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Ligado no Sul
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Ministério da Saúde confirma 140 casos de Mpox no país, em 2026

Por Ligado no Sul10/03/2026 11h00
Foto/ Shutterstock

O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539, além de nove prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).

Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e, em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido por Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).

Mpox

A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral, cuja transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo vírus da Mpox, materiais contaminados ou animais silvestres infectados.

Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza.

Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Também é recomendado evitar contato próximo com outras pessoas.

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Tensão entre Estados Unidos e Irã pode impactar preço do petróleo e da gasolina

Por Ligado no Sul10/03/2026 10h30
Foto/Arquivo Agecom

Na manhã desta terça-feira (10), o Jornal da Guarujá conversou com o cientista político e economista Enio Coan sobre o aumento das tensões no Oriente Médio após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em entrevista, Trump afirmou que ataques podem ser ampliados caso o Irã mantenha o bloqueio no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.

Durante a conversa, Coan destacou que o cenário internacional vive um momento de grande instabilidade geopolítica. Segundo ele, conflitos armados voltaram a ganhar protagonismo nas disputas entre grandes potências, envolvendo não apenas questões ideológicas e religiosas, mas também interesses econômicos.

De acordo com o especialista, a região onde ocorre a tensão atual é considerada uma das mais sensíveis do mundo para a economia global, principalmente por concentrar uma das principais rotas de escoamento de petróleo.

“O petróleo ainda é a principal commodity do mundo e movimenta boa parte da economia global. Quando surge um conflito nessa região, o impacto pode ser imediato no mercado internacional”, explicou.

Coan também ressaltou que o cenário envolve disputas históricas e estratégicas. O Israel, por exemplo, é visto por parte do mundo árabe como um elemento externo na região, enquanto o Irã se posiciona como uma potência regional com forte influência política e militar.

Segundo ele, a preocupação de países ocidentais também está relacionada ao avanço do programa nuclear iraniano, o que aumenta a tensão diplomática e militar envolvendo os Estados Unidos e aliados.

Impacto no preço do petróleo

O economista alerta que a escalada do conflito pode provocar reflexos diretos na economia mundial, principalmente no preço do petróleo.

“Dependendo da duração da guerra e da intensidade do conflito, o barril de petróleo poderia chegar a cerca de 200 dólares. Nesse cenário, a gasolina no Brasil poderia atingir valores próximos de R$ 15 por litro”, avaliou.

Apesar disso, ele lembra que o Brasil possui hoje uma situação mais favorável devido à produção nacional de petróleo, especialmente com as reservas do pré-sal exploradas pela Petrobras. Ainda assim, fatores como câmbio, custo de transporte, refino e distribuição influenciam diretamente no preço final dos combustíveis.

Possibilidade de fim do conflito

Questionado sobre a possibilidade de um encerramento rápido da guerra, Coan acredita que o conflito ainda pode se prolongar por algumas semanas.

Para ele, a tendência é que o impasse seja resolvido por meio de negociações internacionais. “Conflitos desse tipo dificilmente se encerram apenas pela via militar. Em algum momento, países intermediários costumam entrar como mediadores para buscar um acordo e reduzir a tensão”, afirmou.

O especialista também destacou que o risco maior seria a ampliação do conflito envolvendo outras potências, como a China.

“Se outras potências entrarem diretamente no conflito, o impacto pode ser muito maior, tanto para a economia global quanto para a estabilidade política internacional”, concluiu.

Confira entrevista completa

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PMSC lança canal oficial no WhatsApp para divulgar serviços e notícias

Por Ligado no Sul10/03/2026 10h00
Foto/Redação

A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) disponibilizou um canal oficial no WhatsApp para aproximar ainda mais a instituição da comunidade e facilitar o acesso da população às informações sobre segurança pública.

Por meio do canal, os cidadãos poderão acompanhar, de forma rápida e prática, as principais notícias divulgadas no site oficial da PMSC, além de conteúdos institucionais e informações relevantes sobre as ações da corporação em todo o estado.

Entre os conteúdos divulgados no canal estão informações sobre ocorrências, dicas de prevenção, alertas e avisos importantes, além de registros de ações e treinamentos realizados pela corporação.

O acesso é simples e pode ser feito diretamente pelo celular, permitindo que o público acompanhe as atualizações da Polícia Militar em poucos cliques.

No WhatsApp, procure pelo canal “Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC)” e clique em seguir para acompanhar as novidades.

A Polícia Militar lembra que para casos de Emergência, o cidadão ligue para o 190 ou utilize o aplicativo PMSC Cidadão para denúncias, fotos e vídeos.

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Primeiro paciente de Santa Catarina recebe aplicação experimental de polilaminina

Por Ligado no Sul10/03/2026 09h30
Fotos/Divulgação

A substância polilaminina, que vem sendo estudada como possível tratamento para pacientes que sofreram lesões na medula espinhal, pode representar um avanço importante na recuperação de pessoas paraplégicas ou tetraplégicas.

Alison Carvalho Saldívia, de 19 anos, morador de Balneário Gaivota, é o primeiro paciente de Santa Catarina a receber a medicação. O jovem sofreu um trauma raquimedular no dia 11 de janeiro após mergulhar em águas rasas na praia, o que resultou em uma lesão na região cervical da coluna, na altura da vértebra C5.

Na manhã desta terça-feira (10), o Jornal da Guarujá conversou com Ângelo Formentin Neto, médico residente em anestesiologia e coordenador do pronto-socorro do Hospital Dom Joaquim, onde o paciente recebeu a aplicação da substância.

Segundo o médico, Alison foi incluído em uma etapa chamada de uso compassivo do medicamento,  quando pacientes que não estão diretamente dentro do protocolo principal do estudo conseguem acesso ao tratamento ainda em fase experimental.

“Esse nosso paciente de Balneário Gaivota se encaixou em uma fase do tratamento que chamamos de uso compassivo. É quando se recebe a medicação, que ainda está em teste, dentro de um período de até 90 dias após a lesão raquimedular”, explicou.

A aplicação da substância ocorreu na última quinta-feira, 5 de março. Uma equipe de médicos do Laboratório Cristalia esteve no hospital para realizar o procedimento.

“Uma equipe do estudo veio até o hospital com dois médicos, dois neurocirurgiões. Eles utilizaram a estrutura do hospital e o serviço de anestesiologia para aplicar a medicação no paciente”, relatou o médico.

Apesar da expectativa em torno da substância, Formentin reforça que os efeitos não acontecem de forma imediata e que a recuperação depende de um processo longo de reabilitação.

“As pessoas tendem a acreditar que o efeito será imediato, mas não é assim que funciona. O efeito da polilaminina vem com o tempo. A gente está na expectativa de que ela funcione para o nosso paciente, mas ele precisa fazer muita fisioterapia e passar por um processo intenso de reabilitação para começar a ver os efeitos”, afirmou.

De acordo com o médico, casos de recuperação após lesões medulares costumam ocorrer de forma gradual.

“É um processo longo. Às vezes começa com pequenos movimentos, depois vem a evolução com fisioterapia. Mas tudo isso leva tempo”, explicou.

Mesmo com o tratamento experimental, o médico reforça que ainda é cedo para avaliar resultados. “A gente está no embrião do processo ainda”, disse.

A partir desta semana, Alison inicia uma rotina intensiva de reabilitação. As sessões de fisioterapia ocorrem diariamente pela manhã na cidade de Criciúma, com profissionais ligados à universidade, e no período da tarde o atendimento ocorre em casa com apoio da equipe do município.

“Agora ele vai viver praticamente para a fisioterapia. A gente vai torcer muito para que tanto a fisioterapia quanto a medicação sejam eficazes e que o corpo dele responda bem ao tratamento”, destacou o médico.

Segundo Formentin, embora o medicamento ainda esteja em fase de testes, há esperança entre os profissionais envolvidos no estudo.

“É uma medicação experimental. Existe expectativa e esperança. No caso do nosso paciente, ele não tinha outra alternativa, então qualquer benefício que venha com a medicação já será muito bem-vindo”, concluiu.

Fotos/divulgação

 

Confira entrevista completa

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