Profissionais da Saúde participam de capacitação sobre atualização no tratamento de feridas em Orleans

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Na noite de terça-feira (7), um homem de 39 anos foi preso após ameaçar de morte a companheira, de 36 anos, em um caso de violência doméstica registrado no Centro de Orleans.
De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência foi atendida por volta das 21h. Durante uma discussão, o suspeito teria feito ameaças de morte contra a mulher na presença da filha dela, de 9 anos.
Ainda conforme a PM, o homem havia deixado recentemente o sistema prisional, fazia uso de tornozeleira eletrônica e apresentava sinais de embriaguez no momento da abordagem.
Ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Central de Plantão Policial de Criciúma, onde foram realizados os procedimentos legais cabíveis.
Dois ataques foram registrados na madrugada desta quarta-feira (8) na Avenida Centenário, em Criciúma. As ocorrências aconteceram com apenas dois minutos de diferença, mas, até o momento, não há confirmação de que os casos tenham relação.
A primeira ocorrência foi registrada por volta das 0h31. Um homem de 30 anos contou à Polícia Militar que aguardava em um ponto de ônibus, nas proximidades do Hemosc, quando foi abordado por dois homens.
Segundo a vítima, a dupla anunciou um assalto. Um dos suspeitos estava com uma faca e desferiu dois golpes na região das costelas, enquanto o outro aparentava estar armado. Apesar da ação, os criminosos não conseguiram levar a mochila da vítima, que conseguiu fugir e pedir ajuda.
O homem foi socorrido e encaminhado ao Hospital São José. Conforme a PM, ele não corre risco de morte.
Dois minutos depois, às 0h33, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de homicídio também na Avenida Centenário, no bairro Santa Bárbara.
Um jovem de 22 anos chegou ferido à entrada de um bar, dizendo que iria morrer. Em seguida, caiu no local. O Samu foi chamado, mas apenas constatou a morte da vítima.
A Polícia Militar informou que o jovem foi atingido por um golpe de faca na perna direita, na região da artéria femoral, e ainda conseguiu caminhar cerca de 150 metros antes de cair.
De acordo com testemunhas, o crime pode ter sido motivado por um desentendimento envolvendo uma mulher. Um possível suspeito foi identificado, mas não havia sido localizado até o encerramento da ocorrência.
A Polícia Civil e a Polícia Científica realizaram os levantamentos nos dois casos, que seguem sob investigação. Até o momento, as autoridades não informaram se há ligação entre as duas ocorrências.
A Associação Pró-Autismo de Orleans (APA) celebra seu primeiro ano de atuação consolidando uma trajetória marcada pelo acolhimento, pela inclusão e pela oferta gratuita de atendimentos especializados para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Criada a partir da iniciativa de famílias que vivenciaram as dificuldades de acesso aos serviços especializados, a entidade tornou-se, em apenas 12 meses, uma referência regional no atendimento e no apoio às crianças autistas e seus familiares.
Desde a inauguração, a APA ampliou significativamente o acesso a serviços multiprofissionais, oferecendo atendimentos nas áreas de Fonoaudiologia, Neuropsicopedagogia e Terapia Ocupacional, além do Acolhimento Técnico Familiar, que orienta e acompanha as famílias desde o diagnóstico até o processo de inclusão social e escolar.
Segundo a instituição, cada atendimento representa avanços importantes no desenvolvimento das crianças, contribuindo para a comunicação, autonomia, fortalecimento dos vínculos familiares e melhoria da qualidade de vida.
Estrutura planejada para o desenvolvimento
Ao longo do primeiro ano de funcionamento, a entidade investiu na criação de uma estrutura voltada às necessidades específicas das pessoas com TEA.
Foram implantadas salas terapêuticas especializadas, adquiridos materiais pedagógicos e equipamentos destinados ao desenvolvimento sensorial, cognitivo e motor. Entre os destaques estão a implantação do Jardim Sensorial, projetado para favorecer a autorregulação emocional e os estímulos sensoriais, e da Sala de Integração Sensorial, que ampliou os recursos terapêuticos disponíveis para os atendimentos.
A instituição também promoveu melhorias nos processos administrativos e assistenciais, buscando qualificar continuamente os serviços oferecidos à comunidade.
Projetos ampliam autonomia e inclusão
Além dos atendimentos clínicos, a APA desenvolveu uma série de projetos voltados ao desenvolvimento integral das crianças e ao fortalecimento da inclusão social.
Entre as iniciativas estão o Grupo de Habilidades Sociais, o projeto Autonomia em Foco e o Movimento com Amor. A entidade também elaborou projetos para implantação do Programa de Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA), destinado a ampliar a comunicação e a autonomia de crianças com maiores dificuldades na linguagem.
Outro eixo de atuação envolve campanhas permanentes de conscientização e ações educativas voltadas às escolas e à comunidade.
Entre elas está a campanha Silêncio que Acolhe, que promove a acessibilidade sensorial por meio da distribuição gratuita de abafadores de ruído para pessoas com TEA e outras condições que envolvem hipersensibilidade auditiva, além de conscientizar a população sobre a importância de ambientes mais inclusivos.
Também integra esse conjunto a campanha Cordão que Acolhe, voltada à distribuição de cordões de identificação para pessoas com autismo, buscando ampliar o reconhecimento das chamadas deficiências ocultas, incentivar o atendimento humanizado e fortalecer a cultura da inclusão.
Já a campanha Escola que Acolhe aproxima terapeutas, equipes pedagógicas e famílias, oferecendo suporte técnico às instituições de ensino para qualificar o atendimento aos estudantes com TEA. A proposta é contribuir para práticas educacionais mais inclusivas e baseadas em evidências.
Além das campanhas, a APA realiza orientação técnica às escolas, auxiliando professores e equipes pedagógicas na construção de estratégias de inclusão e manejo adequado dos estudantes autistas.
Abril Azul mobilizou a comunidade
Um dos momentos de maior destaque do primeiro ano foi a realização da programação do Abril Azul, mês dedicado à conscientização sobre o autismo.
Com o tema “Autonomia se constrói com apoio”, a campanha reuniu palestras, rodas de conversa, visitas técnicas às escolas, ações comunitárias, iluminação de espaços públicos e a realização do III Workshop sobre Autismo.
As atividades envolveram profissionais, instituições de ensino, empresas, voluntários e representantes do poder público, ampliando o debate sobre inclusão, respeito às diferenças e garantia de direitos.
Parcerias fortaleceram o trabalho
Durante o primeiro ano de atividades, a APA consolidou parcerias com o Município de Orleans, as secretarias municipais de Educação e Saúde, a Câmara de Vereadores, o Governo de Santa Catarina, parlamentares estaduais e federais, empresas, instituições de ensino, entidades da sociedade civil e voluntários.
A entidade também garantiu recursos por meio de emendas parlamentares, projetos e doações, possibilitando investimentos na estrutura física, aquisição de equipamentos e ampliação dos atendimentos especializados.
Comunidade participa da manutenção da entidade
A participação da comunidade tem sido fundamental para a manutenção das atividades da APA.
Ao longo do ano, a instituição promoveu campanhas solidárias, pedágios beneficentes e participou de diversos eventos por meio do tradicional Boteco da APA, iniciativa que reúne voluntários e apoiadores para arrecadar recursos destinados à continuidade dos atendimentos gratuitos.
Outro destaque foi a realização da terceira edição da Feijoada da APA, que registrou arrecadação líquida recorde de R$ 50.363,41. Todo o valor será destinado à manutenção dos serviços especializados oferecidos pela entidade.
Ao completar um ano de atuação, a Associação Pró-Autismo de Orleans destaca o compromisso de ampliar o acesso aos atendimentos especializados, investir na qualificação da equipe multiprofissional e desenvolver novos projetos voltados à inclusão. Os resultados alcançados são fruto da união entre famílias, voluntários, poder público, iniciativa privada e sociedade civil, fortalecendo uma rede de apoio que tem transformado a realidade de centenas de famílias da região.