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Ligado no Sul
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Cegero reúne cerca de 270 pessoas em Orleans na primeira edição do projeto Cegero na Comunidade

Por Ligado no Sul08/06/2026 10h30
Foto/Cegero

A Cooperativa de Eletricidade de São Ludgero (Cegero) realizou a primeira edição do projeto Cegero na Comunidade, na comunidade da Taipa, em Orleans. O evento marcou a abertura oficial da iniciativa e reuniu aproximadamente 270 pessoas, entre associados, lideranças comunitárias, conselheiros de administração e fiscal e colaboradores da cooperativa, consolidando-se como um grande sucesso de participação, integração e cooperativismo.

Durante o encontro, foram apresentados os principais resultados da cooperativa, investimentos realizados na comunidade, ações sociais, indicadores de qualidade do fornecimento de energia e os projetos estratégicos previstos para os próximos anos.

Entre os destaques apresentados estiveram a conquista do Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão 2025 – Categoria Ouro, que reconheceu a Cegero como a cooperativa de distribuição de energia elétrica mais bem gerenciada do Brasil; a posição entre as distribuidoras com as menores tarifas do país, ocupando atualmente a terceira menor tarifa entre as 103 distribuidoras brasileiras; a inauguração da Linha de Distribuição LD 138 kV, o maior investimento da história da cooperativa; os mais de R$ 1,1 milhão investidos em projetos sociais e ambientais em 2025; e os investimentos previstos de aproximadamente R$ 35 milhões para o período de 2026 a 2029.

Também foram apresentados dados específicos da comunidade da Taipa, incluindo investimentos em infraestrutura elétrica realizados nos últimos anos, projetos futuros de melhoria da rede, indicadores de qualidade do fornecimento e ações sociais que beneficiam diretamente a comunidade.

O presidente da Cegero, Tito Hobold, destacou a importância de aproximar cada vez mais a cooperativa de seus associados. “Nosso objetivo é estar presente nas comunidades, ouvindo as pessoas, prestando contas e mostrando de forma transparente onde os recursos estão sendo investidos. A participação expressiva da comunidade da Taipa demonstra a força do cooperativismo e o interesse dos associados em acompanhar o desenvolvimento da cooperativa.”

O projeto Cegero na Comunidade foi concebido para fortalecer o relacionamento entre a cooperativa e seus associados, levando informações, resultados e perspectivas diretamente às comunidades atendidas. A iniciativa terá continuidade e percorrerá todas as comunidades da área de atuação da Cegero ao longo dos próximos três anos, permitindo que os associados acompanhem de perto os investimentos realizados e os desafios futuros da cooperativa.

A mobilização dos participantes ocorre por meio de uma parceria entre a Cegero, os CAEPs, CPCs e entidades esportivas das comunidades, responsáveis por auxiliar na divulgação dos encontros. Os convites são encaminhados principalmente pelos grupos de WhatsApp das comunidades, ampliando o alcance e estimulando a participação dos associados.

Além da apresentação institucional, o evento proporcionou um espaço para diálogo direto entre associados, dirigentes e colaboradores, reforçando os princípios da transparência, participação e cooperação que fazem parte da essência da Cegero.

Após as apresentações, os participantes puderam confraternizar em um jantar de integração promovido pela cooperativa, encerrando uma noite marcada pela expressiva participação da comunidade e pelo fortalecimento dos laços entre a Cegero e seus associados.

A grande presença da comunidade da Taipa demonstrou que os melhores resultados são construídos quando cooperativa e associados caminham juntos, fortalecendo o cooperativismo, o desenvolvimento local e o futuro da região.

 

 

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De Tubarão para o Brasil: CasaPronta fecha edição marcada por conexões nacionais

Por Ligado no Sul08/06/2026 10h00
Fotos/Feira CasaPronta

Cinco dias, mais de 100 expositores, cerca de 50 mil visitantes e incontáveis conversas que podem se transformar em projetos, parcerias e negócios nos próximos meses. Assim chegou ao fim, neste domingo, dia 7, a 14ª edição da Feira CasaPronta Tubarão, realizada no Farol Shopping.

A feira mais uma vez cumpriu seu papel de aproximar empresas, profissionais e consumidores. Nos corredores, expressões como “oportunidade”, “negócios fechados” e “networking de qualidade” foram repetidas por expositores ao longo dos cinco dias de evento.

Entre os muitos exemplos que ajudam a traduzir o impacto da feira está a história da arquiteta Vanessa Morelli, de Itu, no interior de São Paulo. O que começou como uma simples visita ao Instagram durante o feriado terminou em uma viagem de mais de 800 quilômetros para conhecer de perto uma solução apresentada na CasaPronta.

Vanessa conta que viu uma publicação da feira e, em seguida, um vídeo do expositor Vandi Godoi, da Moduplast, apresentando um sistema construtivo desenvolvido com tijolos de materiais reciclados. “Eu estava em casa, pronta para aproveitar o feriado com a família, quando vi a publicação. Entrei no perfil da feira e comecei a assistir aos conteúdos. Quando vi a apresentação do processo construtivo, achei sensacional. Chamei meu marido e disse: acho que a gente vai para Tubarão”, relembra.

Sem tempo para organizar uma viagem aérea, o casal decidiu pegar a estrada. Saiu de Itu ao meio-dia e chegou a Tubarão às 23 horas. Na manhã seguinte, já estava percorrendo os corredores da CasaPronta.

Além de conhecer a solução que motivou a viagem, Vanessa aproveitou para visitar outros expositores e ampliar sua rede de contatos. “A gente está levando vários parceiros daqui para São Paulo. Conversamos com empresas, vimos soluções interessantes e já estamos avaliando aplicações em projetos que temos em andamento. Valeu muito a pena”, afirma.

Projeção nacional: projetos foram levados de Tubarão para outros lugares do país

A história do casal paulista foi apenas uma entre as centenas de conexões criadas durante a feira. Responsável pela Moduplast, Vandi Godoi classificou a edição deste ano como “espetacular”. Segundo ele, a participação na CasaPronta gerou oportunidades que ultrapassaram as fronteiras de Santa Catarina.

Além de despertar o interesse da arquiteta de Itu, a empresa também recebeu na feira um grupo vindo de Novo Hamburgo (RS) para conhecer a tecnologia apresentada. Outro contato surgiu a partir de um empreendimento que está sendo desenvolvido em Jericoacoara, no Ceará.

“Foi uma feira espetacular. Recebemos visitantes de diferentes regiões do país, fizemos contatos importantes e mostramos uma solução que despertou muito interesse. A CasaPronta nos proporcionou oportunidades que talvez demorassem meses para acontecer fora daqui”, destaca.

Resultado construído por expositores e visitantes

Para a diretora da Nossacasa Feiras e Eventos, organizadora da CasaPronta, Jaqueline Backes, o sucesso da edição é resultado direto do envolvimento de quem escolheu participar da feira.

“Cada expositor que acreditou no evento, cada visitante que passou pelos corredores, conversou, pesquisou, fez contatos e realizou negócios ajudou a construir o sucesso desta edição. A CasaPronta existe por causa dessas pessoas e é muito gratificante ver o quanto a feira continua gerando oportunidades e movimentando a economia da nossa região”, afirma.

A próxima edição de Tubarão já tem data marcada e acontecerá de 2 a 6 de junho de 2027.  “Encerramos esta edição com o sentimento de dever cumprido e já com a expectativa para o próximo ano. Nosso muito obrigado a todos que fizeram parte desta história”, conclui.

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Pela primeira vez, pesca da tainha é suspensa em Santa Catarina após cota atingir limite imposto pelo governo federal

Por Ligado no Sul08/06/2026 09h30
Foto/Reprodução

Pela primeira vez na história da pesca da tainha em Santa Catarina, o Ministério da Pesca e Aquicultura determinou a suspensão da captura da espécie durante a safra. A medida entrou em vigor neste domingo, 7, após o volume de pesca atingir 90% da cota autorizada para a temporada de 2026.

A decisão afeta a modalidade de arrasto de praia, uma das mais tradicionais do litoral catarinense. Segundo o governo federal, a suspensão tem caráter preventivo e busca evitar que a quantidade de tainhas capturadas ultrapasse o limite estabelecido para este ano.

As embarcações que já estavam em atividade quando a medida foi anunciada receberam autorização para concluir as operações e desembarcar o pescado. O prazo de 24 horas termina na tarde desta segunda-feira, 8, quando os barcos deverão deixar o mar e encerrar a pesca da espécie.

A cota da temporada foi fixada em 8.168 toneladas por meio de uma portaria conjunta dos ministérios da Pesca e do Meio Ambiente. O acompanhamento do volume capturado é realizado por meio do Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha, alimentado com dados repassados pelos pescadores e empresas do setor.

Após o desembarque das últimas capturas, os pescadores poderão seguir com a pesca de outras espécies permitidas, mas a captura da tainha permanecerá suspensa até nova determinação do Ministério da Pesca.

Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Santa Catarina, a pesca artesanal da tainha é uma das tradições mais importantes do estado. A atividade mobiliza milhares de pescadores de norte a sul do litoral catarinense e movimenta a economia de dezenas de comunidades pesqueiras durante a safra.

Além da importância econômica, a temporada da tainha carrega um forte valor histórico, cultural e social, reunindo famílias e preservando técnicas de pesca transmitidas entre gerações.

A decisão impacta diretamente centenas de pescadores e comunidades pesqueiras do litoral catarinense, onde a safra da tainha representa uma importante fonte de renda para milhares de famílias.

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Adolescente de Orleans trava batalha contra doença genética rara e mobiliza campanha de arrecadação

Por Ligado no Sul08/06/2026 09h00
Foto/Redação

O que parecia ser uma cirurgia de rotina acabou se transformando em uma luta pela vida para o adolescente Mateus Carrer Della Justina, de 15 anos, morador da comunidade de Barro Vermelho, em Orleans.

No dia 17 de maio, Mateus foi diagnosticado com apendicite e precisou passar por uma cirurgia de urgência em um hospital de Criciúma. Segundo o pai, Jorge Luiz Della Justina, o procedimento ocorreu sem complicações e a expectativa era de que o filho recebesse alta poucos dias depois.

“A cirurgia foi feita no domingo e ele vinha se recuperando bem. A previsão era de alta na quarta-feira. Porém, começou a apresentar algumas complicações, com espasmos e dores musculares muito fortes no abdômen”, relatou.

Diante do agravamento do quadro, o adolescente precisou ser encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu por três dias. Após apresentar melhora, retornou ao quarto, mas novos sintomas começaram a surgir.

“Ele começou a sentir fraqueza nas pernas. Depois foi perdendo os movimentos. Primeiro nas pernas, depois no tronco e, por último, nas mãos. Quando percebemos, ele já não conseguia mais se movimentar”, contou o pai.

Segundo Jorge, em poucos dias Mateus ficou tetraplégico em decorrência da síndrome que atingiu seu sistema neurológico.

A situação se agravou ainda mais no último fim de semana de maio, quando a doença comprometeu também a musculatura responsável pela respiração.

“No dia 30 ele precisou ser intubado porque a síndrome atingiu o diafragma. Hoje a respiração dele é mecânica. Os médicos trabalham para recuperar essa musculatura e conseguir retirar a ventilação mecânica”, explicou.

Durante vários dias, médicos buscaram respostas para o que estava acontecendo com o adolescente.

Somente após uma série de exames foi identificado que Mateus sofria de Porfiria Aguda Intermitente, uma doença genética rara e considerada de difícil diagnóstico.

A tia do adolescente, Rafaela de Oliveira, explicou que a condição permaneceu silenciosa durante toda a vida do sobrinho e só se manifestou após a crise desencadeada pela apendicite.

“Os médicos explicaram que ele já tinha essa alteração genética. A doença estava ali, quietinha, e talvez nunca se manifestasse. O gatilho foi justamente a inflamação da apendicite e todo o processo que veio junto com ela”, afirmou.

Segundo Rafaela, a família sequer imaginava a existência da doença.

“Pode acontecer de outras pessoas da família terem essa alteração genética e nunca desenvolverem a doença. No caso do Mateus, ela acabou sendo desencadeada por essa situação.”

Um menino saudável e cheio de planos

Antes da internação, Mateus levava uma vida normal.

Gostava de jogar futebol, estar com os amigos e tinha uma paixão especial pela música.

Conhecido na família como o “gaiteiro”, aprendeu a tocar observando o primo e usando uma gaita que pertenceu ao avô.

“O Mateus sempre foi muito ativo. Gostava de ficar na rua, jogar bola, brincar e tocar gaita. Ele não tinha nenhuma doença, nenhuma comorbidade. Era um menino saudável”, lembra Rafaela.

Foto/Divulgação

Corrida contra o tempo

Após o diagnóstico, os médicos indicaram o uso imediato da hemina, medicamento considerado fundamental para conter a crise provocada pela doença.

O tratamento, porém, tem alto custo. Cada dose custa aproximadamente R$ 56 mil. Como foram necessárias quatro aplicações, o valor total ultrapassou R$ 230 mil.

Segundo a família, diante da urgência do quadro clínico, não era possível aguardar decisões burocráticas.

“Nós precisávamos agir rápido. Quanto antes o Mateus recebesse a medicação, menores seriam os danos causados pela doença”, explicou Rafaela.

Familiares, amigos e pessoas próximas se mobilizaram para levantar os recursos necessários e garantir a compra das quatro doses. A última aplicação foi realizada no último sábado.

Apesar de continuar internado na UTI e depender de ventilação mecânica, Mateus já apresenta pequenos sinais de evolução.

Segundo a família, ele voltou a movimentar os pés e as mãos, algo que traz esperança para os próximos passos do tratamento.

“É uma pequena evolução, mas para nós significa muito. Agora começa uma nova etapa, que será a reabilitação”, disse Jorge.

A expectativa é de que a recuperação seja lenta.

A família conversou com outros pacientes diagnosticados com a mesma doença. Um deles, morador de São Paulo, ficou 83 dias internado, sendo 35 deles na UTI, e levou cerca de um ano e meio para recuperar totalmente os movimentos.

“Os médicos explicaram que a doença chegou muito rápido. Em poucos dias ele perdeu os movimentos. Já a recuperação acontece de forma muito mais lenta. Pode levar semanas, meses ou até anos”, relatou Rafaela.

Campanha busca apoio da comunidade

Para ajudar a custear o tratamento e ressarcir familiares e amigos que contribuíram para a compra da medicação, foi criada uma campanha de arrecadação pela internet.

A mobilização rapidamente ganhou força. Em poucas horas, a campanha já havia arrecadado mais de R$ 120 mil. Atualmente, o valor ultrapassa R$ 180 mil, mas com os descontos do site, o valor disponível para a retirada é de aproximadamente R$164 mil reais, mas a família ainda precisa de ajuda para cobrir os custos já assumidos e as despesas futuras com reabilitação e fisioterapia.

“Quem não puder ajudar financeiramente pode ajudar divulgando. Compartilhe a campanha, envie para amigos e grupos. Toda ajuda faz diferença”, pede Rafaela.

Jorge também fez questão de agradecer às equipes médicas que acompanham o filho.

“Quero agradecer aos médicos da Unimed, que não mediram esforços para descobrir o que estava causando essa síndrome. É uma doença rara e difícil de diagnosticar. Também agradeço a todos que estão ajudando, rezando e torcendo pelo Mateus. Acreditamos que o momento mais difícil está passando e que agora estamos no caminho da recuperação.”

As doações podem ser realizadas por meio da chave Pix [email protected]. A família também pede que a comunidade mantenha Mateus em suas orações durante este processo de recuperação.

Confira entrevista completa

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