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Aumento de casos de estupro de vulnerável acende alerta em Braço do Norte
Por Ligado no Sul04/08/2026 11h30
Imagem gerada por IA
Braço do Norte está entre os municípios do Sul de Santa Catarina que registraram aumento nos casos de estupro de vulnerável. O crescimento preocupa autoridades e reforça a necessidade de atenção da família, das escolas e de toda a rede de proteção à infância e à adolescência.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, a promotora de Justiça da 1ª Promotoria de Justiça de Braço do Norte, Ana Maria Carvalho, explicou o que caracteriza o crime e avaliou os números registrados na comarca.
“A gente precisa explicar o que são os crimes contra vulneráveis. O estupro de vulnerável está previsto no Código Penal, no artigo 217-A. Ele diz que é crime qualquer tipo de relação sexual, carnal ou outro ato libidinoso com menor de 14 anos, mas também se for com pessoa que, por enfermidade ou deficiência mental, não tenha o necessário discernimento para a prática do ato ou que, por qualquer causa, não possa oferecer resistência”, explicou.
A promotora afirma que os registros da comarca são motivo de preocupação, independentemente de o crescimento estar relacionado a uma maior incidência dos crimes, ao aumento das denúncias ou à combinação dos dois fatores.
“Os números registrados aqui na comarca são, de fato, motivo de grande preocupação para todos nós que atuamos na esfera criminal. Independentemente de esse aumento decorrer de uma maior incidência do crime, de um incremento nas denúncias ou de uma combinação desses fatores, o cenário exige uma atenção de toda a sociedade, porque cada caso representa uma grande violação da dignidade de uma criança ou adolescente”, afirmou.
Ana Maria também chama atenção para a subnotificação dos crimes sexuais contra crianças e adolescentes. De acordo com ela, muitas vítimas levam anos para revelar o abuso, seja por medo, vergonha, culpa ou ameaças.
“É importante também ressaltar que os crimes sexuais contra crianças e adolescentes são historicamente subnotificados. Muitas vítimas demoram anos para revelar o abuso, seja por medo, por vergonha, por culpa ou mesmo por ameaças. Então, ainda que os dados oficiais já mostrem um incremento, esses casos nem sempre refletem a real dimensão do problema na comarca”, destacou.
Agressor muitas vezes é alguém próximo da vítima
Outro fator que dificulta a descoberta dos crimes é a proximidade entre o agressor e a vítima. Segundo a promotora, em muitos casos o autor é alguém conhecido e que faz parte do círculo de confiança da criança ou da família.
“Boa parte desses crimes não é praticada por desconhecidos. Frequentemente, o autor é alguém próximo da vítima: um familiar, um vizinho, um parente, alguém conhecido muito próximo, em quem a criança e a família depositam confiança. Isso facilita a atuação desse criminoso e dificulta que a criança ou o adolescente consiga contar e perceber que é vítima de um crime praticado por alguém que deveria protegê-la e cuidá-la”, explicou.
Para a promotora, a redução dos casos depende da atuação conjunta de pais, responsáveis, professores, comunidade e dos órgãos que integram a rede de proteção.
“É uma série de fatores. Pais, responsáveis, professores e a comunidade precisam estar atentos aos sinais. A rede que atua na defesa da criança e do adolescente, como a Polícia Militar, o Conselho Tutelar, a Delegacia de Polícia e também a Promotoria, são entes completamente capacitados para receber qualquer tipo de denúncia desse crime. Mas é preciso também que a criança seja acolhida com respeito e sem julgamento. Ela precisa sentir que vai ser acreditada quando contar o que está acontecendo com ela”, afirmou.
Acolhimento é fundamental para evitar a impunidade
Ana Maria também destaca que a subnotificação pode contribuir para a impunidade, já que os casos que não chegam ao conhecimento das autoridades não podem ser investigados.
“A impunidade entra principalmente quando a gente já conversou sobre a subnotificação. Acontece impunidade quando os casos nem chegam ao conhecimento da polícia, do Ministério Público e do Poder Judiciário. São crimes que muitas vezes são praticados com crianças de tenra idade, que têm dificuldade de contar o que está acontecendo e de explicar o que aconteceu. Por isso, a gente sempre ressalta que essa criança tem que ser ouvida com respeito, sem julgamento, sem questionamento, para que ela se sinta livre para contar, fortaleça essa denúncia e, aí sim, todo o sistema de Justiça, seja policial, do Ministério Público ou Judiciário, entre em ação e consiga fazer a investigação para que não haja impunidade”, explicou.
Internet é ambiente de risco para crianças e adolescentes
Outro alerta feito pela promotora envolve o uso da internet e das redes sociais por crianças e adolescentes sem acompanhamento dos responsáveis.
Segundo Ana Maria, criminosos podem utilizar esses espaços para se aproximar de possíveis vítimas e criar uma falsa relação de confiança.
“A internet é um local que coloca a criança e o adolescente em extrema vulnerabilidade. Os pais, quando dão acesso aos seus filhos à rede de computadores e às redes sociais, precisam estar completamente atentos ao que está acontecendo. Esse é um local de atuação em que pessoas criminosas, pedófilos, se utilizam para atrair e fazer mais vítimas”, alertou.
A promotora explica que a criança pode acreditar que está conversando com alguém da mesma idade e com interesses semelhantes, sem saber quem realmente está do outro lado da tela.
“Muitas vezes, a criança ou o adolescente acredita estar conversando com uma pessoa da sua mesma idade, com os mesmos gostos, e, na verdade, não é. A gente sabe que os computadores, a internet e as redes sociais são um campo em que não há segurança de com quem você está falando. Então, os pais precisam estar muito atentos, acompanhar de perto, olhar com quem os filhos conversam e o que os filhos estão assistindo, para tentar evitar que eles sejam vítimas em potencial”, reforçou.
Diante do aumento dos registros em Braço do Norte e da possibilidade de que os números oficiais não representem toda a dimensão do problema, a orientação é que situações de suspeita sejam comunicadas aos órgãos responsáveis. A atenção aos sinais apresentados por crianças e adolescentes e o acolhimento adequado podem ser fundamentais para interromper situações de violência e permitir a atuação da rede de proteção.
Confira entrevista completa
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Trânsito segue em meia pista após caminhão tombar e atingir casa em Sombrio
Por Ligado no Sul04/08/2026 11h00
Fotos/CBMSC
O trânsito segue em meia pista na marginal da BR-101, no bairro Raizeira, em Sombrio, após um caminhão que transportava polietileno tombar na manhã desta terça-feira (4). O veículo atingiu a estrutura de uma residência e provocou danos no telhado e em parte de uma parede de alvenaria.
O acidente aconteceu por volta das 8h25. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar, o motorista, de 24 anos, tentou subir a via marginal com o caminhão, mas, devido à inclinação da rua, o veículo acabou retornando de ré e tombou sobre a pista.
Com o impacto, a parte traseira do caminhão avançou sobre o terreno de uma residência. A moradora estava dentro de casa, mas permaneceu em um cômodo que não foi atingido pelo veículo.
Apesar dos danos materiais, ninguém ficou ferido. O motorista conseguiu sair do caminhão por meios próprios antes da chegada dos bombeiros e não apresentava lesões.
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Rodoviária Federal (PRF), CCR e Defesa Civil atuaram na ocorrência. Os bombeiros fizeram o gerenciamento dos riscos no local e auxiliaram na segurança da área para evitar novos acidentes.
O trânsito permanece em meia pista e os motoristas que passam pelo trecho devem redobrar a atenção.
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Setor de serviços lidera geração de empregos em Santa Catarina no 1º semestre
O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de empregos formais em Santa Catarina no primeiro semestre de 2026, consolidando-se como o grande motor do mercado de trabalho no estado. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o segmento respondeu por 26,6 mil vagas, desempenho superior ao registrado pela indústria, que teve saldo de 25,3 mil postos, e pela construção civil, com 11,2 mil vagas no período.
No total, Santa Catarina registrou saldo positivo de 63,1 mil empregos formais entre janeiro e junho. Comércio e serviços, juntos, responderam por 26,7 mil vagas, mas com desempenhos bastante distintos: enquanto os serviços concentraram praticamente todo o resultado, o comércio teve saldo de apenas 136 vagas, indicando estabilidade ao longo do semestre.
Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, o resultado dos serviços é positivo, mas acende um alerta em relação ao comércio. “O desempenho dos serviços foi bastante favorável e sustentou a geração de empregos no estado, porém há uma preocupação com o comércio, que ficou praticamente estável, inclusive com algumas áreas registrando mais demissões do que admissões ao longo do semestre”, avalia.
Dentro do setor de serviços, o crescimento foi puxado principalmente pelas Atividades Administrativas e Serviços Complementares, que responderam sozinhas por 8.879 vagas, cerca de um terço do saldo do setor. Também tiveram desempenho positivo relevante as áreas de Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas (3.706 vagas), Transporte, Armazenagem e Correio (3.650), Administração Pública (3.580) e Educação (3.437), estas últimas com forte concentração em fevereiro. Saúde Humana e Serviços Sociais, Outras Atividades de Serviços e Informação e Comunicação também contribuíram positivamente, ainda que de forma mais moderada.
Por outro lado, nem todos os segmentos de serviços apresentaram expansão. Alojamento e Alimentação registrou saldo negativo de 1.758 vagas, sendo o único com retração relevante no período, enquanto Atividades Financeiras e de Seguros também apresentaram leve queda.
No comércio, o resultado próximo da estabilidade reflete desempenhos bastante heterogêneos entre as atividades. O saldo positivo foi sustentado principalmente pelo Comércio por Atacado (2.579 vagas), Combustíveis para Veículos Automotores (794) e Comércio e Reparação de Veículos e Motocicletas (596). Em contrapartida, diversos segmentos registraram retração, com destaque para Vestuário, Calçados, Joias e Relógios (-2.047), Hipermercados e Supermercados (-833) e Equipamentos de Informática e Comunicação (-744), além de outros ramos que também encerraram o semestre no negativo.
Apesar das diferenças entre os setores, o saldo geral de empregos segue positivo no estado. Ainda assim, segundo Dagnoni, o ritmo de criação de vagas tem perdido força ao longo dos meses. “O resultado geral de Santa Catarina continua bastante positivo, mas é importante observar que a geração de empregos vem desacelerando mês a mês. Isso está relacionado a uma taxa de juros elevada por um período muito longo, superior a quatro anos, além da cautela típica em função da proximidade do ano eleitoral e de fatores externos, como tensões geopolíticas — a exemplo da Guerra no Irã e da intervenção na Venezuela no início do ano — que acabam gerando instabilidade”, destaca o presidente da Fecomércio SC.
Os dados também mostram que a maior parte das vagas em serviços foi concentrada nos meses de fevereiro e março, com desaceleração progressiva a partir de abril até praticamente estabilidade em junho, reforçando o cenário de perda de dinamismo na geração de empregos ao longo do semestre.
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Câmara de Orleans debate combate à violência contra a mulher e aprova projeto contra pichações
Por Ligado no Sul04/08/2026 10h00
Fotos/Redação
A Câmara de Vereadores de Orleans realizou na noite desta segunda-feira (3) a 29ª sessão ordinária do ano. Entre os principais assuntos discutidos estiveram as ações de conscientização do Agosto Lilás, voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, e a aprovação de um projeto de lei complementar que estabelece sanções municipais para casos de pichações.
A sessão contou com a participação da soldado Patrícia Ribeiro Santos, da Rede Catarina de Proteção à Mulher, e de Isadora Nogueira, presidente do projeto social Unidas por Elas. As duas foram convidadas pelas vereadoras Jana Coan e Maiara Dalponte Martins, integrantes da Procuradoria da Mulher do Legislativo.
Rede Catarina acompanha mulheres vítimas de violência
Durante a Tribuna Livre, a soldado Patrícia explicou o trabalho desenvolvido pela Rede Catarina de Proteção à Mulher. Segundo ela, o programa acompanha mulheres que possuem medidas protetivas determinadas pela Justiça, verificando se as determinações estão sendo cumpridas e identificando outras necessidades das vítimas.
“A gente faz o acompanhamento periódico dessas mulheres para verificar se o agressor está cumprindo a medida protetiva, quais as necessidades daquela mulher e quais os encaminhamentos que nós precisamos fazer”, explicou.
A policial também destacou que a violência doméstica possui um ciclo e que muitas mulheres enfrentam dificuldades para romper definitivamente com o agressor. Entre os fatores estão a dependência financeira, a presença de filhos e a falta de uma rede de apoio.
Patrícia ressaltou ainda a necessidade de combater a ideia de que situações de violência dentro de relacionamentos devem ser tratadas como problemas particulares.
“Nós temos que desmistificar o que foi criado na sociedade de dizer que é briga de marido e mulher, que não se mete a colher. Quando nós estamos diante de uma violência, como cidadãos, temos o dever de pelo menos dizer para aquela mulher que ela tem uma rede de proteção que ela pode procurar.”
A Rede Catarina também orienta mulheres que decidem retornar ao relacionamento com o agressor. Segundo a soldado, mesmo nesses casos, o acompanhamento pode continuar, especialmente quando novas ocorrências são registradas.
Canais de denúncia
Em casos de violência contra a mulher, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190. Também é possível utilizar o aplicativo PMSC Cidadão e procurar a Delegacia da Mulher ou a Delegacia Virtual para registrar ocorrências e denúncias.
A rede de proteção também recebe informações encaminhadas por serviços como CREAS, CRAS e Conselho Tutelar, especialmente quando crianças estão inseridas em contextos de violência doméstica.
Projeto Unidas por Elas oferece rede de apoio
Também durante a sessão, Isadora Nogueira apresentou o trabalho desenvolvido pelo projeto social Unidas por Elas. Segundo ela, a iniciativa surgiu a partir de uma demanda identificada pelo pastor Júnior, da Primeira Igreja Batista, que atua como psicólogo no município.
O projeto foi criado com o objetivo de oferecer apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade familiar, além de encaminhá-las aos serviços e órgãos responsáveis pelo atendimento jurídico e psicológico.
“Nós nos unimos como mulheres para alcançarmos outras mulheres, para poder gerar essa rede de apoio e integração”, afirmou Isadora.
O trabalho, segundo ela, não é restrito a mulheres vítimas de violência. O projeto também promove ações voltadas ao bem-estar, à saúde mental e à integração, como palestras, grupos de caminhada e aulas de zumba.
O grupo de caminhada ocorre às terças-feiras, às 19h30, com saída da praça. Já a zumba é realizada às quintas-feiras, também às 19h30, na sede da Primeira Igreja Batista.
O contato com o projeto pode ser feito pelo WhatsApp (48) 99838-3738 ou pelo Instagram @unidasporelasorleans.
Projeto contra pichações é aprovado
Outro assunto que ganhou destaque na sessão foi a aprovação, em segunda votação e por unanimidade, de um projeto de lei complementar apresentado pelo presidente da Câmara, vereador Murilo Hoffmann.
A proposta estabelece sanções municipais para tentar reduzir casos de pichações e vandalismo em Orleans. Segundo o vereador, a iniciativa surgiu após pedidos de moradores por medidas mais rígidas contra esse tipo de ocorrência.
“Esse projeto vem para estabelecer algumas sanções, além daquelas que já existem a nível federal. Como é o município que faz essa fiscalização na maioria das vezes e também arca com os custos dessa depredação de patrimônio público, o município também pode cobrar alguma coisa dessas pessoas”, explicou.
A proposta prevê multa inicial de aproximadamente R$ 2 mil, equivalente a 50 Unidades Fiscais do Município. Em caso de reincidência, o valor poderá ser ampliado, conforme as regras estabelecidas no projeto.
Após a aprovação em segunda votação, a matéria segue agora para sanção do prefeito Fernando Cruzetta.
Vereador cobra melhorias em rodovias e ruas
Durante a sessão, Murilo Hoffmann também apresentou duas indicações relacionadas à infraestrutura e à segurança viária.
Uma delas solicita manutenção na cabeceira da ponte localizada na rodovia que liga Orleans a Urussanga, na região da comunidade de Capivara, em Palmeira Baixa. Segundo o vereador, existe um desnível no trecho que vem sendo motivo de reclamações de motoristas.
A segunda indicação solicita melhorias na Rua Edgar Cunha, nas proximidades do Samae e da estação de tratamento de esgoto. O vereador afirmou que o local já recebeu uma operação de tapa-buracos, mas voltou a apresentar problemas devido ao fluxo de veículos pesados.
Hoffmann também defendeu que o município busque junto ao Governo do Estado a manutenção dos trechos que são de responsabilidade estadual. Segundo ele, caso não haja uma solução, a Prefeitura poderia avaliar a realização dos serviços para evitar que os problemas se agravem.
As indicações foram apresentadas durante a 29ª sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Orleans.