Nova variante da Covid-19 acende alerta global, mas ainda não foi registrada em Santa Catarina
Uma nova sublinhagem da variante Ômicron da Covid-19, apelidada de “cicada” (ou “cigarra”), tem chamado a atenção da comunidade científica internacional devido ao alto número de mutações genéticas. Com mais de 70 alterações identificadas, pesquisadores avaliam o potencial de escape imunológico enquanto a variante já circula em diversos países.
Apesar do avanço no cenário internacional, o médico infectologista do Hospital Universitário, doutor Rodrigo Douglas Rodrigues, afirma que, até o momento, não há registro dessa variante em Santa Catarina.
Segundo o especialista, a vigilância epidemiológica do estado mantém monitoramento constante dos vírus respiratórios. “Qualquer identificação de uma nova variante relevante é prontamente comunicada aos órgãos oficiais de saúde”, explica.
Mesmo com a situação atual considerada controlada em relação à Covid-19, o infectologista reforça a importância de manter medidas básicas de prevenção. Entre elas, a vacinação anual contra Covid-19 e influenza, a higienização frequente das mãos, o uso de máscara por pessoas com sintomas respiratórios e a adoção da chamada etiqueta da tosse, como cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir.
No cenário internacional, a variante já foi identificada em diversos países europeus e em dezenas de estados dos Estados Unidos, o que mantém o alerta das autoridades de saúde.
De acordo com o médico, os principais sintomas seguem semelhantes aos já conhecidos da doença, incluindo tosse, coriza, congestão nasal, dor de garganta, febre, mal-estar e dores no corpo.
Apesar de a nova variante ainda não ter sido detectada no Brasil, a recomendação é clara: manter o calendário vacinal atualizado. “Mesmo que essa sublinhagem específica ainda não esteja contemplada nas vacinas atuais, a imunização ajuda a reduzir a circulação do vírus e dificulta o surgimento e a disseminação de novas variantes”, destaca.
A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina reforça que a vacinação e os cuidados básicos continuam sendo as principais ferramentas para evitar o avanço da doença.
*Com informações Acaert
