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Agora que São Elas destaca mulheres influentes e reconhece trajetória de Regiane Volpato em Orleans
Por Ligado no Sul10/04/2026 11h30
Foto/Studio Debiasi
Ser reconhecida entre as mulheres mais influentes de Orleans foi um momento de emoção e reflexão para Regiane Volpato, de 47 anos. A homenagem ocorreu durante a 5ª edição do Agora que São Elas, promovido pela Rádio Guarujá, realizada no dia 30 de março. O evento tem como objetivo destacar e valorizar mulheres influentes de diferentes municípios da região Sul catarinense.
Mãe do Pedro, de 8 anos, e atuante na causa do autismo, Regiane descreve a homenagem como um marco profundamente simbólico em sua trajetória pessoal e profissional.
Regiane revelou que o reconhecimento ainda está sendo assimilado. “Foi algo que eu ainda, por vezes, fico pensando e processando no coração. Receber essa homenagem mexeu comigo de uma forma muito profunda”, afirmou. Segundo ela, o momento representou mais do que uma celebração: foi uma oportunidade de revisitar sua própria história. “Não foi só um momento bonito, foi um momento de significado, de olhar para trás e lembrar de tudo que a gente já viveu, de cada desafio, de cada lágrima, de cada oração feita em silêncio”, completou.
Apesar da relevância da homenagem, Regiane destaca que não esperava estar entre as escolhidas. “Sendo bem sincera, eu não imaginava estar entre as escolhidas, nunca nem nos meus melhores sonhos imaginei ter esse reconhecimento”, disse. Para ela, o foco sempre esteve no trabalho e no propósito, e não na visibilidade. “A gente por vezes fica tão focada em fazer as coisas acontecerem, em cuidar, em acolher, que nem sobra espaço para pensar em reconhecimento. Eu nunca fiz nada esperando isso”, ressaltou.
Filha de Celso e Anadir Volpato, Regiane possui uma sólida formação acadêmica. É formada em Administração de Empresas pela UNISUL, tem pós-graduação em Marketing pela UFRGS e também formação em Direito pelo UNIBAVE. Na vida profissional, atua na área administrativa da empresa da família, a Madereira Volpato, dando continuidade a um legado construído com trabalho e valores familiares.
No entanto, foi a maternidade que redefiniu seus caminhos. A partir da vivência como mãe atípica, encontrou um novo propósito: lutar por mais compreensão, respeito e oportunidades para crianças com autismo. Esse engajamento resultou na criação da Associação Pró Autismo de Orleans (APA), da qual é membro fundadora e atual presidente.
À frente da entidade, tem se dedicado à criação de projetos, ampliação de atendimentos e iniciativas voltadas à inclusão, autonomia e dignidade de pessoas com autismo e suas famílias.
Ao relembrar o momento em que teve seu nome anunciado, Regiane destacou o caráter coletivo da conquista. “Quando eu ouvi meu nome, passou um filme na minha cabeça, e ali eu tive uma certeza muito forte: isso não é só meu. É de muita gente”, afirmou. Ela reforça que o reconhecimento também pertence às famílias e às pessoas que fizeram parte de sua caminhada. “É de cada mãe que confiou, de cada criança que nos ensina tanto, de cada pessoa que caminhou comigo até aqui acreditando nesse propósito.”
Foto/ Ana Rocha
Foto/Ana Rocha
Foto/ Ana Rocha
Foto/Ana Rocha
A experiência, segundo ela, teve também um significado espiritual. “Foi uma experiência linda, mas, acima de tudo, foi um abraço de Deus no meu coração. Foi como se Deus dissesse assim: ‘eu estou vendo tudo, segue firme’”, relatou.
Com o reconhecimento, Regiane afirma que o compromisso com a causa se fortalece ainda mais. “Eu saí de lá com o coração transbordando, com muita gratidão, e ainda mais comprometida com tudo aquilo que eu acredito”, disse.
Para ela, a essência do trabalho permanece a mesma: “No fim, o que realmente importa é isso: fazer com amor, servir com propósito e confiar que Deus cuida do resto”.
Foto/Studio Debiasi
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Quando a “barriga inchada” vira sinal de alerta: médico explica causas e exames
Por Ligado no Sul10/04/2026 10h30
Foto/ Marina Kremer
A sensação de “barriga inchada” é tão frequente que muitas pessoas acabam normalizando o desconforto. No entanto, a distensão abdominal persistente pode ser um sinal de alerta. O gastroenterologista Nelson Cathcart Jr. explica que o sintoma, quando contínuo, não deve ser ignorado. “Sentir-se estufado todos os dias não é normal. Quando a distensão ultrapassa um mês ou vem acompanhada de perda de peso, sangue nas fezes, anemia ou alterações persistentes das fezes, a investigação deve ser imediata”, ressalta.
Segundo o especialista em doenças do estômago e intestino, a distensão abdominal pode ter diversas causas. Entre as mais comuns estão intolerâncias alimentares, que incluem não apenas lactose, mas também frutose e frutanos, que são carboidratos encontrados em diversos vegetais e cereais. Doenças funcionais, como síndrome do intestino irritável e constipação, também estão entre os motivos frequentes. Disbioses intestinais, como SIBO (Supercrescimento Bacteriano no Intestino Delgado) e IMO (Supercrescimento de Micro-organismos Metanogênicos), doenças relacionadas ao glúten, doenças inflamatórias intestinais e condições ginecológicas, como endometriose e tumores de ovário, completam a lista.
“Uma simples infecção pode alterar a microbiota e gerar distensão, mas também podemos estar diante de doenças como câncer de intestino, reto, fígado ou peritônio. Por isso, o contexto clínico é fundamental”, salienta.
Para auxiliar no diagnóstico, o médico destaca o uso dos testes respiratórios, exames modernos e não invasivos capazes de identificar intolerâncias alimentares e disbioses. Os aparelhos detectam gases produzidos no intestino e exalados pelos pulmões, permitindo avaliar fermentação e absorção de substâncias como lactose, frutose e frutanos. “Os testes respiratórios são ferramentas seguras e precisas. Eles ajudam a diferenciar intolerâncias de supercrescimento bacteriano, condições que muitas vezes se confundem”, explica.
Além dos respiratórios, o médico destaca que outros exames podem ser necessários dependendo do caso, como endoscopia, colonoscopia, ultrassonografia, tomografia ou ressonância, especialmente quando há suspeita de doenças estruturais, inflamatórias ou tumorais.
Prevenção e cuidados
A alimentação e os hábitos diários também influenciam o quadro. A distensão pode ocorrer por fermentação excessiva, retenção de água no intestino ou digestão lenta. No entanto, o especialista reforça que não se deve cortar alimentos por conta própria.
“Antes de suspender alimentos por conta própria, o que pode inclusive atrasar o diagnóstico de condições importantes, é fundamental ter uma avaliação adequada. O ideal é buscar acompanhamento médico”, orienta o especialista.
De acordo com o gastroenterologista, entre as medidas que ajudam a reduzir episódios de distensão estão: comer devagar, evitar grandes volumes de comida de uma só vez, reduzir bebidas gaseificadas, praticar atividade física, dormir bem, controlar o estresse e evitar hábitos que aumentam ar no intestino como mascar chiclete e fumar.
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Saiba quais são as novas leis que ampliam a proteção às mulheres
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (9), três projetos de lei que fortalecem o combate à violência contra a mulher. Conheça mais detalhes das novas legislações.
Monitoramento eletrônico de agressores
O PL 2.942/2024 altera a Lei Maria da Penha para estabelecer a monitoração eletrônica de agressores como medida protetiva autônoma em casos de violência doméstica.
Atualmente, a Lei Maria da Penha autoriza o monitoramento apenas como opção. Além disso, a vítima poderá usar um dispositivo de segurança que alerta sobre a aproximação do agressor.
Segundo o Palácio do Planalto, os objetivos da nova lei são:
aumento da capacidade de controle do cumprimento das medidas protetivas;
redução do tempo de resposta em situações de risco;
possibilidade de atuação preventiva com base em geolocalização.
Tipificação do crime de vicaricídio
O PL 3.880/2024 inclui a violência vicária entre as formas de violência doméstica previstas na Lei Maria da Penha. Essa modalidade é caracterizada pela prática de atos contra terceiros — especialmente filhos, dependentes ou pessoas próximas — com o objetivo de atingir psicologicamente a mulher.
A proposta também tipifica o homicídio vicário no Código Penal, estabelecendo pena de 20 a 40 anos de reclusão quando o crime for cometido contra:
descendente;
ascendente;
dependente;
enteado;
pessoa sob guarda ou responsabilidade da mulher.
A pena pode ser ampliada caso o crime seja praticado na presença da mulher, contra criança, adolescente, idoso ou pessoa com deficiência, ou ainda em descumprimento de medida protetiva de urgência.
Combate à violência contra mulheres indígenas
O PL 1.020/2023 institui o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres Indígenas. A data será celebrada anualmente em 5 de setembro.
“Embora tenha caráter simbólico, a iniciativa cumpre papel estratégico ao dar visibilidade a uma realidade ainda pouco considerada nas políticas públicas e ao evidenciar a necessidade de abordagens específicas”, informou o Palácio do Planalto.
*Via Agência Brasil
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Inadimplência em SC recua pelo quinto mês consecutivo e segue abaixo da média nacional
Por Ligado no Sul10/04/2026 09h30
Imagem/Reprodução
A inadimplência das famílias catarinenses voltou a cair em março de 2026, marcando o quinto mês consecutivo de redução no indicador. O percentual de famílias com contas em atraso recuou de 28,1% em fevereiro para 26,8%, uma queda de 1,3 ponto percentual, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada pelo Núcleo de Inteligência Estratégica da Fecomércio SC em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC).
Com o resultado, Santa Catarina mantém o nível de inadimplência abaixo da média nacional, que ficou em 29,6% no mesmo período. Apesar da melhora recente, o índice ainda está acima do registrado em março de 2025.
O presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, destaca que a inadimplência deu um salto entre o primeiro e o segundo semestre do ano passado, atingindo um pico de 33,1% em outubro. Desde então, o indicador vem em queda, embora ainda permaneça acima dos patamares observados no fim de 2024 e no início de 2025.
“A queda da inadimplência é uma boa notícia. Ainda estamos acima da nossa média histórica, que é de aproximadamente 22%, mas o viés é de redução. Seguiremos acompanhando nos próximos meses. Uma queda mais acentuada da inadimplência pode impulsionar o consumo, contribuindo para o aquecimento da economia”, afirma Dagnoni.
Ao mesmo tempo, o nível de endividamento das famílias apresentou leve alta, passando de 72,8% para 73,5% em março. O dado indica maior utilização de crédito e compras parceladas, com compromissos financeiros projetados para os próximos meses.
Já o percentual de famílias que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas em atraso permaneceu praticamente estável, passando de 10,4% para 10,3%.
Entre as principais modalidades de endividamento, o cartão de crédito segue liderando, presente em 86,3% das famílias catarinenses. Na sequência, aparecem os carnês (25,7%) e o crédito pessoal (17,4%).
Segundo a Fecomércio SC, o cenário aponta para uma melhora gradual da inadimplência, ao mesmo tempo em que o endividamento segue elevado, refletindo um ambiente de maior consumo financiado e exigindo atenção das famílias na gestão do orçamento.