IBGE vai abrir mais de 1,1 mil vagas temporárias para o Censo Agropecuário em Santa Catarina
Processo seletivo deve ser lançado ainda em outubro; remuneração prevista é de cerca de R$ 2 mil, além de auxílio-alimentação e valor adicional pela coleta realizada
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prepara a abertura de mais de 1,1 mil vagas temporárias em Santa Catarina para profissionais que irão atuar diretamente na coleta de dados do Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. O processo seletivo deve ser lançado ainda neste mês de outubro, com oportunidades distribuídas por todo o estado.
Ao todo, a realização da pesquisa deve mobilizar mais de 1,5 mil contratações temporárias em Santa Catarina. A maior seleção será justamente para a função de recenseador, responsável por visitar os estabelecimentos agropecuários e coletar as informações que formarão um novo retrato do setor catarinense.
Em entrevista, o superintendente estadual do IBGE em Santa Catarina, Roberto Kern Gomes, explicou que algumas contratações já começaram, mas que o principal processo seletivo ainda será lançado.
“A gente já começou a contratar as pessoas, mas o maior processo seletivo vai acontecer agora. Em outubro, a gente vai lançar um processo seletivo para contratar mais de 1,1 mil profissionais que vão trabalhar na coleta”, afirmou.
Segundo o superintendente, o edital está previsto para outubro e as provas devem ocorrer, provavelmente, até o final deste ano. As contratações são projetadas a partir de maio de 2027.
A remuneração exata ainda não foi definida, mas a estimativa apresentada pelo IBGE é de aproximadamente R$ 2 mil, acrescidos de cerca de R$ 1,2 mil de auxílio-alimentação e de uma parcela variável relacionada às coletas realizadas pelo profissional.
“As vagas serão distribuídas por todo o estado. A remuneração a gente não tem exatamente o valor, mas vai ser em torno de R$ 2 mil, mais vale-alimentação, que é em torno de R$ 1,2 mil, e mais um valor percentual para cada coleta que ele fizer”, explicou Gomes.
A previsão é de contratos com duração aproximada de seis meses. O período, entretanto, poderá ser prorrogado em determinadas regiões caso seja necessário mais tempo para concluir o levantamento.
Para o superintendente, a seleção também representa uma oportunidade para quem procura uma ocupação temporária. “Venha se juntar a nós nessa batalha que é fazer esse retrato, essa radiografia do setor agropecuário em Santa Catarina”, convidou.
Censo vai além dos números da produção
Todos os estabelecimentos agropecuários catarinenses deverão ser alcançados pelo levantamento. Além de identificar o volume produzido e a participação econômica das diferentes atividades, o Censo pretende traçar o perfil de quem trabalha e vive no campo.
Entre as informações que serão levantadas estão os principais produtos de cada região, características dos produtores, presença de povos e comunidades tradicionais e transformações sociais observadas no meio rural.
O levantamento também pretende ajudar a responder questões como a permanência dos jovens no campo e o comportamento do êxodo rural.
“É uma miríade de informações que vai muito além do volume produzido e do PIB, embora esses dois dados sejam realmente muito importantes. É uma radiografia completa do setor agropecuário, florestal e aquícola aqui no estado”, explicou Roberto Kern Gomes.
A primeira etapa de coleta deverá começar pela internet no início de 2027. Já o trabalho presencial dos recenseadores está previsto para junho de 2027, seguindo até outubro do mesmo ano.
Após o encerramento do trabalho de campo, a expectativa é que as primeiras informações da pesquisa sejam divulgadas cerca de dois meses depois. Os resultados definitivos do Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola têm conclusão projetada para dezembro de 2028.
