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Empreendedores transformam propriedades familiares em experiências que impulsionam o turismo na Serra Catarinense

Por Ligado no Sul01/07/2026 09h30
Foto/Redação

Durante muitos anos, pequenas propriedades da Serra Catarinense tiveram na agricultura e na pecuária suas principais atividades econômicas. Hoje, esse cenário começa a dividir espaço com pousadas, cabanas, restaurantes e experiências voltadas ao turismo. A mudança acompanha o crescimento do número de visitantes na região e vem criando novas oportunidades para famílias que decidiram investir no potencial turístico da Serra.

A trajetória do empresário Paulo Priante é um exemplo dessa transformação. A propriedade da família, que antes era utilizada pelo pai para atividades rurais, ganhou uma nova vocação à medida que o turismo começou a crescer em Bom Jardim da Serra.

“Meu pai utilizava uma área de aproximadamente 20 hectares. Quando começamos a perceber todo o movimento do turismo na região, entendemos que aquela estrutura poderia oferecer uma nova experiência para quem vinha conhecer a Serra”, conta.

A primeira iniciativa foi criar a Vila Serrana, uma pousada com perfil mais executivo, localizada no centro de Bom Jardim da Serra. Com 13 apartamentos, o empreendimento atende representantes comerciais e viajantes durante a semana e, nos finais de semana, recebe turistas que escolhem a região como destino.

Segundo Paulo, a evolução do turismo levou a família a dar mais um passo: investir em um espaço voltado para quem busca conforto, privacidade e uma experiência diferenciada.

Assim nasceu o Jardim das Pedras, empreendimento que reúne cabanas de alto padrão e um bistrô com gastronomia autoral inspirada nos sabores da Serra Catarinense.

“A gente trouxe uma proposta diferente. Criamos um bistrô com uma gastronomia autoral, valorizando muito ingredientes da região, como cordeiro, truta, risotos e massas. A ideia era oferecer algo além da hospedagem.”

Mais do que construir cabanas, a proposta foi desenvolver um ambiente onde o visitante pudesse aproveitar a tranquilidade da paisagem serrana com conforto e atendimento personalizado.

Para Paulo, esse tipo de investimento acompanha uma mudança no comportamento do turista, que hoje procura muito mais do que um lugar para dormir.

“As pessoas procuram o frio, mas também o aconchego, uma excelente gastronomia, as paisagens e todas as experiências que a Serra oferece.”

Na avaliação do empresário, essa mudança de comportamento fez com que o turismo deixasse de ser uma atividade complementar para se tornar um dos principais motores da economia regional.

“A gente teve uma mudança muito grande na estrutura econômica da região. O turismo cada vez mais se transforma em um dos pilares mais importantes do desenvolvimento socioeconômico.”

Esse crescimento também ampliou a origem dos visitantes. Se antes a maior parte dos turistas vinha de cidades próximas, hoje a Serra Catarinense recebe pessoas de diferentes estados brasileiros.

“Temos recebido muitos turistas do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e até do Nordeste. Recentemente recebemos visitantes de Manaus. Isso mostra que a Serra está sendo cada vez mais conhecida.”

Para Paulo, esse reconhecimento é resultado de um conjunto de fatores. Além do clima e das paisagens naturais, ele acredita que a região passou a oferecer uma estrutura mais preparada para receber visitantes.

“O turismo foi crescendo junto com novos empreendimentos. Hoje temos mais opções de hospedagem, gastronomia e atrações. Cada novo investimento fortalece toda a cadeia do turismo. Quanto mais equipamentos turísticos a gente tiver, mais conseguimos atrair visitantes e movimentar toda a economia da região. Isso beneficia hotéis, restaurantes, comércio, prestadores de serviço e gera emprego.”

Embora o retorno financeiro seja importante, Paulo afirma que existe uma motivação ainda maior para quem nasceu na Serra e decidiu investir no próprio município.

“Nós temos raízes aqui e sonhamos com o desenvolvimento da nossa região. Estamos apostando, investindo e construindo isso junto com muitas pessoas que também acreditam no potencial da Serra.”

 

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