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Santa Catarina lidera ranking nacional de doadores de órgãos

Estado registrou média de 42,8 doadores por milhão de habitantes no ano passado; enfermeira reforça importância de conversar com a família sobre o desejo de doar

Por Ligado no Sul21/09/2026 10h30
Foto/IA

Santa Catarina encerrou 2025 na liderança nacional em doações de órgãos e tecidos, com média de 42,8 doadores por milhão de habitantes. O índice é mais que o dobro da média brasileira, que ficou em 20,3 doadores por milhão, segundo dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO).

O estado também apresentou um dos menores índices de recusa familiar do país. Em 2025, 32% das famílias recusaram a doação, índice 13 pontos percentuais abaixo da média nacional.

A enfermeira Lucimar Sampaio explica que o processo de doação começa após a confirmação médica da morte encefálica. Segundo ela, a condição representa a perda completa e irreversível das funções do cérebro e corresponde à morte da pessoa.

“Depois da confirmação, a família é acolhida e recebe todas as informações necessárias sobre o processo de morte encefálica e sobre a doação de órgãos. A decisão é da família”, explica.

No Brasil, a retirada de órgãos para transplante após a morte só pode ser realizada com autorização dos familiares. Por isso, Lucimar destaca a importância de comunicar em vida o desejo de ser doador.

“Diga claramente: eu quero ser um doador. Você sabia que no Brasil não basta apenas a manifestação em vida? Se você deseja ser doador, a família precisa conhecer a vontade do seu familiar e autorizar a doação no momento em que ela for possível. Por isso, conversar hoje pode fazer toda a diferença no amanhã”, afirma.

Em Santa Catarina, a doação de órgãos e tecidos é coordenada pela SC Transplantes. Entre janeiro e agosto de 2026, foram registradas 241 doações efetivadas no estado. Ao final de agosto, 1.894 pessoas aguardavam por um transplante em Santa Catarina. As maiores demandas são por rins e córneas.

Para Lucimar, a conversa dentro das famílias pode contribuir para que a vontade de uma pessoa seja respeitada no momento da decisão.

“A doação de órgãos é um gesto de solidariedade que pode transformar a vida de várias pessoas que aguardam por um transplante. Neste Setembro Verde, fale sobre a doação, informe-se e converse com quem você ama.”

Desde 2022, pessoas interessadas em ser doadoras de órgãos e tecidos podem registrar essa informação na Carteira de Identidade. Ainda assim, a manifestação não substitui a autorização da família no momento da doação.

Em 2026, pelo menos 54 hospitais de Santa Catarina realizaram transplantes, segundo os dados apresentados sobre o período.

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