Para uma melhor experiência neste site, utilize um navegador mais moderno. Clique nas opções abaixo para ir à página de download
Indicamos essas 4 opções:

Google Chrome Opera Mozilla Firefox Microsoft Edge
Ok, estou ciente e quero continuar usando um navegador inferior.

Santa Catarina abre licitação para captura e abate de javalis em quatro parques estaduais

Parque Estadual da Serra Furada, entre Orleans e Grão-Pará, está entre os locais que receberão os trabalhos. Ações terão duração de cinco meses

Por Ligado no Sul03/11/2026 11h30
Foto/Ilustrativa

O Governo de Santa Catarina abriu uma licitação para contratar uma empresa responsável pela captura e pelo abate de javalis em quatro parques estaduais. Entre os locais está o Parque Estadual da Serra Furada, localizado entre Orleans e Grão-Pará. O objetivo é controlar a presença desses animais, que causam prejuízos às lavouras e representam uma ameaça à fauna e à vegetação nativas.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta terça-feira (3), o gerente de Unidades de Conservação do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), Filipe Lemser, explicou como será realizado o trabalho e os motivos que levaram o Estado a adotar a medida.

Além da Serra Furada, os serviços estão previstos para o Parque Estadual Fritz Plaumann, em Concórdia; o Parque Estadual das Araucárias, em São Domingos; e o Parque Estadual Rio Canoas, em Campos Novos. As ações ocorrerão simultaneamente nos quatro locais, durante 150 dias, o equivalente a cinco meses. Outros parques administrados pelo IMA também poderão receber os serviços.

Segundo Lemser, o instituto monitora a presença de javalis nas unidades de conservação desde 2018. Os levantamentos apontam uma maior concentração desses animais nos parques da região Oeste de Santa Catarina. No Parque Estadual da Serra Furada, entre Orleans e Grão-Pará, a presença é menor, mas os registros já são suficientes para que o local seja contemplado pelas ações de controle da espécie.

Os javalis são animais de uma espécie exótica invasora, ou seja, não são nativos da região. Eles se reproduzem rapidamente, destroem plantações e podem causar danos ao meio ambiente. Conforme o gerente, também existem relatos de animais cada vez mais próximos das áreas urbanas.

“É um animal agressivo, ele trabalha com pisoteamento e reviramento de solo, come grãos. Enfim, ele acaba prejudicando a lavoura”, afirmou.

Como será feita a captura dos javalis

A empresa contratada deverá utilizar armadilhas do tipo curral, método escolhido pelo IMA para capturar vários animais de uma só vez.

Primeiro, será colocado alimento para atrair os javalis até o local. Depois, os animais serão capturados em uma estrutura fechada, que permite reunir indivíduos de diferentes idades. O abate será realizado por profissionais responsáveis pelo serviço, conforme as regras aplicáveis.

“Existem algumas metodologias autorizadas pelo Ibama e, entre elas, o Instituto do Meio Ambiente adotou a armadilha do tipo curral. Então, ela é uma armadilha que pega uma gama maior de indivíduos”, explicou Lemser.

O gerente esclareceu que a medida não significa uma autorização para que qualquer pessoa entre nos parques para caçar javalis. O serviço será executado exclusivamente pela empresa contratada para essa finalidade.

A licitação foi aberta em 21 de outubro, e o prazo para apresentação das propostas termina em 9 de novembro.

Uma das maiores dificuldades para controlar a população de javalis é a velocidade com que esses animais se reproduzem.

Segundo Lemser, cada fêmea pode ter, em média, sete filhotes por ninhada, e os animais podem atingir a idade adulta entre 12 e 14 meses.

“Então a gente está falando de uma crescente exponencial grande, e aí fica algo desenfreado, muito difícil de fazer o controle”, alertou.

O gerente também explicou que, fora das unidades de conservação, o controle de javalis depende de autorizações e do cumprimento das normas estabelecidas pelos órgãos competentes, especialmente o Ibama.

Por fim, Lemser orientou a população a não criar nem soltar javalis na natureza e a comunicar aos órgãos ambientais a presença desses animais.

“Qualquer ajuda da população, denuncie aos órgãos ambientais, órgãos de controle, para que a gente possa chegar a uma efetividade maior no combate a esses indivíduos”, concluiu.

Confira entrevista completa

0
0

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe essa notícia

VER MAIS NOTÍCIAS