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Vírus respiratórios ainda estão em alta no país, alerta Fiocruz

Santa Catarina está entre os estados com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, segundo o boletim InfoGripe da Fiocruz

Por Ligado no Sul09/10/2026 08h30
Foto/Freepik

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por vírus respiratórios demonstram que o rinovírus, o metapneumovírus e o Sars-CoV-2 apresentam tendência de aumento em nível nacional. Porém, os novos casos semanais de SRAG por covid-19 estão baixos no país.

O alerta está no boletim semanal InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (8).

Os pesquisadores ressaltam que “a população prioritária verifique se está em dia com a vacinação contra a covid-19”.

“No caso das gestantes, é fundamental também se vacinar contra o Vírus Sincicial Respiratório [VSR]”, recomendam.

Em nível nacional, segundo o boletim, observa-se um leve sinal de retomada do crescimento dos casos de SRAG nas crianças e adolescentes de 2 a 14 anos de idade e estabilização dos casos nas demais faixas etárias.

O boletim aponta ainda que “os casos de SRAG por VSR e influenza B estão em queda e as hospitalizações por influenza A estão estáveis em níveis baixos de incidência”.

SRAG

Em nível regional, o boletim alerta que Alagoas, Roraima e Sergipe apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com indícios de crescimento nas últimas seis semanas.

O aumento de SRAG nesses estados ocorre principalmente em crianças e adolescentes. Em Alagoas e Sergipe, esse incremento está associado ao metapneumovírus. Em Roraima, ainda não há dados suficientes para determinar o vírus responsável pela doença.

O estudo aponta ainda que cinco unidades também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Cinco das 27 capitais — Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória — apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas.

A incidência e a mortalidade semanal média, nas últimas oito semanas epidemiológicas, segundo o InfoGripe, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças de até 2 anos de idade, os casos de mortalidade impactam a população a partir dos 65 anos de idade.

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