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Prefeitura e sindicato se reúnem hoje para discutir reajuste dos servidores de Orleans
Por Ligado no Sul06/03/2026 12h00
Presidente do Sintramor, Janes Aparecida de Oliveira
Na última sessão da Câmara de Vereadores de Orleans, o Executivo municipal encaminhou o ofício nº 31/2026 solicitando a retirada do Projeto de Lei nº 002/2026, que tratava da revisão geral anual dos servidores públicos do município.
A proposta previa a recomposição salarial para servidores ativos, inativos e pensionistas da administração pública direta, além de funcionários da autarquia Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto de Orleans (Samae) e das fundações municipais, como a Fundação Educacional Barriga Verde (Famor).
Segundo o presidente do Legislativo, Murilo Hoffmann (NOVO), a retirada ocorreu para a correção de um erro um erro na redação do texto quanto ao período considerado para a alíquota que seria aplicada.
Apesar da justificativa técnica, o tema também gerou reação entre os servidores municipais. Em entrevista ao Jornal da Guarujá nesta sexta-feira (6), a presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Orleans (Sintramor), Janes de Lorenzi, afirmou que o sindicato não foi consultado antes do envio do projeto ao Legislativo.
Segundo ela, a pauta de reivindicações da categoria foi entregue à prefeitura ainda em dezembro do ano passado, mas até agora não houve reunião para tratar das demandas.
“Na verdade, a gente entregou a pauta no dia 9 de dezembro e não foi feita reunião nenhuma com o sindicato. Aí o prefeito mandou dois projetos de lei para a Câmara sem o conhecimento do sindicato”, afirmou.
Janes explicou que o sindicato tem uma pauta com 19 itens a serem discutidos com o Executivo municipal, entre eles a negociação salarial, o vale-alimentação, auxílio-transporte e questões relacionadas à insalubridade.
“São 19 itens que nós temos na pauta que precisam ser conversados. Eles precisam entender como está funcionando o trabalho do servidor e as melhorias que precisam ser feitas”, disse.
Entre os pontos considerados prioritários pelo sindicato está o reajuste do vale-alimentação. De acordo com a presidente da entidade, o projeto encaminhado pelo Executivo previa apenas a reposição pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e um aumento de R$ 12 no benefício.
“Esse projeto que ele mandou para a Câmara veio com aumento apenas do INPC e o vale-alimentação aumentou R$ 12. O nosso estava em R$ 300 e foi para R$ 312”, explicou.
Segundo ela, o valor ficou abaixo do praticado por municípios da região.
“As prefeituras aqui da redondeza estão pagando de R$ 600 a R$ 1 mil de vale-alimentação. Então os servidores ficaram bastante indignados com esse aumento”, afirmou.
Uma reunião entre representantes do sindicato e o prefeito de Orleans, Fernando Cruzetta, está marcada para esta sexta-feira (6), às 17h, no gabinete do Executivo. A presidente do Sintramor explicou que o encontro contará com a participação da comissão eleita pela categoria, da assessoria jurídica e da presidência do sindicato.
“A gente sempre vai com a comissão do sindicato. A presidente não vai sozinha conversar com o prefeito sobre essas coisas. Então nós teremos a comissão que foi eleita na assembleia, a assessora jurídica e a presidente”, disse.
Apesar da insatisfação inicial dos servidores, Janes afirmou que mantém expectativa positiva em relação ao encontro.
“Estou bastante otimista. O prefeito é uma pessoa inteligente, tem consciência das coisas, e creio que vamos ter uma boa conversa e encontrar caminhos que não desagradem os servidores e também não desagradem a prefeitura”, concluiu.
A expectativa é que a reunião desta sexta-feira traga encaminhamentos sobre o reajuste e sobre as demais reivindicações da categoria. Novos desdobramentos devem ocorrer nos próximos dias.
Confira entrevista completa
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SUS começa a usar novo tratamento contra a malária em crianças
Por Ligado no Sul06/03/2026 11h30
Foto/Reprodução TV Brasil
O Ministério da Saúde iniciou um novo tratamento contra a malária em crianças menores de 16 anos no Sistema Único de Saúde (SUS), utilizando a tafenoquina na formulação pediátrica de 50 mg, indicada para pesos entre 10 kg e 35 kg.
O público infantil concentra cerca de 50% dos casos da doença no país. Até então, o medicamento era ofertado apenas a jovens e adultos a partir de 16 anos.
A entrega do medicamento está sendo feita de forma gradual, com foco em áreas prioritárias da região Amazônica.
O Brasil tornou-se o primeiro país do mundo a disponibilizar esse tipo de tratamento para crianças.
Inicialmente, serão distribuídos 126.120 comprimidos da tafenoquina pediátrica, com o objetivo de ampliar o controle da doença em todo o território nacional.
O ministério esclareceu que o medicamento passou a ser indicado para pessoas com malária vivax (Plasmodium vivax), com peso acima de 10 kg, que não estejam grávidas ou em período de amamentação.
O uso do fármaco tem se mostrado eficaz, reduzindo as recaídas e a transmissão da doença.
Até então, o esquema terapêutico disponível exigia tratamento por até 14 dias, o que dificultava a adesão, especialmente entre crianças.
De acordo com o Ministério da Saúde, “a nova apresentação do fármaco será administrada em dose única, o que proporciona mais conforto e praticidade para as famílias e profissionais de saúde, maior adesão à terapia, eliminação completa do parasita e prevenção de recaídas.”
Ainda segundo o ministério, o medicamento “contribui para a interrupção da transmissão da doença, possibilita o ajuste da dose conforme o peso da criança, garantindo maior eficácia do tratamento.”
O ministério investiu R$ 970 mil na compra do medicamento e já recebeu 64.800 doses, que serão distribuídas em áreas de maior incidência, como os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Yanomami, Alto Rio Negro, Rio Tapajós, Manaus, Vale do Javari e Médio Rio Solimões e Afluentes.
Esses territórios concentram cerca de 50% dos casos de malária em crianças e jovens de até 15 anos.
O primeiro a ser contemplado foi o DSEI Yanomami, com 14.550 comprimidos. Essa região foi a primeira do país a receber a tafenoquina de 150 mg, indicada para pacientes com mais de 16 anos, em 2024.
“A malária é um dos principais desafios de saúde pública na região Amazônica, especialmente em áreas de difícil acesso e territórios indígenas, onde fatores geográficos e sociais ampliam a vulnerabilidade à doença”, reconhece o ministério.
O Ministério da Saúde informou que segue intensificando o monitoramento, reforçando ações de controle vetorial, realizando busca ativa e disponibilizando testes rápidos, entre outras estratégias de combate à doença na região.
Entre 2023 e 2025, somente no território Yanomami, houve aumento de 103,7% na realização de testes, crescimento de 116,6% no número de diagnósticos e redução de 70% nos óbitos pela doença.
Em relação a todo o país, em 2025 foi registrado o menor número de casos (120.659) desde 1979, com redução de 15% em relação a 2024.
No mesmo período, também houve queda de 16% em áreas indígenas de todo o país.
A Amazônia concentra 99% dos casos do país. No ano passado, foram registrados 117.879 casos na região.
*Informações Agência Brasil
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Urussanga recebe o primeiro médico residente do Programa em Medicina de Família e Comunidade
Por Ligado no Sul06/03/2026 11h00
Assessoria de Comunicação
Prefeitura de Urussanga
O município de Urussanga recebeu o primeiro médico residente do Programa de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade, uma iniciativa desenvolvida pela Escola de Saúde Pública de Santa Catarina em parceria com o Governo Municipal. O médico Dr. Rodrigo Miranda Custódio foi recepcionado nesta quinta-feira, dia 5, pela prefeita Stela de Agostin Talamini, a secretária de Saúde Camila Martins, e pelo preceptor da residência, Dr. Kaleb Alexandre Régio Gomes, que também atua como tutor do eixo estratégico do Programa Mais Médicos.
Segundo a prefeita Stela, a chegada do médico residente representa um avanço na qualificação da Atenção Primária à Saúde (APS). “Queremos desejar boas-vindas ao Dr. Rodrigo, que escolheu o nosso município entre as demais opções disponíveis para a residência, e também dizer que este é um momento importante para a Saúde de Urussanga. A qualificação permanente dos profissionais é um dos caminhos para oferecer um atendimento cada vez mais humanizado e resolutivo”, declara.
A secretária de Saúde, Camila Martins, disse que a residência médica também cria um ambiente de aprendizado e qualificação permanente na rede de saúde. “A Medicina de Família e Comunidade tem um papel fundamental na Atenção Primária, e a chegada do Dr. Rodrigo vem para somar nesse processo de qualificação do cuidado”, ressalta. O médico residente, Dr. Rodrigo Miranda Custodio, agradeceu a recepção e disse estar pronto para contribuir com as equipes e os pacientes.
A parceria entre a Prefeitura de Urussanga e a Escola de Saúde Pública de Santa Catarina também visa consolidar o município como espaço de formação em saúde. “A ideia é transformar a nossa região em uma unidade-escola, recebendo residentes que, além de atender a população, criem vínculo com a cidade e contribuam para a qualificação contínua das equipes de saúde”, disse o preceptor Dr. Kaleb Alexandre Régio Gomes.
Formação e qualificação da Atenção Primária
A residência em Medicina de Família e Comunidade é uma pós-graduação lato sensu com treinamento em serviço, forte atuação na Atenção Primária, além de estágios em outros níveis de atenção, atividades teóricas e desenvolvimento de projetos de intervenção no território.
O programa tem como objetivo formar especialistas comprometidos com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), com atuação centrada na pessoa, na família e na comunidade, fortalecendo a Estratégia Saúde da Família e a Rede de Atenção à Saúde.
Com a implantação da residência, Urussanga passa a integrar o cenário estadual de formação de especialistas em Medicina de Família e Comunidade, e reforça o compromisso de melhoria contínua dos serviços de saúde oferecidos à população.
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Transição energética em SC: governo reúne especialistas, empresas e setor produtivo
Por Ligado no Sul06/03/2026 10h30
Foto/Divulgação
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (SEMAE) recebeu, ao longo desta semana, no Sul de Santa Catarina e também na capital, especialistas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para uma série de encontros com stakeholders da cadeia carbonífera da região.
As reuniões fazem parte do processo de elaboração do Plano Estadual de Transição Energética Justa para Santa Catarina (PETEJ-SC) e reuniram representantes de instituições estratégicas do setor energético, como a Celesc, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Secretaria de Estado do Planejamento de Santa Catarina (Seplan) e a SCGás, além de representantes do poder público, concessionárias, setor produtivo, academia e sociedade civil.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta sexta-feira (6), o secretário de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde, Cleiton Fossá, explicou que o debate sobre transição energética precisa ser compreendido de forma mais ampla.
“Quando falamos em transição energética justa é importante as pessoas entenderem que nós estamos falando em preparar Santa Catarina para o futuro da energia, ampliando o uso de fontes renováveis e reduzindo emissões. Mas essa mudança precisa acontecer com responsabilidade social e econômica, garantindo que trabalhadores, municípios e empresas tenham oportunidades e perspectivas de desenvolvimento”, afirmou.
Segundo ele, o processo não envolve apenas a substituição de uma fonte de energia por outra, mas também a preocupação com os impactos sociais e econômicos nas regiões onde determinadas atividades têm grande peso na economia.
“Não é simplesmente mudar, substituir uma fonte de energia por outra. É garantir que os trabalhadores, municípios e empresas que fazem parte dessa cadeia tenham segurança, oportunidades e perspectivas de desenvolvimento”, disse.
A discussão ganha maior relevância no Sul catarinense, onde a mineração de carvão ainda representa uma importante atividade econômica. Fossá destacou que a proposta de transição energética justa justamente busca evitar mudanças abruptas.
“Quando as pessoas falam que isso significa que o carvão vai acabar e que os empregos podem desaparecer, essa é justamente a preocupação que orienta o conceito da transição justa. Mudanças desse tamanho não podem acontecer de forma abrupta e sem planejamento”, ressaltou.
O secretário também defendeu que o debate ocorra com diálogo entre os diferentes setores envolvidos.
“Às vezes as pessoas já geram um preconceito sem formar um conceito. Elas geram um embate sem permitir sentar na mesa e dialogar. Nós precisamos substituir essa gritaria polarizada por uma mesa de diálogo, de planejamento”, afirmou.
De acordo com ele, os encontros realizados com especialistas da FGV têm como foco ouvir diferentes atores e compreender melhor os caminhos possíveis para o Estado.
“É de muita escuta, de muito estudo, de entender melhor a situação e compreender quais são os caminhos possíveis. Não é uma ruptura, é planejamento. Não se faz isso sem ouvir quem vive essa realidade”, disse.
Fossá também destacou o potencial ambiental de Santa Catarina como um diferencial estratégico.
“Santa Catarina tem 1% do território nacional e, desse 1%, 40% são de matas nativas. Isso mostra que nosso estado está fazendo o papel de colocar o meio ambiente não como trava, mas como um ativo”, declarou.
Segundo o secretário, a economia verde catarinense já movimenta cerca de R$ 67 bilhões e gera aproximadamente 800 mil empregos. A expectativa é que, com o planejamento da transição energética, novas oportunidades possam surgir.
“Quero tranquilizar a nossa gente do Sul. O plano visa escutar, planejar e encontrar caminhos para que a região continue crescendo, gerando renda e novas oportunidades”, concluiu.