor de tecnologia Marcos Do Canto, com a palestra “O novo poder da IA no Comex: negócios globais e alta performance”.

Marcos desenvolveu um software pioneiro no uso de inteligência artificial generativa no Brasil, posteriormente adquirido pelo grupo RD Station/Totvs. Atualmente, é CEO da Vera Markets, plataforma de inteligência artificial aplicada ao comércio exterior, e da Vero, voltada a pagamentos internacionais com stablecoins.

Programação – 4º Intercon

13h30 às 14h: Credenciamento e boas-vindas.

14h às 15h: Palestra “Da exportação à internacionalização: a jornada e as decisões de quem cresce lá fora”, com José Rubens de La Rosa.

15h às 15h50: Palestra “Do Sul de Santa Catarina para o Mundo: oportunidades de diversificação de exportações”, com Igor Isquierdo Celeste, representante regional da ApexBrasil para a Região Sul do Brasil.

15h50 às 16h10: Coffee break e networking.

16h10 às 17h: Painel “Comércio Exterior na Prática: Cases de Empresas da Região”, com Guilherme Ghisi, da 224Scan, e Gerson Luís da Silveira, da Cerâmica Carmelo Fior. Mediação de Khaled Salama.

17h às 18h: Palestra “O novo poder da IA no Comex: negócios globais e alta performance”, com Marcos Do Canto.

18h: Encerramento.

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Big Jack comemora 10 anos com festa, cinco bandas e entrada solidária em Orleans

Por Ligado no Sul05/11/2026 12h00
Foto/Redação

A Big Jack Cervejaria vai comemorar seus dez anos de história com uma festa aberta à comunidade neste sábado (7), no Parque Municipal Princesa Isabel, em Orleans. A programação começa às 11h e terá cinco atrações musicais, espaço gastronômico, brinquedos para crianças e o lançamento de uma cerveja especial. Para participar, o público deverá doar um quilo de alimento não perecível.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o proprietário da cervejaria, Marcelo Dalazen, explicou que a proposta é dividir a comemoração com a cidade onde a empresa nasceu. Segundo ele, toda a estrutura e as atrações serão custeadas pela própria Big Jack, sem utilização de recursos públicos.

“A gente pensou em uma festa para a cidade. Poderia ser uma festa num local privado, cobrar estacionamento, cobrar entrada. Mas quem faz a Big Jack, quem faz qualquer história, são as pessoas”, afirmou.

Terra Celta e outras quatro bandas estão na programação

Uma das atrações mais aguardadas é a banda Terra Celta, de Londrina, no Paraná, conhecida por misturar música celta, folk rock e ritmos brasileiros. O grupo já participou de cinco edições do Rock in Rio e de apresentações internacionais.

O evento também terá shows das bandas Don Capone, Urbanus, Underdogs e Lady Die. A abertura musical está prevista para o meio-dia, com a Urbanus, enquanto a Lady Die será responsável pelo encerramento.

Além da música, o público encontrará opções de alimentação durante todo o dia, com participação de estabelecimentos da região, além de uma tenda do Jack Coffee. O espaço também terá brinquedos para crianças e permitirá a presença de animais de estimação.

Marcelo explicou que a estrutura foi preparada para receber os visitantes mesmo em caso de chuva.

“Vamos produzir a festa, o melhor que a gente conseguir, com chuva, com sol, com tudo que a gente tem”, declarou.

Cerveja especial e ações sociais

Para marcar o aniversário, a Big Jack preparou uma nova versão da Desert, primeira cerveja produzida pela marca. A receita recebeu o dobro de dry hopping, técnica que utiliza lúpulo para intensificar os aromas da bebida.

Os primeiros 200 visitantes receberão gratuitamente uma porção da cerveja comemorativa, conforme anunciado pela organização.

A festa também terá participação de entidades sociais. Os alimentos arrecadados na entrada serão destinados a ações beneficentes, e a organização reservou espaço para iniciativas de apoio à comunidade e à causa animal.

Entre elas está a Pet Lovers, que participará de uma ação para arrecadar recursos destinados ao cuidado de animais. Também está prevista a presença da Arte Rosa.

De uma experiência em Blumenau ao reconhecimento nacional

A comemoração acontece em um momento de destaque para a Big Jack, eleita Melhor Cervejaria do Brasil no Concurso Brasileiro de Cervejas em 2025 e 2026. Na edição deste ano, a empresa conquistou 27 medalhas, sendo 12 de ouro.

A trajetória começou depois que Marcelo experimentou uma cerveja artesanal durante uma visita a Blumenau, em 2011. Até então, ele conta que não gostava de cerveja. A experiência despertou o interesse pela produção artesanal e, anos depois, deu origem à Big Jack.

O empresário lembra que estabeleceu como meta transformar a empresa em uma referência nacional.

“Eu coloquei que queria ter a melhor cervejaria do Brasil. Isso não significa que, quando você coloca uma meta, você vai alcançar, mas você trabalha para isso”, contou.

A produção comercial começou em 2016 e, em 2019, a cervejaria passou a contar com fábrica própria em Orleans. Hoje, os produtos são enviados para diferentes estados brasileiros, e Marcelo revelou que estuda a possibilidade de instalar uma unidade no Ceará.

Para o empresário, a festa de aniversário também representa uma oportunidade de reunir as pessoas.

“Ter um momento, ter um espaço desse para confraternizar, para estar junto, para se ajudar, é muito importante para a gente como sociedade”, destacou.

Como participar

A festa será neste sábado, 7 de novembro, a partir das 11h, no Parque Municipal Princesa Isabel, em Orleans. A entrada será mediante a entrega de um quilo de alimento não perecível.

Não será permitida a entrada de veículos no parque durante o evento. Os motoristas poderão estacionar nas ruas próximas e acessar o espaço a pé.

Confira entrevista completa

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Sua empresa precisa de você. Mas você está cuidando de si mesmo?

Por Ligado no Sul05/11/2026 11h30
Foto/Redação

O carro começa a fazer um barulho estranho. A primeira reação é procurar uma oficina. O celular apresenta um problema e logo buscamos uma solução. Na empresa, basta surgir um imprevisto para reorganizar toda a agenda. Mas quando o corpo dá sinais de que alguma coisa não vai bem, a resposta costuma ser outra: “É só cansaço”, “deve ser estresse” ou “semana que vem eu vejo”.

No meio de tantos compromissos, metas e problemas para resolver, a saúde acaba ficando em segundo plano. A gente percebe que não está dormindo bem, sente um cansaço que não passa, mas sempre encontra uma desculpa para adiar uma consulta. Afinal, parece que tem sempre alguma coisa mais urgente para fazer.

Esse hábito, tão comum na rotina de quem trabalha e empreende, foi um dos assuntos de mais um episódio do Papo Empreendedor. Anna Cardoso recebeu o neurologista José Hamilton Bussolo e o urologista Joaquim Mesquita para falar sobre saúde, prevenção e qualidade de vida. Durante a conversa, os médicos explicaram como a falta de cuidados pode afetar não apenas o bem-estar, mas também o desempenho no trabalho e a maneira como envelhecemos.

E os dois médicos trouxeram exemplos que ajudam a entender por que tantas pessoas só percebem a importância do cuidado quando alguma coisa já não funciona como antes.

O orgulho de nunca ter ido ao médico

Existe uma frase que o urologista Joaquim Mesquita escuta com frequência. Homens chegam aos 50 ou 60 anos e anunciam, quase como uma conquista, que nunca precisaram procurar um médico.

“O homem parece que ele tem orgulho muitas vezes de chegar com 50, 60 anos e falar: ‘Nunca fui no médico’. Como se fosse algo super gratificante”, conta o urologista.

Mas será que nunca ter procurado atendimento significa realmente ter boa saúde?

Para Joaquim, a resposta nem sempre é positiva. A maneira como muitos homens foram criados, com a ideia de que precisam ser fortes e suportar qualquer dificuldade, ainda pesa na decisão de buscar ajuda. Há também a vergonha, o medo de descobrir uma doença e até a resistência em mudar hábitos.

Quando o assunto é saúde sexual, essa barreira pode ser ainda maior.

Outra frase bastante comum no consultório é: “Para minha idade tá bom”.

O problema, explica o médico, é que muitos homens passam a aceitar dificuldades urinárias ou sexuais simplesmente por acreditarem que fazem parte do envelhecimento. E deixam de investigar situações que poderiam ser tratadas.

“Tem paciente de 70 anos, 80 anos tendo uma vida sexual ativa com uma qualidade […] muito boa”, exemplifica.

Isso não significa ter o mesmo desempenho dos 20 anos, mas compreender que envelhecer não precisa ser sinônimo de abrir mão da qualidade de vida.

E existe outro equívoco bastante comum: acreditar que o urologista é um médico que só deve ser procurado depois dos 50 anos, por causa da próstata.

O médico urologista explica que a especialidade acompanha diferentes fases da vida masculina. Na adolescência, pode ajudar a esclarecer dúvidas sobre desenvolvimento e sexualidade. Na fase adulta, entram questões como fertilidade, funcionamento urinário e saúde sexual. Com o avanço da idade, o acompanhamento passa a considerar também as mudanças naturais do organismo e o risco de determinadas doenças.

Até o temido exame de toque retal, que ainda afasta muitos homens do consultório, não é obrigatório em todas as consultas. Sua necessidade depende da avaliação de cada paciente.

Neste Novembro Azul, a mensagem vai além da prevenção do câncer de próstata: cuidar da saúde masculina não deveria ser um compromisso marcado apenas quando os problemas aparecem.

Seu cérebro também precisa sair do expediente

Se os homens muitas vezes adiam a consulta por medo ou vergonha, existe outro comportamento que atinge quem vive uma rotina intensa: tratar o cansaço como se fosse uma consequência inevitável do trabalho.

Dormir pouco, passar horas diante de telas, resolver vários problemas ao mesmo tempo e terminar o dia com a cabeça cheia parece ter se tornado normal.

Mas o neurologista José Hamilton  chama a atenção para o preço dessa rotina.

Uma noite mal dormida pode aparecer no dia seguinte em forma de irritabilidade, dor de cabeça, dificuldade de concentração e queda no rendimento. O sono, explica ele, não é apenas um período de descanso. É também um momento importante para o aprendizado e a consolidação das memórias.

E quando alguém chega ao consultório reclamando que está esquecendo tudo?

Nem sempre o problema está na memória.

“Geralmente quando a pessoa fala assim: ‘Não, eu tô com a memória fraca’, provavelmente não é um problema de memória. Claro que depende um pouquinho da idade”, explica.

Imagine participar de uma reunião enquanto pensa nas mensagens que ainda precisa responder, nos compromissos da tarde e nos problemas que ficaram pendentes. No dia seguinte, talvez seja difícil lembrar de parte daquela conversa.

Não necessariamente porque a memória falhou, mas porque a atenção estava dividida.

Por isso, o médico neurologista recomenda algo aparentemente simples, mas cada vez mais difícil: fazer uma coisa de cada vez.

A rotina organizada, segundo ele, ajuda o cérebro a manter o foco e facilita a tomada de decisões. Já esquecimentos frequentes que passam a prejudicar atividades do dia a dia precisam de avaliação médica.

O neurologista também fez um alerta sobre o excesso de telas, especialmente o consumo contínuo de vídeos curtos e informações nas redes sociais. Na avaliação dele, esse hábito pode prejudicar a concentração e contribuir para alterações no sono e no comportamento.

Entre suas recomendações estão reduzir o tempo diante das telas, ler mais, praticar atividade física e respeitar as necessidades de descanso.

Viver mais é bom. Viver bem é melhor

Quantas pessoas planejam a aposentadoria, fazem investimentos, estabelecem metas para os próximos dez anos, mas não dedicam a mesma atenção à saúde que desejam ter no futuro?

José Hamilton trouxe essa reflexão ao falar sobre longevidade saudável.

“Não adianta você viver com 80 anos e chega com 70 anos, você precisa de três pessoas para te ajudar a tomar um banho, a subir uma escada”, exemplifica.

A preocupação não está apenas na quantidade de anos vividos, mas na capacidade de chegar à velhice com autonomia.

Nesse ponto, os dois convidados concordam: os hábitos construídos ao longo da vida têm um peso importante.

Joaquim destacou especialmente o fortalecimento muscular. Para explicar a importância da atividade física aos pacientes, costuma fazer uma pergunta que dispensa grandes explicações.

“Mas o que que seria melhor envelhecer com músculo ou sem músculo?”

A resposta parece óbvia, mas nem sempre se transforma em atitude.

O médico lembra que preservar a musculatura, dormir bem e manter uma alimentação equilibrada são cuidados que contribuem para uma vida mais saudável com o passar dos anos.

Não se trata de mudar tudo de uma vez ou seguir uma rotina perfeita, mas de entender que as escolhas feitas hoje podem influenciar a maneira como cada pessoa vai envelhecer.

E quem cuida da saúde de quem faz a empresa acontecer?

No mundo dos negócios, metas são indispensáveis. Há planejamento financeiro, estratégias de crescimento, indicadores de desempenho e prazos a cumprir.

Mas José Hamilton levanta uma questão que raramente aparece nessas planilhas: onde entra a saúde das pessoas?

Para o neurologista, o bem-estar de quem trabalha também interfere no funcionamento de uma empresa. Funcionários que enfrentam problemas de sono, dificuldades emocionais ou condições de saúde sem acompanhamento podem ter sua qualidade de vida e sua capacidade de trabalho prejudicadas.

Por isso, ele defende que as lideranças também participem dessa conversa, com ações de conscientização, incentivo à leitura, orientações sobre hábitos saudáveis e estímulo à prevenção.

O objetivo não é transferir às empresas a responsabilidade individual pela saúde, mas reconhecer que o ambiente profissional pode contribuir para escolhas melhores.

Afinal, uma empresa depende de pessoas. E pessoas precisam de muito mais do que produtividade para viver bem.

Perto do fim da conversa, Anna fez uma pergunta aos dois médicos: por onde começar quando a pessoa percebe que passou tempo demais deixando a própria saúde em segundo plano?

A resposta foi mais simples do que muitos imaginam.

“Nunca é tarde, né? Se você tem 70 anos e nunca procurou um médico, […] pode ser que você está tendo alguma coisa silenciosa”, alerta José Hamilton.

O neurologista orienta procurar avaliação médica e destaca que até uma conversa com os profissionais da unidade básica de saúde pode ser o primeiro passo.

Joaquim reforça a importância do acompanhamento ao longo da vida e lembra que atividade física, alimentação e sono de qualidade precisam fazer parte das prioridades.

No fim, talvez a maior dificuldade não esteja em saber o que precisa mudar. Grande parte das pessoas já sabe que deveria dormir melhor, se movimentar mais e procurar atendimento quando algo não vai bem.

O desafio é transformar esse conhecimento em atitude.

Porque a empresa pode precisar de você amanhã. A família também. Os projetos, os sonhos e os compromissos certamente continuarão na agenda.

Mas, para estar presente em tudo isso, existe alguém que também precisa receber atenção hoje: você.

Confira o episódio completo

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