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Suspensão de importações da União Europeia pode afetar exportações de produtos de origem animal de SC

Santa Catarina exportou mais de 99 mil toneladas ao bloco europeu em 2025, principalmente carne de frango

Por Ligado no Sul08/09/2026 11h30
Foto/Arquivo Cidasc

A suspensão das importações de produtos de origem animal do Brasil pela União Europeia pode trazer impactos para as exportações de Santa Catarina. Em 2025, o Estado enviou pouco mais de 99 mil toneladas desses produtos para os países do bloco, gerando um faturamento de cerca de US$ 341 milhões.

Segundo o engenheiro-agrônomo e analista de socioeconomia e desenvolvimento rural da Epagri/Cepa, Alexandre Luís Giehl, os efeitos da medida não devem ser iguais para todos os produtos.

A maior parte das exportações catarinenses para a União Europeia foi formada por carnes. Também foram enviados ovos, mel e pescado, entre outros produtos. A carne de frango, sozinha, representou cerca de 99% de tudo o que Santa Catarina exportou para o bloco.

Apesar da importância desse mercado, existe a possibilidade de que parte da produção que não for enviada para a Europa seja direcionada para outros países.

“Existe uma possibilidade de impacto, mas ainda há a perspectiva de que ao menos parte do produto que vai deixar de ser embarcado para a Europa nesse período possa ser redirecionado para outros destinos”, explicou Giehl.

O analista lembra que isso já ocorreu em outras situações. Um exemplo foi registrado no ano passado, após a identificação de um foco de gripe aviária no Rio Grande do Sul, quando restrições temporárias afetaram as exportações brasileiras.

Europa tem peso nas exportações catarinenses

Em 2025, os embarques para a União Europeia representaram pouco mais de 8% da quantidade total de produtos exportados pelo setor avícola catarinense e 13,8% do valor obtido com essas vendas.

Para Giehl, os números mostram que o mercado europeu tem importância para Santa Catarina, mas o Estado também possui outros compradores internacionais que podem receber parte da produção.

Por isso, o impacto da suspensão ainda dependerá da duração da medida e da capacidade do setor de encontrar novos destinos para os produtos que deixarem de ser enviados à Europa.

 

*Com informações Acaert

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