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BLOG

Vanesa Bagio
Mente em Foco

Psicóloga, empreendedora e especialista em saúde mental.

Vanesa Bagio é uma psicóloga apaixonada por desenvolvimento humano, dedicando sua carreira através de orientações para o autodesenvolvimento, auxiliando pessoas a descobrirem seu potencial e encontrar o equilíbrio emocional, com ampla experiência em atendimentos individualizado, familiares e casais, presencial e online, vêm transformado a vida de pessoas no Brasil e também no exterior.


Com formação em psicologia e especialização em diversas áreas, suas abordagens psicoterapêuticas combinam com técnicas, métodos criativos e dinâmicas psicológicas inovadoras, promovendo principalmente o controle da ansiedade.

Além de seu trabalho clínico, Vanesa possui mais de 10 anos de vivência na área de Recursos Humanos, o que lhe confere conhecimento sobre diversos aspectos relacionados ao mundo corporativo, atuando nas empresas em Recrutamento e Seleção, palestras, workshops e conteúdo educacional. Seu objetivo é capacitar as pessoas para superar desafios emocionais, promover a inteligência emocional, relacionamentos saudáveis e alcançar uma vida significativa.

Muito ativa na sociedade, além das especialidades, também é Practitioner em Programação Neurolinguística – PNL

Como lidar com a ansiedade das metas não atingidas no final do ano. Por Vanesa Bagio

Por Vanesa Bagio13/11/2024 14h00

Com o final de ano chegando é comum que muitas pessoas façam uma análise dos últimos 12 meses. Essa reflexão pode ser benéfica para reconhecer conquistas, mas também pode gerar uma ansiedade significativa quando as metas estabelecidas não são atingidas, gerando uma pressão, muitas vezes autoimposta, levando a um impacto importante na saúde mental, trazendo sentimentos de fracasso, culpa, desesperança, estresse e baixa autoestima.

Por que sentimos tanta pressão no final do ano?

A sociedade cultiva a ideia de que o fim de ano é um momento de fechamento de ciclos, o que faz com que as pessoas se sintam forçadas a fazer uma lista pessoal e profissional. O desejo de se alinhar com as expectativas dos outros e com o que se projeta nas redes sociais agrava essa pressão. Em muitos casos, isso leva a uma comparação constante, aumentando a ansiedade e diminuindo o senso de valor pessoal.

Os efeitos da ansiedade das metas não atingidas

Ansiedade relacionada a metas não atingidas pode desencadear uma série de reações emocionais e físicas. Entre os sintomas mais comuns estão a insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração e sensação de inutilidade. Psicologicamente, a mente se foca no que não foi realizado, desconsiderando conquistas menores e momentos de crescimento ao longo do ano.

Como psicóloga, sugiro algumas estratégias para lidar com essa ansiedade

  1. Reavaliar a perspectiva: em vez de ver as metas não atingidas como falhas, pergunte a si mesmo: “O que eu aprendi com essa experiência? Quais habilidades eu desenvolvi mesmo que o objetivo não tenha sido alcançado?”
  2. Focar nas conquistas: antes de avaliar o que faltou, faça uma lista de tudo que você conquistou durante o ano, não imagino o quão grande ficará a mesma! Momentos de superação, pequenos avanços e até mesmo as tentativas merecem ser valorizados.
  3. Praticar o autoconhecimento: entenda que não cumprir todas as metas não diminui seu valor. Seja gentil consigo, conhecer-se é um forte aliado na redução da autocrítica e da ansiedade.
  4. Planejamento consciente para o próximo ano: defina metas realistas e divida-as em etapas menores. Planeje e siga com seu propósito, sem a carga da cobrança.
  5. Busque apoio de um psicólogo: se a ansiedade estiver afetando significativamente seu bem-estar, é importante considerar o apoio de um profissional de saúde mental. Eu posso ajudar a reestruturar pensamentos e comportamentos que contribuem para essa pressão.

Compartilhar seus sentimentos com amigos ou familiares também pode aliviar o peso emocional de metas não atingidas. Conversar com pessoas de confiança ajuda a normalizar os desafios e a lembrar que o sucesso é apenas uma parte da jornada.

Entenda que o final do ano é um momento de reflexão e, muitas vezes, de autocrítica. Mas é importante lembrar que não somos definidos apenas por nossas conquistas, mas também por como enfrentamos os desafios e pelo caminho percorrido. O que importa é seguir em frente, valorizando o aprendizado e preparando-se para o próximo capítulo com resiliência e realismo.

Fique bem!

 

Siga @vanesabagio.psi para buscar mais informações e lembre-se: “Sua saúde mental importa tanto quanto qualquer outra área da sua vida.”

 

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E o ano termina, começa outra vez: o que você fez com suas emoções? Por Vanesa Bagio

Por Vanesa Bagio06/11/2024 16h07

Chegamos ao fim de mais um ano, e o calendário nos convida a refletir sobre o que carregamos até aqui: sentimentos, conquistas, frustrações e, principalmente, aprendizados emocionais. Este é um momento para tomarmos consciência do impacto das nossas emoções e da forma como lidamos com elas.

O que você fez com suas emoções em 2024? Parou para acolhê-las nos momentos mais difíceis ou deixou que passassem despercebidas no turbilhão das tarefas? Perdoou, aceitou, teve gratidão, celebrou, refletiu?

Reconhecer como reagimos e o que sentimos é o primeiro passo para estabelecer boas práticas emocionais que nos sustentem no próximo ano.

Anote e pratique seu recomeço emocional saudável:

  1. Acolha suas emoções: dedique um tempo para refletir sobre o que sentiu ao longo do ano. Identifique os momentos em que esteve mais feliz e os que foram mais desafiadores e como solucionou, vai ajudar a compreender melhor os próprios limites e necessidades.
  2. Pratique a autocompaixão: muitas vezes, somos severos conosco, especialmente diante de erros ou momentos de vulnerabilidade, ficando frustrados. Praticar a autocompaixão nos permite lidar com as falhas de uma forma mais gentil, promovendo um espaço seguro para o autodesenvolvimento e o crescimento emocional.
  3. Estabeleça limites saudáveis: reflita sobre os limites que estabeleceu este ano. Consegue identificar momentos em que precisou dizer “não” para preservar seu bem-estar? Em 2025, busque reafirmar esses limites de maneira consciente, sabendo que cuidar de si mesmo é uma prática essencial para viver melhor.
  4. Crie momentos de desaceleração: em um mundo que valoriza a produtividade, desacelerar é um ato de coragem e valorização. Reserve momentos para se desconectar e cuidar de sua saúde emocional, seja com meditação, leitura, psicoterapia, com pessoas neutras que não julguem seus atos ou apenas apreciando o silêncio. Pequenos rituais de pausa ajudam a manter o equilíbrio e a renovar as energias.
  5. Projete metas emocionais: assim como definimos metas profissionais e pessoais, também é importante estabelecer objetivos emocionais. Que emoções deseja priorizar em 2025? Mais paciência, leveza, alegria? Ao identificar essas intenções, você reforça o compromisso de cuidar de sua saúde emocional no próximo ano.

Que este novo ciclo seja uma oportunidade para cultivar e praticar emoções positivas, criar práticas de autocuidado e nos tornarmos mais conscientes e gentis com nós mesmos. A cada recomeço, ganhamos a chance de fazer diferente e melhor. O ano termina, começa outra vez e pode ser diferente, pratique seu recomeço saudável!

Fique bem!

 

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Pais como mentores: a influência positiva no desenvolvimento profissional dos filhos. Por Vanesa Bagio

Por Vanesa Bagio30/10/2024 14h30
Foto/Freepik

No mundo dinâmico e competitivo de hoje, preparar os filhos para o mercado de trabalho não se limita apenas ao ensino formal. O papel dos pais como mentores tornou-se uma peça essencial para orientar os jovens a desenvolverem habilidades e comportamentos que o ambiente profissional demanda. Mas como a mentoria parental pode impactar o futuro profissional dos filhos?

O mercado mudou e o papel dos pais também

Há uma verdade universal em todo processo de crescimento: crianças e adolescentes aprendem por observação. Desde cedo, os filhos veem nos pais o exemplo mais próximo e confiável de como lidar com o mundo.

Hoje, com a aceleração das mudanças profissionais e o surgimento de novas profissões, muitos jovens entram no mercado sem um planejamento claro. E é nesse ponto que a mentoria dos pais torna-se essencial.

Pais que assumem um papel ativo e proposital na orientação profissional dos filhos podem influenciar suas escolhas, motivar o desenvolvimento de habilidades essenciais e apoiar o desenvolvimento de uma mentalidade resiliente e flexível. Esses pais vão além dos conselhos: eles ajudam seus filhos a entenderem as exigências do mercado, a explorarem suas habilidades e, acima de tudo, a desenvolverem uma mentalidade profissional madura.

  1. Ajude seu filho a descobrir suas paixões e talentos

Um dos papéis mais significativos que os pais podem desempenhar é o de guia na descoberta dos talentos e paixões de seus filhos. Ao observar e incentivar interesses genuínos, os pais ajudam os jovens a explorar caminhos nos quais eles naturalmente se sentem mais motivados e podem se destacar. Ao escolherem carreiras que lhes interessam, os jovens sentem-se mais conectados e engajados no aprendizado e no crescimento.

  1. Ensine o valor do esforço e da ética

Vivemos em uma época em que a recompensa instantânea parece estar por toda parte, especialmente nas redes sociais. E, por mais fascinantes que sejam essas dinâmicas, é papel dos pais ensinar que, no mercado de trabalho, esforço, perseverança e integridade ainda são elementos essenciais para o sucesso. Pais mentores passam aos filhos que os resultados duradouros vêm com dedicação e que a ética profissional é um valor inegociável, independentemente da área de atuação.

Esse aprendizado é essencial para a formação de jovens resilientes, que compreendem que desafios fazem parte do crescimento e que o verdadeiro valor de suas conquistas está no esforço que dedicaram para alcançá-las.

  1. Incentive a autonomia e a tomada de decisões

O mercado de trabalho valoriza, cada vez mais, profissionais que sabem pensar por si mesmos e que são capazes de tomar decisões de forma assertiva, conforme demanda do ambiente de trabalho. Pais que incentivam a autonomia ajudam seus filhos a se tornarem mais seguros e confiantes em suas escolhas. Pequenas atitudes diárias, como envolver os jovens na resolução de problemas e motivá-los a expressarem suas opiniões, formam a base para futuros profissionais independentes e proativos.

  1. Modelar o comportamento profissional

Além das palavras, os pais exercem uma influência significativa ao modelarem comportamentos profissionais. Valores como pontualidade, respeito aos compromissos e habilidades interpessoais são observados e incorporados pelos jovens ao longo do tempo. Um pai que demonstra responsabilidade e se empenha em suas atividades serve como inspiração direta para o filho, que internaliza esses comportamentos como essenciais para sua própria carreira.

  1. Valorizar o processo, não apenas os resultados

Pais mentores compreendem a importância de valorizar o processo de aprendizagem dos filhos, e não apenas os resultados. Isso significa encorajar e celebrar o progresso e os aprendizados em cada fase da jornada. No mercado de trabalho, o crescimento não acontece do dia para a noite, e os jovens que compreendem e valorizam o processo desenvolvem uma mentalidade de crescimento, essencial para enfrentar desafios e buscar constantes melhorias.

Ser mentor é acompanhar os filhos em cada descoberta, em cada dúvida e cada sucesso, oferecendo não apenas conselhos, mas também um apoio incondicional. Pais mentores, com certeza, tornam-se uma influência positiva que ecoa no futuro dos filhos, capacitando-os a serem profissionais íntegros, autônomos e resilientes.

Investir tempo, atenção e cuidado nesse papel é plantar as sementes de uma geração de profissionais mais conscientes e preparados para construir carreiras de sucesso e contribuir para a sociedade. Em última análise, o papel do pai como mentor não é garantir o caminho do filho, mas prepará-lo para criar o seu próprio, com confiança e propósito.

Fique bem!

 

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Liberdade através do “Não”: como recusar sem culpa. Por Vanesa Bagio

Por Vanesa Bagio23/10/2024 14h27
Foto/Reprodução Freepik

Em um mundo onde o “sim” é frequentemente visto como a resposta desejada, aprender a dizer “não” pode ser um desafio. Muitas pessoas sentem que recusar pedidos ou convites as faz parecer egoístas, ingratas ou até incapazes, afastando-os de suas próprias decisões. No entanto, estabelecer limites claros e saudáveis é uma das formas mais eficazes de proteger seu bem-estar emocional, mental e físico. O ato de dizer “não”, quando necessário, é um exercício de liberdade pessoal, e aprender a fazê-lo sem culpa é fundamental para viver de maneira equilibrada e satisfatória.

Por que é tão difícil dizer “não”?

A dificuldade em dizer “não” geralmente está relacionada a uma combinação de fatores emocionais e sociais, que podem variar de pessoa para pessoa. Algumas das razões mais comuns:

  1. Medo da rejeição ou do conflito: esse medo de causar descontentamento nos impede de afirmar nossos limites.
  2. Necessidade de aprovação: algumas pessoas crescem com a crença de que o valor pessoal está ligado à capacidade de agradar os outros, o que torna o “não” uma barreira para obter essa validação.
  3. Culpa: é como se disséssemos a nós mesmos: “Se eu não ajudar, estou sendo egoísta”.
  4. Costume de sobrecarregar-se: há uma tendência entre muitas pessoas de acreditar que quanto mais responsabilidades elas assumem, mais produtivas e valiosas serão. Esse comportamento resulta em excesso de compromissos e falta de tempo para autocuidado.

Impactos da dificuldade de dizer “Não”

Quando não conseguimos estabelecer limites e aceitar compromissos demais, nossas vidas se tornam desorganizadas e estressantes, gerando impactos significativos:

  • Exaustão física e emocional: sem tempo para descansar ou se recuperar, o corpo e a mente se desgastam.
  • Ressentimento: a incapacidade de dizer “não” pode gerar ressentimento em relação às pessoas para quem você está sempre disponível.
  • Baixa autoestima: sensação de que você nunca tem controle sobre sua própria vida pode prejudicar a autoconfiança e minar a autoestima.
  • Perda de produtividade: a qualidade do seu trabalho tende a cair, e as responsabilidades ficam mal gerenciadas.

Afinal, como dizer “Não” sem culpa?

Reconheça suas prioridades: o primeiro passo para recusar sem culpa é estar claro sobre o que é importante para você. Ao conhecer suas prioridades, você consegue alinhar suas decisões a elas. Isso significa que, ao recusar um pedido, você está protegendo algo valioso — seja seu tempo, energia ou foco em projetos significativos.

Reinterprete a ideia de egoísmo: dizer “não” não significa ser egoísta, mas sim respeitar a si mesmo. Ao cuidar de suas próprias necessidades, você garante que tem energia para se envolver genuinamente com os outros em momentos que são importantes. Lembre-se: autocuidado é uma prática que beneficia você e as pessoas ao seu redor.

Pratique a comunicação assertiva, sem muitos argumentos: a assertividade é a habilidade de expressar seus desejos e necessidades de forma clara, direta e respeitosa. Isso inclui dizer “não” de maneira firme, sem ser agressivo. Algumas formas de praticar isso incluem:

  • Seja direto, mas gentil: Um “não” claro é melhor do que tentar suavizá-lo com longas explicações ou desculpas. Um simples “Eu adoraria ajudar, mas não posso neste momento” já é suficiente.
  • Use uma linguagem positiva: Em vez de dizer “não posso fazer isso”, experimente “Não consigo neste momento, mas talvez mais tarde.” Isso mantém a conversa amigável e evita o peso emocional de uma recusa direta.

Lembre-se das suas limitações: Você não pode fazer tudo, e está tudo bem. Quando você reconhece suas limitações e se dá permissão para respeitá-las, fica mais fácil dizer “não” com confiança. Entenda que não é possível agradar a todos e que assumir mais do que pode lidar é prejudicial a longo prazo.

Ofereça alternativas: se você se sente desconfortável apenas com a recusa, oferecer uma alternativa é uma boa maneira de manter a boa relação. Por exemplo, se um colega pede sua ajuda em um projeto, você pode sugerir alguém que poderia auxiliá-lo ou se comprometer com uma data futura que seja mais viável para você.

Aprenda a ler sinais de sobrecarga: antes de chegar ao ponto de exaustão, é fundamental reconhecer os sinais de que você está assumindo muito. Perceba quando está começando a se sentir sobrecarregado, e use isso como um indicador de que é hora de começar a recusar novos compromissos.

Celebre pequenas vitórias: cada vez que você diz “não” e estabelece um limite saudável, celebre isso! Reconheça o progresso que está fazendo na defesa do seu bem-estar. Pequenos passos em direção à autonomia emocional são marcos importantes no seu crescimento pessoal.

A psicoterapia proporciona um espaço seguro para explorar suas crenças, medos e sentimentos em relação ao “não”. Eu irei auxiliar a entender por que você sente dificuldade em recusar pedidos e quais experiências passadas podem influenciar esse comportamento. Esse autoconhecimento é fundamental para mudar padrões de comportamento.

A chave está em praticar e internalizar essa habilidade ao longo do tempo. Lembre-se: o “não” que você diz aos outros é muitas vezes o “sim” que você diz a si mesmo.

Fique bem!

 

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