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Emprego formal cresce no Sul de Santa Catarina e tem melhor resultado em 13 meses

Em entrevista, Leonardo Alonso Rodrigues, da Associação Empresarial de Criciúma, comenta os fatores que impulsionaram o resultado

Por Ligado no Sul07/05/2026 10h00
Foto/Reprodução

O Sul de Santa Catarina registrou, em março de 2026, o melhor desempenho mensal na geração de empregos formais desde fevereiro do ano passado. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) e fazem parte do Boletim do Emprego Formal divulgado pela Associação Empresarial de Criciúma.

Na mesorregião sul catarinense, foram criadas 3.060 vagas com carteira assinada em março. O número representa um avanço em relação a fevereiro deste ano, quando o saldo foi de 2.326 postos, e também supera o resultado registrado no mesmo período de 2025, que teve 1.487 novas vagas.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o economista e consultor da ACIC, Leonardo Alonso Rodrigues, destacou que o resultado é positivo, mas deve ser analisado com cautela. “Na variação mensal, foi o melhor resultado dos últimos treze meses na região sul. Esse número representa o saldo entre admissões e demissões, ou seja, um indicativo de crescimento do mercado formal”, explicou.

Segundo ele, o desempenho é influenciado por fatores sazonais, especialmente pela força da indústria na região. “No início do ano, a indústria intensifica a produção, e isso acaba impulsionando a geração de empregos. Esse movimento é típico do primeiro trimestre”, afirmou.

A construção civil também teve papel relevante no crescimento. “Cerca de 1.199 vagas estão ligadas à construção civil, que apresentou um desempenho bastante positivo neste período”, acrescentou.

Apesar dos bons números, Rodrigues chama atenção para desafios que ainda limitam um avanço maior. Um deles é a dificuldade de contratação por falta de mão de obra. “A região enfrenta um problema recorrente de escassez de trabalhadores, o que impede que os números sejam ainda mais expressivos”, pontuou.

Outro ponto destacado é que os dados do Caged refletem apenas empregos formais. “Hoje existe um aumento de vínculos fora da carteira assinada, como contratos via pessoa jurídica ou trabalho autônomo, que não entram nessas estatísticas”, explicou.

O economista também mencionou o peso dos encargos sobre a folha de pagamento. “O custo para o empregador é elevado. Muitas vezes, o valor pago pela empresa é quase o dobro do salário recebido pelo trabalhador, devido aos tributos e encargos”, disse.

Mesmo diante desses desafios, o cenário segue favorável. Santa Catarina continua entre os estados com menor taxa de desemprego do país, mantendo o mercado de trabalho aquecido e com geração consistente de vagas formais.

 

Confira entrevista completa

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