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Infraestrutura deficiente ameaça setor agroindustrial de Santa Catarina, alerta diretor da ACAV

Por Ligado no Sul15/01/2024 09h57
Foto/Reprodução

O Jornal da Guarujá entrevistou na manhã desta segunda-feira, 15, com Jorge Luiz de Lima, Diretor Executivo do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (SINDICARNE) e da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV). A pauta abordou as sérias preocupações em relação à infraestrutura deficitária que coloca em risco os investimentos no setor agroindustrial do estado.

As deficiências logísticas representam uma ameaça considerável, alertou Jorge Luiz de Lima, ressaltando a necessidade urgente de um plano robusto de investimentos para evitar a fuga das agroindústrias. O diretor expressou sua apreensão em relação ao custo logístico futuro e à perda de competitividade em comparação com estados concorrentes, como Mato Grosso do Sul, Paraná e Mato Grosso, colocando Santa Catarina em risco de perder suas preciosas agroindústrias.

Durante a entrevista, Lima destacou os principais gargalos logísticos do estado, incluindo a falta de integração entre os modais logísticos, ineficiências em rodovias, portos e aeroportos, além da carência no projeto ferroviário. Ele reconheceu os esforços recentes de autoridades, como o secretário Beto Martins, para melhorar a infraestrutura, incluindo a reativação de aeroportos regionais e planos de pavimentação de rodovias.

 “Nós temos o sinal amarelo ligado porque efetivamente nós temos aí algo que nós precisamos terminar aqui em Santa Catarina que são os gargalos logísticos, que é a falta de integração de modal logístico no estado de Santa Catarina e efetivamente as nossas rodovias e a ineficiência às vezes de portos e aeroportos e o projeto ferroviário.”

Lima enfatizou a importância de enfrentar os desafios estruturais, especialmente no transporte de insumos essenciais para a agroindústria, como milho e farelo de soja, que são majoritariamente importados de outras regiões do Brasil. Ele defendeu a necessidade de investimentos em modais alternativos, como o ferroviário, para diversificar as opções logísticas e garantir a sustentabilidade do setor.

“Na medida em que nós não tivermos o investimento num modal diferente que seria o ferroviário, na medida em que nós não tivermos rodovias eficientes que atraiam, que possam atrair as pessoas que transportam a continuar nessa atividade, nós teremos muita dificuldade no desenvolvimento do setor agroindustrial em Santa Catarina.”

Ao ser questionado sobre a posição de Santa Catarina em relação a outros estados, Lima explicou que, embora o estado seja reconhecido por fazer mais com menos, os investimentos significativos em infraestrutura em estados concorrentes têm atraído agroindústrias. Ele enfatizou a importância de planos de Estado a longo prazo em contraste com os tradicionais planos de governo que mudam a cada ciclo eleitoral.

“Queremos planos de 50 anos, de 100 anos, esses são os planos que verdadeiramente poderão nos dar estrutura a continuar fazendo crescer o agronegócio em Santa Catarina.”

Durante a entrevista, o diretor da ACAV  abordou a necessidade de uma abordagem coordenada entre o setor privado e o governo, destacando a importância de planos logísticos nacionais para integrar eficientemente os modais de transporte. Ele mencionou um projeto liderado pela Associação Comercial Industrial de Chapecó para implementar uma ferrovia ligando o oeste catarinense ao litoral, proporcionando uma alternativa viável ao transporte rodoviário saturado.

“Nós termos os  planos de Estado e não apenas o plano de Governo, sem dúvida alguma, é o que nos dará a possibilidade de não termos a descontinuidade que nós tivemos aí nos últimos 30 ou 40 anos.”

O diretor concluiu a entrevista ressaltando a importância de iniciativas de longo prazo e colaborativas para impulsionar o desenvolvimento do setor agroindustrial em Santa Catarina, destacando os impactos positivos na geração de empregos, no aumento do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e na melhoria geral da qualidade de vida nas regiões envolvidas.

Confira entrevista completa

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