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João Rodrigues cumpre agenda em Orleans e defende debate sobre saúde, infraestrutura e relação com Brasília
Por Ligado no Sul22/06/2026 12h00
Fotos/PSD
O pré-candidato ao Governo de Santa Catarina e ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), esteve em Orleans na tarde de sexta-feira (19), onde participou de um encontro político com lideranças do PSD, MDB, Progressistas e União Brasil. O evento reuniu representantes municipais, regionais e estaduais e contou com a presença do pré-candidato a vice-governador, Carlos Chiodini (MDB).
Também participaram do encontro o deputado estadual Júlio Garcia, o ex-prefeito de Criciúma Clésio Salvaro, o ex-prefeito de Jaraguá do Sul Antídio Lunelli, o deputado estadual Volnei Weber, Eron Giordani, o ex-prefeito de Orleans pelo MDB, Jorge Luiz Koch, além do presidente do PSD de Orleans, Lucas Librelato, da vice-prefeita Leonete Canever Librelato, do presidente do MDB de Orleans, Delton Baggio, do ex-governador Carlos Moisés, do ex-governador Eduardo Pinho Moreira e outras lideranças da região.
Durante entrevista concedida ao Jornal da Guarujá, João Rodrigues afirmou que pretende concentrar sua pré-campanha em temas relacionados à realidade catarinense e evitou associar a disputa estadual à polarização nacional.
“A polarização nacional ainda tem muita coisa pela frente. Nós temos muita coisa para acontecer. Eu, particularmente, torço para que o nosso palanque tenha Ronaldo Caiado e também Flávio Bolsonaro. Mas eu não vou entrar no mérito da eleição nacional. O que eu preciso discutir é Santa Catarina. Nós vamos debater os problemas do Estado, o que podemos fazer mais e melhor do que o atual governador está fazendo. Não vamos fazer ataques gratuitos ou agressões. Queremos apresentar um plano de governo e apontar caminhos”, declarou.
Ao falar sobre os motivos que o levam a disputar o governo estadual, Rodrigues citou principalmente problemas relacionados à saúde pública, à infraestrutura e à relação institucional entre o Governo do Estado e o Governo Federal.
“Primeiro nós vamos discutir a saúde pública. Isso é um fato. A saúde de Santa Catarina vai de mal a pior. Nós temos um problema grave e crônico nas cirurgias de média e alta complexidade, que não andam. Também precisamos discutir a regionalização do sistema de regulação. Não justifica tirar um paciente de Orleans para fazer uma consulta em Brusque ou em outra região do Estado. Nós temos que regionalizar esse sistema”, afirmou.
O pré-candidato também criticou o que considera um distanciamento do Governo de Santa Catarina em relação ao Governo Federal, especialmente em pautas ligadas à infraestrutura.
“Nós temos que discutir a relação institucional do Governo do Estado com Brasília. Não é uma questão de alinhamento político, é institucional. Santa Catarina precisa cobrar soluções para obras como a BR-101, a BR-282, a BR-470 e a BR-280. O Estado rompeu com Brasília e isso prejudica os catarinenses”, disse.
João Rodrigues ainda utilizou sua experiência como prefeito de Chapecó para defender sua capacidade de gestão.
“Eu deixei Chapecó com R$ 1,9 bilhão em obras públicas e saí com mais de 90% de aprovação depois de quatro mandatos. Vamos demonstrar que é possível fazer mais. Outro equívoco do atual governo foi suspender obras iniciadas na gestão anterior. O Estado perdeu tempo, as obras ficaram paradas e quem pagou a conta foi a população”, declarou.
Questionado sobre o pacto federativo e a distribuição de recursos aos estados, Rodrigues afirmou que a discussão precisa avançar nacionalmente.
“É necessário discutir um novo pacto federativo para fazer uma melhor distribuição dos recursos. O problema é que o Governo Federal não faz reformas para diminuir a sua arrecadação. Toda reforma que faz é para aumentar a receita. A reforma tributária é um exemplo disso. Ela é prejudicial aos municípios e aos contribuintes porque aumenta a carga tributária”, avaliou.
PSD destaca força política de Orleans
O presidente do PSD de Orleans, Lucas Librelato, avaliou o encontro como uma oportunidade para apresentar à imprensa e à população as propostas que estão sendo construídas pela aliança entre PSD, MDB, PP e União Brasil.
“Foi um evento dentro do esperado, onde recebemos nosso pré-candidato a governador, pré-candidato a vice, lideranças estaduais, deputados e representantes dos partidos que integram esse projeto. É um momento voltado para a imprensa e para que a população comece a conhecer quais são os objetivos e as propostas dessa alternativa de governo para Santa Catarina”, afirmou.
Librelato destacou ainda a importância de Orleans receber lideranças estaduais durante o período de pré-campanha.
“Isso mostra a força política que os municípios do interior têm. Eles sabem do engajamento que Orleans sempre apresenta nos períodos eleitorais. Também é uma oportunidade de agradecer lideranças como o deputado Júlio Garcia, que trouxe quase R$ 10 milhões para o município, e o deputado Volnei Weber, que também destinou recursos importantes. É uma forma de agradecer, mas também de mostrar que Orleans está no mapa e precisa continuar recebendo investimentos”, disse.
Sobre o cenário eleitoral, o presidente municipal do PSD afirmou acreditar no crescimento da pré-candidatura de João Rodrigues nos próximos meses.
“A eleição catarinense está totalmente em aberto. O atual governador naturalmente lidera as pesquisas por estar no cargo, mas o nome de João Rodrigues vem crescendo. A população conhece a gestão que ele realizou em Chapecó e vê nele uma alternativa. Quando a pré-campanha ganhar mais intensidade, tenho certeza de que ele vai mostrar suas propostas e chegar muito competitivo na disputa pelo Governo do Estado”, concluiu.
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Museu ao Ar Livre de Orleans vira cenário para gravação do curta-metragem “Vessada”
Por Ligado no Sul22/06/2026 11h30
Fotos/Divulgação
A unidade da Casa do Colono, no Museu ao Ar Livre Princesa Isabel, em Orleans, é um dos cenários das gravações do curta-metragem “Vessada”. A diretora Bruna Speck explica que o filme, focado no trabalho das mulheres da colônia, é mais uma produção que surgiu a partir de um desdobramento do filme “Azambuja”, lançado em 2021 e também gravado no Museu ao Ar Livre.
Bruna explica que o insight surgiu a partir de uma fala do museólogo do Unibave, Idemar Ghizzo, que afirmou que “o papel da mulher ainda está apagado nessa história da imigração”.
Segundo ela, no dia seguinte iniciou as pesquisas e apresentou o projeto ao cineasta e marido, Josué Genuíno. Posteriormente, fizeram a adaptação da proposta para o edital do Prêmio Catarinense de Cinema. “Não vamos conseguir abordar todos os aspectos, mas vejo como um primeiro passo para incentivar novas pesquisas focadas no assunto”, analisa Bruna, explicando que o roteiro foi desenvolvido em conjunto com a também cineasta Beatriz Kestering.
Roteiro surgiu dos arquivos do Museu
Bruna ainda revela que é comum o roteiro de um documentário mudar conforme o projeto avança. E foi nesse processo, buscando caminhos dentro dos desafios que surgiam, que a equipe chegou a um documento produzido há aproximadamente 42 anos, contendo entrevistas com 10 moradoras de Orleans. “Elas contavam o seu dia a dia na colônia. Fazendo as contas, a maioria das entrevistadas teria hoje mais de 110 anos de idade”, relata.
A partir desse material, foram identificadas temáticas que também apareciam em outros artigos e livros, permitindo a construção de uma linha narrativa para o documentário. “Nossa personagem é uma união de todas elas. Os relatos se tornam a memória de uma mulher contando os acontecimentos da sua vida, o dia a dia dessas mulheres que trabalhavam muito e, muitas vezes, carregavam sozinhas o peso de ser o alicerce da casa”, descreve.
Na avaliação da diretora do Museu ao Ar Livre, Valdirene Böger Dorigon, as gravações no Museu possibilitam que o público tenha acesso à história de uma forma diferente. “Elas auxiliam na preservação da história e da memória da nossa região. No caso de ‘Vessada’, o destaque são as mulheres que foram invisibilizadas durante o período da colonização”, frisa Val.
Gravações
Além do Museu ao Ar Livre, em Orleans, as gravações estão acontecendo no município de Pedras Grandes, no Centro, no distrito de Azambuja e na comunidade de Santo Antônio; e em Criciúma, na região entre os bairros Morro Albino e Sangão.
Além da direção de Bruna Speck, o filme, que tem previsão de estreia em novembro, conta com direção de fotografia de Josué Genuíno, atuação de Alana Meneghel, produção executiva de Cecília Coelho, coordenação de produção de Dori Búrigo e produção de Ana Bertolina. A realização é da Genuíno Films, por meio do Edital Prêmio Catarinense de Cinema, edição LPG 2023, da Fundação Catarinense de Cultura.
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“Não me restou outra alternativa”, diz Joel Niero ao deixar o Partido Novo
Por Ligado no Sul22/06/2026 11h00
Foto/Redação
O ex-candidato a prefeito de Orleans e ex-presidente do Partido Novo no município, Joel Niero, confirmou sua desfiliação da legenda para atuar na pré-campanha do médico Dr. Irani Alberton (PP), pré-candidato a deputado estadual nas eleições de 2026.
Ao Jornal da Guarujá, Niero explicou que a decisão não foi motivada por divergências com o Partido Novo, mas pela impossibilidade de apoiar oficialmente um pré-candidato de outra sigla sem infringir as normas internas da legenda. Segundo ele, o convite para participar da construção da pré-campanha partiu do próprio Dr. Irani Alberton, que é seu sobrinho.
“Meu sobrinho, o doutor Irani, colocou seu nome como pré-candidato a deputado estadual. É uma pessoa do bem, honesta, correta e muito trabalhadora. Quando ele me pediu apoio aqui em Orleans, eu me vi diante de uma situação delicada. Como eu ainda estava filiado ao Partido Novo, não poderia pedir votos ou trabalhar por um candidato de outra sigla.”
De acordo com Joel, antes de formalizar a saída, ele procurou a direção partidária para expor a situação e tentar encontrar uma alternativa que permitisse sua permanência na sigla. No entanto, foi informado de que o apoio a um candidato de outro partido poderia resultar até mesmo em expulsão.
“Fui na diretoria, conversei com eles, expliquei toda a situação. Eu não queria sair do partido. Mas me disseram que, se eu fosse pego trabalhando para outro partido, poderia ser expulso. Então não me restou outra alternativa senão fazer a minha carta de desfiliação.”
Segundo ele, o desligamento ocorreu em 20 de maio. Apesar disso, Joel optou por não divulgar imediatamente a decisão por respeito aos apoiadores que estiveram ao seu lado durante a campanha eleitoral de 2024 e que acreditaram no projeto político apresentado pelo Novo em Orleans.
“Muita gente abraçou não só o Partido Novo, mas também o Joel, acreditando nessa proposta de mudança. Por isso eu fiquei um pouco quieto e não divulguei imediatamente essa minha saída.”
Ligação de Gilson Marques
Durante a entrevista, Joel revelou que sua saída repercutiu entre lideranças estaduais do partido. Ele contou ter recebido uma ligação do deputado federal Gilson Marques, que tentou convencê-lo a permanecer na legenda.
Apesar do convite, Joel afirmou que a situação era incompatível com os planos que havia assumido junto à pré-candidatura do sobrinho.
“O Gilson me ligou. É um cara que eu admiro muito, uma pessoa muito honesta. Ele pediu para eu voltar, mas entendeu a situação. O Partido Novo realmente segue os seus princípios e o seu estatuto.”
Avaliação da administração municipal
Questionado sobre o cenário político de Orleans, Joel fez uma avaliação positiva da gestão do prefeito Fernando Cruzetta. Embora tenha sido adversário político na última eleição municipal, ele afirmou que o município vive um momento de crescimento e destacou obras realizadas pela administração.
Segundo o ex-candidato, a atual gestão conseguiu imprimir um perfil diferente ao município, especialmente na área de infraestrutura.
“Hoje, em dois anos de mandato, pelo que eu estou vendo, o Fernando está indo muito bem. Claro que sempre vai ter gente reclamando, isso faz parte da política. Mas eu vejo grandes obras acontecendo, levando asfalto para o interior, que é muito importante. A cidade está bonita e vivendo um aspecto mais alegre.”
Ao comparar a atual administração com a anterior, Joel destacou que os prefeitos possuem estilos diferentes de gestão, mas evitou críticas à condução do ex-prefeito Jorge Koch.
“O Jorge tinha o estilo dele de administração. O Fernando é um cara mais comunicativo, mais diplomático. Eu gosto dele, converso com ele de vez em quando. Algumas coisas eu não concordo, mas é a administração dele. Eu torço para que Orleans vá para frente e continue crescendo.”
Mesmo fora do Novo, Joel não descartou uma futura candidatura. No entanto, afirmou que seu desejo é que a cidade continue avançando e que não haja necessidade de uma nova disputa política motivada por insatisfação da população com a gestão atual.
“Não posso dizer que dessa água não beberei. Posso ser candidato no futuro, sim. Mas a princípio eu torço para que o Fernando se dê bem e que Orleans vá para frente.”
Ele também ressaltou que sua saída não representa um rompimento com os ideais defendidos pelo Partido Novo e demonstrou confiança no surgimento de novas lideranças dentro da legenda no município.
“Acreditem no projeto do Novo. Talvez não seja o Joel no futuro, mas vai ter outra pessoa. O partido vai continuar aí e eu ainda acredito numa mudança para Orleans, para Santa Catarina e para o Brasil.”
Eleição estadual
Ao falar sobre a disputa pelo Governo de Santa Catarina, Joel afirmou que pretende apoiar a reeleição do governador Jorginho Mello (PL), mesmo trabalhando na pré-campanha de Dr. Irani Alberton (PP), que integra um partido alinhado ao projeto do pré-candidato ao governo João Rodrigues (PSD).
“O João Rodrigues é um ótimo locutor, tem uma boa dicção, mas eu não gosto do trabalho dele. Não gosto. Nem como prefeito de Chapecó”, declarou.
Joel afirmou que vê mais resultados na atual gestão estadual e também destacou a presença do prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como pré-candidato a vice-governador na chapa governista.
“Eu acho que o Jorginho Mello tem mostrado um bom trabalho. E o Adriano Silva foi um excelente prefeito de Joinville. Se o João foi um bom prefeito de Chapecó, o Adriano foi um ótimo prefeito da maior cidade do Estado. Então, hoje, meu posicionamento é pela continuidade”, afirmou.
Ao encerrar a entrevista, Joel voltou a defender uma maior participação da sociedade na política e criticou a formação de carreiras exclusivamente políticas. Segundo ele, a renovação e a participação de lideranças da comunidade são fundamentais para melhorar a gestão pública.
“O Joel não é político. O Joel está político. Eu entrei na política para tentar ajudar a melhorar a política e despertar as pessoas para a importância de escolher bem os seus representantes.”
Confira entrevista completa
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Olvacir Bez Fontana é o novo presidente do Conselho da Indústria da Construção da FIESC
Por Ligado no Sul22/06/2026 10h30
Foto/Divulgação
O empresário Olvacir Bez Fontana tomou posse como presidente do Conselho da Construção Civil da Federação das Indústrias de SC (FIESC). A troca de presidentes do órgão consultivo aconteceu durante reunião do Conselho, no dia 18, e está alinhada com a mudança estratégica para fortalecer a atuação e a participação dos sindicatos. Fontana substitui o empresário Marcos Bellicanta.
O 1º vice-presidente da FIESC e coordenador dos conselhos da FIESC, André Odebrecht, destacou que nessa nova organização, os conselhos assumem protagonismo no papel consultivo e de escuta da indústria, junto com sindicatos e vice-presidências.
Fontana declarou que a expectativa à frente do órgão é contribuir para o desenvolvimento ainda maior da construção civil no estado, aliando forças para vencer os principais desafios, como os impactos da reforma tributária no segmento. Segundo ele, a construção civil terá de inovar e incorporar novas tecnologias e a industrialização de processos para se manter competitiva.
O setor é o terceiro maior empregador industrial de SC, com cerca de 140 mil trabalhadores e é responsável por 4,2% do PIB do estado.