Parkinson atinge cerca de 1% dos idosos em SC e diagnóstico precoce pode frear impactos da doença
A identificação precoce e o início rápido do acompanhamento médico são fundamentais para reduzir os impactos da doença de Parkinson, condição neurológica que afeta principalmente idosos e cresce com o envelhecimento da população.
Em Santa Catarina, a estimativa é de que cerca de 1% das pessoas com mais de 65 anos convivam com a doença. Isso representa entre 100 e 200 casos para cada 100 mil habitantes, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde.
As maiores complicações e internações costumam ocorrer entre pessoas de 70 a 79 anos. A taxa anual de mortalidade varia entre 3% e 5%.
Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de reconhecer sinais iniciais como tremores, rigidez muscular e lentidão nos movimentos.
A neurologista do Instituto de Educação Médica (IDOMED), doutora Karoline Queiroz, explica que procurar atendimento logo no começo pode fazer diferença na evolução do quadro.
“Os pacientes devem procurar um especialista assim que surgirem os sintomas. É uma doença progressiva e quanto antes identificarmos, melhor. Como em outras patologias, o diagnóstico precoce é importante”, destacou.
Segundo a médica, além dos medicamentos, os tratamentos não medicamentosos têm papel essencial para preservar a autonomia do paciente.
“Exercícios físicos, fisioterapia, pilates e atividades de mobilização são muito importantes. Quando o paciente inicia esse cuidado cedo, consegue manter melhor a funcionalidade e a qualidade de vida”, explicou.
Apesar dos avanços da medicina, a doença de Parkinson ainda não tem cura definitiva. No entanto, novas pesquisas buscam alternativas para retardar a progressão da doença e amenizar os sintomas.
“Hoje já existem estudos em andamento tentando atuar de forma precoce no processo da doença, não exatamente com cura, mas para reduzir impactos desde o início”, acrescentou a neurologista.
A orientação é que qualquer sinal suspeito seja avaliado por um especialista. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem garantir mais independência e bem-estar ao paciente.
*Com informação Acaert
