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Orleans realiza mutirão de limpeza e recolhimento de resíduos volumosos neste sábado (21)
Por Ligado no Sul19/03/2026 12h00
Foto/Assessoria de Imprensa – Prefeitura de Orleans
A Prefeitura de Orleans realiza neste sábado, 21 de março, o mutirão Avança Orleans – Cidade Limpa, com ações de limpeza urbana e recolhimento de resíduos volumosos. A atividade ocorre das 7h às 11h30, com equipes do município e voluntários percorrendo os bairros Centro, Samuel Sandrini, Conde d’Eu e São Jerônimo para coletar materiais como móveis, colchões e outros itens de grande porte descartados pelos moradores.
A iniciativa faz parte do Programa Municipal de Recolhimento de Resíduos Volumosos, instituído pela administração municipal para organizar e ampliar a destinação correta desse tipo de material ao longo do ano. A ação envolve a atuação integrada da Fundação Ambiental do Município de Orleans (FAMOR), da Secretaria de Saúde, do Centro de Zoonoses e da Secretaria de Infraestrutura.
Durante o mutirão, os moradores devem disponibilizar os resíduos em frente às residências, de forma organizada, para facilitar o recolhimento pelas equipes. A proposta é evitar o descarte irregular em vias públicas, terrenos e áreas verdes, prática que compromete a limpeza urbana e pode causar problemas como entupimento da drenagem e proliferação de insetos.
O prefeito Fernando Cruzetta destaca que o mutirão marca o início de um trabalho permanente no município. “O programa Avança Orleans – Cidade Limpa estrutura uma política contínua de recolhimento e gestão de resíduos volumosos. Essa ação de sábado é o começo de um cronograma que busca manter a cidade organizada, com participação direta da população”, afirmou.
A administração municipal reforça que o programa contempla apenas resíduos volumosos, não incluindo materiais eletroeletrônicos nesta etapa. A expectativa é ampliar gradativamente as ações, com novas etapas do mutirão em outros bairros ao longo do ano.
O prefeito Fernando Cruzetta ressalta que a ação também integra as medidas de prevenção à dengue no município. “A eliminação de resíduos volumosos contribui diretamente para evitar o acúmulo de água parada, que serve de criadouro para o mosquito transmissor da dengue. Esse mutirão reforça o compromisso da gestão com a saúde pública e a prevenção de doenças, aliando limpeza urbana e conscientização da população”, disse.
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Construindo marcas pessoais fortes: da política ao mundo corporativo
Por Ligado no Sul19/03/2026 11h30
Fotos/Redação
O que faz uma marca pessoal ser forte de verdade? Não é só visibilidade. Nem apenas discurso bem ensaiado. Em muitos casos, ela nasce de um cruzamento menos óbvio: método, dor e narrativa.
Foi a partir dessa combinação que o programa Papo Empreendedor reuniu trajetórias que atravessam a política, o mundo corporativo e a literatura: três universos distintos, mas conectados por uma mesma pergunta: como transformar experiência em identidade?
Antes da mensagem, o método
Para Alexandre Costa, CEO da Berimbau Comunicação, formado em Publicidade e Propaganda e com mais de 30 anos de experiência em marketing eleitoral, atuando em campanhas em diferentes estados do país, a resposta começa com algo menos intuitivo: pesquisa.
“A sala de aula é uma pesquisa diária”, afirma. “Eu ia para ensinar e, pelo contrário, a gente aprende muito com os alunos.”
Antes de se consolidar no marketing eleitoral, Costa passou mais de uma década lecionando. Foi ali que desenvolveu uma das bases do seu método: observar comportamento em diferentes fases, perfis e contextos. “Na pesquisa tu consegue entender o que as pessoas estão pensando, como é que elas vão agir”, explica.
Essa lógica é o que, segundo ele, separa campanhas comuns de campanhas vencedoras. Não basta presença é preciso coerência estratégica em todos os canais. “Ela tem que passar pelo marketing 360. Tem que estar na TV, no rádio, na internet.”
E, ao contrário do que se anuncia há anos, os meios tradicionais seguem relevantes. “O rádio hoje é uma potência gigante”, diz, destacando o papel da credibilidade em tempos de excesso de informação.
Em um ambiente onde “existem fábricas de fake news”, como ele define, a confiança no canal se torna parte essencial da mensagem. “Tem pessoas ganhando dinheiro denegrindo imagens de pessoas de boa índole.”
Mas estratégia, para ele, não se constrói à distância. Exige imersão. “Eu contrato profissionais de lá”, explica. “Eu não faço campanha com a minha mente. Eu faço com o que a população está pensando.”
Isso significa traduzir diferenças culturais em comunicação. “Se eu faço uma pesquisa em Santa Catarina, eu divido em micro-regiões. Porque falar com o manezinho da ilha não tem nada a ver com falar com o sul do estado.”
A obsessão por dados não fica restrita ao discurso. Costa cita experiências fora da política para ilustrar o método. Ao trabalhar na implantação de supermercados em diferentes cidades, a pesquisa chegava a prever o comportamento do consumidor. “A gente já sabia quantas pessoas iam entrar com cestinha, quantas iam pegar carrinho, quem comprava para a família, quem comprava pouco.”
O impacto era direto no resultado. “Uma linha de supermercado leva, em média, cinco anos para se consolidar. Quando tu faz pesquisa, tu encurta esse caminho.”
“Bom marqueteiro é o que tem muito dado”, resume.
Quando sobreviver vira estratégia
Se na política a construção de imagem passa por método, no mundo empresarial ela pode nascer da necessidade mais básica: sobreviver.
A história de Diego Netto, empreendedor formado em Gestão Comercial e Administração pela Unesc, ex-gerente premiado nacionalmente na Oi e fundador da Vox Tecnologia, começa longe de qualquer planejamento estruturado.
Aos 17 anos, ele deixou o Brasil com um objetivo comum de “conquistar o mundo” e encontrou um cenário bem diferente.
“Quando você chega lá, você vê que as coisas não funcionam dessa forma”, conta.
Foram quase nove anos entre Portugal e Espanha, com trabalhos braçais, instabilidade e solidão. Em um dos momentos mais críticos, ficou sem salário após um golpe do empregador e acabou na rua.
“Você imagina chegar no começo do mês e não ter o teu salário para pagar o aluguel e sobreviver.”
Ele passou cinco dias nessa condição. Não contou à família. Não pediu ajuda. “Eu resolvi estar aqui, eu vou até o fim.”
A experiência, que poderia ser apenas traumática, foi reinterpretada como ponto de virada. “Eu peguei isso e transformei em vitória, transformei em força.”
Ao retornar ao Brasil, em 2009, iniciou a trajetória no setor de telecomunicações praticamente do zero. “Eu cheguei totalmente sem saber o que ia fazer”, admite.
Ainda assim, rapidamente se destacou. Um dos maiores desafios veio ao assumir uma operação desestruturada no interior de Santa Catarina. “Quando eu cheguei, tinha um funcionário só.”
A reestruturação transformou o cenário: a equipe chegou a cerca de 30 pessoas e se tornou a maior operação do país em vendas corporativas.
Para ele, o diferencial não está em fórmulas complexas. “O primeiro passo é você entender o seu produto ou serviço. O segundo é entender o seu mercado. O terceiro é persistência.”
Na liderança, a lógica é outra: pessoas não são iguais e não performam da mesma forma. “Os dedos da mão não são iguais e você tem que saber lidar com cada um deles.”
Mais do que comandar, ele defende proximidade. “Eu trouxe a equipe para mim. A gente construiu estratégia junto.”
Reescrever é possível
Se Costa fala de método e Netto de resiliência, Ana Lavratti traz um terceiro elemento essencial: narrativa.
Jornalista com mais de 35 anos de atuação em rádio, TV, jornais e portais, escritora, palestrante e autora de 14 livros, ela se dedica a transformar histórias reais em projetos literários — especialmente de mulheres.
Duas de suas obras, “Você Mulher Ainda Melhor” e “Você, Heroína da sua História”, reúnem mais de 60 biografias. Cada uma ocupa o mesmo espaço, cerca de 10 páginas em uma escolha deliberada: evitar hierarquias entre trajetórias.
“Eu não quero histórias parecidas”, afirma. “Quero a casada, a solteira, a órfã, a viúva.”
O processo é lento e artesanal. Pode levar mais de um ano para ser concluído. E vai além da escrita.
O lançamento de uma das obras reuniu cerca de 500 pessoas em um evento que exigiu horas de programação para dar voz às participantes. “Colocar 30 mulheres no palco foi um quebra-cabeça”, conta.
O esforço teve repercussão inesperada: o projeto foi citado em uma publicação internacional ligada à Organização das Nações Unidas, entre iniciativas de destaque no Brasil.
Entre as histórias reunidas, algumas desafiam qualquer previsibilidade, não apenas pelo que aconteceu, mas pelo que foi reinventado depois.
Como a de Diles. Vinda de uma família numerosa, com nove irmãs, ela encontrou no convento uma das únicas possibilidades de acesso à educação. A escolha, inicialmente prática, acabou se tornando um caminho de vida: foram 20 anos como freira.
Mas a trajetória não terminou ali. Com o tempo, já formada e vivendo outra fase, Diles se apaixonou por um padre que também deixou a vida religiosa. Os dois decidiram recomeçar juntos. Construíram uma família, tiveram filhos, netos, e seguiram uma vida completamente diferente daquela que parecia traçada no início.
Décadas depois, já aos 84 anos, ela voltou a se reinventar mais uma vez: desfilou no carnaval de Florianópolis. “Imagina a energia”, comenta Ana.
A história, por si só, desmonta a ideia de destino fixo. Mostra que identidade não é linha reta é processo.
Se Diles representa a reinvenção ao longo do tempo, a trajetória de Mikiko expande ainda mais os limites do que se entende por resiliência.
Nascida em Nagasaki poucos anos após a explosão da bomba atômica, ela cresceu em um ambiente marcado por escassez extrema. “A gente só sobreviveu porque aprendeu a comer capim”, relatou.
Além das dificuldades econômicas e sociais do pós-guerra, havia também desafios físicos: até os três anos, ela não conseguia sequer ficar em pé.
Na adolescência, veio a mudança para o Brasil, mais um recomeço, em um país desconhecido.
Foi a partir dessas experiências que Mikiko construiu um novo caminho. Buscando alternativas, mergulhou na medicina oriental e desenvolveu sua própria metodologia terapêutica. O resultado foi a criação de um negócio que se expandiu, com serviços de bem-estar presentes em espaços como aeroportos e shoppings.
Por trás do crescimento, no entanto, havia uma rotina intensa. “Muitas vezes dormíamos três horas por noite”, relembra Ana.
Hoje, em outra fase da vida, Mikiko colhe os resultados de uma trajetória marcada por reconstrução constante entre o Japão e o Brasil, entre a escassez e a expansão.
Mas talvez a reflexão mais provocadora da autora esteja na forma como enxerga identidade.
“O que vem depois de ‘eu sou’ determina o nosso destino”, afirma. “As nossas crenças são autorrealizáveis.”
Ao reunir dezenas de histórias, ela reforça uma ideia simples e, ao mesmo tempo, radical: nenhuma trajetória é menor do que outra.
“A tua história tem o mesmo valor que todas essas.”
Conheça um pouco mais de cada convidado
Ana Lavratti
Livro que mudou sua vida? Poliana
Um sonho ainda não realizado? Academia Brasileira de Letras
Maior conquista que te enche de orgulho? Minha filha
Medo que te impulsiona a melhorar? De ficar doente
Uma decisão que você repensaria? Se eu tivesse aceitado trabalhar na RBS ao invés da Band, qual seria a minha trajetória?
Qual hábito diário mais impacta positivamente sua vida? Acordar e tomar um café gourmet
Qual conselho você daria ao seu eu mais jovem? Ser a minha maior fã
Música pop ou rock que te dá energia? Michel Jackson e Bruno Mars
Causa ou valor pelo qual você luta? Que mais mulheres estejam no associativismo
Onde você se vê daqui a 5 anos? Na lista de best seller
Alexandre Costa
Livro que mudou sua vida? A Bíblia
Um sonho ainda não realizado? Conseguir evangelizar pessoas que ainda não consegui
Maior conquista que te enche de orgulho? Quando conheci Cristo
Uma decisão que você repensaria? A de não ter conhecido Cristo antes
Qual hábito diário mais impacta positivamente sua vida? Oração
Qual conselho você daria ao seu eu mais jovem? Ter me envolvido com o evangelho há mais tempo
Qual marca você quer deixar para o mundo? Cristo
Música pop ou rock que te dá energia? Titãs
Onde você se vê daqui a 5 anos? Eu me vejo evangelizando muitas pessoas
Diego Netto
Livro que mudou sua vida? A Bíblia e a Arte da Guerra
Um sonho ainda não realizado? Levar a Vox para fora do Brasil
Maior conquista que te enche de orgulho? Minha família
O que a Vox faz, em uma frase? Leva tecnologia e muda a vida das pessoas
Qual hábito diário mais impacta positivamente sua vida? A conexão com Deus
Qual conselho você daria ao seu eu mais jovem? Não desista nunca
Música pop ou rock que te dá energia? Capital Inicial
Qualidade que você busca nos outros? O amor ao próximo
Algo que você evita ou prefere manter distância? A má energia
Onde você se vê daqui a 5 anos? Com a Vox fora do Brasil
Confira o programa completo
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Detran retoma atendimento em novo endereço em Orleans após danos por chuvas
Por Ligado no Sul19/03/2026 11h00
Foto/Divulgação Prefeitura de Orleans
O atendimento do Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina (Detran/SC) em Orleans foi retomado nesta quarta-feira (18), em um novo endereço. A mudança ocorreu após o prédio anterior ser danificado pelas fortes chuvas registradas na região.
Agora, os serviços passam a ser realizados em um espaço anexo ao prédio da Polícia Militar, localizado na Rua João Feldmann, nº 221, no bairro Santista.
O horário de atendimento ao público será das 13h às 17h.
De acordo com as informações divulgadas, a alteração foi necessária para garantir a continuidade dos serviços à população, evitando a interrupção dos atendimentos.
Além do atendimento presencial, os usuários também podem acessar diversos serviços de forma online, por meio do site oficial do Detran/SC, ou buscar orientações com a assistente virtual Catarina, disponível via WhatsApp pelo número (48) 3664-1800.
A orientação é que os moradores fiquem atentos ao novo endereço para evitar transtornos ao buscar atendimento.
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Corredores cheios e muito conteúdo marcam o primeiro dia do Empreende SC em Criciúma
Por Ligado no Sul19/03/2026 10h30
Fotos/Divulgação EmpreendeSC
Corredores movimentados, palcos cheios e muito networking deram o tom do primeiro dia do Empreende SC 2026, que começou nesta terça-feira, 18 de março, em Criciúma. Desde a abertura, cerca de 2 mil participantes circularam pela AM Master Hall em busca de conhecimento, conexões e novas ideias, em uma programação que uniu conteúdo prático e experiências voltadas ao universo dos negócios.
A abertura da plenária ficou por conta de João Branco, que trouxe provocações diretas sobre posicionamento, diferenciação e construção de marca. Logo no início, o palestrante chamou a atenção do público ao questionar a lógica da concorrência. “Quem deveria comprar do seu concorrente?”, provocou, para em seguida reforçar: “Ninguém. Você precisa construir algo tão forte que não faça sentido o cliente escolher outro”.
Ao longo da palestra, João destacou a importância de entender o que torna uma empresa única no mercado e trouxe uma reflexão central sobre marketing: “Quem são os seus clientes mais satisfeitos e o que eles têm em comum?”. Para ele, é a partir dessa resposta que se constrói uma marca relevante, capaz de sair da disputa por preço e ganhar valor percebido.
Outro ponto que chamou a atenção foi a abordagem sobre nicho. O palestrante explicou que escolher um público específico não reduz oportunidades, pelo contrário. “Quando você define um nicho, você cria um mercado que precisa de você”, afirmou, conectando o conceito à realidade de empresas de diferentes portes.
Na sequência, a plenária seguiu com nomes como Gabriel Alterman, da Link School of Business, e Cláudio Gomes, que trouxe uma fala marcada por trajetória e superação. Ao compartilhar sua caminhada até chegar à Confederação Brasileira de Futebol, destacou a importância da mentalidade e da autoconfiança. “Só acontece na sua vida se você acreditar que é merecedor”, afirmou.
O primeiro dia da plenária foi encerrado com a palestra da comunicadora Giovana Pedroso, que falou sobre Ethos, Logos e Pathos: a engenharia invisível de quem fala bem e influencia, e por Igor Coelho, do Grupo Flow, que abordou o futuro da comunicação.
Programação simultânea amplia debates e fortalece conexões
No intervalo da programação da plenária, o evento seguiu com um cronograma distribuído em quatro palcos temáticos, cada um com uma curadoria específica e conteúdos voltados a diferentes áreas do universo empresarial. Comunicação, inovação, gestão de pessoas, tecnologia e desenvolvimento de negócios estiveram entre os temas abordados ao longo do dia.
Cada palco reuniu especialistas e profissionais com atuação direta no mercado, trazendo experiências práticas e discussões conectadas à realidade das empresas. De acordo com o organizador do evento, Fernando Sabino, a proposta é permitir que os participantes construam suas próprias trilhas de aprendizado, circulando entre diferentes conteúdos e perspectivas. “A gente preparou tudo com muito cuidado, pensando em conteúdo que realmente fizesse sentido para quem empreende. Ver os espaços cheios, as pessoas participando e trocando experiências mostra que estamos no caminho certo”, afirma.
Além dos palcos, a Feira de Negócios também movimentou o ambiente, reunindo marcas, empresas e startups que apresentaram soluções, produtos e serviços ao público. O espaço contou ainda com ativações e interações ao longo do dia, reforçando o caráter dinâmico do evento e estimulando conexões entre os participantes. “O Empreende é também sobre conexões. Muitas ideias, parcerias e oportunidades começam aqui, em uma conversa entre uma palestra e outra. Esse ambiente é o que torna o evento tão especial”, completa.