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Vacinação contra a dengue para adolescentes segue disponível em Santa Catarina
Por Ligado no Sul11/06/2026 11h30
Foto/Secretaria de Saúde de Santa Catarina
A vacinação contra a dengue para adolescentes de 10 a 14 anos segue disponível e sendo realizada nas unidades de saúde dos municípios catarinenses contemplados pela estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS). A Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça que o imunizante contribui na prevenção de casos graves e hospitalizações causadas pela doença.
A vacina utilizada para esse público é a Qdenga, do laboratório Takeda, incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). O imunizante passou pelas etapas de avaliação exigidas pelos órgãos reguladores e integra o calendário de vacinação contra a dengue.
“A vacinação contra a dengue para adolescentes segue conforme as orientações do Ministério da Saúde. A Qdenga é a vacina utilizada atualmente na rede pública para esse público e continua disponível nas unidades de saúde dos municípios”, destaca João Augusto Fuck, diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE).
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) orienta as mães, pais e responsáveis a verificarem a situação vacinal dos adolescentes de 10 a 14 anos e procurarem uma unidade de saúde para completar o esquema quando indicado. Além da vacinação, a eliminação de recipientes que possam acumular água continua sendo uma das principais medidas para reduzir a proliferação do mosquito Aedes aegypti e prevenir a dengue.
Recentemente, o Ministério da Saúde divulgou a suspensão temporária da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, para a realização de esclarecimentos adicionais e a investigação de eventos adversos com relação temporal ao uso desta vacina. A SES esclarece que esse imunizante não faz parte da estratégia de vacinação atualmente ofertada pelo SUS para adolescentes em Santa Catarina.
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CNA critica suspensão de tarifas sobre leite importado e alerta para prejuízos aos produtores brasileiros
Por Ligado no Sul11/06/2026 11h00
Foto/Ilustrativa
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) manifestou preocupação com a decisão do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) de suspender a aplicação das tarifas antidumping sobre o leite em pó importado da Argentina e do Uruguai. Embora o governo federal tenha reconhecido a prática de concorrência desleal, optou por não colocar as medidas em vigor neste momento, alegando possíveis impactos na economia.
Segundo a CNA, a decisão mantém os produtores brasileiros expostos a um cenário de competição desigual, justamente em um período em que as importações seguem em alta. Dados do setor apontam que, somente nos cinco primeiros meses de 2026, o Brasil registrou novo recorde de importações, com 604 milhões de litros equivalentes de leite. Argentina e Uruguai responderam por cerca de 90% desse volume.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o assessor técnico da Comissão Nacional de Bovinocultura de Leite da CNA, Guilherme Dias, afirmou que a entidade recebeu a decisão com surpresa.
“Nós recebemos com bastante surpresa essa decisão do governo. Após mais de 18 meses de atuação incansável na investigação de dano contra o leite em pó vindo desses países, fomos surpreendidos com a decisão de aplicar as medidas, porém suspendê-las na mesma reunião. Isso acaba mantendo o produtor rural exposto a essas práticas desleais de comércio”, afirmou.
O assessor explicou que o dumping ocorre quando um país exporta um produto por um valor inferior ao praticado em seu próprio mercado interno.
“O dumping é uma estratégia condenada pela Organização Mundial do Comércio. O remédio para quando existe o dumping é justamente a aplicação de uma tarifa antidumping”, destacou.
De acordo com Dias, a própria investigação conduzida pelo governo federal reconheceu a existência da prática. No entanto, as tarifas acabaram suspensas.
“O governo reconheceu a prática do dumping, aplicou as tarifas, porém receios com eventuais impactos inflacionários fizeram com que suspendesse sua aplicação para avaliar mais profundamente uma eventual análise de interesse público”, explicou Dias.
Segundo ele, as distorções identificadas chegaram a índices expressivos.
“As margens de dumping chegaram a 60% de diferença. É uma distorção muito significativa e que afeta diretamente a competitividade do produtor brasileiro”, ressaltou.
Guilherme Dias informou que a CNA seguirá acompanhando o processo e participará da nova etapa de avaliação anunciada pelo governo federal. A entidade pretende demonstrar que a aplicação das tarifas não teria impacto relevante nos preços ao consumidor, mas contribuiria para restabelecer condições mais equilibradas de mercado.
“A CNA vai atuar com unhas e dentes para comprovar que não existem impactos inflacionários decorrentes da aplicação dos direitos antidumping sobre o leite em pó do Mercosul. Não se trata de protecionismo, mas de garantir que o produtor brasileiro possa competir em igualdade de condições”, afirmou.
Além da preocupação com as importações, o setor enfrenta um cenário considerado desafiador dentro da porteira, mesmo com a chegada do período de entressafra, quando normalmente há valorização do produto, os preços pagos aos produtores não têm reagido.
“O mercado do leite ao produtor não tem reagido. No momento em que o produtor teria um respiro melhor em função das oscilações de mercado, continua encontrando um cenário distorcido e pressionado por essas importações desleais”, observou.
Para a entidade, o debate não envolve protecionismo, mas sim o direito de utilizar mecanismos previstos na legislação internacional para combater práticas consideradas injustas.
“O Brasil aplica algumas das tarifas mais modestas do mundo na importação de lácteos. O que buscamos é apenas o direito de utilizar os instrumentos de defesa comercial previstos na legislação para garantir condições justas de concorrência”, concluiu Guilherme Dias.
Confira entrevista completa
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Projeto do Unibave oferece alimentos orgânicos e incentiva consumo consciente em Orleans
Por Ligado no Sul11/06/2026 10h30
Foto/Unibave
Reiniciou neste mês a Feira Agroecológica do Centro Universitário Barriga Verde (Unibave), que disponibiliza alimentos cultivados na Fazenda Experimental da instituição. Criado em 2016, o projeto institucional oferece, todas as quartas-feiras, a partir das 11h, produtos orgânicos para moradores de Orleans, estudantes e colaboradores.
As gôndolas ficam disponíveis na entrada da Coordenação dos Cursos e em frente ao Centro de Atendimento ao Estudante (CATE). Segundo o coordenador da Fazenda Experimental e orientador do projeto, professor Guilherme Doneda Zanini, a feira funciona no modelo self-service: cada pessoa escolhe os produtos diretamente da gôndola e realiza o pagamento em um local identificado. “Não há fiscais. O pagamento é feito de forma consciente”, destaca o professor.
O cultivo das hortaliças é realizado por bolsistas dos grupos de pesquisa e extensão ligados à agroecologia. As atividades deste semestre começaram na semana passada. Doneda reforça que o projeto é aberto à comunidade e também aos vizinhos do campus, como os pais que vão ao Colégio Unibave buscar seus filhos.
Em relação ao pagamento, o professor afirma que o retorno médio varia entre 90% e 95%. “Há semanas em que o valor arrecadado ultrapassa o esperado. São pessoas que pegam os produtos em uma semana e realizam o pagamento na outra”, relata.
O valor cobrado pelos produtos é simbólico e revertido para a compra de novas mudas, garantindo a continuidade do projeto.
Produção agroecológica
Desde 2016, toda a produção da feira segue os princípios da agroecologia, sem o uso de herbicidas, inseticidas ou fungicidas. O cultivo utiliza adubação orgânica, resultando em alimentos que, embora nem sempre apresentem o padrão estético exigido pelo mercado, oferecem elevada qualidade nutricional.
A Fazenda Experimental
A Fazenda Experimental do Unibave é um laboratório de pesquisa utilizado pelos cursos de Agronomia e Medicina Veterinária. Possui uma área total de 10 hectares, sendo três destinados ao cultivo, uma área preservada com benfeitorias e aproximadamente um quarto da propriedade coberto por mata nativa.
O projeto produz cerca de 500 quilos de alimentos por ano, com variações na quantidade e nos tipos de produtos conforme as condições climáticas. A fazenda está aberta à visitação mediante agendamento pelo telefone (48) 3466-5600, que também atende via WhatsApp.
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Após mobilização de pescadores e lideranças, governo federal libera continuidade da pesca da tainha em SC
Por Ligado no Sul11/06/2026 10h00
Foto/Ilustrativa
A pesca da tainha por arrasto de praia poderá continuar em Santa Catarina após o governo federal rever a suspensão anunciada nesta semana. A atividade havia sido interrompida após o limite da cota estabelecida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura se aproximar do percentual máximo autorizado para a temporada.
A decisão de liberar a continuidade da pesca ocorre após forte mobilização de pescadores catarinenses, manifestações de lideranças políticas e ampla repercussão nos meios de comunicação.
O ex-presidente do Sebrae Nacional e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Décio Lima (PT), afirmou que a medida foi revista após um pedido encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em conjunto com a deputada federal Ana Paula Lima.
“Eu não poderia deixar de compartilhar nesse momento a alegria e o entusiasmo com a decisão do presidente Lula com relação à pesca da tainha. Atendendo ao nosso pedido, ao pedido meu e da deputada federal Ana Paula Lima, ele garante a continuidade da pesca da tainha nesse período gigante que nós estamos vivendo, com resultados fantásticos com relação à safra da tainha”, declarou.
Segundo Décio, o governo federal levou em consideração a importância econômica, social e cultural da atividade para Santa Catarina.
“Foi uma decisão pensada em tudo que ela significa para o nosso Estado. Do ponto de vista da pesca artesanal, do ponto de vista daquilo que é uma expressão inclusive cultural do nosso povo”, afirmou.
O presidente do Sebrae Nacional também destacou que o presidente Lula teria articulado uma solução junto aos ministérios da Pesca e do Meio Ambiente para garantir a continuidade da safra sem comprometer a preservação da espécie.
“O presidente Lula prontamente chamou o ministro da Pesca, o ministro do Meio Ambiente e construíram esta importante solução para que a gente possa ter o fluxo normal, sem agressões ao meio ambiente, mantendo aí as disposições que consolidam um processo tranquilo com relação à própria preservação da espécie”, disse.
Décio Lima ainda avaliou que a discussão sobre a suspensão da pesca ganhou um viés político durante os últimos dias.
“Esse tema foi politizado de forma equivocada e agora o presidente Lula traz essa garantia da continuidade da pesca da tainha nesse período”, declarou.
A suspensão da modalidade de arrasto de praia havia provocado forte reação no litoral catarinense. Parlamentares, entidades ligadas ao setor e pescadores defenderam a flexibilização da medida, argumentando que a pesca da tainha representa uma atividade tradicional, responsável pela geração de renda para centenas de famílias e parte importante da cultura das comunidades costeiras do Estado.
Com a revisão da decisão, a expectativa do setor é de que a safra siga normalmente nas próximas semanas.