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Investigação conclui que adolescentes e cão “Orelha” não estiveram juntos na Praia Brava

Análise de câmeras, fotos e laudos veterinários mostrou inconsistências e comprovou que o animal sofria de doença crônica

Por Ligado no Sul13/05/2026 10h30
Foto/Reprodução Internet

A 10ª Promotoria de Justiça da Capital, com apoio do Grupo de Trabalho da Procuradoria-Geral de Justiça, concluiu que os adolescentes investigados e o cão “Orelha” não estiveram juntos na Praia Brava durante o período da suposta agressão. A análise minuciosa de quase dois mil arquivos digitais, incluindo vídeos, fotos e dados de celulares, além da reinquirição de adolescentes e testemunhas, mostrou inconsistências temporais nas imagens das câmeras de vigilância.

Segundo a Promotoria, “a comparação minuciosa desses diferentes sistemas evidenciou uma defasagem de aproximadamente 30 minutos entre os horários registrados”. Com a correção, verificou-se que, nos instantes em que o adolescente estava próximo ao deck, o cão se encontrava a cerca de 600 metros de distância. As imagens também confirmaram que o animal mantinha plena capacidade motora quase uma hora após o horário da suposta agressão, afastando a hipótese de maus-tratos.

Laudos periciais e depoimentos do veterinário responsável pelo atendimento indicaram que o cão sofria de osteomielite — uma infecção óssea grave e crônica — possivelmente relacionada a doenças periodontais avançadas. O perito responsável pela exumação esclareceu que “todos os ossos do animal foram examinados de forma minuciosa, sem que fosse constatada qualquer fratura ou lesão compatível com ação humana”.

As Promotorias reforçaram que, “diante desse conjunto de provas, a hipótese de que o cão ‘Orelha’ tenha sucumbido a um quadro clínico grave — e não a uma agressão — foi a mais bem sustentada pelos elementos produzidos nos autos”. Também destacaram que boatos e versões baseadas em redes sociais, como “ouvi dizer” e “vi nas redes sociais”, influenciaram inicialmente a investigação.

Além do arquivamento do caso do cão, foram solicitadas providências ao Judiciário, como encaminhamento de cópias à Corregedoria da Polícia Civil para apurar possíveis irregularidades na investigação e avaliação do uso indevido de informações sigilosas envolvendo adolescentes em conteúdos digitais.

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