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Incêndio atinge duas estufas de fumo no interior de Orleans
Por Ligado no Sul28/10/2026 11h00
Fotos/CBMSC
Um incêndio atingiu duas estufas de fumo na manhã desta quarta-feira (28), na comunidade de Rio Laranjeira, no interior de Orleans. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 7h13 para atender a ocorrência na Estrada Geral da localidade.
Ao chegar ao local, os bombeiros encontraram as chamas no interior de uma das estufas e no telhado do galpão. O fogo atingiu duas estufas, que ocupavam uma área aproximada de 300 metros quadrados.
A equipe conseguiu controlar o incêndio e impedir que as chamas se espalhassem para outro galpão anexo. Com isso, parte da estrutura e os demais bens existentes no local foram preservados.
Segundo o proprietário, o fogo começou na estufa localizada na parte de trás do galpão. A área total das construções era de aproximadamente 600 metros quadrados.
Para combater o incêndio e realizar o rescaldo, procedimento que evita que o fogo recomece, os bombeiros utilizaram cerca de 4 mil litros de água.
O proprietário estimou os prejuízos em aproximadamente R$ 200 mil, considerando a perda do fumo que estava em processo de secagem e os danos às estruturas das estufas e do galpão.
Após o atendimento, os bombeiros orientaram o proprietário sobre os procedimentos necessários para a posterior inspeção do incêndio.
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Câmara de Forquilhinha aprova novas escalas de trabalho para profissionais do SAMU
Por Ligado no Sul28/10/2026 10h30
Foto: Natasha Monteiro/Câmara de Vereadores de Forquilhinha
A Câmara de Vereadores de Forquilhinha aprovou por unanimidade, durante a 35ª Sessão Ordinária, realizada nesta segunda-feira (26), o Projeto de Lei Executivo nº 114/2026, que regulamenta as jornadas de trabalho dos profissionais da saúde que atuam no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
A proposta, encaminhada pelo Poder Executivo e analisada em regime de urgência, institui o regime de compensação de jornada para os servidores que trabalham no atendimento de urgências e emergências. A medida atende a uma demanda da própria categoria e estabelece regras para a organização das escalas de serviço.
Com a aprovação, ficam regulamentadas duas modalidades de jornada: 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso (12×36) e 24 horas de trabalho por 72 horas de descanso (24×72). As escalas contemplam enfermeiros, técnicos de enfermagem, motoristas e demais profissionais que integram as equipes de atendimento emergencial.
O objetivo é adequar a organização do trabalho às características do serviço prestado pelo SAMU, que precisa manter equipes disponíveis durante as 24 horas do dia, inclusive aos fins de semana e feriados.
A regulamentação também busca dar maior segurança às relações de trabalho, com regras específicas para a compensação das jornadas e os períodos de descanso dos profissionais.
Com a aprovação unânime dos vereadores, o projeto segue para os procedimentos legais necessários à sua entrada em vigor. A medida pretende contribuir para a organização das equipes e para a continuidade dos atendimentos prestados à população de Forquilhinha.
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Presidente do PT de Criciúma analisa virada de Lula, critica Flávio Bolsonaro e defende diálogo com a direita
Por Ligado no Sul28/10/2026 10h00
Foto/Reprodução
A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25), foi resultado de uma mudança no comportamento do eleitorado e da intensificação da campanha nas semanas decisivas. A avaliação é de Julio Bittencourt, presidente do PT de Criciúma, que concedeu entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta quarta-feira (28).
Lula conquistou seu quarto mandato presidencial após terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL). Para Bittencourt, a virada nas urnas foi um acontecimento inédito nas disputas presidenciais brasileiras.
O dirigente partidário apontou o aumento da rejeição ao candidato do PL, a melhora na avaliação do governo federal e a mobilização dos apoiadores petistas como fatores decisivos para o resultado.
“Primeiro, o aumento da rejeição do Flávio Bolsonaro era muito maior do que a do Lula. E a rejeição do Flávio vinha aumentando e a do Lula vinha caindo”, afirmou.
Bittencourt também criticou a estratégia adotada pela campanha adversária. Na avaliação dele, os apoiadores de Flávio Bolsonaro demonstraram excesso de confiança após o primeiro turno, enquanto o PT ampliou o contato direto com os eleitores.
O presidente do partido destacou o trabalho dos grupos de convencimento de voto, que buscaram conversar individualmente com a população. Em Criciúma, conforme os números apresentados por ele, Lula registrou crescimento de 19% na votação entre os dois turnos, enquanto Flávio Bolsonaro avançou 9%.
Novo governo e divisão política
Questionado sobre a necessidade de diálogo com os milhões de brasileiros que votaram na oposição, Bittencourt afirmou que Lula deverá buscar apoio de diferentes forças políticas para garantir condições de governabilidade.
“Eu entendo que, primeiro, o governo do presidente Lula vai ser um governo de coalizão. Ele já está conversando com o centro, com a centro-direita, para que a gente possa construir essa coalizão no Brasil”, declarou.
O dirigente também fez críticas à postura de Flávio Bolsonaro após a derrota eleitoral, especialmente à sua saída do país. Bittencourt afirmou acreditar que a viagem já havia sido planejada para o caso de derrota nas urnas.
Segundo o presidente do PT de Criciúma, a Polícia Federal já teria conhecimento de um suposto plano de fuga do candidato.
Bittencourt também avaliou que a saída do país prejudicou a representação política dos eleitores que apoiaram o candidato e defendeu uma reorganização da direita brasileira.
“É fundamental que a direita se reorganize agora, mas fora do bolsonarismo. Que ela se reorganize como a direita sempre foi no Brasil: uma direita democrática, uma direita que discutia, uma direita que sabia perder”, afirmou.
Durante a entrevista, o presidente do PT apresentou ainda críticas à família Bolsonaro e fez acusações relacionadas à atuação política do grupo e à sua relação com os Estados Unidos. Essas declarações representam a avaliação do dirigente partidário e não foram acompanhadas, na entrevista, de elementos que permitam comprovar as acusações.
PT deve voltar à Câmara de Criciúma após dez anos
Além do resultado das eleições presidenciais, Bittencourt confirmou a expectativa de assumir uma cadeira na Câmara de Vereadores de Criciúma, em decorrência da eleição de Giovana Mondardo para a Câmara dos Deputados.
Segundo ele, Giovana deverá retornar ao Legislativo municipal no dia 3 de novembro, após o período de licença. A partir disso, os encaminhamentos para a mudança de representação serão definidos.
“Agora que estamos saindo do segundo turno, não tivemos tempo de conversar ainda, mas a gente vai ainda acertar os ponteiros”, explicou.
Caso a substituição seja concretizada, o PT voltará a ter representação na Câmara de Criciúma após dez anos.
Confira entrevista completa
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Possibilidade de chuvas acima da média nos próximos meses acende alerta para desenvolvimento do arroz em SC
Por Ligado no Sul28/10/2026 09h30
Foto/ SindArroz-SC
A possibilidade de aumento das chuvas previsto para os próximos meses em Santa Catarina acende um alerta para o desenvolvimento do arroz. Com o El Niño classificado como muito forte pela Climate Prediction Center (CPC), da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), a expectativa é de volumes de chuva acima da média durante a primavera e o verão, principalmente entre outubro e dezembro. O cenário exige atenção dos produtores no manejo das áreas cultivadas para evitarem doenças e preocupa também as indústrias que projetam possíveis impactos nos custos de beneficiamento.
Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC), Walmir Rampinelli, os efeitos climáticos precisam ser acompanhados com atenção porque podem afetar tanto o campo quanto a indústria. “Quando recebemos um arroz com maior quantidade de grãos danificados, a indústria precisa intensificar o processo de seleção para garantir a qualidade do produto que chega ao consumidor. Isso representa um custo maior de beneficiamento e uma perda no rendimento, já que parte dos grãos precisa ser descartada. Ou seja, além da redução na produtividade no campo, temos um impacto direto no aproveitamento da matéria-prima dentro das indústrias”, ressalta.
De acordo com dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri/Ciram), os meses de outubro, novembro e dezembro devem registrar chuva acima da média, com possibilidade de temporais, raios, granizo e vendavais. Para o SindArroz-SC, o acompanhamento das condições climáticas é essencial para compreender os efeitos do fenômeno sobre a cadeia produtiva, do campo à indústria.
Segundo o engenheiro agrônomo Douglas George de Oliveira, especialista em arroz irrigado da Epagri, o excesso de chuva pode prejudicar o desenvolvimento das plantas e, em alguns casos, provocar inundações em áreas de cultivo. “A constância de dias chuvosos também reduz a incidência de radiação solar, fator essencial para o crescimento do arroz. Sem contar que uma quantidade maior de chuva aumenta o número de dias nublados, o que reduz a entrega de radiação solar para as plantas se desenvolverem. Isso já compromete a produtividade”, detalha.
Redução na produtividade
Para a safra 26/27, os dados da Epagri/Cepa projetam uma redução de 7,3% de produtividade média em relação à safra 25/26. Embora a área plantada não apresente alteração, a estimativa aponta diminuição de 7,3% na quantidade produzida. Os números refletem a preocupação com os efeitos do excesso de chuva e da menor luminosidade sobre o desenvolvimento do arroz.
Na fase inicial da cultura, parte dos impactos ainda pode ser recuperada, conforme explica o engenheiro agrônomo. No entanto, se a instabilidade climática se prolongar até janeiro, período de floração do grão, os prejuízos tendem a ser mais significativos.
A combinação entre chuva frequente, aumento da temperatura e umidade elevada cria um ambiente favorável ao surgimento de doenças nas plantas. Além disso, o excesso de água pode dificultar a entrada dos produtores nas lavouras para a aplicação de defensivos agrícolas e comprometer etapas importantes do desenvolvimento do arroz.
“Por isso, o produtor tem que projetar sua lavoura para uma expectativa de produção não tão alta quanto a do ano passado, não adianta fazer os mesmos investimentos e esperar colher o mesmo, pois dificilmente deve se concretizar. O produtor tem que ter em mente que não consegue compensar o problema climático aplicando mais insumos, como o adubo”, aconselha Oliveira.
Prevenção de doenças na planta
Entre os riscos associados ao período de maior umidade está as doenças fúngicas como a mancha-parda ou mancha-de-grãos, doença que pode afetar o arroz e comprometer o desenvolvimento da planta e a qualidade do grão. O problema tende a ser favorecido por condições de tempo úmido, baixa radiação solar e temperaturas elevadas, cenário que pode se intensificar durante a atuação do El Niño.
O doutor em agrometeorologia da Epagri, Márcio Sônego, afirma que o El Niño deve permanecer até maio de 2027 e reforça que os impactos podem ocorrer tanto por eventos extremos quanto pela manutenção de um ambiente mais úmido nas lavouras.
“O El Niño tem risco maior de temporais com ventania e granizo, o que pode causar danos pontuais, localizados. O maior dano é o excesso de chuva com umidade, mais manchas de colmo, que faz o arroz cair com os vendavais, e o menor índice de radiação solar”, aponta.
Naturalmente, a primavera já é um período mais chuvoso e com menor incidência de radiação solar. Neste ano, porém, o cenário exige atenção redobrada dos produtores, especialmente entre novembro e dezembro, quando a previsão indica maior volume de chuva.