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Programa Happy Gifted: Apoio às crianças superdotadas e suas famílias

Entrevista com Priscila Nunes Antunes, coordenadora do projeto Gifted

Por Ligado no Sul30/01/2024 10h30
Foto/Reprodução vídeo

No intuito de atender crianças e adolescentes identificados com altas habilidades e superdotação, o programa Happy Gifted, desenvolvido pela Associação Beneficente Happy Face, busca ser uma ponte para a integração social dessas jovens mentes brilhantes. O Jornal da Guarujá teve a oportunidade de conversar com Priscila Nunes Antunes, coordenadora do projeto Gifted, para entender mais sobre essa iniciativa inovadora.

O programa atende crianças com altas habilidades por meio de uma avaliação psicológica, sendo conduzido por uma equipe de psicólogas especializadas. Priscila explicou que, após a identificação positiva, as crianças são encaminhadas para atendimento pedagógico semanal, proporcionando um ambiente especializado para seu desenvolvimento. Em um pouco mais de um ano de existência, o projeto já conta com 130 crianças em atendimento, superando as expectativas iniciais.

A coordenadora do projeto compartilhou sua motivação pessoal para iniciar o Happy Gifted. Sua entrada no projeto foi impulsionada pela descoberta da superdotação em seu próprio filho. Ao perceber a falta de recursos específicos para crianças com essa condição na região, ela decidiu iniciar o programa para preencher essa lacuna.

“Eu entrei nessa história por causa do meu filho, descobri o meu filho e aqui na região não tinha nada assim mais específico para crianças com esse tipo de condição.”

Desafios sociais e educacionais

Priscila destacou que um dos maiores desafios enfrentados pelas crianças superdotadas está relacionado à preparação das escolas. Elas enfrentam um descompasso em relação às outras crianças da mesma idade, o que pode levar a situações desconfortáveis. Muitas vezes, são confundidas com crianças com TDAH ou autismo devido ao tédio causado pela falta de desafios educacionais adequados.

A coordenadora do projeto compartilhou a importância de um olhar mais atento às necessidades dessas crianças por parte das instituições educacionais:

“O grande problema é o preparo das escolas, porque é um assunto que, na verdade, ele não é novo, né? a gente tem superdotados desde sempre, mas assim, hoje é que está se falando mais no assunto, e a superdotação, ela está dentro da lei de educação especial da LDB. Dede 1996,  as escolas precisam se  preparar para o atendimento dessas crianças.”

Priscila ressaltou que a precocidade é uma característica comum entre as crianças superdotadas. Algumas aprendem a ler muito cedo, e a maioria delas desenvolve habilidades excepcionais em áreas específicas. Ela compartilhou experiências de crianças que aprenderam a ler com 1 ano e 8 meses, gerando grandes desafios na sala de aula convencional.

O projeto Happy Gifted adota uma abordagem única ao agrupar crianças com base em áreas de interesse, promovendo um ambiente onde possam se encontrar e compartilhar ideias. Isso não apenas proporciona um aprendizado mais eficaz, mas também ajuda na socialização, permitindo que essas crianças se compreendam melhor e se sintam parte de uma comunidade.

Além do atendimento direto às crianças, o projeto realiza eventos educacionais e palestras em escolas para aumentar a conscientização sobre a superdotação. A parceria com a prefeitura de Criciúma fortaleceu o trabalho, permitindo que mais crianças sejam identificadas e atendidas.

“A ideia do projeto é que os pais também tenham uma rede de apoio, porque às vezes quando a gente descobre, a gente não sabe muito por onde começar, o que fazer.”

Desafios emocionais das crianças superdotadas

Priscila destacou que além das habilidades intelectuais, as crianças superdotadas frequentemente apresentam sensibilidades e desafios emocionais únicos. Seu cérebro hiperfuncionante as tornam mais conscientes do ambiente ao seu redor, o que pode resultar em irritações e alterações comportamentais.

 “Eles têm uma sede de aprender muito grande, então quando eles não atingem aquele aprendizado durante o dia, aquilo começa a gerar uma inquietação em alguns casos. Tem casos de crianças que têm irritação, que têm alteração de comportamento.”

Para os pais interessados em buscar apoio para seus filhos superdotados, Priscila  forneceu informações sobre como entrar em contato com o programa. O Instagram do projeto (@osc.happyface) permite que os interessados enviem mensagens ou preencham um formulário de inscrição, facilitando o acesso ao suporte oferecido pelo Happy Gifted.

Confira entrevista completa

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