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Prefeito de Sangão vira réu por suspeita de corrupção e é afastado do cargo por 180 dias
Por Ligado no Sul29/10/2026 09h30
Foto/Reprodução
O prefeito de Sangão, Castilho Silvano Vieira (PP), virou réu em uma ação penal que investiga suspeitas de irregularidades na administração municipal. A decisão foi tomada por unanimidade pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), na terça-feira (27), e também determinou o afastamento do prefeito do cargo por 180 dias, sem prejuízo da remuneração.
A investigação faz parte da Operação Vale do Silício, deflagrada em 2021 pela Polícia Civil, que apurou possíveis irregularidades na contratação de empresas para o fornecimento de equipamentos e materiais de informática, além de serviços de manutenção para a Prefeitura de Sangão.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou a denúncia em julho de 2025. O prefeito é acusado de corrupção passiva, contratação direta ilegal, fraude em licitações, fraude na entrega de produtos, desvio de recursos públicos e associação criminosa.
Além do afastamento, a Justiça manteve a proibição de contato do prefeito com outros investigados e testemunhas do processo. A medida busca preservar o andamento das investigações e evitar possíveis interferências na produção de provas.
Outras seis pessoas também viraram rés
A decisão também tornou réus um casal de empresários do setor de informática, um servidor público, uma ex-servidora municipal e outros dois empresários. As acusações variam conforme a participação atribuída a cada um nos fatos investigados.
O processo contra o prefeito continuará na 1ª Câmara Criminal do TJSC, enquanto os demais acusados responderão à ação na Comarca de Jaguaruna.
No mesmo julgamento, os desembargadores rejeitaram a denúncia de corrupção passiva contra o vereador Anderson de Souza (PP), por ausência de justa causa. Uma nova denúncia poderá ser apresentada caso surjam provas suficientes.
Investigação apura irregularidades em contratos públicos
A Operação Vale do Silício investigou possíveis irregularidades ocorridas entre 2012 e 2022. Parte dos fatos apurados foi arquivada por prescrição ou insuficiência de provas.
As investigações resultaram em duas denúncias. Uma delas envolve fatos relacionados ao mandato de Castilho entre 2021 e 2024. A outra trata de possíveis irregularidades durante a administração do ex-prefeito Dalmir Caraca Cândido, entre 2017 e 2020, e ainda aguarda decisão judicial.
Com o recebimento da denúncia, o processo contra Castilho segue para a fase de produção de provas e análise das acusações.
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Deputados estaduais eleitos são recebidos na Alesc para preparação dos novos mandatos
Por Ligado no Sul29/10/2026 09h00
Foto/Agência Alesc
Os deputados estaduais eleitos em outubro participaram, na terça-feira, dia 27, de um encontro na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis. A reunião teve como objetivo apresentar a estrutura da Casa e orientar os parlamentares sobre os procedimentos necessários para o início dos mandatos, em 1º de fevereiro de 2027.
Os deputados foram recebidos pelo presidente da Alesc, Julio Garcia (PSD). Em seguida, participaram de uma apresentação no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright, com informações sobre os prazos para a posse, sistemas administrativos e legislativos, nomeação de assessores, comissões permanentes e horários das sessões.
Entre os 13 parlamentares citados pela Agência Alesc estão Delegado Ulisses Gabriel (PL), eleito com 48.130 votos, Clésio Salvaro (PSD), Edilson Massocco (PL), Odair Tramontin (Novo), Anna Carolina (Republicanos), Solange Schlichting (PL), Juliana Maciel (PL), Osmar Teixeira (Podemos), Fábio Botelho (Podemos), Jean Volpato (PT), Willian Tonezi (PL), Guilherme Colombo (PL) e Leandro Sorgatto (PL).
Clésio Salvaro e Edilson Massocco já exerceram mandatos na Assembleia e retornarão ao Legislativo estadual. Os demais iniciarão o primeiro mandato.
Durante o encontro, a Alesc também apresentou seus canais de comunicação e disponibilizou uma Central de Atendimento para esclarecer dúvidas dos deputados durante o período de transição.
Com informações da Agência Alesc.
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AVC provocou mais de 50 mil mortes no Brasil em sete meses; Santa Catarina reforça ações de prevenção
Por Ligado no Sul29/10/2026 08h30
Fotos/Agência Alesc
O Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame, provocou 50.424 mortes e 182.253 internações na rede pública de saúde brasileira entre janeiro e julho de 2026. Os dados do Sistema Único de Saúde (SUS) representam uma média de 238 mortes e 860 internações por dia. Nesta quinta-feira, dia 29 de outubro, data em que é celebrado o Dia Mundial do AVC, especialistas reforçam a importância da prevenção e do atendimento imediato.
Em Santa Catarina, a última semana de outubro é dedicada à prevenção, orientação e combate à doença. A iniciativa faz parte de uma série de medidas aprovadas pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) para ampliar a conscientização da população e melhorar o atendimento às vítimas.
A Lei nº 16.950/2016, de autoria do ex-deputado José Nei Ascari, instituiu o Dia Estadual de Prevenção, Orientação e Combate ao AVC, celebrado anualmente em 29 de outubro.
Já a Lei nº 17.642/2018, proposta pelo ex-deputado Leonel Pavan, criou a Semana Estadual de Prevenção, Orientação e Combate ao AVC, realizada na última semana de outubro, com o objetivo de incentivar campanhas educativas e ampliar o conhecimento da população sobre a doença.
Mais recentemente, a Lei nº 19.393/2025, de autoria do deputado estadual José Milton Scheffer (PP), estabeleceu uma política estadual de apoio às vítimas de AVC. A legislação prevê medidas para ampliar o acesso aos serviços de urgência e emergência, melhorar o atendimento especializado, incentivar pesquisas e garantir ações de reabilitação com equipes multidisciplinares.
Pressão alta está entre os principais fatores de risco
O AVC acontece quando o fluxo de sangue para uma região do cérebro é interrompido pelo entupimento de um vaso sanguíneo, chamado de AVC isquêmico, ou quando ocorre o rompimento de um vaso, caracterizando o AVC hemorrágico.
O cardiologista Arthur Herdy, do Hospital Regional de São José, explica que a idade e o histórico familiar podem aumentar o risco da doença. Entretanto, outros fatores podem ser controlados, como pressão alta, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo, excesso de peso, alimentação inadequada e consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
O especialista recomenda uma alimentação saudável, prática regular de atividades físicas e cuidados com a saúde emocional.
“Costumamos recomendar a adoção de uma alimentação mais saudável possível, principalmente evitando sal para controlar a pressão. A atividade física também é fundamental, porque previne e trata muitas doenças”, afirma Herdy.
O cardiologista também destaca a importância de consultas médicas periódicas, especialmente para pessoas que apresentam fatores de risco.
Reconhecer os sintomas pode salvar vidas
Os sinais de um AVC podem aparecer de forma repentina. Entre os principais sintomas estão dificuldade para falar, alterações na visão, perda de força ou dormência em um lado do corpo, dificuldade de equilíbrio e dor de cabeça súbita e intensa.
O médico alerta que alterações na fala, na visão e nos movimentos precisam ser avaliadas rapidamente.
“Já perdas de fala, embaralhamento na visão ou perda de raciocínio, dormências ou fraqueza em um braço podem indicar uma isquemia. Identificando algum destes sintomas, o indicado é que se busque ajuda o mais rápido possível”, explica Herdy.
O atendimento imediato é fundamental para reduzir o risco de morte e de sequelas permanentes. Em caso de suspeita, a orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192.
Também é importante não esperar que os sintomas desapareçam, não oferecer medicamentos por conta própria e informar à equipe médica o horário em que os primeiros sinais começaram.
Aposentado relata sequelas após sofrer AVC
O bancário aposentado Mauro Aquiles Verzola, de 81 anos, natural de Florianópolis, sofreu um AVC aos 58 anos. Ele conta que percebeu os primeiros sintomas ao acordar, quando não conseguiu levantar normalmente da cama.
Após receber o diagnóstico de AVC isquêmico, que posteriormente evoluiu para hemorrágico, Mauro ficou com paralisia no lado direito do corpo e passou a utilizar cadeira de rodas.
“Hoje eu estou em uma cadeira de rodas, então eu queria falar às pessoas que se cuidem. Quem tem pressão alta, tome cuidado. Vá ao médico, se trate, porque a vida se torna muito difícil depois que tem um derrame”, alerta o aposentado.
A prevenção, o acompanhamento médico e a identificação dos primeiros sintomas são medidas fundamentais para reduzir os riscos da doença. As ações previstas na legislação catarinense também buscam ampliar o acesso à informação e fortalecer a assistência às pessoas que sofreram um AVC.
Com informações da Agência Alesc.
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Flávio Bolsonaro chega aos EUA com apoio de Trump e denuncia perseguição política em carta
Por Ligado no Sul29/10/2026 08h00
Foto/Reprodução
O senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou aos Estados Unidos na manhã de quarta-feira, dia 28 de outubro, acompanhado da esposa e das duas filhas. Após desembarcar em Miami, divulgou uma carta na qual afirmou ser alvo de perseguição política, questionou o resultado das eleições presidenciais e anunciou que continuará liderando a oposição ao governo Lula a partir do exterior.
A saída ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a apreensão dos passaportes do senador e proibir sua saída do Brasil. O pedido da Polícia Federal foi apresentado no domingo, dia 25, sete minutos após a confirmação da vitória de Lula. A PF justificou a medida pelo risco de Flávio deixar o país, já que ele é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro.
Na carta, o senador afirmou que decidiu deixar o país por temer novas medidas judiciais contra ele e para proteger sua família.
“Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar”, escreveu.
Flávio também negou ter cometido crimes e afirmou que as medidas contra ele possuem motivação política.
“Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime”, declarou.
Em outro trecho, o senador afirmou que sua decisão não representa o abandono do país.
“Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil”, escreveu.
Flávio também criticou o funcionamento das instituições brasileiras e fez um apelo à comunidade internacional para que acompanhe a situação política do país.
Trump confirma autorização para entrada nos Estados Unidos
O presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou que seu governo autorizou a entrada de Flávio Bolsonaro e de sua família nos Estados Unidos. O senador recebeu uma autorização humanitária que permite sua permanência no país por um ano, até outubro de 2027.
Trump também questionou o processo eleitoral brasileiro e afirmou considerar que a família Bolsonaro recebeu tratamento injusto. Apesar disso, declarou que não pretende se envolver diretamente na disputa política do Brasil.
A autorização humanitária não equivale à concessão de asilo político. Até o momento, não há confirmação pública de que um pedido formal de asilo tenha sido aprovado.
Flávio anuncia oposição a Lula
Na carta, o senador agradeceu o apoio de Trump e do presidente argentino Javier Milei. Também questionou a vitória de Lula, embora não tenha apresentado provas de fraude eleitoral.
Flávio afirmou que pretende continuar sua atuação política mesmo fora do Brasil.
“Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, escreveu.
Outros políticos de direita também são alvo de iniciativas judiciais
A situação de Flávio ocorre em meio a novas disputas políticas e judiciais envolvendo parlamentares de direita.
No Paraná, o diretório estadual do PT publicou nas redes sociais a frase “Deltan, você é o próximo”, dirigida ao senador eleito Deltan Dallagnol (Novo). O partido explicou que a publicação se refere à intenção de cobrar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o julgamento de um recurso que questiona a candidatura de Dallagnol.
Em Minas Gerais, o deputado federal eleito Pedro Rousseff (PT), sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff, pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) a retenção do passaporte do deputado Nikolas Ferreira (PL). Rousseff alegou risco de saída do país para evitar procedimentos judiciais.