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Graziela Gislon
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Agro catarinense fecha 2025 com desafios nos grãos e projeta 2026 de incertezas, avalia FAESC

Por Graziela Gislon07/01/2026 09h02
Foto/Reprodução Instagram

O agronegócio catarinense encerrou 2025 com resultados desiguais entre os diferentes segmentos produtivos. Enquanto as cadeias de proteína animal conseguiram manter rentabilidade, os produtores de grãos enfrentaram queda acentuada de preços, alta nos custos e dificuldades de acesso ao crédito. A avaliação é do vice-presidente de Secretaria da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), Enori Barbieri, em entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta quarta-feira (7).

Segundo Barbieri, o ano foi marcado por uma contradição entre volume de produção e retorno financeiro. “Foi um ano muito, muito difícil. Tivemos uma supersafra brasileira de grãos, mas uma safra muito pequena em dinheiro. Os preços caíram muito pela produção e pela oferta de produtos, não só no Brasil, mas no mundo inteiro”, afirmou.

Na análise do dirigente, o excesso de oferta pressionou os preços da soja e do milho a patamares considerados insuficientes para cobrir os custos de produção. Ele explica que, mesmo com uma produção recorde de milho, os produtores não foram beneficiados. “A soja se manteve num preço muito ruim, um valor que não paga a conta do produtor. E para 2026 não há nenhuma perspectiva de melhora, porque ainda se fala em alta produção e há excesso de soja no mundo”, disse.

Barbieri detalhou que o Brasil colheu cerca de 140 milhões de toneladas de milho, acima da expectativa inicial de 120 milhões. Apesar do aumento no consumo interno, impulsionado pelas usinas de etanol e pela produção de proteína animal, os preços continuaram pressionados. “Tivemos uma safra boa de produção, mas ruim de preço. Boa para o país, mas ruim só para o produtor”, resumiu.

Outro segmento fortemente impactado foi o arroz, especialmente na Região Sul. De acordo com o vice-presidente da FAESC, a produção superou a demanda interna, derrubando os preços pagos ao produtor. “Nós colhemos 14 milhões de toneladas, mas o mercado brasileiro é de 10 a 11 milhões. A saca que chegou a R$ 115 no fim de 2024 hoje está em torno de R$ 55, o que não paga a conta de jeito nenhum”, destacou.

O leite também aparece como um dos setores mais preocupantes. Barbieri aponta excesso de produção, aumento das importações e falta de proteção ao mercado interno. “O produtor de leite está trabalhando em prejuízo. Houve aumento de quase 15% na produção e não existe mercado para isso, além do crescimento das importações, principalmente da Argentina”, afirmou.

Em contrapartida, as cadeias de carnes tiveram desempenho mais positivo em 2025. A carne suína, segundo Barbieri, foi o grande destaque do ano. “A carne suína foi a grande surpresa. Tivemos quase 4 bilhões de reais em faturamento com exportação, o segundo maior do Brasil, e ela continua atrativa para 2026”, avaliou.

A carne bovina manteve bom desempenho, mesmo com embargos pontuais, enquanto o setor avícola sofreu impactos temporários devido à suspensão das exportações para a China, em função de casos de gripe aviária no Rio Grande do Sul, o que aumentou a oferta no mercado interno.

Ao projetar 2026, Barbieri demonstrou preocupação com o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à proteção orçamentária do seguro rural e da Embrapa na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Para ele, a decisão agrava um cenário já delicado. “Sem crédito e sem seguro, as coisas ficam muito mais difíceis. Tu pode colher o máximo que quiser, mas muito pouca gente vai conseguir pagar o custeio”, alertou.

O dirigente também destacou o endurecimento no acesso ao financiamento rural. Conforme explicou, apenas produtores com histórico bancário sólido têm conseguido crédito. “Os agentes financeiros estão selecionando muito os clientes. Quem mais precisava, na maioria dos casos, não conseguiu financiamento”, disse.

Apesar das dificuldades, Barbieri reconhece a resiliência do produtor rural brasileiro. Ele acredita que, mesmo diante de custos elevados e falta de garantias, a próxima safra pode surpreender. “O produtor é muito guerreiro e arrisca demais. Mesmo sem financiamento e sem seguro, podemos ter uma safra surpreendente”, concluiu.

Confira entrevista completa

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Laguna estreia passeio de escuna com roteiro histórico e observação do boto-pescador

Por Graziela Gislon20/12/2025 11h00
Foto/Prefeitura de Laguna

Laguna passa a contar com uma nova opção de lazer, turismo e contemplação a partir deste verão: o passeio de escuna pela Lagoa Santo Antônio dos Anjos, com saída das proximidades do Mercado Público, no Centro Histórico, a partir deste final de semana. A iniciativa marca um momento inédito no município, com a oferta regular do passeio durante todo o ano, abrangendo alta e baixa temporada.

O embarque acontece no píer localizado atrás do Mercado Público Municipal, ponto estratégico e de fácil acesso, valorizando ainda mais o Centro Histórico de Laguna. O roteiro tem duração aproximada de 1 hora e 45 minutos e proporciona uma experiência completa de navegação pelas paisagens naturais, culturais e históricas da cidade.

Durante o trajeto, a escuna navega por toda a costa da orla lagunar, passando por pontos emblemáticos como a Marinha do Brasil, o Iate Clube, a Polícia Militar Ambiental, comunidades ribeirinhas, o Rio Tubarão, prédios históricos e áreas ligadas à indústria da pesca. O passeio segue até os Molhes da Barra, onde os passageiros têm a oportunidade de observar o boto-pescador em seu habitat natural, retornando posteriormente pelo mesmo percurso.

Os passeios ocorrem diariamente, em quatro horários:

  • 8h30 às 10h
  • 10h30 às 12h
  • 13h30 às 15h
  • 16h30 às 18h

Os valores variam conforme o período: R$ 60,00 durante o mês de dezembro e R$ 70,00 no mês de janeiro.

Além do passeio panorâmico, a experiência a bordo contará com música ambiente e serviço de drinks, ampliando o conforto e o entretenimento dos visitantes.

A novidade reforça o potencial turístico de Laguna, promovendo a integração entre natureza, cultura, história e lazer, além de estimular a economia local e fortalecer o turismo náutico como um produto permanente no município.

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Orleans abre hoje programação especial da Primavera dos Museus

Por Graziela Gislon23/09/2025 14h00
Foto/Divulgação

Começa hoje, dia 23, a 19ª Primavera dos Museus. O Museu ao Ar Livre Princesa Isabel, de Orleans, preparou uma série de atividades, como uma ação educativa sobre abelhas nativas sem ferrão, a construção coletiva e afetiva de cortina e toalha de fuxico para a unidade da “Casa do Colono” e a exposição de arte Rio Acima.

Ate’o dia 30 de setembro, a programação integra a proposta cultural nacional coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que este ano tem como tema “Museus e Mudanças Climáticas”. A iniciativa reforça o papel dos museus na preservação, no diálogo e na mobilização diante de um dos maiores desafios do nosso tempo.

Segundo a diretora do Museu ao Ar Livre, Valdirene Böger Dorigon, a Primavera dos Museus é um evento que acontece na estação mais florida do ano, mas que sempre busca chamar a atenção para uma problemática atual. “Este ano estamos tratando das mudanças climáticas. Os museus, assim como todas as pessoas, têm seu papel na preservação do nosso planeta e, desta forma, propomos algumas atividades de conscientização sobre o tema”, destacou.

Programação

O Mundo das Abelhas sem Ferrão – De 23 a 26 de setembro, será realizada a ação educativa O Mundo das Abelhas sem Ferrão, com a presença do meliponicultor e professor do Centro Universitário Barriga Verde (Unibave), Guilherme Doneda. Os grupos participantes conhecerão as colmeias e receberão mudas de flores, que serão plantadas no Museu como fonte de alimento para as abelhas no futuro.

Construção coletiva e afetiva – Entre os dias 23 e 28 de setembro, os visitantes do Museu serão convidados a participar da construção de cortinas e toalhas de fuxico para a Casa do Colono, em um processo colaborativo e afetivo.

Exposição Rio Acima – Além disso, a exposição Rio Acima, do artista visual Leandro Jung, que foi aberta no início do mês, seguirá com visitas guiadas até o dia 30 de setembro. A mostra propõe uma travessia poética e política pelos caminhos da mineração, da contaminação e da extração, mas também pela memória, pelo cuidado e pela paisagem que resistem e reencantam.

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Trabalhador morre após queda de cesto aéreo em Timbé do Sul

Por Graziela Gislon23/09/2025 11h05
Foto/CBMSC

Um grave acidente de trabalho ocorreu na manhã desta terça-feira (23) em Timbé do Sul. O colaborador Richard Sartor Dagostin, de 36 anos, caiu do cesto aéreo de um caminhão enquanto realizava suas atividades. Equipes do Saer, Samu e Corpo de Bombeiros estiveram no local prestando atendimento. Outro funcionário envolvido segue recebendo cuidados médicos.

A Cersul divulgou uma nota de pesar lamentando a morte do colaborador e prestando solidariedade à família, amigos e colegas.

Confira a nota na íntegra:

“A Cersul comunica, com profundo pesar, que na manhã desta terça-feira, dia 23/09, ocorreu um acidente de trabalho em Timbé do Sul.

Infelizmente, nosso colaborador Richard Sartor Dagostin, de 36 anos, faleceu em decorrência do acidente. Outro colaborador envolvido segue sob cuidados médicos, recebendo atendimento adequado.

Richard será sempre lembrado por sua dedicação, profissionalismo e companheirismo. Neste momento de dor, prestamos nossa solidariedade à sua família, amigos e colegas.

Que sua memória permaneça viva entre todos que tiveram o privilégio de conviver ao seu lado.

Nossos postos de atendimento estarão fechados em luto.”

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