Mais de 90% dos usuários estão satisfeitos com as unidades de saúde de Cocal do Sul, aponta pesquisa da Unesc
Levantamento ouviu moradores do município e mostra aprovação dos serviços, além de indicar prioridades para fortalecer a saúde pública
Mais de 90% dos moradores que participaram de uma pesquisa sobre a saúde pública em Cocal do Sul disseram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o atendimento recebido nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O dado faz parte de um estudo desenvolvido pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), que avaliou a Atenção Primária à Saúde em 11 municípios da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC).
Em Cocal do Sul, 294 usuários responderam à pesquisa. O levantamento mostrou que 91,8% dos entrevistados aprovam os serviços das unidades de saúde e que 73,8% têm a Atenção Primária como principal referência quando precisam de atendimento.
Para o prefeito Ademir Magagnin, o resultado demonstra a confiança da população no trabalho realizado pelas equipes de saúde. “Ficamos muito felizes em ver que a população reconhece o trabalho desenvolvido nas nossas unidades. Esse resultado é fruto da dedicação dos profissionais e também dos investimentos que o município vem fazendo para oferecer um atendimento cada vez mais próximo, acessível e de qualidade”, ressaltou.
A pesquisa foi coordenada pela professora e pesquisadora do Mestrado em Saúde Coletiva da Unesc, Lisiane Tuon. Segundo ela, o estudo ajuda os municípios a entenderem melhor a realidade da população e a planejar ações mais eficientes.
“Os dados mostram o que está dando certo e também apontam onde é preciso avançar. Isso permite que as decisões sejam tomadas com base na realidade de cada município, fortalecendo a Atenção Primária e qualificando ainda mais o atendimento à população”, explica.
Além da alta aprovação, a pesquisa também mostrou que a maior parte da população utiliza a rede pública como porta de entrada para os cuidados com a saúde, reforçando a importância da Atenção Primária no município.
Ao mesmo tempo, o levantamento identificou pontos que merecem atenção. Entre os entrevistados, 54,1% disseram conviver com alguma doença crônica. Os problemas mais frequentes são hipertensão arterial, dores na coluna e depressão.
Outro dado importante é que 71,1% dos participantes afirmaram não praticar a quantidade de atividade física recomendada para manter a saúde. A pesquisa também identificou que cerca de um terço dos entrevistados apresentou sintomas moderados ou mais intensos de ansiedade e depressão, informações que servirão de base para o planejamento de novas ações.
A secretária municipal de Saúde, Giovana Galato, destaca que os resultados ajudam a direcionar o trabalho da rede pública.
“É muito importante receber esse retorno positivo da população, mas também olhar para os desafios. A pesquisa mostra onde precisamos fortalecer nossas ações, principalmente na prevenção, no acompanhamento das doenças crônicas, na promoção da atividade física e nos cuidados com a saúde mental. Isso nos permite planejar com mais eficiência.”
Segundo Lisiane, esse é justamente o principal objetivo da pesquisa.
“Quando conhecemos melhor a realidade da população, conseguimos planejar políticas públicas mais eficientes e oferecer um cuidado cada vez mais qualificado.”
A pesquisa faz parte da Análise de Situação de Saúde (ASIS AMREC), desenvolvida entre 2024 e 2025 pela Unesc, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).
Ao todo, foram entrevistados 1.938 usuários e 403 profissionais da saúde em 11 municípios da região. Os resultados estão sendo transformados em relatórios e notas técnicas que vão auxiliar os gestores municipais na definição de prioridades e no planejamento de ações para fortalecer a saúde pública.



