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Ligado no Sul
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Tampinhas que viram ração? Projeto transforma reciclagem em alimentos para animais em Nova Veneza

Por Ligado no Sul24/06/2026 10h30
Foto: Prefeitura de Nova Veneza/Divulgação

Nova Veneza está unindo sustentabilidade e bem-estar animal em um único projeto. Conhecida como ‘Tampinhas que Alimentam’, a iniciativa promove a conscientização da comunidade sobre a destinação correta de resíduos recicláveis. A ação teve início em fevereiro de 2026 no município e, em poucos meses, alcançou a marca de aproximadamente 500 quilos de tampinhas arrecadadas.

Criado pela Fundação Municipal do Meio Ambiente de Nova Veneza (Fundave), o projeto envolve especialmente estudantes, famílias, escolas, instituições parceiras e cidadãos que desejam contribuir com uma causa socioambiental. Conforme a prefeita de Nova Veneza, Ângela Ghislandi, a iniciativa busca transformar pequenas ações em grandes resultados para a sociedade.

“O ‘Tampinhas que Alimentam’ representa uma verdadeira corrente do bem, baseada em valores como união, solidariedade, respeito e cuidado. A ação conecta diferentes setores da sociedade em um objetivo comum: preservar o meio ambiente, promover a inclusão social e auxiliar na proteção animal. Unimos sustentabilidade, reciclagem, educação ambiental, inclusão social e bem-estar animal”, frisou.

Corrente do bem

Segundo a presidente da Fundave, Caroline Pacheco, o projeto conta com a participação de todas as escolas da rede municipal de ensino de Nova Veneza. Nas unidades, os estudantes arrecadam tampinhas plásticas em suas casas e comunidades e, posteriormente, a equipe da Fundação Municipal do Meio Ambiente realiza a coleta do material.

“Após o recolhimento, as tampinhas são encaminhadas para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Nova Veneza, onde os alunos realizam a separação dos materiais por cor. Além de contribuir para a reciclagem, essa etapa fortalece o processo de inclusão social e auxilia no desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas dos participantes”, pontuou.

Por fim, Caroline explicou que, após o processo de triagem, as tampinhas são destinadas a uma Organização Não Governamental (ONG) parceira do município, responsável pelo encaminhamento ao centro de reciclagem. Em seguida, os recursos obtidos com a venda do material são convertidos em ração para animais em situação de rua e acolhidos por protetores independentes e abrigos.

“Ao final desse processo, todos são beneficiados: o meio ambiente recebe a destinação adequada dos resíduos, a Apae fortalece seu importante trabalho de inclusão, a comunidade exerce sua responsabilidade socioambiental, as escolas contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes por meio da educação ambiental e os animais recebem alimentação custeada pelos recursos gerados com a reciclagem”, afirmou a presidente da Fundave.

Como posso doar?

O projeto ‘Tampinhas que Alimentam’ não é restrito apenas aos estudantes da rede municipal. Os interessados em contribuir podem entregar as tampinhas em qualquer escola do município ou diretamente na sede da Fundave, localizada no bairro Bortoluzzi, ao lado da Câmara de Vereadores de Nova Veneza.

Foto: Prefeitura de Nova Veneza/Divulgação

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CIS-AMREC defende maior financiamento aos consórcios de saúde em audiência pública na Alesc

Por Ligado no Sul24/06/2026 10h00
Fotos/CIS-AMREC

O Consórcio Público Interfederativo de Saúde da Amrec e Amesc (CIS-AMREC) participou, nessa terça-feira (23), da audiência pública promovida pela Comissão de Finanças e Tributação da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O objetivo foi discutir o financiamento dos consórcios públicos de saúde no Estado.

Durante a audiência, a Associação dos Consórcios de Saúde de Santa Catarina (ACISSC), que reúne 14 consórcios, defendeu a ampliação do montante repassado anualmente pelo Governo do Estado, dos atuais R$ 30 milhões para R$ 50 milhões. A reivindicação foi baseada no crescimento da demanda regional, no volume de atendimentos realizados e no papel dos municípios na garantia do acesso da população a consultas, exames e procedimentos especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O debate também tratou da necessidade de desburocratizar o processo de repasse dos recursos, medida considerada essencial para dar mais agilidade à aplicação dos valores nos serviços prestados à população.

Para a presidente do CIS-AMREC, Stela Talamini, prefeita de Urussanga, o financiamento dos consórcios precisa acompanhar a realidade vivida pelos municípios. “A ampliação do financiamento estadual aos consórcios públicos de saúde representa um investimento direto na população catarinense, especialmente nas pessoas que dependem exclusivamente do SUS. Cada consulta, exame e procedimento contribui para reduzir filas, acelerar diagnósticos e garantir mais dignidade no atendimento”, afirmou Stela.

Mais de 80% da população da Amrec e Amesc depende exclusivamente do SUS
Um levantamento do CIS-AMREC mostrou o tamanho da responsabilidade assumida pelos municípios e pelos consórcios. Em março de 2026, aproximadamente 80,93% da população dos 27 municípios consorciados ao CIS-AMREC dependia exclusivamente do SUS. Em alguns municípios, o índice ultrapassava 96%. Os números estão no Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS/DATASUS).

Isso significa que mais de quatro em cada cinco moradores da região utilizavam apenas os serviços públicos de saúde oferecidos pelos municípios, pelo Estado e pela rede regional organizada por meio do consórcio.

Outro dado destacado na audiência mostrou o impacto do trabalho desenvolvido nos consórcios. Em 2025, os 14 consórcios de saúde de Santa Catarina investiram aproximadamente R$ 317,7 milhões na contratação de consultas, exames e procedimentos especializados. Em 2017, esse valor era de R$ 46,2 milhões. O crescimento foi superior a 587% em oito anos.

No caso do CIS-AMREC, o avanço foi ainda mais expressivo. O consórcio passou de R$ 2,89 milhões investidos em 2017 para mais de R$ 59,3 milhões em 2025, aumento superior a 1.950%.

O diretor-executivo do CIS-AMREC, Roque Salvan, afirmou que os dados apresentados reforçaram a relevância dos consórcios para a saúde pública catarinense. Conforme Roque, o consórcio tem atuado como ferramenta para reduzir burocracias, organizar serviços e otimizar recursos públicos.

“Os consórcios permitem que os municípios comprem melhor, organizem a rede de prestadores e ofereçam mais agilidade ao cidadão que depende do SUS. Quando o Estado amplia o financiamento, esse recurso chega na ponta em forma de consulta, exame, diagnóstico e tratamento iniciado com mais rapidez”, destacou Roque.

Municípios investem acima do mínimo constitucional
O CIS-AMREC também destacou o esforço financeiro dos municípios consorciados. Conforme dados do Tribunal de Contas do Estado, entre 2009 e 2025, os 27 municípios da Amrec e Amesc aplicaram, em média, 20,8% de suas receitas próprias em ações e serviços públicos de saúde. O percentual está acima do mínimo constitucional de 15%.

Já o Governo do Estado de Santa Catarina, conforme o Portal da Transparência do Executivo, aplicou, em média, 13,39% de suas receitas em saúde entre 2011 e 2025.

QUALICIS é apontado como conquista, mas precisa avançar
A audiência também tratou do Programa de Qualificação dos Consórcios Públicos Interfederativos de Saúde (QUALICIS), instituído pela Lei Estadual nº 18.861/2024. A legislação prevê repasse mínimo anual de R$ 30 milhões para apoio aos consórcios públicos de saúde catarinenses, com correção monetária.

Nos últimos três anos, os 14 consórcios receberam aproximadamente R$ 90 milhões em recursos estaduais. Para o CIS-AMREC, a política representou uma conquista para Santa Catarina, mas o crescimento dos atendimentos, das filas e das demandas municipais exige a ampliação dos investimentos.

O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, afirmou durante a audiência que o Governo do Estado reconhece os consórcios como parte da política pública de saúde e tem posicionamento favorável ao avanço das demandas apresentadas, incluindo alterações no QUALICIS.

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Denúncia sobre suposta incompatibilidade de horários de Jana Coan é arquivada pelo Ministério Público

Por Ligado no Sul24/06/2026 09h30
Foto/Divulgação

A vereadora de Orleans, Jana Coan (PL), informou que foi arquivada pelo Ministério Público uma denúncia que questionava a compatibilidade entre sua atuação como vereadora e as funções exercidas no serviço público.

A denúncia, apresentada de forma anônima no ano passado, apontava uma suposta incompatibilidade de horários entre o mandato legislativo e as atividades desempenhadas por Jana no então Departamento Municipal de Esportes — atualmente Secretaria de Esportes — além de sua atuação como servidora efetiva do Estado.

Ao jornal da Guarujá, a vereadora disse que toda a documentação solicitada pelos órgãos responsáveis foi apresentada durante a apuração, que concluiu não haver irregularidades.

“Eu recebi essa semana o arquivamento. Foi uma denúncia anônima. Não sei quem fez, mas quem fez não conhece a minha vida ou fez propositalmente apenas para incomodar. Sou funcionária pública efetiva do Estado desde o ano 2000, tenho 40 horas no Estado, também sou concursada no município desde 2000 e, em 2008, alterei minha carga horária. Eu sempre trabalhei 60 horas semanais. Quem me conhece sabe disso. Sempre trabalhei de manhã, à tarde e à noite. Esse sempre foi o meu ritmo de trabalho”, afirmou.

Jana disse ter ficado surpresa com o surgimento da denúncia somente após assumir uma cadeira na Câmara Municipal. Segundo ela, durante mais de três décadas de atuação no serviço público, nunca houve questionamentos sobre sua rotina profissional.

“O que me surpreendeu foi que, depois que assumi como vereadora, apareceu uma denúncia dizendo que eu não tinha tempo compatível para exercer o mandato e que havia incompatibilidade de horários. Nunca ninguém tinha se preocupado com isso antes. Foi feita essa denúncia anônima e agora veio o arquivamento”, declarou.

A parlamentar destacou que o parecer final apontou a inexistência de sobreposição de jornadas e confirmou a legalidade da acumulação das funções exercidas.

“No relatório final consta que, a partir das informações prestadas, foi constatada a inexistência de sobreposição entre as jornadas exercidas, demonstrando compatibilidade formal dos vínculos e, consequentemente, a licitude da acumulação. Eu não tenho acúmulo irregular de cargos. Consigo trabalhar normalmente. Além disso, todos sabem que a Secretaria de Esportes funciona também em finais de semana e feriados, por conta das competições e eventos esportivos”, explicou.

Críticas ao anonimato da denúncia

Durante a entrevista, Jana também criticou o fato de a denúncia ter sido feita de forma anônima. Embora tenha evitado atribuir autoria ou motivação política ao caso, afirmou que considera esse tipo de procedimento inadequado em situações que não envolvam crimes graves.

“Eu acho covarde quando alguém faz esse tipo de denúncia escondido. Se um dia eu precisar denunciar alguma situação política, vou assumir isso publicamente. As pessoas têm que ter coragem de mostrar onde entendem que está o erro, para que o outro lado também tenha o direito de se defender”, afirmou.

Questionada se acredita que o caso teve motivação política, a vereadora disse que não possui elementos para fazer acusações, mas ressaltou que a situação surgiu justamente após sua eleição.

“Como foi uma denúncia anônima, eu não posso acusar ninguém. Só acuso quando tenho provas. Mas me causou muita estranheza que a preocupação com os meus horários apareceu justamente depois que me tornei vereadora. Se fizeram por maldade política, agora terão que procurar outro motivo para tentar me prejudicar, porque esse assunto foi arquivado”, declarou.

Caso foi encerrado

De acordo com Jana Coan, o Ministério Público apenas apurou os fatos e solicitou informações aos órgãos envolvidos, sem que o caso chegasse a uma fase de julgamento.

“Foi encaminhado à Secretaria de Estado, à Prefeitura e ao Departamento de Esportes na época. Todos responderam, apresentei meus horários e, cerca de seis meses depois, veio o arquivamento. O Ministério Público analisou as informações e concluiu que não havia fundamento para a denúncia”, explicou.

Ao final da entrevista, a vereadora afirmou que seguirá exercendo normalmente suas atividades na Câmara Municipal, na Secretaria de Esportes e na Escola Estadual Toneza Cascaes, onde também atua como servidora pública.

“Continuo trabalhando para todos os munícipes, exercendo minhas funções de vereadora, no esporte e na escola. O assunto foi esclarecido e arquivado. Agora sigo focada no trabalho”, concluiu.

Confira entrevista completa

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Mulher é presa após invadir casa e agredir moradora em Orleans

Por Ligado no Sul24/06/2026 09h00
Foto/Reprodução PMSC

Uma mulher de 38 anos foi presa na noite desta terça-feira (23) após invadir uma residência e agredir a moradora no bairro Santista, em Orleans.

Segundo a Polícia Militar, a vítima, de 56 anos, relatou que a suspeita entrou em sua casa sem autorização e passou a proferir ofensas. Durante o desentendimento, a mulher teria arranhado a vítima no peito e no pescoço, causando lesões leves.

Após atender a ocorrência, os policiais realizaram buscas, mas inicialmente não localizaram a suspeita. Mais tarde, a vítima informou o paradeiro da autora, que foi encontrada pela guarnição.

Diante dos fatos, a mulher foi detida e encaminhada, juntamente com a vítima, à Central de Flagrantes para os procedimentos legais cabíveis.

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