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Comércio, serviços e turismo fazem apelo para que PEC da 6×1 não seja votada antes das eleições
Por Ligado no Sul01/09/2026 11h30
Foto/TV Senado
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em parceria com a Fecomércio SC e os sindicatos empresariais, lançou uma campanha nacional contra a votação, antes das eleições, da PEC que altera a jornada de trabalho e extingue a escala 6×1. O lema é: “A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não.”
As entidades defendem o adiamento da análise da proposta no Senado, alegando riscos de mudanças constitucionais em um cenário de fragilidade econômica. O setor produtivo afirma que a economia já enfrenta juros altos, crédito restrito, elevado endividamento das famílias, aumento da inadimplência empresarial e queda nos investimentos, além da saída de empresas estrangeiras do país. Também cita o fim da chamada “Taxa das Blusinhas” como fator de pressão sobre o varejo nacional.
Segundo as entidades, o aumento dos custos operacionais — em um segmento no qual mais de 90% dos trabalhadores atuam no regime 6×1 — pode ser repassado aos preços, com impacto na inflação, redução de empregos formais e avanço da informalidade.
O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, afirma que a proposta exige responsabilidade e análise técnica. “Uma decisão dessa magnitude precisa de diálogo e profundidade. Votar uma mudança constitucional dessa natureza de forma apressada e às vésperas do processo eleitoral coloca em risco milhões de micro e pequenas empresas e empregos formais. O caminho mais seguro segue sendo a negociação coletiva”, disse.
O presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, também manifestou preocupação com os impactos da medida sobre micro e pequenas empresas. “Santa Catarina possui um setor terciário dinâmico, formado majoritariamente por micro e pequenas empresas, que seriam diretamente impactadas por mudanças abruptas na jornada de trabalho. Um estudo realizado pela Fecomércio SC apontou que a extinção da jornada 6×1 pode significar a perda de 27 mil empregos apenas nos setores do comércio de bens, serviços e turismo. É fundamental que qualquer alteração dessa natureza seja amplamente debatida e construída com base na realidade de cada segmento, preservando empregos e a competitividade das empresas”, afirmou.
CNC e Fecomércio SC pedem cautela ao Senado e defendem que mudanças na jornada sejam feitas por meio de convenções coletivas, conforme a legislação trabalhista. As entidades também alertam para os efeitos econômicos de medidas como a taxação de importações diretas, que, segundo elas, requerem debate mais amplo e sem pressa eleitoral.
Fecomércio
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Procon orienta consumidores sobre danos causados por chuva e granizo em Santa Catarina
Por Ligado no Sul01/09/2026 11h00
Foto/Reprodução
As fortes chuvas e o granizo registrados nos últimos dias em Santa Catarina provocaram danos em veículos e imóveis em diferentes regiões do estado. Diante dos prejuízos, o Procon de Santa Catarina orienta os consumidores sobre como proceder para buscar indenização ou ressarcimento.
A primeira medida para quem possui seguro é conferir a apólice e verificar se a cobertura contratada inclui danos provocados por granizo, alagamentos e outros eventos relacionados às chuvas.
A diretora do Procon de Santa Catarina, delegada Michele Alves, explica que o consumidor deve reunir provas dos prejuízos antes de realizar qualquer reparo.
“Primeiro, verificar se tem seguro contratado, verificar as cláusulas e se isso está na cobertura contratada. Se tiver, guardar fotos, vídeos, comprovantes fiscais para pedir a solicitação da indenização”, orienta.
Por isso, a recomendação é fotografar e filmar os danos, além de guardar orçamentos, notas fiscais e protocolos de atendimento. Os registros podem ser utilizados para comprovar o prejuízo e auxiliar no pedido de indenização junto à seguradora.
Veículo danificado em estabelecimento
Também existem situações em que o veículo é danificado enquanto está dentro de um estabelecimento comercial. Nesses casos, a possibilidade de ressarcimento depende das circunstâncias da ocorrência.
É necessário avaliar, por exemplo, se houve negligência do estabelecimento ou se existia algum problema na estrutura do local que já apresentava risco antes do temporal.
O consumidor deve registrar os danos, fotografar o local, guardar comprovantes que demonstrem sua permanência no estabelecimento e, se possível, identificar testemunhas.
Danos provocados por problemas de responsabilidade pública
Situações que envolvem o poder público também podem ser analisadas individualmente. Um exemplo é a queda de uma árvore que já apresentava necessidade de manutenção e acaba atingindo um veículo ou imóvel.
Danos relacionados a obras públicas sem sinalização adequada também podem ser avaliados. Nesses casos, é importante reunir fotos, vídeos, documentos e outras informações que ajudem a demonstrar como o prejuízo ocorreu.
O que fazer se o seguro negar a cobertura?
Caso a seguradora negue uma cobertura prevista na apólice ou demore para realizar o ressarcimento, o consumidor pode procurar o Procon de Santa Catarina para registrar uma reclamação.
A orientação é manter todos os protocolos, documentos e registros das conversas com a seguradora.
O Procon também disponibiliza um canal de WhatsApp para denúncias pelo número (48) 3665-9057.
*Com informações Acaert
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Câmara de Orleans debate violência contra a mulher, transparência e funcionamento de câmeras OCR
Por Ligado no Sul01/09/2026 10h30
Fotos/Redação
A 33ª sessão da Câmara de Vereadores de Orleans, realizada nesta segunda-feira (31), teve entre os principais assuntos debatidos a violência contra a mulher, a transparência nos gastos públicos e o funcionamento das câmeras OCR instaladas no município.
Um dos momentos de maior impacto foi a participação de Vanderleia Rossi, convidada pela Procuradoria da Mulher da Câmara para utilizar a tribuna e compartilhar a experiência vivida há cerca de 21 anos, quando foi vítima de violência física e psicológica praticada pelo então companheiro.
Durante o depoimento, Vanderleia relatou que sofreu agressões durante o relacionamento e chegou a correr risco de morte. Em uma das situações mais graves, contou que foi enforcada com o fio de um telefone.
“Eu passei isso faz 21 anos e foram momentos bem intensos. Foram violências físicas, psicológicas, agressões bem fortes que quase tiraram a minha vida. Teve uma vez que realmente quase deu certo”, relatou.
Na época, segundo ela, tinha um filho pequeno e chegou a pesar 56 quilos. Vanderleia também falou sobre uma característica que, segundo sua experiência, dificulta a identificação da violência doméstica: a diferença entre o comportamento do agressor dentro e fora de casa.
“Na rua ele não parece agressor. Ele é agressor da porta para dentro. Existe toda uma encenação e é difícil para a mulher fazer com que as pessoas acreditem”, afirmou.
Além das agressões físicas, Vanderleia contou que também sofreu com controle e isolamento. Ela relatou ter sido proibida de visitar o pai e o irmão durante um ano e disse que o ciúme do companheiro chegou a atingir seu próprio filho.
Segundo ela, até situações relacionadas à aparência e à rotina eram controladas. Vanderleia afirmou que não podia abrir as janelas da casa, receber determinadas pessoas ou frequentar a praia usando roupas que mostrassem as pernas.
“Praia só de calça jeans. Tenho fotos que comprovam isso. Eu virei motivo de piada. As pessoas achavam que eu tinha algum problema nas pernas, mas não era nada disso”, contou.
Ela afirmou ainda que as agressões começaram quando estava grávida, inicialmente com um empurrão, e foram aumentando com o tempo.
“O cuidado é uma coisa. O ciúme já é outra coisa bem diferente. O ciúme destrói”, declarou.
Ao recordar o episódio do enforcamento, Vanderleia afirmou ter acreditado que morreria.
“Naquela hora eu só pedi a Deus que meu filho ficasse bem”, relatou.
A decisão de deixar o relacionamento veio depois de uma série de acontecimentos familiares. Vanderleia contou que perdeu dois irmãos em um período de um ano e passou a temer que seu pai enfrentasse a perda de uma terceira filha.
“Eu entendi que eu seria a próxima e que seria muito duro para o meu pai perder uma terceira filha de uma forma tão trágica. Foi quando tomei a decisão de sair. Na verdade, de fugir”, afirmou.
Violência nem sempre é percebida por quem está fora
Vanderleia também chamou atenção para o fato de que a violência doméstica pode ocorrer independentemente da condição financeira ou da imagem social do agressor.
Ela contou que vinha de uma família estruturada e que o relacionamento, visto de fora, não apresentava sinais que levassem as pessoas a suspeitar das agressões.
“Como que tu vai entrar na casa de um casal e vê as melhores coisas possíveis dentro daquela casa, os armários cheios, tudo abastecido, e vai dizer que aquele marido não é bom? Fica difícil de provar”, explicou.
Ela relatou ainda que chegou a tentar registrar as agressões com uma câmera, mas o equipamento foi encontrado pelo companheiro e danificado.
Ao final do depoimento, Vanderleia deixou uma orientação para mulheres que estejam passando por situações de violência.
“Registrem o BO, denunciem. Mas, a partir do momento que vocês fizerem isso, tenham ciência de que precisam sair. Precisam buscar ajuda e proteção da família ou de amigos”, afirmou.
Ela também defendeu a busca por medidas protetivas e apoio de pessoas de confiança.
“Procurem pessoas em quem vocês confiem, denunciem, peçam medida protetiva. Mas vocês precisam sair de onde estão”, orientou.
Vanderleia afirmou que hoje se considera recuperada da experiência e reforçou a necessidade de as mulheres acreditarem na própria capacidade de reconstruir a vida.
“Hoje eu sou uma pessoa totalmente curada. É ter fé e acreditar em si, porque dentro de toda mulher existe uma guerreira forte para caramba, capaz de sair de qualquer situação”, concluiu.
Vereador cobra informações sobre gastos com publicidade
Durante a sessão, o vereador Dovagner Baschirotto (MDB) também comentou o requerimento nº 21, apresentado por ele em 24 de julho, solicitando informações sobre os gastos da Prefeitura de Orleans com marketing, publicidade e propaganda nos veículos de comunicação.
Segundo o vereador, a resposta do Executivo foi recebida em 27 de agosto. Ele afirmou que os dados encaminhados apresentam os pagamentos feitos às empresas responsáveis pela publicidade, mas não detalham quais veículos de comunicação receberam os recursos e os respectivos valores.
“Essa informação, para nós, é insuficiente, porque a gente não tem o direcionamento de quem recebeu esses pagamentos”, afirmou.
Baschirotto disse que, após orientação jurídica, pretende buscar as informações junto ao Ministério Público ou ao Tribunal de Contas, para verificar os valores destinados a rádios, portais e outros meios de comunicação.
De acordo com o vereador, a motivação do requerimento também está relacionada a publicações feitas por um portal local que, segundo ele, questionaram sua atuação parlamentar e divulgaram informações sobre valores recebidos por vereadores.
Baschirotto afirmou que já havia feito cobranças relacionadas à situação das câmeras de segurança, à Ponte Anita Garibaldi e a outras questões de interesse do município. Segundo ele, as manifestações foram interpretadas pelo portal como críticas ao governador.
“Na verdade, a gente não fala mal do governador. A gente cobra o que é melhor para o nosso estado e principalmente para o nosso município”, declarou.
O vereador defendeu que a população tenha acesso aos dados sobre os investimentos do Executivo em publicidade e comunicação.
Câmara também cobra funcionamento das câmeras OCR
Outro assunto abordado durante a sessão foi o funcionamento das câmeras OCR, equipamentos capazes de identificar e registrar placas de veículos.
A indicação foi apresentada pelo presidente da Câmara, Murilo Hofmann (Novo), solicitando que o Executivo Municipal dê atenção à situação do sistema no município.
Segundo o vereador, as câmeras estão instaladas em Orleans, mas o sistema de leitura das placas não estaria funcionando há algum tempo.
A proposta busca que a Prefeitura verifique a situação dos equipamentos e adote as medidas necessárias para que o sistema volte a operar adequadamente.
O funcionamento das câmeras é considerado uma ferramenta importante para a segurança pública, especialmente por permitir o registro de placas de veículos que circulam pelo município e auxiliar no trabalho de identificação e localização de automóveis.
Confira
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Coopercocal apresenta Plano de Contingência para atuação em períodos de alertas climáticos
Por Ligado no Sul01/09/2026 10h00
Foto/Coopercocal
A Coopercocal apresentou aos colaboradores, na manhã desta segunda-feira, dia 31, o Plano de Contingência elaborado de acordo com a Resolução Normativa nº 1.137/2025 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
O documento reúne estratégias e procedimentos para orientar a atuação da cooperativa durante condições climáticas adversas, organizando equipes, recursos, comunicação e as prioridades de atendimento em situações que possam afetar o sistema elétrico.
Para o presidente da Coopercocal, Altair Lorival de Mélo, o Belha, a preparação antecipada é fundamental para garantir uma atuação organizada diante de possíveis ocorrências. “Estar preparado é fundamental, principalmente diante das previsões de eventos climáticos que podem afetar o fornecimento de energia. Esse planejamento permite organizar nossas equipes e recursos com antecedência, garantindo uma resposta mais rápida sempre que for necessário. Nosso objetivo é atender bem os consumidores e minimizar os impactos de qualquer ocorrência”, destacou.
O supervisor de operações elétricas da Coopercocal, Heverton Antunes de Medeiros, explicou que o plano estabelece critérios para definir o nível de resposta necessário conforme cada situação. “O plano de contingência define o nível da severidade da ocorrência de acordo com a condição meteorológica. É feita a avaliação meteorológica de chuva, vento e também de forma reativa, que é a questão do número de ocorrências”, explicou.
A preparação já foi adotada de forma preventiva durante o último fim de semana. Diante da previsão de chuva intensa para a região, a Coopercocal ampliou sua estrutura e deixou equipes preparadas para atender possíveis ocorrências.
Foram reforçados os plantões e as equipes de sobreaviso, além do Centro de Operação da Distribuição (COD). Os setores comercial e administrativo também ficaram preparados para auxiliar no atendimento de possíveis demandas. “Não houveram ocorrências de grande relevância, mas estávamos preparados caso houvesse a necessidade. Ampliamos o nosso quadro para atender o consumidor de forma mais ágil, rápida e organizada”, afirmou Heverton.
O plano também estabelece critérios para priorizar os atendimentos, com atenção à segurança, aos serviços essenciais e aos consumidores que possuem equipamentos de uso vital. As redes-tronco e principais ramais também recebem prioridade por atenderem um número maior de unidades consumidoras.
O Plano de Contingência prevê diferentes níveis de ativação, com medidas e mobilização de equipes e recursos conforme a gravidade de cada ocorrência.
Atuação integrada com o GRAC
Outro ponto importante para a atuação da Coopercocal durante situações de risco é o trabalho integrado por meio do GRAC – Grupo de Resposta e Ações Coordenadas.
O grupo reúne representantes da Coopercocal, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Prefeitura e Polícia, facilitando o compartilhamento de informações e a organização das ações diante de alertas meteorológicos e possíveis ocorrências.
Segundo Heverton, a Coopercocal participa dos grupos de Cocal do Sul e Urussanga, mantendo contato direto com os demais órgãos envolvidos. “Temos os responsáveis por cada segmento integrados nesse grupo, o que facilita e agiliza a comunicação diante de qualquer necessidade ou identificação de pontos de risco. Além disso, os alertas são compartilhados com antecedência, permitindo que possamos nos organizar de forma mais eficiente e antecipar possíveis ocorrências, garantindo uma atuação mais planejada e coordenada”, destacou.