Santa Catarina registra 402 mortes por doenças respiratórias em 2026
Estado soma cerca de 8,8 mil hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave e mais de 2,1 mil internações em UTIs
Santa Catarina já registra 402 mortes causadas por doenças respiratórias em 2026. Conforme dados do Centro de Informações Estratégicas para a Gestão do Sistema Único de Saúde (CIEGE/SC), os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) resultaram em cerca de 8,8 mil hospitalizações no estado neste ano, com mais de 2,1 mil pacientes precisando de atendimento em unidades de terapia intensiva (UTIs).
Entre os principais agentes causadores estão os vírus influenza, coronavírus, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR). Apesar do número elevado de casos, o cenário geral apresenta estabilidade e tendência de queda nas notificações.
Segundo o diretor de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, João Fuck, o estado chegou a registrar semanas com quase 500 casos de SRAG. Atualmente, a média permanece próxima de 450 notificações semanais.
“Estamos no momento ainda tendo muitos casos, mas já em estabilidade e tendência de queda. Tivemos semanas com quase 500 casos sendo notificados e ainda mantemos uma média de 450, pouco mais, um pouco menos”, explicou.
O comportamento, no entanto, não é igual para todos os vírus. O sincicial respiratório chama atenção neste momento por apresentar uma sazonalidade diferente da registrada em 2025. A circulação do vírus ocorreu mais tarde neste ano e ainda apresenta números elevados, enquanto os registros gerais de Síndrome respiratória aguda grave (SRAG) já demonstram tendência de redução.
O VSR é uma das principais causas de bronquiolite e pneumonia em crianças nos primeiros dois anos de vida. Em Santa Catarina, 34 mortes relacionadas ao vírus foram confirmadas neste ano.
Fuck destaca que duas estratégias de prevenção contra o VSR foram incorporadas recentemente ao país. Uma delas é a vacinação de gestantes a partir da 28ª semana de gestação, com o objetivo de proteger os bebês nos primeiros meses de vida. A outra é o uso de anticorpos monoclonais, disponibilizados para crianças prematuras e aquelas que apresentam determinadas comorbidades e, por isso, possuem maior risco de agravamento.
“É um anticorpo pronto e ajuda, além da proteção da mãe, mas garante uma proteção maior, já que são crianças que têm um risco maior de agravamento em decorrência desses quadros”, explicou.
Diante da circulação do vírus, o diretor reforça a importância das medidas de prevenção, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. “É importante fortalecer a estratégia de prevenção, que tem bons resultados e que pode diminuir talvez o impacto de gravidade ou de mortalidade da doença”, afirmou.
Além das ações específicas contra o VSR, todos os municípios catarinenses participam, ao longo deste mês, da campanha nacional de multivacinação. A iniciativa busca atualizar as cadernetas de vacinação da população e ampliar a proteção por meio dos imunizantes oferecidos pelo Ministério da Saúde.


