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Ligado no Sul
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Brasil registra 34 casos de sarampo; Ministério da Saúde emite alerta

Por Ligado no Sul15/10/2025 10h00
Foto/arquivo -Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo

O Ministério da Saúde publicou um alerta para que os estados e municípios reforcem a vigilância e ações para indivíduos que apresentem sinais e sintomas de sarampo. De acordo com a pasta, 34 casos foram confirmados este ano até a Semana Epidemiológica 38, que vai de 29 de setembro a 5 de outubro. A preocupação do ministério é evitar a reintrodução do vírus no país.

Dos casos confirmados, nove foram trazidos por pessoas que retornaram do exterior, 22 tiveram contato com indivíduos infectados lá fora e três são compatíveis geneticamente com vírus em circulação em outros países. Até o momento, os estados do Tocantins, Maranhão e de Mato Grosso estão qualificados como em surto de sarampo.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, aponta que a falta de cobertura vacinal da população tem possibilitado o retorno do sarampo ao país.

“Os casos importados aconteciam, tanto um estrangeiro vindo para cá, quanto um brasileiro que viajou e voltou com sarampo, porém, a situação era resolvida porque a nossa vigilância era boa. O sarampo antes entrava e encontrava todo mundo vacinado e não causava surto. Agora ele chega e encontra várias pessoas suscetíveis,” aponta a especialista.

Surtos

No Tocantins, o surto teve início no município de Campos Lindos, na região nordeste do estado, em julho. O caso está associado ao retorno de quatro brasileiros que estiveram na Bolívia durante um mês. A comunidade que os infectados habitam possui um baixo nível de adesão à vacinação, o que permitiu uma rápida transmissão entre os moradores.

No Maranhão, há apenas um caso confirmado, o de uma mulher de 46 anos, não vacinada, habitante do município de Carolina, que teve contato com membros da comunidade em Campos Lindos. Os dois municípios ficam na divisa entre os estados do Maranhão e de Tocantins.

Os casos em Mato Grosso não estão ligados à comunidade de Campos Lindos, mas também foram iniciados por brasileiros que estiveram na Bolívia. O surto começou no município de Primavera do Leste e afetou três pessoas que fazem parte da mesma família, todas não vacinadas.

Cobertura vacinal

Segundo informações da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), em 2024, o Brasil apresentou uma cobertura vacinal de tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) de 95,7%, na primeira dose, e 74,6% na segunda.

Em 2025, houve uma queda, o que colocou o índice abaixo da meta de 95%. Os dados apontam para cobertura vacinal das doses 1 e 2, respectivamente, de 91,2% e 74,6%.

Segundo o Ministério da Saúde, os percentuais abaixo da média evidenciam a vulnerabilidade para a ocorrência do vírus do sarampo, reforçando a importância da intensificação vacinal.

O enorme espaço geográfico do Brasil dificulta uma vacinação hegemônica em cada município, como explica Isabella. “As coberturas estão no limite, na meta. Mas o que acontece aqui no Brasil, em razão do nosso tamanho, é que não há homogeneidade das coberturas vacinais nos municípios. Se você olha as coberturas vacinais dentro do estado, são realidades muito diferentes. No Rio de Janeiro, por exemplo, a cobertura da cidade é boa, mas, quando olhamos a cobertura do estado, já se tornou a segunda mais baixa do Brasil.”

A diretora da SBIm aponta que um fator que dificulta a vacinação é a falta de percepção de risco por parte da população. “A ciência do comportamento mostra que, se você não vê risco, pode estar na primeira página do jornal que ‘eu não ligo’. Agora, se eu vejo o risco e estou vendo todo mundo correndo para o posto, ‘eu vou também’. Aconteceu com a febre amarela, que a cobertura vacinal no Brasil era de 40%. De repente, surto de febre amarela, morte de febre amarela, jornal, televisão… eram filas.”

Casos de sarampo no mundo

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, desde o início do ano até 9 de setembro, foram notificados 360.321 casos suspeitos de sarampo, dos quais 164.582 foram confirmados, em 173 países.

As regiões do mundo que representaram os maiores números de casos são o Mediterrâneo Oriental, com 34% das ocorrências; África, com 23%; e Europa, com 18%.

Nas Américas, 11.691 casos foram confirmados de sarampo, com 25 mortes em dez países. Os casos mais numerosos ocorreram no Canadá (5.006), México (4.703) e Estados Unidos (1.514). Na América do Sul, há surtos ativos na Bolívia (320 casos), Paraguai (50) e Peru (quatro). A Argentina também teve um surto, com 35 casos confirmados.

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Presidente da CIP de Urussanga diz que cassação de Luan Varnier seguiu critérios legais

Por Ligado no Sul15/10/2025 09h30
Foto/Reprodução

A Câmara de Vereadores de Urussanga decidiu, na manhã de segunda-feira (13), pela cassação do mandato do vereador Luan Varnier (MDB). A decisão foi tomada após a conclusão dos trabalhos da Comissão de Investigação Processante (CIP), instaurada para apurar denúncias de irregularidades durante o período em que Varnier exerceu o cargo de secretário municipal de Saúde. A votação, que terminou em seis votos a favor da cassação e três contrários, foi suficiente para a perda do mandato, já que o regimento exige dois terços dos votos para a aprovação.

O presidente da CIP, vereador José Carlos José, o Zé Bis (PP), explicou que a comissão foi instaurada em cumprimento ao Regimento Interno da Câmara e que todo o procedimento ocorreu de forma transparente e dentro da legalidade. Segundo ele, a denúncia foi o ponto de partida para a apuração dos fatos.

“Houve uma denúncia. A partir dela, a Câmara Municipal é obrigada a tomar as providências necessárias. Na sessão seguinte, conforme o Regimento Interno, já foi feita a reunião para formação da CIP. Depois disso, montamos a equipe com assessor jurídico, secretárias e assessores parlamentares, e passamos a trabalhar conforme o que estava previsto”, afirmou o vereador.

Zé Bis destacou que o processo exigiu um trabalho criterioso por parte dos integrantes da comissão. Ele relatou que o grupo realizou diversas reuniões e ouviu testemunhas antes de chegar à conclusão.

“Nunca tinha acontecido uma CIP. Foi algo novo, e a gente passou a fazer as reuniões e tomar as decisões corretas, primeiro garantindo que o denunciado pudesse apresentar sua defesa. Depois disso, decidimos dar prosseguimento ao processo, ouvimos as testemunhas como enfermeiros, médicos e, por último, o próprio denunciado.”

Após a coleta dos depoimentos e análise das provas apresentadas, a CIP entendeu que havia indícios suficientes para levar o caso ao plenário. A decisão final, segundo o vereador, coube aos demais parlamentares.

“Chegamos à conclusão, pelos depoimentos, pelos áudios e pelas informações que tivemos, de que deveria ser feita uma reunião extraordinária para decidir pela cassação ou não. No dia 13, seis vereadores votaram a favor da cassação e três contra. Como o necessário são dois terços, o vereador foi cassado”, relatou Zé Bis.

Com a aprovação do parecer, a Câmara deu início aos trâmites formais para o desligamento de Varnier do cargo. Segundo o presidente da CIP, todas as etapas foram seguidas conforme o procedimento previsto em lei.

“A Câmara baixou o decreto, que já está publicado, fez o desligamento do vereador e informou a Justiça Eleitoral. O MDB também já foi comunicado e, na próxima terça-feira, o novo vereador será apresentado.”

Defesa e possibilidade de recurso

Durante o processo, a defesa de Luan Varnier teve acesso aos autos e participou das etapas de instrução. Zé Bis afirmou que a Câmara garantiu o direito à ampla defesa e ao contraditório em todas as fases da investigação.

“A gente sempre deu o direito de defesa. Nunca cerceamos ninguém. Ele teve tempo para se defender, apresentou atestado, entrou com mandado de segurança, pediu liminar. Sempre teve oportunidade, porque esse é o direito dele. E, daqui pra frente, ele também pode apresentar recurso ou impugnação, se achar necessário.”

Em relação à perda dos direitos políticos, o parlamentar afirmou que a definição ainda depende de confirmação jurídica, mas que, preliminarmente, fala-se em suspensão por oito anos.

“A princípio, a gente comentou que seria por oito anos, mas ainda não tivemos essa confirmação formal.”

Acusação de perseguição política

Após o resultado, Luan Varnier afirmou em vídeo publicado em suas redes sociais que seria vítima de perseguição política. O presidente da CIP rejeitou essa interpretação, dizendo que o processo foi conduzido de forma técnica e sem motivações partidárias.

“Essa é a opinião dele. A gente só não pode passar a mão na cabeça de ninguém, porque é uma responsabilidade muito grande. Houve uma denúncia e a gente apurou os fatos. Perseguição política não foi. A gente trabalhou sempre de forma séria e imparcial, dando a ele toda a oportunidade de esclarecimento.”

Segundo Zé Bis, o depoimento de Varnier foi o último a ser colhido, e o vereador teria se emocionado durante a oitiva.

“No dia do depoimento dele, que foi o último, ele começou a chorar logo na primeira pergunta e não conseguiu mais responder. Teve oportunidade de se defender. Ninguém impediu isso. Se a gente impedisse, aí sim seria perseguição política.”

A ausência de Luan Varnier e de seus advogados na sessão que definiu a cassação chamou atenção dos parlamentares. O presidente da CIP afirmou ter sido surpreendido pela falta de comunicação formal sobre a ausência.

“Ficamos surpresos, não só pela ausência dele, mas também dos advogados. O escritório tinha três advogados, que a gente respeita muito, mas nenhum compareceu, e não recebemos nenhum ofício informando que não iriam. Tudo tem que ser feito por escrito. Foi uma ausência que surpreendeu.”

Entenda o caso

A denúncia contra o vereador teve origem em um episódio de  favorecimento indevido no atendimento de um paciente na rede pública, o que ficou conhecido na cidade como um caso de “fura-fila”. O fato teria ocorrido enquanto Varnier ocupava o cargo de secretário de Saúde.

“Ele já era vereador e optou por assumir a Secretaria de Saúde, uma função de muita responsabilidade. Pelos depoimentos de médicos e enfermeiros, chegamos à conclusão de que houve, sim, fura-fila. Senão, não haveria cassação. O paciente foi atendido num dia e só cadastrado no dia seguinte, quando deveria ser o inverso.”

Confira entrevista completa

 

 

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Inscritos no CadÚnico podem concorrer a 120 bolsas de graduação no Unibave

Por Ligado no Sul15/10/2025 09h00
Foto/Unibave

O Centro Universitário Barriga Verde (Unibave) anunciou 120 vagas para bolsas de estudo voltadas às pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). As bolsas são para cursos de graduação, por meio do programa Universidade Gratuita, do Governo de Santa Catarina. O anúncio foi feito em uma reunião on-line com a participação de representantes de escolas públicas e das secretarias de assistência social dos municípios da região.

Durante o encontro foram apresentados os critérios do programa e esclarecidas dúvidas sobre o processo de inscrição. “O processo é simples e exige poucos documentos. No entanto, é preciso atender a todos os critérios para validar a inscrição”, explicou o pró-reitor acadêmico, Leonardo de Paula Martins.

Para fazer a inscrição são necessários três critérios: Inscrição no CadÚnico atualizado há pelo menos dois anos; ser natural de Santa Catarina ou morar no Estado há mais de cinco anos; e ter ensino médio completo ou estar concluindo em 2025, em escola pública catarinense.

Segundo o reitor do Unibave, Guilherme Valente de Souza, esta é uma chance real para quem deseja cursar o ensino superior, mas achava esse sonho distante. “É a oportunidade das pessoas mudarem de realidade e não importa a idade”, frisou.

Inscrições e mutirão

O período de inscrições inicia na próxima segunda-feira, dia 20 de outubro, e segue até 20 de novembro pelo site da instituição no unibave.net. A instituição ainda prepara ações de mutirão nos municípios interessados juntos às escolas e secretarias como foi de levar informação dos cursos, de detalhar o processo e facilitar o ingresso no ensino superior.

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Polícia cumpre mandado de prisão no bairro Alto Paraná, em Orleans

Por Ligado no Sul15/10/2025 08h30
Foto/PMSC

Um homem de 27 anos foi preso no final da tarde desta terça-feira (14) durante uma ação da Polícia Militar no bairro Alto Paraná, em Orleans.

De acordo com informações da PM, a guarnição recebeu denúncias de que o suspeito, com mandado de prisão ativo, estaria circulando pela localidade. Ao chegar ao endereço indicado, os policiais localizaram o homem e realizaram a abordagem de forma segura.

Após consulta nominal, foi confirmada a existência de mandado expedido pela Vara de Execuções Penais da Comarca de Criciúma, referente a condenação definitiva em regime semiaberto.

O homem foi informado sobre seus direitos constitucionais e conduzido ao Presídio Santa Augusta de Criciúma.

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