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Três atletas do handebol feminino de Criciúma são convocadas para a Seleção Brasileira
Por Ligado no Sul09/06/2026 11h00
Foto/Marcelo Becker
O handebol feminino de Criciúma segue em alta com a Seleção Brasileira da modalidade. Isso porque três atletas da Associação Criciumense de Handebol Feminino (ACRIHF)/FME Criciúma foram convocadas para a base de treinamentos da equipe nacional em preparação para o Mundial Feminino que acontecerá na China.
Criciúma cedeu a armadora-direita Samanta Oliveira, a pivô Larissa Ferreira e a armadora-esquerda Fernanda Cantanhede. A fase de treinamentos será de 14 a 20 de junho, em São Bernardo do Campo (SP). O Mundial Júnior Feminino, em Jinzhong, na China, acontecerá de 24 de junho a 5 de julho de 2026.
“Ficamos muito felizes em saber que nossas atletas conseguiram estar, mais uma vez, no grupo convocado para a Seleção para a disputa do Mundial na China. São três atletas que se dedicam muito todos os dias e buscam a sua melhora e evolução. Como técnico, afirmo que as três vão representar a Seleção Brasileira com competência e muita entrega e buscar sua melhor versão nesse mundial. Nós da comissão técnica nos sentimos orgulhosos de ver os nomes delas na lista”, destacou o técnico da equipe de handebol feminino da FME Criciúma, Lucas Custódio.
A lista de convocadas do técnico da Seleção Brasileira, Marlon Aguiar de Araújo, conta com 21 atletas que atuam em equipes de Santa Catarina, São Paulo, Pernambuco e Paraná.
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Ministério da Saúde suspende vacina contra a dengue do Butantan
O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (8), a suspensão temporária da imunização contra a dengue no país com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan.
A pasta informou que 42 pessoas apresentaram sintomas mais severos após a vacinação, sendo que três precisaram de internação e dois desses morreram.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não é possível concluir que os eventos adversos foram causados pela vacina, mas representam um sinal de alerta e serão investigados por um comitê de especialistas.
“Essa descontinuidade tem um objetivo que é a ação de precaução, para que o Ministério da Saúde, a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e o Butantan aprofundem a investigação nos 42 casos, que são episódios de reações adversas da vacina, para buscar fatores de risco nessas pessoas, fazer uma espécie de estudo de caso-controle”, disse em coletiva de imprensa.
“O Ministério da Saúde tem total confiança na capacidade institucional do Butantan”, destacou Padilha ao enfatizar a importância da vacinação para a redução e eliminação de doenças no país.
A suspensão vale apenas para a vacina produzinda pelo Butantan, e não inclui o imunizante Qdenga, produzido pelo laboratório Takeda e aplicado no Sistema Único de Saúde.
Até o dia 30 de maio, pouco mais de 500 mil doses da vacina do Butantan foram aplicadas em todo o país. O imunizante foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano. Na ocasião, o Ministério da Saúde adotou a estratégia de vacinação para avaliar o impacto do imunizante na dinâmica populacional da dengue.
Para isso, passou a vacinar a população em três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas localidades, o público-alvo é composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos, que é a indicação aprovada para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em março, também foi promovida uma ação de vacinação na região de Araguaína (TO).
Em fevereiro, o SUS passou a vacinar contra a dengue os profissionais de saúde da atenção primária, com a previsão de imunizar 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente, de unidades básicas de saúde, por exemplo. Os casos graves registrados foram identificados nesse público-alvo.
O Ministério da Saúde destaca que a decisão de descontinuar a estratégia de vacinação não invalida a eficácia do imunizante. E as pessoas que foram vacinadas ainda usufruem do benefício que a vacina oferece, que é a proteção contra a dengue.
A recomendação do sistema de farmacovigilância dá mais tempo para que sejam realizados estudos adicionais para encontrar eventuais fatores de risco.
Serão investigados o histórico clínico das pessoas, as doenças preexistentes, os fatores de risco individuais, as causas alternativas, possíveis desvios de qualidade e erros de imunização.
Das mais de 500 mil doses aplicadas em todo o país, 3.703 pessoas tiveram sintomas parecidos com os da dengue – 0,7% do total de vacinados.
Desses, 42 apresentaram sintomas de alarme, que são: dor abdominal, vômito persistente ou sangramento – 0,008% dos vacinados – eventos raros, porém inesperados, já que não foram relatados durante a fase de estudos da vacina.
Três pessoas apresentaram sintomas graves e foram hospitalizadas:
Uma mulher, 39 anos, apresentou febre, mialgia e náuseas seis dias após receber a vacina, evoluindo para sintomas de dengue grave, com choque e necessidade de UTI; recebeu alta.
Uma mulher, 48 anos, desenvolveu sintomas de dengue grave, com comprometimento neurológico (meningoencefalite) 19 dias após a vacinação; evoluiu para óbito.
Um homem, 58 anos, iniciou quadro febril cinco dias após a vacinação, evoluindo rapidamente para sintomas de dengue graves, com choque refratário; evoluiu para óbito.
Segundo o ministro Alexandre Padilha, a população que recebeu a vacina do Instituto Butantan nos últimos 21 dias terá um acompanhamento especial para identificar algum sinal ou qualquer outra reação adversa.
A orientação do Ministério da Saúde é procurar uma unidade de saúde em caso de intensificação dos seguintes sintomas: febre, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência intensa, irritabilidade, sinais de desidratação ou piora do estado geral.
Reavaliação da estratégia
Em nota, o Instituto Butantan informou que a vacinação contra a dengue será temporariamente interrompida para reavaliação da estratégia vacinal. A medida visa garantir a segurança da população nas próximas etapas da vacinação.
“O Instituto Butantan, como já demonstrado em casos recentes, seguirá trabalhando com o mais absoluto rigor para aprofundar as informações sobre o uso da vacina para que, em se confirmando sua segurança, a vacinação possa ser retomada em breve, com toda a tranquilidade para a população atendida pelo SUS”, disse a instituição.
Segundo o Instituto, a vacina teve eficácia global de 79,6% e 89% contra a dengue grave em estudo publicado em revista científica internacional. Nos três municípios onde houve vacinação em massa da população, o acompanhamento de farmacovigilância se mostrou positivo, sem casos importantes de reação adversa na população.
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Orleans avança à semifinal do Campeonato Estadual Sub-8 de Futsal
Por Ligado no Sul09/06/2026 10h00
Foto/Divulgação PMO
O futsal de Orleans segue entre os destaques do cenário estadual. A equipe Sub-8 conquistou a classificação para a semifinal do Campeonato Estadual de Futsal após a disputa da segunda fase da competição, realizada nos dias 4 e 5 de junho, em Chapecó.
Com uma campanha de três vitórias, um empate e duas derrotas, os jovens atletas somaram 10 pontos em seis partidas, resultado que garantiu a segunda colocação do grupo e a quinta melhor campanha geral da fase, assegurando a vaga entre as equipes semifinalistas do campeonato.
Entre os resultados obtidos por Orleans estão as vitórias sobre Xanxerê por 9 a 4 e APFF por 5 a 1, além de outros confrontos decisivos que contribuíram para a classificação da equipe à próxima etapa da competição.
O prefeito Fernando Cruzetta destacou a importância do incentivo ao esporte desde as categorias de base. “A classificação para a semifinal é motivo de orgulho para Orleans. É o reflexo do trabalho realizado com seriedade, oferecendo oportunidades para que nossas crianças desenvolvam seu potencial dentro e fora das quadras”, afirmou.
O secretário municipal de Esportes, Eduardo Rosa, ressaltou o comprometimento dos atletas e de toda a equipe envolvida. “Esse resultado é fruto da dedicação dos nossos atletas, do empenho da comissão técnica e do apoio das famílias. Seguimos trabalhando para fortalecer o esporte de base e proporcionar experiências que contribuam para a formação dos nossos jovens”, destacou.
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Na contramão de pescadores e lideranças políticas, presidente da Colônia Z-33 defende manutenção das cotas da tainha
Por Ligado no Sul09/06/2026 09h29
Foto/Ilustrativa – Elvis Palma
A suspensão da pesca da tainha na modalidade de arrasto de praia continua gerando forte repercussão em Santa Catarina. Nos últimos dias, pescadores, entidades do setor, parlamentares e representantes do Governo do Estado se manifestaram contra o encerramento da safra, defendendo a revisão ou até mesmo o fim do sistema de cotas adotado pelo Governo Federal.
No entanto, durante entrevista ao Jornal da Guarujá, a presidente da Colônia de Pescadores Z-33, do Balneário Rincão, Maria Aparecida Luciano, apresentou uma posição diferente da maioria das manifestações que vêm ocorrendo no estado.
Segundo ela, a discussão não deve ser sobre o fim das cotas, mas sim sobre a forma como elas são distribuídas entre as regiões pesqueiras de Santa Catarina.
“A preocupação nossa é grande. Mas eu queria dizer que não é uma determinação simplesmente do governo. Existe uma câmara técnica, existe um grupo de trabalho da tainha funcionando há três anos, do qual eu tenho orgulho de participar oficialmente como pescadora de Santa Catarina. Esse grupo é composto por pescadores, pescadoras, técnicos e representantes do ministério”, afirmou.
Maria Aparecida explicou que a cota atual da pesca artesanal por arrasto de praia foi estabelecida para garantir a reprodução da espécie e a continuidade da atividade nos próximos anos.
“É o único peixe que a gente pesca com a ova. A gente acaba tirando a mãe e os filhotes juntos. Precisa existir uma reserva para que nós tenhamos peixe no ano que vem também”, argumentou.
A presidente reconheceu a insatisfação dos pescadores, especialmente daqueles que não conseguiram aproveitar a safra antes do encerramento da temporada.
“Claro que existe uma reclamação muito grande. Todo mundo queria pescar mais. Eu também queria que se pescasse mais. Mas precisamos sentar e discutir outra forma de distribuição dessa cota”, disse.
Durante a entrevista, ela destacou que muitos pescadores tiveram baixa produtividade nesta temporada, enquanto a maior parte da captura ocorreu em outras regiões do litoral catarinense.
“O problema sério que existe hoje é a distribuição da cota. Não pode uma região como Florianópolis pescar mais de mil toneladas e o restante do estado dividir pouco mais de 300 toneladas. É isso que precisa ser discutido”, avaliou.
A presidente a Colônia de pescadores também atribuiu parte da repercussão da suspensão da pesca ao momento político vivido pelo estado. Segundo ela, o debate em torno da medida acabou sendo ampliado por se tratar de um ano eleitoral.
“É um ano eleitoral. O Governo do Estado aproveitou para polemizar em cima dessa suspensão. Quando chegou na cota, ficou parecendo que o governo proibiu a pesca, mas não é isso. Não dá para pescar a vida inteira”, afirmou.
Maria Aparecida também chamou atenção para as mudanças ocorridas na atividade pesqueira ao longo dos anos. Segundo ela, a pesca artesanal passou a contar com equipamentos que aumentam significativamente a capacidade de captura.
“Hoje tem motor na canoa, tem sonar, tem drone. A pesca mudou muito. O pescador sofre muito e vai buscando tecnologia para melhorar o trabalho. Mas isso também aumenta a capacidade de localizar e capturar os cardumes”, observou.
Outro ponto levantado pela dirigente foi a necessidade de valorizar economicamente a produção. Para ela, o excesso de oferta acabou derrubando os preços pagos aos pescadores durante a safra.
“Tem gente vendendo tainha a dois reais o quilo. Será que compensa? Talvez a gente precise discutir formas de armazenar, processar e qualificar melhor esse peixe para agregar valor ao produto e melhorar a renda do pescador”, afirmou.
Apesar de defender a manutenção das cotas, Maria Aparecida reconheceu que ajustes precisam ser feitos.
“Existe problema, sim. Mas eu não acredito que a solução seja simplesmente acabar com a cota”, concluiu.
A suspensão da pesca por arrasto de praia ocorreu após o atingimento da cota estabelecida para a temporada de 2026, decisão que segue gerando debates entre o setor pesqueiro e as autoridades responsáveis pela gestão da atividade.