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Santa Catarina registra 299 mortes por doenças respiratórias em 2026; DIVE reforça importância da vacinação

Estado já contabiliza mais de 6,6 mil internações por síndrome respiratória aguda grave neste ano.

Por Ligado no Sul07/07/2026 08h30
Foto: Arquivo Divulgação/SES

Em 2026, Santa Catarina já registrou 6.600 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo dados do Centro de Informações Estratégicas para a Gestão do Sistema Único de Saúde (Cieges). Desses pacientes, mais de 1.600 precisaram de internação em unidades de terapia intensiva (UTIs) e 299 morreram em decorrência de doenças respiratórias.

O Estado vive o período de maior circulação dos vírus respiratórios, impulsionado pelas baixas temperaturas do inverno. Segundo o diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), João Fuck, embora o cenário seja menos grave do que o registrado em 2025, o número de casos continua elevado e exige atenção da população. “Estamos no período de sazonalidade, quando tradicionalmente observamos um aumento das doenças causadas por vírus respiratórios. Nas últimas semanas tivemos uma estabilidade em um patamar bastante elevado, com mais de 450 casos sendo registrados por semana. Quando comparamos com 2025, o impacto não é tão grande quanto no ano passado, quando chegamos a mais de 700 casos semanais, mas ainda assim estamos falando de uma transmissão importante.”

O diretor destaca que o aumento dos casos também reflete diretamente na ocupação da rede hospitalar. “Mais de 20% dos pacientes precisaram de leitos de terapia intensiva e, infelizmente, já registramos quase 300 óbitos neste ano.”

Influenza, Covid-19 e rinovírus estão entre os principais causadores

Das 299 mortes registradas em Santa Catarina em 2026, 79 tiveram relação com a Covid-19, 36 com o vírus Influenza, responsável pela gripe, 35 com o rinovírus e 12 com o vírus sincicial respiratório (VSR).

De acordo com João Fuck, diversos vírus circulam simultaneamente nesta época do ano, mas alguns têm apresentado maior impacto. “Quando analisamos esses casos, percebemos que vários vírus estão circulando ao mesmo tempo. A influenza continua tendo uma transmissão importante, mas nas últimas semanas também observamos maior circulação do vírus sincicial respiratório e do rinovírus. Esse é o cenário que estamos acompanhando neste momento.”

O diretor da DIVE reforça que a vacinação segue sendo a principal estratégia para reduzir os casos graves e os óbitos provocados pelas doenças respiratórias.

Em Santa Catarina, a vacina contra a Influenza está disponível gratuitamente para toda a população a partir dos seis meses de idade. Já a imunização contra a Covid-19 permanece voltada aos grupos prioritários, como idosos, crianças e pessoas com maior risco de desenvolver complicações.

As gestantes também podem receber a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), que protege os bebês nos primeiros meses de vida, período em que a infecção pode causar quadros respiratórios graves.

Além da vacinação, a Vigilância Epidemiológica recomenda manter hábitos de prevenção, como higienizar frequentemente as mãos, evitar contato próximo com pessoas doentes e utilizar máscara em caso de sintomas respiratórios, especialmente em ambientes fechados ou durante visitas a unidades de saúde.

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