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Ligado no Sul
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Governo de Lauro Müller e Casan atuam em parceria para solucionar problema antigo na Rua Manoel Delfino Antunes, no Bairro Içarense

Por Ligado no Sul23/01/2026 11h00
Fotos/Divulgação Prefeitura de Lauro Müller

O Governo de Lauro Müller, por meio da Secretaria Municipal de Obras, está trabalhando para resolver um problema antigo enfrentado pelos moradores da Rua Manoel Delfino Antunes, no Bairro Içarense. Para garantir uma solução definitiva, o Governo Municipal buscou parceria com a Casan, unindo esforços para corrigir falhas na rede e melhorar a infraestrutura do local.

Nesta semana, as equipes realizaram a troca e desobstrução de tubos, além de reparos na rede, corrigindo pontos onde havia infiltração de água por baixo das calçadas. Também foi feita a manutenção com o fechamento de boca de lobo, evitando transtornos e contribuindo para o correto escoamento.

Nos próximos dias, uma nova caixa será construída, dando sequência ao cronograma de melhorias. Após essa etapa, a pavimentação em paralelepípedos será restaurada, devolvendo melhores condições de tráfego e segurança para os moradores e motoristas que utilizam a via.

De acordo com o secretário de Obras, Alexsandro Marchioli, a situação se arrastava há bastante tempo e teve origem ainda na época da implantação da rede de saneamento básico na rua. “É um problema antigo, que ficou em impasse sobre de quem seria a responsabilidade. Diante disso, o atual governo chamou a Casan, alinhou uma linha de trabalho e agora estamos resolvendo de forma organizada e definitiva, atendendo uma demanda que já incomodava os moradores há anos”, destacou Alexsandro.

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Impasse marca negociação do reajuste do preço mínimo do tabaco; nova rodada deve ocorrer em fevereiro

Por Ligado no Sul23/01/2026 10h30
Foto: Ilustrativa

As negociações para a definição do reajuste das tabelas de preço mínimo do tabaco (fumo) para a safra 2025 terminaram sem acordo após reuniões realizadas nos dias 19 e 20 de janeiro, no âmbito das Cadecs (Comissões de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração). Os encontros ocorreram de forma individual com as empresas compradoras e evidenciaram divergências significativas em relação ao custo de produção reconhecido pelo setor produtivo e pelas indústrias.

Para esclarecer os desdobramentos das negociações, o Jornal da Guarujá conversou, na manhã desta sexta-feira (23), com Francisco Eraldo Konkol, representante da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) nos assuntos relacionados ao tabaco.

Segundo Francisco, as reuniões foram divididas em dois dias. No dia 19, participaram as empresas BAT, JTI e Philip Morris. Já no dia 20, os encontros ocorreram com a China Brasil Tabaco, Universal e CTA.

“Foram dois dias intensos de negociação, mas não houve acordo e nem protocolo assinado, porque as propostas apresentadas pelas empresas ficaram muito distantes do custo de produção que nós reconhecemos”, afirmou.

O representante da Faesc explicou que, nas últimas duas safras, produtores e empresas haviam avançado em um modelo de levantamento conjunto dos custos de produção, justamente para evitar conflitos no momento da definição dos preços.

“Esse custo é levantado em conjunto, avaliado e fechado. E já havia um entendimento de que ele deveria ser aplicado automaticamente na tabela de preço mínimo, corrigindo a tabela do ano anterior”, explicou.

No entanto, de acordo com o representante da federação, nesta safra as empresas passaram a questionar parte desse custo, especialmente o valor relacionado à mão de obra terceirizada utilizada na colheita do tabaco.

“As empresas decidiram mudar a regra. Elas não aceitaram incluir no custo o valor das empreiteiras que hoje realizam a colheita, alegando que isso elevou muito o custo da hora trabalhada. Isso criou um impasse muito grande dentro da negociação”, relatou.

A divergência foi tão significativa que, segundo Francisco, a BAT sequer apresentou proposta oficial de reajuste.

“A BAT não chegou nem a fazer proposta, porque existe uma diferença muito grande entre o custo que ela reconhece e o custo que nós reconhecemos”, disse.

Diante da falta de consenso, ficou acordado que uma nova rodada de negociações será realizada no início de fevereiro, após um período de análise por parte das empresas.

“Demos cerca de duas semanas para que as empresas pensem e avaliem a situação. Depois disso, vamos voltar a sentar para tentar definir, porque já estamos bastante atrasados”, destacou.

Francisco explicou que, historicamente, a negociação do preço mínimo inicia ainda em dezembro, mas que, nesta safra, houve atraso no levantamento do custo de produção em razão de eventos climáticos.

“Tivemos muito granizo em todas as regiões produtoras. A Afubra precisou priorizar o levantamento dos prejuízos para fins de seguro, o que acabou atrasando o custo de produção e, consequentemente, as negociações”, explicou.

O representante da Faesc também ressaltou que as regras definidas no Fórum Nacional da Cadeia Produtiva do Tabaco (Foneagro) possuem respaldo legal, conforme a lei da integração, e devem ser cumpridas por empresas e produtores.

“Aquilo que é definido dentro do Foneagro precisa ser respeitado. Lá ficou acordado o levantamento conjunto do custo e a aplicação automática desse custo na tabela. Agora as empresas vieram com a ideia de que o custo está alto demais e querem mudar essa regra”, afirmou.

Apesar da indefinição, Francisco afirmou que os produtores não devem sofrer prejuízo imediato, uma vez que as empresas já apresentaram percentuais de reajuste que serão aplicados nas tabelas.

“A Rota ofereceu 6,55%, a Philip Morris 6,5%, a China Brasil Tabaco 7,2%, a Universal 6% e a CTA 5%. Esses percentuais vão constar na tabela, e o produtor que entregar o tabaco receberá esse reajuste”, explicou.

Ele destacou, no entanto, que a China Brasil Tabaco reduziu parte do percentual ao considerar ganhos concedidos em safras anteriores.

“Ela ofertou um valor, mas retirou o que havia pago a mais do que o custo no passado, entendendo que aquilo já tinha sido um ganho”, observou.

Sobre a rentabilidade da atividade, o representante da Faesc avaliou que, mesmo com o aumento expressivo dos custos — especialmente da mão de obra —, o produtor não deve ter prejuízo se alcançar boa produtividade.

“A mão de obra aumentou muito, principalmente pela dificuldade de contratação. Mas, se o produtor conseguir uma média acima de R$ 20 e tiver produtividade razoável, acredito que não terá prejuízo”, avaliou.

As próximas reuniões devem contar com as mesmas empresas e também com aquelas que não participaram da primeira rodada, como UTC, Alliance, Premium, Brasfumo e Marasca, que ainda não haviam definido propostas de reajuste.

Ao final da entrevista, Francisco fez um apelo aos produtores para que realizem e acompanhem de perto seus próprios custos de produção.

“Eu gostaria de deixar uma mensagem para que todo produtor faça o seu custo de produção. Eu também sou produtor de tabaco e levo esses números para a mesa de negociação. Isso nos dá mais argumentos, porque estamos falando da realidade vivida no campo.”

Confira entrevista completa

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Tratado Mercosul-União Europeia gera oportunidades e desafios para pequenos negócios catarinenses, aponta Observatório de Negócios do Sebrae/SC

Por Ligado no Sul23/01/2026 10h00
Foto/Divulgação

A assinatura do Tratado Mercosul–União Europeia, formalizada no dia 17 de janeiro de 2026, inaugura uma nova fase nas relações comerciais entre os dois blocos e deve provocar impactos diretos e indiretos sobre a competitividade dos pequenos negócios de Santa Catarina. Segundo levantamento do Observatório de Negócios do Sebrae/SC, mais de 90% das tarifas entre o Mercosul e a União Europeia serão eliminadas ou reduzidas de forma gradual, com prazos que podem chegar a 15 anos para produtos considerados sensíveis.

Atualmente, Santa Catarina mantém relação comercial deficitária com a União Europeia. Em 2025, o estado exportou US$ 1,35 bilhão para o bloco europeu e importou US$ 4,64 bilhões, resultando em um déficit de US$ 3,29 bilhões. Apesar disso, o estudo destaca que a pauta exportadora catarinense é mais diversificada e sofisticada do que a média brasileira, com forte presença de produtos industrializados e agroindustrializados de maior valor agregado, enquanto as importações são concentradas em tecnologia, insumos industriais, medicamentos, reagentes e máquinas, posicionando a UE como fornecedora estratégica para a modernização da base produtiva estadual.

Entre os segmentos com maior potencial de ganhos estão a apicultura, agroindústria, metalmecânica e automotivo, que concentram dezenas de milhares de pequenos negócios em Santa Catarina. No caso da apicultura, o estado reúne cerca de 170 pequenos empreendimentos. Em 2024, a União Europeia importou US$ 917,7 milhões em mel, enquanto o Brasil exportou apenas US$ 6,9 milhões para o bloco, o que revela um potencial de mercado estimado em US$ 910,7 milhões. Pelo acordo, a tarifa de importação do mel, atualmente em 17,3%, será zerada (0%) dentro da cota, que começa em 7,5 mil toneladas por ano e se expande gradualmente até atingir 45 mil toneladas anuais no quinto ano de vigência.

Na agroindústria, Santa Catarina conta com aproximadamente 19,8 mil pequenos negócios, com destaque para carnes, massas alimentícias, bebidas e laticínios. Em 2024, a União Europeia importou US$ 110,3 bilhões nesses produtos, enquanto as exportações brasileiras somaram US$ 1,1 bilhão, indicando um potencial de mercado estimado em US$ 109,2 bilhões. Para esse segmento, a liberalização ocorre majoritariamente por meio de cotas tarifárias, dentro das quais as tarifas são reduzidas de forma significativa ou eliminadas, chegando a 0% para diversos produtos agroindustriais, conforme os volumes estabelecidos.

O estudo também aponta oportunidades expressivas para os segmentos metalmecânico e automotivo, nos quais Santa Catarina possui cerca de 30,7 mil pequenas empresas e outras 63,9 mil integradas à cadeia automotiva. Em 2024, a União Europeia importou US$ 144,9 bilhões em produtos metalmecânicos e US$ 654,9 bilhões em veículos e autopeças, enquanto as exportações brasileiras foram de US$ 475,9 milhões e US$ 238,6 milhões, respectivamente. Nesse caso, o acordo prevê a eliminação total das tarifas de importação (0%) para uma série de produtos industriais, incluindo autopeças, máquinas e equipamentos industriais, produtos de ferro e aço e manufaturas de alumínio, em grande parte com implementação imediata ou em prazos de até quatro anos após a entrada em vigor do tratado.

Apesar das oportunidades, o levantamento alerta para o aumento da concorrência no mercado interno, especialmente em segmentos nos quais a União Europeia é altamente competitiva. A redução tarifária tende a facilitar a entrada de produtos europeus no Brasil, o que pode pressionar empresas menos eficientes ou com menor nível tecnológico, sobretudo nos setores automotivo e metalmecânico.

“A previsão de tarifa zero para produtos industriais e de tarifa zero dentro das cotas para produtos agroindustriais representa um ganho competitivo relevante para Santa Catarina. Os dados mostram oportunidades bilionárias para os pequenos negócios, mas esse novo cenário também exige investimentos em qualificação produtiva, inovação, eficiência e adequação técnica para competir tanto no mercado europeu quanto no mercado interno”, explica o diretor superintendente do Sebrae/SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca.

Diante desse contexto, o Sebrae/SC atua como agente de capacitação para apoiar os pequenos negócios catarinenses. Por meio do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), realizado em parceria com a ApexBrasil, a instituição oferece atendimento 100% subsidiado e personalizado, com diagnóstico exportador, apoio à adequação técnica e regulatória, definição de estratégias comerciais e orientação para acesso ao mercado internacional. “O estudo conclui que o tratado representa uma oportunidade histórica para Santa Catarina, mas reforça que os ganhos dependem diretamente do preparo das empresas para atender às exigências técnicas, sanitárias e competitivas do mercado europeu”, complementa Carlos Henrique.

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Suspeito de diversos furtos é preso em operação conjunta em São Ludgero

Por Ligado no Sul23/01/2026 09h30
Foto/Reprodução

Na tarde desta quinta-feira (22), policiais militares do 35º Batalhão de Polícia Militar, em conjunto com a Polícia Civil de São Ludgero, realizaram uma operação integrada para o cumprimento de mandado de prisão de um homem identificado como autor de diversos furtos ocorridos no município.

O suspeito vinha sendo identificado por meio de câmeras de videomonitoramento, as quais foram fundamentais para a elucidação dos crimes e o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar.

Durante a ação conjunta, as guarnições conseguiram localizar o indivíduo na residência de seus pais, no interior do município. O homem foi encontrado na varanda do imóvel e, ao ser informado sobre a existência do mandado de prisão , se entregou espontaneamente, não oferecendo resistência.

Diante dos fatos, foi dado cumprimento ao mandado judicial e conduzido ao Presídio Regional de Tubarão, onde permanece à disposição da Justiça.

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