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Ligado no Sul
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“Projeto exclui e aprofunda desigualdades”, diz deputado Marquito sobre fim das cotas

Por Ligado no Sul22/12/2025 18h29
Foto/Alesc

Após entrevistar, na semana passada, o deputado estadual Alex Brasil, autor do projeto que extingue as cotas raciais em Santa Catarina para ingresso em universidades que recebem recursos do Estado, o Jornal da Guarujá ouviu o outro lado de um tema que ultrapassou as fronteiras catarinenses e passou a gerar debate também em nível nacional. Nesta segunda-feira (22), o deputado estadual pelo Psol, Marcos José de Abreu, o Marquito  explicou sobre seu voto contra a proposta aprovada na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

Logo no início da entrevista, o parlamentar explicou os motivos do voto contrário e destacou os impactos sociais da medida. “Eu votei contra o projeto por algumas questões. A primeira delas é que uma atitude como essa traz consequências graves, porque acaba excluindo uma parcela da população catarinense”, afirmou.

Segundo Marquito, as cotas raciais fazem parte de políticas afirmativas fundamentais para reduzir desigualdades históricas. “As cotas existem na perspectiva de uma reparação histórica. Dados científicos mostram a dificuldade que a população negra sempre teve para ingressar nas universidades, fruto de uma sociedade estruturada pelo racismo estrutural”, disse.

O deputado também detalhou como funciona atualmente o sistema de ingresso na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), um dos principais focos do projeto. “Hoje, na Udesc, 20% das vagas são destinadas a estudantes da rede pública, 10% para cotas raciais, 5% para pessoas com deficiência e 65% são de ampla concorrência”, explicou. Para ele, a nova lei “retira, de forma desastrosa, os 10% das cotas raciais e não cria nenhum mecanismo alternativo que garanta o acesso da população negra”.

Marquito ressaltou ainda que cerca de 23% da população catarinense se declara negra ou parda, o que reforça, segundo ele, a importância das políticas afirmativas. “No Sul do Estado, há uma presença significativa da população negra. As cotas fizeram muita diferença no ingresso desses jovens e adultos nas universidades”, pontuou.

Sobre a possibilidade de judicialização do projeto, o parlamentar foi enfático. “O projeto é inconstitucional. Existe uma hierarquia entre as leis, e a política de cotas é uma legislação federal”, afirmou. Ele lembrou que órgãos ligados ao governo federal já se manifestaram sobre o tema. “Já houve manifestação de fundos federais alertando que isso pode causar o rompimento de repasses de recursos para universidades estaduais e comunitárias”, disse.

Para o deputado, a proposta tem motivação ideológica e pode gerar prejuízos amplos. “Vejo um enorme prejuízo financeiro e social, além do rompimento de um critério básico, que é a garantia de acesso dessas populações ao ensino superior”, declarou.

Marquito também afirmou que movimentos sociais e entidades representativas já estão mobilizados. “A população negra de Santa Catarina se sente muito desprestigiada e violentada com essa iniciativa. Em pleno 2025, é um retrocesso muito grande nas garantias sociais”, afirmou.

Diante desse cenário, o deputado defende o veto do governador ao projeto. “Estamos mobilizando a sociedade catarinense para exigir o veto. Seria o caminho moral e legal mais adequado”, disse. Segundo ele, caso a proposta seja sancionada, “vai haver uma enxurrada de judicializações”.

Ao final da entrevista, Marquito comentou a manifestação pública da secretária de Estado da Educação, Luciane Ceretta, contrária ao projeto, e disse esperar que o governador reavalie sua posição. “A recomendação técnica, jurídica e educacional é pelo veto. Não existe espaço para um retrocesso desse tamanho”, concluiu.

Confira entrevista completa

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Então é Natal… Por Ana Dalsasso

Por Ligado no Sul22/12/2025 15h00
Foto/Reprodução

Dezembro comemora-se o aniversário mais importante da humanidade. É tempo de refletir sobre um ser maravilhoso que veio ao mundo para nos deixar as maiores lições de vida, mostrando que é preciso viver a humildade, a caridade, o amor, o respeito, a solidariedade, a união da família.

É possível ter um natal feliz diante de tantas dificuldades que o mundo atravessa? Se pensarmos a celebração do Natal apenas pelo viés do consumismo, não atingiremos o objetivo do evento. Muitas pessoas mergulham na onda do consumo atendendo apelos midiáticos e esquecem-se que a essência do Natal está em outra dimensão, não a encontramos em loja alguma, não há dinheiro capaz de comprá-la, pois reside dentro de cada um de nós. É a ocasião em que todos devem se deixar envolver pelo espírito de fraternidade. É tempo de amar e ser amado, tempo de agradecer o milagre da vida e o dom de ser e ter família; é tempo de ser mais solidário e fazer algo por quem tem menos que nós; é tempo de dar mais amor, conversar, abraçar, doar, enfim de transformar em prática o discurso de paz e fraternidade, de amor e equidade, que mora dentro de nós, pois caso contrário nosso natal será apenas comercial, mera futilidade

Natal é pura magia com canções de paz, hinos de louvor, doces mensagens, ruas cheias de luz, cores, presentes, confraternizações criando um clima de amor e união. É tempo de viver valores inerentes a todo ser humano. É importante que se aproveite os encantos da data para construir nas crianças as lições de solidariedade: dividir, emprestar, ser generosa, compartilhar, criar o hábito de doar, para que aprendam desde a tenra idade que a doação e preocupação com o próximo é compromisso de todo cristão. Natal é a prática diária do bem, o exercício da doação, o envolvimento dos pensamentos e corações em cada gesto, cada atitude. É tempo de celebrar a ternura do passado, o valor do presente e a esperança do futuro com o mais sincero desejo de ser e fazer o próximo feliz, fazendo um “balanço” interior para jogar longe tudo que representa impedimento de paz, de amor, de fraternidade. É tempo de renascimento, de perdão…

Cristo nasceu pobre e humilhado para mostrar ao mundo que a vida é muito mais que ostentação. A vida deve ser feita de amor, de doação, enxergar o outro além das aparências. Festejar o natal não significa vestir roupas novas, comprar ricos brinquedos, desfilar carros novos, consumir excesso de guloseimas… Independentemente do que se passa lá fora, as pessoas ainda são movidas pelo amor, pela emoção, pela esperança, pela fé, pela certeza de que Cristo veio ao mundo para que o ser humano seja feliz, respeitado e amado.

Façamos, pois, que a comemoração não seja apenas no dia do Natal, mas seja o início de uma nova postura frente às necessidades diárias do mundo, redescobrindo o amor ao próximo, indispensável para um mundo novo e melhor.

Um Natal abençoado e cheio de luz a todos!

 

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Lauro Müller se prepara para os últimos dias do Encantos de Natal 2025

Por Ligado no Sul22/12/2025 12h00
Foto/Assessoria de Imprensa – Lauro Müller

Lauro Müller se prepara para viver os últimos dias do Encantos de Natal 2025, uma edição que já entrou para a história do município como a que mais atraiu público desde sua abertura, realizada no dia 30 de novembro. Com grande participação popular desde o primeiro dia, a programação segue nos próximos dias convidando a comunidade a celebrar, conviver e aproveitar os momentos finais do maior Natal já promovido pela cidade.

A proposta do evento, desde o início, foi reunir diferentes organizações, instituições, repartições e grupos do município em uma programação ampla, acessível a toda população. O resultado foi um Encantos de Natal marcado por grande presença de público, diversidade de atrações e forte envolvimento da comunidade ao longo dessas últimas semanas.

Na segunda-feira, dia 22, a programação mantém o caráter cultural e religioso que marca esta época do ano. Às 18h, ocorre a abertura da Praça de Alimentação e apresentação da Banda Santa Bárbara. Às 19h, o Coral Vida & Alegria se apresenta, seguido, às 19h30, pela Santa Missa e Benção das Famílias, com os “Autos de Natal”, apresentados pelo grupo Arte Resgate. A noite encerra às 20h30, com o tradicional “Terno de Reis”, com a Banda Grota Funda e Inimigos do Fim, da comunidade de Rio Capivaras Alto.

Encerrando a programação do Encantos de Natal 2025, no dia 24 de dezembro, às 10h, a Banda Musical Santa Bárbara realizará uma visita ao comércio local, levando música e mensagem natalina às ruas do município.

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Anvisa alerta para riscos de canetas emagrecedoras manipuladas

Por Ligado no Sul22/12/2025 11h30
© REUTERS/George Frey/File Photo

Popularizadas por influenciadores e celebridades, as chamadas canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, vêm sendo cada vez mais buscadas por pessoas que desejam emagrecer de forma rápida, muitas vezes sem orientação médica e sem nenhum critério.

Diante da procura desenfreada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre a compra e consumo desses medicamentos. Segundo a Anvisa, a venda e o uso de canetas emagrecedoras falsas representam um sério risco à saúde e é considerado um crime hediondo no país.

A farmacêutica Natally Rosa esclarece que o uso de versões manipuladas ou de origem desconhecida é uma prática perigosa.

“Uma pessoa que ela se submete, que ela é exposta ao uso de um medicamento fora dessas regulamentações, os riscos dela, com certeza, estão exacerbados. Desde a ausência de uma resposta ideal, como as contaminantes.”

A farmacêutica destaca o que observar na embalagem e no produto para conferir sua autenticidade:

“Temos alguns sinais. A própria embalagem já chama a atenção, já que as bulas são de fácil acesso na internet. Então, qual é a apresentação física dessa embalagem? De que forma que ela se apresenta? Como está o rótulo? O rótulo está no idioma do Brasil? Do nosso idioma aqui? Não deve estar em outras línguas, por exemplo. Existe lote e validade de fácil acesso? Você consegue identificar? A leitura, a descrição do medicamento, o princípio ativo, ela precisa estar bem legível. Todas as informações precisam estar bem claras.”

Ela também chama a atenção para valores: preços muito abaixo do praticado no mercado são sinal de alerta grave. O medicamento só é vendido com apresentação e retenção da receita médica.

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