Motoristas desrespeitam proibição de estacionamento em frente ao Hospital São José, em Criciúma
Mesmo com fiscalização regular, veículos permanecem no local após as 7h; superintendente de Trânsito explica as medidas adotadas e os transtornos causados pelas irregularidades
O estacionamento irregular em frente ao Hospital São José, em Criciúma, tem provocado reclamações de motoristas que circulam pela região. Apesar da sinalização que permite estacionar apenas das 19h às 7h, de segunda a sexta-feira, alguns condutores continuam deixando os veículos no local fora do horário permitido, o que prejudica o fluxo do trânsito.
Em entrevista ao Portal Ligado no Sul, o sargento Edno Carmelio Dutra, superintendente de Trânsito de Criciúma, explicou que a fiscalização é realizada regularmente e que aproximadamente 4 mil veículos passam pelo trecho nos horários de pico. A via possui três pistas, e a presença de automóveis estacionados irregularmente interfere na circulação.

Sargento Edno Carmelio Dutra, superintendente de Trânsito de Criciúma
Segundo o superintendente, a restrição foi estabelecida para melhorar as condições de tráfego, mas a medida também provocou reclamações de pessoas que utilizam os serviços do hospital. Ele reconhece a necessidade de facilitar o acesso à unidade de saúde, principalmente em situações de emergência, mas destaca que a permanência dos veículos precisa respeitar os horários estabelecidos.
Uma das situações identificadas pela fiscalização é a de motoristas que estacionam durante a noite para acompanhar familiares no hospital e acabam deixando os veículos no local após as 7h.
“A partir das sete horas da manhã, o veículo se encontra irregular pelo Código de Trânsito Brasileiro”, explicou o sargento Edno.
A fiscalização ocorre regularmente, inclusive no início da manhã. Conforme o superintendente, uma viatura passa pelo trecho por volta das 7h15 para verificar se há veículos estacionados fora do horário permitido.
O sargento Edno ressaltou que os agentes também consideram as circunstâncias de cada ocorrência, especialmente porque muitos motoristas estão no hospital para acompanhar familiares em situações delicadas.
“Às vezes, você não sabe a situação da pessoa dentro do hospital”, observou.
Por esse motivo, quando possível, os agentes consultam os dados vinculados à placa do automóvel para tentar localizar o proprietário antes de solicitar a remoção.
“A gente consegue, pela placa, puxar o telefone e ligar para o proprietário”, explicou o superintendente.
Ele destacou que a localização do condutor não impede a aplicação das penalidades previstas na legislação. Vários veículos já foram notificados e removidos por guincho no trecho.
O superintendente da DTT também relatou que muitos dos motoristas identificados são moradores de outros municípios. Na semana passada, por exemplo, duas ocorrências foram registradas com condutores de Araranguá e Içara.
Outro problema apontado pelo superintendente é a parada irregular de motoristas de aplicativo para o desembarque de passageiros em frente ao hospital.
“Quando o pessoal vai descer na frente do hospital, o Uber pega a pista da esquerda, para o veículo, liga o alerta e desce o passageiro”, relatou.
Segundo o sargento Edno, a prática prejudica a circulação, principalmente quando o semáforo está aberto e os veículos que seguem atrás precisam interromper o deslocamento.
O superintendente lembrou ainda que existem estacionamentos particulares nas proximidades do Hospital São José, inclusive com funcionamento 24 horas. Esses espaços podem ser utilizados por pacientes, acompanhantes e visitantes que precisam permanecer na unidade durante o período de restrição.
A orientação da Superintendência de Trânsito é que os motoristas observem a sinalização e retirem os veículos antes das 7h. A fiscalização segue regularmente no trecho, e o descumprimento da restrição pode resultar em autuação e remoção do automóvel.
