Orleans chega a 37 focos do mosquito da dengue em 2026 e acende alerta para o verão
Dois focos foram identificados recentemente no município. Apesar da presença do mosquito, Orleans não registra casos da doença, conforme a Vigilância em Saúde
Orleans chegou a 37 focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, em 2026. Desse total, dois foram identificados recentemente, um no bairro Samuel Sandrini e outro no Centro da cidade. Apesar dos registros, o município não apresenta casos de dengue
Ao Jornal da Guarujá, o coordenador de Zoonoses, Luiz Fellipe Silva Garcia, informou que o foco mais recente foi encontrado no dia 26 de outubro, em uma armadilha instalada na região das ruas João Ramiro Machado e Antônio da Silva Cascaes, no Centro. O outro havia sido identificado em 30 de setembro, no bairro Samuel Sandrini.
Na armadilha do Centro, os agentes recolheram três larvas, das quais uma foi identificada como sendo do Aedes aegypti pelo laboratório da Regional de Saúde de Criciúma.
A descoberta levou as equipes de Zoonoses e os agentes comunitários de saúde a percorrer imóveis em um raio de 300 metros do local. Durante as visitas, os profissionais orientaram os moradores, verificaram possíveis criadouros e realizaram tratamentos com larvicida onde não era possível eliminar os recipientes.
Atualmente, Orleans possui 90 armadilhas distribuídas pela área urbana, que são vistoriadas a cada sete dias. As larvas encontradas são encaminhadas para análise, permitindo identificar a presença do mosquito e agir antes que ele se espalhe.
Município tem o mosquito, mas não registra casos de dengue
Luiz Fellipe destacou que é importante diferenciar a presença do mosquito da ocorrência da doença. Conforme o coordenador, Orleans não possui notificações de casos de dengue registradas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
“A gente tem a presença do mosquito e não da doença”, ressaltou.
A situação de municípios próximos, no entanto, preocupa as equipes de saúde. De acordo com os dados apresentados pelo coordenador, Tubarão contabiliza 733 focos do mosquito, Braço do Norte registra 317 e São Ludgero soma 231.
A circulação de pessoas entre as cidades aumenta a necessidade de prevenção, principalmente com a aproximação do verão.
Outro ponto de atenção é a chegada dos dias mais quentes. Luiz Fellipe explicou que a combinação de calor e umidade pode acelerar a reprodução do Aedes aegypti.
Normalmente, o desenvolvimento do mosquito leva de sete a dez dias, mas, em condições favoráveis, esse período pode ser reduzido para cinco a sete dias.
O coordenador também alertou que os ovos do mosquito podem permanecer em ambientes secos por até um ano e meio, à espera de água para continuar seu desenvolvimento.
Por isso, mesmo recipientes aparentemente secos precisam ser verificados e limpos, já que a chuva pode criar condições para o nascimento de novos mosquitos.
População está mais receptiva, mas cuidados precisam continuar
O coordenador avalia que os moradores de Orleans estão mais conscientes sobre a importância da prevenção e têm recebido melhor as equipes durante as visitas.
Segundo ele, o município já realizou três grandes mutirões de limpeza, quatro ações de distribuição de citronela e aplicação de inseticida em imóveis considerados estratégicos, além de instalar placas de orientação no cemitério.
Apesar dos avanços, Luiz Fellipe reforçou que o combate ao mosquito depende da participação de todos.
“É um trabalho de formiguinha, né? As pessoas circulam muito, as pessoas trocam de residências”, comentou.
O coordenador explicou que os agentes visitam os imóveis identificados com crachá ou colete e contam com o apoio dos agentes comunitários de saúde, que já possuem contato com as famílias.
Entre os principais cuidados estão eliminar recipientes que acumulam água, manter caixas-d’água bem fechadas, limpar calhas e verificar vasos de plantas, pneus e outros objetos deixados nos quintais.
O uso de repelente também é recomendado, especialmente para quem visita municípios com maior circulação do mosquito e registros da doença.
A orientação é que os moradores façam vistorias frequentes em suas casas, principalmente após períodos de chuva. A eliminação dos criadouros continua sendo uma das principais medidas para evitar a proliferação do mosquito e reduzir o risco de transmissão da dengue em Orleans.
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